‘Ministério da Defesa não apontou inconsistência nas urnas’, diz Moraes após ter acesso a relatório

 

'Ministério da Defesa não apontou inconsistência nas urnas', diz Moraes após ter acesso a relatório

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, afirmou nesta quarta-feira (9) que o Ministério da Defesa não mostrou fraudes ou inconsistência nas urnas brasileiras após enviar ao TSE um relatório sobre as eleições.

“Assim como todas as demais entidades fiscalizadoras, não apontou a existência de nenhuma fraude ou inconsistência nas urnas eletrônicas e no processo eleitoral de 2022”, escreveu Moraes.
Nos últimos anos, Jair Bolsonaro (PL) tentou passar para a população a mensagem de que o Poder Judiciário atrapalha o governo. Ele também defendeu a participação das Forças Armadas na apuração do resultado da eleição. Membros de partidos oposicionistas denunciaram publicamente a possibilidade de haver tentativa de golpe.

Lula

Após encontro com ministros do Supremo Tribunal Federal, o petista disse nessa quarta-feira (9) a jornalistas que é necessário harmonia entre os poderes Judiciário, Legislativo e Executivo. Lula fez críticas à maneira como Bolsonaro tratou as instituições brasileiras durante o governo.




Ao sair da presidência do TRE-PB, Leandro dos Santos comenta demora para conclusão de processos

Desembargador Leandro dos Santos. Foto: TRE-PB

Por Daniel Lustosa

A disputa pelo Senado na Paraíba teve parte das atenções voltada à Justiça Eleitoral. Com um dos candidatos inelegível, coube ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) indeferir a candidatura.

Mesmo assim, o eleitor paraibano se deparou com o nome de Ricardo Coutinho (PT) nas urnas e sem respostas conclusivas em relação aos recursos acionados pelo então candidato nas instâncias superiores. E essa demora, que jogou contra o eleitor, é um dos desafios da Justiça Eleitoral.

O desembargador Leandro dos Santos, em entrevista ao Jornal da Manhã na Jovem Pan João Pessoa, comentou a dificuldade para atingir a celeridade necessária nos processos. Ao concluir o mandato na presidência do TRE-PB na quinta-feira (17), o desembargador, que assume a vice-presidência e corregedoria da Corte, justificou esse cenário devido as inúmeras possibilidades de recursos.

“A boa vontade do juiz ou da Corte Eleitoral não é suficiente para determinar o fim de um processo. Os mecanismos processuais favorecem muito aquela parte que não tem interesse no término do processo. São inúmeros recursos. Ele vai utilizar de uma excelente banca de advocacia que vai praticar os atos necessários, dentro de um exercício natural, aquilo que interessa aquela parte. Então, por isso, a gente fica naquela dificuldade de conseguir concluir”, afirmou.

Entrevista

Ainda durante a entrevista, o desembargador fez um balanço do processo eleitoral na Paraíba, comentou as manifestações contra o resultado das eleições no país, atestou a segurança das urnas eletrônicas e falou sobre a posse na vice-presidência do TRE-PB a partir da quinta-feira (17).

www.reporteriedoferreira.com.br/palavrapb




Bolsonaro nomeia ex-ministro sanfoneiro para mandato de 4 anos na presidência da Embratur

O presidente Jair Bolsonaro (PL) nomeou o ex-ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, novamente para o cargo de diretor-presidente da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo).

Neto ocupou o comando da Embratur no início do governo Bolsonaro e retorna agora no apagar das luzes da atual gestão.

O ato de nomeação foi publicado, nesta sexta-feira (18), no Diário Oficial da União. O novo mandato é de quatro anos, durante o período Lula. Procurada pela CNN, a equipe de transição ainda não se manifestou.

Machado é amigo e aliado político de Bolsonaro. Durante o pico das mortes pela covid na pandemia, apareceu em live com o presidente tocando sanfona.

