Governo da Paraíba transforma codificados da saúde em contratados

Cerca de 4,3 mil ‘codificados’ da Secretaria da Saúde foram contratados pelo Governo da Paraíba. A lista foi divulgada no Diário Oficial desta terça-feira (26) e assinada pelo secretário Geraldo Medeiros.

Segundo o documento, foi considerado o princípio da publicidade para tornarem públicos os nomes dos servidores que deixaram o “vínculo precário”. A lista de contratação contempla servidores que atuam nas seguintes unidades:

  • Secretaria de Estado da Saúde (SES)
  • Centro Odontológico Cruz das Armas (Coca)
  • Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen)
  • Hospital Clementino Fraga
  • Maternidade Frei Damião
  • Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira
  • Hemocentro de João Pessoa
  • Central de Transplante de Órgãos (CNCDO)
  • Centro Especializado de Dispensação de Medicamentos Excepcionais (Cedemex)
  • Hospital Distrital de Lagoa de Dentro
  • Hospital Distrital de Belém
  • Hospital Regional de Campina Grande
  • Hospital Emergência Dom Luiz Gonzaga
  • Hemocentro de Campina Grande
  • Hospital Regional Patrício Leal de Melo
  • Quarta Regional Gerencial de Cuité
  • Hospital Regional de Picuí
  • Quinto Núcleo Regional de Monteiro
  • Hospital Distrital Santa Filomena
  • Hemonúcleo de Monteiro
  • Sexta Gerencial Regional de Patos
  • Hospital Infantil Noaldo Leite
  • Hemonúcleo de Patos
  • Hospital Distrital de Santa Luzia
  • Sétima Gerencial Regional de Piancó
  • Hospital Distrital Dr. José Gomes da Silva
  • Hospital Distrital Estevam Marinho
  • Hospital Distrital de Aguiar
  • Hemonúcleo de Piancó
  • Hemonúcleo de Itaporanga
  • Hemonúcleo de Catolé do Rocha
  • Nona Regional Gerencial de Cajazeiras
  • Hospital Regional de Cajazeiras
  • Unidade de Pronto Atendimento Dra. Valéria Macambura Guedes
  • Décima Gerência Regional de Sousa
  • Hospital Distrital de Pombal
  • Hemonúcleo de Sousa
  • Décima Primeira Gerência Regional de Princesa Isabel

Confira a lista completa aqui (a partir da página 9).

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TJPB começa a receber custas judiciais através do PIX a partir de novembro

A partir do dia 3 de novembro as custas judiciais na Paraíba poderão ser pagas por meio do Sistema PIX (transações financeiras instantâneas), iniciativa pioneira do Tribunal de Justiça no país. O anúncio foi feito pela Diretoria de Economia e Finanças do TJPB durante reunião dos Membros dos Comitês Orçamentários de 1º e 2º Graus e de Priorização do 1º Grau do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, realizada de forma virtual na manhã dessa sexta-feira (22).

A diretora de Economia e Finanças do TJPB, Izabel Vicente Izidoro da Nóbrega, ressaltou que o uso do PIX facilitará muito o pagamento das custas para as partes, que poderão fazê-lo em qualquer instituição bancária que integre o sistema, sendo mais de 700 instituições financeiras, ou seja, todas que aderiram a essa forma de pagamento. “É um meio de democratização do pagamento das custas, pois o PIX permite toda forma de facilidade, como, por exemplo, o parcelamento do pagamento por cartão de crédito”, ressaltou, enfatizando que a iniciativa é, também, fruto de uma demanda dos Comitês Orçamentários.

Os Comitês analisaram a evolução da execução orçamentária, referente ao período de janeiro a setembro/2021, que demonstrou um equilíbrio entre as receitas e despesas do Poder Judiciário estadual. A diretora de Economia e Finanças do TJPB, responsável pela apresentação da execução orçamentária, Izabel Izidoro, destacou que o Tribunal está economizando com as despesas de custeio (água, luz, combustível, material de expediente) e tem alcançado bons resultados.

Izabel Izidoro expôs aos Comitês a execução dos pagamentos dos precatórios, tendo em vista que na LOA (Lei Orçamentária Anual) os precatórios são consignados no orçamento do TJPB. “Achei importante demonstrar esse orçamento pelo fato de estarmos conseguindo pagar muitos precatórios este ano. Tivemos um aumento, com relação ao primeiro semestre, no pagamento dos precatórios, na ordem de 243%”, pontuou, enfatizando que a meta da gestão do Presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, Desembargador Saulo Henriques de Sá e Benevides, é pagar até final do ano todos os precatórios do período.

O presidente do Comitê Orçamentário do 1º Grau, Desembargador José Ricardo Porto avaliou como muito produtiva a reunião, realçando que todos ficaram muito felizes ao constatar o equilíbrio financeiro do Tribunal de Justiça. O magistrado destacou, como brilhante, a exposição feita pela diretora Izabel Izidoro, apresentando todos os aspectos e situações. “O Tribunal paraibano está no bom caminho, um equilíbrio financeiro bastante evidente. Temos que parabenizar a todos, notadamente, àqueles que participam diretamente da confecção do orçamento e do seu acompanhamento, os nossos parabéns”, enalteceu.

