Governador João Azevêdo garante adesão da Paraíba ao Pacto Nacional pela Primeira Infância

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O governador João Azevêdo participou, nesta quinta-feira (15), por meio de videoconferência, de solenidade de abertura do Seminário Pacto Nacional pela Primeira Infância – Região Nordeste, ocasião em que os gestores dos estados aderiram ao programa coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que tem como objetivo fortalecer os direitos previstos na legislação brasileira e promover a melhoria da infraestrutura necessária à proteção dos interesses das crianças.

Na ocasião, o chefe do Executivo estadual ressaltou a importância da realização de políticas públicas voltadas para a primeira infância e destacou o lançamento recente do programa Integra Educação PB que tem como meta alfabetizar 100% das crianças na idade certa. “Nós sabemos que ações como essa são fundamentais para o desenvolvimento e para o futuro da nova geração e trabalhamos para garantir as condições necessárias para que as nossas crianças tenham acesso a políticas de inclusão social, de educação, de saúde, tendo todos os seus direitos respeitados e assegurados”, frisou.

O Seminário Pacto Nacional pela Primeira Infância – Região Nordeste foi aberto pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, e contou com as presenças de representantes do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ministério da Cidadania, Corregedoria Nacional de Justiça, Ministérios Públicos, governadores e magistrados.

A iniciativa tem o foco de sensibilizar os profissionais envolvidos no segmento sobre a importância do Marco Legal da Primeira Infância, fomentando, dessa forma, a implementação das prioridades previstas na Constituição Federal para as crianças, a exemplo do direito à vida, à educação, à saúde, à convivência familiar, à liberdade e ao respeito.

O evento virtual segue até esta sexta-feira (16) e é voltado para magistrados, procuradores, promotores, defensores públicos, advogados, equipes psicossociais-jurídicas, parlamentares e servidores dos Poderes Executivo e Legislativo, profissionais do Sistema de Garantia de Direitos e da sociedade civil da Região Nordeste – Conselhos Tutelares, Conselhos de Direito da Criança e do Adolescente, servidores das unidades de Direitos Humanos, Desenvolvimento Social, Cultura, Esporte, Saúde, Educação, Segurança Pública e empresários.

Os participantes poderão participar de workshops sobre temas que envolvem  a  importância das políticas públicas para a proteção e promoção do desenvolvimento na primeira infância, o Marco Legal da Primeira Infância, sub-registro de nascimento, saúde e segurança alimentar e nutricional, fortalecimento de vínculos e o apoio às famílias com crianças pequenas, ampliação do acesso à educação infantil, desafios e avanços na promoção do desenvolvimento na primeira infância na região Nordeste, enfrentamento da violência  e perspectivas para proteção e promoção do desenvolvimento integral das crianças em tempos de Covid-19.

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Pacheco anuncia senadores que vão compor a CPI da Covid; veja os nomes

Dos onze titulares, quatro são aliados de Bolsonaro, cinco são independentes e dois são da oposição

Rodrigo Pacheco, presidente do Senado
O Antagonista

Rodrigo Pacheco, presidente do Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) anunciou nesta quinta-feira (15) os 11 titulares e 7 suplentes que vão compor a CPI da Covid – que investigará ações e omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia e o uso de recursos da União usados por estados e municípios.

Membros titulares

Eduardo Braga (MDB-AM), Renan Calheiros (MDB-AL), Ciro Nogueira (PP-PI), Eduardo Girão (Podemos-CE), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Omar Aziz (PSD-AM), Otto Alencar (PSD-BA), Marcos Rogério (DEM-GO), Humberto Costa (PT-PE) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Suplentes

Alessandro Vieira (Cidadania-ES), Zequinha Marinho (PSC-PA), Marcos do Val (Podemos-ES), Ângelo Coronel (PSD-BA), Jader Barbalho (MDB-PA), Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Rogerio Carvalho (PT-ES).

Ainda não foi definido quem será o presidente e o relator da comissão, mas os mais cotados são, respectivamente, Randolfe Rodrigues e Renan Calheiros. A expectativa é que os nomes sejam definidos na terça-feira (20).

Dos onze titulares, apenas quatro são considerados aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem pardido): Ciro Nogueira, Eduardo Girão, Jorginho Mello e Marcos Rogério.

