Chuvas em SP: sobe para 40 o número de mortos no litoral norte

Números divulgados pelo governo estadual mostram que mais de mais de duas mil pessoas precisaram deixar suas casas

Chuva forte atinge cidades no litoral de São Paulo, no feriado de Carnaval
Reprodução / TV Globo – 19.02.2023

Chuva forte atinge cidades no litoral de São Paulo, no feriado de Carnaval

Subiu para 40 o número de mortos em decorrência das chuvas no litoral norte de São Paulo. Somente em São Sebastião , 39 pessoas morreram após temporais devastarem a cidade . Em Ubatuba , há uma vítima.

A última atualização é da manhã desta segunda-feira (20).

Uma das vítimas, uma menina de 7 anos, morreu soterrada por uma pedra de duas toneladas na madrugada de ontem, em Ubatuba . Em São Sebastião, uma mulher de 35 anos foi atingida por uma árvore e não resistiu.

Segundo dados do governo de São Paulo , mais de duas mil pessoas tiveram que deixar as casas em que vivem no litoral após as tempestades. Até esta manhã, foram contabilizadas 1.730 desalojados, que se deslocaram para casas de parentes, e 766 desabrigados, que foram encaminhados a abrigos públicos.

De acordo com o governo, 13 adultos e cinco crianças vítimas das chuvas são atendidas no Hospital Regional do Litoral Norte. Destes, cinco estão em estado grave, 11 estáveis e dois receberam alta.

Ainda ontem, o  governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) declarou  estado de calamidade pública para as cidades de Ubatuba, São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba e Bertioga, que foram impactadas pelas fortes chuvas que atingiram a região.

www.reporteriedoferreira.com.br Informações Ig




Cartão de Bolsonaro tem registro de vacina contra Covid, diz CGU

Ministério investiga se dados foram adulterados

Jair Bolsonaro
Marcos Corrêa/PR – 24.04.20

Jair Bolsonaro

O ministro da CGU (Controladoria-Geral da União), Vinicius Carvalho , disse nesta sexta-feira (17) que existe registro de vacinação contra a Covid-19 no cartão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele também relatou que o órgão apura se o cartão foi adultado para acrescentar o imunizante.

Em entrevista para a CNN Brasil, o ministro do governo Lula confirmou que há uma troca de ofícios entre o Ministério da Saúde e a CGU questionando se o ex-chefe do Executivo federal recebeu a vacina Janssen no dia 21 de julho de 2021, em São Paulo, período em que o país enfrentava uma grave crise sanitária.

“Esse registro existe. Pelo menos pelo que a gente sabe das informações. Se isso está em um ofício da CGU, a CGU não faz uma pergunta à toa. Se esse registro está em um ofício da CGU, eu não tenho como negar”, revelou para os jornalistas Raquel Landim e Felipe Moura Brasil.

Agora há uma investigação para saber se a informação foi adulterada.  O ministro relatou que, por causa de uma denúncia realizada no ano passado, iniciou-se uma apuração sobre o caso no fim de dezembro.

“Se há anotações no cartão de vacina dele [Bolsonaro], do DataSUS, de que ele se vacinou e se houver uma inserção indevida de anotações sobre a vacina dele, seja no sentido de colocar informações de que ele se vacinou ou de retirar informações relativas à sua vacinação, nossa expectativa é que, com a apuração, a gente descubra se isso aconteceu”, relatou Vinicius.

Ministro já tinha indicado interesse em investigar o caso

O ministro da CGU, Vinícius de Carvalho, disse em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo no início de fevereiro que achava “legítimo” o debate acerca do tema, lembrando que Bolsonaro alegou diversas vezes que não tomou a vacina contra a Covid-19.

“Há uma discussão quando se está diante de uma política pública de vacinação no meio de uma pandemia. As pessoas eram estimuladas ou desestimuladas a se vacinarem e isso gerava impacto no índice de contaminação, nas mortes. Em uma situação como essa, será que há interesse público numa carteira de vacinação de uma autoridade pública? A discussão é legítima e a decisão vai ser tomada pela área técnica da CGU”, esclareceu.




PGR: autoridades da Paraíba serão investigadas por atos golpistas

Ex-primeira-dama é suspeita de depredação, enquanto deputado estadual, vereadora e ex-candidato ao governo podem ter instigado manifestação
Reprodução Redes Sociais

Ex-primeira-dama é suspeita de depredação, enquanto deputado estadual, vereadora e ex-candidato ao governo podem ter instigado manifestação

Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a investigação de quatro autoridades da Paraíba por suspeita de participação nos atos golpistas do dia 8 de janeiro, em uma tentativa fracassada bolsonarista.