Por sua vez, o presidente do Comitê Orçamentário do 2º Grau, Desembargador João Benedito, enfatizou que todos prossigam com os trabalhos com o mesmo entusiasmo da formação inicial dos respectivos Comitês. “Que não paremos. Os debates aqui produzidos reafirmam a importância da atuação dos Comitês, em termos de vigilância permanente e oferecimento de sugestões para uma gestão cada vez mais dinâmica e profícua”, arrematou.

A gerente de Projeto e Estratégias do TJPB, Carol Leal evidenciou que a atuação dos Comitês Orçamentários, ao longo dos anos, denota uma melhora na gestão orçamentária financeira. “Na medida em que estes órgãos sempre contribuem com a gestão, sugerindo ferramentas que melhoram a arrecadação e mecanismos que aprimorem e reduzam as despesas, fazendo com que os resultados sejam positivos, de forma que o Tribunal possa aperfeiçoar a sua infraestrutura e, por consequência, ter uma prestação jurisdicional mais efetiva”, realçou.




Mundial de ginástica; Rebeca Andrade é ouro no salto e prata nas barras

A brasileira Rebeca Andrade fez bonito no Mundial de Ginástica em Kitakyushu, neste sábado (23) e se tornou também campeã mundial. Com um ouro e uma prata nas Olimpíadas de Tóquio, Rebeca também sai do Mundial com um ouro e uma prata. O ouro no Japão foi a primeira medalha da ginasta em Mundiais, apenas dois meses após brilhar em Tóquio. No mesmo dia, Rebeca voltou ao pódio, dessa vez com a prata nas barras assimétricas. O feito de Rebeca também é histórico, é a primeira vez que um ginasta do Brasil conseguiu duas medalhas em um único Mundial.

Rebeca se une a Daiane dos Santos, Daniele Hypolito, Jade Barbosa, Diego Hypolito, Arthur Zanetti e Arthur Nory, no hall dos medalhistas mundiais.

Ainda falta a trave, aparelho com a qual a ginasta vai fechar sua participação neste domingo (24). Com isso, Rebeca tem mais uma oportunidade para ganhar outra medalha.

No salto, Rebeca praticamente cravou seus dois voos, um Cheng (15,133) e um Yurchencko com dupla pirueta (14,800). Média 14,966. Foram os dois melhores saltos da decisão. Em segundo lugar, a italiana Asia D’amato, ficou com 14,083 e em terceiro, veio a russa Angelina Melnikova com 13,966.

Nas barras, Rebeca não conseguiu fazer uma ligação de movimentos, que a classificaram em primeiro lugar na classificatória. Rebeca empatou com a chinesa Lou Ruy, com 14,633. Já o ouro ficou com outra chinesa, Wei Xiaoyuan com 14,733.




Arthur Lira e Bolsonaro estão brigados, diz aliado: “Traíra”

Arthur Lira sentado e Bolsonaro, ao seu lado, olhando
Arthur Lira e Bolsonaro estão sem se falar – Foto: Reprodução

Arthur Lira e Bolsonaro não vivem o melhor momento da relação de amor iniciada no ano passado. O presidente da Câmara está brigado com o da república e são dois os motivos. O primeiro foi a PEC 5 e o mais recente tem nome e sobrenome: Paulo Guedes.

Uma pessoa ligada ao presidente do Legislativo brasileiro confirmou ao DCM a briga e os motivos. Segundo ele, não houve discussão ou bate boca porque Lira não é dado a esses arroubos. Mas ele teria reclamado de Bolsonaro num grupo de mensagens com colegas e assessores.

“No dia que a PEC 5 foi barrada, ele comentou que o Bolsonaro não fez força suficiente”, disse o aliado. Na versão do assessor, Lira queria mais empenho do presidente e que a máquina fosse usada para a aprovação. Mas o que se viu foi um movimento tímido do Planalto e bastante discrição. “O Ciro quase nem falou com os deputados”, teria escrito no grupo.

Arthur Lira e Bolsonaro

Embora não tenha feito reclamações públicas, Arthur Lira ficou chateado com Bolsonaro. Mesmo assim, ele engoliu em seco a derrota e mirou nos seus colegas, já preparando uma vingança. Quanto ao presidente, foi considerado que era preciso calma, porque a semana era decisiva. “O presidente vai derrubar o Guedes”, teria dito o chefe do Legislativo ao explicar o motivo de estar cheio de dedos.

A semana caminhou e Guedes conseguiu reverter a iminente queda, com direito até a coletiva. Lira assistiu ao pronunciamento junto com aliados e não gostou nada do que viu. Se o ministro da Economia até mandou recado para ele e para Ciro Nogueira, este foi o menor dos problemas. “Traíra”, teria dito o presidente da Câmara ao ver Bolsonaro defender Guedes. O clima não está dos melhores e os dois não se falaram desde então.

