Assembleia aprova leis de combate à pobreza menstrual e auxílio aos órfãos da Covid

A Assembleia aprovou, nesta terça-feira (31), durante sessão remota, os projetos de lei de combate à pobreza menstrual e o que institui o programa “Paraíba que Acolhe” voltado para a concessão de auxílio financeiro para crianças e adolescentes órfãos devido à morte dos pais de Covid-19.

Por unanimidade, os parlamentares aprovaram o projeto de Lei 3126/21 de autoria do Governo do Estado, que institui e define diretrizes para o Programa Estadual de Dignidade Menstrual na Paraíba. Proposta semelhante já havia sido inicialmente apresentada pela deputada Estela Bezerra e aprovado pela Casa de Epitácio Pessoa. No entanto, foi vetado pelo governador por inconstitucionalidade, por ser competência do Poder Executivo. Considerando a importância da iniciativa, o Governo do Estado decidiu acolher a sugestão do tema e enviar o projeto para aprovação na Casa.

“A proposta amplia a responsabilidade do estado para que haja a garantia do direito das mulheres em situação de vulnerabilidade. Trata-se de uma política pública de competência do Poder Executivo. Nosso parecer é pela constitucionalidade, pedindo aos pares pela aprovação do projeto”, declarou o relator Ricardo Barbosa.

Para a deputada Estela Bezerra, “estamos fazendo história nessa Casa. Poucas vezes, um projeto conseguiu a unanimidade de posição. É um tema de alta relevância, que sempre esteve invisível, inclusive por nós, mulheres. Eu vou continuar a mover a roda social para debater assuntos de interesse da sociedade”, complementou a parlamentar.

“Quero parabenizar a deputada Estela. Mas, neste momento, precisamos favorecer as pessoas mais vulneráveis. Não é pela questão do protagonismo que vou votar contra. É um projeto importante para as pessoas em vulnerabilidade social e econômica. Agora, não importante quem é o pai da criança. Importa a ação social que esse projeto tem na sua abrangência”, reforçou a deputada doutora Paula.

Em sua fala, o presidente da Casa, Adriano Galdino explicou que o Projeto do Governo do Estado tem como finalidade principal tornar a iniciativa constitucional, já que a iniciativa deve partir do Poder Executivo. “Parabenizo a deputada Estela pelo seu protagonismo e pela humildade do Governo em reconhecer que não poderia salvar o projeto da deputada Estela de outra forma e, assim, elaborou projeto semelhante para que pudéssemos aprovar no dia de hoje”, comentou Galdino.

O projeto tem como finalidade promover, por meio do Programa Estadual Dignidade Menstrual, o acesso a absorventes (internos/externos) descartáveis e/ou reutilizáveis, coletores menstruais e calcinhas absorvente para crianças, adolescentes e pessoas do sexo feminino em idade reprodutiva e de conscientização sobre a menstruação.

Órfãos da Covid

A ALPB também aprovou por unanimidade o Programa Paraíba que Acolhe, do Governo do Estado, que irá promover ações de proteção social, incluindo auxílio financeiro, para crianças e adolescentes órfãos da covid-19 no âmbito da Política Estadual de Assistência Social.

Através do PL 3.126/2021, o ‘Paraíba que Acolhe’ se caracteriza como benefício eventual por morte que será no valor de R$ 500, podendo ser reajustado anualmente garantindo segurança de renda e amparo às crianças e adolescentes até que estes atinjam a maioridade (18 anos). “Trata-se de um projeto importantíssimo. O auxílio financeiro para esses que perderam os pais é de muita relevância e de extrema urgência para que possamos ter o poder público auxiliando esses jovens no momento em que mais estão precisando”, comemorou o deputado Wilson Filho.

A matéria encaminhada ao parlamento pelo Poder Executivo visa reduzir os impactos sociais e econômicos das mortes na vida de crianças e adolescentes, atuando inclusive com ações multidisciplinares e intersetoriais voltadas à proteção social. A Lei irá considerar órfãos todas aquelas crianças e adolescentes cujos pais faleceram vítima da covid-19, aqueles que eram cuidados por apenas um dos pais e este veio a óbito em decorrência da doença, assim como, aqueles que perderam seu responsável legal, reconhecido judicialmente, vítima da pandemia. “Parabenizo a sensibilidade do governador João Azevêdo e de todos os governadores do Nordeste que criaram no Nordeste Acolhe. A Paraíba vai beneficiar mais de 700 órfãos. Parabéns ao Governo do Estado”, disse Chió. “Trata-se de uma ação muito importante. Com a pandemia, as crianças foram as mais prejudicadas, perderam pais e mães. Foi urgente essa grande ajuda para essas crianças e esses adolescentes, que estão desamparados por conta da pandemia. É dever do Estado e é questão de justiça”, completou a deputada Dra. Paula.

