PEC Eleitoral: comissão da Câmara aprova texto base

Texto será votado em plenário, em dois turnos, nesta quinta-feira. Governo quer acelerar aprovação para antecipar pagamento de benefícios

Comissão Especial da Câmara dos Deputados analisa a PEC Eleitoral nesta quinta-feira
Paulo Sergio/Câmara dos Deputados

Comissão Especial da Câmara dos Deputados analisa a PEC Eleitoral nesta quinta-feira

Apesar das tentativas de atrasar a votação feitas pela oposição, a Comissão Especial que analisa a proposta de emenda à Constituição (PEC) Eleitoral aprovou o texto-base, relatado pelo deputado Danilo Forte (União-CE). Foram 36 votos favoráveis e apenas um contrário ao texto, do deputado Alexis Fonteyne (Novo-SP). Os parlamentares ainda vão analisar destaques, emendas que podem modificar o texto, e que serão votadas agora.

O projeto — que amplia o pagamento do Auxílio Brasil, dobra o vale-gás e cria o “Pix Caminhoneiro” — deve ser votado no plenário, em dois turnos, ainda nesta quinta-feira.

O texto não sofreu alterações, mas Forte apresentou um complemento de voto para fazer um ajuste na redação do texto. O objetivo foi tornar mais clara a regra de pagamento adicional do Auxílio Brasil, que será de R$ 200, o que possibilitará que o benefício seja elevado de R$ 400 para R$ 600. Três deputados apresentaram voto em separado, mas o texto do relator foi mantido.

A PEC faz parte dos planos de Jair Bolsonaro para alavancar a campanha eleitoral. A medida amplia benefícios como o Auxílio Brasil e cria outros como o “Pix Caminhoneiro”, liberando gasto total de R$ 41,2 bilhões à revelia do teto de gastos às vésperas da eleição.

O governo quer que o projeto seja aprovado nesta semana para antecipar os pagamentos dos benefícios. O “pacote de bondades” vai durar até dezembro e não terá problemas com as legislações fiscal e eleitoral porque o texto institui um estado de emergência.

Apesar de a oposição ter feito intenso movimento de obstrução, para atrasar a votação, houve orientação favorável ao mérito da proposta. Na prática, os parlamentares reclamaram da velocidade com que o Congresso analisou o texto e dos interesses eleitorais do governo, mas na hora de votar, eles também aprovaram o texto.

O primeiro a falar nesta fase foi o deputado Carlos Zarattini (PT-SP). Ele criticou a tramitação a jato e frisou interesse eleitoral, mas recomendou aprovação:

“Nós vamos, apesar de tudo isso, garantir ao povo brasileiro melhor condição de sobrevivência. por isso nosso voto é favorável.”

Marcel Van Hattem (Novo-RS), manteve a posição do partido e orientou a votar contra o projeto. Ele criticou a oposição:

“Pelo visto somente o Novo orientando e votando contrariamente. Há críticas de parlamentares da oposição, mas no mérito votarão favoravelmente. E por que? Porque a proposta tem muito a ver com o que o PT costuma fazer em seus governos.”

Elias Vaz (PSB-GO) orientou que o PSB votasse favoravelmente, mas ressalvou que o partido discorda de alguns pontos do texto, e por isso apresentou um voto em separado para garantir que a elevação do Auxílio Brasil seja permanente:

“Nós encaminhamos sim, mas queremos deixar clara a posição de denúncia do caráter eleitoreiro da PEC.”

A deputada Sâmia Bonfim (Psol-SP) também criticou o caráter eleitoreiro da proposta. Apesar de o partido ter trabalhado na obstrução da votação, encaminhou o voto favorável:

“É óbvio que nós do Psol vamos votar favorável à PEC, para que o povo finalmente depois de quatro anos dizendo que tem que ter dinheiro no bolso do povo, vai chegar. O problema é que ela só começa em agosto, e já vai acabar em dezembro. Se pudesse, o Bolsonaro acabaria em outubro, logo depois da eleição, mas para não ficar tão feio colocou dezembro.”

O movimento de obstrução já começou no início da sessão, com o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) pedindo uma questão de ordem para que a contagem de quórum fosse reaberta, alegando que o prazo foi aberto muito antes do início da sessão. Celina Leão (PP-DF), presidente do colegiado, indeferiu o pedido, e o Novo vai recorrer à mesa da Câmara.

