Pazuello diz que não vai à CPI por ter tido contato com pessoas com suspeita da Covid
Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, sem máscara em shopping de Manaus
Escalado para depor na CPI da da Pandemia no Senado Federal, nesta quarta-feira (5), o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, comunicou a membros da Comissão Parlamentar de Inquérito que não deve comparecer presencialmente ao seu depoimento.
De acordo com o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (REDE-AP), o general alegou que teve contato com pessoas com suspeita de Covid-19 e por isso, não pode comparecer ao Senado. A informação foi publicada pelo jornal O Globo.
Pazuello já foi diagnosticado pela Covid-19 e ficou afastado do Ministério da Saúde no período de recuperação. No domingo (25), ele foi visto andando sem máscara no shopping Manauara, em Manaus (AM). Ao ser questionado sobre o uso do equipamento, o ex-ministro teria ironizado: “Pois é, tem que comprar. Onde compra isso?”.
Senadora afasta especulações sobre indicação de nome ao Governo e afirma que MDB está fechado com João Azevêdo
Nilda Gondim – (Foto: Assessoria)
“Nós somos companheiros e parceiros do governador João Azevêdo”. A declaração é da senadora paraibana Nilda Goldim (MDB), durante entrevista a Arapuan nesta terça-feira (4), ao afastar as especulações que o MDB pode lançar candidatura própria ou até mesmo ter um nome indicado pelo seu presidente estadual, o senador Veneziano Vital, para disputar o Governo do Estado em 2022 como oposição a João Azevêdo (Cidadania).
“Continuamos parceiros dele. Estamos inclusive ajudando o seu governo, através de emendas individuais e de bancada. João Azevêdo tem se mostrado um governador eficiente, competente, sério e que está trabalhando muito. Na saúde, para ser especifica, não é à toa que a Paraíba está em quinto lugar no Brasil no ranking de vacinação. Isso é a prova incontestável do esforço e do trabalho dele”, disse ela em entrevista
A senadora, que também afastou a possibilidade de reeleição nas eleições majoritárias de 2022, afirmou que está se aposentando da vida pública e que possivelmente esse será seu último mandato. Ela citou, porém, que o partido vem forte nas eleições do próximo ano e que pode ter um outro nome próprio, ou em composição de aliança.
“O MDB é forte, que as pessoas acreditam, mesmo com suas divergências. Então eu acredito que o partido possa sim ter um candidato ao Senado, de fato ainda não sei, ou também pode fazer uma composição com um outro que esteja na disputa. Eu vejo que a gente só pode fechar essa questão se entendendo, havendo harmonização e encontrando um nome que possa acolher, harmonizar e aglutinar”, afirmou.
Anísio Maia barra filiação de Ricardo Coutinho ao PT; ‘Não assinarei a sua ficha’,disse
Foto: Reprodução/Mídias Digitais
O deputado estadual pelo PT, Anísio Maia, barrou na tarde desta terça-feira (4) a filiação do ex-governador do Estado, Ricardo Coutinho ao Partido dos Trabalhadores. “Não assinarei a sua ficha”, garantiu o deputado durante entrevista ao Programa Arapuan Verdade do Sistema Arapuan de Comunicação.
Anísio Maia disse ainda que o ex-governador está muito bem no PSB e não vê motivos para que ele venha fazer parte do PT. “Para ingressar no PT, ele teria que justificar a sua decisão, pois PT não está aberto para receber qualquer pessoa. Nós temos ideologias”, disse o parlamentar.
Para o deputado, o parlamentar só deverá deixar um partido por questões ideológicas e não por questões eleitorais.
Assembleia Legislativa do Estado já aprovou 2.683 matérias em 2021
Mesmo com a permanência do cenário de pandemia e as consequentes limitações impostas pelas ondas de contaminação da covid-19, a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) não tem medido esforços para manter alto o seu ritmo de produtividade. Para se ter uma ideia, entre 18 de fevereiro e 28 de abril deste ano, período crítico da pandemia no Estado, foram 2.683 matérias aprovadas, entre requerimentos, projetos de lei, projetos de resolução, vetos e medidas provisórias.