 




Protesto contra intolerância religiosa de vereador acaba na delegacia em Alhandra; veja vídeos

Foto: divulgação

Um protesto contra intolerância religiosa acabou na delegacia, em Alhandra. A manifestação era contra o vereador Jeremias Santos (Progressistas) que, no último dia 16 de agosto, agrediu várias adversários políticos, desrespeitando religiões de matrizes africana e indígena. Por causa das falas, no plenário da Câmara Municipal, foi alvo de representação criminal.

A confusão começou quando manifestantes viram o vereador na rua e se aproximaram dele, chegando a cercar o carro do parlamentar (veja nos vídeos). O vereador afirmou à polícia que se sentiu ameaçado com o protesto e com aproximação “forte” dos populares. Manifestantes, por sua vez, disseram à polícia que, irritado com a manifestação, ele “jogou” o carro em cima das pessoas.

O caso está sendo investigado pela delegada Iumara Bezerra, onde a ocorrência foi registrada.

Veja alguns vídeos do protesto feitos por populares:

 

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PESQUISA: Com 36,6%, João Azevêdo lidera intenções de voto para o Governo do Estado nas eleições de 2022

O Sistema Arapuan de Comunicação divulgou, nesta segunda-feira (30), a primeira pesquisa eleitoral com os números da disputa para o Governo do Estado em 2022.

De acordo com o levantamento, realizado na modalidade estimulada, o governador João Azevêdo (Cidadania) lidera a preferência do eleitorado paraibano com 36,6%. Em seguida, aparecem o ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD), com 15,1%, e o ex-prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), com 12,1%. Confira o resultado completo mais abaixo.

O Instituto Opinião ouviu 2 mil entrevistados entre os dias 23 e 26 de agosto em todas as regiões da Paraíba. A marge de erro da pesquisa é de 2,2% para mais ou para menos.

A pesquisa levou em consideração os nomes de João Azevêdo, Romero Rodrigues, Luciano Cartaxo e Wallber Virgolino.

Confira o resultado:

João Azevêdo (Cidadania) – 36,6%

Romero Rodrigues (PSD) – 15,1%

Luciano Cartaxo (PV) – 12,1%

Wallber Virgolino (Patriotas) – 4,1%

Branco/Nulo/Nenhum – 16,6%

Indecisos/Não sabem – 15,5%

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“Não admitiremos qualquer retrocesso”, diz presidente do Senado sobre protestos

O chefe do Congresso, Rodrigo Pacheco, concedeu entrevista uma exclusiva ao jornal O Globo na qual diz respeitar as manifestações programadas para o dia 7 de setembro e revela contato com Forças Armadas para tentar evirar uma ruptura democrática

Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG)
Pedro Gontijo/Senado Federal

Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG)

O  líder do Congresso Nacional e presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), vem monitorando as convocações para manifestações no dia 7 de setembro em favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em entrevista ao jornal O Globo, ele diz respeitar os protestos populares, mas estar atento aos riscos de ruptura democrática que possam surgir, vindo das Forças Armadas, por exemplo, com quem revelou manter contato.

“São instituições maduras, com um patriotismo muito forte e com obediência absoluta ao estado democrático de direito. Nesta semana, estarei no comando da Aeronáutica novamente para conversar com os brigadeiros, a convite do Alto Comando da Aeronáutica. Tenho mantido esse contato constante com essas instituições e vejo nelas uma obrigação de defesa do Brasil. Nós não admitiremos qualquer retrocesso e tenho certeza que também esse será o papel das Forças Armadas”, disse Pacheco.

Caso considere necessário, o líder do Congresso Nacional afirma ainda que poderá se pronunciar em defesa das instituições, como vem fazendo nos últimos meses. Na semana passada, ele  arquivou um pedido de pedido de impeachment apresentado por Bolsonaro contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

“Manifestações são próprias da democracia. Temos que respeitá-las, mas manifestações que tenham como objetivo retroceder a democracia, pretender intervenção militar ou a ruptura institucional ferindo a Constituição devem ser repelidas no campo das ideias”, afirmou.

Sobre policiais militares estarem aderindo fortemente aos convites de participação dos atos no feriado de 7 de setembro,  mesmo contra regimentos internos, como no caso do Estado de São Paulo, Pacheco também comentou sua opinião.

