Flamengo é campeão carioca sobre o Fluminense e alcança sexto tri estadual

 

O Flamengo conquistou neste sábado seu 37º título do Campeonato Carioca. A conquista veio após a vitória sobre o Fluminense na decisão, pelo placar de 3 a 1, já que no jogo de ida houve empate por 1 a 1. O resultado ainda dá ao Flamengo, pela sexta vez, um tricampeonato consecutivo no estadual.

O personagem crucial para a conquista rubro-negra foi Gabigol. O atacante já tinha balançado as redes no primeiro confronto da final e aumentou a conta com dois gols do confronto derradeiro. Fred chegou a descontar para o Fluminense, mas João Gomes, simbolizando uma geração de jogadores que ganha espaço no Fla, sacramentou a conquista.

Concluída a missão no Carioca, o Flamengo volta os olhos para a Libertadores. Na quinta-feira, às 21h, o rubro-negro enfrenta o Vélez, de novo no Maracanã, na partida que definirá o líder do Grupo G da competição.

O Fluminense, por sua vez, volta a campo na terça-feira, também pela Libertadores. O desafio é em Buenos Aires, contra o River Plate. A vitória é necessária para sacramentar a vaga nas oitavas de final, independentemente de outros resultados.

Diego e Gabigol são os melhores do Fla

Em jogo que o Flamengo foi muito superior no primeiro tempo, Diego e Gabigol foram os destaques. Se o camisa 9 mais uma vez foi decisivo e marcou os dois gols do Rubro-Negro, o camisa 10, jogando recuado, comandou a equipe em suas ações de ataque, indo bem também na marcação.

Apagado, Bruno Henrique vai mal

Antes o homem dos clássicos e decisões, Bruno Henrique fez mais um jogo abaixo de sua média de atuações. Mesmo bastante acionado, o atacante levou pouco perigo à defesa tricolor no jogo.

Marcos Felipe faz pênalti, falha e é o pior do Flu

A atuação do Fluminense foi ruim, mas Marcos Felipe conseguiu ser o destaque negativo da equipe de Roger Machado na decisão. O goleiro participou negativamente dos três gols do Flamengo, fazendo pênalti em Arrascaeta e falhando nos gols de Gabigol, quando deixou a bola passar por baixo, e de João Gomes, cedendo rebote para a finalização fácil do volante.

Caio Paulista entra bem e é o melhor do Flu

Se a atuação do Fluminense foi sem brilho, o atacante Caio Paulista foi o destaque da equipe. Entrando no intervalo na vaga de Luiz Henrique, o ponta direita sofreu o pênalti convertido por Fred, brigou com a defesa do Fla e foi a melhor opção de ataque do time de Roger Machado.

Fred lidera time e balança as redes, mas amarga vice

O atacante Fred fez de tudo no Fluminense mais uma vez: balançou a rede, criou, finalizou, marcou… mas não foi suficiente. Solitário no desorganizado time de Roger Machado, o camisa 9 amargou vice-campeonato pelo Flu no Carioca.

Jogadores do Flamengo posaram para foto antes da final do Carioca 2021, no Maracanã - Thiago Ribeiro/AGIF

Como foi o jogo

O Flamengo teve um primeiro tempo muito confortável, teve amplo domínio da posse de bola, mas só conseguiu balançar as redes nos instantes finais da primeira etapa. Gabigol abriu o placar após mais uma cobrança certeira de pênalti. O lance que originou a penalidade foi uma trombada do goleiro Marcos Felipe em Arrascaeta. Ao camisa 9, como de costume, sobrou tranquilidade para deslocar o goleiro, aos 43 minutos.

O Flamengo ampliou a vantagem três minutos depois. A relação Gabigol-Marcos Felipe mais uma vez culminou com um gol. A boa jogada rubro-negra pela esquerda teve como desfecho um chute forte, mas defensável, do atacante do Fla. Só que a bola passou entre os braços de Marcos Felipe.

A aparente tranquilidade do Flamengo perdeu espaço frente à mudança de postura do Fluminense. O tricolor saiu da “toca” e adotou a estratégia de se aproximar mais da área. Depois de uma bola enfiada por Fred, Rodrigo Caio derrubou Caio Paulista. O árbitro Bruno Arleu precisou consultar o VAR para decretar o pênalti. Fred diminuiu, e a voltagem do jogo aumentou.

