Governador João Azevêdo transmite cargo para Lucas Ribeiro e viaja para China

 

João Azevêdo transmite cargo para Lucas Ribeiro e viaja para China em busca de novos investimentos

O governador João Azevêdo transmitiu, nesta quarta-feira (12), o cargo para o vice-governador Lucas Ribeiro, que assume o cargo a partir desta quinta-feira (13) até o próximo dia 24. João Azevêdo se licencia do mandato para cumprir missão na China, onde irá buscar investimentos e apresentar os potenciais do estado.

Na ocasião, o chefe do Executivo estadual evidenciou o compromisso do vice-governador com a Paraíba e seu trabalho e compromisso com o Estado. “Lucas tem acompanhado as nossas agendas, sabe o que o estado está fazendo e irá continuar com o trabalho que está em andamento. Desejo a Lucas toda sorte nesse período e viajo com muita tranquilidade porque sei da responsabilidade e compromisso dele com a Paraíba”, frisou.

João Azevêdo transmite cargo para Lucas Ribeiro e viaja para China em busca de novos investimentos

O vice-governador Lucas Ribeiro agradeceu ao governador João Azevêdo pela confiança e destacou que dará continuidade à agenda de visita e entrega de obras no estado. “Eu agradeço ao governador pela confiança. É uma honra poder estar à frente do estado e daremos continuidade a tudo que está sendo feito. O nosso estado está se desenvolvendo, continua no ritmo acelerado em obras e investimentos e estamos aqui torcendo e tendo a certeza de que essa viagem será muito produtiva e trará muitos frutos para o nosso estado”, afirmou. 




Por que o Centrão e Lula conversam por uma aliança

Presidente Lula tenta aprovar as pautas do governo com mais facilidade e o Centrão quer ter mais recursos

Por

|

Lula ao lado de Arthur Lira
Reprodução

Lula ao lado de Arthur Lira

Nos corredores de Brasília, uma das principais discussões tem sido a respeito das negociações entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e lideranças Centrão. As conversas têm despertado interesses e dividido opiniões, pois envolvem a possibilidade de uma aliança entre Lula e partidos como PP, PL e Republicanos. A expectativa é que ocorra uma reforma ministerial ainda neste segundo semestre.

Apesar de ter sido muito criticado ao longo do governo Bosonaro, o Centrão se manteve com grande poder no Congresso Nacional e agora busca ter maior espaço no Palácio do Planalto, já que as siglas que compõe o bloco possuem diferentes interesses e preferem ter alianças estratégicas.

Diferente do seu antecessor, Lula sempre deixou claro que senta para negociar com qualquer político eleito. Porém, ao longo das negociações, avisou que não aceitará chantagem. Qualquer mudança no governo precisará ter o seu aval, mesmo o petista querendo ampliar seu leque de alianças.

Arthur Lira (PP-AL) e seus aliados enxergam na união com Lula uma oportunidade de aumentar a influência política, ocupando espaços estratégicos no governo e obtendo recursos para suas bases eleitorais.

Porém, líderes do Centrão sabem que precisarão explicar a aliança com o governo federal, já que estiveram muito conectados com Bolsonaro. Lira é um dos que entrará na mira dos bolsonaristas, caso confirme sua entrada e de aliados na gestão petista.

Lula também deverá ser cobrado e acusado por figuras de uma esquerda mais radical de incoerência ideológica. Porém, o presidente falou publicamente que seu objetivo é ter um governo que dialogue com todos os setores da sociedade.

O entorno de Lula também usa como argumento que a política brasileira é complexa, o que leva governantes a realizarem alianças pragmáticas ao invés de estar apenas com representantes que possuem a mesma afinidade ideológica.:

As negociações entre Lula e o Centrão representam a dinâmica da política nacional. Alianças e negociações fazem parte do jogo, gerando críticas, mas também apresentando soluções, como a aprovação de projetos importantes para o Palácio do Planalto.

Diferentemente do que ocorreu com a votação da reestruturação dos ministérios, o atual presidente não quer mais passar sufoco no Congresso Nacional.




João Azevêdo viaja à China e Lucas Ribeiro assume o Governo do Estado pela primeira vez

 

O governador João Azevêdo viajará à China nesta semana para cumprir agenda administrativa oficial de 11 (onze) e Lucas Ribeiro assumirá o comando do Estado pela primeira vez desde que assumiu o cargo de vice-governador.

Azevêdo irá cumprir a segunda parte da negociação iniciada entre os Governos da Paraíba e da China ainda no último mês de junho quando João recebeu, em João Pessoa, representantes de uma missão chinesa, e tratar de parcerias diversas que contemplam áreas como agricultura familiar, ciência e a tecnologia.

Lucas afirmou que se reunirá com o governador nesta terça-feira para tratar do devido alinhamento acerca de compromissos onde terá que representar o chefe do Executivo estadual nos próximos dias em João Pessoa e em Brasília.




Ministérios de Lula chefiados por mulheres são os mais cobiçados por aliados

Daniela do Waguinho. Foto: Reprodução/YouTube TVT

Por Leonardo Ribbeiro e Thayana Araújo

Os ministérios chefiados por mulheres têm sido os alvos mais frequentes da pressão de parlamentares que buscam mais espaço no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Recentemente, o presidente precisou fazer uma defesa pública da ministra da Saúde, Nísia Trindade, diante das insinuações de neoaliados de que a pasta estaria em jogo.