O clima pesou tanto que o próprio Bolsonaro autorizou aliados a conversarem com outro partido, como opção ao PP. O presidente sabe que Lira pediu autonomia total na economia para viabilizar sua reeleição e a cabeça de Guedes. Sem isso, aliados temem que o presidente da Câmara atrapalhe a filiação.

www.reporteriedoferreira.com.br / Ig




Reaproximação entre João e Veneziano ganha força após emedebista desmarcar reunião com filiados

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O Diretório Estadual do MDB na Paraíba cancelou a reunião com filiados que estava marcada para acontecer nesta sexta-feira (22), na sede oficial do partido, em João Pessoa. O motivo, segundo comunicado oficial divulgado pelo MDB-PB, seriam compromissos institucionais na agenda do presidente estadual do partido, o senador Veneziano Vital do Rêgo, que é vice-presidente do Senado Federal.

A reunião do MDB tinha como pauta o fortalecimento da legenda e ações para o crescimento do MDB Mulher na Paraíba.

No entanto, a reunião era especulada e tratada na imprensa e em conversas de bastidores como um prenúncio do rompimento entre o senador Veneziano e o governador João Azevêdo.

Após o cancelamento da reunião, fontes ligadas aos dois políticos confirmaram que o gesto de Veneziano/MDB-PB pode simbolizar a tendência de arrefecimento da turbulência política causada nos bastidores da Paraíba, nos últimos dias.

ENTENDA

A tese para o rompimento entre João e Veneziano teve início após a secretária Ana Cláudia Vital, de Estado da Articulação Municipal, deixar evento do Governo do Estado, em Campina Grande, antes do seu termino. Insatisfeita, ela não teria sido chamada para compor a mesa do evento em sua terra natal e teria alegado desprestígio por parte do gestor estadual.

Em seguida, Veneziano se posicionou publicamente favorável à atitude da esposa e disse que ela tomou uma decisão equilibrada de deixar o evento, após ser vítima de gesto “deselegante, desatencioso e desrespeitoso”.

A partir daí, se iniciou a especulação em torno do rompimento e possível lançamento da candidatura de Veneziano ao Governo do Estado, nas eleições de 2022.

O GESTO DE JOÃO

Nesta quarta-feira (20), o governador João Azevêdo fez um aceno para a paz entre as duas lideranças. Em entrevista à Band News, ele afirmou que mantinha uma relação cortês com o senador Veneziano Vital do Rêgo e que a saída de Ana Claudia de um evento do Governo não simbolizaria um ‘rompimento político’ entre as duas lideranças.

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João Azevêdo entrega obras e inspeciona escola e ginásio em Pocinhos

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O governador João Azevêdo esteve, nesta quinta-feira (21), em Pocinhos, ocasião em que inaugurou as obras de implantação e pavimentação da rodovia de acesso ao Distrito de Nazaré. No município, o gestor também fez a entrega de uma quadra poliesportiva e pavimentação de ruas e inspecionou a construção do ginásio do programa Bom de Bola e a reforma da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Antônio Galdino Filho.

Na rodovia de acesso ao Distrito de Nazaré, a gestão estadual investiu mais de R$ 3,5 milhões de recursos próprios na obra, que tem 5,5 Km de extensão, beneficiando diretamente cerca de 19 mil pessoas. “A estrada é um sonho de 30 anos da população e essas obras têm a capacidade de transformar a vida das pessoas e mudar o perfil econômico de uma região, promovendo um governo de inclusão, com ações e políticas públicas que promovem a qualidade de vida das pessoas, o crescimento da economia e é uma honra cumprir um compromisso assumido e cuidar das pessoas”, frisou o gestor.

O presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino, afirmou que as ações trazem dignidade e desenvolvimento para a cidade. “Esse é um momento especial e é uma alegria receber o governador que tem nos ajudado a construir uma Pocinhos melhor e mais justa para todos e eu me sinto contemplado por tantas obras e investimentos”, pontuou.

A prefeita de Pocinhos, Eliane Galdino, agradeceu ao governador João Azevêdo pelos benefícios assegurados ao município. “São obras importantes para a nossa comunidade e estamos muito felizes e agradecidos ao governador pela sensibilidade, humildade e visão, trazendo desenvolvimento para os moradores, garantindo qualidade de vida e priorizando quem mais precisa”, falou.

Nas obras de construção de ginásio, laboratórios e de reforma da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Antônio Galdino Filho estão sendo investidos mais de R$ 3 milhões. Os serviços consistem na ampliação de salas de aula e cozinha e na manutenção das salas da diretoria, almoxarifado, secretaria, sala de leitura, sala dos professores, banheiros, área de serviço, despensa e urbanização. Já na quadra poliesportiva foram injetados recursos na ordem de R$ 264,3 mil.

A estudante Juciara Costa comemorou os investimentos na unidade escolar. “Além da melhoria da nossa infraestrutura, também ganhamos um espaço para o lazer, beneficiando não só os alunos, mas os moradores das proximidades, que poderão usar os equipamentos”, celebrou.

A pavimentação de vias contemplou as Ruas Juvenal Tibúrcio Gonçalves, Manoel Porto da Silva, Agripino Paulino da Costa, além do acesso ao cemitério do Distrito de Nazaré, somando investimentos de R$ 1,36 milhão.