A denúncia sugere que a ex-primeira-dama Pâmela Bório (PSC) tenha participado na depredação de prédios públicos. Outros políticos do estado, como o deputado estadual Wallber Virgolino (PL) , a vereadora de João Pessoa Eliza Virgínia (PP) e o ex-candidato ao governo Nilvan Ferreira (PL) , também são suspeitos, estes por possívelmente terem incitado a manifestação. A manifestação partiu de ação apresentada pelo PSOL ao Supremo Tribunal Federal (STF).

partido solicita que a Corte investigue os quatro e decrete prisão preventiva de ambos, além de bloqueio em suas redes sociais. A PGR aceitou abrir a investigação , mas os outros pedidos foram indeferidos. Quem deve julgar o caso é o ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos.

Pâmela Bório postou vídeos e fotos na Praça dos Três Poderes, nos atos golpistas. A PGR afirma que é preciso investigar se ela participou da “efetiva destruição dos bens pertencentes ao erário ou se a representada apenas incitou os atos criminosos”.

Pâmela é ex-esposa do ex-governador Ricardo Coutinho (PT) e concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados em 2022 e foi eleita à suplente de deputado federa.

Após a repercussão de sua participação nos atos, ela divulgou nota afirmando que estava realizando uma “cobertura jornalística”.

Wallber Virgolino, Eliza Virgínia e Nilvan Ferreira publicaram fotos dos golpistas. Para a PGR, eles “exaltaram os atos criminosos”, que quer saber se há “elementos que possam comprovar se os representados incitaram a execução dos atos antidemocráticos”

 

Por

iG Último Segundo




Novo juiz da Lava Jato é crítico de Moro e Deltan e contesta prisão de Lula fevereiro 16, 2023

O juiz que ocupa a cadeira que já foi de Sergio Moro é abertamente um crítico dos métodos da Operação Lava Jato.

Eduardo Appio, 52, assumiu no último dia 7 a titularidade da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável por processos e inquéritos remanescentes da operação no Paraná.

Ele assume a vaga do magistrado Luiz Antonio Bonat, que foi o titular de 2019 até o ano passado, quando recebeu promoção à segunda instância.

Appio se define como um garantista. Nos últimos anos, participava de um programa de debates sobre temas jurídicos, do jornalista Luís Nassif no YouTube, em que a operação era um dos principais alvos dos participantes.

Ele usava expressões sobre o trabalho de Moro e do ex-procurador Deltan Dallagnol como “comédia” e “império punitivista”.

Em uma das edições, no ano passado, inclusive debateu com o advogado Cristiano Zanin, que defende o presidente Lula. Disse ser “um grande fã” do trabalho do defensor.

À Folha, Appio defende a revisão da tese de que “a Lava Jato morreu”, em uma referência ao discurso de Moro e Deltan em suas candidaturas ao Legislativo no ano passado.

Afirma que busca ampliar a equipe dedicada e evitar prescrições, o que incluirá reclamações ao Conselho Nacional de Justiça se não houver providências de outros juízes em casos inicialmente abertos no Paraná.

A força-tarefa da operação foi encerrada em 2021, e as frequentes operações deflagradas no Paraná não ocorrem mais desde aquela época. Mas ainda há dezenas de ações penais pendentes de julgamento em Curitiba.

Appio tem mais de 20 anos de trajetória na Justiça Federal, além de ter sido promotor de Justiça.

Foi escolhido para o novo posto por critério de antiguidade entre magistrados que se inscreveram. Em sua vida acadêmica, foi orientado em mestrado pelo advogado e procurador aposentado Lênio Streck, um dos mais ácidos opositores da Lava Jato.

O juiz diz agora que a operação teve pontos altos, como a devolução de recursos desviados, e pontos baixos, como os diálogos no aplicativo Telegram que mostram colaboração entre Moro e os procuradores, revelados inicialmente pelo site The Intercept Brasil em 2019 e alvo de uma série de reportagens da Folha.

Também afirma que jamais usaria o cargo para obter projeção política. “Não me elegeria síndico, seguramente —porque lá no meu prédio só tinha a bandeira do Brasil nas eleições.”

