VÍDEO: Vulcão em erupção forma gigantes gêiseres de lava na Islândia

Região próxima a Reykjavik convive com as erupções vulcânicas há mais de 50 dias; Gêiseres são visíveis até mesmo na capital islandesa

 

Vulcão em erupção forma gigantes gêiseres de lava na Islândia
Reprodução

Vulcão em erupção forma gigantes gêiseres de lava na Islândia

Quase dois meses. Este é o período em que a população que vive a 40 km da capital da  Islândia – Reykjavik – observa os enormes gêiseres de lava vulcânica que são jorrados aos céus por conta de uma erupção vulcânica. As informações são da AFP . Veja o momento das explosões:

A polícia local delimitou um perímetro de segurança, para que acidentes sejam evitados. Isso porque fragmentos de rochas em altíssimas temperaturas caem do céu após as erupções de lava do vulcão , no vale Geldingadalir, perto do Monte Fagradalsfjall. Esse fenômeno é chamado de piroclastos – o ato de ‘chover’ salvas de lava, fragmentos de rocha sólida ainda quentes e potencialmente mortais.

Segundo estimativas do Escritório Meteorológico Nacional, um dos jatos de lavas que o vulcão atirou para os céus ultrapassou os 460 metros de altura.

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Prioridade de Wilson Santiago é ir para um partido alinhado à base do governador João Azevêdo

Aliados do deputado Wilson Santiago (PTB) avaliam que ele se libertou do “fantasma do extremismo e do bolsonarismo”, adotado pelo presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson.

Sob o comando Jefferson, agora apaixonado pelo presidente, não haveria outro caminho a seguir. A “destituição” do paraibano do comando do partido na Paraíba saiu melhor do que encomenda.

Wilson foi contra o projeto apoiado por Jefferson, na CCJC. No fundo, Santiago queria e esperava por isso, quando foi para enfretamento.

Agora, vai aguardar a janela para se filiar a outra legenda. E o primeiro requisito da nova casa é o de que ela seja alinhada com governador João Azevêdo (Cidadania). Tem que estar na base. Na mais fiel. Esse é pensamento do grupo. Essa é a escolha definitiva para 2022.

O segundo requisito é ser um partido que facilite o projeto de reeleição de Santiago, na Câmara Federal, e de Wilson Filho, na ALPB. Por isso, não será um partido pequeno, nem necessariamente será uma legenda para ele comandar.

A avaliação é que não adianta ser “cacique” sem tribo competitiva nas próximas eleições.

Em outros tempos, o comando de um partido bastava na negociação de alianças eleitorais. Era fácil “vender” apoio e unir forças. Com a mudança na legislação, é preciso mais. A força precisa estar na própria legenda.

Por isso, do mesmo jeito que Wilson vai buscar partido grande, quem sonha com reeleição e precisa de um nome forte, busca o capital eleitoral de Santigo.

Não por acaso, Julian Lemos (PSL) já fez o convite a Santiago. Aliás, Julian já está até “afinado” com Azevêdo.

Wilson no MDB 

Não duvide, por exemplo, do retorno de Wilson Santiago ao MDB, hoje comandado pelo senador Veneziano Vital. Ele volta para uma antiga casa. Levará lideranças e pode fortalecer a legenda, como deseja Vené. De quebra, pode construir uma base para disputa de 2022. Sem falar que o MDB está alinhadíssimo com o governador.

Vale lembrar que na lista de convites de dirigentes nacionais estão o PSD, Cidadania, o MDB e pelo menos outras cinco legendas, segundo apurou o Conversa Política. 

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Encontro entre Tião Gomes, Gervásio Maia e Ronaldo Guerra movimenta bastidores da política para eleições 2022

O encontro entre o deputado federal Gervásio Maia Filho (PSB),com o secretário da Casa Civil do governador João Azevêdo e presidente estadual do Cidadania, Ronaldo Guerra e o deputado Tião Gomes (Avante) movimentou os bastidores da política na tarde de ontem. Isso porque Gervásio faz oposição ao governador João Azevêdo (Cidadania) e a movimentação já estaria soando como uma reaporoximação.

Sobre a tese, no entanto, Gervásio evitou especulações, apesar de garantir que muitas portas estão abertas. Segundo ele, ao contrário do que se foi especulado, não houve convite para que deixe o partido do ex-governador Ricardo Coutinho para aderir ao projeto do atual gestor paraibano.