O Fluminense se animou mais, dificultou a saída de bola rubro-negra, mas o gol de empate jamais veio. Por outro lado, o Flamengo alcançou novamente a tranquilidade na decisão aos 41 minutos do segundo tempo, quando João Gomes fez o terceiro gol, aproveitando rebote de Marcos Felipe em chute de Pedro.

Gandulas somem no 2º tempo

Logo que o Fluminense diminuiu o placar com Fred, os gandulas do Flamengo sumiram do campo de ataque do Tricolor no Maracanã. Nas laterais, eles passaram a se posicionar na risca do meio de campo, em movimento sincronizado. Atrás do gol defendido por Gabriel Batista, uma cena tragicômica: os gandulas esconderam bolas por baixo das escadas de acesso do campo às arquibancadas, o que foi avisado à arbitragem pelo reserva David Braz, que aquecia por ali. O árbitro Bruno Arleu chegou a expulsar dois deles, o que só piorou a demora na devolução de bolas no ataque do Flu. Do lado do Fla, todos posicionados normalmente. Goleiro reserva tricolor, Muriel chegou a buscar bolas fora de campo para agilizar o reinício do jogo.

Ânimos exaltados dentro e fora de campo

Não foi só em campo que o clima estava tenso entre Flamengo e Fluminense. Nas arquibancadas, as delegações rivais trocavam insultos e pressionavam também a arbitragem, lado a lado. Os presidentes Rodolfo Landim e Mário Bittencourt estavam entre os mais exaltados. Quando os gandulas sumiram, o mandatário tricolor ironizou: “campeonato de várzea”.

Tite de olho

O técnico da seleção brasileira foi um dos espectadores da final do Carioca in loco. Tite esteve no Maracanã acompanhado do auxiliar, Cléber Xavier. Éverton Ribeiro e Gabigol, ambos do Flamengo, estão convocados para os dois próximos jogos do Brasil pelas Eliminatórias, contra Equador e Paraguai.

FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 3X1 FLUMINENSE

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data: 22/05/2021 (sábado)
Horário: 21h05
Árbitro: Bruno Arleu de Araújo.
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa e Thiago Henrique Neto Corrêa Farinha.
VAR: Carlos Eduardo Nunes Braga.
Cartão amarelo: Rodrigo Caio e Bruno Henrique (Flamengo); Marcos Felipe, Nino, Luccas Claro, Danilo Barcelos, Yago Felipe e Fred (Fluminense).
Gols: Gabriel Barbosa (1-0, 43’/1ºT e 2-0, 46’/1ºT) e João Gomes (3-1, 43’/2ºT); Fred (2-1, 6’/2ºT).

FLAMENGO: Gabriel Batista; Isla (Matheuzinho), Willian Arão, Rodrigo Caio e Filipe Luís; Gerson (João Gomes), Diego (Hugo Moura), Everton Ribeiro e Arrascaeta (Vitinho); Bruno Henrique e Gabriel Barbosa (Pedro). Técnico: Rogério Ceni

FLUMINENSE: Marcos Felipe; Calegari, Nino, Luccas Claro e Danilo Barcelos; Yago Felipe (Bobadilla), Martinelli e Nenê (Cazares); Luiz Henrique (Caio Paulista), Kayky (Gabriel Teixeira) e Fred (Abel Hernández). Técnico: Roger Machado

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PSDB recorre ao STF para que Bolsonaro cumpra normas legais de prevenção ao coronavírus

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Uma ação cautelar protocolada pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) ao Supremo Tribunal Federal (STF) afirma que, ao circular sem máscara e promover aglomerações, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) viola não apenas a Constituição, que garante aos brasileiros o direito fundamental à saúde, mas também portaria do próprio Ministério da Saúde e a Lei da Pandemia.

