Justiça cassa mandato do prefeito de Massaranduba

O prefeito de Massaranduba, região da Borborema, Paulo Oliveira (PSDB), teve seu mandato cassado ontem (18), pela justiça eleitoral. A decisão também vale para o vice Tiago Itamar Alves (PSD).

Ele foi alvo de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), que apontava captação ilícita de votos durante o processo eleitoral de 2020, através de transferência irregular de eleitores de Serra Redonda para o município, em troca de dinheiro e cargos públicos.

A decisão saiu no início da noite de ontem, e é assinada pelo juiz da 16ª Zona Eleitoral de Campina Grande, Alexandre Trineto.

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STF mantém privatização de serviços de água e esgoto em Santa Rita

Após a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar derrubar a decisão liminar que permite a privatização de água em Santa Rita, o ministro Luiz Fux rejeitou o recurso. O presidente do suprema corte afirmou que os argumentos apresentados na ação de apelação não são suficientes para impedir a concessão à empresa vencedora do processo licitatório.

“Depreende-se das alegações da concessionária requerente que a revisão da decisão cuja suspensão se requer demandaria necessariamente a análise de aspectos fático-probatórios constantes do processo na origem, relacionados, por exemplo, à ocorrência de irregularidades no novo contrato de concessão realizado pelo Município com a empresa vencedora da licitação. Como é sabido, a via processual da suspensão, que não se direciona à análise do mérito da questão, é de cognição limitada, revelando-se descabida para a solução de casos como o presente, nos quais as alegações do requerente demandariam comprovação mediante dilação fático-probatória, providência incabível na espécie”, disse o ministro.

A Cagepa recorreu ao Superior Tribunal de Justiça no dia 12 de maio para tentar se manter no comando do serviço na cidade. A empresa que vai atuar no abastecimento de água e esgoto de Santa Rita foi a única que concorreu ao processo licitatório, em 2019. Segundo a procuradoria do município, ela firmou um contrato de 26 milhões de reais pela concessão. Desse valor, 13 milhões já foram pagos à prefeitura na assinatura do contrato e o restante será pago daqui a um ano. Ainda no contrato, foi acertado que mais de 247 milhões de reais serão investidos pela empresa nos próximos 10 anos, em infraestrutura.

A questão da Cagepa com o município de Santa Rita começou em 2018. O prefeito Emerson Panta editou um decreto rompendo esse contrato com a Cagepa. A estatal entrou na Justiça e o processo tramitou até agora, quando saiu essa decisão, dando ganho de causa à prefeitura. Com isso, a Cagepa perdeu o direito de explorar esses serviços de água e esgoto na cidade. A nova empresa passa agora a operar. O contrato tem vigência de 30 anos.

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TCU aprova privatização da Eletrobras

O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (18), por 7 votos a 1, o modelo de privatização da Eletrobras, estatal considerada a maior empresa energética da América Latina. Esta era a última etapa pendente para que o governo pudesse executar o processo de desestatização da companhia, o que pode ocorrer ainda em 2022.

Votaram a favor os ministros Aroldo Cedraz (relator), Benjamin Zymler, Bruno Dantas, Augusto Nardes, Jorge Oliveira, Antonio Anastasia e Walton Alencar Rodrigues. O ministro Vital do Rêgo, que era o revisor do processo, votou contra.

Aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente da República em meados do ano passado, a privatização da Eletrobras aguardava uma análise do TCU para ser concluída. A Corte de contas já havia aprovado, em fevereiro deste ano, a modelagem financeira da desestatização e, agora, validou a forma como a empresa será repassada para controle acionário privado, nos moldes propostos pelo governo federal, por meio da venda de papéis.

Divergências

O julgamento foi suspenso no final de abril após pedido de vistas do ministro revisor, Vital do Rêgo. O relator do processo, ministro Aroldo Cedraz, já havia apresentado seu voto a favor do modelo de privatização na sessão anterior. Ao retomar o voto nesta quarta, Vital do Rêgo afirmou que a desestatização apresenta seis ilegalidades e defendeu que o processo não poderia prosseguir sem que fossem corrigidas.

Antes do julgamento do mérito, Vital do Rêgo pediu que o tribunal suspendesse o processo até que a área técnica do tribunal concluísse a fiscalização sobre dívidas judiciais vinculadas à companhia, que poderiam impactar em seu valor de mercado. O pedido, no entanto, foi negado por 7 votos a 1.