O pedreiro Deocleciano Oliveira elogiou as obras de pavimentação. “Para nós que trabalhamos fora ficou mais fácil a locomoção porque antigamente, com a estrada de chão, era muito ruim e hoje está tudo mais fácil”, comemorou.

Os deputados estaduais Raniery Paulino e Branco Mendes, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e secretários de estado estiveram presentes.




Advogada de médicos diz que Prevent gastou mais de R$ 5 mi com ‘kit Covid’

A vereadores de São Paulo, Bruna Morato também fala sobre experimentos feitos por operadora. Empresa diz que advogada mente e que vai processá-la

Registro da advogada dos médicos que denunciam a Prevent Senior, em depoimento à CPI da Pandemia, no Senado
Edilson Rodrigues/ Agência Senado

Registro da advogada dos médicos que denunciam a Prevent Senior, em depoimento à CPI da Pandemia, no Senado

A empresa Prevent Senior investiu mais de R$ 5 milhões na compra de medicamentos do chamado “kit covid”, conjunto de remédios sem eficácia comprovada contra o coronavírus. A informação foi dada pela advogada Bruna Morato , que prestou depoimento à  CPI da Câmara Municipal de São Paulo nesta quinta-feira. Em nota, a Prevent Senior informou que irá processar a advogada Bruna Morato por denunciação caluniosa e outros crimes.

Aos vereadores, Bruna reiterou que a operadora de saúde submetia pacientes internados com Covid-19 à utilização de diversos medicamentos de forma experimental e que a empresa ocultou sete mortes de pessoas que tomaram hidroxicloroquina em estudo que foi suspenso pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) em abril do ano passado. Segundo ela, nenhum dos pacientes sabia da realização da pesquisa.

Ainda segundo Bruna, a Prevent Senior tinha, como política organizacional, a prática de retirar, dos leitos de UTI, pacientes que já estavam há muito tempo hospitalizados. A ação foi chamada por Bruna de “alta celestial” e teria o objetivo, segundo a advogada, de atender a “pacientes VIP”. Um paciente que passou por isso chegou até a prestar depoimento na CPI da Covid no Senado.

Além da hidroxicloroquina, Bruna citou a aplicação de células-tronco e da chamada “terapia de nenopartículas” nos estudos da Prevent.

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“Não se trata de uma experiência, mas de um conjunto de experiências. Ou seja, você submete a mesma pessoa a diversos protocolos experimentais de forma concomitante. Submete à aplicação de célula-tronco no pulmão, de hidroxicloroquina com azitromicina, de nanopartículas, de ozonioterapia. Foge do parâmetro razoável”, disse a advogada, acrescentando que a operadora só tinha autorização para utilizar célula-tronco em casos de ortopedia.

A reportagem teve acesso aos documentos entregues por Bruna à CPI, nos quais constam os quantitativos e valores de medicamentos do kit adquiridos pela operadora. Em janeiro de 2020, por exemplo, a empresa adquiriu R$ 1,9 mil com itens como azitromicina, ivermectina, hidroxicloroquina e flutamida. Dois meses depois, o valor pulou para R$ 1,1 milhão.

A advogada relatou ainda que a empresa ocultou sete mortes de pessoas que tomaram a hidroxicloroquina em estudo sobre a eficácia do medicamento que foi suspenso pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) em abril do ano passado. Segundo ela, nenhum dos pacientes sabia da realização da pesquisa.

Bruna entregou nesta quinta-feira uma série de documentos aos vereadores da Câmara Municipal, entre eles as certidões de óbito e os prontuários desses pacientes, dos quais constam comorbidades que possuem contraindicação para o uso dos medicamentos do kit.

Sobre a prática de tirar pessoas internadas há muito tempo dos seus leitos, Bruna afirmou que isso ocorria de forma recorrente.

“Quando havia necessidade de girar leitos ou abrir vagas, a empresa deixava o paciente internado evoluir para óbito, ou seja, deixava morrer para abrir vaga para outro”, contou ela, acrescentando que a prática é anterior à pandemia, mas se intensificou durante o período.

Em nota, a Prevent Senior informou que irá processar a advogada Bruna Morato por denunciação caluniosa e outros crimes. “A Prevent Senior tem total interesse que investigações técnicas, sem contornos políticos, sejam realizadas por autoridades como o Ministério Público. E repele o linchamento público do qual foi vítima junto com seus 3 mil médicos e cerca de 12 mil funcionários, sem direito à ampla defesa e ao contraditória”, diz o texto.

www.reporteriedoferreira.com.br

Por

Agência O Globo

 




Relatório final da CPI pede indiciamento de Bolsonaro e filhos; veja lista dos indiciados

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid, pede o indiciamento de 66 pessoas e de duas empresa, por um total de 23 crimes, em seu relatório apresentado nesta quarta-feira (20).

Após mal-estar entre os senadores por vazamento de minutas do texto à imprensa, o senador recuou e mudou alguns pontos do relatório. Ele retirou a proposta de indiciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pelos os crimes de genocídio contra a população indígena e homicídio.