“O presidente da República segue em flagrante abuso de poder, com nítido propósito de esconder a finalidade ilegal de seus atos e ações de governo, ferindo de morte o interesse público para atingir única e exclusivamente interesses particulares mesquinhos”, afirma o partido na ação, lembrando o episódio em que Bolsonaro chegou a chamar de “idiotas” as pessoas que cumprem o distanciamento social.

www.reporteriedoferreira.com.br / assessoria




João Azevêdo se reúne com Frei Anastácio e Anísio Maia visando  aliança política com o PT

Foto: Reprodução

Em reunião com o governador João Azevêdo (Cidadania), nesta sexta-feira (21), os deputados petistas Anísio Maia e Frei Anastácio dialogaram sobre a aliança do partido em apoiar a reeleição do gestor na disputa das eleições de 2022.

Também foram articulados a possibilidade de espaço no primeiro escalão do Governo. A reunião foi realizada na Granja Santana, em Tambauzinho. Outros assuntos sobre temas administrativos e ligados à pandemia também foram tratados.

Segundo informações, circula nos bastidores, que a ala do PT quer o nome da ex-presidente da sigla em João Pessoa, Gilcélia Figueiredo no comando da Secretaria de Agricultura do Estado. A pasta era ocupada pelo ex-deputado federal Luiz Couto, que foi exonerado ano passado ao anunciar apoio à Ricardo Coutinho na disputa pela prefeitura da Capital.

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Email entregue à CPI revela alerta da Pfizer a Bolsonaro já em março de 2020 sobre soluções para a pandemia

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Com assunto “COVID-19-Pfizer Update”, um email do presidente mundial da Pfizer foi enviado à chefia de gabinete da Presidência da República no dia 17 de março de 2020 informando ao presidente Jair Bolsonaro medidas em andamento para ajudar no combate à pandemia.

O email, ao qual a Folha teve acesso, foi entregue à CPI da Covid do Senado em caráter sigiloso. A mensagem foi enviada aos endereços gabinetepessoal@presidencia.gov.br, agendapr@presidencia.gov.br e pedro.cesar@presidencia.gov.br. Pedro César era o chefe de gabinete de Bolsonaro na época. Hoje, ele é subchefe para assuntos jurídicos da Presidência.

A comunicação ocorreu seis dias depois de a OMS (Organização Mundial de Saúde) decretar estado de pandemia no mundo.

O que Bolsonaro já disse sobre a CPI da Covid
O que Bolsonaro já disse sobre a CPI da Covid

No email, Albert Bourla, CEO da Pfizer, se dirige diretamente a Bolsonaro e informa que a empresa, naquele momento, já buscava soluções contra o vírus para ajudar o mundo durante “tempos sem precedentes”. Diz ainda que anexou documento com os principais pontos de compromissos adotados naquele momento.

O texto foi encaminhado com cópia para, além do gabinete presidencial, a chefia de gabinete do Ministério da Saúde, o gabinete da secretaria-executiva da pasta e o embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Nestor Forster.

“A Pfizer continua a manter suprimentos de medicamentos críticos hospitalares e está em busca de soluções médicas contra a Covid-19. Ela também anunciou um plano de cinco compromissos para avançar nesse processo”, diz o email.

A existência ou não de respostas do governo a Pfizer se tornou um dos temas centrais da CPI.

A Folha revelou que uma série de emails entregue pela Pfizer à CPI da Covid em caráter sigiloso mostra a insistência da farmacêutica para negociar vacinas com o governo e a ausência de respostas conclusivas do Ministério da Saúde à proposta apresentada pela empresa no meio do ano passado.

No intervalo de um mês, de 14 de agosto a 12 de setembro de 2020, quando o presidente mundial do laboratório mandou carta ao Brasil com uma oferta de doses de vacina, foram ao menos dez emails enviados pela farmacêutica discutindo e cobrando resposta formal do governo.

Veja quem já prestou depoimento à CPI da Covid no Senado

Em depoimento à CPI da Covid na semana passada, o gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, relatou esse pacote de cinco medidas, citado no email de março de 2020, a serem tomadas durante a pandemia que havia sido desenhado pelo CEO da companhia e enviado ao governo.

O primeiro ponto era tornar as ferramentas e conhecimentos da empresa abertas a cientistas. O segundo envolvia mobilizar os cientistas da empresa para buscarem soluções de combate à pandemia.