Já em seu voto divergente, Vital do Rêgo apontou as possíveis irregularidades no processo. Uma delas seria os dividendos acumulados e não pagos pela Eletronuclear à Eletrobras e, consequentemente, à União. Os valores atualizados chegam a R$ 2,7 bilhões. Sem esse pagamento, após ser privatizada, a Eletrobras manteria o controle da Eletronuclear, anulando a transferência do controle acionário da Eletronuclear para a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBpar).

Essa nova estatal foi criada em setembro do ano passado para controlar a Eletronuclear e a Itaipu Binacional, duas companhias públicas que foram retiradas da privatização da Eletrobras.

“Enquanto não for resolvida, senhores, a questão dos dividendos, a Eletrobras privada terá a maior participação orçamentária votante na Eletronuclear, desvirtuando a premissa imposta pela Lei 14.182, de que a Eletronuclear deve seguir controlada pelo poder público”, argumentou o ministro. A Constituição Federal define que a energia nuclear é tema de segurança nacional e deve ter sua geração controlada pelo Estado.

Vital do Rêgo também questionou a valoração da Itaipu Binacional. Pela lei da privatização, a nova estatal ENBPar deve pagar um valor à Eletrobras pela aquisição do controle acionário da Itaipu Binacional. Esse valor, de R$ 1,2 bilhão, foi considerado “irrisório” pelo ministro.

Outro ponto questionado pelo ministro foram as avaliações independentes contratadas pelo governo, que teria errado em estimativas sobre ativos da Eletrobras. “Temos erros de R$ 40 bilhões que precisam ser revisados antes de concluir essa privatização.”

Maioria

Apesar das ponderações do revisor, todos os demais ministros presentes, com exceção da presidente do TCU, Ana Arraes – que só vota em caso de empate -, votaram por dar prosseguimento ao processo de privatização da Eletrobras.

O ministro Augusto Nardes, em seu voto favorável, por exemplo, citou a expectativa de crescimento do mercado de energia elétrica, com a chegada dos veículos movidos a eletricidade, em substituição aos movidos a combustíveis fósseis.

“O mundo está mudando de forma muito rápida, e se nós não nos adaptarmos, e continuarmos com uma empresa que não tem capacidade de se auto manter e necessite de subsídios do governo federal, certamente o Brasil não terá capacidade de crescimento”, disse.

Já o ministro Jorge Oliveira elogiou o processo de capitalização da empresa, que seria diferente de uma “privatização clássica”. “A União deverá ter ainda uma parcela considerável do capital dessa empresa.Ela está indo para esse processo em uma condição de alta vantajosidade, a meu ver, que é a de ter dado lucro nos últimos quatro anos”, observou.

Ao proferir voto complementar, o ministro-relator, Aroldo Cedraz, classificou a sessão como “histórica” e disse que o TCU deu uma contribuição para a sociedade.

“Não tenho qualquer dúvida de que as próximas gerações saberão reconhecer as contribuições do Tribunal de Contas da União que essa operação possa ser realizada de forma a proteger os interesses do Estado e, acima de tudo, os usuários, que somos nós, a sociedade brasileira, com essa perspectiva que temos hoje de viabilizar a modernização do setor elétrico nacional.”

Desestatização

O processo de privatização prevê uma capitalização da companhia. Isso significa que, a princípio, o governo não irá vender a sua participação atual. Serão emitidas ações para entrada de novos investidores, diluindo assim o capital da empresa até que a fatia da União seja de, no máximo, 45%. Apenas se essa oferta primária não der o resultado esperado é que haverá nova oferta incluindo a venda de ações da própria União.

A modelagem também prevê a segregação de Itaipu Binacional e da Eletronuclear. As ações que a Eletrobras possui nessas empresas serão repassadas à Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBpar), nova estatal criada em setembro do ano passado. Dessa forma, a União manterá controle sobre elas.

A Eletrobras registra lucros líquidos anuais desde 2018 – em 2022, a empresa anunciou lucro líquido de R$ 2,7 bilhões no primeiro trimestre.

Em março de 2021, o governo federal informou a inclusão da Eletrobras no Programa Nacional de Desestatização, alegando que a medida possibilitará à empresa melhorar sua capacidade de investimento e contribuir para o desenvolvimento do setor energético brasileiro. A Eletrobras detém um terço da capacidade geradora de energia elétrica instalada no país. A companhia também possui quase a metade do total de linhas de transmissão.

Próximos passos

Após a validação da desestatização da Eletrobras pelo TCU, o próximo passo é fazer o registro da operação na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), autarquia federal responsável por fiscalizar o mercado de valores e na Securities and Exchange Commission (SEC), que seria o equivalente à CVM nos Estados Unidos. Isso ocorre porque a Eletrobras possui ações negociadas na bolsa de valores do país norte-americano.