Com isso, a proposta de indiciamento de Bolsonaro agora conta com 9 tipificações de crimes —anteriormente eram 11.

Renan segue apontando contra o presidente os crimes de epidemia com resultado; infração de medida sanitária preventiva; charlatanismo; incitação ao crime; falsificação de documento particular; emprego irregular de verbas públicas; prevaricação; crimes contra a humanidade, nas modalidades extermínio, perseguição e outros atos desumanos, do Tratado de Roma; e crime de responsabilidade, previsto na lei 1.079/1950, por violação de direito social incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo.

Parte dos senadores, como o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), discorda de apontamentos do parecer. Por isso, o texto foi alterado após conversa dos parlamentares que terminou na noite de terça (19).

Renan também desistiu de incluir a proposta de indiciamento do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) pelo crime de advocacia administrativa e improbidade administrativa, por ele ter intermediado uma reunião de representantes da Precisa Medicamentos no BNDES.

O filho mais velho do presidente Bolsonaro então vai responder apenas pelas ações de disseminação de fake news, tipificada no crime de incitação ao crime.

Dois de seus irmãos, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) também seguem incluídos no relatório, com propostas de indiciamento por esses crimes.

O relator fará a leitura do seu texto nesta quarta-feira (20). A votação final sobre o parecer deve ocorrer no próximo dia 26.

Na lista, além do presidente Jair Bolsonaro, há quatro ministros, três ex-ministros, duas empresas, empresários e médicos que defendem tratamentos ineficazes. O documento foi entregue em meio a um mal-estar na CPI por vazamento de minutas do parecer à imprensa nos últimos dias.