Assim como na sessão de leitura do parecer, houve troca de farpas entre os parlamentares. O deputado Alencar Santana (PT-SP), que não é membro da comissão mas é líder da minoria, pediu questão de ordem e discutiu com a presidente da sessão, pedindo “calma” à deputada. Mais uma vez, Celina “enquadrou” os parlamentares e reclamou do machismo:

“O pior do machismo estruturante que a gente vive no nosso país é as pessoas falarem que não é machismo. É justificar o erro falando que isso não é machismo. É falar que talvez foi violado uma questão regimental e agir com agressões físicas. Esse tipo de comportamento reforça o machismo estruturante no país”, afirmou.

Os deputados analisaram, então, um requerimento para retirada de pauta, que acabou derrotado. O deputado Célio Moura (PT-TO) afirmou que a PEC é uma afronta à legislação eleitoral e reclamou que não há análise dos impactos fiscais da proposta, que classificou como uma “PEC de compra de votos”. Já o deputado Hildo Rocha (MDB-MA) pediu celeridade para que a proposta possa ser votada e aprovada na Casa nesta semana.

Elias Vaz (PSB-GO) criticou o caráter eleitoreiro da PEC e disse que o partido é favorável ao mérito do texto, mas avalia que é preciso de mais tempo para discutir a proposta para que se encontre a solução para tornar os benefícios permanentes. Os partidos da oposição se posicionaram pela obstrução, e ao longo da sessão, foram saindo da sessão, para diminuir o quórum – a sessão foi aberta com mais de 30 parlamentares e por volta das 10h30 havia 23 parlamentares com presença registrada. Ainda assim, o requerimento para retirada do texto foi derrotado.

Durante a discussão da proposta, a oposição voltou a criticar o texto. A cada crítica, deputados da base governista provocavam ao questionar como o PT votaria, já que em outras pautas polêmicas, mas com apelo social, os parlamentares reclamavam do texto ao longo da sessão, mas acabavam votando a favor da proposta.

Uma das críticas mais contundentes veio do deputado Marcelo Ramos (PSD-AM), que era vice-presidente da Câmara, mas foi destituído do cargo em maio por Arthur Lira (PP-AL) pelo posicionamento contrário ao governo. Ramos fez observações sobre a forma como o governo e o parlamento estão conduzindo a tramitação da PEC, dizendo que há uma apelo eleitoral e demagógico em torno do texto, mas que a tramitação veloz e com duração limitada vai causar danos ao país:

“Eu também me sensibilizo com alguém que precisa de uma cesta básica. Mas se eu voltar ao meu estado amanha e doar uma cesta básica para alguém com fome, isso é crime eleitoral que gerará a minha inelegibilidade. Nós estamos fissurando o arcabouço institucional que busca garantir equilíbrio no processo democrático eleitoral. Nós estamos avacalhando o processo legislativo.”

Inicialmente, Forte queria incluir um benefício a motoristas de aplicativo e retirar a menção ao estado de emergência do texto. Após pressão do governo e do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ele teve de voltar atrás para garantir a celeridade da tramitação.

Ele protocolou o relatório e fez a leitura do parecer na terça-feira, em sessão que avançou a madrugada. Os deputados só se reuniram no colegiado depois das 22h, porque precisaram esperar o encerramento da sessão do Congresso.

Nesse dia, o objetivo do governo era conseguir fazer a leitura do parecer e um pedido de vista antes da meia-noite, para agilizar os prazos e poder votar o texto na quinta-feira. Houve confusão na sessão, com bate-boca, tapa na mesa e leitura dinâmica do parecer.

Foi então que começou o processo de obstrução da oposição, que tentou retardar ao máximo a sessão. Esse expediente será usado novamente nesta quinta, tanto na comissão quanto em plenário.

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Agência O Globo



 Inmet prevê um alerta amarelo de acumulado de chuvas para João Pessoa e mais municípios paraibanos.

Segundo o inmet, a expectativa é que chova entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros em um dia.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, nesta quinta-feira (7), um alerta amarelo de acumulado de chuvas para João Pessoa e mais 101 municípios paraibanos. O aviso é válido até as 10h da próxima sexta-feira (8).