 

 

Folha Online




João Azevedo e Cícero Lucena participam do desfile do bloco Muriçocas do Miramar no corredor da folia na Capital

A tradicional ‘Quarta-feira de Fogo’ de João Pessoa voltou a ter a grandiosidade pela qual ficou conhecida. Durante a noite desta quarta (15), milhares de foliões desceram a Avenida Epitácio Pessoa acompanhando o bloco que melhor define o espírito carnavalesco da cidade: Muriçocas do Miramar. Com grandes atrações, como Elba Ramalho e Alok, o evento foi acompanhado pelo prefeito Cícero Lucena (Progressistas), o vice-prefeito, Leo Bezerra (PSB), e pelo governador João Azevêdo (PSB).

“Já temos oito dias de folia e são oito dias de pessoas de todas as idades brincando, se divertindo e ocupando as ruas da cidade com alegria e tranquilidade. A população aguardava esse momento e a Prefeitura, em parceria com o Folia de Rua, conseguiu fazer uma festa digna de sua tradição, a maior de sua história. Nossa intenção é que a cada ano o evento cresça e seja melhor que o anterior”, declarou o prefeito.

O governador João Azevêdo destacou o empenho do Governo para apoiar os eventos e fortalecer a identidade cultural do Estado. “Passada a pandemia, retomamos essa tradição da prévia carnavalesca, que se destaca no Brasil. O Governo tem disponibilizado o apoio para o evento e convidamos a todos para participar dos próximos blocos para que façamos uma grande festa em João Pessoa”, comentou.

Além das tradicionais orquestras de frevo, as Muriçocas do Miramar foram puxadas pelo Mestre Fuba com a participação especial de Elba Ramalho e do DJ Alok. Este último se apresentou sem cobrar cachê, como forma de apoio a projetos da Prefeitura de João Pessoa, que promovem a inclusão digital e o cuidado a pessoas com autismo, ambas bandeiras do Instituto Alok.

O diretor executivo da Funjope, Marcus Alves, destacou a capacidade e a força do Carnaval de João Pessoa, integrando as culturas populares, presentes no bloco Muriçocas do Miramar, que foi aberto com um cortejo de variadas culturas populares, ala ursa, maracatus e arrastou uma multidão pela Avenida Epitácio Pessoa. “O bloco arrastou uma multidão única, formando uma massa em torno da alegria, da celebração da vida e da volta do nosso Carnaval. O prefeito Cícero e o governador João Azevêdo estão de parabéns por terem nos ajudado e nos estimulado a fazer essa bonita festa”, completou.

Limpeza – O Bloco da Limpeza da também desfilou ao final do evento e recolheu 17 toneladas de resíduos após a passagem das Muriçocas. Aproximadamente 250 agentes da Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) realizaram os serviços de varrição e coleta de resíduos, como latinhas, garrafas de vidro e de plástico.

Próximos eventos – Outro bloco tradicional que ainda vai ganhar as ruas do Centro da cidade é o Cafuçu, nesta sexta-feira (17). Nos dias 18, 19 e 20 é a vez do Carnaval Tradição, na Avenida Duarte da Silveira, por onde vão desfilar orquestras de frevo, escolas de samba, tribos indígenas e as ala ursas.




Lula propõe reajuste de 7,8% a servidores a partir de março

Governo também sugere aumentar o vale-alimentação em R$ 200

Brasil Econômico

|

Primeira reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente entre entidades representantes de servidores públicos e secretário de Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho em Brasília
Edu Andrade/Ascom/MGI

Primeira reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente entre entidades representantes de servidores públicos e secretário de Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho em Brasília

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) propôs nesta sexta-feira (17) um reajuste linear de 7,8% a servidores federais , além de R$ 200 a mais no vale-alimentação. Esta foi a primeira rodada de negociações da Mesa Nacional de Negociação Permanente, instalada na semana passada com o objetivo de mediar as relações entre entidades sindicais e governo.

O aumento valeria a partir de 1º de março deste ano. A categoria não recebe reajuste há seis anos, com isso, as perdas acumuladas no período são na ordem de 27%, medidas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Foi proposto ainda um reajuste de 43,6% no Auxílio Alimentação, referente à variação acumulada do IPCA de fevereiro de 2016 a fevereiro de 2023; assim, o valor passa de R$ 458 para R$ 658.