“Convite não, mas conversamos sobre cenários, conjuntura política, tanto no campo nacional, quanto no estadual. O momento que viemos nos impede de tratar outras coisa além das matérias que tramitam na Câmara. A prioridade agora é o trabalho em torno da pandemia”, disse.

Gervásio afirmou que não possui pendências com Coutinho, relembrando que, apesar do atual afastamento, construíram muito pela Paraíba quando trabalharam juntos. Ele ainda revelou que não não se comunica com João desde que o mesmo deixou o grupo girassol e por isso não faz sentido a hipótese de ida para o Cidadania.

“Seria uma resposta pela metade, se eu dissesse que eu não avalio cenários para o ano que vem, claro que sim e com quem faz política conosco em todo estado. Conversamos muito sobre os cenários, além disso, não posso adiantar nada. Temos muitas portas abertas”, arrematou.

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Bolsonaro diz que decreto contra medidas restritivas “já está pronto”

Presidente não informou se vai publicá-lo e declarou que, caso seja editado, “todos irão cumprir”; Na quarta-feira, 05, já havia dito que “nenhum tribunal” poderia contestar medida e que o Congresso Nacional apoiaria

Jair Bolsonaro (sem partido)
O Antagonista

Jair Bolsonaro (sem partido)

O  presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta sexta-feira, 07, que um decreto contra medidas restritivas que ele estuda publicar já está pronto, mas não confirmou se será editado ou não. Na quarta-feira, 05, ao falar pela primeira vez sobre o possível decreto , Bolsonaro havia dito que “nenhum tribunal” poderia contestá-lo. Agora, disse que, caso seja editado, “todos cumprirão”.

“Se baixar um decreto, que já está pronto, todos cumprirão. Por que todos cumprirão? Porque esse decreto nada mais é que a cópia dos incisos do artigo 5º da Constituição que todos nós juramos defendê-la”, disse Bolsonaro, durante evento para inaugurar uma ponte entre Rondônia e Acre.

Desde o início da pandemia da Covid-19, Bolsonaro é um crítico de medidas restritivas tomadas por governadores e prefeitos. Apesar do objetivo dessas medidas ser diminuir o contágio do novo coronavírus, o presidente critica os efeitos econômicos delas.

Bolsonaro considera que essas medidas desrespeitam alguns direitos estabelecidos no artigo 5º da Constituição, como o direito de locomoção, o livre exercício do trabalho e o livre exercício dos cultos e, tem falado na possibilidade de editar um decreto para reforçá-los.

O presidente, que frequentemente fala em “meu Exército”, voltou a usar a expressão nesta sexta-feira e ainda acrescentou “minha Marinha” e “minha Aeronáutica” para dizer que as Forças Armadas irão jogar “dentro das quatro linhas da Constituição”.

“Minha Marinha, o meu Exército e a minha Aeronáutica jogam dentro das quatro linhas da Constituição. Não admitiremos quem queria jogar fora das quatro linhas da nossa Constituição”,disse.

www.reporteriedoferreira.com.br Por Igh



Paraíba já aplicou mais de 1 milhão de doses de vacinas contra covid-19

Vacina – (Foto: Secom-JP)

O Boletim Epidemiológico desta quinta-feira (06), emitido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), trouxe a informação de que a Paraíba aplicou 1.032.670 doses de vacinas contra a covid-19, doença epidêmica causada pelo novo coronavírus.

Até o momento, 702.276 pessoas foram vacinadas com a primeira dose e 330.394 com a segunda dose do imunizante. Um total de 1.373.198 doses já foram distribuídas.

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MP constata indícios de superfaturamento em municipios da Pb de aluguel de carros na pandemia

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) constatou possíveis casos de superfaturamento ocorridos em procedimentos licitatórios ou contratações diretas realizadas em 2020 por 25 municípios paraibanos, referentes ao serviço de locação de caminhonetes. Estima-se que essas irregularidades tenham causado um dano ao erário de R$ 567,5 mil (valor atualizado pelo IPCA). Para a instituição ministerial os fatos são graves porque representam gastos exacerbados não essenciais que foram feitos durante a pandemia provocada pela covid-19.

Os indícios de superfaturamento foram constatados no ano passado nos municípios de Bom Jesus, Emas, Conceição, Cajazeiras, Cacimbas, Aroeiras, Baía da Traição, Cruz do Espírito Santo, Desterro, Cubati, Aroeiras, Frei Martinho, São Vicente do Seridó, Salgado de São Félix, Itaporanga, Nova Olinda, Sumé, Tavares, Pedra Branca, Tenório, Lagoa, Uiraúna, Pitimbu, Vista Serrana e Prata.