Segundo o inmet, a expectativa é que chova entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros em um dia. Podem acontecer pequenos deslizamentos nos municípios sob aviso.

Confira os municípios:

  • Alagoa Grande
  • Alagoa Nova
  • Alagoinha
  • Algodão de Jandaíra
  • Alhandra
  • Araçagi
  • Arara
  • Araruna
  • Areia
  • Areial
  • Baía da Traição
  • Bananeiras
  • Baraúna
  • Barra de Santa Rosa
  • Bayeux
  • Belém
  • Belém do Brejo do Cruz
  • Borborema
  • Brejo do Cruz
  • Brejo dos Santos
  • Cabedelo
  • Cacimba de Dentro
  • Caiçara
  • Caldas Brandão
  • Capim
  • Casserengue
  • Catolé do Rocha
  • Conde
  • Cruz do Espírito Santo
  • Cubati
  • Cuité
  • Cuité de Mamanguape
  • Cuitegi
  • Curral de Cima
  • Damião
  • Dona Inês
  • Duas Estradas
  • Esperança
  • Frei Martinho
  • Guarabira
  • Gurinhém
  • Itapororoca
  • Jacaraú
  • Jericó
  • João Pessoa
  • Juarez Távora
  • Juazeirinho
  • Junco do Seridó
  • Lagoa de Dentro
  • Lagoa Seca
  • Logradouro
  • Lucena
  • Mamanguape
  • Marcação
  • Mari
  • Massaranduba
  • Mataraca
  • Matinhas
  • Mato Grosso
  • Montadas
  • Mulungu
  • Nova Floresta
  • Nova Palmeira
  • Olivedos
  • Paulista
  • Pedra Lavrada
  • Pedras de Fogo
  • Pedro Régis
  • Picuí
  • Pilões
  • Pilõezinhos
  • Pirpirituba
  • Pocinhos
  • Puxinanã
  • Remígio
  • Riachão
  • Riachão do Poço
  • Riacho dos Cavalos
  • Rio Tinto
  • Santa Luzia
  • Santa Rita
  • São Bento
  • São José de Espinharas
  • São José do Brejo do Cruz
  • São José do Sabugi
  • São José dos Ramos
  • São Mamede
  • São Miguel de Taipu
  • São Sebastião de Lagoa de Roça
  • São Vicente do Seridó
  • Sapé
  • Serra da Raiz
  • Serra Redonda
  • Serraria
  • Sertãozinho
  • Sobrado
  • Solânea
  • Soledade
  • Sossêgo
  • Tacima
  • Tenório
  • Várzea

 




Ala de ministros do STF quer evitar embate com Senado sobre CPI do MEC

Magistrados manifestam receio de de tomar uma decisão política sobre investigação parlamentar

Sessão no Supremo Tribunal Federal (STF)
Reprodução

Sessão no Supremo Tribunal Federal (STF)

Com receio de tomar uma decisão política e estimular um choque entre Poderes, uma ala de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avalia que a Corte não deve antecipar a instalação da CPI do MEC . Na terça-feira, ao citar a vontade da maior parte dos líderes partidários, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), anunciou que a comissão só funcionaria após as eleições. A oposição tenta no Supremo fazer com que a abertura da investigação ocorra no prazo mais breve possível. Parlamentares do grupo alegam que os requisitos constitucionais foram cumpridos no requerimento de criação da comissão. A seu favor, há ainda um precedente de 2005.

O impasse coloca novamente a Corte como mediadora de um conflito político. No ano passado, a CPI da Covid só foi instalada após uma decisão do ministro Luís Roberto Barroso. Na avaliação de um grupo de magistrados do Supremo, contudo, um pedido para que a Corte se pronuncie novamente pode ter um desfecho distinto. Para esses ministros, uma vez feita a leitura por parte do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a decisão sobre a indicação de líderes para compor a comissão pode ser tratada como questão “interna corporis” do Congresso, não cabendo ao STF dar um veredicto.

