STF indica reabertura de investigação sobre presidente do PL

Decisão ocorre após condenação de grupo ligado à disseminação de desinformação sobre as urnas eletrônicas e tentativa de golpe de Estado

Instagram/Reprodução

Valdemar da Costa Neto, presidente do PL

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) acatou nesta terça-feira (21) a proposta do relator Alexandre de Moraes para incluir novas provas à investigação sobre possíveis crimes de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito envolvendo o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto.

O material servirá para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) avalie a reabertura do processo, que havia sido arquivado anteriormente, mas poderá ser retomado após a condenação do empresário Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, que teve serviços contratados por Costa Neto.

Para o relator, há novos indícios que justificam a continuidade da apuração sobre a possível participação de Valdemar nas ações do grupo que propagou desinformação contra o sistema eleitoral e incentivou atos antidemocráticos.

Durante a sessão, Moraes destacou que o “Núcleo 4”, formado por militares e um civil, atuou de forma coordenada para espalhar notícias falsas sobre as urnas eletrônicas e atacar instituições públicas.

Julgamento dos núcleos

O “ Núcleo 4 ” é o segundo grupo julgado pelo STF entre os envolvidos na tentativa de golpe de Estado. Em setembro, a Primeira Turma condenou oito réus do “ Núcleo 1 ”, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro e ex-integrantes do seu governo.

O “ Núcleo 3 ”, composto por nove militares de alta patente e um agente da Polícia Federal (PF), será julgado em novembro. Já o “ Núcleo 2 ”, responsável pela elaboração da “ minuta do golpe ” e pelo planejamento de ataques a autoridades, deve ser analisado em dezembro

Investigações sobre tentativa de golpe

Valdemar da Costa Neto foi indiciado pela PF, mas não chegou a ser denunciado pela PGR em fevereiro deste ano. Ele passou a ser investigado após o partido ingressar com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a anulação de parte dos votos das eleições de 2022.




Eleições 2026: TRE-PB vai pagar auxílio-alimentação a mesários via Pix

Solução do Banco do Brasil já foi utilizada por outros Regionais Eleitorais em 2024

Solução do Banco do Brasil já foi utilizada por outros Regionais Eleitorais em 2024

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) vai adotar a solução do Banco do Brasil para o pagamento do auxílio-alimentação dos mesários por meio de Pix nas Eleições 2026. A decisão foi tomada pelo presidente do Tribunal, desembargador Oswaldo Trigueiro, durante reunião com representantes do Banco do Brasil e servidores das áreas administrativa e de tecnologia da informação.

O presidente do TRE-PB determinou que a Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (STIC) realize um levantamento sobre a aplicação da solução nos demais Tribunais Regionais Eleitorais em 2024, a fim de identificar possíveis melhorias de processos e viabilizar a implantação do Pix Mesário na Paraíba. “Vamos adotar e fazer todos os esforços para que isso seja uma realidade na próxima eleição. É um avanço, sem dúvidas”, destacou o presidente.

O Banco do Brasil iniciou a operacionalização dos pagamentos do auxílio-alimentação por Pix, utilizando a chave CPF, para os mesários que atuaram nas eleições municipais de 2024. A iniciativa trouxe maior comodidade e segurança para cerca de 2 milhões de voluntários em todo o país.

A solução de pagamento foi desenvolvida no âmbito de Acordos de Cooperação Técnica celebrados entre o Banco do Brasil e os Tribunais Regionais Eleitorais. O TRE-PB participou da fase de testes do sistema, mas optou por não aderir de imediato, avaliando que alguns processos ainda precisavam de ajustes para garantir a segurança operacional.

Com o êxito da implementação em grandes colégios eleitorais, como São Paulo, o Eleitoral paraibano decidiu agora pela adesão à solução. “Isso é muito importante. Se a gente parar para pensar, avançamos muito nas eleições em diversos aspectos, mas continuamos a fazer esse tipo de pagamento como se fazia há 20 anos. Não faz sentido manter um modelo tão rudimentar”, avaliou a diretora-geral do TRE-PB, Alexandre Cordeiro, ao explicar que, até então, cada chefe de cartório efetuava o repasse ao mesário em espécie no dia do pleito.