Além disso, a Casa tem promovido sessões especiais, audiências públicas e reuniões de comissões e frentes parlamentares, para debater assuntos específicos e entender a necessidade e demanda da população. “É um esforço conjunto de todos os deputados da Casa, cientes do papel social que desempenham. Os números são muito positivos e só comprovam a nossa luta diária por condições melhores para todos os paraibanos. Fomos colocados aqui pelo povo e é para ele que devemos trabalhar diariamente, incansavelmente”, explicou o presidente da Casa, Adriano Galdino.
Entre as iniciativas aprovadas, merece destaque a Lei 11.842/2021, de autoria do deputado Anderson Monteiro, que prevê multa de R$ 10 mil para quem furar a fila da vacinação contra a Covid-19 e desrespeitar os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde para receber a vacina. A iniciativa foi sancionada pelo governador João Azevedo e está em vigor desde o dia 18 de março.
Também passou pelo plenário virtual a Lei 11.841/2021, que autoriza o governo do Estado a comprar vacinas para o combate à Covid-19, caso o governo federal não cumpra o Plano Nacional de Imunização (PNI). De acordo com a matéria, de autoria do presidente da Casa, Adriano Galdino, “o Poder Executivo estadual pode comprar vacinas aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e as registradas por autoridades sanitárias estrangeiras previstas lei federal nº 13.979/2020, ou, ainda, quaisquer outras que vierem a ser aprovadas, em caráter emergencial”.
Além da pandemia
Mesmo priorizando ações emergenciais de enfrentamento ao novo coronavírus, a Assembleia tem mantido na pauta diversos outros assuntos necessários ao bem-estar da população. Entre eles, a Lei 11.880 que obriga os condomínios residenciais, conjuntos habitacionais e congêneres, a comunicar casos de violência doméstica contra mulheres, idosos, crianças e adolescentes. As denúncias devem ser relatadas para a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher ou ao Conselho Tutelar. De autoria do deputado Chió, a lei está em vigor desde o dia 20 de abril.
O combate à homofobia e ao feminicídio também estão na pauta permanente da Casa. Por meio das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) do Feminicídio e de Crimes Homofóbicos, a ALPB tem promovido debates sobre o assunto e transformado essas demandas em ações. Além de funcionarem como canais de interlocução, com planejamento de medidas para enfrentar as questões, as CPIs também auxiliam na criação de ferramentas de monitoramento dos casos.
Operação Carros-Pipa
Outra iniciativa encabeçada pela ALPB foi o pleito para o fim da suspensão da Operação Carros-Pipa. A Casa de Epitácio Pessoa debateu o assunto, chegando a enviar solicitação formal e a se reunir, de forma remota, com o ministro de Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, para resolver o problema que atingiu milhares de paraibanos que vivem em locais com escassez de água e necessitam deste tipo de abastecimento.
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Fábio Rocha: ‘Não é justo esforço para ir tudo abaixo por causa de irresponsáveis’
Foto: Internet
O secretário municipal de Saúde, de João Pessoa, Fábio Rocha, criticou as aglomerações registradas em João Pessoa no fim de semana. Ele apontou que, pelo que viu em filmagens, era para ser decretado lockdown na cidade. “Não é justo que o estado e municípios façam todos os esforços, trabalhando no fim de semana e feriado, para ir tudo abaixo por causa de irresponsáveis”, reclamou em entrevista a uma emissora de TV, em João Pessoa, nesta segunda-feira (03).
“Vi cenas de horrores, aglomeração e respeito ao próximo”, disse o secretário. Ele apontou que a Capital tem diminuído a ocupação de leitos de UTI e estão chegando mais vacinas, mas que é preciso todos fazerem sua parte.
Rocha afirmou que vai buscar identificar os locais e punir os responsáveis pelas aglomerações. “De acordo com a lei, vamos lá e fechar, lacrar e esperar a justiça, porque não é justo todo um esforço e sacrifício e alguns quererem fazer graça fora de época. Estamos diante de um inimigo invisível e pessoas tem que ter consciência que é copartícipe”, afirmou.