Em seguida, começa uma etapa de apresentações da Eletrobras para potenciais investidores, chamada road show e, por fim, o leilão da companhia é realizado na Bolsa de Valores brasileira (B3), ainda sem data prevista.

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STF tem maioria para derrubar outro decreto ambiental de Bolsonaro

Sete dos 11 ministros votaram para invalidar decreto sobre áreas de proteção e empreendimentos de irrigação

Fachada do STF em Brasília Supremo Tribunal FederalDaniel Ferreira/Metrópoles
O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, em julgamento virtual iniciado na última sexta-feira (13/5), para derrubar a Resolução nº 500/2020 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que alterou três normas anteriores que tratavam do licenciamento para empreendimentos de irrigação e dos limites de Áreas de Preservação Permanente (APPs).

Em seu voto, a ministra relatora do caso, Rosa Weber, defendeu que a resolução “vulnera princípios basilares da Constituição Federal, sonega proteção adequada e suficiente ao direito fundamental ao meio ambiente equilibrado nela assegurado e promove desalinho”.

Acompanharam o voto da relatora os ministros Luiz Edson Fachin, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Com isso, sete dos 11 ministros do tribunal já votaram no julgamento virtual, que será encerrado até a próxima sexta-feira (20/5). Faltam os votos de André Mendonça, Nunes Marques, Luís Roberto Barroso e Luiz Fux.

A Resolução 500/2020 do Conama, assinada pelo ex-ministro Ricardo Salles, revogava a Resolução 284/2001, que versa sobre o licenciamento de empreendimentos de irrigação; a 302/2002, que dispõe sobre os limites das Áreas de Preservação Permanente e as condições para utilização do entorno desse território; e a 303/2002, que dispõe sobre os parâmetros e limites das APPs.

A ministra Weber defendeu, em seu voto, que a Resolução 284/2001 tem como objetivo proteger os processos ecológicos e o manejo sustentável dos ecossistemas. “A evidenciar graves e imediatos riscos para a preservação dos recursos hídricos, em prejuízo da qualidade de vida das presentes e futuras gerações”, ressaltou a relatora do caso sobre a revogação da medida do Conama.

Em abril, o Supremo Tribunal Federal já havia declarado inconstitucionais três decretos ambientais de Bolsonaro. Na ocasião, a Corte entendeu que as medidas violavam a Constituição por favorecer o desmatamento e dificultar a arrecadação de dinheiro para a preservação da Amazônia e do meio ambiente no Brasil. Entenda nesta reportagem.




Deputado Raniery Paulino; Agnaldo e Pl deveriam assumir candidatura antes de cobrar apoio dos Republicanos

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O deputado estadual Rainery Paulino afirmou hoje de manhã que Aguinaldo Ribeiro (PP), nome cotado para disputar o Senado na chapa do governador João Azevêdo (PSB) deveria assumir a candidatura antes de exigir o apoio fechado dos Republicanos como condição indispensável para a disputa: “Aguinaldo Ribeiro qualifica muito o debate se for candidato a senador, mas até agora não ofereceu seu nome de forma concreta e acho que ele não tem condições de fazer exigências. Se ele resolver ser, candidato, terá muito o que oferecer à Paraíba, mas primeiro precisa dizer se realmente é candidato. O Republicanos vai assumir uma candidatura ao Senado e esse candidato vai fazer o que pelo partido? Esse diálogo já foi feito com Efraim Filho”, comentou o deputado, acrescentando que não decidiu quem irá apoiar, mas que a lógica é de reciprocidade: “O que todo candidato quer? apoio político e voto. Não posso fortalecer uma candidatura que não venha me fortalecer”.

As declarações foram dadas em entrevista concedida à Rádio BandNews FM Manaíra (103,3 MHZ).

Ao ser questionado sobre as críticas feitas pelo colega Jutay Meneses em relação à articulação política do governador João Azevêdo, Raniery admitiu que há problemas, mas não quis revelar quais: “Enxergo problemas, mas sou um bom aliado e não vou expor isso na imprensa. Acho que isso deve ser discutido internamente”.




Eduardo Bolsonaro tem o maior número de denúncias no Conselho de Ética

O Partido Liberal, pelo qual o presidente Jair Bolsonaro é pré-candidato à reeleição, foi a legenda com maior número de representações

Eduardo Bolsonaro lidera ranking de denúncias no Conselho de Ética
Reprodução/Nilson Bastian Câmara dos Deputados – 10.05.2022

Eduardo Bolsonaro lidera ranking de denúncias no Conselho de Ética

Eduardo Bolsonaro (PL) é o deputado federal com maior número de denúncias protocoladas no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, contando desde o início da atual legislatura (2019-2022).