Nestas eleições, Machado concorreu ao Senado pelo estado de Permambuco como candidato com apoio de Bolsonaro. Perdeu, no entanto, para Teresa Leitão (PT).

CNN Brasil



Bolsonaro é alvo de nova denúncia na ONU por questão ambiental

Documento cita possíveis violações ao clima e aos Direitos Humanos durante a gestão do atual presidente

Presidente Jair Bolsonaro (PL) falando à imprensa
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil – 26/10/2022

Presidente Jair Bolsonaro (PL) falando à imprensa

Nova denúncia enviada a relatores de Direitos Humanos e Mudanças Climáticas da  Organização das Nações Unidas (ONU) tem como foco o governo do atual presidente, Jair Bolsonaro (PL) . A peça cita dados de desmatamento na Amazônia e Cerrado e de violência contra povos indígenas, dizendo que a gestão representa risco “às gerações futuras”.

O texto foi formulado por cinco ONGs brasileiras, são elas: Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), a ONG Conectas, o Instituto Socioambiental (ISA), o Observatório do Clima e o WWF-Brasil.

O documento afirma que as declarações emitidas por Bolsonaro alimentam a percepção de impunidade para atitudes ilegais relacionadas ao meio ambiente .

“Autoridades políticas de alto escalão, incluindo o presidente e o ministro do Meio Ambiente, deram sinais que podem ser interpretados como encorajamento de práticas ilegais, como desmatamento, gerando uma abrangente sensação de impunidade”, diz o texto.

As instituições que assinam a denúncia afirmam ter “catalogado pontos de grande preocupação nas leis e práticas ambientais do Brasil”, citando o aumento na emissão de gases de efeito estufa, desmatamento da Amazônia, casos de violência contra comunidades indígenas, falta de demarcação de terras indígenas, entre outros.

“A destruição da floresta amazônica e a violência contra os povos indígenas e outras comunidades tradicionais, além de serem profundamente problemáticas por si só, também ameaçam o clima, a estabilidade hidroclimática da América do Sul e do Brasil, e a vida, saúde, alimentação e segurança do povo brasileiro e de outros lugares do mundo”, diz o documento.

Em outras ocasiões, Bolsonaro já foi denunciado na ONU , mas por ataques ao Judiciário, à liberdade de expressão, divulgação de notícias falsas, pelo indulto concedido ao deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) e pela gestão frente à pandemia de Covid-19 no país.

A denúncia contra o atual mandatário ocorre enquanto o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), participa da Conferência do Clima (COP) 27 no Egito . Bolsonaro não compareceu ao evento.

Em discurso nessa quarta-feira (16) , Lula fez críticas à gestão do atual chefe do Executivo em relação às questões ambientais, falou sobre redução da emissão de gases de efeito estufa e como isso está ligado à desigualdade social

Ele ainda reiterou o que havia falado mais cedo, que pedirá à ONU que a Amazônia sedie a COPem 2025 . “Vou defender veemente que a COP seja realizada no estado amazônico, para que as pessoas que defendem tanto a Amazônia tenham noção dessa parte do mundo, que nós, sozinhos, não teremos força nem dinheiro para cuidar com o cuidado que a Amazônia precisa ser cuidada”, afirmou o petista.

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iG Último Segundo



Veneziano Vital do Rêgo integra equipe de transição do governo Lula

O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin anunciou nesta quarta-feira (16) os nomes de mais integrantes da equipe responsável pela transição do governo Jair Bolsonaro para o governo Lula.

Alckmin fez o anúncio na sede do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília, onde trabalha a equipe de transição. Entre os presentes ao anúncio também estavam a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e o ex-ministro Aloizio Mercadante.

Ex-governador de São Paulo, Alckmin foi nomeado coordenador da equipe de transição e tem feito frequentes anúncios sobre os demais integrantes, as áreas em que atuarão e as funções que deverão exercer.