A constatação foi feita pelo Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de defesa do patrimônio Público (CAO do Patrimônio Público), após a obtenção de orçamentos e a análise de dados do Sistema Sagres do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) sobre empenhos realizados pelas prefeituras.

Durante a análise, foram identificadas, por exemplo, locações de caminhonetes com empenhos no valor de até R$ 11 mil mensais, bem como locações de veículos semelhantes com empenhos no montante de R$ 5,4 mil por mês, o que demonstra uma variação de 103% entre o maior e o menor valor contratado.

O relatório sobre os superfaturamentos na locação de caminhonetes e seus anexos serão encaminhados às Promotorias de Justiça que atuam nos 25 municípios em que se constatou indícios de irregularidade para apuração e eventual adoção de medidas cabíveis, como, por exemplo, a proposição de acordo de não persecução cível ou o ajuizamento de ação civil pública por ato de improbidade administrativa.

Atuação preventiva

O coordenador do CAO, o promotor de Justiça Reynaldo Serpa, destacou que para prevenir esses fatos em 2021, foi sugerido aos promotores de Justiça que atuam na defesa do patrimônio público em todo o Estado a instauração de procedimento e a expedição de recomendação às prefeituras municipais para que se abstenham de locar veículos de alto valor (como caminhonetes 4×4) nesse período de restrições fiscais causadas pela pandemia.

A exceção vai para casos estritamente necessários e mediante a devida justificativa, quando os gestores deverão observar, na estimativa de preço mensal da contratação (em sendo caminhonetes) o valor médio constante no relatório elaborado pelo MPPB para pessoas físicas (R$ 6.495,12), adotando-se preferencialmente a modalidade pregão eletrônico.

O promotor de Justiça esclareceu também que, caso já tenha ocorrido a licitação (ou dispensa indevida) e a respectiva contratação do serviço de locação, as prefeituras deverão ser orientadas a utilizar seu poder-dever de autotutela para suspender imediatamente qualquer pagamento e anular o procedimento licitatório (ou de dispensa), bem como o contrato administrativo dele decorrente, quando eles (licitação e contrato) ostentarem valores superiores ao preço médio de locação para pessoas físicas (de aproximadamente R$ 6,5 mil)).




Governo teme que Guedes fale demais na CPI da Covid; entenda

Recentes declarações polêmicas do ministro da Economia fazem governistas temerem pela convocação de Guedes

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Luciano Rocha

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Aliados do governo e o próprio presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), temem que o ministro da Economia , Paulo Guedes ,  seja convocado para depor na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid-19 . Isto porque Guedes tem dado muitas declarações polêmicas, e uma nova frase chocante pode desgastar ainda mais o governo.

O senador Ciro Nogueira (PP-PI), que faz parte do grupo governista que compõe a CPI, disse ao UOL que não acredita que o ministro seja de fato convocado.

“Não vejo motivo nenhum para uma convocação tão estapafúrdia como essa. Não acredito que ela venha a acontecer”, afirmou.

Na última segunda-feira, o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta foi ouvido na CPI e fez fortes críticas ao titular da pasta da Economia.

“Esse ministro, ele não soube nem olhar para o calendário [de vacinação] para falar ‘puxa, não tem vacina sendo comercializada no mundo…’. Eu só posso lamentar. O ministro da Economia não ajudou em nada, pelo contrário. Só ligava e falava ‘já mandei o dinheiro, se virem, agora vamos tocar a economia”, disparou.

A equipe econômica está proibida de tocar no assunto, mas alguns deles confessam que Guedes ficou bastante incomodado com as declarações de Mandetta e que, caso tenha que depor, ele precisará passar por algum tipo de treinamento.Sincericídios Nas últimas semanas, Guedes tem disparado frases polêmicas que, na maioria das vezes, depuseram contra ele.

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Bolsonaro ameaça editar decreto contra medidas de isolamento social

Em meio ao segundo dia de depoimento na CPI da Covid do Senado, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou nesta quarta-feira (5) a ameaçar editar um decreto contra medidas de isolamento social tomadas por governadores e prefeitos para, segundo o mandatário, garantir a realização de cultos e a “liberdade para poder trabalhar”.

Em um recado ao STF (Supremo Tribunal Federal), Bolsonaro ainda afirmou: “Não ouse contestar, quem quer que seja”.