Outros cinco mantêm postura independente: Eduardo Braga (MDB-AM), Renan Calheiros (MDB-AL), Omar Aziz, Otto Alencar e Tasso Jereissati.

Já Humberto Costa (PT) e Randolfe Rodrigues (Rede) fazem parte do grupo de oposição ao governo.

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Temer já escala equipe para articular candidatura

Projeto “Governo de Centro” será coordenado pelo ex-ministro palaciano Carlos Marun

Ex-presidente Michel Temer
Agência Brasil

Ex-presidente Michel Temer

O ex-presidente Michel Temer está disposto mesmo a entrar na disputa presidencial do ano que vem como opção de terceira via.

Seu grupo político vislumbra um forte desgaste da polarização que marcou a escolha do eleitor nas últimas décadas, em especial entre PT e PSDB.

Quem voltou ao front é o fiel escudeiro e ex-ministro palaciano Carlos Marun. Ele deixou o conselho da usina de Itaipu para articular a candidatura de Temer.

Marun vai coordenar o projeto “Governo de Centro” do ex-presidente. Temer não se mexe, não aparece, e aguarda o chamamento de partidos aliados. Do Centrão, inclusive.

Atualmente, com a imagem arranhada do presidente Jair Bolsonaro (ainda sem partido) de um lado, e do ex-presidente Lula da Silva ainda rejeitado, de outro, Temer quer aparecer como o candidato de centro e opção para quem não quer votar em nenhum dos dois caciques políticos. Ele foi absolvido em primeira instância em dois processos e tem caminho livre.

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João e Cícero: de ‘casamento arranjado’ a aliança prioritária para 2022

Os primeiros cem dias da gestão do prefeito Cícero Lucena (Progressistas) mostraram uma coisa que os mais céticos achavam improvável até bem pouco: alinhamento irrestrito com o governador João Azevêdo (Cidadania). Alguém pode correr a dizer: “mas eles formaram aliança em 2020 foi para isso mesmo”. E vou dizer que isso é bem verdade, como é verdade também que não raro alianças formadas por conveniência tendem a gerar relações “apimentadas” pela desconfiança.

João Azevêdo vem de formação em partidos de esquerda e não abandonou o lado político, apesar do distanciamento do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), seu padrinho na disputa vitoriosa de 2018. Já Cícero teve sua origem na centro-direita, como linha auxiliar dos Cunha Lima. Uma relação, no entanto, desgastada pelo tempo, que hoje aponta mais discordâncias que afinidades. A convergência entre João e Cícero, improvável há alguns anos, se tornou conveniente em 2020.

Daquele acordo costurado na segunda metade do ano passado, os dois políticos passaram a vislumbrar alianças para o futuro. A configuração final não será simples, mas o alinhamento de agora aponta para a reedição do acordo no ano que vem. O ponto inicial da sincronia é visto nas ações de enfrentamento da pandemia do novo Coronavírus. Mas a afinidade é evidente, também, na área administrativa, principalmente em relação às obras públicas.

A aliança, caso seja confirmada, servirá para o enfrentamento das pré-candidaturas já alinhavadas dos ex-prefeitos Luciano Cartaxo (PV), de João Pessoa, e Romero Rodrigues (PSD), de Campina Grande, além do deputado estadual Wallber Virgolino (Patriotas). As chances de postulação do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) vão depender muito do desfecho das decisões judiciais nas áreas criminal e eleitoral enfrentadas por ele. Não é uma situação fácil.

Outro ponto que precisa ser analisado é o comportamento da senadora Daniella Ribeiro (Progressistas). Apesar de ela ser do mesmo partido do prefeito, colocou desde o início que não pretende ter alinhamento com o governador. Muitos a veem como munição do PP em caso de eventual, mas improvável, perda de capilaridade do governador. A tendência é que o partido siga João Azevêdo e faça um movimento para indicar o vice.

É muito cedo para dizer o tamanho da influência das eventuais candidaturas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e do ex-presidente Lula (PT) nas postulações locais. A história mostra que o movimento descendente de apoio costuma produzir efeito limitado nos Estados. De qualquer forma, isso deve contribuir para o surgimento de candidaturas mais ideologizadas nas bordas do tabuleiro político.