SUGESTÕES DE CRIMES PELO RELATOR

  • 1) JAIR MESSIAS BOLSONARO – Presidente da República – art. 267, § 1º (epidemia com resultado morte); art. 268, caput (infração de medida sanitária preventiva); art. 283 (charlatanismo); art. 286 (incitação ao crime); art. 298 (falsificação de documento particular); art. 315 (emprego irregular de verbas públicas); art. 319 (prevaricação), todos do Código Penal; art. 7º, parágrafo 1, b, h e k, e parágrafo 2, b e g (crimes contra a humanidade, nas modalidades extermínio, perseguição e outros atos desumanos), do Tratado de Roma (Decreto nº 4.388, de 2002); e arts. 7º, item 9 (violação de direito social) e 9º, item 7 (incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo), crimes de responsabilidade previstos na Lei no 1.079, de 10 de abril de 1950;
  • 2) EDUARDO PAZUELLO – ex-ministro da Saúde –art. 267, § 1º (epidemia com resultado morte); art. 315 (emprego irregular de verbas públicas); art. 319 (prevaricação) e art. 340 (comunicação falsa de crime), todos do Código Penal; art. 7º, parágrafo 1, b, h e k, e parágrafo 2, b e g (crimes contra a humanidade, nas modalidades extermínio, perseguição e outros atos desumanos), do Tratado de Roma (Decreto 4.388, de 2002);
  • 3) MARCELO ANTÔNIO C. QUEIROGA LOPES – Ministro da Saúde – art. 267, § 2º (epidemia culposa com resultado morte) e art. 319 (prevaricação), ambos do Código Penal;
  • 4) ONYX DORNELLES LORENZONI – Ex-ministro da Cidadania e ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República – art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal e art. 7º, parágrafo 1, b, h e k, e parágrafo 2, b e g (crimes contra a humanidade, nas modalidades extermínio, perseguição e outros atos desumanos), do Tratado de Roma;
  • 5) ERNESTO HENRIQUE FRAGA ARAÚJO – Ex-ministro das Relações Exteriores – art. 267, § 2º (epidemia culposa com resultado morte) e art. 286 (incitação ao crime), combinado com art. 29; todos do Código Penal;
  • 6) WAGNER DE CAMPOS ROSÁRIO – Ministro-chefe da Controladoria Geral da União – art. 319 (prevaricação) do Código Penal;
  • 7) ANTÔNIO ELCIO FRANCO FILHO – Ex-secretárioexecutivo do Ministério da Saúde – art. 267, § 1º (epidemia com resultado morte), do Código Penal; art. 10, VI e XII, e art. 11, I (improbidade administrativa), todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
  • 8 ) MAYRA ISABEL CORREIA PINHEIRO – Secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde – SGTES – art. 267, § 1º (epidemia com resultado morte), e art. 319 (prevaricação), ambos do Código Penal; e art. 7º, k (crime contra a humanidade) do Tratado de Roma (Decreto 4.388, de 2002);
  • 9) ROBERTO FERREIRA DIAS – Ex-diretor de logística do Ministério da Saúde – art. 317, caput, do Código Penal (corrupção passiva); art. 2º, caput (formação de organização criminosa) da Lei nº 12.850, de 2013; art. 10, XII e art. 11, I (improbidade administrativa), todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
  • 10) CRISTIANO ALBERTO HOSSRI CARVALHO – Representante da Davati no Brasil – art. 333, caput, do Código Penal (corrupção ativa);
  • 11) LUIZ PAULO DOMINGUETTI PEREIRA – Representante da Davati no Brasil – art. 333, caput, do Código Penal (corrupção ativa);
  • 12) RAFAEL FRANCISCO CARMO ALVES – Intermediador nas tratativas da Davati – art. 333, caput, do Código Penal (corrupção ativa);
  • 13) JOSÉ ODILON TORRES DA SILVEIRA JÚNIOR – Intermediador nas tratativas da Davati – art. 333, caput, do Código Penal (corrupção ativa);
  • 14) MARCELO BLANCO DA COSTA – Ex-assessor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde e intermediador nas tratativas da Davati – art. 333, caput, do Código Penal (corrupção ativa);
  • 15) EMANUELA BATISTA DE SOUZA MEDRADES – Diretora-Executiva e responsável técnica farmacêutica da empresa Precisa – arts. 299, caput (falsidade ideológica), 304 (uso de documento falso) e 347 (fraude processual), todos do Código Penal; art. 2º, caput (formação de organização criminosa) da Lei nº 12.850, de 2013; e art. 10, VI e XII, e art. 11, I (improbidade administrativa), combinados com art. 3º, todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
  • 16) TÚLIO SILVEIRA – Consultor jurídico da empresa Precisa – arts. 299, caput (falsidade ideológica), 304 (uso de documento falso), ambos do Código Penal; art. 10, VI e XII, e art. 11, I (improbidade administrativa), combinados com art. 3º, todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
  • 17) AIRTON ANTONIO SOLIGO – ex-assessor especial do Ministério da Saúde – art. 328, caput (usurpação de função pública);
  • 18) FRANCISCO EMERSON MAXIMIANO – Sócio da empresa Precisa – arts. 299, caput (falsidade ideológica), 304 (uso de documento falso), 347 (fraude processual) e 337-L, inciso V (fraude em contrato), todos do Código Penal; art. 2º, caput (formação de organização criminosa) da Lei nº 12.850, de 2013; art. 10, VI e XII, e art. 11, I (improbidade administrativa), combinados com art. 3º, todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
  • 19) DANILO BERNDT TRENTO – Sócio da empresa Primarcial Holding e Participações Ltda e diretor de relações institucionais da Precisa – 337- L, inciso V (fraude em contrato) do Código Penal; art. 2º, caput (formação de organização criminosa) da Lei nº 12.850, de 2013; art. 10, XII, e art. 11, I (improbidade administrativa), combinados com art. 3º, todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
  • 20) MARCOS TOLENTINO DA SILVA – Advogado e sócio oculto da empresa Fib Bank – art. 337-L, inciso V (fraude em contrato), combinado com art. 29, ambos do Código Penal; art. 2º, caput (formação de organização criminosa) da Lei nº 12.850, de 2013; e art. 10, XII, e art. 11, I (improbidade administrativa), combinados com art. 3º, todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
  • 21) RICARDO JOSÉ MAGALHÃES BARROS – Deputado Federal – art. 286 (incitação ao crime) e art. 321 (advocacia administrativa), ambos do Código Penal; art. 2º, caput (formação de organização criminosa) da Lei nº 12.850, de 2013; e art. 10, XII (improbidade administrativa) da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
  • 22) FLÁVIO BOLSONARO – – Senador da República – art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
  • ​23) EDUARDO BOLSONARO – Deputado Federal – art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
  • 24) BIA KICIS – Deputada Federal – art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
  • 25) CARLA ZAMBELLI – Deputada Federal – art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
  • 26) CARLOS BOLSONARO – Vereador da cidade do Rio de Janeiro – art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
  • 27) OSMAR GASPARINI TERRA – Deputado Federal – art. 267, § 1º (epidemia com resultado morte), e art. 286 (incitação ao crime), ambos do Código Penal;
