Manifestações contra a PEC da Blindagem: veja onde irão ocorrer

Protestos estão marcados para ocorrer neste domingo (21) em várias regiões do país

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Ato na Praça Oswaldo Cruz, na Avenida Paulista em março de 2025.
Reprodução/PT

Ato na Praça Oswaldo Cruz, na Avenida Paulista em março de 2025.

Manifestações contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, organizadas por movimentos sociais de esquerda e com apoio de vários artistas do Brasil, ocorrem neste domingo (21). Os acontecerão em ao menos 30 cidades e 22 capitais do país.

PEC da Blindagem foi aprovada na última terça-feira (16) e, na prática, altera o processo de investigação e punição dos parlamentares, dificultando a abertura de processos criminais contra deputados, senadores e presidentes de partidos. Com a medida, esses políticos só poderão ser presos em flagrante por crimes inafiançáveis, como terrorismo e racismo.

A mobilização também vai criticar a  proposta de anistia para condenados por tentativa de Golpe de Estado, aprovada em caráter de urgência pela Câmara dos Deputados na última quarta-feira (17). O projeto de lei pretende perdoar crimes de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2022, entre eles, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro.

Aliados do governo que apoiaram a PEC da Blindagem justificaram o voto dizendo que a intenção era barrar a anistia. A estratégia, no entanto, gerou críticas da própria base governista, de juristas e da população.

Os protestos foram convocados pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, com ligação ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao Partido Socialismo e Liberdade (Psol), além de movimentos como MST e MTST. Integrantes da base do governo e do Congresso também fazem parte da convocação dos atos.

Veja os locais das manifestações

Região Nordeste

Maceió – 9h – Sete Coqueiros – Praia do Pajuçara

overlay-cleverSalvador – 9h – Morro do Cristo

João Pessoa -9h – Busto de Tamandaré

Recife – 14h – Rua da Aurora

Natal – 9h – Avenida Roberto Freire

Fortaleza – 15h30 – Estátua de Iracema Guardiã

Aracaju – 16h – Praia da Cinelândia

Manaus – 8h – Avenida Getúlio Vargas

Macapá – 16h – Teatro das Bacabeiras

Belém – 9h – Praça da República

Região Centro Oeste

Goiânia – 16h – Praça Universitária

Cuiabá – 14h – Praça Alencastro

Brasília – 9h – Museu da República

Região Sudeste 

São Paulo – 14h – Masp

São Paulo – PEDALULA – Concentração 13h13, saída às 14h – Praça do Ciclista

Santos – 16h – Avenida Ana Costa, 340

Ribeirão Preto – 15h30 – Praça Spadoni

Belo Horizonte – 9h – Praça Raul Soares

Vitória – 15h – ALES

Rio de Janeiro – 14h – Copacabana (Posto 5)

Região Sul

Porto Alegre – 14h – Redenção

Florianópolis – 13h – Ponte Hercílio Luz

Curitiba – 14h – Boca Maldita

Participação de artistas

Em algumas cidades, as manifestações devem contar com shows de grandes nomes da música nacional, como Chico César, que deve se apresentar em Brasília, e Fernanda Takai, que fará um show em Belo Horizonte.

No Rio de Janeiro, os atos terão apresentações de Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque.




TCE-PB define lista tríplice para Procurador-Geral do Ministério Público de Contas




Maduro desafia Trump após ataque dos EUA a navio venezuelano

Presidente envia carta pedindo diálogo direto e acusa Washington de usar desinformação para justificar guerra

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Maduro desafia Trump após ataque dos EUA a navio venezuelano
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Maduro desafia Trump após ataque dos EUA a navio venezuelano

presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ofereceu-se para dialogar diretamente com o governo de Donald Trump, dias após o primeiro ataque dos EUA contra uma embarcação  do país sul-americano, que, segundo Trump, transportava traficantes de drogas. As informações são da Reuters.

Em uma carta a Trump, vista pela agência Reuters, Maduro rejeitou as acusações dos EUA de que a Venezuela teria um papel central no narcotráfico, destacando que apenas 5% das drogas produzidas na Colômbia passam pelo território venezuelano e, segundo ele, 70% são neutralizadas e destruídas pelas autoridades locais.

“Presidente, espero que juntos possamos derrotar as falsidades que mancharam nossa relação, que deve ser histórica e pacífica” , escreveu Maduro.