O ex-governador de Minas, Magalhães Pinto (já falecido), costumava dizer que política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou. Então, se tomarmos essa lição e olharmos o céu agora, veremos uma tendência forte de manutenção da aliança para 2022. Se para além disso, observarmos as condições de temperatura e pressão, veremos que dificilmente isso deve mudar. A conferir.

www.reporteriedoferreira.com.br   Por Suetoni Souto Maior




STF confirma decisão que determinou a abertura de CPI da Pandemia

Reprodução/ STF

Por 10 votos a 1, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (14) confirmar a decisão individual do ministro Luís Roberto Barroso que determinou a abertura de comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar supostas omissões no combate à pandemia de covid-19.

A decisão de Barroso foi tomada na semana passada, a partir de um mandado de segurança protocolado pelos senadores Jorge Kajuru (GO) e Alessandro Vieira (SE), ambos do Cidadania. Os parlamentares alegaram suposta omissão do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, ao não determinar a instalação da comissão, após a obtenção do mínimo de assinaturas necessárias de parlamentares para criação da CPI.

Durante a sessão de hoje, Barroso reafirmou seu voto e disse que seguiu a Constituição e a jurisprudência da Corte. Segundo o ministro, a instalação de uma CPI deve ser automática se o número mínimo de um terço de assinaturas de parlamentares for atingido.

“Nada há de criativo, original ou inusitado na decisão liminar, que concedi à luz da doutrina vigente no Brasil”, afirmou Barroso.

O voto de Barroso foi seguido pela maioria dos ministros. O ministro Marco Aurelio ficou vencido na votação por razoes processuais. Ele entendeu que não caberia ao plenário referendar o mandado de segurança.

Ontem (13), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, leu o requerimento de criação da comissão e deu o primeiro passo obrigatório para dar andamento ao processo de instalação da CPI .

www.reporteriedoferreira.com.br     Agência Brasil




França suspende voos com o Brasil por conta da Covid-19

Foto: Etienne Laurent

A França vai suspender todos os voos com o Brasil, disse o primeiro-ministro francês, Jean Castex, ao Parlamento do país.

“Tomamos conhecimento de que a situação está piorando e decidimos suspender todos os voos entre a França e o Brasil até segunda ordem”, afirmou Castex.

Vários importantes médicos franceses vinham pedindo há dias que o governo do país suspendesse todo o tráfego aéreo com o Brasil.

Há um mês, o ministro da Saúde da França, Olivier Verán, disse que cerca de 6% dos casos de covid-19 no país eram de variantes mais contagiosas do coronavírus originadas no Brasil e na África do Sul.

www.reporteriedoferreira.com.br     /Agencia Brasil




ALPB autoriza estado de Calamidade Pública em mais 45 municípios da PB

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) autorizou, nesta terça-feira (13), o Decreto de Estado de Calamidade Pública para mais 45 municípios em consequência da pandemia causada pelo novo coronavírus (Covid-19). Assim, 105 cidades paraibanas já tiveram situação de calamidade autorizados pela Casa Epitácio Pessoa em 2021.

Com a aprovação do Projeto de Decreto Legislativo 24/2021, tiveram o Estado de Calamidade Pública as cidades de: Alagoinha, Araçagi, Arara, Areia de Baraúnas, Bananeiras, Barra de São Miguel, Bernardino Batista, Bonito de Santa Fé, Borborema, Caaporã, Cabedelo, Cacimba de Areia, Cajazeiras, Conceição, Condado, Conde, Cubati, Cuité, Fagundes, Juarez Távora, Lagoa de Dentro, Lagoa Seca, Manaíra, Mari, Montadas, Nova Palmeira, Olivedos, Paulista, Pedro Regis, Piancó, Poço Dantas, Poço de José de Moura, Pombal, Puxinanã, Remígio, Santa Helena, São Domingos, São José de Espinharas, São José dos Cordeiros, Santana de Mangueira, Serra da Raiz, Serra Redonda, Serraria, Tavares e Zabelê.

De autoria do deputado Felipe Leitão, foi aprovado o Projeto de Lei 798/2019, que determina a obrigatoriedade de restaurantes, lanchonetes, bares e outras empresas que fornecem o serviço de entrega de alimentos em domicílio, através de delivery, a usar selo de garantia ou lacre de inviolabilidade nas embalagens dos produtos. “Essa prática trará mais segurança aos consumidores, que terão a certeza de que o produto dentro da embalagem está dentro dos padrões a serem cumpridos pelos estabelecimentos”, justificou o autor da proposta.

