Brasil perde dos EUA e se despede de Tóquio com prata no vôlei feminino

Em dia ruim, seleção foi facilmente batida pelas americanas na grande final

Brasil perde para os Estados Unidos e se despede de Tóquio com prata no vôlei feminino
FIVB

Brasil perde para os Estados Unidos e se despede de Tóquio com prata no vôlei feminino

vôlei feminino do Brasil ficou com a medalha de prata nas Olimpíadas de Tóquio. Na madrugada deste domingo, as brasileiras lutaram, mas tiveram uma atuação ruim e foram facilmente derrotadas pelo forte time dos Estados Unidos, que fez valer seu favoritismo, por 3 sets a 0, com parciais de 21/25, 20/25 e 14/25.

Brasil x EUA - vôlei feminino - Olimpíadas Tóquio. Foto: FIVB
Brasil x EUA - vôlei feminino - Olimpíadas Tóquio. Foto: FIVB / Divulgação / Time Brasil

A partida começou com o Brasil disperso e cometeu alguns erros simples no jogo, principalmente na hora do último passe. As americanas, por sua vez, se mostraram concentradas desde o início e souberam explorar o primeiro set com falhas da Seleção. Diante deste cenário, os Estados Unidos fecharam o primeiro set com boa vantagem em 21/25.

A história não foi diferente no segundo set. O time brasileiro continuou apático e, somado às americanas que se encontravam em dia inspirado, viu as adversárias construírem uma vantagem de nove pontos no placar. O Brasil não se entregou e ainda buscou uma recuperação, mas o prejuízo já era grande demais e a derrota foi sacramentada novamente em 20/25.

No terceiro set, os Estados Unidos voltaram a mostrar sua superioridade. Com o Brasil aparentemente conformado e sem forças para reagir, as americanas voltaram a ter um excelente set e fecharam em 14/25.

Com a prata no vôlei feminino, o Brasil encerra a melhor participação de sua história nas Olimpíadas. Nos Jogos de Tóquio, foram 21 pódios, com sete medalhas de ouro, seis de prata e oito de bronze.

www.reporteriedoferreira.com.br

 




João Azevêdo e Cícero Lucena participam de inauguração da loja do Artesanato Paraibano

João Azevêdo e Cícero Lucena participam de inauguração da loja do Artesanato Paraibano na Ferreira Costa

O governador João Azevêdo e o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, participaram neste sábado (7), da inauguração da loja do Programa do Artesanato Paraibano (PAP) no Home Center Ferreira Costa, na estrada de Cabedelo. O espaço vai contemplar cerca de 100 artesãos, que farão exposição dos seus trabalhos para comercialização em formato de rodízio. O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, esteve presente ao ato inaugural.

Ao lado da primeira-dama e presidente de Honra do Programa do Artesanato Paraibano, Ana Maria Lins, João Azevêdo destacou a importância da parceria entre o Governo do Estado e o Grupo Ferreira Costa. “Este é um espaço extremamente qualificado, numa loja de um grande grupo comercial, como é a Ferreira Costa, e que nos dá a oportunidade de permitir que os nossos artesãos e artesãs continuem fazendo aquilo que é mais importante, comercializando e divulgando nossa cultura. Eu sempre trato o artesanato da Paraíba além da importância cultural, além da importância de que o artesanato mostra a nossa história. É um segmento econômico, que gera renda, gera emprego, gera sustento para as famílias”, disse, agradecendo a parceria com o Grupo Ferreira Costa.

O secretário de Estado de Turismo e Desenvolvimento Econômico (Setde), Gustavo Feliciano, ressaltou a grande oportunidade de vendas do artesanato paraibano com o espaço na Ferreira Costa. “É um momento de muita alegria participar da entrega desse espaço para artesão e artesã da Paraíba, que consegue fazer um produto de muita qualidade, o que faz do nosso artesanato referência no Brasil”, acrescentou.

João Azevêdo e Cícero Lucena participam de inauguração da loja do Artesanato Paraibano na Ferreira Costa

Já o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, destacou que a Loja do Programa do Artesanato Paraibano na Ferreira Costa é uma grande vitrine de divulgação. “Essa iniciativa dessa empresa, somada ao trabalho do Governo do Estado nessa área de artesanato, vai abrir mais um espaço para que os artesãos e artesãs de João Pessoa, da Paraíba como um todo, tenham uma loja num local com bastante fluxo de pessoas para mostrar o seu trabalho e complementar a sua renda”, comentou.