“Se eu disser que conheço todas as Polícias Militares, vou estar mentindo, mas conheço algumas, em especial a de Minas Gerais e a de São Paulo. Sei que são corporações absolutamente conscientes, muito respeitadas pela sociedade, cumpridoras dos seus deveres e defensoras da democracia”.

www.reporteriedoferreira.com.br   – Com informações do jornal O Globo.




João Azevêdo sanciona lei que prevê perdão de IPVA e de taxas de motos em atraso

O governador João Azevêdo sancionou a lei que prevê a remissão dos débitos dos emplacamentos de motos de até 162 cilindradas dos últimos cinco anos (2016 a 2020), que entrará em vigor após publicação no Diário Oficial. Serão beneficiadas 284 mil pessoas que estão com débitos perante o Estado. O projeto da lei foi de autoria do Governo da Paraíba e recebeu aprovação por unanimidade da Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba (ALPB), durante sessão de terça-feira (24).

O perdão inclui os débitos do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), que é da responsabilidade da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-PB), e as taxas de bombeiros, de licenciamento, de depósito, caso a moto esteja apreendida em prédio público do Estado, que é de competência do Detran-PB.

O secretário de Estado da Fazenda, Marialvo Laureano, informou que o Projeto de Lei 3.101/2021 aprovado precisa apenas de sua publicação no Diário Oficial do Estado para entrar em vigor. “Acredito que nos próximos dias o projeto será publicado no Diário Oficial do Estado e entrará em vigor, pois tem amplo alcance social no Estado. A moto, principalmente no interior do Estado, é o principal meio de locomoção e, geralmente, o único veículo da família”, frisou.

Para ter direito à remissão dos cinco anos do IPVA atrasado da moto com até 162 cilindradas (CC), o proprietário vai precisar apenas pagar o emplacamento de 2021, que poderá ser parcelado ainda em até três vezes ou com desconto na opção à vista. “Estenderemos o prazo final para pagamento à vista ou a primeira parcela até o dia 31 de outubro. A ideia é garantir um prazo mais estendido para que as pessoas tenham tempo de se organizar”, revelou o secretário Marialvo.




Moraes pede que PGR se manifeste sobre novo pedido de investigação contra Aras

Nova acusação de prevaricação contra procurador-geral foi feita pela Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns

Ministro do STF, Alexandre de Moraes, alvo de pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro
Carlos Moura/ SCO/ STF

Ministro do STF, Alexandre de Moraes, alvo de pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro

Após ter arquivado na segunda-feira um pedido de investigação feito por senadores contra o procurador-geral da República Augusto Aras , o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes recebeu uma nova solicitação de inquérito contra Aras e dessa vez decidiu pedir uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o assunto antes de opinar se há elementos suficientes para investigar Aras .

“Abra-se vista dos autos à Procuradoria-Geral da República, para manifestação, no prazo de 15 (quinze) dias”, escreveu Moraes no despacho.

A decisão não deixa claro se é o próprio Aras quem deverá apresentar explicações a respeito dessas acusações ou se a resposta caberia a outro integrante da Procuradoria-Geral da República.

Neste novo caso, a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns acusa Aras de prevaricação por supostamente ter se omitido nos seguintes assuntos: falta de investigação contra o presidente Jair Bolsonaro por supostos crimes na gestão da pandemia da Covid-19, suposta omissão diante de denúncias de violações de direitos

A representação também acusa Aras de interferir na independência funcional dos procuradores do Ministério Público Federal e de blindar Bolsonaro contra investigações. A Comissão pede, então, que o STF determine a análise, pelo Conselho Superior do Ministério Público Federal, da abertura de uma investigação criminal contra Aras.

Na segunda-feira, na véspera da sabatina, o ministro arquivou um pedido apresentado por senadores contra Aras por entender que não havia indícios de crime. Desta vez, entretanto, Moraes resolveu pedir um posicionamento da própria PGR a respeito dos fatos antes de decidir a respeito da solicitação.

Nos bastidores da PGR, o arquivamento do pedido dos senadores contra Aras às vésperas da sabatina que definiu sua recondução a novo período de dois anos à frente do cargo foi visto como um aval do Supremo à sua gestão . Essa nova decisão de Moraes, entretanto, seria uma cobrança às omissões de Aras, na avaliação de fontes do MPF.

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Por

Agência O Globo



Bolsonaro deve participar de Assembleia da ONU presencialmente em Nova York

O  presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deverá participar presencialmente da próxima Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) , em setembro, em Nova York. Pela tradição da ONU, o presidente brasileiro faz o discurso de abertura da assembleia, o que está programado para ocorrer mais uma vez.