“Esses e outros temas sempre estarão abertos a uma conversa direta e franca com seu enviado especial (Richard Grenell) para superar o ruído midiático e as fake news.”

O líder venezuelano citou ainda que Grenell ajudou a resolver rapidamente acusações anteriores de que Caracas estaria se recusando a receber de volta migrantes.

“Até hoje, esse canal tem funcionado perfeitamente” , completou.

Segundo fontes da Reuters, voos de deportação semanais de migrantes dos EUA para a Venezuela seguem acontecendo mesmo após os ataques.

A carta de Maduro foi datada de 6 de setembro, quatro dias depois de um ataque norte-americano contra uma embarcação que, segundo o governo Trump (sem apresentar provas), transportava traficantes. O bombardeio deixou 11 mortos, que Trump afirmou serem membros da gangue Tren de Aragua. A Casa Branca não comentou o caso.

Trump, porém, reforçou sua pressão contra Caracas, ameaçando em sua rede Truth Social que a Venezuela deveria aceitar de volta todos os prisioneiros que, segundo ele, o país teria enviado aos EUA ou enfrentaria um preço “incalculável”. Na sexta-feira, o ex-presidente anunciou pelo menos o terceiro ataque a supostos navios de tráfico venezuelanos, em meio a uma operação militar de grande escala no Caribe, que inclui sete navios de guerra, um submarino nuclear e caças F-35.

Segundo Trump, o ataque matou “três narcoterroristas a bordo da embarcação”, sem apresentar provas. O governo venezuelano afirma ter mobilizado dezenas de milhares de soldados no combate ao tráfico e nega qualquer ligação entre autoridades de alto escalão e facções criminosas. Caracas também rejeita que os mortos no primeiro ataque fossem ligados ao Tren de Aragua.

Maduro, que frequentemente acusa os EUA de tentarem derrubá-lo, reiterou na carta sua negativa sobre envolvimento com o narcotráfico.

“Este é o exemplo mais grave de desinformação contra nossa nação, destinada a justificar uma escalada rumo a um conflito armado que poderia causar danos catastróficos em todo o continente” , escreveu.




A condenação de Bolsonaro e a lição sobre a democracia




Segue o baile: PGR pede prisão de mais 9 réus da trama golpista

Núcleo 3 é composto por 8 oficiais do Exército e 1 agente da Polícia Federal; eles são acusados de tentativa de golpe de Estado e outros 4 crimes

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Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, os integrantes do Núcleo 3 queriam
Pedro França/Agência Senado

Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, os integrantes do Núcleo 3 queriam “implantar o caos” no país a fim de manter Bolsonaro no poder

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu nesta segunda-feira (15) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação de nove réus do Núcleo 3 da trama golpista, que planejava criar “situação de caos” no país para manter Jair Bolsonaro no poder.

O Núcleo 3 é formado por oito oficiais do Exército e um agente da Polícia Federal.

Eles respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Em suas alegações finais enviadas ao STF, última fase antes do julgamento, o PGR reiterou a denúncia apresentada contra os réus, que são acusados de planejar “ações táticas” para efetivar o plano golpista durante o governo de Jair Bolsonaro.

Gonet defendeu que a acusação contra o tenente-coronel, Ronald Ferreira de Araújo Júnior, um dos réus, seja desclassificada para o crime de incitação das Forças Armadas contra os poderes constitucionais.

Com a medida, o acusado poderá ter direito a um acordo para se livrar de condenação. Atualmente, ele responde aos cinco crimes imputados a todos os réus.

Quem são os réus

Bernardo Romão Correa Netto (coronel);
Estevam  Theophilo (general);
Fabrício Moreira de Bastos (coronel);
Hélio Ferreira Lima (tenente-coronel);
Márcio Nunes de Resende Júnior (coronel);
Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel);
Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel);
Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel);
Wladimir Matos Soares (policial federal).
Prazo
A partir de agora, as defesas dos acusados terão prazo de 15 dias para enviarem ao Supremo suas alegações finais. Em seguida, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, deve liberar o processo para julgamento.

Quem já foi julgado

Até o momento, somente o núcleo 1, formado pelo ex-presidente Bolsonaro, foi julgado.

Além do Núcleo 3, deverão ser julgados ainda neste ano, os núcleos 2 e 4.

Já o Núcleo 5 é formado pelo empresário Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente da ditadura João Figueiredo. Ele mora nos Estados Unidos e não apresentou defesa no processo.