Vacinação – O secretário afirmou que está fazendo a vacinação da Coronavac a segunda dose e a primeira da AstraZeneca para pessoas com 45+ com comorbidades e grupo especial dos hemofílicos, gestantes com comorbidades e puérperas. “Todos estão descritos no Plano Nacional de Imunização, quem vai receber a segunda dose da AstraZenca pode ir ao drive thru na UFPB, e Coronavac antes de 5 de abril podem ir no drive do Unipê. As outras pessoas tem 10 pontos fixos nos ginásios”, explicou.
Pessoas abaixo de 60 anos sem comorbidades – O secretário afirmou que acredita que esse grupo de pessoas não demorará para ser vacinado. “Temos um volume de chegada, o Instituto FioCruz está com um regime de produção de 1 milhão por dia e vai chegar importadas. Acredito que daqui para junho vamos atingir essa faixa etária”, disse.
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Conclusão equivocada, diz João sobre ilação de subprocuradora que apontou aumento de mortes por decisões de governadores
João Azevêdo (Foto: Secom-PB)
O governador da Paraíba João Azevêdo, em entrevista ao Sistema Arapuan de Comunicação, afirmou que foi protocolado na Corregedoria do Conselho Nacional do Ministério Público, em Brasília, uma reclamação disciplinar contra a subprocuradora-Geral da República, Lindora Maria Araújo, no qual governadores do Nordeste pedem a abertura de um processo disciplinar contra ela e seu afastamento do Gabinete Integrado de Acompanhamento da Epidemia da Covid-19.
O pedido ocorre após Lindora encaminhar um ofício a todos os governadores do país requisitando dados sobre a aplicação de verbas federais no combate à pandemia, além de detalhes sobre a construção e desativação de hospitais de campanha. Segundo João Azevêdo, todas as informações foram prestadas em um primeiro oficio, porém, a subprocuradora enviou um outro oficio resposta fazendo pré-julgamentos ao colocar a responsabilidade no aumento no número de mortes da pandemia da Covid-19 na decisão tomada por governadores de fechar hospitais de campanha, além de ter apontado prejuízos ao erário público.
“Primeiro que nenhum governador tem essa compreensão, e pelo o que chegou a mim, nenhum deles afirmou ou entendeu isso. Segundo, você não pode associar e na própria pergunta que é feita por ela, diz que a ação de fechar os hospitais provocou prejuízos ao erário e aumentou o número de óbitos. Isso é uma conclusão absolutamente equivocada, você não pode, e nós entendemos isso claramente, que não é só fazer a pergunta e solicitar informações, pois estamos aqui para prestar esclarecimentos, mas é a forma que foi colocada, de maneira direta no documento, onde já se fez nele um pré-julgamento na pergunta de uma ação dos governadores como se todos tivessem fechado os hospitais imaginando que tinha acabado a pandemia, quando isso nunca ocorreu”, explicou João Azevêdo.
“Segundo que, essa afirmação que o fechamento casou prejuízos ao erário e causou mortes, isso não aconteceu. Você não pode associar jamais, no caso da Paraíba, mortes que aconteceu em abril com um hospital que foi fechado em julho do ano passado, até porque o número de leitos abertos hoje é muito maior do que nós tínhamos naquele mês. Então foi uma decisão de fechar uma decisão de fechar um hospital temporário que atendia somente a pacientes em enfermaria, por leitos em hospitais definitivos. Ou seja, foi exatamente em relação a isso que nós contestamos essa forma de antecipar um oficio para solicitar informações, e em outro já uma conclusão e uma quase que, diria que uma conceituação de uma situação que não é real”, concluiu o governador.
Questionado se essa ação de Lindora Maria poderia apontar indícios de uso da Procuradora-Geral da República à serviço do Palácio do Planalto, quando órgão em sua essência deve atuar de forma independente, João Azevêdo afirmou que foi já feito uma contestação sobre isso, medida que na prática, se comprovada falta de isonomia, pode afastar a subprocuradora-Geral de suas funções. “Estamos questionando isso para que a PGR funcione com autonomia que ela tem e o direito de requisitar informações. Os Estados têm a obrigação de prestar os esclarecimentos, mas sem pré-julgamento. Você não pode receber um oficio com um pré-julgamento e que já diz o que entendeu, já fez um pré-julgamento e praticamente acusou e responsabilizou os governadores por um número maior de mortes e por prejuízo ao erário em um pedido de informação, foi isso o que nós contestamos”, concluiu o chefe do Executivo paraibano ao apontar o documento que foi protocolado pelos governadores do Nordeste.