PEQUENO EXPEDIENTE

No caminho inverso aos constantes cortes em pesquisas científicas, a Paraíba tem focado esforços na ciência e na tecnologia. A constatação foi feita pelo deputado Buba Germano, durante o Pequeno Expediente da sessão ordinária desta terça-feira (13), realizado de forma remota.

“Em 2020, a ALPB decidiu reduzir custos para arrecadar dinheiro para o enfrentamento da pandemia. Conseguimos R$ 2 milhões, sendo que metade desse valor foi investido em ciência e tecnologia. Hoje, fico muito feliz em ver que esse investimento ajudou a Fapesq a abrir um edital focado em projetos voltados para o combate à Covid. Esse reforço também foi suficiente para que nossas universidades recebessem autorização de patentes na elaboração de ventiladores pulmonares a baixo custo. Mostra que estamos nos esforçando diariamente para cumprir nosso papel como representantes do povo”, ressaltou o deputado.

Na ocasião, os deputados reforçaram, ainda, a importância da vacina para o enfrentamento à Covid-19. “A pandemia ainda não acabou. Embora a Paraíba esteja em quarto lugar no número de vacinas aplicadas, precisamos continuar os cuidados básicos de higiene das mãos e isolamento social”, alertou Pollyana Dutra, antes de ser complementada pelo deputado Wilson Filho: “Além de todo o esforço na área da saúde, a Paraíba ainda é o estado com o melhor ensino à distância do Brasil e a TV Assembleia foi essencial para o Estado obter esse resultado”.

Um dos fatores que contribuíram para que o estado fosse destaque nacional, foi a implantação da TV Paraíba Educa, fruto de uma parceria da ALPB e a Secretaria de Educação e da Ciência e Tecnologia.

Através da parceria, a TV Assembleia disponibilizou a subcanalização 8.3 da Rede Legislativa (TV Senado, TV Câmara e TV Assembleia), na grande João Pessoa, na região de Campina Grande e na região de Patos, exclusivamente para a veiculação de videoaula para o Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos

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Rosa Weber veta trechos de decreto de armas que entraria em vigor nesta terça/13

Suspensão foi determinada pela ministra do STF ao atender pedido do PSB

Ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF)
Fellipe Sampaio/SCO/STF

Ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF)

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu por decisão monocrática nesta segunda-feira (12) trechos de quatro decretos de armas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). As normas passariam a valer a partir desta terça-feira (13). Os decretos permitiam a flexibilização do porte, posse e compra de munição.

Entre as suspensões está a do trecho que aumentava de dois para seis o limite de armas de fogo que o cidadão comum pode adquirir. Isso seria permitido caso fossem preenchidos os requisitos necessários para obtenção do Certificado de Registro de Arma de Fogo.

No mesmo decreto, Bolsonaro também permitia que policiais, agentes prisionais, membros do Ministério Público e de tribunais comprassem duas armas de fogo de uso restrito, além das seis de uso permitido. Essa parte também foi suspensa por Rosa Weber.

Ainda foi vetado o trecho de outro decreto que ampliava, em grande escala, os limites para compras de armas e munição para caçadores, atiradores e colecionadores – conhecidos como CACs.

Os decretos de Bolsonaro foram anunciados pelo governo no fim da noite de 12 de fevereiro, às vésperas do Carnaval. As mudanças não passaram pela análise do Congresso. Os textos fazem uma nova regulamentação do Estatuto do Desarmamento, aprovado em 2003.

Em sua decisão, Rosa Weber determinou que o tema seja enviado ao plenário do STF, que pode confirmar ou rejeitar o que a ministra decidiu de forma individual. A data de julgamento será definida pelo presidente da Corte, ministro Luiz Fux.

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CCJ da Assembleia aprova multa a quem promover e participar de aglomerações durante pandemia

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A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou, em reunião realizada nesta segunda-feira (12), por videoconferência, a aplicação de multas aos proprietários ou locatários de imóveis que promovam festas ou aglomerações durante o período de Estado de Calamidade Pública decorrente da pandemia do novo coronavírus.