“O terceiro ponto desse plano consistia em colocar à disposição toda a nossa expertise, como companhia, no desenvolvimento de uma solução terapêutica, especialmente para as companhias biotecnológicas menores”, contou Murillo. O quarto ponto previa colocar à disposição a “expertise e capacidade de fabricação de medicamentos” mesmo que a solução fosse encontrada por outra empresa.

O quinto era o que eles chamaram de “colaboração sem precedentes” tanto no nível privado como público-privado. “Talvez o melhor exemplo do resultado dessa colaboração foi a parceria da Pfizer com a empresa biotecnológica BioNTech”, disse Murillo à CPI. “Hoje estamos aqui e temos esta possibilidade de falar de vacinas em grande medida como resultado dessa colaboração sem precedentes”

“Como consequência desse esforço sem precedentes, nós fomos capazes de oferecer para o mundo a primeira vacina eficaz e segura contra a Covid-19”, afirmou Murillo. Não é possível saber se houve resposta da presidência. O Palácio do Planalto foi procurado, mas não respondeu até a publicação desta reportagem.

Segundo documentos da Pfizer que estão na CPI da Covid, o próximo contato que a farmacêutica fez com o governo foi no dia 20 de maio, dois meses, portanto, do primeiro email enviado a Bolsonaro.

Naquela data, em maio, a empresa pede audiência ao ministro da Saúde e ao vice-presidente da República com o então presidente da Pfizer no Brasil para tratar de avanços da farmacêutica no combate à Covid.

Daquela troca de emails é agendada uma reunião virtual entre representantes da Pfizer e técnicos do governo brasileiro para o início de junho. No final daquele mês, a farmacêutica procura novamente o Ministério da Saúde, desta vez para falar sobre o desenvolvimento da vacina.

Pouco tempo depois, o laboratório assina Termo de Confidencialidade com o governo brasileiro, em 14 de julho, e, no dia 21 daquele mês, a Pfizer envia ofício ao ministério confirmando a participação do Brasil no estudo clínico de estágio final da vacina, que havia sido aprovado pela Anvisa.

Ainda no dia 21, a Pfizer reitera solicitação de audiência para apresentar uma proposta da Pfizer de fornecimento de vacinas. Um email do laboratório indica que uma audiência ocorreu no dia 29 daquele mês.

Outros emails são trocados até que nova reunião acontece no início de agosto. Depois desta audiência, no dia 14 daquele mês, como mostrou reportagem da Folha, a Pfizer formaliza por email enviado a autoridades e técnicos do Ministério da Saúde duas propostas de fornecimento de vacinas: uma com 30 milhões de doses e outra, com 70 milhões, cujos termos eram válidos por 15 dias, encerrados em 29 de agosto.

As informações da CPI mostram que os emails enviados pela Pfizer ao Ministério da Saúde, evidenciam a insistência da farmacêutica para negociar vacinas com o governo federal, ao mesmo tempo que deixam clara a ausência de respostas conclusivas às propostas apresentadas pela empresa.

Houve dois contatos telefônicos no período entre técnicos do Ministério da Saúde e representantes da Pfizer, mas os documentos da farmacêutica indicam que não houve nenhuma resposta conclusiva do governo sobre a oferta que havia sido feita.

Passada a data limite para assinatura do contrato, em 29 de agosto, houve novo email da Pfizer a técnicos do ministério respondendo a pedido de informação com dados sobre a vacina até que, em 12 de setembro, foi encaminhada ao presidente Jair Bolsonaro com cópia para outras autoridades a carta do presidente mundial da Pfizer, Albert Bourla, na qual ele afirma que não houve resposta do governo brasileiro à proposta apresentada pela farmacêutica.

“Minha equipe no Brasil se reuniu com representantes de seus Ministérios da Saúde e da Economia, bem como com a Embaixada do Brasil nos Estados Unidos. Apresentamos uma proposta ao Ministério da Saúde do Brasil para fornecer nossa potencial vacina que poderia proteger milhões de brasileiros, mas até o momento não recebemos uma resposta”, diz a carta.