  • 28) FÁBIO WAJNGARTEN – ex-chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) do governo federal – art. 319 (prevaricação) e art. 321 (advocacia administrativa), ambos do Código Penal;
  • 29) NISE HITOMI YAMAGUCHI – Médica participante do gabinete paralelo – art. 267, § 1º (epidemia com resultado morte), do Código Penal;
  • 30) ARTHUR WEINTRAUB – ex-assessor da Presidência da República e participante do gabinete paralelo – art. 267, § 1º (epidemia com resultado morte), do Código Penal;
  • 31) CARLOS WIZARD MARTINS – Empresário e e participante do gabinete paralelo – art. 267, § 1º (epidemia com resultado morte); e art. 286 (incitação ao crime), ambos do Código Penal;
  • 32) PAOLO MARINHO DE ANDRADE ZANOTTO – biólogo e e participante do gabinete paralelo – art. 267, § 1º (epidemia com resultado morte), do Código Penal;
  • 33) LUCIANO DIAS AZEVEDO – Médico e e participante do gabinete paralelo – art. 267, § 1º (epidemia com resultado morte) do Código Penal;
  • 34) MAURO LUIZ DE BRITO RIBEIRO – Presidente do Conselho Federal de Medicina – art. 267, § 1º (epidemia com resultado morte) do Código Penal;
  • 35) WALTER SOUZA BRAGA NETTO – Ministro da Defesa e Ex-Ministro Chefe da Casa Civil – art. 267, § 1º (epidemia com resultado morte) do Código Penal;
  • 36) ALLAN LOPES DOS SANTOS – Blogueiro suspeito de disseminar fake news – art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
  • 37) PAULO DE OLIVEIRA ENEAS – Editor do site bolsonarista Crítica Nacional suspeito de disseminar fake news – art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
  • 38) LUCIANO HANG – Empresário suspeito de disseminar fake news – art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
  • 39) OTÁVIO OSCAR FAKHOURY – Empresário suspeito de disseminar fake news – art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
  • 40) BERNARDO KUSTER – Diretor do Jornal Brasil Sem medo, suspeito de disseminar fake news – art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
  • 41) OSWALDO EUSTÁQUIO – Blogueiro suspeito de disseminar fake news – art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
  • 42) RICHARDS POZZER – Artista gráfico supeito de disseminar fake news – art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
  • 43) LEANDRO RUSCHEL – Jornalista suspeito de disseminar fake news – art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
  • 44) CARLOS JORDY– Deputado Federal – art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
  • 45) FILIPE G. MARTINS – Assessor Especial para Assuntos Internacionais do Presidente da República – art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
  • 46) TÉCIO ARNAUD TOMAZ – Assessor especial da Presidência da República – art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
  • 47) ROBERTO GOIDANICH – Ex-presidente da FUNAG – art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
  • 48) ROBERTO JEFFERSON – Político suspeito de disseminar fake News – art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
  • 49) RAIMUNDO NONATO BRASIL – Sócio da empresa VTCLog – art. 333, caput (corrupção ativa) do Código Penal; e art. art. 11, I (improbidade administrativa), combinado com art. 3º, todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
  • 50) ANDREIA DA SILVA LIMA – Diretora-executiva da empresa VTCLog – art. 333, caput (corrupção ativa) do Código Penal; e art. 11, I (improbidade administrativa), combinado com art. 3º, todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
  • 51) CARLOS ALBERTO DE SÁ – Sócio da empresa VTCLog – art. 333, caput (corrupção ativa) do Código Penal; e art. 11, I (improbidade administrativa), combinado com art. 3º, todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
  • 52) TERESA CRISTINA REIS DE SÁ – Sócio da empresa VTCLog – art. 333, caput (corrupção ativa) do Código Penal; e art. 11, I (improbidade administrativa), combinado com art. 3º, todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
  • 53) JOSÉ RICARDO SANTANA – Ex-secretário da Anvisa – art. 2º, caput (formação de organização criminosa) da Lei nº 12.850, de 2013;
  • 54) MARCONNY NUNES RIBEIRO ALBERNAZ DE FARIA – Lobista – art. 2º, caput (formação de organização criminosa) da Lei nº 12.850, de 2013;
  • 55) DANIELLA DE AGUIAR MOREIRA DA SILVA – Médica da Prevent Senior – art. 121, caput, combinado com os arts. 13, § 2º, alínea b, e 14, todos do Código Penal;
  • 56) PEDRO BENEDITO BATISTA JÚNIOR – Diretor-executivo da Prevent Senior – arts. 132 (perigo para a vida ou saúde de outrem), 269 (omissão de notificação de doença) e 299, caput (falsidade ideológica), todos do Código Penal; e art. 7º, k (crime contra a humanidade) do Tratado de Roma (Decreto 4.388, de 2002);
  • 57) PAOLA WERNECK – Médica da Prevent Senior – art. 132 (perigo para a vida ou saúde de outrem) do Código Penal;
  • 58) CARLA GUERRA – Médica da Prevent Senior – art. 132 (perigo para a vida ou saúde de outrem) do Código Penal; e art. 7º, k (crime contra a humanidade) do Tratado de Roma (Decreto 4.388, de 2002);
  • 59) RODRIGO ESPER – Médico da Prevent Senior – art. 132 (perigo para a vida ou saúde de outrem) do Código Penal; e art. 7º, k (crime contra a humanidade) do Tratado de Roma (Decreto 4.388, de 2002);
  • 60) FERNANDO OIKAWA – Médico da Prevent Senior – art. 132 (perigo para a vida ou saúde de outrem) do Código Penal; e art. 7º, k (crime contra a humanidade) do Tratado de Roma (Decreto 4.388, de 2002);
  • 61) DANIEL GARRIDO BAENA – Médico da Prevent Senior -art. 299, caput (falsidade ideológica) do Código Penal;
  • 62) JOÃO PAULO F. BARROS – Médico da Prevent Senior -art. 299, caput (falsidade ideológica) do Código Penal;
  • 63) FERNANDA DE OLIVEIRA IGARASHI – Médica da Prevent Senior – art. 299, caput (falsidade ideológica) do Código Penal;
  • 64) FERNANDO PARRILLO – Dono da Prevent Senior – arts. 132 (perigo para a vida ou saúde de outrem), 269 (omissão de notificação de doença) e 299, caput (falsidade ideológica), todos do Código Penal; e art. 7º, k (crime contra a humanidade) do Tratado de Roma (Decreto 4.388, de 2002);
  • 65) EDUARDO PARRILLO – Dono da Prevent Senior – arts. 132 (perigo para a vida ou saúde de outrem), 269 (omissão de notificação de doença) e 299, caput (falsidade ideológica), todos do Código Penal; e art. 7º, k (crime contra a humanidade) do Tratado de Roma (Decreto 4.388, de 2002);
  • 66) FLÁVIO ADSUARA CADEGIANI – Médico que fez estudo com proxalutamida – art. 7º, k (crime contra a humanidade) do Tratado de Roma (Decreto 4.388, de 2002);
  • 67) PRECISA COMERCIALIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS LTDA. – art. 5º, IV, d (ato lesivo à administração pública) da Lei 12.846, de 1º de agosto de 2013;
  • 68) VTC OPERADORA LOGÍSTICA LTDA – VTCLog – art. 5º, IV, d (ato lesivo à administração pública) da Lei 12.846, de 1º de agosto de 2013.