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CPI da Pandemia pode convocar ministros, prefeitos e governadores; confira os nomes
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A CPI da Pandemia no Senado pode votar a partir da próxima semana a convocação de cinco ministros de Estado, quatro governadores, quatro prefeitos, 13 secretários estaduais e municipais de saúde e um integrante do Supremo Tribunal Federal (STF). Dos 209 requerimentos que ainda aguardam deliberação do colegiado, 134 são pedidos de convocação. Outros 73 são de convite e apenas dois de informações.
Os parlamentares sugerem a convocação dos ministros Paulo Guedes (Economia), Walter Braga Netto (Defesa e ex-Casa Civil), Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil e ex-Secretaria de Governo), Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Inovações) e Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos). O ministro Wagner Rosário, da Controladoria Geral da União (CGU), é chamado a depor em um pedido de convite. Há ainda requerimentos para a convocação do ex-ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores).
A CPI da Pandemia pode votar ainda a convocação dos governadores João Doria (São Paulo), Wilson Lima (Amazonas), Rui Costa (Bahia) e Hélder Barbalho (Pará). Wellington Dias (Piauí) é convidado como representante do Fórum de Governadores.
O prefeito de Manaus (AM), David Almeida, é alvo de três requerimentos. Além dele, há pedidos para a convocação dos gestores de Chapecó (SC), João Rodrigues; Ilha Bela (RJ), Toninho Colucci; e São Lourenço (MG), Walter Lessa. Outro requerimento pede a convocação do ex-prefeito de Fortaleza (CE), Roberto Cláudio.
A CPI da Pandemia pode votar ainda a convocação dos secretários estaduais de Saúde de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Sergipe e Rio Grande do Norte. Além deles, podem ser convocadas a depor as gestoras municipais de Saúde de Manaus e de Porto Seguro (BA). Há ainda requerimentos para a convocação de ex-secretários do Amazonas, do Distrito Federal e de Fortaleza.
“Gabinete do ódio” De todos os requerimentos que aguardam apreciação, apenas quatro têm data confirmada de votação. Eles se referem à convocação de Fabio Wajngarten, ex-secretário especial de Comunicação Social da Presidência da República. Em entrevista à revista Veja, Wajngarten afirmou que houve “incompetência” e “ineficiência” de gestores do Ministério da Saúde para negociar a compra de vacinas. Os quatro pedidos devem ser votados na próxima terça-feira (4).
Os senadores podem apreciar ainda a convocação do chamado “gabinete do ódio”: um grupo de servidores que atua nas redes sociais da Presidência da República e é suspeito de promover uma campanha de desinformação durante a pandemia. Podem ser chamados a depor os assessores Tércio Arnaud Tomaz, José Matheus Gomes e Mateus Matos Diniz, além do secretário de Comunicação da Presidência, Flávio Rocha.
Os parlamentares apresentaram ainda requerimentos para a convocação do ex-comandante do Exército, general Edson Pujol. Durante a gestão dele, o Laboratório do Exército intensificou a produção de cloroquina, um medicamento sem eficácia comprovada contra a covid-19.
Quem também aparece entre os requerimentos de convocação é o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em março do ano passado, ele decidiu que governadores e prefeitos podem adotar medidas para o enfrentamento do coronavírus — assim como o presidente da República.