As tratativas só são intensificadas novamente no final de outubro, passando por negociacões em novembro até o Brasil finalmente apresentar uma contraproposta à oferta da Pfizer em dezembro.

Durante a troca de emails, representantes do laboratório deixam claro que o fato de não terem ainda o registro da vacina na Anvisa não seria um problema ao Brasil já que o contrato só seria assinado após a autorização para uso do imunizante. Ou seja, não haveria prejuízo financeiro ao Brasil.

A oferta da Pfizer previa início de imunização em dezembro do ano passado, com 1,5 milhão de doses e mais 3 milhões no primeiro trimestre deste ano.

O Ministério da Saúde brasileiro só firmou acordo com o laboratório em março de 2021, quando adquiriu 100 milhões de doses —das quais 14 milhões devem ser entregues até junho, e o restante até setembro deste ano.​

Em depoimento à CPI nesta semana, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello foi questionado sobre o assunto e classificou a insistência do laboratório como “agressiva”.“Eu acredito que a estratégia de venda da Pfizer, a forma agressiva da publicidade, aquilo ali é uma estratégia de empresa. Então, ela veio muito forte para vender no Brasil, no boom da América Latina, o que é normal”, disse.

Senadores que integram o grupo majoritário da CPI da Covid, formado por independentes e oposição, consideram que os emails enviados pela Pfizer comprovam a omissão do governo nas tratativas para comprar vacinas contra a Covid-19.

O lado governista da comissão, por sua vez, considera que essas comunicações fazem parte de um esforço para se criar uma narrativa falsa contra o governo do presidente Jair Bolsonaro.

Veja o que Bolsonaro já disse sobre coronavírus
Veja o que Bolsonaro já disse sobre coronavírus

Pfizer pede audiência urgente com a pasta. País registrava cerca de 92,5 mil mortes

4 de agosto de 2020
Ministério confirma reunião para dia 6 de agosto

8 de agosto de 2020
País ultrapassa marca ​ de 100 mil mortos por Covid-19

14 de agosto de 2020
Empresa envia a proposta formal para fornecimento de futura vacina. Previsão era de 70 milhões de doses, acima das 30 milhões discutidas anteriormente

17 de agosto
Envia um email a técnicos da Saúde um link para acessar documentos com informações sobre a vacina e a proposta. Envia um segundo email a técnicos da Economia informando sobre a proposta que havia sido feita.

18 de agosto de 2020
​Pfizer afirma que consegue antecipar 1 milhão de doses para entrega em ainda 2020, após aval da Anvisa. Email reforça que a validade da proposta era 29 de agosto e pede urgência para resposta

19, 21, 25 e 26 de agosto de 2020
Pfizer faz contato telefônico e eletrônico e pede uma posição do ministério. Envia proposta com revisão no cronograma e entrega de doses

29 de agosto de 2020
​Data limite da primeira oferta. Não há documento entregue pela Pfizer à CPI referente a este dia. Mortes por Covid-19 passam de 120 mil

2, 12 e 15 de setembro de 2020
Pfizer faz novo contato com ministério e se coloca à disposição para reunião sobre o andamento dos estudos da vacina. No período, presidente mundial da Pfizer encaminha mensagem a Bolsonaro e Pazuello. Empresa diz que fechou acordo com os Estados Unidos e reforma que celeridade é crucial, pois há número limitado de doses em 2020. Email enviado ao presidente Bolsonaro e ministros é encaminhado a integrantes do Ministério da Saúde

14 de outubro de 2020
Número de mortes já passava de 150 mil no país. Empresa envia dados ao Programa Nacional de Imunizações

27 de outubro de 2020
Reunião entre Pfizer e governo para retomar as negociações

​10 de novembro de 2020
Pfizer tem reunião com Bolsonaro, Guedes e Wajngarten. Foi reapresentada a proposta de 70 milhões de doses, com um mínimo a ser adquirido no primeiro semestre e o restante no segundo semestre. Empresa reforça que contrato será efetivado somenta após aval da Anvisa, “sem qualquer risco/prejuízo financeiro ao país caso nossa vacina não receba o registro”

13 de novembro de 2020
Número de mortes chega a quase 165 mil. Ministério confirma reunião com a empresa para 17 de novembro