A gestora do PAP, Marielza Rodriguez, falou das expectativas. “Com a experiência que já tivemos na rampa do Ferreira Costa, a gente acredita que vai vender muito bem. Vamos olhar para o perfil de cliente que visita o Ferreira Costa, que quer decorar a sua casa, aquele paraibano que ainda não conhece o artesanato produzido no Estado. É o momento de valorizar a arte paraibana”, disse.

João Azevêdo e Cícero Lucena participam de inauguração da loja do Artesanato Paraibano na Ferreira Costa

Conrado Ferreira Costa, um dos sócios do grupo empresarial, ressaltou que, ao firmar parceria com o Governo do Estado, o objetivo foi melhorar a qualidade de vida dos artesãos. “Sempre fomos muito ligados ao artesanato, desde Garanhuns, que é a nossa origem, interior de Pernambuco. Nosso interesse é que, em tudo que a gente esteja inserido, a comunidade esteja se desenvolvendo, para que as pessoas possam melhorar de vida”, afirmou.

Expectativas e diversidade – 
Com um público diário estimado em mais de três mil pessoas, a loja do Artesanato Paraibano será uma grande vitrine para o segmento, que terá em exposição diversas tipologias, a exemplo de cerâmica, crochê e patchwork.

Após um longo período sem contato com o público por conta da pandemia, as artesãs não viam a hora do momento tão esperado. “Eu achei ótima essa iniciativa do Governo do Estado com a Ferreira Costa. Estávamos parados há muito tempo e agora apareceu essa grande oportunidade de não apenas vender, mas de ver as pessoas olharem, elogiarem nossos produtos”, disse Doroteia Martins.

João Azevêdo e Cícero Lucena participam de inauguração da loja do Artesanato Paraibano na Ferreira Costa

Sentimento compartilhado pela artesã Elaine Elisa, que há mais de dez anos trabalha com patchwork. “A expectativa não poderia ser melhor, com o Governo e a iniciativa privada nos dando apoio, abrindo este espaço, mostrando que é possível o artesão expor seu trabalho num espaço tão bacana como este”, comentou.

A loja do Programa do Artesanato Paraibano funciona no mall do Home Center Ferreira Costa, e terá revezamento das tipologias em exposição, visando contemplar o maior público possível.

Participaram ainda da inauguração o secretário de Estado da Administração Penitenciária, Sérgio Fonseca; a diretora da Superintendência do Plano de Obras de Desenvolvimento do Estado (Suplan), Simone Guimarães; e a primeira-dama de João Pessoa, Lauremília Lucena, entre outras autoridades.

www.reporteriedoferreira.com.br



João Azevêdo inaugura Creas em Alagoinha, autoriza Restaurante Popular e entrega escola em Guarabira

O governador João Azevêdo encerrou sua agenda de visitas à região do Brejo, nessa sexta-feira (6), com a inauguração da nova sede do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) de Alagoinha, que teve investimentos na ordem de R$ 410 mil; e depois, na cidade de Guarabira, assinou a Ordem de Serviço para a implantação do Restaurante Popular, entregou a reforma da Escola Estadual José Soares de Carvalho e inspecionou a obra de recuperação e recapeamento do acesso ao Distrito de Cachoeira dos Guedes.

O prédio do Creas de Alagoinha possui área total de 700 metros quadrados sendo 216,60 m² de área construída. O espaço tem duas salas de atendimento individual, duas salas de atendimento familiar, um auditório para 26 pessoas sentadas, uma sala de coordenação, recepção, cozinha, área de serviço coberta e quatro banheiros, sendo dois deles adaptados para PNE (Portadores de Necessidades Especiais).

Na ocasião, o governador João Azevêdo comentou sobre a satisfação de entregar a nova sede do Creas de Alagoinha. “Este equipamento já funcionava nessa região, mas a partir de agora ganha esta nova sede com toda a estrutura necessária. Esse Creas atende diversas cidades e se caracteriza como mais um espaço que cuida das pessoas. Fico muito feliz em poder vir aqui entregar essa obra”, frisou.

Para o secretário de Estado do Desenvolvimento Humano (Sedh), Tibério Limeira, a nova sede do Creas representa muito para a população. “A obra ficou com muita qualidade e vai fortalecer a política pública de assistência, principalmente no atendimento às pessoas que já tiveram seus direitos violados e precisam do acompanhamento do psicólogo, do assistente social, do educador para, de alguma maneira, trabalhar a reparação dessa violação de direitos”, afirmou.