Entre os partidos, o primeiro na lista é o Partido Liberal, pelo qual o presidente Jair Bolsonaro é pré-candidato à reeleição, como a legenda com mais representações.

No total, das 55 denúncias recebidas pela casa, 26 foram contra deputados. Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, foi o político campeão, com 10 casos. Em seguida, está o deputado Daniel Silveira (PTB), com nove denúncias. Os dados foram levantados pelo deputado Elias Vaz (PSB) e revelados pelo UOL nesta segunda-feira (16/5).

Eduardo Bolsonaro tem sido investigado pelo Conselho de Ética por debochar do episódio de tortura sofrido pela jornalista Míriam Leitão durante a ditadura militar. A denúncia, protocolada pelo PSol e pela Rede Sustentabilidade, argumenta que o deputado pregou o rompimento da ordem constitucional e do regime democrático, fez apologia a crimes e atentou contra a dignidade do Parlamento.

O conselho é composto por 23 parlamentares, entre os quais, 16 são do Centrão, base de apoio do governo Bolsonaro. Isso colaborou para que parte das denúncias contra o deputado fossem arquivadas.

Além do caso Míriam Leitão, que resultou em três representações contra o 03, Eduardo também recebeu denúncias por propor um “novo AI-5”, ato mais repressivo do regime militar; cometer misoginia contra a ex-bolsonarista Joice Hasselmann (PSDB) e a petista Maria do Rosário (PT); criticar reportagens sobre uso de máscaras; e associar o senador Humberto Costa à Operação Lava Jato.

Líder de denúncia

O Partido Liberal (PL) é a legenda com o maior número de parlamentares denunciados. Ele é conhecido por ser o partido do presidente Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro. Entre as 55 ações, 28 foram contra nove deputados filiados à legenda. Isso representa 51% dos casos ou 34% dos parlamentares denunciados.

O PL ainda lidera o ranking de denúncias mesmo se considerar apenas uma denúncia por parlamentar. Nesse caso, a sigla seria a campeã, com nove. Em seguida, aparecem o Republicanos, com quatro e o Psol, com três. PT, PP, PROS, PSD e União Brasil também tiveram parlamentares representados no Conselho de Ética.

 




Prefeitura de João Pessoa assina escritura definitiva e assume Aeroclube para construir parque

O prefeito Cícero Lucena assinou, na manhã desta segunda-feira (16), a escritura definitiva de propriedade do terreno do Aeroclube, em João Pessoa. O ato ocorreu em cartório e garante a construção de um grande parque da cidade, com projeto assinado pelo escritório Burle Marx.

A medida foi anunciada no começo de abril deste ano, mas somente agora que foi definitivamente formalizada.

“Foram anos de muita disputa que atrapalharam a entrega de um equipamento muito importante para a população. Com diálogo e discernimento fomos capazes de reverter isso, fazer um acordo e viabilizar o que será um dos principais espaços de lazer, prática esportiva e sociabilidade da cidade”, afirmou Cícero Lucena. Também participou do ato o vice-prefeito Leo Bezerra.

O repasse segue o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Aeroclube a prefeitura. De acordo com o acordo, a entidade doa 82,5% de sua área para o Município, o que corresponde a cerca de 25 hectares. Por outro lado, a direção mantém 17,5% do total. A gestão já traçou as linhas arquitetônicas de utilização do espaço macro, aproveitando toda a extensão da área doada.

O prefeito esteve acompanhado pelo secretário municipal da Gestão Governamental, Diego Tavares, e pelo procurador-geral do Município, Bruno Nóbrega. O Aeroclube foi representado pelo presidente em exercício, Alberto Gomes Batista.

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Adriano Galdino diz que Aguinaldo precisa assumir o projeto ao Senado sem transferir responsabilidade

A falta de comprometimento do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (Progressistas) quanto à pré-candidatura ao Senado parece algo cristalino junto à classe política paraibana. Neste sábado (14), o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, deputado Adriano Galdino (Republicanos) disse, em entrevista ao portal WSCOM, que a disputa para o Senado Federal exige que Aguinaldo assuma de vez seu projeto neste campo.

Nesta semana, o assunto veio à tona por meio do deputado estadual Ricardo Barbosa que, em recente entrevista à rádio Arapuan FM, disse que “a postura de Aguinaldo Ribeiro não tem sido de candidato”.