​Dia 24 de novembro de 2020
Pfizer manda termos atualizados do acordo. Validade da proposta é 7 de dezembro. Depois disso, doses serão distribuídas a outros países

​2 e 3 de dezembro de 2020
Empresa tenta contato telefônico e eletrônico, relata ter deixado inúmeras mensagens, mas não obteve a resposta

4 de dezembro de 2020
Ministério enviar uma contraproposta à empresa

6 e 9 de dezembro de 2020
Pfizer pede reunião para discutir contraproposta e mostra que memorando de entendimento depende de medida provisória do governo, ainda a ser editada

​10 de dezembro de 2020
Ministério fecha memorando de entendimento com a Pfizer. ​Brasil chega perto de 180 mil mortes

www.reporteriedoferreira.com.br   /Folha




Lula e Fernando Henrique se reuniram em São Paulo para discutir democracia e crise sanitária

Os ex-presidentes Lula (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) se reuniram em um almoço na semana passada. O encontro foi promovido pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nelson Jobim em sua casa, em São Paulo.

A conversa durou três horas e girou em torno de temas como a defesa da democracia e a atual crise sanitária.

Nos últimos dias, os dois têm trocado gentilezas em declarações depois de anos de ataques mútuos. Em entrevista ao programa “Conversa com Bial”, da Rede Globo, o tucano disse que se tivesse que optar entre Lula e Bolsonaro votaria no petista.

Em 2018, Fernando Henrique anulou o voto no segundo turno entre Fernando Haddad (PT) e Bolsonaro. Lula, por sua vez, respondeu que teria o mesmo tipo de atitude com o seu antecessor.

Os dois não se encontravam desde que Fernando Henrique visitou a ex-primeira dama Marisa Letícia no hospital quando ela sofreu um AVC, em 2017. Marisa morreu em fevereiro daquele ano.

www.reporteriedoferreira.com.br   /O Globo




Governo do Amazonas desmente Pazuello e diz que nunca recusou ajuda

Em depoimento à CPI, Pazuello culpou o governo do estado e a empresa White Martins pelo colapso de oxigênio ocorrido em janeiro

Eduardo Pazuello se contradisse em depoimento à CPI da Covid
Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado

Eduardo Pazuello se contradisse em depoimento à CPI da Covid

A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas rebateu nesta quinta-feira (20) a declaração de Pazuello de que o governo do estado e a empresa White Martins seriam os responsáveis pelo colapso do oxigênio nos hospitais de Manaus , em janeiro.

O governo do Amazonas respondeu que “nunca houve recusa do estado para qualquer tipo de ajuda relacionada às ações de enfrentamento à Covid-19”, disse o governo em nota ao Metrópoles .

O ex-ministro da Saúde disse em depoimento à CPI da Covid que o governo federal chegou a discutir uma intervenção no Amazonas, mas teve o auxílio recusado pelo governador Wilson Lima.

“[A decisão de intervir] foi levada ao conselho de ministros, o governador se apresentou, se justificou. Desculpa, quero retirar o termo, não é conselho de ministros, é reunião de ministros, com o presidente. O governador se explicou e foi decidido pela não intervenção”, afirmou.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por iG Último Segundo




Pazuello nega que “kit covid” tenha sido distribuído a comunidades indígenas

Fala do ex-ministro contradiz ofício enviado pelo Ministério da Saúde

Ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello
Carolina Antunes/PR

Ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello disse, em depoimento à  CPI da Covid nesta quinta-feira (20), que o chamado ” kit covid ” não foi distribuído para comunidades indígenas, ao ser questionado pelo senador Fabiano Contarato (REDE-ES).

“Nós não distribuímos nenhum ‘kit covid’ para nenhum DSEI [Distrito Sanitário Especial Indígena]. Pelo contrário, a gente fez outras medidas”, disse Pazuello. O “kit covid” envolve medicamentos sem eficácia comprovada para o tratamento da Covid-19 , como a hidroxicloroquina e a ivermectina.