O adolescente Cauã Matos, de 15 anos, foi atendido pela equipe do Creas e afirmou que o auxílio dos profissionais foi de extrema importância na vida dele. “Quando minha mãe morreu, fiquei com sintomas de ansiedade e depressão. Foi a equipe do Creas que me ajudou. Fui atendido pela psicóloga e pela assistente social que me orientaram e me livraram daquele estado depressivo. Só tenho a agradecer”, relatou.

Em Guarabira – O governador João Azevêdo entregou a reforma e ampliação da Escola Estadual de Ensino Fundamental José Soares de Carvalho, que representa R$ 4,7 milhões de investimento, assinou a Ordem de Serviço para a implantação do Restaurante Popular e visitou a obra do acesso ao Distrito de Cachoeira dos Guedes, em Guarabira.

“É uma alegria muito grande terminar essas agendas de entrega de obras e ações aqui em Guarabira. Cada obra que fazemos estamos pensando no bem da população do Estado. A escola ficou muito bonita e com estrutura adequada. E o Restaurante Popular que, em breve, estará funcionando vai trazer condições melhores para o povo. É uma grande ação para trazer segurança alimentar para aqueles que mais precisam”, comentou João Azevêdo.

A reforma da Escola inclui 17 salas de aula, laboratórios, sala de professores, passarelas, secretaria, coordenação pedagógica, arquivo, diretoria, sala de recursos multifuncionais, sala de leitura, cozinha, banheiros, quadra descoberta, ginásio com palco, arquibancadas e vestiários, entre outros. A ampliação contempla cinco salas de aulas, bateria de banheiros e sala de material esportivo.

Na escola, o governador também assinou a Ordem de Serviço para a implantação do Restaurante Popular de Guarabira. O restaurante deve ser inaugurado em cerca de 120 dias e tem valor total estimado de R$ 1,5 milhão.

O secretário de Estado do Desenvolvimento Humano (Sedh), Tibério Limeira, explicou que este Restaurante Popular vai funcionar em um prédio onde funcionou a Casa da Cidadania, no centro de Guarabira. “Isso vai proporcionar facilidade de acesso para os usuários. O local vai fornecer mil refeições por dia, de segunda a sexta-feira. É um grande ganho para esta cidade que é um pólo importante do brejo paraibano”, falou.

Em seguida, o governador visitou a obra de recuperação e recapeamento do acesso ao Distrito de Cachoeira dos Guedes com extensão de 2,1 km. A ação representa um investimento de R$ 3,6 milhões e vai beneficiar os moradores da região, além dos motoristas de caminhões de cargas pesadas que circulam na área.

Na oportunidade, o governador João Azevêdo afirmou: “Essa é uma obra essencial para esta população que tem uma área de produção extremamente importante. Está praticamente concluída e certamente vai trazer muitos benefícios aos moradores da área de Cachoeira dos Guedes”.

A obra consiste na retirada de pavimento em paralelepípedo, estabilização de base existente com adição 20% de brita e 4% de cimento com recicladora, pavimentação da pista de rolamento em CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente), sistema de drenagem profunda e superficial, sinalização horizontal e vertical.

Estiveram presentes nas ações, lideranças políticas da região, auxiliares do Governo, o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino, os deputados estaduais Raniery Paulino, Hervázio Bezerra, Ricardo Barbosa, Inácio Falcão, Tião Gomes, Anísio Maia, João Gonçalves e outras autoridades.

www.reporteriedoferreira.com.br




Fux se reúne com Aras, discute crise com Bolsonaro e alerta sobre instituições

Diante de ataques do presidente, chefes do Supremo e da PGR tiveram reunião para reforçar a importância do diálogo entre os Poderes; reunião foi em tom amigável, segundo fontes

Luiz Fux conversa com Aras sobre crise entre poderes
Rosinei Coutinho/SCO/STF

Luiz Fux conversa com Aras sobre crise entre podere

Em meio à mais nova crise institucional entre o presidente Jair Bolsonaro e o Supremo Tribunal Federal (STF) , o presidente da Corte, Luiz Fux, e o procurador-geral da República, Augusto Aras, se reuniram nesta sexta-feira e reforçaram a importância do diálogo entre os Poderes.

Interlocutores do STF ouvidos pelo GLOBO afirmam que durante a conversa, Fux teria alertado Aras sobre os papéis de cada uma das instituições e a importância de cada um cumprir o seu papel. A reunião ocorreu em tom amigável.