(*) Com informações da Agência Brasil e da PGR

 




ALPB e CMJP debatem doação de órgãos na Paraíba




 COBRAPOL reuniu a Diretoria Executiva e representantes dos sindicatos filiados para tratar da PEC 18/2025

COBRAPOL reuniu a Diretoria Executiva e representantes dos sindicatos filiados para tratar da PEC 18/2025, da Segurança Pública, atualmente em tramitação no Congresso Nacional.

O encontro reforçou a importância da unidade nacional na defesa dos direitos das Polícias Civis. O presidente da COBRAPOL, Giancarlo Miranda, destacou que a entidade vive um novo momento de escuta ativa, visando garantir mais transparência em suas ações e fortalecer a defesa dos direitos dos valorosos policiais civis.

Entre os pontos prioritários estão: a implementação da LONPC/PC em todos os estados da Federação, com a criação do cargo de Oficial Investigador de Polícia; a aposentadoria com paridade e integralidade entre ativos, inativos e pensionistas; a carreira única e a valorização da categoria.




Anistia a Bolsonaro perde força e expõe isolamento político

Resistência popular, STF vigilante e Centrão pragmático enterram o “perdão amplo” aos bolsonariatas

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Jair Bolsonaro
Divulgação

Jair Bolsonaro

O movimento para aprovar uma anistia que beneficie o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, perdeu força antes mesmo de chegar ao plenário.  Segundo o Datafolha, 54% dos brasileiros rejeitam a proposta — um dado que pesa na calculadora política de Hugo Motta (Republicanos), presidente da Câmara, e dos líderes do Centrão. Motta já sinalizou a aliados que não pretende pautar um “liberou geral” que o coloque em confronto com o Supremo Tribunal Federal (STF) nem arranhe a imagem da Casa.

Resistência entre aliados e governistas

Em meio ao ambiente tumultuado, dirigentes do PL receberam a informação de que Motta resiste a uma anistia ampla. Um interlocutor próximo ao parlamentar reforçou que o discurso é “pacificar o país”, mas que o caminho não passa por um perdão irrestrito. Parte dos líderes da Câmara pressiona para levar o tema a plenário, mas até governistas defendem que a urgência seja votada apenas para enterrar a proposta.

” Eles vão precisar de 257 votos. Não deve pautar, mas se pautar temos que derrotar “, disse o líder do PT, Lindbergh Farias (PT). ” A urgência não será pautada, hoje a realidade é esta. Se mudar, vamos derrotar no voto “, completou Zeca Dirceu (PT).

Crise interna no PL enfraquece bolsonarismo

A articulação tropeçou ainda na confusão gerada por Valdemar Costa Neto, presidente do PL, que primeiro admitiu publicamente um plano golpista e, em seguida, negou suas palavras. A trapalhada expôs fissuras na base conservadora e minou a narrativa de perseguição política usada pela extrema direita.

Até aliados como Ricardo Salles e Fabio Wajngarten atacaram Valdemar, enquanto Tarcísio de Freitas (Republicanos) — visto como possível herdeiro do bolsonarismo — teve sua imagem arranhada ao defender uma pauta impopular.

Alternativas tímidas e falta de consenso

Nem mesmo uma anistia parcial, que reduziria penas de condenados pelo 8 de Janeiro, parece avançar. Lula, após almoço com Motta, sinalizou que prefere encerrar o assunto para evitar novos atritos com o STF. No Senado, Davi Alcolumbre (União) testa uma proposta mais limitada, mas não encontra consenso nem no próprio partido.

Fadiga nacional com aventuras golpistas

No fim, a tentativa de transformar o perdão em bandeira política revela o isolamento do bolsonarismo e o cansaço da sociedade com aventuras autoritárias. O recado das ruas e das pesquisas é claro: anistia não deve reescrever crimes nem apagar a tentativa de subversão da ordem democrática. Desta vez, o Congresso parece disposto a ouvir.




Brasileirão de volta: veja as principais atrações da 23ª rodada

Competição retorna após duas semanas de paralisação para a

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Brasileirão de volta: veja as principais atrações da 23ª rodada
Vítor Silva / Botafogo

Brasileirão de volta: veja as principais atrações da 23ª rodada

Campeonato Brasileiro está de volta. Após duas semanas de paralisação para a disputa da Data Fifa de setembro, a principal competição de clubes do país retorna neste final de semana.