Ainda na avaliação de alguns integrantes da Corte, o cenário atual é diferente do enfrentado durante a CPI da Covid, em 2021. Eles ponderam que, neste caso, a comissão não será barrada pela presidência do Senado. Na compreensão desses ministros, uma decisão determinando o início dos trabalhos da CPI do MEC antes das eleições poderia gerar um novo conflito entre os Poderes, o que seria indesejável.

Apesar disso, há um precedente do Supremo que pode mudar o jogo. Em 2005, seguindo o voto do ministro Celso de Mello, o plenário do Supremo determinou, por nove votos a um, que o então presidente do Senado nomeasse os membros da CPI dos Bingos que não foram indicados pelos partidos para compor a comissão. Na época, o governo havia conseguido impedir o funcionamento da CPI, com a negativa dos partidos da base de indicar seus representantes na comissão. Prevaleceu no Supremo a decisão do relator dos seis mandados de segurança, ministro Celso de Mello, que entendeu serem as comissões de investigação um direito das minorias.

“O direito de oposição, especialmente aquele reconhecido às minorias legislativas, para que não se transforme numa prerrogativa constitucional inconsequente, há de ser aparelhado com instrumentos de atuação que viabilizem a sua prática efetiva e concreta no âmbito de cada uma das Casas do Congresso Nacional. A maioria legislativa não pode frustrar o exercício, pelos grupos minoritários que atuam no Congresso Nacional”, diz o precedente de Celso de Mello.

Na decisão de 2021 dada por Barroso, o julgamento da CPI dos Bingos foi apontado como fundamento para que o Supremo determinasse ao Senado a instalação da comissão. O pedido ao Supremo foi feito pelos senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Jorge Kajuru (Cidadania-GO), que queriam a instauração da CPI. Na época, o Brasil vivia um agravamento da pandemia, e Pacheco dizia publicamente que aquele não era o momento apropriado para a investigação. Para Barroso, porém, não caberia omissão ou análise de conveniência política por parte da Presidência da Casa Legislativa sobre quando a comissão deve ser criada.

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Agência O Globo



Boris Johnson se recusa a renunciar cargo de primeiro-ministro

Mais de 30 membros de Gabinete pediram demissão desde ontem

Pessoas protestam em Londres com cartazes
Reprodução/Flickr Reggie McLarhan – 07.06.2022

Pessoas protestam em Londres com cartazes

A movimentação é intensa no número 10 da rua Downing, em Londres, nesta quarta-feira. Um grupo de ministros se reuniu na sede do  Gabinete do primeiro-ministro Boris Johnson para pedir que ele renuncie ao cargo.

O grupo inclui a ministra do Interior, Priti Patel, o recém-nomeado chanceler Nadhim Zahawi, e o ministro de Transportes, Grant Shapps, que foi visto deixando o local há pouco.

De acordo com o jornal britânico The Guardian, acredita-se que um grupo de apoiadores também esteja lá, incluindo a ministra da Cultura, Nadine Dorries, e o chefe da pasta de Oportunidades do Brexit, Jacob Rees-Mogg. Eles declaram apoio a Boris.

O premier britânico está determinado a ficar no cargo, informou Anushka Asthana, da ITV, no Twitter. De acordo com a jornalista, Boris se recusa a renunciar, alegando que sua saída pode ser seguida por eleições antecipadas e derrota dos conservadores.Mais demissões à vista

Ao menos mais um ministro de Boris Johnson deve renunciar na noite desta quarta-feira, em protesto à resistência do premier britânico de deixar o cargo. A informação é de Jason Groves, editor de Política do jornal Daily Mail. Mais de 30 membros de Gabinete pediram demissão desde ontem.

 




João Azevêdo enfatiza ações de sua gestão em entrevista à CBN

Primeiro entrevistado do programa CBN Sabatina, o governador João Azevêdo (PSB) deu o tom nesta terça-feira (5) do discurso de campanha, o qual será ancorado em números e ações da sua gestão. Estes devem ser arma e escudo do gestor para enfrentar os adversários nas eleições de outubro próximo. Na política, o govenador não assegurou ao Progressistas a vaga de vice em sua chapa.

Pelo andar da carruagem, Azevêdo vai apostar na sua performance, emoldurada com dados positivos, como forma de conduzir à vitória o seu projeto de reeleição. A meta é ser reconduzido ao Palácio de Redenção com o voto da maioria do povo paraibano, no pleito vindouro, realidade que dá um caráter plebiscitário ao pleito. 