“Além do reajuste salarial, que é do interesse de todos os servidores, a proposta do governo se concentra também no auxílio-alimentação devido características desse benefício, sua defasagem e congelamento desde 2016, e ao impacto positivo sobretudo para os servidores federais com os salários mais baixos”, destacou secretário de Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho do MGI, Sérgio Mendonça.

O secretário esclareceu a proposta de aumento no auxílio-alimentação com exemplos: “um aumento de duzentos reais no auxílio-alimentação corresponde a 2% do salário de um servidor que ganha dez mil reais, mas corresponde a 5% para os que ganham 4 mil reais ou a 10% de um que recebe dois mil”. A não tributação do auxílio-alimentação foi outro ponto levado em consideração, isto é, o acréscimo corresponde a um aumento líquido.

A Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (ANESP) esteve representada na reunião da Mesa de Negociação por Elizabeth Hernandes, vice-presidente da Associação.

“Entendemos que a questão de um reajuste justo para os servidores públicos em um contexto de restrição de receitas é complexa. Por isso, saudamos a vontade manifesta pelo governo em abrir esse diálogo permanente e entendemos que as soluções serão construídas coletivamente, sobretudo com um olhar às diversidades – das pessoas e das carreiras que compõem o serviço público”, disse Hernandes, segundo nota da entidade.




Flávio Dino critica “penetração indevida” da política nos quartéis

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, criticou nesta terça-feira (14) o que classifica como “penetração indevida da política nos quartéis”, algo que, segundo ele, foi reincidente ao longo da história do país. Ele, no entanto afirmou que a tendência, após o 8 de janeiro, é a de avanço da democracia no país.

Flávio Dino também assegurou que não descansará enquanto não encontrar os responsáveis pela tragédia que matou centenas de crianças indígenas yanomami; pela morte da vereadora Marielle Franco, no Rio de Janeiro; bem como os responsáveis pela tentativa de golpe de Estado, no dia 8 de janeiro.

Sobre os problemas causados pela invasão de garimpeiros na Terra Indígena Yanomami, o ministro garantiu que entregará, ao Poder Judiciário, “não apenas os nomes de quem estava lá”, mas também daqueles que financiaram; que atuaram na lavagem de dinheiro; que ficaram com o dinheiro da saúde indígena; e, também, de quem “se omitiu nesses anos e permitiu a morte de mais de 500 crianças naquele território”.

Marielle Franco

O ministro diz que é prioridade da sua gestão chegar ao nome dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ). “Este é um crime revelador de múltiplos preconceitos e de múltiplas violências”.

“Por isso uma das missões principais da Polícia Federal é a de avançar com a investigação, compromisso que está sendo assumido com atos concretos. Tanto é que o superintendente indicado para o Rio de Janeiro é exatamente o delegado que atuou no caso”, disse.

Segundo o ministro, está prevista para esta semana uma reunião de trabalho que definirá “se continuaremos insistindo no caminho de cooperação com as autoridades locais do Rio de Janeiro ou se buscaremos a chamada federalização, tentativa buscada anteriormente, mas que não foi acolhida”, disse.

8 de janeiro

Sobre os atos golpistas do dia 8 de Janeiro, Dino diz ser “evidente que houve perpetração de crimes”, e que as falhas de segurança não foram apenas operacionais ou de planejamento.

“Foi uma ação de criminosos que desmontou o funcionamento dos aparatos de garantia da lei e resultou naquelas cenas terríveis. Isso mostra que quando há comandos que, de alguma maneira, não respeitam seus deveres legais, abre-se as portas para o cometimento de crimes”. “Os inquéritos policiais estão mostrando isso e vão chegar a todas pessoas que, por ação ou omissão, foram responsáveis pelos eventos”, disse.

O ministro lembra que a proteção das áreas externas dos espaços cívicos de Brasília é responsabilidade da Polícia Militar, e que, a fim de evitar que a situação se repita, enviará ao Congresso Nacional uma proposta para a criação de uma guarda nacional “que retire a proteção dos poderes federais dos humores da política local”.

“A Guarda Nacional também substituirá a Força Nacional, que é provisória e temporária, para socorrer estados em dificuldade. É uma proposta importante, na nossa avaliação. Claro que a palavra final ficará com o Congresso Nacional”, complementou.

Despolitização dos militares

Dino voltou a defender a despolitização de policiais e de militares, usando como argumento os momentos traumáticos que “a penetração indevida da política nos quartéis” causou ao longo da história do país.

