João Azevêdo anuncia renovação do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA-Leite)

O governador João Azevêdo anunciou, nesta segunda-feira (8), a renovação até o mês de dezembro do subsídio estadual destinado aos produtores e usinas de beneficiamento de leite, que fornecem ao Governo do Estado, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos – modalidade leite (PAA-Leite). O estado vai investir cerca de R$ 5 milhões na contrapartida do Programa. O anúncio foi feito durante o programa Conversa com o Governador, transmitido em cadeia estadual pela rádio Tabajara.

O Programa contempla mais de 1.300 produtores em 73 municípios paraibanos, garantindo alimento para 29 mil famílias que são beneficiadas com leite do PAA-Leite. O PAA-Leite é um programa executado por meio de um convênio com o Governo Federal e hoje conta com recursos que giram em torno dos R$ 24 milhões, dos quais cerca de 5 milhões são próprios do Estado, que os repassa a título de contrapartida financeira. Desde 2020, os Estados produtores aguardam novo convênio, que possibilite uma ampliação do programa, bem como a atualização dos preços pagos pela União.

Durante o Conversa com o Governador, João Azevêdo lembrou que o Programa de Aquisição de Alimentos já existe há um bom tempo, mas por não ser reajustado o valor por parte do Governo Federal, estava se tornando inviável para os produtores de leite da Paraíba. “Então, o Governo autorizou o acréscimo de 25 centavos por cada litro de leite de vaca e 20 centavos a mais no valor do leite de cabra, aos pequenos produtores para que esse valor viabilizasse e desse continuidade ao programa. Fizemos isso até outubro, porque havia a expectativa de que o Governo Federal iria renovar e adequar os novos valores. Isso não aconteceu. O que foi feito, em nível federal, foi a prorrogação até dezembro com o compromisso de que em dezembro será feito o reajuste. Da mesma forma, nós estamos anunciando à população e garantindo aos produtores que também vamos manter a diferença que o Governo paga até dezembro”, explicou.

O governador ainda acrescentou: “Essa é uma forma de garantir a produção do leite e a renda das pessoas que dependem desse segmento, além de levar essa produção as pessoas mais carentes. Com isso, o estado vai bancar cerca de R$ 5 milhões dessa contrapartida. Espero que o Governo Federal honre o compromisso de, em dezembro, garantir um novo preço para que o estado possa investir esse recurso em melhorias para o segmento”, frisou.




PP e PL discutem chapa conjunta sobre filiação de Bolsonaro para 2022

Ambos os partidos têm o objetivo de promover a reeleição do presidente em 2022

Presidente Jair Bolsonaro
Agência Brasil

Presidente Jair Bolsonaro

Embora o  presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ainda não tenha tomado a decisão final sobre qual partido irá se filiar, o PP e o PL devem compor a chapa presidencial para as eleições de 2022 . De acordo com a Folha de S. Paulo , uma sigla vai filiar o mandatário enquanto a outra vai abrigar o vice.

O acordo está sendo discutido entre as cúpulas dos partidos e por auxiliares palacianos.

Na última semana, Bolsonaro indicou a aliados que deve se filiar ao PL, além de ter sido convidado pelo próprio dirigente da legenda, Valdemar Costa Neto. O senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) agradeceu o convite nas redes sociais, mas disse que o chefe do Executivo ainda mantém conversas com o PP.

Segundo a Folha , caso o presidente escolha o PL, caberia ao PP sugerir um nome para a vice-presidência em chapa com Bolsonaro. Apesar da indicação, os dirigentes das legendas só terão certeza da decisão no dia em que ele anunciar publicamente, já que o mandatário ainda oscila a respeito das filiações.

Ao jornal, Flávio disse que “não há decisão ainda” sobre o partido que será escolhido pelo pai.