Na entrevista aos jornalistas Laerte Cerqueira e Angélica Nunes, em João Pessoa, e João Paulo Medeiros e Valéria Assunção, em Campina Grande, João revelou que está de posse de todos os principais indicadores de seu governo.

Durante a sabatina, o governador elencou um conjunto de obras e intervenções nos diversos municípios paraibanos, deixando claro que o governo tem o que mostrar em todas as regiões do Estado.

Ao apresentar os indicadores, Azevêdo deixou claro que não vai entrar no páreo por brincadeira. Ele aposta que os números irão desmontar os discursos dos adversários na corrida ao Palácio da Redenção.

João Azevêdo elencou avanços na Educação, Saúde, Segurança e Infraestrutura.

Tom plebiscitário

Pelo andar da carruagem, o governador parece querer dar um tom plebiscitário ao pleito. Algo como que levar o eleitor a pensar que, nesta eleição, deverá estar decidindo se quer ou não manter a atual gestão.

Política

Alheio às pressões inerentes à atual fase de pré-campanha, João Azevêdo não assegurar a vaga de vice, em sua chapa, ao partido Progressistas, ao menos durante a sabatina.

“Estamos construindo. Esse processo de construção requer desprendimento de todas as partes”, disse Azevêdo durante sabatina da Rádio CBN.

Sabatina CBN

A Rádio CBN começou nesta terça-feira (5) as sabatinas com os pré-candidatos ao Governo da Paraíba. O primeiro entrevistado foi João Azevêdo (PSB). A iniciativa faz parte do projeto de cobertura das Eleições 2022 da Rede Paraíba e teve transmissão ao vivo no YouTube do Jornal da Paraíba.




CPI do MEC: Randolfe tenta repetir resultado da CPI da Covid

Renan Calheiros e Randolfe Rodrigues. Foto: Igo Estrela/Metrópoles

Por Victor Fuzeira e Luciana Lima

Enquanto vive a expectativa pela instalação da CPI do MEC, o líder da oposição no Senado Federal, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), tem articulado nos bastidores para repetir o resultado que lhe assegurou controle do rumo das investigações na CPI da Covid-19.

Antes mesmo de protocolar o requerimento de instalação do colegiado, o senador já trabalhava para alavancar indicações de parlamentares contrários ao presidente Jair Bolsonaro (PL). O objetivo é obter uma composição majoritariamente opositora ao governo na Comissão Parlamentar de Inquérito.

Tendo a maioria do colegiado, a oposição conseguiria driblar eventual obstrução governista aos trabalhos da comissão parlamentar. Foi assim que Randolfe, Omar Aziz (PSD-AM), e Renan Calheiros (MDB-AL) conseguiram ditar a atuação do colegiado instalado em abril de 2021, e que resultou na sugestão de indiciamento do presidente da República.

Diferentemente do cenário posto à época, a tarefa do líder da oposição é mais complicada desta vez. Líderes ouvidos pelo portal apontam que pesa contra a articulação do senador a sua própria atuação na CPI da Covid. Além disso, há uma avaliação de que o G7 – como ficou conhecido o grupo de senadores que comandou o colegiado no auge da crise sanitária – “pesou a mão” em alguns momentos, antecipando a disputa eleitoral deste ano.

À reportagem, os senadores também criticaram o envolvimento do oposicionista na coordenação direta da campanha de Lula (PT). Sobre este assunto, o líder da oposição já externou que não pretende acumular a coordenação da campanha e uma eventual cadeira na CPI do MEC.

“Eu avalio, sinceramente, deixar a campanha do ex-presidente Lula. Será incompatível acumular as duas funções, e esta é uma escolha futura que terei que fazer. Acho totalmente incompatível”, defendeu o senador da Rede, na oportunidade.

Dança das cadeiras

Tudo dependerá, porém, do encaminhamento do presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG) sobre a instalação da comissão. Recentemente, o senador mineiro afirmou que levará a questão ao colégio de líderes antes de decidir sobre a instauração do colegiado. Pacheco também admite a possibilidade de juntar esta CPI com uma segunda comissão parlamentar governista, que se propõe a investigar obras financiadas com dinheiro da pasta nos governos do PT.