Entre os nomes anunciados nesta quarta estão os de governadores, deputados, senadores, ex-ministros, ex-parlamentares, especialistas em diversas áreas e lideranças indígenas.

Foram anunciados, por exemplo: Marina Silva, Izabella Teixeria, Flavio Dino, Camilo Santana, Helder Barbalho, Paulo Câmara, Randolfe Rodrigues, Omar Aziz, Neri Geller, Kátia Abreu, Helena Chagas, Miguel Rossetto, Manoela D’Avila, Hélio Doyle, Andre Janones, Tereza Cruvinel, Florestan Fernandes Junio, Sônia Guajajara, Aloysio Nunes Ferreira, Celso Amorim e Marcelo Freixo.

Lista:

Veja abaixo a lista completa (por ordem de anúncio):

AGRICULTURA

Carlos Fávero;
Evandro Gussi;
Joe Vale;
Katia Abreu;
Luiz Carlos Guedes;
Neri Geller;
Silvio Crestana;
Tatiana de Abreu Sá.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Alexandre Navarro;
André Leandro Magalhães;
Celso Pansera;
Ildeu de Castro Moreira;
Glaucius Oliva;
Ima Vieira;
Iraneide Soares da Silva;
Leoni Andrade;
Luis Manuel Rebello Fernandes;
Luiz Antônio Elias;
Ricardo Galvão;
Sergio Machado Resende.

COMUNICAÇÃO SOCIAL

André Janones;
Antonia Pelegrino;
Flavio Silva Gonçalves;
Florestan Fernandes Junior;
Helena Chagas;
Hélio Doyle;
João Brant;
Laurindo Leal Filho;
Manoela D’Ávila;
Otávio Costa;
Tereza Cruvinel;
Viviane Ferreira.

DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO

Célia Watanabe;
Elisangela Araújo;
Givanilson Porfírio da Silva;
João Grandão;
José Josivaldo Oliveira;
Luiz Henrique Gomes de Moura;
Maria Josana Lima Oliveira;
Miguel Rossetto;
Pedro Uczai;
Robervonia Nascimento;
Vanderlei Ziger.

DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Camilo Santana;
Esther Bemerguy;
Helder Barbalho;
Jonas Paulo Neves;
Otto Alencar;
Randolfe Rodrigues;
Raimunda Monteiro;
Tânia Bacellar.

JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA

Andrei Passos Rodrigues;
Camila Nunes;
Carol Proner;
Cristiano Zanin;
Flavio Dino;
Gabriel Sampaio;
Jacqueline Sinhoretto;
Marcio Elias Rosa;
Marco Aurélio Carvalho;
Marivaldo Pereira;
Marta Machado;
Omar Aziz;
Paulo Teixeira;
Pierpaolo Cruz Bottini;
Sheila Carvalho;
Tamires Gomes Sampaio;
Wadih Damous.

MEIO AMBIENTE

Carlos Minc;
Izabella Teixeira;
Jorge Viana;
José Carlos da Lima Costa;
Marilene Correia da Silva Freitas;
Marina Silva;
Pedro Ivo;
Silvana Vitorassi.

MINAS E ENERGIA

Anderson Adauto;
David Barcelar;
Fernando Ferro;
Giles Azevedo;
Guto Quintela;
Ícaro Chaves;
Jean Paul Prates;
Magda Chambriard;
Mauricio Tomasquin;
Nelson Hubner;
Robson Sebastião Formica;
William Nozaki.

PESCA

Altemir Gregolin;
Antonia do Socorro Pena da Gama;
Carlos Alberto da Silva Leão;
Carlos Alberto Pinto dos Santos;
Cristiano Ramalho;
Ederson Pinto da Silva;
Flavia Lucena Fredou;
João Felipe Nogueira Mathias.