Além do presidente e da diretora-geral, participaram da reunião on-line o secretário da STIC, Vinícius Veloso; a secretária de Administração, Alessandra Mota; o chefe da Seção de Engenharia e Arquitetura, Válter Félix; o assessor de Governança e Gestão de Contratações, Arioaldo Júnior; e a equipe do Banco do Brasil, representada por Kyara Teresa de Oliveira Soares, Allen Wylder Holanda Arruda, Régia Cristina Tavares Paulino e Regiane Ananda Moreira.

michellesousa/ascom/tre-pb/




João Pessoa lança sistema digital para gestão dos cemitérios públicos municipais

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cemitério do Cristo, na Zona Sul de João Pessoa.

Prefeitura de João Pessoa publicou, na segunda-feira (20), no Diário Oficial do Município, a Portaria nº 0027/2025, que institui o CEMITECH João Pessoa, um sistema digital voltado à gestão integrada dos cemitérios públicos da capital. A ferramenta reúne geolocalização de sepulturascadastro digital e solicitação eletrônica de serviços funerários e cemiteriais.

De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), o objetivo é modernizar a administração dos cemitérios, reduzir a burocracia e ampliar o acesso às informações por meio de uma plataforma online. O CEMITECH entra em funcionamento oficialmente no dia 31 de outubro de 2025.

O sistema permitirá ao cidadão consultar registros e titulares de concessõessolicitar serviços como limpeza, reformas e transferências de titularidade, além de acompanhar processos de forma digital e segura. A plataforma será integrada à base de dados da Sedurb e respeitará as normas da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Inicialmente, o sistema abrangerá cinco cemitérios públicos: Boa SentençaSanta CatarinaSão JoséNossa Senhora da Penha e Cristo Redentor. A portaria também prevê que outros cemitérios, inclusive privados, poderão ser integrados ao CEMITECH futuramente.

Divisão de Cemitérios (Dicem) será responsável pela administração e atualização da plataforma, validação das informações e atendimento presencial aos usuários que encontrarem dificuldades no acesso. O atendimento será realizado na sede da Dicem, localizada na Avenida Hilton Souto Maior, nº 1112, no bairro José Américo.

Outra portaria publicada na mesma edição, a nº 0028/2025, trata do recadastramento das sepulturas nos cemitérios públicos municipais. Os processos protocolados até 15 de outubro de 2025 terão seus boletos emitidos até 20 de dezembro e enviados ao e-mail cadastrado pelos titulares.

O documento ainda estabelece que o termo de quitação, que comprova a regularização do recadastramento, será emitido após análise da Assessoria Jurídica da Sedurb.

Segundo a Sedurb, com as novas medidas, a Prefeitura busca tornar a gestão cemiterial mais eficiente e transparente, oferecendo ao cidadão acesso digital aos serviços e melhor controle administrativo dos espaços públicos.

por t5




Diretório Municipal do MDB de João Pessoa divulga nota de apoio a Cícero Lucena

A Comissão Municipal do MDB de João Pessoa divulgou, nesta terça-feira (21), uma nota oficial saudando o retorno do prefeito e pré-candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena, aos quadros do partido.

A decisão foi recebida com entusiasmo pelos integrantes da legenda, que classificaram o reencontro como um “gesto de coerência com sua trajetória pública” e um passo importante para o fortalecimento de um projeto político de alcance estadual e nacional.

De acordo com o comunicado, assinado pelos dirigentes Assis Freire, Camilo França Filho e Clóvis Moreno Neto, a volta de Cícero representa não apenas o retorno a uma “casa política”, mas também a reafirmação de um compromisso com o desenvolvimento da Paraíba e com a construção de soluções para os desafios enfrentados por João Pessoa e pela sociedade paraibana.