Ao todo, 10 grandes partidas, que podem mudar todas as partes da tabela, acontecerão entre a tarde deste sábado (13) e a noite da próxima segunda-feira (15).

Veja abaixo as principais atrações da 23ª rodada do Brasileirão:

1) Briga pelo topo

Cruzeiro e Palmeiras seguem em busca do Flamengo no topo da tabela do Brasileirão
Cesar Greco / Palmeiras

Cruzeiro e Palmeiras seguem em busca do Flamengo no topo da tabela do Brasileirão

Três partidas desta rodada são cruciais na briga pela liderança do Campeonato Brasileiro. Neste sábado, às 18h30 (horário de Brasília), o Palmeiras, atual terceiro colocado com 43 pontos, recebe o Internacional no Allianz Parque.

No domingo (14), às 16h, o líder Flamengo visita o Juventude no Rio Grande do Sul. Um simples empate garante o time comandado pelo jovem treinador Filipe Luís na liderança.

Na segunda-feira (15), às 20h, é a vez do segundo lugar entrar em campo.  Após eliminar seu arquirrival na Copa do Brasil, o Cruzeiro vai à Salvador enfrentar o Bahia. A Raposa tem 44 pontos somados, e pode chegar a liderança em caso de um tropeço do time carioca.

2) Tabu histórico

Flamengo não vence no Estádio Alfredo Jaconi desde 1997
Fernando Alves / Juventude

Flamengo não vence no Estádio Alfredo Jaconi desde 1997

Ainda na briga pelo topo da tabela, o Flamengo tentará quebrar um tabu histórico neste final de semana, ao encarar o Juventude no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, no interior gaúcho.

A equipe rubro-negra não vence no local desde o dia 1ª de outubro de 1997. Na ocasião, o Mengão aproveitou um gol contra de Rodrigo para vencer o duelo, válido pela 22ª rodada do Brasileirão, por 1 a 0.

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Desde então, foram 13 encontros entre os times no Rio Grande do Sul, com sete vitórias dos mandantes e seis empates.

3) Super Grêmio?

Após sete anos de sua saída, Arthur está de volta ao Grêmio
Lucas Uebel / Grêmio

Após sete anos de sua saída, Arthur está de volta ao Grêmio

Grêmio entra em campo pela primeira vez após o encerramento da recheada janela de transferências neste sábado (13), às 16h, quando recebe o Mirassol na Arena.

Ao todo, o Imortal acertou a contratação de oito reforços no meio deste ano. São eles: Fabián Balbuena (zagueiro), Marcos Rocha (lateral-direito), Arthur (meio-campista), Alex Santana (meio-campista), Willian (ponta-direita), Enzo (lateral-esquerdo), Noriega (meio-campista) e Carlos Vinícius (centroavante).

Dentro destes citados, Balbuena, Alex Santana, Noriega e Balbuena já estrearam. O zagueiro paraguaio, inclusive, sofreu uma grave lesão na perna direita e está fora da temporada.

Para o duelo contra o Mirassol em Porto Alegre, o treinador Mano Menezes deve contar com apenas uma estreia. Arthur, meia campeão da Libertadores de 2017 com o time, deve iniciar a partida entre os titulares.

4) Novo Santos

Ex-Flamengo, Victor Hugo chegou ao Santos nesta janela de transferências
Raul Baretta / Santos

Ex-Flamengo, Victor Hugo chegou ao Santos nesta janela de transferências

Assim como o Grêmio, o Santos também trouxe oito reforços na última janela de transferências, encerrada no início deste mês. Quatro nomes foram anunciados pelo Peixe no último dia permitido (zagueiros Adonis Frías e Alexis Duarte, meio-campista Victor Hugo e atacante Lautaro Díaz).

O quarteto de contratações se junta aos laterais Igor Vinícius e Mayke, o volante Willian Arão e o atacante Gustavo Caballero como os novos jogadores do Alvinegro Praiano.

No início de trabalho do treinador argentino Juan Pablo Vojvoda, o Santos volta ao gramado no domingo, às 16h, quando encara o Atlético-MG na Arena MRV, em Belo Horizonte.

5) “Carrasco brasileiro” de volta como treinador

Martín Palermo estreará no comando técnico do Fortaleza diante do Vitória
Matheus Lotif / Fortaleza

Martín Palermo estreará no comando técnico do Fortaleza diante do Vitória

Também teremos a estreia de “velho conhecido” dos times brasileiros nesta rodada. Martín Palermo, ídolo do Boca Juniors como jogador, assumiu o comando técnico do Fortaleza durante esta Data Fifa.