“Se pegarmos desde o alvorecer da república, os militares sempre tiveram participação na política brasileira. Poderia citar uns 10 ou 20 exemplos de penetração indevida das políticas nos quartéis, e também o inverso. Isso não trouxe bons resultados. Basta olhar a experiência mais recente da longa e tenebrosa ditadura militar de 1964”, disse, ao lembrar que, diante desse contexto, prevaleceu, após a redemocratização, a ideia de “profissionalismo” nas Forças Armadas.

Artigo 142

Na avaliação de Dino, seria desnecessário fazer mudanças no artigo 142 da Constituição, usado por extremistas como argumento para um golpe de Estado por supostamente dar às Forças Armadas uma espécie de Poder Moderador. O ministro disse que esse tipo de interpretação do texto constitucional é “paranoica, absurda e desbaratada”, além de ser dissociada do contexto da norma.

“Não vejo necessidade de mexer no artigo, mas respeito a posição de colegas parlamentares de vários partidos que estão com essa ideia para, talvez, prevenir, seguindo a linha de que gato escaldado tem medo de água fria. Não vejo como caber ali uma interpretação golpista, a não ser pelo desejo material de alguém dar um golpe de Estado. Não é portanto um tema que vamos pautar, mas respeitamos que o debate se dê no Congresso Nacional”, acrescentou.

Crimes de Ódio

Flávio Dino disse considerar importante que o país inicie um debate político sobre os riscos dos crimes de ódio. Na avaliação do ministro, essas discussões devem buscar consenso.

“Os mecanismos de regulação externa e de autorregulação precisam funcionar melhor. Aludo, por exemplo, a situação das casas parlamentares, em que deputados e senadores às vezes abusam da imunidade parlamentar para servir de escudo a discursos de ódio. Isso é execrável”, disse.

A internet é outro ambiente fértil à propagação de discursos de ódio, conforme lembrado pelo ministro. “Todo um universo de destruição e ódio está sendo alimentado ali. Por isso, o ministério está propondo um projeto de revisão da regulação, para que os crimes de ódio sejam de verdade combatidos na internet, e para que não tenhamos o impulso a essas condutas, como infelizmente temos visto”.




“Tenho certeza que vamos conquistar uma maioria ampla”, diz Lula sobre novo Congresso

Presidente realizou nesta manhã reunião com partidos políticos que integram o Conselho Político da Coalizão do governo federal

www.brasil247.com - Reunião de Lula com Conselho Político da Coalizão
Reunião de Lula com Conselho Político da Coalizão (Foto: Ricardo Stuckert)

Reuters – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira que pretende restabelecer uma conversa “civilizada” com o Legislativo e afirmou ter certeza que conseguirá maioria favorável no Legislativo à aprovação de mudanças necessárias para o país.

“Queremos restabelecer a relação mais civilizada possível com o Congresso Nacional, nós temos que entender que o Congresso não é inimigo do governo e o governo não é inimigo do Congresso”, disse Lula durante café da manhã com o Conselho Político da Coalizão, no Palácio do Planalto.

“Tenho certeza que vamos conquistar uma maioria ampla para fazermos as mudanças que precisamos nesse país”, acrescentou Lula durante o encontro, que contou com dirigentes de 16 partidos e lideranças partidárias governistas que devem dar sustentação ao governo em votações no Congresso.

Entre as propostas que o governo Lula já anunciou que pretende aprovar no Congresso estão a reforma tributária e um novo arcabouço fiscal que está sendo elaborado pela equipe econômica liderada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O titular da Fazenda era um dos ministros presentes ao encontro.

Em sua fala, Lula disse que o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, tem a missão juntamente com os líderes governistas do Congresso de manter uma relação com os parlamentares “muito harmônica e mais do que harmônica, muito sincera e muito verdadeira”.

Padilha disse que terá encontros semanais com parlamentares que devem ter como foco num primeiro momento a discussão e votação da reforma tributária.

Lula cobrou que o governo busque solucionar demandas dos deputados e senadores e já fez um chamamento geral para que eles acompanhem nas viagens para inauguração de obras a fim de “acompanhar e participar da festividade no Estado”.

“Vamos viajar toda a semana para que a gente coloque a roda gigante da economia funcionar. A gente pode contribuir para fazer com que a economia brasileira não seja um desastre previsto pelo FMI na última avaliação deles”, destacou.