Ainda de acordo com fontes ouvidas pelo GLOBO, a intenção de Fux – que convidou Aras para a reunião – era dizer para Aras que ele deve cumprir sua função e o STF o dele. Aras teria dito a Fux que está comprometido com o seu papel.

Pela Constituição, o procurador-geral da República é quem tem, entre outras atribuições, a competência para processar criminalmente o presidente da República por crime comum, apresentando uma denúncia ao STF, a quem cabe julgar esses casos. Após provocado por uma denúncia da PGR, o Supremo deve encaminhar o caso à Câmara.

Na conversa, que durou 50 minutos no gabinete do presidente do STF, Aras e Fux teriam “reiterado o compromisso com o diálogo institucional”. Ambos foram embora sem dar declarações à imprensa.

Em nota divulgada após o encontro, a PGR informou que na conversa Aras e Fux “renovaram o compromisso da manutenção de um diálogo permanente entre o Ministério Público e o Judiciário para aperfeiçoar o sistema de Justiça a serviço da democracia e da República”, “considerando o contexto atual”. Também por meio de nota, o STF informou que Fux e Aras reconheceram a importância do diálogo permanente entre as duas instituições.

A conversa entre os chefes da PGR e do Supremo ocorre no momento em que se instalou mais uma crise entre os poderes gerada pelos ataques de Jair Bolsonaro ao STF, à urna eletrônica, ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, e ao ministro Alexandre de Moraes.

Na segunda-feira, o TSE abriu um inquérito administrativo para apurar os ataques sem provas que Bolsonaro vem fazendo ao sistema eletrônico de votação. Na quarta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, atendendo a outro pedido feito pela Corte Eleitoral, incluiu o presidente no inquérito das fake news.

Nesta quinta-feira, após Bolsonaro manter os ataques ao STF e ao TSE, Fux, em pronunciamento feito no plenário do Supremo, enviou um duro recado a Bolsonaro a respeito do limite para o diálogo institucional.

www.reporteriedoferreira.com.br   Por Agência O Globo




Comissão da Câmara rejeita PEC do voto impresso por 23 votos a 11

Parecer vencedor será elaborado pelo deputado Júnior Mano e deverá ser apreciado em nova reunião do colegiado nesta sexta-feira (6)

Câmara dos Deputados
Reprodução/Câmara dos Deputados

Câmara dos Deputados

A comissão especial da Câmara dos Deputados sobre a Proposta de Emenda à Constituição PEC 135/19, que torna obrigatório o voto impresso, rejeitou nesta quinta-feira (5) o substitutivo apresentado pelo relator, deputado Filipe Barros (PSL-PR). Foram votos 23 contrários ao parecer, ante 11 votos favoráveis.

Por indicação do presidente da comissão especial, deputado Paulo Eduardo Martins (PSC-PR), o parecer vencedor será elaborado pelo deputado Júnior Mano (PL-CE) e deverá ser apreciado em nova reunião do colegiado nesta sexta-feira (6), às 18 horas.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou hoje mais cedo que a PEC do voto impresso poderá ser avocada pelo Plenário, mesmo depois da derrota no colegiado. “Comissões especiais não são terminativas, são opinativas, então sugerem o texto, mas qualquer recurso ao Plenário pode ser feito”, explicou.

www.reporteriedoferreira.com.br    Agência Câmara



Bolsonaro insiste em ameaça golpista, chama Moraes de ditatorial e diz que ‘a hora dele vai chegar’

O presidente foi incluído na quarta-feira (4) como investigado no inquérito das fake news, relatado por Alexandre de Moraes, ministro do STF

MATEUS VARGAS

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Jair Bolsonaro insistiu em ameaças golpistas nesta quinta-feira (5), voltou a falar em atuação fora dos limites da Constituição e fez ataques a Alexandre de Moraes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).

“A hora dele [Moraes] vai chegar. Porque está jogando fora das quatro linhas da Constituição há muito tempo. Não pretendo sair das quatro linhas para questionar essas autoridades, mas acredito que o momento está chegando”, disse o presidente.

“Não dá para continuarmos com ministro arbitrário, ditatorial”, completou ele em entrevista à Rádio 93 FM, do Rio de Janeiro.

Bolsonaro foi incluído na quarta-feira (4) como investigado no inquérito das fake news, relatado por Moraes.

O presidente voltou a fazer ataques ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, que se opõe à proposta de adoção do voto impresso, bandeira prioritária de Bolsonaro.