O acordo da chapa no PP já é considerado fechado, conforme o jornal. No PL, pessoas próximas ao dirigente dizem que ele tem apenas conversado sobre a construção de uma eventual chapa no futuro, mas que não houve nenhum compromisso fechado.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Ig

 




Prefeito Zé Aldemir revela detalhes do seu alinhamento político com o governador

O prefeito de Cajazeiras, José Aldemir (PP), anunciou na manhã deste domingo (7), em participação no programa Trem das Onze, da Rádio Alto Piranhas AM, que a aliança do Partido Progressista (PP) com o governo João Azevêdo (Cidadania), está 99% selada.

“O anúncio cabe ao presidente estadual do PP, deputado federal Agnaldo Ribeiro”, registrou ele, embora tenha reafirmado que há 99% de possibilidades de que essa aliança se consolide.

AUDIÊNCIA

O registro do prefeito cajazeirense se deu após uma audiência ocorrida na última sexta-feira(5) na Granja Santana com as presenças do governador João Azevêdo, do secretário chefe de gabinete, Ronaldo Guerra, do deputado federal e presidente estadual do PP, Aguinaldo Ribeiro e claro, dele próprio.

“Sem dúvida alguma nosso palanque, de Dra. Paula e de Agnaldo Ribeiro, em Cajazeiras, agora também é do governador”, fez questão de afirmar o prefeito.

Audiência com João Azevêdo liberou investimentos em Cajazeiras

Em participação por telefone no programa Bom Notícias, da Difusora Rádio Cajazeiras AM, na manhã desta segunda-feira (8), o prefeito José Aldemir (PP), trouxe detalhes da audiência realizada na última sexta-feira (5) com o governador João Azevêdo (PP).

No áudio, o prefeito diz que o projeto de 23 ruas, orçado em R$ 5 milhões, será executado em breve pelo DER-PB, além da obra da urbanização da Travessa Joaquim Costa, que custará R$ 3 milhões em convênio com a Prefeitura.

O terceiro pleito foi a construção da UTI Neonatal na Hospital Regional de Cajazeiras. O governador garantiu atender a emenda impositiva da deputada estadual Dra. Paula (PP), de R$ 1 milhão.

www.reporteriedoferreira.com.br  / Assessoria




Dia do Radialista é comemorado neste dia 07 de novembro

Esta data homenageia o profissional responsável em apresentar os programas e informativos radiofônicos, que entretêm os ouvintes com suas características vozes marcantes.

O Dia do Radialista é comemorado oficialmente no Brasil em 7 de novembro. Na verdade, em 21 de setembro também se comemora o Dia do Radialista.

Isso acontece porque o dia já era comemorado em setembro até que a lei nº 11.327, de 27 de julho de 2006, instituiu a nova data.

Esta data homenageia o profissional responsável em apresentar os programas e informativos radiofônicos, que entretêm os ouvintes com suas características vozes marcantes.

Profissionais do rádio

Radialista

A data oficial para a comemoração do Dia do Radialista é uma homenagem ao compositor, músico e radialista Ary Barroso, que nasceu em 7 de novembro de 1903.

No entanto, popularmente os radialistas ainda celebram o dia 21 de setembro, que se refere a data da criação da lei que fixava o salário base para estes profissionais, em 1943, durante o governo de Getúlio Vargas.

Os radialistas ainda comemoram o Dia Mundial do Rádio, celebrado internacionalmente em 13 de fevereiro.

www.reporteriedoferreira.com.br / Por Agências




Investigação que apura ataques ao sistema eleitoral pode levar à inelegibilidade de Bolsonaro

O ministro Luis Felipe Salomão afirmou que o inquérito administrativo aberto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para apurar ataques do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao sistema eleitoral pode ter efeitos diretos na campanha de 2022, levando até à inelegibilidade do presidente.

Segundo Salomão, a depender das provas colhidas, a investigação pode levar à inelegibilidade de Bolsonaro com o indeferimento do registro de sua candidatura ou, após o registro ou eleição, com a cassação de sua candidatura ou mandato.

Até a semana passada, Salomão ocupava a corregedoria do Tribunal Superior Eleitoral e estava mergulhado na investigação das ações que pediam a cassação da chapa Bolsonaro e Mourão por disparo em massa de fake news na campanha de 2018.