POVOS ORIGINÁRIOS

Ashaninka;
Celia Nunes Correia;
Celia Xakriaba;
Davi Yanomani;
João Pedro Gonçalves da Costa;
Joenia Wapichana;
Juliana Cardoso;
Marcio Meira;
Marivelton Baré;
Sonia Guajajara;
Tapir Iwalapiti.

RELAÇÕES EXTERIORES

Aloysio Nunes Ferreira;
Aldo Faleiro;
Celso Amorim;
Cristovan Buarque;
Monica Valente;
Pedro Abramovay;
Romênio Pereira.

SAÚDE

Alexandre Padilha;
Arthur Chioro;
Humberto Costa;
José Gomes Temporão;
Fernando Pigatto;
Lucia Souto;
Ludhmila Hajjar;
Maria do Socorro de Souza;
Miguel Srougi;
Nísia Trindade Lima;
Regina Fátima Feio Barroso;
Roberto Kalil Filho.

TRABALHO

Adilson Araújo;
André Calistre;
Clemente Lúcio;
Fausto Augusto Junior;
Laís Abramo;
Miguel Torres;
Patrícia Vieira Trópia;
Ricardo Patah;
Sandra Brandão;
Sergio Nobre.

TRANSPARÊNCIA, INTEGRIDADE E CONTROLE

Ailton Cardoso;
Claudia Aparecida Trindade;
Cleucio Santos Nunes;
Eugênio Aragão;
Jorge Messias;
Juliano José Breda;
Luiz Navarro;
Luiz Carlos Rocha;
Manoel Caetano Ferreira Filho;
Mauro Menezes;
Paulo Câmara;
Vania Vieira.

TURISMO

Arialdo Pinho;
Carina Câmara;
Luiz Barreto, Marcelo Freixo;
Veneziano Vital do Rego;
Marta Suplicy;
Orsine Oliveira Junior;
Chieko Aoki.

Alckmin também anunciou Gleidi Andrade para o grupo de trabalho da posse presidencial e o embaixador Fernando Igreja como chefe do Cerimonial da equipe de transição.

Demais integrantes

Entre os demais integrantes da equipe de transição estão as senadoras Simone Tebet (MDB-MS) e Eliziane Gama (Cidadania-MA), o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o senador eleito Wellington Dias (PT-PI), os economistas André Lara Resende e Pérsio Arida, além dos ex-ministros Gleisi Hoffmann, Aloizio Mercadante, Nelson Barbosa, Alexandre Padilha e Humberto Costa.

O processo de transição está previsto na legislação e permite que o presidente eleito forme uma equipe com 50 cargos remunerados.

Também é possível que voluntários participem do trabalho. A equipe de Lula foi dividida em 31 grupos técnicos divididos por temas.

www.reporteriedoferreira.com.br / com G1




Lula: Combate às mudanças climáticas está ligado à luta contra pobreza

Presidente eleito discursou na Conferência do Clima, no Egito, no início da tarde desta quarta-feira (16)

Presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), discursando na COP27
Reprodução / CNN Brasil – 16.11.2022

Presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), discursando na COP27

Nesta quarta-feira (16), durante discurso na Conferência do Clima (COP) 27, o  presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que a “luta contra o aquecimento global é indissociável da luta contra a pobreza “. Na ocasião, o petista também fez críticas ao atual governo, do presidente Jair Bolsonaro (PL), derrotado nas urnas em 30 de outubro .

“Infelizmente, desde 2019, o Brasil enfrenta um governo desastroso em todos os sentidos — no combate ao desemprego e às desigualdades, na luta contra a pobreza e a fome, no descaso com uma pandemia que matou 700 mil brasileiros, no desrespeito aos direitos humanos, na sua política externa que isolou o país do resto do mundo, e também na devastação do meio ambiente”, afirmou.

Durante a fala, Lula também destacou o desejo de  estreitar laços com outros países e, principalmente, de unir forças para ajudar as nações mais pobres com investimentos e mitigar as mudanças climáticas — um dos focos de discussão da COP27 .