Em outro trecho da entrevista, Bolsonaro disse que está disposto a participar de protesto “daqui a 2 ou 3 domingos”, na avenida Paulista, “para a gente fazer mais um apelo” ao TSE e a Barroso sobre a mudança no sistema de voto.

O presidente também voltou a afirmar que o próprio TSE reconheceu que um hacker invadiu o seu sistema em 2018. Em nota, o tribunal disse que o episódio não representou qualquer risco às eleições.

Segundo o presidente, a Polícia Federal vai “obviamente acelerar a tomagem de depoimentos” nesta investigação para chegar a um “parecer final”. “Mas a conclusão está feita. O próprio TSE falou que a urna é vulnerável”, disse o mandatário.

O presidente voltou a sugerir que Barroso participa de um complô para eleger o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República em 2022. O petista lidera pesquisas eleitorais.

“Existe um plano, está na mídia, para me tornar inelegível. Se vier a acontecer, já sabemos, se eu não fizer nada, o presidente é o Lula”, afirmou.

Mais cedo, diante de apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro debochou do inquérito do Supremo que investiga as fake news.

“Olha, o que é a ditadura da toga. O que dois ministros estão fazendo no STF. Barroso e Alexandre de Moraes. Vão me investigar. Será que vão dar uma sentença, fazer busca e apreensão no Alvorada? O que fazem com o povo comum aí. Será que vão fazer isso? Vão mandar quem aqui? A PF ou as Forças Armadas, baseado no quê?”, disse o presidente.

A Folha recebeu, na semana passada, o inquérito citado na entrevista e consultou diversos especialistas e uma pessoa envolvida na investigação, que foram unânimes: o inquérito não conclui que houve fraude no sistema eleitoral em 2018 ou que poderia ter havido adulteração dos resultados, ao contrário do que disse o mandatário.

Em nota à imprensa, na madrugada desta quinta (5), o TSE disse, em referência ao inquérito da Polícia Federal que apura ataque ao seu sistema interno em 2018, que o episódio foi divulgado na época em vários veículos de comunicação e não representou qualquer risco à integridade das eleições.

“Isso porque o código-fonte dos programas utilizados passa por sucessivas verificações e testes, aptos a identificar qualquer alteração ou manipulação. Nada de anormal ocorreu”, afirma a nota.

O TSE diz também que o código-fonte é acessível aos partidos políticos, à OAB, à Polícia Federal e a outras entidades que participam do processo. “Uma vez assinado digitalmente e lacrado, não existe a possibilidade de adulteração. O programa simplesmente não roda se vier a ser modificado”, diz o tribunal.

Na nota, o TSE reafirma que as urnas eletrônicas não entram na rede. “Por não serem conectadas à internet, não são passíveis de acesso remoto, o que impede qualquer tipo de interferência externa no processo de votação e de apuração”.

“O próprio TSE encaminhou à Polícia Federal as informações necessárias à apuração dos fatos e prestou as informações disponíveis. A investigação corre de forma sigilosa e nunca se comunicou ao TSE qualquer elemento indicativo de fraude”, aponta o tribunal na nota à imprensa.

Segundo o TSE, de 2018 para cá novas camadas de proteção foram incluídas no cenário mundial de cybersegurança, o que aumenta a segurança dos sistemas informatizados.

“Por fim, e mais importante que tudo, o TSE informa que os sistemas usados nas eleições de 2018 estão disponíveis na sala-cofre para os interessados, que podem analisar tanto o código-fonte quanto os sistemas lacrados e constatar que tudo transcorreu com precisão e lisura”, finaliza a nota.

www.reporteriedoferreira.com.br   / F5




João Azevêdo investiu mais de R$ 1,7 bilhão em João Pessoa nos últimos dois anos e meio

João Azevêdo investiu mais de R$ 1,7 bilhão na capital nos últimos dois anos e meio

Neste dia em que João Pessoa comemora mais um aniversário de fundação, nada mais apropriado do que falar das melhorias recentes que a capital paraibana recebeu por parte da gestão pública estadual. Ao longo da administração estadual do governo João Azevêdo, iniciada em janeiro de 2019, foram destinados recursos da ordem de R$ 1,7 bilhão para a cidade, englobando projetos concluídos, em andamento ou prestes a serem iniciados. Os recursos, distribuídos em diversas áreas, trazem mais qualidade de vida aos pessoenses.