Agora, a tese de Barbosa ganha amplitude com a declaração do chefe do Poder Legislativo estadual. Segundo Adriano Galdino, Aguinaldo precisa assumir suas competências de pré-candidato ao Senado, sem transferir responsabilidades a terceiros, em especial ao governador João Azevêdo.

“Esta é uma matéria que, no Republicanos, é conduzida pelo deputado federal Hugo Motta, mesmo assim entendo que Aguinaldo precisa assumir suas responsabilidades e não transferi-las”, frisou.

Agenda

Adriano Galdino está participando de agendas políticas ao lado do governador João Azevêdo, no Sertão do Estado.




João Azevêdo critica privatização da água em Santa Rita: “Equívoco extraordinário”

Em Sousa, onde participa na noite desta sexta-feira, 13, de audiência pública do Orçamento Democrático Estadual, o governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB) criticou a recisão do contrato da prefeitura de Santa Rita com a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa). Para João, a atitude do prefeito Emerson Panta (PP) foi “um equívoco extraordinário”.

“É um equívoco extraordinário até porque existe uma legislação em que o STF entende que em regiões metropolitanas esse trabalho não pode ser feito isoladamente. Existem outros interesses por parte da prefeitura que não está se preocupando com os moradores até porque parte do sistema é atendido por água que nem de Santa Rita vem. Não poderia ser tomada uma decisão desse tipo. Estamos recorrendo à Justiça que é o foro correto para esse tipo de disputa e tenho certeza que logo logo as coisas se colocarão em seu devido lugar”, disse João.

Desde esta quinta-feira, 12, a empresa Águas do Nordeste começou a operar no abastecimento de água e nos serviços de esgoto de Santa Rita depois de vencer uma licitação realizada pela prefeitura. O prefeito Emerson Panta alegou que a Cagepa não investia no município há 10 anos e que a falta de água constante e a baixa cobertura de esgotamento sanitário, estimada por ele em 4%, foram os motivos para a contratação de uma empresa privada no lugar da Cagepa.




Justiça manda PBPrev pagar auxílio-saúde a magistrados paraibanos

O cumprimento da determinação deve ser efetuado a partir da próxima folha de pagamento.

Justiça manda PBPrev pagar auxílio-saúde a magistrados paraibanos

O juiz Antônio Carneiro de Paiva Júnior, da 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital, deferiu pedido de tutela provisória de urgência formulado pela Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB) para determinar que a Paraíba Previdência (PBPrev) implante o auxílio-saúde aos magistrados e servidores inativos do Poder Judiciário. O cumprimento da determinação deve ser efetuado a partir da próxima folha de pagamento.

Conforme a AMPB, a Resolução nº 294/2019 do CNJ assegura o pagamento do benefício do auxílio-saúde aos membros da ativa, extensível aos inativos, considerando o caráter geral e permanente que lhe reveste. Todavia, a Paraíba Previdência indeferiu administrativamente o pedido de implantação argumentando impedimentos supostamente constantes na Emenda Constitucional nº 103/2020 e na Lei Complementar Estadual nº 161/2020, assim como a inexistência de previsão orçamentária e financeira para custeio do ressarcimento.

Na decisão, o juiz Antônio Carneiro destacou que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio da Resolução nº 294/2019, instituiu o programa de assistência à saúde suplementar para magistrados e servidores do Poder Judiciário, ativos e inativos, bem como os pensionistas. Da mesma forma, o Tribunal de Justiça da Paraíba instituiu o referido programa na modalidade de benefício de natureza indenizatória. “Quanto à natureza do benefício, não há dúvida de que se trata de parcela de caráter permanente e genérica, portanto, paga indistintamente, razão pela qual deve ser estendida aos aposentados e pensionistas”, frisou.

O magistrado lembrou que a garantia da paridade entre ativos e inativos foi revogada por meio da Emenda Constitucional 41/2003. Contudo, restou assegurado o direito à paridade em relação aos servidores que já preenchiam os requisitos legais para a aposentadoria antes da edição da EC nº 41, ficando também resguardado o direito para aqueles que estão em gozo do benefício e os que se enquadrarem nas regras de transição do artigo 6º da EC nº 41 e do artigo 3º da EC nº 47. “Nesse passo, considerando o direito adquirido à paridade remuneratória (art. 6º da EC nº 41/2003 c/c art. 3º da EC nº 47/2005), bem como com base na Resolução nº 294/2019 do Conselho Nacional de Justiça, é devida a implantação do benefício do auxílio-saúde aos servidores inativos e pensionistas”, pontuou.