Substituindo o português Renato Paiva no cargo, o argentino estreia no banco de reservas do Leão do Pici neste sábado (13), às 16h, contra o Vitória, no Castelão.

Como jogador, Palermo causou pesadelo a diversos clubes do país, sendo o responsável por várias eliminações brasileiras da Libertadores na primeira década deste século.

Outros jogos

Na mira do título da Copa do Brasil, Fluminense e Corinthians fazem uma possível final antecipada neste sábado, às 21h. O clássico interestadual acontece no Maracanã.

Além do retorno do Brasileirão,  a rodada também marca a volta dos jogos nas manhãs de domingo. Às 11h, o RB Bragantino, dono da segunda pior campanha dos últimos cinco compromissos, recebe o Sport, lanterna da competição.

No mesmo dia, às 17h30, São Paulo e Botafogo se enfrentam no Morumbis. O confronto poderia ser uma prévia das quartas de final da Libertadores, mas o Alvinegro foi eliminado pela LDU na última fase.

Fechando o domingo, às 20h30, o Vasco da Gama, que  superou o Glorioso no meio de semana e avançou às semis da Copa do Brasil, enfrenta o Ceará em São Januário, em um duelo direto da metade inferior da tabela.

Classificação

1) Flamengo – 47 pontos*
2) Cruzeiro – 44 pontos
3) Palmeiras – 43 pontos**
4) Bahia – 36 pontos**
5) Botafogo – 35 pontos**
6) Mirassol – 35 pontos**
7) São Paulo – 32 pontos
8) RB Bragantino – 30 pontos
9) Fluminense – 28 pontos**
10) Internacional – 27 pontos*
11) Ceará – 26 pontos*
12) Corinthians – 26 pontos
13) Grêmio – 25 pontos*
14) Atlético-MG – 24 pontos**
15) Vasco – 22 pontos*
16) Santos – 22 pontos*
17) Vitória – 22 pontos
18) Juventude – 21 pontos*
19) Fortaleza – 15 pontos*
20) Sport – 10 pontos**
 
**: dois jogos a menos
*: um jogo a menos



Hugo Motta tenta adiar anistia para construir alternativa com Senado, STF e governo Lula

 

Apesar da cobrança por anistia a Jair Bolsonaro (PL), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), tenta postergar a discussão enquanto busca uma saída que não afronte o STF (Supremo Tribunal Federal) nem endosse a proposta bolsonarista de um perdão amplo, geral e irrestrito.

Aliados de Motta afirmam que a intenção é votar a matéria para encerrar o assunto e que uma solução definitiva depende de uma costura que tenha aval do STF, do Senado e do Palácio do Planalto. Por isso, a tramitação levaria mais tempo do que desejam os apoiadores do ex-presidente, que pleiteiam a votação nesta semana.

Parlamentares reconhecem, no entanto, que a condenação de Bolsonaro pelo Supremo na quinta-feira (11) vai elevar a pressão sobre Motta para analisar o tema na Casa.

Segundo relatos, Motta levou ao governo Lula (PT) esse cenário, e o Planalto acompanha os desdobramentos para definir a estratégia contra o projeto. Um dos argumentos usados contra a votação é que o julgamento de Bolsonaro ainda não está concluído, porque ainda cabem recursos contra a condenação.

A pauta da Câmara nesta semana será objeto do embate direto entre PT e PL. De um lado, os bolsonaristas querem votar a anistia e, de outro, o governo Lula quer o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 mensais.

Entre aliados de Lula, a avaliação é que não estaria descartada a hipótese de que o requerimento de urgência para a anistia seja votado antes mesmo do Imposto de Renda. Há integrantes do governo que defendem que a urgência seja levada logo ao plenário para ser derrotada no voto, com a esperança de que Motta ajude a enterrar o assunto logo após o julgamento.

Um auxiliar de Lula diz que o Planalto, no entanto, quer garantir que haverá segurança de que a urgência será rejeitada antes de definir se apoia ou não esse movimento. Deputados do centrão afirmam que têm votos suficientes a favor da urgência, embora não haja certeza sobre a aprovação do mérito em si.

Um líder do centrão defende aguardar os próximos dias antes de definir o que será votado e fala em um estado de “compasso de espera” para eventual reação do governo Donald Trump à condenação de Bolsonaro —já que uma retaliação dos Estados Unidos afetaria o clima na Câmara.