A fala de Bolsonaro ocorreu em evento no Palácio do Planalto, um dia depois de o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta ter apontado que Bolsonaro contrariou orientações do Ministério da Saúde baseadas na ciência para o combate à pandemia da Covid.

“Nas ruas já se começa a pedir que o governo baixe um decreto. Se eu baixar um decreto, vai ser cumprido, não será contestado por nenhum tribunal”, declarou Bolsonaro, em evento de abertura da Semana das Comunicações, no Planalto.

“O que está em jogo e alguns [governadores e prefeitos] ainda ousam por decretos subalternos nos oprimir. O que nós queremos do artigo 5º [da Constituição] de mais importante? Queremos a liberdade de cultos, queremos a liberdade para poder trabalhar, queremos o nosso direito de ir e vir, ninguém pode contestar isso. Se esse decreto eu baixar, repito, [ele] será cumprido. Juntamente com o nosso Parlamento, juntamente com todo o poder de força que temos em cada um dos nossos atualmente 23 ministros”, declarou Bolsonaro​.

Nesta quarta-feira, em outro momento de seu discurso, sem citar o Supremo, Bolsonaro disse que o reconhecimento da competência de estados e municípios para a adoção de medidas de controle sanitário é uma “excrescência”.

O STF julgou que estados e municípios, assim como a União, têm atribuição para a tomada de decisões referentes ao controle do vírus, entre eles o fechamento de comércios.

Bolsonaro afirmou que, com a proibição de cultos em alguns estados —outra ação avalizada pelo Supremo— “pastores e padres passaram a ser vilões no Brasil”.

As ameaças do presidente ocorrem no dia em que outro ex-ministro da Saúde é ouvido pela CPI no Senado. Na manhã desta quarta, Nelson Teich, oncologista que ficou menos de um mês no cargo, responde a perguntas de parlamentares.

Ainda no discurso desta quarta, Bolsonaro defendeu um de seus filhos, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), citado na véspera por Mandetta como participante de reuniões no Planalto sobre a pandemia.

“São pessoas perseguidas o tempo todo como se tivessem inventado um gabinete do ódio. Não têm do que nos acusar, é o gabinete da liberdade, da seriedade”, disse, mencionando também seu assessor especial Tércio Arnaud, que também atua na estratégia do presidente nas redes sociais.

No final de abril, por exemplo, Bolsonaro já havia feito ameaça semelhante em Manaus. Em mais uma ofensiva contra governadores, afirmou que o Exército pode ir “para a rua” para, segundo ele, reestabelecer o “direito de ir e vir e acabar com essa covardia de toque de recolher”.

A fala do presidente ocorreu em entrevista à TV A Crítica, concedida durante visita do mandatário a Manaus. Nas declarações, Bolsonaro atacou medidas de isolamento social tomadas por prefeitos e governadores e afirmou que pode determinar uma ação das Forças Armadas contra elas.

“O pessoal fala do artigo 142 [da Constituição], que é pela manutenção da lei e da ordem. Não é para a gente intervir. O que eu me preparo? Não vou entrar em detalhes, [mas é para] um caos no Brasil. O que eu tenho falado: essa política, lockdown, quarentena, fica em casa, toque de recolher, é um absurdo isso aí.”

“Se tivermos problemas, nós temos um plano de como entrar em campo. Eu tenho falado, eu falo ‘o meu [Exército]’, o pessoal fala ‘não’… Eu sou o chefe supremo das Forças Armadas. O nosso Exército, as nossas Forças Armadas, se precisar iremos para a rua não para manter o povo dentro de casa, mas para reestabelecer todo o artigo 5º da Constituição. E se eu decretar isso vai ser cumprido”, acrescentou.

“As nossas Forças Armadas podem ir para a rua um dia sim, dentro das quatro linhas da Constituição, para fazer cumprir o artigo 5º. O direito de ir e vir, acabar com essa covardia de toque de recolher, direito ao trabalho, liberdade religiosa e de culto; para cumprir tudo aquilo que está sendo descumprido por parte de alguns governadores e alguns poucos prefeitos, mas que atrapalha toda a sociedade. Um poder excessivo que lamentavelmente o Supremo Tribunal Federal delegou, então qualquer decreto, de qualquer governador, qualquer prefeito, leva transtorno à sociedade.”

Em seguida, Bolsonaro afirmou que não pode “extrapolar”. Ele disse também que o plano de ação explicado por ele foi discutido com todos os seus ministros, de Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) a Braga Netto (Defesa).