No ano passado, o evento foi realizado pela primeira vez de maneira virtual, devido à pandemia de Covid-19 . Neste ano, a cerimônia voltará a ser presencial, mas alguns líderes devem enviar mensagens gravadas.

A abertura da assembleia-geral está programa para ocorrer no dia 21 de setembro, às 9h no horário local (10h no Brasil). O Palácio do Planalto ainda não confirmou oficialmente a ida de Bolsonaro, mas duas fontes do governo afirmam que ele já tomou a decisão de ir.

Essa será a segunda viagem internacional do presidente brasileiro desde março de 2020. Em maio, Bolsonaro acompanhou a posse de Guilherme Lasso no Equador.

Será uma oportunidade para o primeiro encontro presencial entre Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden . Como o presidente americano é o segundo a discursar, geralmente ocorre um breve encontro nos bastidores com o presidente brasileiro.

Bolsonaro, que ainda não se vacinou contra a Covid-19, recentemente disse que pretende tomar uma vacina “aceita no mundo todo” porque precisa viajar, e citou os Estados Unidos e a Europa como prováveis destinos. Os EUA, no entanto, não exigem imunização para a entrada no país, então isso não seria um impeditivo.

Além disso, a ONU garante mais liberdade para as autoridades com visto diplomático que comparecem à assembleia-geral. Esse foi uma partes do acordo do governo americano com as Nações Unidas para ser sede da entidade. Por isso, por exemplo, inimigos declarados dos EUA já compareceram ao evento.

Resposta a críticas externas

Em sua primeira participação na ONU, em 2019, Bolsonaro adotou um tom agressivo e rebateu críticas sobre sua política ambiental, com referências indiretas ao presidente francês, Emmanuel Macron .

No ano passado, em um discurso gravado, o presidente defendeu sua política de combate à Covid-19 e voltou a criticar o que chamou de “desinformação” sobre a Amazônia .

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Eduardo Bolsonaro pediu ao STF investigação contra Barroso

O deputado federal e filho do presidente,  Eduardo Bolsonaro (PSL-SP),  apresentou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) de abertura de investigação contra o ministro Luís Roberto Barroso , presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Contudo, a solicitação foi rejeitada e arquivada pelo ministro Alexandre de Moraes.

A solicitação foi feita por Eduardo em momento de atritos entre Barroso e Bolsonaro. Na última semana, o presidente enviou um pedido de impeachment contra Moraes, mas que foi rejeitado pelo presidente Rodrigo Pacheco (DEM – MG).

Eduardo apresentou ao STF um pedido para que Barroso fosse investigado dentro do inquérito das Fake News. Alexandre de Moraes rejeitou e arquivou o pedido na última quarta-feira (25).

No pedido, o deputado reforça o discurso de Bolsonaro alegando que Barroso mentiu ao dizer que as urnas eletrônicas são seguras e que não há risco de fraude nas eleições.

Para Moraes, não há nenhum indício de que Barroso cometeu o crime relatado. “O noticiante não trouxe aos autos indícios mínimos da ocorrência de ilícito criminal, não existindo, portanto, na presente petição, nenhum indício real de fato típico”, escreveu o ministro. “Flagrante a ausência de justa causa, a consequência é o indeferimento do pedido com imediato arquivamento da representação”, disse.

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Pacheco decide rejeitar pedido de impeachment feito por Bolsonaro contra Moraes

Bolsonaro ingressou com a ação contra Alexandre de Moraes na última sexta-feira (20). Além da destituição do cargo, o presidente pedia o afastamento do ministro de funções públicas por oito anos

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), decidiu rejeitar o pedido de impeachment formalizado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Pacheco deve comentar a decisão em coletiva de imprensa ainda na noite desta quarta-feira (25), após o fim da sessão.

Bolsonaro ingressou com a ação contra Moraes na última sexta-feira (20). Além da destituição do cargo, o presidente pedia o afastamento do ministro de funções públicas por oito anos.

Nesta semana, o governo começou a trabalhar em outra peça de impeachment de ministro, desta vez contra Luís Roberto Barroso, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mas esbarrou na dificuldade de encontrar embasamento jurídico para o afastamento do ministro.

Por isso, auxiliares palacianos acreditam que Bolsonaro tende a engavetar o pedido de impeachment contra Barroso.

O Planalto não quer repetir o que aconteceu com o pedido de impeachment de Moraes. Mesmo tendo supostamente mais indícios, a peça recebeu uma saraivada de críticas jurídicas.