No áudio da fala pública divulgado pela sua assessoria de imprensa, Lula não teceu comentários sobre a taxa de juros. Nos últimos dias ele tem feito duras críticas públicas ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, pela manutenção da Selic em 13,75%, e também à autonomia do BC.

Golpe

No dia em que se completa um mês da invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, Lula responsabilizou indiretamente o antecessor Jair Bolsonaro pelos atos violentos ocorridos no Palácio do Planalto e nos prédios do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional.

“Essas pessoas resolveram dar um passo adiante e resolveram fazer uma tentativa de golpe neste país e hoje não tenho dúvida de que isso foi arquitetado pelo responsável maior por toda pregação do ódio, indústria de mentiras. Não vem de agora, vem desde a eleição de 2018”, acusou ele, sem citar nominalmente Bolsonaro.

Lula afirmou estar com muita fé que vai superar toda e qualquer dificuldade que se apresentou, ressaltando que não se pode esquecer quem governou o país até 31 de dezembro e a tentativa de golpe do dia 8 de janeiro.

Padilha exaltou a atuação da política para barrar o que chamou de tentativa de golpe no dia 8 de janeiro.

“A política estancou a tentativa de golpe que estava em curso no país”, afirmou o ministro.

Por Brasil 247




TSE põe em pauta minuta golpista em ação que pode deixar Bolsonaro inelegível

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve decidir nesta terça-feira, 14, se mantém a minuta de decreto golpista na ação que pode tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível. O documento foi apreendido pela Polícia Federal (PF) na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres na investigação sobre a invasão aos prédios públicos na Praça dos Três Poderes. O rascunho previa uma intervenção no TSE, o chamado “estado de defesa”, para anular o resultado da eleição.

O pedido para incluir a minuta no processo foi feito pelo PDT, que também é o autor da ação de investigação eleitoral. O partido acusa Bolsonaro de abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação por convocar uma reunião com embaixadores estrangeiros para espalhar suspeitas infundadas sobre as urnas eletrônicas. O encontro aconteceu em julho do ano passado no Palácio do Alvorada.

Relator do caso, o corregedor da Justiça Eleitoral, Benedito Gonçalves, atendeu o pedido do PDT e requisitou uma cópia da minuta para anexar ao processo. A defesa do ex-presidente entrou com recurso, alegando que o documento é “apócrifo”, mas o ministro manteve o posicionamento e submeteu a decisão ao plenário do TSE.

Os ministros vão decidir se referendam ou não a manutenção da minuta nos autos do processo. A tendência é que o plenário do Tribunal Superior Eleitoral confirme a decisão individual do corregedor. O processo é o terceiro item da pauta.

Além de Benedito Gonçalves, participam do julgamento os ministros Alexandre de Moraes, presidente da Corte Eleitoral, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Carlos Horbach, Raúl Araújo e Sérgio Banhos.

Se o ex-presidente for condenado, ele pode perder os direitos políticos pelo prazo de oito anos, o que o deixaria impedido de disputar novas eleições no período.

Por Agencia Estado



Reforma tributária deve ser encaminhada até abril, diz líder do governo

O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), anunciou, em coletiva de imprensa na última semana, que o Executivo deve enviar proposta sobre reforma tributária ao Congresso até abril. Ele informou que a discussão do tema deve ser iniciada no início da próxima semana com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

“Está sob o comando do ministro Fernando Haddad. Nós vamos começar a dialogar a partir de segunda-feira (6) sobre o conteúdo dela, sobre o que nós podemos fazer antecipadamente para termos uma reforma tributária robusta e que dê conta dos problemas”, informou o líder.

O texto vai aproveitar aspectos da Propostas de Emenda à Constituição (PEC) 45/19, do deputado Baleia Rossi (MDB-SP), que simplifica o sistema tributário nacional pela unificação de tributos sobre o consumo, e da PEC 110/19, do Senado, para dar mais agilidade à tramitação da matéria.

“Tem coisas muito boas do ponto de vista do pacto federativo na proposta da PEC 110, como tem coisas muito relevantes na PEC 45, que trata mais da certificação dos tributos. Não será uma nova PEC”, disse. Sobre o novo arcabouço fiscal, que vai substituir a disciplina de teto de gastos, o líder informou que uma proposta deve ser apresentada até julho.

Guimarães disse que não há definição sobre qual Casa iniciará a apreciação da proposta de reforma tributária, o que depende, segundo ele, de entendimento entre os presidentes da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL) e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).