Conforme informações da Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag), foram destinados R$ 80,2 milhões para a mobilidade urbana; R$ 50,4 milhões para a educação; e R$ 1,1 bilhão para a saúde e desenvolvimento humano dos pessoenses, bem como para combater o novo coronavírus. Já R$ 163 milhões foram reservados para 1.836 novas moradias; R$ 204 milhões para a segurança hídrica; R$ 95,3 milhões para a segurança pública e o Detran; e R$ 18,1 milhões voltados à área cultural da cidade.

Neste momento de desafios para a economia, o Governo do Estado viu na força do empreendedorismo uma opção de trabalho e renda e ofereceu R$ 7,8 milhões em crédito para 983 empreendedores individuais, por meio do Programa Empreender.

Somente no segmento da educação foram nove escolas reformadas (R$ 22,2 milhões), oito ginásios do Programa Bom de Bola construídos (R$ 5,1 milhões), 172.341 cestas básicas distribuídas para os alunos da rede estadual (R$ 10,2 milhões). Vale lembrar da construção da nova Escola de Ensino Médio Integral da Polícia Militar da Paraíba, em Mangabeira, e da Escola Estadual de Educação Especial (R$ 10,4 milhões).

Na mobilidade urbana, trechos que eram verdadeiros gargalos para os motoristas e pedestres foram concluídos, a exemplo das novas ligações Mangabeira/Valentina/Perimetral Sul (R$ 6,2 milhões), Jardim Cidade Universitária/Bancários/Portal do Sol (R$ 4,7 milhões) e a ligação Geisel/Colinas do Sul (R$ 3,6 milhões).

Quem passa por uma das novas vias sente a transformação no acesso a alguns bairros. O ajudante de pedreiro Maurílio Pereira da Silva, 47 anos, trabalha nas proximidades da ligação Jardim Cidade Universitária/Bancários/Portal do Sol e disse que, antes da obra ser realizada, existia um pequeno caminho de terra. “Só passava pedestre, carro de jeito nenhum, era rodeado de mato e à noite era muito escuro”. O colega, Elinaldo Gomes de Andrade, 39 anos, que também trabalha com obras na localidade e mora no Jardim Cidade Universitária, declarou que era difícil o acesso a outros bairros. “Lembro que, quando tinha o caminho de terra, as mulheres passavam para lavar roupa lá embaixo no rio, no meio do mato. A gente não tinha acesso a lugar nenhum. Agora ficou bem mais fácil e rápido chegar às praias, como a Penha e Jacumã. Nem se compara com o que era antes”.

Os benefícios também se destacam na área da moradia. Das 1.836 novas moradias projetadas, 1.552 já foram construídas, sendo 256 apartamentos no Residencial Alvorada do Sul, no Colinas do Sul; 128 apartamentos no Residencial Parque do Sul, no Colinas do Sul; 208 apartamentos no Residencial Pedra do Reino, em Mangabeira VII e 960 apartamentos nos Residenciais Canaã I e II, em Gramame. Mais 284 unidades estão em fase de construção no Cidade Verde e em Mangabeira VII.

A segurança pública e proteção dos moradores da capital paraibana não deixaram de estar entre as prioridades da gestão estadual. Os investimentos foram voltados para a aquisição de 432 novas viaturas policiais; 110 novas viaturas para o Corpo de Bombeiros; e para a compra de equipamentos e materiais bélicos e de resgate. Vale lembrar da construção do Complexo Administrativo Ambiental, em Mangabeira (R$ 2,2 milhões), da reforma do Instituto de Polícia Científica (IPC), no Bairro do Cristo Redentor, do projeto para construção do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), do Distrito Integrado de Segurança Pública de João Pessoa e da construção da 3ª Delegacia Distrital, em Tambauzinho.

Somente de janeiro a julho deste ano, o Governo da Paraíba já entregou 13 obras à cidade de João Pessoa, totalizando cerca de R$ 15 milhões de investimentos, sem contar com os recursos para a compra de equipamento e material humano. São serviços de iluminação, melhorias em escolas, presídios, órgãos públicos de várias áreas, entre outras ações. Além disso, ainda estão em execução 20 trabalhos envolvendo construção, ampliação e reforma de equipamentos, sendo quase R$ 20 milhões em recursos disponibilizados, somando um total aproximado de R$ 35 milhões,conforme dados da Superintendência de Obras do Plano de Desenvolvimento da Paraíba (Suplan).