Essas ações foram arquivadas, mas, durante o julgamento no TSE, ministros da corte estabeleceram duras regras para 2022, definindo, por exemplo, que vai punir quem divulgar fake news em 2022, inclusive com cadeia.

Além da relatoria das ações que foram arquivadas, Salomão foi o responsável por apresentar o inquérito administrativo aberto em agosto — por unanimidade no TSE — para apurar ataques de Bolsonaro às urnas eletrônicas. É essa investigação em andamento que, segundo o ministro Salomão, pode ter desdobramentos para a campanha de Bolsonaro em 2022.

Na primeira entrevista, ao deixar a corregedoria no TSE, Salomão disse que o inquérito que está em curso no tribunal existe para antecipar a produção de provas para que, se houver a comprovação de alguma prática ilegal por parte do presidente ou qualquer outro alvo do inquérito, o TSE examine a viabilidade de indeferir o registro de candidaturas, incluindo a do presidente Bolsonaro.

“O que vai ser feito dele (inquérito) depende das provas. Um dos caminhos é converter esse inquérito administrativo em inquérito judicial e, a partir dali, se apurar o cabimento de candidatos que se apresentem com registro no momento do registro. Então, pode ser que o ministro Campbell, no futuro, converta esse inquérito administrativo em inquérito judicial e, a partir daí, ter elementos para o colegiado avaliar o indeferimento de registro de candidatura”.

Além disso, explica Salomão, o inquérito pode gerar futuros processos, como representação por propaganda fora de período eleitoral, representação por condutas vedadas e ações de investigação judicial eleitoral — o que pode levar a uma eventual cassação do mandato/chapa após o pleito de 2022, caso Bolsonaro seja reeleito.

“Outro caminho é o inquérito servir para as ações futuras que vão analisar essa conduta durante o período da pré-candidatura e que pode ensejar a cassação da candidatura no futuro. E, desse ponto, com todas as provas que estão sendo produzidas e se estiver configurado qualquer tipo de delito, pode haver a cassação da chapa do eleito se for um desses que estão sendo investigados”.

O ministro Salomão afirma que as regras existem para o prefeito, governador, deputados e presidente da República e – se qualquer um não seguir, não há a possibilidade de se viver em um regime democrático. Por isso, ele defende o papel do TSE para fixar novos limites e garantir a segurança das eleições em 2022. “Essa coisa de dizer ‘como o tribunal vai cassar 70 milhões de votos?’ Vai cassar porque se houver alguma comprovação de abuso de poder político, abuso de poder econômico, uso indevido de meios de comunicação… vai cassar porque a lei diz isso”.

Salomão, que foi responsável pelo inquérito até semana passada, apontou em relatório parcial a necessidade de se aprofundar as investigações de supostos ataques ao sistema eleitoral, das quais Jair Bolsonaro é alvo.

Ele deixou o tribunal na semana passada e será substituído por Mauro Campbell Marques, que assume também a corregedoria do TSE.

Se houver provas no inquérito, o TSE pode encaminhar os documentos ao Ministério Público Eleitoral para que o órgão apresente alguma representação contra o presidente ou chapa. Nos bastidores do Judiciário, no entanto, avalia-se que o material coletado poderá abastecer ações de partidos adversários pedindo a impugnação da eventual candidatura.

Inquérito administrativo
O inquérito administrativo no TSE tem por objetivo apurar possível abuso de poder econômico e político, uso indevido dos meios de comunicação social, corrupção, fraude, condutas vedadas a agentes públicos e propaganda extemporânea (antecipada), em relação aos ataques contra o sistema eletrônico de votação e à legitimidade das eleições de 2022.

A intenção é verificar se ficou configurada propaganda política antecipada. Outro foco é o uso de recursos públicos nas “motociatas” realizadas por Bolsonaro, que podem configurar atos antecipados de campanha eleitoral.