Os senadores sugerem ainda a convocação do diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino. Também podem ser chamados a depor o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marcelo Augusto Xavier, e o ex-secretário do Tesouro Nacional e atual secretário especial de Fazenda, Bruno Funchal.
www.reporteriedoferreira.com.br /Agência Senado
Wilson Witzel sofre impeachment por votação unânime em tribunal no Rio
Nova votação também determinou que o ex-governador também perdesse todos seus direitos políticos por um período de cinco anos
Carlos Magno/Governo do Estado do Rio de Janeiro
Governador afastado do Rio de Janeiro Wilson Witzel
O Tribunal Especial Misto (TEM) decidiu de forma unânime aprovar o impeachment de Wilson Witzel (PSC) nesta sexta-feira (30). Afastado por 10 votos a 0, o agora ex-governador do Rio de Janeiro também perdeu os seus direitos políticos por um período de cinco anos, com derrota que veio por 9 votos a 1.
Com o resultado, Witzel se torna o primeiro governador do Brasil a ser afastado em definitivo por meio de um processo de impeachment desde a redemocratização. O ex-juiz foi o sexto chefe do Executivo do Rio de Janeiro acusado de corrupção.
Agora, o governador interino Cláudio Castro (PSC) assumirá definitivamente o governo do estado em cerimônias que devem ocorrer já neste sábado (1º). Aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Castro também é investigado no mesmo esquema de propina na Secretaria de Saúde que levou ao impeachment de seu antecessor.
Witzel foi acusado de crime de responsabilidade e de irregularidades na contratação dos hospitais de campanha para o combate à pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2). Ele também foi responsabilizado por supostamente ter favorecido um empresário ao anular a punição a uma organização social por sua atuação na Secretaria de Saúde.
As acusações do processo de impeachment foram feitas pelos deputados Luiz Paulo (Cidadania) e Lucinha (PSDB).
www.reporteriedoferreira.com.br Por Ig
Presidente da Câmara de JP descarta dificuldade em apoiar João Azevêdo à reeleição: “Seguirei o grupo”
Na imagem o presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, Dinho – (Foto: Sistema Arapuan de Comunicação)
O presidente da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), vereador Dinho (Avante), durante entrevista ao programa Rede Verdade, da Arapuan de Comunicação, nesta sexta-feira (30), afirmou que não sente dificuldades em apoiar um projeto liderado por Aguinaldo Ribeiro e Cícero Lucena (Progressistas) e que tenha o nome do governador João Azevêdo (Cidadania) na disputa pelo governo do estado em 2022. A declaração acontece em meio as especulações de uma candidatura própria ao governo do seu grupo político e que tem o nome da senadora Daniella Ribeiro (PP) ventilado como possível candidata de oposição.
O presidente da Câmara de João Pessoa pontuou que é um político de grupo, que acompanha os seus aliados nas decisões e que seguirá as orientações, seja pela deliberação de uma candidatura própria, ou por uma de oposição em 2022. “Sou do grupo que pertence a Cícero Lucena, Aguinaldo Ribeiro, que são pessoas que a gente tem uma atenção, discute muito e tem essa harmonia. Então não terei dificuldades se o próprio prefeito Cícero apoiar João Azevêdo, em ajudá-lo. Eu tô aqui para somar e a gente é grupo”, afirmou o vereador.
Questionado sobre o seu futuro político e se pretende colocar o nome à disposição como candidato a deputado estadual, Dinho deixou 2022 em aberto ao afirmar que está focado na administração da Casa de Napoleão Laureano. Segundo ele, os projetos pessoais hoje se tornam secundários.
“Hoje, o foco de Dinho é administrar a Casa, em 2022 ou a gente trabalha para os amigos, que é importante, ou o futuro [candidatura própria] a Deus pertence. A gente pode também participar de alguma função para ajudar. Eu sou de grupo, eu acho que o grupo político é o mais importante. Não sou candidato, insistem muito, amigos cogitam a possibilidade de sair como candidato, mas hoje não tem nenhum pensamento desse”, afirmou.
www.reporteriedoferreira.com.br /Portal Paraíba
Generais críticos a Bolsonaro não descartam impeachment e articulam terceira via
Generais veem Bolsonaro minado por erros cometidos durante a pandamia
Vasconcelo Quadros
À espera de Mourão
Em 27 meses no cargo, o general Hamilton Mourão construiu uma trajetória bem diferente da dos vices nos últimos 60 anos. Ele tem atribuições de governo e comanda efetivamente nichos importantes da política ambiental e de relações exteriores. É, por exemplo, mediador de conflitos com a China, processo iniciado com um encontro com o presidente do país, Xi Jinping, em 2019, restabelecendo a diplomacia depois de duros ataques feitos por Jair Bolsonaro ainda na campanha.