“A presença do prefeito Cícero Lucena no MDB fortalece nosso partido e representa um passo importante na consolidação de uma agenda política responsável, moderna e voltada para os reais interesses da população”, diz o texto.

A nota ressalta ainda que a história política de Cícero Lucena se confunde com os avanços de João Pessoa nas últimas décadas, e que sua liderança será fundamental na formulação de políticas públicas voltadas ao bem-estar da população da Capital e de todo o Estado.

“Reafirmamos nosso compromisso com a construção coletiva e democrática de soluções para os desafios que enfrentamos e saudamos o retorno de uma liderança cuja história se confunde com os avanços da nossa capital”, conclui o comunicado.

O retorno de Cícero ao MDB ocorre em um momento estratégico, marcado pela consolidação de alianças e pela definição de caminhos para as eleições estaduais de 2026.




Com Guilherme Boulos, Lula lança cartada para 2026. E 2030

Novo ministro ganha visibilidade e casca para concorrer ao Senado em 2026. E se tornar o líder nacional que pode um dia substituir o atual presidente

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Atualizada às 

 

 

 O deputado federal Guilherme Boulos (Psol) foi nomeado ministro da Secretaria-Geral da Presidência.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O deputado federal Guilherme Boulos (Psol) foi nomeado ministro da Secretaria-Geral da Presidência.

Depois de uma longa novela, o presidente Lula (PT) oficializou Guilherme Boulos (PSOL) como novo ministro da Secretaria Geral da Presidência.

Ele assume a pasta no lugar de Márcio Macedo (PT), que a partir de agora está liberado para se dedicar à campanha de 2026. Dele e dos correligionários.

Lula precisará desse apoio tanto na campanha como na pressão das ruas para que o Congresso aprove as pautas prioritárias do Planalto. Uma delas é o fim da escala 6 por 1, com alto potencial eleitoral.

Mas, para além disso, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto faz um cálculo político ao se tornar vidraça. Era o que ele queria quando se candidatou à Prefeitura de São Paulo nas duas últimas eleições. Foi longe, mas acabou derrotado. Pesava contra ele o fato de não ter experiência administrativa. Agora terá.

Lula vê em Boulos traços do início de sua trajetória política. Ambos se lançaram na política como ativistas. Lideraram movimentos populares e revoltas. Um à frente do Sindicato dos Metalúrgicos nos anos 1980. Outro, da luta por moradia nos anos 2010. A postura combativa fez com que ganhassem a fama de radicais – uma fama decantada durante os processos de amadurecimento político em que precisavam convencer os eleitores que não mordiam.

Assim como Lula, Boulos também vestiu o figurino “paz e amor” na última campanha.

O deputado ganha, assim, casca para as próximas disputas. Ele é um dos nomes cotados para concorrer ao Senado em 2026 por São Paulo, onde o PT e aliados têm tomado uma lavada nas últimas disputas.

Lula, em busca de um novo mandato, quer uma base parlamentar mais robusta do que a atual. E teme que a extrema direita concretize a ameaça de eleger o maior número de senadores para poder controlar a agenda do governo com uma grande espada na cabeça dos ministros do STF – que podem ser esmagados em processos de impeachment caso a turma tenha maioria na Casa. Não é uma ameaça irreal.

Boulos tem capital político suficiente hoje para enfrentar pesos-pesados do bolsonarismo na disputa. Tem seus oponentes, mas se fixou como líder popular. Não (ainda) em escala nacional.

Para isso terá a seu favor a visibilidade do ministério, que permitirá a ele andar com Lula em eventos públicos e se cacifar como substituto, no futuro, do ex-líder sindical.

Sim, este é o plano que Lula tem para ele.

Em troca, ganha agora uma liderança com pretensões nacionais.

Com Boulos, Lula mostra que tem um plano para 2026. E que 2030 está logo ali.