Além de Bolsonaro, aliados do presidente são alvos da investigação por, entre outros pontos, atacar também o sistema eleitoral. No fim de julho, Bolsonaro chegou a protagonizar uma “live” no, no Palácio da Alvorada, na qual admitiu não ter elementos que comprovassem alterações no sistema e ainda repetiu informações já desmentidas pela Justiça Eleitoral.

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João projeta fazer reforma no secretariado em janeiro e diz que mudanças vão indicar quem são os aliados

O governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania), disse, nesta segunda-feira (1º), que deverá iniciar a reforma de seu secretariado no mês de janeiro do próximo ano. A informação foi confirmada durante entrevista do gestor ao programa Frente a Frente, da TV Arapuan.

Segundo ele, a mudança será necessária para ajustar a equipe em função da candidatura de aliados e também para saber que vai estar ou não junto ao projeto de reeleição em 2022. “Em janeiro pretendemos iniciar a reforma e discutir isso com os auxiliares que serão candidatos”, disse.

Questionado sobre quais seriam os critérios para a definição de sua chapa, Azevêdo disse que a escolha não deve ser pautada por questões geográficas. “Não se restringe a escolha por questões geográficas, não é isso. Vamos ver como ficam as mudanças nos partidos e discutir isso da melhor forma”, comentou.

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Ronaldo Guerra revela o que falta para encontro de João e Romero acontecer: “Simplesmente marcar”

O presidente estadual do Cidadania, o secretário-chefe de gabinete do governo Ronaldo Guerra disse, nesta quinta-feira (4) sobre as eleições de 2022 e disse que o momento é de diálogo para definir a composição da chapa do governador João Azevêdo para a reeleição no próximo pleito.

Guerra também falou sobre a possibilidade de aliança entre João e o ex-prefeito de Campina Grande e presidente do PSD na Paraíba, Romero Rodrigues. Segundo o secretário, para o encontro acontecer só falta “simplesmente marcar” entre as partes interessadas.

“Simplesmente marcar. Existe a disponibilidade dos dois, do governador de conversar e dele também, então que acho que é questão de conversa somente”, disse à rádio Correio FM.

Ele disse ainda que a conversa será para afinar os interesses, mas que não há garantias sobre os resultados do encontro.

“Se poderá prosperar essa conversa, ou não, isso depende também do depois da conversa”, ponderou.

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Morte de Marília Mendonça é destaque na mídia internacional

Morte de Marília Mendonça é destaque na mídia internacional

Instagram/Divulgação

Morte de Marília Mendonça é destaque na mídia internacional

Repentina, a morte de Marília Mendonça chocou o Brasil . A artista e os outros quatros ocupantes não resistiram a queda de um avião em Minas Gerais, na tarde desta sexta-feira. A tragédia não repercutiu apenas no Brasil: veículos internacionais também noticiaram o acidente, referindo-se a Marília como uma cantora “bastante popular” por aqui e vencedora do Grammy Latino, uma das principais premiações da música.

A revista “People”, por exemplo, destacou com o acidente aconteceu no momento em que Marília estava a caminho de um show, em Minas Gerais. Destacou ainda que, momentos antes do voo, a artista tinha compartilhado um vídeo nas redes sociais. Pontou ainda que Marília Mendonça foi indicada ao Grammy Latino em 2017 e repetiu a dose dois anos depois, quando trouxe o troféu para casa.

O portal inglês “Daily Mail” também deu detalhes do acidente. Pontuou que a artista deixa um filho pequeno (Léo, fruto do relacionamento dela com o cantor Murilo Huff). Citou ainda que a aeronave em que a cantora estava era particular.

O americano “USA Today” chamou marília mendonça como “uma das cantoras mais populares do Brasil”. A reportagem fala também de fotos e vídeos da aeronave, após o acidente, próximo a uma cachoreira de Minas Gerais.