Mourão esforça-se para não parecer que conspira, mas é visto por militares e especialistas ouvidos pela AgênciaPública como um oficial de prontidão diante de uma CPI que pode levar às cordas o presidente Jair Bolsonaro pelos erros na condução da pandemia.
“Como Bolsonaro virou um estorvo, os generais agora querem colocar o Mourão no governo”, diz o coronel da reserva Marcelo Pimentel Jorge de Souza, um dos poucos oficiais das Forças Armadas a criticar abertamente o grupo de generais governistas que, na sua visão, “dá as ordens” e sustenta o governo de Bolsonaro.
Ex-assessor especial do general Carlos Alberto Santos Cruz na missão de pacificação no Haiti, Jorge de Souza está entre os militares que enxergam o movimento dos generais como uma aposta num eventual impeachment e ascensão de Mourão – que, por sua vez, tem fechado os ouvidos para o canto das sereias.
“Mourão jamais vai ajudar a derrubar Bolsonaro para ocupar a vaga. O que ele pode é não estender a mão para levantá-lo se um fato grave surgir. Honra e fidelidade são coisas muito sérias para Mourão”, diz um general da reserva que conviveu com o vice-presidente, mas pediu para não ter o nome citado.
A opção Mourão é tratada com discrição entre os generais que ocupam cargos no governo. Três deles, Braga Netto (Defesa), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional, o GSI) e Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil), formam o núcleo duro fechado com o presidente. Os demais, caso a crise política se agrave, são uma incógnita. Mas são vistos como mais acessíveis à influência dos generais da reserva que romperam com Bolsonaro e articulam a formação de uma terceira via pela centro-direita.
“O que fazer se a opção em 2022 for Lula ou Bolsonaro? É sentar na calçada e chorar”, afirma à Pública o general Sérgio Etchegoyen, ex-ministro do GSI no governo Michel Temer (MDB).
Embora se recuse a fazer críticas ao presidente, Etchegoyen acha que os sucessivos conflitos entre Executivo e Judiciário criaram no país um quadro grave de “instabilidade e incertezas”, que exigirá o surgimento de lideranças mais adequadas à democracia.
General Sérgio Etchegoyen, ex-ministro do GSI no governo Michel Temer
“O Brasil não precisa de um leão de chácara. Precisa de alguém que conheça a política e saiba pacificar o país”, diz o general.
O ex-ministro sustenta que 36 anos depois do fim do regime militar, com a democracia madura, a reafirmação do compromisso das Forças Armadas contra qualquer aventura autoritária a cada surto da política tornou-se desnecessária e repetitiva. E cutuca a imprensa: “Alguém ensinou um modelo de análise à imprensa em que a possibilidade de golpe está sempre colocada”, diz, referindo-se à crise provocada por Bolsonaro na demissão de Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa, e dos comandantes militares. Para ele, a substituição é parte da rotina de governo e das crises decorrentes da política. “Ministros são como fusíveis que podem queimar na alta tensão da política. Quem não tiver vocação para fusível que não vá para o governo”, afirma.
Generais articulam terceira via para eleição
As articulações por uma terceira via são comandadas por generais da reserva, que já ocuparam cargos em governos e, até o agravamento da pandemia do coronavírus, se encontravam com frequência em cavalgadas no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (RCG), sede dos Dragões da Independência, grupamento do Exército sediado no Setor Militar Norte de Brasília, encarregado de guarnecer o Palácio do Planalto.
Os ex-ministros Etchegoyen e Santos Cruz e o general Paulo Chagas, ex-candidato ao governo do Distrito Federal, embora em diferentes linhas, fazem parte do grupo. Têm em comum o gosto pela equitação e bom trânsito com o vice, que também gosta do esporte e frequentava o 1º RCG ao lado de outros generais, o ex-comandante do Exército Edson Pujol e civis como Aldo Rebelo, ex-ministro da Defesa, ex-PCdoB, hoje pré-candidato à presidência em 2022 pelo Solidariedade.