A informação, no entanto, contradiz o ofício enviado pelo Ministério da Saúde em fevereiro. O ofício distribuído pelo DSEI de Vilhena (RO) no dia 15 de fevereiro e reportado pelo portal UOL dizia que, na época, estava “sendo realizado” um suposto “tratamento profilático com ivermectina para a população maior de dez anos” e um suposto “tratamento ‘kit covid’ para todos os indígenas que apresentarem sintomas” da doença.

www.reporteriedoferreira.com.br  / Ig




Políticos criticam Pazuello na CPI: ‘Precisa tomar fosfosol para a memória’

Políticos como João Doria, Amoedo e Ciro Gomes apontaram supostas mentiras de Pazuello e criticaram sua omissão no combate à Covid-19 durante o período que comandou o Ministério da Saúde

Ex-ministro Eduardo Pazuello durante depoimento à CPI da Covid
reprodução/tv senado

Ex-ministro Eduardo Pazuello durante depoimento à CPI da Covid

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello está sendo criticado por políticos por conta de suas respostas na CPI da Covid nesta quarta-feira. Em coletiva de imprensa realizada mais cedo, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), recomendou que Pazuello tome o remédio Fosfosol “para melhorar um pouquinho a memória”.

Doria se refere à resposta de Pazuello de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não teria interferido nas negociações de compra da CoronaVac – vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

Nas redes sociais, diversos políticos têm criticado o depoimento de Pazuello. Ciro Gomes (PDT), disse relembrou que Bolsonaro, um dia após Pazuello acertar a compra do imunizante do Butantan, cancelou a compra.

“Pazuello acertou com o Butantan para comprar vacinas e, no dia seguinte, Bolsonaro disse que “o dinheiro dele” não iria pagar essas doses. A #CPIdaCovid vai ajudar o povo a entender tudo o que aconteceu para chegarmos a quase 440 mil mortos por um vírus que já existe vacina!”, tuitou Ciro.

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) disse que Pazuello “deve ser o primeiro cidadão que pede Habeas Corpus junto ao Supremo falar e se autoincriminar”,

“É o que está fazendo até o momento: 1. Alega que nunca foi orientado pelo presidente; 2. Alega que nunca foi desautorizado pelo presidente (mentira – um manda e outro obedece)”, completou.

www.reporteriedoferreira.com.br / Ig




Ricardo Salles e Ministério do Meio Ambiente são alvos de operação da PF

35 mandados de busca e apreensão são realizados para investigar crimes contra a administração pública, práticas de corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e facilitação de contrabando

Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente
Carolina Antunes/PR

Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles , é alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) na manhã desta quarta-feira, 18, para busca e apreensão. A Operação Akuanduba investiga crimes contra a administração pública de agentes públicos e empresários madeireiros. Além de corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e facilitação de contrabando.

O  Supremo Tribunal Federal (STF) determinou 35 mandados de busca e apreensão são realizados em Brasília, São Paulo e no Pará, bem como o afastamPF;

ento preventivo de dez agentes públicos em cargos de confiança do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente .

O STF também suspendeu um despacho de fevereiro de 2020 que contraria pareceres técnicos do  Ibama e permite a exportação de produtos florestais sem emissão de autorizações de exportação.

Mais de 8 mil cargas de madeira exportada ilegalmente entre 2019 e 2020 foram apreendidas nos Estados Unidos e na Europa, por causa desse despacho.

As investigações da PF tiveram início em janeiro a partir de informações de autoridades internacionais sobre desvio de conduta de servidores públicos brasileiros na exportação de madeira.

www.reporteriedoferreira.com.br  – Com informações da CNN Brasil.




Novo decreto proíbe eventos e limita atendimento presencial em bares e restaurantes na PB

O Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (19) publica o novo decreto que disciplina o funcionamento das atividades na Paraíba entre os dias 20 de maio e 2 de junho. As diretrizes levam em consideração os dados divulgados pela 25ª avaliação do Plano Novo Normal que apontou um aumento da transmissibilidade do coronavírus no estado e a elevação de internações diárias, que tem sobrecarregado o sistema de saúde, mesmo diante dos mais de 1.230 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e de enfermaria destinados exclusivamente aos pacientes diagnosticados com a Covid-19. Com isso, os municípios classificados em bandeira amarela deverão manter as orientações do decreto vigente. Já as cidades com bandeira laranja ou vermelha deverão ampliar as restrições para evitar uma maior contaminação pelo novo vírus.