O Britânico “The Mirror” também noticiou a morte. Destaca que a cantora morre horas após postagem no Instagram. Citou ainda a informação dada pela equipe de Marília, que chegou a dizer que a cantora estava bem, antes de, posteriormento, confirmar a morte.

Marília foi indicada novamente ao Grammy Latino neste ano, por seu trabalho “As Patroas”, ao lado de Maiara e Maraisa. Cantando em português, Marília também tinha fãs fora do país. Tanto é que a cantora planejava uma turnê internacional.

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Agência O Globo



Prefeito Marcus Diôgo anuncia programação da festa da luz na próxima terça-feira

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O Prefeito de Guarabira, Marcus Diôgo, através da Secretaria de Cultura e Turismo, em conjunto com diversos setores da administração municipal, anunciará na próxima terça-feira (9), às 20h, no Maison de Mel Laguna a programação para a edição da “nova” Festa da Luz.

Após os casos da covid-19 terem baixado consideravelmente e a vacinação seguir em ritmo acelerado no município, existe a expectativa da Prefeitura anunciar o novo formato da festa da luz que é uma das mais tradicionais festas de Padroeiro do Brasil. O evento que é considerado o maior da cidade e do Estado no segmento, não foi realizado com público presencial em 2021 devido à pandemia de Coronavírus. O objetivo da Prefeitura é que com a retomada do evento a economia guarabirense avance ainda mais e seja um grande marco de retomada para diversos setores como a hotelaria, turismo e tantos outros que foram abalados pela pandemia.

Em contato com o site, o Prefeito de Guarabira disse: “A festa da luz é uma das mais tradicionais do Brasil e é uma grande alegria mais uma vez divulgar as grandes atrações. Só quem ganha é a cidade e o Guarabirense.”




PEC dos Precatórios expõe falta de coesão na terceira via e abre crise no PDT

Deputados de siglas como PSDB, PSD e Podemos, que planejam ter candidato contra Bolsonaro, votaram com o governo na proposta que ajuda a furar o teto de gastosPEC dos Precatórios expõe falta de coesão na terceira via e abre crise no PDT

Pablo Valadares/ Câmara dos Deputados

PEC dos Precatórios expõe falta de coesão na terceira via e abre crise no PDT

A aprovação em primeiro turno na Câmara, na madrugada de ontem, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que autoriza o governo a adiar o pagamento de precatórios e abre folga orçamentária para o Auxílio Brasil e para emendas parlamentares expôs a falta de coesão nos partidos que pretendem concorrer em uma  terceira via para presidente da República no ano que vem.

Deputados de siglas como PSDB, PSD e Podemos, que planejam ter candidato contra Bolsonaro, votaram com o governo na proposta que ajuda a furar o teto de gastos, em contradição com o que defendem suas principais lideranças.  No caso do PDT, a repercussão se tornou uma crise. O presidenciável da legenda, Ciro Gomes, anunciou a suspensão de seu projeto eleitoral depois que a bancada do partido foi decisiva para a vitória de Bolsonaro na votação.

Na maioria dos partidos, prevaleceu a lógica de sobrevivência e interesse pessoal dos próprios deputados. O governo e seus aliados na cúpula do Congresso acenaram com maior participação em emendas no ano eleitoral, fator considerado decisivo pelos parlamentares para renovar os votos em suas bases.

Formalmente, o argumento governista é que a aprovação da PEC era imprescindível para garantir o Auxílio Brasil em 2022. Opositores afirmam que o auxílio poderia ser financiado mesmo sem a PEC, e que o texto votado servia principalmente para turbinar emendas sem fiscalização, além de representar uma quebra na responsabilidade fiscal e um calote no pagamento de precatórios (dívidas do governo sobre as quais não cabem mais contestações judiciais).