“[Estão] praticamente conversados sobre isso aí, o que fazer se um caos generalizado se implantar no Brasil pela fome. Pela maneira covarde como alguns querem impor essas medidas, impondo certas medidas restritivas para o povo ficar dentro de casa.”

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Câmara dos Deputados aprova projeto que revoga a Lei de Segurança Nacional

Câmara Federal – (Foto: Agência Câmara)

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que revoga a Lei de Segurança Nacional, de 1983, e acrescenta no Código Penal novas tipificações aos crimes contra o Estado Democrático de Direito.

O texto original havia sido apresentado em 2002, pelo então ministro da Justiça, Miguel Reale Jr., e entrou na pauta da Câmara após o aumento do número de inquéritos abertos com base na Lei de Segurança Nacional. Agora, a matéria segue para a análise do Senado.

No Twitter, o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), defendeu a aprovação do projeto por ser uma “revisão importante para a defesa das instituições, bem como para a proteção das liberdades e garantias fundamentais”.

O texto-base foi aprovado pelos deputados após acordo entre a maioria dos partidos. O relatório da deputada Margarete Coelho (PP-PI) também revoga o artigo 39 da Lei 3688/1941, a Lei de Contravenções Penais, referente a associações secretas.

De acordo com o texto aprovado pelos deputados, não serão considerados crimes contra o Estado Democrático de Direito manifestações críticas aos Poderes, atividade jornalística e manifestações políticas, como passeatas e greves.

Somente PSOL e PSL se posicionaram contra o texto. Para o PSOL, a revogação da Lei de Segurança Nacional não deveria vir acompanhada de mudanças no Código Penal referente a crimes contra o Estado Democrático de Direito. Já o PSL argumentou que a lei não tem sido utilizada de forma autoritária.

Já, segundo o relatório da parlamentar, parece “claro que a antiga lei elaborada em período ditatorial, imaculada pelo espírito autoritário e antidemocrático deve de fato ser substituída por legislação mais moderna”.

Na prática, ao serem incluídos no Código Penal, os itens referentes a crimes contra o Estado Democrático de Direito deixam de ser associados à Lei de Segurança Nacional, criada no fim do período ditatorial, e utilizada para criminalizar ações contrárias aos Poderes da República.

A matéria também tipifica 10 crimes no Código Penal. São eles:

  • atentados à soberania e à integridade nacional
  • abolição violenta à democracia
  • espionagem
  • golpe de Estado
  • comunicação enganosa em massa
  • interrupção do processo eleitoral
  • sabotagem
  • violência política
  • atentado ao direito de manifestação

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“Depoimento de Mandetta mostra que Bolsonaro divergiu da ciência”, diz Calheiros

Relator da CPI destacou a possibilidade de ter ocorrido um “aconselhamento paralelo” ao presidente

Relator da CPI da Covid no Senado, Calheiros falou sobre o depoimento de Mandetta
Jefferson Rudy/Agência Senado

Relator da CPI da Covid no Senado, Calheiros falou sobre o depoimento de Mandetta

Antes mesmo do término do depoimento, o  relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou nesta terça-feira que o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta traz informações relevantes para clarear o que ocorreu no início da pandemia do novo coronavírus no Brasil. Para Renan, o depoimento mostra que o presidente Jair Bolsonaro “divergiu das orientações científicas, no isolamento e na cloroquina”.

Entre os principais pontos da oitiva, Renan destaca a possibilidade de ter ocorrido um “aconselhamento paralelo” ao presidente Jair Bolsonaro ; a adoção da cloroquina para tratamento do novo coronavírus “ao arrepio” do Ministério da Saúde; a participação do vereador Carlos Bolsonaro (RJ) em reuniões ministeriais, o que gera dúvidas sobre a sua influência nas ações; e o alerta sobre o Brasil poder chegar a 180 mil mortes até o final de 2020 – número que acabou sendo superado.

“Foi um depoimento importante, na minha opinião, para clarear exatamente o que ocorreu naquele momento inicial da pandemia . Também é relevante a informação de que Mandetta viu um decreto para mudar a bula e recomendar a cloroquina”, acrescentou.

Durante depoimento, o ex-ministro disse que viu uma minuta de documento da Presidência da República para que a cloroquina tivesse na bula a indicação para Covid-19 . Segundo Mandetta, o próprio diretor-geral da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discordou dessa medida

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