Segundo a diretora-superintendente do órgão, Simone Guimarães, mesmo com a pandemia, o governo não parou a execução dos projetos na capital, nem no Estado. “Em nenhum momento nós paramos. As atividades da construção civil da Suplan estão funcionando, estão totalmente normais, e isso é muito bom porque gera emprego e renda para a população. Você emprega pedreiro, carpinteiro, mestre de obra, engenheiro, quer dizer, todo um setor é movimentado, repercutindo também no comércio”, destacou.

www.reporteriedoferreira.com.br   Secom




Empresários rebatem Bolsonaro e lançam manifesto de apoio ao processo eleitoral

Documento diz que Brasil terá eleições e seus resultados serão respeitados; afirma ainda que sociedade não aceitará aventuras autoritárias

Luiza Trajano é uma das signatárias do manifesto
O Antagonista

Luiza Trajano é uma das signatárias do manifesto

Um grupo de mais de 200 empresários, economistas e intelectuais divulgará  um manifesto de apoio ao processo eleitoral brasileiro em resposta aos ataques do presidente Jair Bolsonaro à urna eletrônica e ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso .

O texto diz que o “Brasil terá eleições e os seus resultados serão respeitados”. Afirma também que a “sociedade brasileira é garantidora da Constituição e não aceitará aventuras autoritárias”. Assinam o documento, entre outros, os empresários Luiza Trajano (Magazine Luiza), Guilherme Leal (Natura) e Roberto Setúbal (Itaú); os economistas Armínio Fraga, Pérsio Arida e André Lara Resende; os líderes religiosos Dom Odilo Sherer (cardeal arcebispo de São Paulo) e Monja Coen; os médicos Raul Cutait, Drauzio Varella e Margareth Dalcomo; os ex-ministros José Carlos Dias, Pedro Malan, Paulo Vanuchi e Nelson Jobim; e os professores universitários Luiz Felipe de Alencastro e Candidato Mendes de Almeida.

“Apesar do momento difícil, acreditamos no Brasil. Nossos mais de 200 milhões de habitantes têm sonhos, aspirações e capacidades para transformar nossa sociedade e construir um futuro mais próspero e justo. Esse futuro só será possível com base na estabilidade democrática”, afirma o manifesto.

O texto ainda ressalta que “o princípio chave de uma democracia saudável é a realização de eleições e a aceitação de seus resultados por todos os envolvidos”. “A Justiça Eleitoral brasileira é uma das mais modernas e respeitadas do mundo. Confiamos nela e no atual sistema de votação eletrônico”, afirma.

Carlos Ari Sundfeld, professor da FGV-Direito São Paulo e um dos idealizadores do manifesto, diz que o documento é uma resposta após a fala de Bolsonaro na segunda-feira em que o presidente atacou o presidente do TSE e o acusou de prestar um desserviço ao país. Por meio de grupos de diálogo já existentes, os signatários decidiram pela elaboração do manifesto.

www.repoteriedoferreira.com.br  Por Agência O Globo




Bolsonaro responde TSE, mas não apresenta provas de supostas fraudes eleitorais

Jair Bolsonaro
Divulgação/Palácio do Planalto/Alan Santos

Jair Bolsonaro

O  presidente Jair Bolsonaro (sem partido) enviou um documento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no qual tenta se defender da acusação de atacar a segurança das urnas eletrônicas e argumenta que, ao apoiar a proposta do voto impresso, ele pede, na verdade, que o sistema eleitoral seja “aprimorado”. O documento foi uma resposta a um pedido de que o presidente apresentasse provas de suas acusações de fraude eleitoral.

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Luís Felipe Salomão, havia emitido um despacho no dia 21 de junho, dando um prazo de 15 dias para o presidente apresentar provas sobre as supostas fraudes nas eleições que ele insiste em dizer, sem evidências, que houve.

O TSE confirmou o recebimento da resposta do presidente, mas disse que o documento está sob sigilo judicial. Apesar disso, o portal UOL alega ter tido acesso e informa que Bolsonaro não apresenta nenhuma prova ou evidência de fraude eleitoral. O presidente faria apenas uma referência a uma audiência pública de 2018 no TSE, na qual cidadãos defenderam a impressão do voto eletrônico, e citaria projetos de lei que defendem o mesmo.

Ao invés de provas, Bolsonaro nega estar atacando a segurança das urnas eletrônicas e diz que quer “auditoria” e aprimoramento do processo eleitoral. “Reitera-se, não se está a atacar propriamente a segurança das urnas eletrônica, mas, sim, a necessidade de se viabilizar uma efetiva auditagem”, escreveu Bolsonaro.