“Não por acaso, a frase que mais tenho ouvido dos líderes de diferentes países é a seguinte: ‘O mundo sente saudade do Brasil’. Quero dizer que o Brasil está de volta. Está de volta para reatar os laços com o mundo e ajudar novamente a combater a fome no mundo. Para cooperar outra vez com os países mais pobres, sobretudo da África, com investimentos e transferência de tecnologia.”

O presidente eleito também citou a desigualdade social e afirmou que ela está relacionada à redução dos gases de efeito estufa. “A desigualdade entre ricos e pobres manifesta-se até mesmo nos esforços para a redução das mudanças climáticas”.

Lula voltou a mencionar a importância da Amazônia e uma de suas propostas de campanha, de zerar o desmatamento e degradação da floresta até 2030

“Não há segurança climática para o mundo sem uma Amazônia protegida. Não mediremos esforços para zerar o desmatamento e a degradação de nossos biomas até 2030, da mesma forma que mais de 130 países se comprometeram ao assinar a Declaração de Líderes de Glasgow sobre Florestas

“Por esse motivo, quero aproveitar esta Conferência para anunciar que o combate à mudança climática terá o mais alto perfil na estrutura do meu governo. Vamos priorizar a luta contra o desmatamento em todos os nossos biomas. Nos três primeiros anos do atual governo, o desmatamento na Amazônia teve aumento de 73 por cento”, continuou.

Ele ainda reiterou o que havia falado mais cedo, que pedirá à Organização das Nações Unidas (ONU) que a Amazônia sedie a COP em 2025 , sendo aplaudido pelas pessoas que participam do evento.

“Vou defender veemente que a COP seja realizada no estado amazônico, para que as pessoas que defendem tanto a Amazônia tenham noção dessa parte do mundo, que nós, sozinhos, não teremos força nem dinheiro para cuidar com o cuidado que a Amazônia precisa ser cuidada”, afirmou Lula.

Por iG Último Segundo




Fora da mídia, Bolsonaro escala Mourão para encontro com embaixadores

Presidente tem evitado deixar o Palácio da Alvorada desde derrota na eleição

Primeiro pronunciamento do Presidente Jair Bolsonaro após eleição de Luiz Inácio Lula da Silva como próximo mandatário da República
Foto: Isac Nóbrega/PR

Primeiro pronunciamento do Presidente Jair Bolsonaro após eleição de Luiz Inácio Lula da Silva como próximo mandatário da República

Desde que foi derrotado nas eleições presidenciais, o presidente Jair Bolsonaro se afastou de compromissos oficias. Desta vez, o presidente delegou ao vice, Hamilton Mourão, a tarefa de receber as cartas credenciais de embaixadores estrangeiros.

A cerimônia, que geralmente conta com a participação do chefe do Executivo, foi realizada na manhã desta quarta-feira no Palácio do Planalto.

Desde o resultado da eleição, no dia 30 de outubro, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito, o atual presidente da República só esteve no Planalto duas vezes.

No Alvorada, o presidente tem recebido alguns ministros, assessores e políticos aliados. Nesse período, Bolsonaro fez apenas duas declarações públicas: um pronunciamento e um vídeo publicado em redes sociais.

Após a cerimônia, Mourão afirmou que Bolsonaro não participou porque está com uma ferida na perna que o impede de colocar uma calça.

“É questão de saúde. Está com uma ferida na perna, uma erisipela. Não pode vestir calça, como é que ele vai vir para cá de bermuda?”.

Na tradição diplomática, a apresentação da carta credencial formaliza o início do trabalho de um embaixador naquele país. Nesta quarta, um dos representantes estrangeiros recebidos no Planalto foi o embaixador da Argentina, Daniel Scioli.

Por

iG Último Segundo




Ministério da Economia define regras para expediente em dia de jogos do Brasil na Copa Mundo para servidores federais

Medida foi definida em portaria publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (11). Confira regulamento.