 




Evangélicos do Senado se dividem sobre indicação de Messias ao STF

AGU

O advogado-geral da União, Jorge Messias. foto: reprodução

Eventual indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga deixada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, como um aceno aos evangélicos por parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não é totalmente bem vista pela bancada religiosa do Senado.

Na quinta-feira (16/10), o petista recebeu os bispos da Assembleia de Deus Manoel Ferreira e Samuel Ferreira, além do deputado federal Cezinha de Madureira (PSD-SP), membro da bancada evangélica na Câmara, e da ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

A reunião com lideranças evangélicas e a possível indicação de Messias se dão em meio a sucessivas tentativas de reaproximação de Lula com evangélicos. Nos últimos meses, por exemplo, a primeira-dama Janja Lula da Silva esteve em diferentes localidades para conversar com mulheres desse público.

Integrantes da Frente Parlamentar Evangélica (FPE) da Casa Alta dividem opiniões sobre Messias. Composta por 18 senadores – a maioria da oposição –, o colegiado é presidido pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG) e tem a ex-ministra de Jair Bolsonaro (PL) Damares Alves (Republicanos-DF) como vice.

Apesar do possível aceno, integrantes do colegiado veem a indicação com desconfiança, apontam que a ligação de Messias com Lula se sobrepõe à religião, e disseram conhecer pouco sobre o AGU. “Acho que não atende [aos evangélicos]. Ele atende ao PT. É ideológico, até onde conheço”, disse um senador.

Jorge Messias é presbiteriano atuante na Igreja Batista. É visto como um homem de confiança para o presidente, que deverá formalizar a sua escolha para a terceira indicação ao Supremo neste mandato em breve.

Para a senadora governista e integrante da FPE, Eliziane Gama (PSD-MA), a frente “não pode ser norteada por questões políticas, mas, sim, pelo evangelho” e que, se a indicação se confirmar, sua ida ao Supremo deverá se dar sem percalços, apesar da antipatia da oposição.

“A bancada não pode ser norteada por questões políticas, mas, sim, pelo evangelho. O ministro Messias não é um evangélico oportunista, ele tem trabalho muito próximo com a igreja”, declarou à reportagem.

Tramitação

O STF é composto por 11 ministros, que, ao serem indicados, devem ter mais de 30 e menos de 70 anos de idade, além de “notável saber jurídico e reputação ilibada”, segundo a Constituição. Depois da escolha feita pelo titular do Palácio do Planalto, a indicação deve ser enviada ao Senado Federal.

Cabe à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa sabatinar a pessoa indicada pelo presidente. Hoje, o colegiado é comandado pelo senador governista Otto Alencar (PSD-BA). Depois, a comissão ainda deverá votar e aprovar a indicação.

Passada essa etapa, o nome ainda precisa ser referendado pelo plenário da Casa, onde precisa do parecer favorável da maioria simples dos senadores, ou seja, 41 integrantes da Casa Alta.

Se o nome for aprovado, cabe ao presidente da República oficializar a nomeação. O mandato dos ministros do STF não tem limite de duração, mas eles devem se aposentar compulsoriamente aos 75 anos.

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Cícero Lucena leva infraestrutura e modernização ao Valentina, com iluminação 100% LED




PMJP aciona justiça e pede demolição de parte do prédio que violou Lei do Gabarito

A Prefeitura de João Pessoa acionou o Tribunal de Justiça da Paraíba para autorizar a demolição de parte do Prédio Way excedente à Lei do Gabarito. O procurador-geral do município, Bruno Nóbrega, argumentou que a petição requer “afastar a perpetuação dos danos à ordem urbana e restabelecer o gabarito de altura legal”.

“A Prefeitura já tinha ingressado com ação pleiteando a demolição da parte excedente (45 cm) do imóvel Way, às suas expensas, de modo a afastar a perpetuação dos danos à ordem urbana e restabelecer o gabarito de altura legal”, disse Bruno.