O apoio ao Planalto em seus partidos deixou adversários de Bolsonaro em situação desconfortável. Logo pela manhã, Ciro Gomes anunciou que pode até desistir de disputar a Presidência:

“Há momentos em que a vida nos traz surpresas fortemente negativas e nos coloca graves desafios. É o que sinto, neste momento, ao deparar-me com a decisão de parte substantiva da bancada do PDT de apoiar a famigerada PEC dos Precatórios. A mim só me resta um caminho: deixar minha pré-candidatura em suspenso até que a bancada do meu partido reavalie sua posição. Temos um instrumento definitivo nas mãos, que é a votação em segundo turno, para reverter a decisão e voltarmos ao rumo certo”, escreveu Ciro no Twitter.

Ele afirmou ainda que “justiça social e defesa dos mais pobres não podem ser confundidas com corrupção, clientelismo grosseiro, erros administrativos graves, desvios de verba, calotes e quebra de contratos”.

O PDT contribuiu com 15 votos a favor do Planalto. Só seis deputados, de uma bancada de 24, votaram contra a proposta, que foi aprovada com uma margem de quatro votos a mais que o mínimo necessário, de 308. Quatro dos cinco deputados do partido pelo Ceará, reduto político de Ciro Gomes, votaram a favor da PEC.

Em reação, o líder da legenda na Câmara, Wolney Queiroz (PE), escreveu uma mensagem aos colegas de bancada em que afirma não ter recebido nenhuma orientação de Ciro sobre o tema — ele pôs o cargo à disposição.

Ao GLOBO, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou que a votação da bancada foi um “erro estratégico” e que vai conversar com cada um dos deputados até a próxima terça-feira, quando a PEC deve ser votada em segundo turno.

O PDT foi convencido a votar a favor da PEC no fim da tarde de quarta-feira, quando pesou um acordo feito com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de que seria colocado em votação um projeto que destina aos professores 60% do que a categoria tem direito dessas dívidas (precatórios), mas que será escalonada em três anos.

“Eu sabia que o André (Figueiredo) estava fazendo uma costura pelo Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério), mas em nenhum momento sabia que o PDT ia ter orientação favorável (à PEC)”, disse Lupi.

Contabilidade

O lado governista procurou aprofundar o desgaste dos adversários. Na madrugada de votação, aliados do Planalto defendiam a aprovação da PEC com o discurso de que só ela financiaria um programa social no ano que vem. Horas depois, na manhã de ontem, o presidente Jair Bolsonaro reforçou a estratégia:

“Mais de cem deputados votaram contra os pobres. Por birra, por eu ser o presidente”.

Entre os partidos que tentam construir uma alternativa eleitoral entre o ex-presidente Lula e o presidente Jair Bolsonaro, a contribuição para a aprovação da PEC foi de 56 votos. Dos 32 deputados do PSDB, 22 foram favoráveis ao texto, seis foram contrários e três não votaram. A legenda tem três pré-candidatos à Presidência, que disputarão prévias: os governadores João Doria (SP) e Eduardo Leite (RS), e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio.

Em nota, Doria afirmou que a PEC “fura o teto de gastos e é uma irresponsabilidade do governo federal”. Ele destacou que os deputados do PSDB de São Paulo votaram contra a proposta — seis dos sete tucanos paulistas se posicionaram dessa forma. “Lamento que alguns deputados do meu partido tenham votado a favor do governo”, disse Doria.

No Twitter, Leite afirmou que a PEC “acabou servindo de instrumento para alterações casuísticas no teto de gastos” e que “mina a credibilidade das contas públicas”, mas não comentou o apoio de seu partido para aprová-la. Os dois deputados gaúchos do PSDB votaram a favor da PEC.

No PSD, que deve lançar ao Planalto o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), 29 dos 35 deputados votaram com o governo, apesar do discurso de oposição do presidente do partido, Gilberto Kassab.

Já no Podemos, que aposta na candidatura do ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro, dos dez deputados, cinco foram favoráveis, quatro contrários e um não votou. Moro, prestes a se filiar ao partido, foi contra a PEC. “Aumentar o Auxílio Brasil e o Bolsa Família é ótimo. Furar o teto de gastos, aumentar os juros e a inflação, dar calote em professores, tudo isso é péssimo”, escreveu.

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Agência O Globo