 

Com Folha de S. Paulo




Omar Aziz nega pedido para não indiciar Bolsonaro: ‘Ninguém está acima da lei’

Relatório final da comissão pede o indiciamento do presidente por dez crimes

Senador Omar Aziz durante sessão da CPI
Edilson Rodrigues/Agência Senado

Senador Omar Aziz durante sessão da CPI

O presidente da CPI da Covid , Omar Aziz (PSD-AM) , rejeitou nesta quarta-feira uma questão de ordem apresentada pelo senador Marcos Rogério (DEM-RO) , que tentava impedir a recomendação de indiciamento do  presidente Jair Bolsonaro.

No relatório final da comissão, o chefe do Executivo terá sugestão para ser indiciado por dez possíveis delitos, segundo o texto acordado entre parlamentares do grupo majoritário ‘G7’.

Entre os crimes ligados aos indiciamentos de Bolsonaro, estão epidemia com resultado de morte e crimes contra a humanidade, nas modalidades extermínio, perseguição e outros atos desumanos. Será a primeira vez na história que uma comissão parlamentar aponta uma lista de crimes tão extensa, atribuídos a um presidente da República.

Na tentativa de blindar Bolsonaro, o vice-líder do governo, o senador Marcos Rogério, apresentou questão de ordem para tentar impedir a recomendação de indiciamento contra Bolsonaro na esfera penal. Segundo alegou o parlamentar, o presidente da República não pode nem mesmo ser convocado pela comissão para prestar esclarecimentos.

“Se esse colegiado não tem competência sequer para ouvir o presidente da República, obviamente não pode indiciá-lo, imputar a ele a prática de infração”, disse Marcos Rogério.

A reação do senador Omar Aziz foi enfática, ao rejeitar imediatamente o pedido. Segundo ele, embora Bolsonaro não possa, de fato, ser convocado, isso não significa “que as condutas não podem ser depuradas”.

“Quem comete crime tem que ser indiciado e investigado. Nenhum cidadão está acima da lei e isso vale também para o presidente Jair Messias Bolsonaro. E o presidente será investigado. O presidente cometeu muitos crimes e vai pagar por eles”, afirmou o presidente do colegiado.

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Ex-estagiária do MP, Juliette se posiciona contra a ‘PEC da Vingança’

A paraibana e ex-BBB, Juliette Freire, firmou posição contraria à Proposta de Emenda à Constituição (PEC 5) que altera a formação do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A matéria voltou ao debate na Câmara Federal nesta terça-feira (19) e tem apoio do presidente da Casa, Arthur Lira.

O projeto tem sido apelido de ‘PEC da Vingança’ por críticos. Uma das queixas é que ela ameaça a independência da atuação de promotores e procuradores brasileiros, ao estabelecer a possibilidade do Congresso Nacional indicar o corregedor do órgão, entre outros pontos.

No Twitter, Juliette engrossou o coro contra a matéria. Ex-estagiário do estagiária do Ministério Público por dois anos, ela afirmou que “tem muito respeito pela Instituição”.

“A PEC 05/21 fere a independência do Ministério Público e viola a autonomia dos Procuradores(as) e Promotores(as) de Justiça. Nós precisamos do Ministério Público forte, independente e sem interferência política para defender a sociedade”.

 

Deputados paraibanos sobre a PEC 5/21

Dos 12 deputados paraibanos, cinco dizem que votarão contra a proposta: Edna Henrique (PSDB), Pedro Cunha Lima (PSDB), Ruy Carneiro (PSDB), Gervásio Maia (PSB) e Julian Lemos (PSL). Os demais ainda não se posicionaram sobre a matéria.

O presidente da Câmara, Arthur Lira, é d alinha de defesa. Segundo ele, a proposta dá paridade e igualdade entre representantes da sociedade civil e do Ministério Público no conselho. “Pesos e contrapesos, todo mundo tem que ser fiscalizado. Quem controla também tem que ser controlado”.

Para a aprovação de uma PEC, são necessários pelo menos 308 votos no Plenário da Câmara, em dois turnos. A proposta teve sua admissibilidade aprovada em maio pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). A matéria está na pauta desta terça-feira.

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