O procurador justificou que o pedido para liberação do habite-se do prédio se aplica apenas para os apartamentos que estão abaixo da altura máxima da Lei do Gabarito. Para Bruno Nóbrega, esses condomínios estão “em conformidade com a legislação urbanística”.

“Nossa manifestação foi de concordância com a expedição da Licença de Habitação (“Habite-se”) para todas as unidades autônomas residenciais e comerciais do “Empreendimento Way” que estejam localizadas nos pavimentos inferiores ao último pavimento (cobertura), por estarem em conformidade com a legislação urbanística no que tange ao gabarito de altura”, disse Bruno.

Bruno Nóbrega, porém, reiterou que a Prefeitura só vai realizar a liberação parcial da licença com a decisão favorável do Tribunal de Justiça da Paraíba.

Entenda

A Prefeitura de João Pessoa encaminhou ao Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) uma manifestação, através de sua Procuradoria, onde sugere emissão do Habite-se parcial ao prédio Way, da Brascon. O empreedimento, localizado no final da avenida Epitácio Pessoa, é investigado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) por ter ultrapassado a altura permitida na Lei do Gabarito e teve a licença cassada por decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba.

Uma decisão do desembargador João Benedito da Silva, ex-presidente do TJPB, suspendeu a emissão de licença para habitação em agosto do ano passado. Desde então, a empresa e o Ministério Público travam uma batalha judicial. A Brascon busca um acordo e argumenta que apenas 45 centímetros foram ultrapassados.

O MP vê violação da norma presente na Constituição do Estado que versa sobre as construções na faixa litorânea do Estado e rejeita o pacto. O governo Cícero Lucena (sem partido) opinou, junto ao judiciário no último dia o9, que a “homologação do acordo parcial contribuirá sobremaneira para a eficiência e a economia processual”.

O parecer da PMJP foi usado nesta sexta-feira (17) pela defesa da construtora como uma das bases do recurso contra a ordem de desocupação do edifício determinada pela 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital.

No documento, a Prefeitura disse ser favorável a uma proposta de “transição parcial” como uma “solução mais equilibrada, justa e consentânea com o interesse público”, “notadamente porque só há irregularidade no último andar do edifício, que excedeu 45 (quarenta e cinco) centímetros a altura máxima permitida”.

Para a gestão da Capital, a manutenção do embargo do empreendimento “gera um quadro de graves e desproporcionais prejuízos”. Primeiro, a procuradoria cita que a medida imposta pela Justiça “impede que dezenas de famílias, adquirentes de boa-fé, tomem posse de seus imóveis, violando seu direito à moradia e gerando um clima de insegurança jurídica e instabilidade social que não pode ser ignorado”.

Outro ponto levantado pela Prefeitura é que o Governo Municipal deixa de receber impostos das 151 unidades habitacionais, como ITBI, IPTU, além da TCR.

“A proposta de acordo parcial, ao permitir a liberação das unidades que não estão diretamente afetadas pela irregularidade, atua precisamente na mitigação desses danos, promovendo a pacificação social e resguardando direitos de terceiros de boa-fé, sem, contudo, dispor sobre o objeto litigioso principal. Tal medida alinha-se à moderna concepção de Administração Pública consensual e resolutiva, que busca, sempre que possível, soluções negociadas para os conflitos, em conformidade com o que preconiza o Código de Processo Civil e a própria política judiciária de estímulo aos métodos autocompositivos”, diz a Prefeitura.

“Irregularidade é uma questão física e geometricamente localizada no topo da edificação”

No decorrer da manifestação, a Prefeitura de João Pessoa afirma que “a irregularidade apontada, qual seja, o excesso de 45 (quarenta e cinco) centímetros no gabarito de altura do edifício, é uma questão física e geometricamente localizada no topo da edificação, isto é, no último pavimento (cobertura)”.

Por isso, o governo entende que “as unidades autônomas situadas nos andares inferiores, por uma lógica inafastável, encontram-se em plena conformidade com as restrições de altura previstas na legislação urbanística”.