Com as críticas e obstáculos postos à mesa, o objetivo da maior parte das bancadas do Senado é, portanto, adotar um perfil “mais neutro” na composição da CPI do MEC. Dessa costura, surgem nomes como do senador Jorge Kajuru (Podemos-GO), Daniella Ribeiro (PSD-PB) e Carlos Fávaro (PSD-MT). Estes, que se consideram independentes a Bolsonaro, deverão se somar às indicações do PL e PP, mais alinhados ao governo.

Na ala opositora, são nomes tidos como certos para compor a comissão, são eles: Renan Calheiros (MDB-AL), Marcelo Castro (MDB-PI), Alessandro Vieira (PSDB-SE), Jean Paul Prates (PT-RN) e o próprio Randolfe. Caso o líder da oposição decida por permanecer na campanha do ex-presidente petista, o escolhido para lhe substituir será Fabiano Contarato (ES) ou Humberto Costa (PE) – ambos do PT.

Reforço para oposição

Na luta para obter maioria da CPI, um reforço importante para os oposicionistas será a bancada feminina. Assim como ocorrido na CPI da Covid, a participação das senadoras poderá contribuir para enfraquecer a ala governista da comissão. Um nome de peso que deverá atuar ativamente do colegiado é o da senadora Simone Tebet (MDB-MS), pré-candidata da chamada 3ª via ao Palácio Planalto.

Ao portal, a emedebista defendeu que irá repetir o comportamento que teve durante o andamento da CPI da Covid, mesmo estando em plena campanha à Presidência. Simone, mais uma vez, entende que não será a indicada pelo partido para a missão na CPI, que deve, outra vez, ficar a cargo de Renan.

No entanto, a senadora pretende ter participação ativa no colegiado, com cadeira garantida para a bancada feminina do Senado.

“Vou participar, independente de ser indicada ou não pelo partido. Também não vou pedir porque esse é o papel que eu acho que cabe aos líderes. Mas conheço o regimento interno do Senado e sei que posso atuar, mesmo sem ser membro. Estarei atuante, estarei antenada, porque essa é a pauta da minha vida”, disse.

“Na medida que os indícios forem tomando corpo e se transformando em elementos probatórios muito fortes, que é o que eu acho que vai acontecer, estaremos atenta e atuante. Esse tipo de desvio e o orçamento secreto nada mais é que a reinvenção do mensalão e do petrolão na versão 2022”, prosseguiu.




Sindipetro diz que não houve repasse integral de redução de impostos

O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo na Paraíba (Sindipetro-PB) revelou, em nota, que as companhias distribuidoras ainda não fizeram o repasse integral da redução da alíquota do ICMS sobre os combustíveis, que desde a última sexta-feira (dia 1º de julho), passou de 29% para 18% sobre a gasolina, por exemplo. A entidade alega que não pode ser penalizada pela não efetivação dos novos parâmetros tributários, e cobrou transparência por parte das distribuidoras em relação aos valores com base nos atuais índices praticados pelos governos federal e estadual.

Na nota, assinada por Omar Hamad Filho,, o sindicato lembra que a não efetivação até o momento como deveria tem gerado muitas cobranças aos postos revendedores, que são o último e o mais visível elo da cadeia de abastecimento.

Por outro lado, registra que no Brasil o mercado é livre, bem como os preços praticados em todos os elos da cadeia, produtores, distribuidores e postos revendedores, mas registra o compromisso social que todos precisam ter com a sociedade, sobretudo diante dos esforços dos governos federal e estadual na redução da alta carga tributária sobre o setor.

O Sindipetro-PB lembra que são as distribuidoras responsáveis pelo repasse das reduções dos impostos federais e estaduais, a exemplo do ICMS. “Em virtude disso, a entidade apela aos órgãos fiscalizadores, para que cobrem com urgência dessas companhias o repasse aos postos essas reduções, para assim chegar ao consumidor”, diz a nota.