E continuou: “Na realidade, é em nome da maior fiabilidade do sufrágio que há muito se tem defendido a necessidade de robustecer ainda mais o sistema eletrônico de votação com alguma medida física de auditagem imediata pelo eleitor, tão logo esse deposite o seu voto na urna e, se for o caso, mais tarde pela própria Justiça Eleitoral”.

www.reporteriedoferreira.comn.br     – Com informações do portal UOL.




CPI da Covid quebra sigilo de Ricardo Barros e reconvoca o coronel Élcio Franco

Comissão também decide apresentar uma ação judicial pedindo o afastamento de secretária do Ministério da Saúde conhecida como “Capitã Cloroquina”Ricardo Barros, líder do governo na Câmara dos Deputados

O Antagonista

Ricardo Barros, líder do governo na Câmara dos Deputados

A CPI da Covid aprovou mais de 100 requerimentos nesta terça-feira. Entre as medidas aprovadas está a quebra dos sigilos telefônico, fiscal, bancário e telemático do líder do governo na Câmara, o deputado Ricardo Barros (PP-PR), e do deputado Luis Miranda (DEM-DF). A comissão também reconvocou o ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde Élcio Franco, que é um dos principais alvos da CPI e já tinha prestado depoimento em junho.

Em julho, Miranda relatou à CPI que, em encontro com Bolsonaro, denunciou pressão sobre seu irmão, o servidor do Ministério da Saúde Luís Ricardo, para liberar a vacina Covaxin. Na ocasião, ele disse que o presidente mencionou o nome de Barros, que foi ministro da Saúde quando a pasta fechou contrato com a empresa Global, que recebeu pagamento antecipado mas nunca entregou os medicamentos comprados. A Global é sócia da empresa Precisa, representante no Brasil do laboratório indiano Bharat Biotech, desenvolvedor da Covaxin.

Empresa de logística e hospitais na mira da CPI

A CPI também está avançando sobre a VTC Log, uma empresa de logística com contratos no Ministério da Saúde e responsável pelo transporte de insumos. Foi aprovada a convocação dos sócios Raimundo Nonato Brasil, Teresa Cristina Reis de Sá e Carlos Alberto de Sá. A comissão também determinou a quebra dos sigilos telefônico, fiscal, bancário e telemático deles e também de outra sócia, Andreia da Silva Lima, além da própria empresa. E aprovou um requerimento de informações para que o Ministério da Saúde forneça os processos e documentos relacionados a contratos firmados com a empresa. Outro requerimento aprovado é para que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) forneça o relatório de inteligência financeira da VTC.

Outra frente de investigação são possíveis irregularidades nos hospitais federais do Rio de Janeiro. Foram convocados: George da Silva Divério, Marcelo Muniz Lamberti e Jonas Roza, ex-superintendentes do Ministério da Saúde no estado; Joabe Antônio Olveira, ex-coordenador de Administração da Superintendência Estadual; Cristiane Rose Jourdan Gomes e Paulo Cotrim, ex-diretores do Hospital Federal de Bonsucesso; e o empresário Mário Peixoto. A CPI também aprovou requerimentos para que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) forneça relatórios de todos eles.

Pessoas suspeitas de irregularidades na negociação de vacinas também tiveram os sigilos cobrados. São elas: Amilton Gomes de Paula, Cristiano Carvalho e Luiz Paulo Dominguetti. A CPI também decidiu pedir à Polícia Federal cópia de um inquérito relacionado ao aplicativo TrateCov, que receitava cloroquina até para gestantes e bebês com Covid-19. Em relação aos negócios da Precisa, foi aprovado um requerimento para que a empresa Dropbox forneça informações sobre arquivos hospedados em um link da companhia.

Também foi aprovada convocação do presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Luiz de Britto Ribeiro; do ex-assessor especial para assuntos internacionais do ministro da Saúde, Flávio Werneck Noce dos Santos; do ex-coordenador Geral de Logística de Insumos Estratégicos Para Saúde do Ministério da Saúde, Alex Lial Marinho; e do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, apontado como disseminador de desinformação.

A CPI aprovou ainda a apresentação de uma ação judicial pedindo o afastamento do cargo de secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro. Ela ficou conhecida como “Capitã Cloroquina”, pela defesa que fez do uso do remédio sem eficácia para o tratamento da doença. Ela também já prestou depoimento na CPI, quando reiterou ser a favor do uso da cloroquina no tratamento precoce, mas contra a utilização do medicamento em pacientes já hospitalizados. A comissão também já aprovou a quebra dos sigilos telefônico e telemático da secretária.

www.reporteriedoferreira.com.br    Ig