“Manter o embargo sobre tais unidades significa impor uma restrição que não guarda nexo de causalidade direto com a infração em si. A ocupação de um apartamento no primeiro, segundo ou penúltimo andar em nada afeta, agrava ou perpetua a desconformidade de altura existente no topo do prédio”.

Sob esse ótica, a Prefeitura pondera que “a liberação parcial não configura qualquer prejuízo ao pleito do Ministério Público ou à fiscalização do Município, mas tão somente afasta os efeitos de uma medida excessivamente gravosa e de amplo espectro, que atinge partes do imóvel e terceiros que não guardam relação direta com a irregularidade investigada”.

“A homologação do acordo parcial contribuirá sobremaneira para a eficiência e a economia processual. Ao invés de o processo continuar a debater os efeitos do embargo sobre a totalidade do edifício e a situação de centenas de adquirentes, o foco da instrução e do julgamento será direcionado, com maior precisão e celeridade, para a única questão que de fato permanece controversa: a legalidade do último pavimento e as consequências jurídicas decorrentes da desconformidade de 45 centímetros. Essa delimitação do objeto litigioso simplifica a marcha processual e permite que o Poder Judiciário entregue uma resposta mais célere e eficaz para a questão de fundo, em total alinhamento com o princípio da razoável duração do processo”.

O que sugere o parecer da Prefeitura de João Pessoa

1 – Liberação Parcial do “Habite-se”: Concorda com a expedição, por parte da Secretaria de Planejamento (SEPLAN), da Licença de Habitação (“Habite- se”) para todas as unidades autônomas residenciais e comerciais do “Empreendimento Way” que estejam localizadas nos pavimentos inferiores ao último pavimento (cobertura), por estarem em conformidade com a legislação urbanística no que tange ao gabarito de altura.

2 – Manutenção do Embargo Parcial: Concorda que seja mantido, para todos os fins de direito, o embargo administrativo e judicial exclusivamente sobre o último pavimento (cobertura) do referido empreendimento, área onde se concentra a nonada desconformidade de altura, permanecendo vedada sua ocupação, uso ou qualquer ato de disposição até a decisão final de mérito a ser proferida nestes autos ou em eventual acordo posterior.

3 – Prosseguimento do Feito: Concorda que o presente Agravo de Instrumento, bem como a Ação Ordinária originária, prossigam em seus ulteriores termos, tendo seu objeto de julgamento restrito à legalidade do último pavimento do edifício, bem como à definição das medidas compensatórias, mitigatórias ou sancionatórias eventualmente cabíveis em relação à referida porção do imóvel, sem prejuízo de futuras composições que possam envolver, inclusive, as sugestões apresentadas em audiência, como o pagamento de valores a fundos de direitos difusos ou a realização de obras em favor da coletividade.

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A COBRAPOL e outras entidades reuniram-se com o Vice-Presidente Geraldo Alckmin para discutir a PEC 18, visando restabelecer direitos previdenciários dos policiais civis perdidos na Reforma da Previdência de 2019.

A COBRAPOL e outras entidades reuniram-se com o Vice-Presidente Geraldo Alckmin para discutir a PEC 18, visando restabelecer direitos previdenciários dos policiais civis perdidos na Reforma da Previdência de 2019. As categorias reforçaram a necessidade de isonomia, proteção às mulheres policiais, paridade, integralidade e uma aposentadoria mais justa para todos na PEC.

A Cobrapol participou, nesta segunda-feira, 13/10, de uma reunião na Vice-Presidência da República com o vice-presidente Geraldo Alckmin, para tratar das demandas relacionadas à PEC 18, que buscam restabelecer direitos previdenciários dos policiais civis, retirados pela reforma da Previdência.

O encontro contou com a presença de entidades representativas das carreiras de segurança pública civil e de defesa das mulheres policiais, que reforçaram a importância de garantir isonomia e proteção às servidoras que atuam nas linhas de frente da segurança pública.