Confira íntegra da nota:

Prezados Revendedores, Revendedoras e a Sociedade em Geral,

Temos acompanhado os esforços dos governos Federal estadual na equalização da alta carga tributária sobre os combustíveis. Da parte dos postos, por intermédio do seu sindicato, temos orientado à revenda, para que o empresário varejista, que representa o último e o mais visível elo da cadeia de abastecimento, possa tomar suas decisões de forma rápida, assertiva e segura, fazendo com que todo este esforço governamental vire realidade, nas bombas de combustíveis de todo o estado da Paraíba.

Desde a última sexta-feira, dia 1º de julho, o Sindipetro-PB tem acompanhado as compahias distribuidoras repassado, de forma gradativa, as referidas reduções aos seus revendedores, contudo esta demora no repasse tem gerado muitas cobranças e desconforto enorme aos postos, já que os consumidores, na expectativa de pagar por um combustível a preço mais razoável, ainda não conseguiram até aqui sentir todo esse esforço na prática.

O Sindipetro-PB lembra que são as distribuidoras responsáveis pelo repasse das reduções dos impostos federais e estaduais, a exemplo do ICMS. Em virtude disso, a entidade apela aos órgãos fiscalizadores, para que cobrem com urgência dessas companhias o repasse aos postos essas reduções, para assim chegar ao consumidor.

João Pessoa, 05 de julho de 2022.

Omar Hamad Filho
Presidente




 Gervásio Maia confirma convenção do PSB na Paraíba para 5 de agosto

O presidente do PSB na Paraíba, deputado federal Gervásio Maia confirmou a convenção do partido para o dia 5 de agosto, em entrevista ao programa Arapuan FM nesta segunda-feira (4). Na data, a legenda confirmará as coligações e decidirá sobre os candidatos que irão disputar o pleito de outubro.

O evento será no último dia do prazo concedido previsto na Legislação eleitoral para a realização de convenções partidárias, que se iniciam no dia 20 de julho. Na entrevista, Gervásio adiantou: “Se brincar ainda tem novidade daqui pra lá, mas vamos aguardar”.

A chapa encabeça pelo governador João Azevêdo ainda está incompleta para as eleições de outubro. O nome de vice e senador ainda não foram confirmados.

Em meio às especulações, surge a possibilidade de o partido lançar mão de candidatura própria para a vaga no Senado Federal. A ideia veio à tona depois que Heron Cid e Geraldo Medeiros se dispuseram à vaga.

A princípio, Heron e Geraldo devem disputar uma vaga na Câmara Federal.

“Eu não tenho a menor dúvida que são dois grandes nomes, mas o projeto pra Heron e pra Doutor Geraldo é o projeto de candidatura rumo à Câmara de Deputados”, disse Gervásio.




Nome de Adriano Galdino é o melhor para ser candidato a vice-governador em qualquer chapa, garante pesquisa do Republicanos

O presidente da Assembleia Legislativa Adriano Galdino confirmou que retirou da lista o seu nome entregue ao governador João Azevedo, no último sábado, para ser candidato a vice.

Mas fica claro a insatisfação de Galdino por não ter sido o escolhido por João. O deputado revelou que por várias vezes chegou a ser chamado de vice-governador em diversas cidades que visitou, e em algumas ocasiões, o governador João Azevedo estava presente. “Chegava a ser constrangedor”, disse Adriano, ao se referir da insistências de lideranças políticas colocando seu nome como vice.

Galdino estava mesmo confiante de que seria indicado para o cargo. Tanto é que ele garantiu ter pesquisas mostrando que o seu nome ganha de qualquer outro candidato para essa vaga. “O Republicanos tem pesquisas que mostram que sou o melhor para ser candidato a vice de qualquer um”, afirmou.

Adriano garante que o partido continua com João, mas que quer de volta o que entregou nos últimos quatro anos da gestão socialista: respeito e atenção, além de participação na construção da chapa.

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MEDIDA PROVISÓRIA: Governador publica criação de PCCR para Polícia Civil; Confira tabela

Através de uma edição extra do Diário Oficial do Estado, o governador João Azevêdo (PSB) publicou em nesta sexta-feira (01) a Medida Provisória que institui o Plano de Cargo, Carreira e Remuneração da Polícia Civil.

O pleito atende a uma reinvindicação histórica da categoria. O texto foi construído após uma rodada de negociações entre as entidades que representam a Polícia, equipe técnica do estado e o próprio governador.

Veja Tabela:

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