A partir da próxima quinta-feira (20), os bares, restaurantes, lanchonetes e lojas de conveniência situados em municípios com bandeiras laranja e vermelha poderão atender das 6h às 16h em suas dependências. Após esse horário, ficarão liberados os serviços de delivery e de retirada do produto em loja. Nos municípios com bandeira amarela, o atendimento continua das 6h às 22h, com ocupação de 30% da capacidade do local e de até 50% da capacidade com a utilização de áreas abertas, podendo ocorrer a redução no horário de atendimento presencial para o mesmo patamar dos classificados com bandeira laranja e vermelha, caso os índices de ocupação de UTI adulto atinja ou supere os 80%.

Durante o período de vigência do decreto também fica impedido o funcionamento de cinemas, museus, teatros, circos, casas de festas, centros de convenções, salas de espetáculos, bem como a realização de eventos sociais, congressos, seminários, conferências, shows e feiras comerciais em todo o território estadual, cabendo aos municípios a adoção de medidas mais restritivas de acordo com a realidade local.

Os estabelecimentos do setor de serviços e o comércio poderão funcionar até dez horas contínuas por dia, sem aglomeração de pessoas nas suas dependências e as atividades da construção civil poderão ocorrer das 6h30 às 16h30. Os shoppings centers e centros comerciais deverão obedecer ao horário de funcionamento das 10h às 22h, ficando limitado o atendimento presencial dos bares e restaurantes das 6h às 16h nos municípios classificados nas bandeiras vermelha e laranja. Já as lanchonetes poderão atender até às 22h, ficando vedada a comercialização de bebidas alcóolicas a partir das 16h.

Seguem liberados para funcionamento salões de beleza, academias; instalações de acolhimento de crianças, a exemplo de creches; hotéis; pousadas; call centers; e indústrias observando todos os protocolos elaborados pela Secretaria Estadual de Saúde e pelas Secretarias Municipais de Saúde.

Nos municípios com bandeiras vermelha e laranja, as missas, cultos e cerimônias religiosas presenciais poderão ocorrer, com ocupação de 30% da capacidade do local, podendo chegar a 50% da capacidade com a utilização de áreas abertas nos municípios que estejam na bandeira amarela, permanecendo as ações de assistência social e espiritual, bem como as atividades de preparação, gravação e transmissão das celebrações.

As escolas e instituições privadas dos ensinos superior e médio e as escolas das redes públicas estadual e municipais funcionarão exclusivamente através do sistema remoto. Já as escolas e instituições privadas dos ensinos infantil e fundamental poderão funcionar através do sistema híbrido e as aulas práticas para os alunos concluintes dos cursos superiores poderão ser realizadas presencialmente, assim como atividades para os alunos com transtorno do espectro autista (TEA) e pessoas com deficiência.

As atividades presenciais nos órgãos e entidades vinculadas ao Poder Executivo Estadual ficarão suspensas no período de vigência do decreto, à exceção das Secretarias de Saúde, Segurança e Defesa Social, Administração Penitenciária, Desenvolvimento Humano, Fazenda, Secretaria de Comunicação, Cagepa, Fundac, Detran, Codata, Docas e PBGÁS.

A Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa) e os órgãos de vigilância sanitária municipais, as forças policiais estaduais, os Procons estadual e municipais e as guardas municipais ficarão responsáveis pela fiscalização do cumprimento das normas estabelecidas no decreto. O descumprimento sujeitará o estabelecimento à aplicação de multa e poderá implicar no fechamento em caso de reincidência, que pode compreender períodos de sete a catorze dias, e na aplicação de multas que podem chegar a R$ 50 mil.

Uso de máscaras – Permanece obrigatória no estado a utilização das máscaras nos espaços de acesso aberto ao público, incluídos os bens de uso comum da população, vias públicas, no interior dos órgãos públicos, nos estabelecimentos privados e nos veículos públicos e particulares, inclusive ônibus e táxis, cabendo aos órgãos públicos, aos estabelecimentos privados e aos condutores e operadores de veículos a exigência do item.

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