Mourão defende Exército e “vai ficar na cara do gol”
Nas ocasiões em que foi sondado para substituir Bolsonaro diante da probabilidade de impeachment ou para se colocar como terceira via, Mourão rejeitou as duas hipóteses. Segundo fontes ouvidas pela Pública , ele “não se furtaria” a assumir, mas só o faria dentro de limites constitucionais, ou seja, em caso de vacância no cargo.
“O Mourão se impôs um limite ético para lidar com a política. Não disputará contra Bolsonaro e nem imporá desgaste a ele. É um homem de visão de mundo diferenciada, entende muito do que fala, compreende o país e tem trânsito confortável na política externa. Seu perfil não é do interesse do presidente e nem oposição”, avalia a fonte próxima ao vice.
Em entrevista à TV Aberta, de São Paulo, na quinta-feira, 22 de abril, Mourão disse que, por lealdade, não disputará com Bolsonaro em 2022 e apontou como seu horizonte a candidatura ao Senado ou simplesmente a aposentadoria. Em janeiro, quando veio à tona notícia sobre um assessor parlamentar da vice-presidência que falava com chefes de gabinete de vários deputados sobre a necessidade de se preparar para um eventual impeachment, Mourão o demitiu, marcando sua postura pública sobre a questão.
Mourão diz que, por lealdade, não disputará com Bolsonaro em 2022
Crítico corrosivo de Bolsonaro e um dos mais empenhados na construção da terceira via, o general Paulo Chagas vê Mourão como um reserva preparado tanto para um eventual impeachment quanto como nome viável pela terceira via. “Benza Deus que ele aceite! Mourão tem toda capacidade para colocar ordem na casa democraticamente, mas isso agora não interessa ao presidente nem à oposição, que quer ver Bolsonaro sangrar até o fim do governo”, diz.
O coronel Jorge de Souza pensa diferente. “Mourão não vai em bola dividida. Ficará na cara do gol”, afirma, referindo-se ao provável desgaste que Bolsonaro enfrentará com o avanço da CPI da Covid, o que, na sua opinião, poderá desengavetar um dos mais de cem pedidos de impeachment parados na Câmara.
Nesta segunda, 26 de abril, em entrevista ao jornal ValorEconômico , o vice defendeu a caserna e antagonizou mais uma vez com Bolsonaro. Afirmou que o Exército não pode ser responsabilizado pela atuação do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. E disse que chegou a aconselhar o ex-ministro a deixar o serviço da ativa quando ele assumiu o combate à pandemia. À tarde, logo depois de ter recebido a segunda dose da vacina Coronavac, se recusou a falar sobre a CPI. “Isso aí não tem nada a ver comigo. Sem comentários”, desvia-se.
A CPI deve pegar Bolsonaro em pontos frágeis: o insistente apelo à população pelo uso de medicação sem eficácia, o boicote ao distanciamento social, a falta de remédios para intubação e de oxigênio para UTIs, a recusa em comprar vacina a tempo de evitar o espantoso aumento de mortes e a demora em prover a saúde de insumos necessários ao combate à pandemia.
Reforça as acusações – 23 delas listadas pelo próprio governo em um documento encaminhado a todos os ministérios – um pedido de impeachment da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no qual um parecer do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ayres Britto sustenta existirem indícios fortes de crime de responsabilidade cometido pelo presidente. O parecer afirma que Bolsonaro sabotou as medidas que poderiam aliviar a tragédia, o que acabou transformando o vírus numa espécie de arma biológica contra a população. A OAB entretanto ainda não protocolou o pedido, e pode fazê-lo em pleno vigor da CPI.
Bolsonaro não conseguiu barrar a CPI e ainda terá de enfrentá-la em desvantagem, já que o controle da investigação, pelo acordo fechado, será exercido pela oposição.
“A CPI vai render manchetes diárias, mostrará nomes, extratos, vai revolver a política”, alerta o general Etchegoyen, com a experiência de quem teve sob seu controle a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e enfrentou as muitas crises do governo Temer.