Deputados governistas dizem que Motta indicou que o IR poderá ser votado nesta semana. A oposição, contudo, trabalha contra a criação de um imposto para os mais ricos —que é a forma que o governo Lula pretende compensar a queda de arrecadação ao ampliar a isenção. Para evitar mudanças no texto, o governo negocia alterações em outra matéria, a MP (medida provisória) que aumenta impostos.

Em relação à anistia, uma das opções avaliadas por Motta é, assim como sugeriu o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-PB), pautar um texto que apenas reduza penas dos condenados por tentativa de golpe, o que alcançaria os presos do 8 de Janeiro e poderia até incluir Bolsonaro e os demais integrantes do núcleo principal.

Um deputado próximo ao presidente da Câmara diz que ele está disposto a discutir alternativas à prisão de Bolsonaro —não nos termos da anistia absoluta que propõe o PL, mas medidas que possam, por exemplo, assegurar a prisão domiciliar ao ex-presidente.

A redução de penas é defendida pelo presidente da Câmara e tem adesão de partidos do centrão e até de deputados da esquerda, como forma de contenção de danos. O principal entrave é o PL, que só aceita um texto moldado para beneficiar Bolsonaro.

Ainda segundo aliados, Motta não pretende divulgar a escolha de um relator antes que haja uma definição sobre os termos gerais do texto. Como mostrou a Folha, o relator deve ser integrante de partidos do centrão, que defendem perdoar Bolsonaro criminalmente, mas manter sua inelegibilidade, enquanto o PL quer reabilitá-lo até nas urnas.

O texto sugerido pelo líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), que inclui o perdão eleitoral e anistia crimes desde 2019, quando foi instaurado o inquérito contra fake news no STF, foi rechaçado por Motta, segundo deputados.

Em conversas recentes com aliados, o presidente da Câmara teria afirmado que, se fosse favorável ao projeto, já teria levado a matéria ao plenário. Dois deputados que participaram de algumas dessas conversas dizem que interpretaram essa fala como uma sinalização de que o tema pode demorar a ser votado.

Esses políticos dizem ainda que Motta, quando questionado sobre anistia, tem afirmado que está buscando uma saída. Ele tem dito, no entanto, que essa não é uma equação fácil e repetido que teve apoio tanto do PT quanto do PL para consolidar sua candidatura à frente da Câmara.

Apesar de não ser pessoalmente a favor da anistia, a avaliação de Motta é a de que a pressão a favor do assunto mudou de patamar com o julgamento de Bolsonaro e a articulação de PL, União Brasil, PP, PSD e Republicanos, protagonizada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Para as legendas do centrão e para o governador, a anistia seria um aceno a Bolsonaro em troca de o ex-presidente apoiar Tarcísio na corrida ao Planalto em 2026. Por preferir a candidatura de Tarcísio a de Bolsonaro, o centrão resiste a um texto que trate de inelegibilidade.

Antes desse movimento, Motta vinha dizendo, ao longo do mês de agosto, que não havia clima para anistia na Casa. O presidente resistia a pautar o tema sobretudo para não avalizar um acordo feito pelo PL com partidos do centrão e Arthur Lira (PP-AL), sem a participação de Motta, de que a anistia seria votada em troca do fim do motim de bolsonaristas ocupou o plenário em agosto.

Do outro lado, o governo Lula entrou em campo para barrar a anistia e dar condições para que Motta segure o texto. A ministra Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais) cobrou ministros do centrão para que freiem o avanço da medida em seus partidos, e o governo ameaça tirar cargos de parlamentares favoráveis.

Deputados do PT lembram ainda que Lula deve vetar a anistia e que os ministros do Supremo também já deram o recado de que o perdão a crimes contra o Estado democrático de Direito seria inconstitucional.

Por isso, dizem aliados de Motta, o presidente busca um caminho que não acabe barrado em outros Poderes, ou o fantasma da anistia voltaria para a Câmara. O deputado tem sido aconselhado a votar a proposta como forma de liberar a pauta para projetos propositivos e, assim, implementar uma agenda própria.

Outra ideia ventilada na Câmara, menos provável, seria a de aprovar a chamada PEC (proposta de emenda à Constituição) da blindagem ou das prerrogativas, como forma de satisfazer demandas do centrão e, assim, postergar a anistia.

Folha Online