As regras se estendem a todos os servidores e empregados públicos, os contratados temporários e os estagiários. (Foto: Reprodução)

O Ministério da Economia definiu as regras para o expediente de servidores federais em dias de jogos do Brasil.

De acordo com as orientações, publicadas no Diário Oficial da União desta sexta-feira (9), nos dias em que o jogo da seleção brasileira acontecer às 12h, não haverá expediente; quando o Brasil jogar às 13h, funcionários serão dispensados às 11h; em dias de jogos às 16h, o trabalho é encerrado às 14h.

As regras se estendem a todos os servidores e empregados públicos, os contratados temporários e os estagiários. Ainda de acordo com a portaria, as horas não trabalhadas por conta dos jogos terão de ser compensadas entre 1º de dezembro de 2022 e 31 de maio de 2023.

Para quem trabalha presencialmente, a compensação deve ocorrer por antecipação do horário de entrada no trabalho ou adiamento do horário de saída. Já para os servidores em home office, a medida deverá ocorrer por meio de entregas no serviço.

Segundo a portaria, “o agente público que não compensar as horas usufruídas sofrerá desconto na sua remuneração, proporcionalmente às horas não compensadas”.

Ainda de acordo com o texto, os órgãos deverão permanecer em funcionamento nos horários de realização dos jogos da seleção brasileira, para permitir ao servidor que optar por exercer as atividades no horário de expediente ordinário.

No Distrito Federal, também já foi decretado ponto facultativo ou horário reduzido para os servidores do governo local, da Câmara Legislativa do DF (CLDF) e do Tribunal de Contas do DF (TCDF).

Por G1




Bolsonaristas podem perder protagonismo no novo Congresso

Impulsionado pelo bolsonarismo, o PL elegeu a maior bancada do Congresso para a próxima legislatura, mas o grupo mais associado ao presidente Jair Bolsonaro terá dificuldades de conquistar protagonismo no próximo Congresso.

Além da derrota de Bolsonaro nas urnas, os acenos do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao Centrão e a aproximação com o atual presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL) devem dificultar pretensões de nomes como como Carla Zambelli (PL-SP), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Bia Kicis (PL-DF).

A legenda comandada por Valdemar Costa Neto, que terá 99 deputados e 14 senadores (oito eleitos em 2022), anunciou oficialmente na quarta-feira, 8, que fará oposição a Lula. Em troca do apoio à reeleição de Lira à presidência da Câmara, o partido articula para ter a vice-presidência da Câmara e a chefia do Senado.

O desejo da cúpula do PL, porém, pode não vingar caso o atual presidente da Casa feche um acordo com a base de Lula, o MDB e o Centrão. O acerto pode isolar o PL, mas, pelo tamanho da bancada, a legenda ainda poderia reivindicar cargos na Mesa Diretora e em comissões em nome da proporcionalidade.

No entanto, sem a retaguarda do Planalto, nomes que tiveram protagonismo na atual legislatura, como Zambelli, Eduardo Bolsonaro e Bia kicis devem perder protagonismo no Parlamento, enquanto as vozes moderadas do PL podem ocupar os espaços mais disputados.

A votação que define os integrantes da Mesa é secreta, mas assegura uma representação proporcional dos partidos ou blocos parlamentares, sem prejuízo de candidaturas avulsas. Como as siglas escolhem os candidatos que as representarão na eleição aos cargos, os quadros com discurso mais radicalizado podem ser preteridos dentro do próprio partido.

Disputa

Dentro da própria bancada já existe uma disputa pela vaga de líder na Câmara. Zambelli apresentou seu nome e Eduardo Bolsonaro também é citado.

“Jair Bolsonaro vai voltar em 2026 e precisamos manter viva a representação do nosso presidente no Congresso. Vejo o Eduardo Bolsonaro como um bom nome para liderar o partido”, disse o deputado Capitão Alberto Neto (PL-CE).