Para o presidente da Cobrapol, Giancarlo Miranda, a reunião simboliza um avanço no diálogo institucional e o compromisso do governo em ouvir as categorias que defendem o Estado e a sociedade.

“É fundamental o apoio do Governo Federal na defesa dos profissionais que estão na linha de frente, para que sejam devidamente abrangidos na PEC 18. Nossa união tem como objetivo resgatar o que nos foi retirado pela Emenda Constitucional 103/2019: assegurar a paridade e a integralidade, reconhecer as diferenças entre homens e mulheres e garantir uma aposentadoria policial mais justa para todos”, destacou.

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TJPB forma maioria para rejeitar flexibilização da Lei do Gabarito; pedido de vista interrompe sessão

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) suspendeu na manhã de hoje o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 0815914-43.2024.8.15.0000, proposta pelo Ministério Público estadual contra a Lei Complementar nº 166, de 29 de abril de 2024, do município de João Pessoa, que trata do zoneamento, uso e ocupação do solo na Capital. O pedido de vista foi feito pelo desembargador Onaldo Rocha de Queiroga. Foram, ao todo, 11 votos pela procedência da ação do MP contra a Lei Complementar aprovada pela Câmara de João Pessoa. O Órgão especial tem 15 membros.

O relator do processo, desembargador Carlos Martins Beltrão Filho, votou pela procedência da ação do MP. Em seu voto, o relator considerou a norma inconstitucional tanto formal quanto materialmente, por vícios no processo legislativo e por contrariar dispositivos constitucionais de proteção ambiental. Ele também determinou que os efeitos da declaração de inconstitucionalidade sejam ex tunc, ou seja, retroajam à data de promulgação da lei.

A ação do Ministério Público questiona a forma como a Lei Complementar nº 166/2024 (Lei de Uso e Ocupação do Solo – LUOS) regulamentou o artigo 64 do novo Plano Diretor (Lei Complementar nº 164/2024), especialmente quanto aos limites de altura das edificações na zona costeira da Capital. De acordo com o MPPB, a LUOS flexibilizou restrições de altura em áreas de proteção ambiental, em desacordo com a Constituição Estadual.

O Ministério Público baseou-se em um Relatório Técnico do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), elaborado pelo Laboratório de Topografia (LABTOP). O documento comparou as novas regras de altura da LUOS/2024 com as do Decreto Municipal nº 9.718/2021 e concluiu que a nova lei é “menos restritiva”. O estudo aponta que, além de adotar como referência o piso do último pavimento (e não o ponto mais alto da cobertura), a nova legislação criou nove faixas de altura máxima, permitindo acréscimos de até seis metros em relação ao decreto anterior.

Com isso, em algumas áreas da orla, especialmente nas oitava e nona faixas, o limite de 35 metros seria ultrapassado cerca de 115 metros antes do final da faixa de 500 metros estabelecida pela Constituição Estadual.

Na petição inicial, o MP sustenta que essa flexibilização representa uma proteção ambiental insuficiente, violando o princípio da vedação do retrocesso ambiental e dispositivos das Constituições Federal e Estadual. Argumenta ainda que a alteração normativa pode gerar sombreamento excessivo, interferências na fauna e flora local, nos ciclos de aves e animais marinhos, além de afetar a ventilação natural e a estabilidade da faixa costeira.

O Ministério Público também questiona a falta de participação popular efetiva durante o processo legislativo. Segundo o MPPB, embora a Mensagem nº 071/2023 do Executivo mencione debates e audiências públicas, apenas quatro reuniões teriam sido realizadas em quase um ano de tramitação, sem registro de discussões específicas sobre as mudanças nas alturas máximas. Para o órgão, a ausência de publicidade e de diálogo adequado com a sociedade compromete a legitimidade do processo, em desacordo com precedentes do próprio TJPB e de outros tribunais estaduais.