O principal argumento para o afastamento de Barroso seria de que ele teria pressionado deputados a votarem contra a PEC do Voto Impresso, derrotada no plenário da Câmara.

Mas não há provas dessa pressão. A visita feita por Barroso ao Congresso foi a convite dos parlamentares.

Sem provas, Bolsonaro diz que houve fraude nas eleições. Ele é investigado no STF por suas declarações em ataque ao sistema de urnas eletrônicas.

Bolsonaro chegou a dizer que Barroso “apavorou” parlamentares. A proposta obteve 229 votos favoráveis e 218 contrários, além de uma abstenção. Eram necessários 308 votos para sua aprovação.

Dois dias após a Câmara dos Deputados derrotar a proposta, o presidente do TSE anunciou uma série de medidas para ampliar a transparência da urna eletrônica.

Em reação aos ataques de Bolsonaro, o tribunal decidiu criar uma comissão externa de transparência composta por universidades, entidades da sociedade civil e diversos órgãos públicos, entre eles as Forças Armadas e a Polícia Federal.

O possível recuo também pode ser resposta ao esforço de ministros palacianos, que vinham tentando dissuadi-lo dos pedidos contra Barroso e Alexandre de Morares, do STF, inéditos na história da República.

Para interlocutores do presidente, os apelos para arrefecer a crise também teriam ajudado. Ademais, também teria contribuído para o possível recuo o fato de Bolsonaro já ter dado uma resposta à militância, com o impeachment de Moraes, na semana passada.

O pedido de impeachment de Moraes foi assinado pelo próprio presidente da República, o que é incomum.

Ao justificar a solicitação, o mandatário afirma que o ministro cometeu crime de responsabilidade no âmbito do inquérito das fake news, no qual foi incluído por Moraes por ataques ao sistema eleitoral.

Segundo Bolsonaro, os atos praticados pelo ministro “transbordam os limites republicanos aceitáveis” e Moraes não “tem a indispensável imparcialidade para o julgamento dos atos” do presidente da República.

Na peça, o chefe do Executivo ainda diz que o ministro “comporta-se de forma incompatível com a honra, a dignidade e o decoro de suas funções, ao descumprir compromissos firmados ao tempo da sabatina realizada perante o Senado Federal”.

O presidente também reclama do fato de Moraes ter acolhido a notícia-crime do TSE e ter decidido investigá-lo por suposto vazamento de dados sigilosos de inquérito da Polícia Federal sobre invasão hacker à corte eleitoral em 2018.

“A notícia-crime é encaminhada pelo Excelentíssimo ministro Alexandre de Moraes (e seus pares, do TSE) para o próprio Excelentíssimo Ministro Alexandre de Moraes, no STF. Pior, sem a oitiva do Ministério Público Federal”, diz em outro trecho.

No mesmo dia em que Bolsonaro ingressou com a ação, Pacheco disse que não via fundamentos para o impeachment de Moraes e afirmou que iria se render a “nenhum tipo de investida que seja para desunir o Brasil”.




João Azevêdo participa de lançamento do programa que prevê auxílio aos órfãos em decorrência da Covid-19

João Azevêdo – (Foto: Secom-PB)

O governador João Azevêdo participa, nesta quarta-feira (25), em Natal (RN), do lançamento do Programa Nordeste Acolhe, pelo Consórcio Nordeste, um auxílio social de R$ 500,00 mensais, a ser pago em cada um dos nove estados da Região, aos filhos que ficaram órfãos devido à morte de pais ou responsáveis por Covid-19 até o alcance da maioridade civil. Os demais governadores do Nordeste também marcarão presença na solenidade, que acontece no Centro de Convenções da capital potiguar.

O Programa Nordeste Acolhe é uma iniciativa da Câmara Temática da Assistência Social, composta pelas secretárias e secretários de assistência social dos nove estados da região e foi inspirado na experiência do Estado do Maranhão. É uma ação voltada à promoção de ações de proteção social às crianças e aos adolescentes em situação de orfandade em decorrência da Covid-19, no campo da política pública de assistência social integrada. Somente na Paraíba, mais de 740 pessoas estão órfãs de pai e mãe devido à Covid-19 e terão direito ao auxílio.
O Nordeste Acolhe estabelece diretrizes para as ações dos estados consorciados de proteção social às crianças e adolescentes em situação de orfandade, seja bilateral ou de famílias monoparentais, em situação de vulnerabilidade e risco pessoal e social, com ações sobretudo nas áreas da saúde, educação e trabalho, com respeito às especificidades dos estados.