O deputado e presidente da Comissão de Agricultura, Fernando Giacobo (PL-PR), argumentou que ser oposição ao governo não significa perder espaços no Congresso, que seguem uma distribuição regimental. “Nós temos a maior bancada, mesmo sem bloco, e vamos pleitear a presidência do Senado dentro de uma composição com Lira”, disse. Se o Progressistas não compuser o bloco para apoiar o PL no Senado, o acordo estaria desfeito. O nome indicado pelo partido de Bolsonaro à Casa deve ser o do senador Carlos Portinho (PL-RJ), líder do governo.

Resistência

Os representantes da ala mais radical do bolsonarismo também enfrentam resistência entre os partidos do centro e a rejeição da esquerda. Para o vice-líder do PSD na Câmara, Fábio Trad, nomes radicais “não prosperarão” neste Congresso e “serão rejeitados naturalmente pelos pares”. “Porque não se coadunam com essa feição de centro que, pelo andar da carruagem, o governo Lula vai dar”, disse.

“Vai haver uma mudança da água para o vinho no Congresso. Não tem sentido (ter) radical de direita (nos cargos principais do Congresso). Agora serão nomes de centro. Se não, vai ter reação”, completou o parlamentar.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.




Ministros do STF criticam atos em rodovias

Os ministros do STF ( Supremo Tribunal Federal ), Gilmar Mendes e Dias Toffoli , detonaram apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) que defendem manifestações golpistas. Os magistrados destacaram que fechar as rodovias e pregar intervenção militar são antidemocráticas e prejudicam o Brasil.

“Existe algo menos conservador do que invadir um Congresso? Não é anti-conservador fechar estradas e impedir o direito de ir e vir, como aconteceu no Brasil? É necessário colocar a verdade factual em seus lugares”, falou Toffoli ao discursar durante um encontro promovido pelo ex-governador João Doria.

O ministro aproveitou o espaço para parabenizar o trabalho do empresário durante a pandemia da Covid-19. Dias Toffoli relatou que o ex-tucano batalhou para que a vacina fosse comprada e ficasse disponível aos brasileiros. “Salvou milhões de vidas”, comentou o magistrado.

Toffoli ainda relembrou que a compra das vacinas saiu do papel também por causa de uma ação do Supremo Tribunal Federal. “Quem deu a decisão para que Doria comprasse as vacinas foi a caneta do ministro Ricardo Lewandowski”, relembrou.

Gilmar Mendes diz que instituições protegeram a democracia

O ministro Gilmar Mendes também discursou e falou que as instituições permitiram que a democracia do Brasil continuasse funcionando.“Quando tudo parecia esfarelar, ouvimos como mantra que as instituições estavam funcionando. Bem ou mal, funcionaram: a institucionalidade venceu”, relatou.

Manifestantes ficaram na porta do hotel em que ocorreu a reunião e protestaram contra os ministros do STF. Os magistrados participarão nesta segunda-feira (14) do Brazil Conference, em Nova York. Apesar dos protestos, Mendes zombou dos protestantes que seguraram cartazes e gritaram contra os magistrados.

“É preciso perguntar se não há um cenário de absoluta dissociação cognitiva, principalmente neste cenário em que lunáticos pedem intervenção militar e a prisão do inventor da tomada de três pinos”, concluiu.

Alexandre de Moraes é hostilizado

Na noite de domingo (13), o ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes , foi xingado por brasileiros bolsonaristas em um restaurante, em Nova York, nos Estados Unidos.

Em um dos vídeos compartilhado nas redes sociais, o ministro é abordado por um homem dentro de um restaurante. O brasileiro que está gravando acusa Moares de estar gastando o “dinheiro do povo brasileiro” em frases que intercalam entre português e inglês. Ao final do vídeo, o homem xinga o ministro do Supremo de “vagabundo” e comemora com outras pessoas que estão fora do restaurante.

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