De acordo com o Projeto de Lei 2691/2021, a multa é no valor de R$ 10 mil para quem for flagrado promovendo aglomeração. Em caso de reincidência, a multa passará para R$ 100 mil. Ainda segundo a matéria, os participantes da festa ou aglomeração de caráter clandestino pagarão o valor de R$ 100. “O presente Projeto de Lei tem por finalidade criar mecanismos para inibir aglomerações ilícitas, com a realização de festas e eventos durante a pandemia já que, mesmo diante deste cenário pandêmico, ainda existem pessoas que insistem em descumprir as medidas restritivas, promovendo festas e eventos públicos geradores de aglomeração de pessoas, aumentando consideravelmente a difusão do coronavírus”, explica o autor do projeto, deputado Wallber Virgolino.

Preocupados com a segurança sanitária dos paraibanos dentro dos ônibus, os membros da comissão aprovaram o PL 2.667/2021, proibindo a lotação máxima em veículos que realizam o transporte intermunicipal de passageiros, enquanto perdurar o período de pandemia da covid-19. Não será permitida a viagem de passageiros em pé. Os usuários deverão estar nas poltronas e respeitando o distanciamento seguro para evitar o risco de contaminação. “Enquanto todos os demais setores da economia e da sociedade estão passando por restrições e novos regramentos, o transporte público segue atuando de forma a não preservar a vida e evitar a contaminação pela Covid-19”, justificou o deputado Branco Mendes, autor da proposta.

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Brasil fica de fora de 1ª viagem de enviado de Biden à América do Sul

Foto: Reprodução/YouTube

O Brasil está de fora da primeira viagem para a América do Sul do enviado do governo de Joe Biden, Juan Gonzalez, diretor sênior para o Hemisfério Ocidental no Conselho de Segurança Nacional, o cargo é na prática responsável por assuntos latino-americanos.

A Casa Branca anunciou nesse sábado (10) a primeira viagem de Gonzalez, acompanhado da secretária-adjunta interina para o Hemisfério Ocidental, Julie Chang. Os enviados passarão por Colômbia, Argentina e Uruguai, entre 11 e 15 de abril, onde se encontrarão com autoridades locais.

Na pauta, em Bogotá, de acordo com a Casa Branca, deverá ser tratada a recuperação econômica, desenvolvimento e segurança no meio rural, além da crise de migração da Venezuela e a liderança climática exercida na região pela Colômbia.

Já em Buenos Aires e Montevidéu, a discussão será em torno das prioridades regionais, desafios climáticos e pandemia de covid-19, além de ameaças à democracia, direitos humanos e segurança na região e no mundo.

Enquanto isso, o Brasil que tem em seu território a maior parte da floresta amazônica, registrou recorde de desmatamento em março. Além disso, enfrenta a pior crise ligada ao coronavírus desde o início da pandemia com recordes diários de casos e mortes. Em março foram 66.868 mortos por Covid-19, mais do que o dobro do 2º mês com mais óbitos, julho de 2020 (32.912 mortes).

Outro fator é que o Brasil vem registrando novas variantes e não conseguiu deslanchar uma vacinação nacional, com problemas que vão desde a rejeição por parte do governo de comprar milhões de doses da Pfizer/BioNTech até a falta de insumos para a produção dos imunizantes no Instituto Butantan e na Fiocruz, tornando-se uma ameaça mundial.

De acordo com a Folha, Gonzalez é crítico da agenda ambiental do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), e declarações anteriores do indicado mostram que o tema pode trazer conflitos à relação entre EUA e Brasil.

A publicação destaca que em entrevista ao Washington Post, em outubro do ano passado, disse que “em qualquer relacionamento que Biden tenha com líderes ao redor do mundo, a mudança climática estará no topo dessa agenda, e isso inclui o Brasil”. “Qualquer pessoa que pensa que pode promover um relacionamento ambicioso com os Estados Unidos enquanto ignora questões importantes como mudança climática, democracia e direitos humanos claramente não tem ouvido Joe Biden durante a campanha”, afirmou.

Gonzalez é nascido na Colômbia, mas criado em Nova York, e já foi diretor do Conselho de Segurança Nacional para assuntos relacionados à América Latina entre 2011 e 2013, durante o governo de Barack Obama, do qual Biden foi vice.

Em um artigo publicado na revista Americas Quarterly, em julho de 2020, Gonzalez disse que “a relação Brasil-EUA tem enorme potencial sob o governo Biden”, mas questionou se a “liderança atual do Brasil está preparada para abordar os desafios monumentais de nosso tempo”.