“Tenho a certeza de que poucas vezes tivemos a chance que temos hoje, de ter uma mulher com a qualidade da Nísia Trindade para cuidar do povo”, disse Lula em discurso na Conferência Nacional de Saúde.

Ex-presidente da Fiocruz, Nísia Trindade foi alçada a ministra por ser técnica. Não é filiada à partido político.

Em condição semelhante, a ministra Ana Moser também tem visto sua pasta ser cobiçada, sobretudo, por deputados do chamado centrão.

O ministério do Esporte tem orçamento baixo se comparado a outras áreas do governo. Para 2023 a previsão é de R$ 1,9 bilhão.

No entanto, esse valor pode ser turbinado com emendas parlamentares e com a renda que poderá ser obtida com a regulamentação das apostas esportivas no país. A proposta está prestes a ser encaminhada ao Congresso Nacional.

Ao contrário das duas colegas que estão se mantendo no cargo, com a ministra do Turismo, Daniela Carneiro, não deu certo.

Depois de integrantes do governo confirmarem que ela seria substituída, a aliada do presidente colocou o cargo à disposição. A troca deve ocorrer nesta semana.

Com as ministras do Meio Ambiente, Marina Silva, e a dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, não houve pressão pública para “entrega dos ministérios” em troca de apoio.

No entanto, as duas pastas foram esvaziadas quando os deputados e senadores votaram a medida provisória que reestruturou o governo.

Questões importantes, como Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a demarcação de terras indígenas, passaram a ser tratadas por outros ministérios.

Caixa na mira

A busca por espaço por parte dos novos aliados não está restrita à administração direta. E assim como a “coincidência” em relação aos ministérios, o alvo é ocupado por mulher: a presidência da Caixa Econômica.

Atualmente, o cargo é ocupado pela funcionária de carreira do banco Rita Serrano.

Segundo apurou a reportagem, o posto passou a ser desejado por integrantes do centrão tão logo a Câmara dos Deputados aprovou a reforma tributária.




Orçamento ‘tem o dedo do povo’, diz Lula em vídeo para evento em Porto Alegre

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: 20/03/2023REUTERS/Adriano Machado

Por Bruno Luiz, do Estadão Conteúdo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Congresso Nacional “tem que saber que o orçamento não é só do governo, o orçamento tem o dedo do povo”.

A fala consta do trecho de um discurso em evento público, exibido durante plenária do Plano Plurianual Participativo (PPA), realizado no sábado (8), em Porto Alegre (RS).

“O Congresso tem que saber que o orçamento não é só do governo, o orçamento tem o dedo do povo. Quando tem o dedo do povo, o Congresso tem que respeitar as mudanças que se quer fazer”, disse o presidente.

Lula não compareceu à plenária porque estava na Colômbia, onde participa de uma reunião com o presidente do país, Gustavo Petro, para discutir medidas de preservação e combate ao desmatamento na Amazônia. Com isso, a participação do petista foi substituída pela exibição do vídeo.

No trecho, o presidente também conclama as pessoas a participarem do PPA.

“É importante vocês participarem, deixarem suas conclusões. Porque, se vocês não participaram, amanhã vocês vão me criticar, e eu vou dizer: “Não companheiro, não me critique, você teve a chance de participar e não participou”, advertiu.




Reforma tributária é aprovada em 2º turno na Câmara

Houve 375 votos a favor e 113 contra

Por

Agência Câmara|Brasil Econômico

|

 

Proposta recebeu 375 votos favoráveis
Marcelo Casal Jr/Agencia Brasil

Proposta recebeu 375 votos favoráveis

A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta sexta-feira (7), em segundo turno, o texto-base da  reforma tributária (PEC 45/19), que simplifica impostos sobre o consumo, prevê fundos para bancar créditos do ICMS até 2032 e para o desenvolvimento regional, além da unificação da legislação dos novos tributos.

Houve 375 votos a favor e 113 contra. Em primeiro turno, foram 382 votos a favor e 118 votos contra. Agora o texto segue para o Senado.

O Plenário ainda deve votar os destaques apresentados pelos partidos na tentativa de mudar trechos do substitutivo do relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). São quatro destaques do PL e um da Federação Psol-Rede. A análise será retomada às 10h da manhã de hoje.

Segundo o texto, uma lei complementar criará o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) – para englobar o ICMS e o ISS – e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) para substituir o PIS, o PIS-Importação, a Cofins e a Cofins-Importação.

Cesta básica

Novidade em relação a outras versões de reforma, haverá isenção do IBS e da CBS para uma cesta básica nacional de produtos a serem definidos em lei complementar.

Além disso, vários setores contarão com redução de alíquotas em 60% ou 100%, também conforme definido em lei. Entre esses setores estão serviços de educação, saúde, medicamentos e cultura, produtos agropecuários e transporte coletivo de passageiros.

 




Reforma tributária é aprovada em 1° turno pela Câmara dos Deputados

Deputados votarão a reforma tributária em segundo turno na sexta (7)

|

Rodrigo Pachecho, Fernando Haddad e Arthur Lira se uniram para que a reforma tributária fosse aprovada
Reprodução/YouTube/TV Senado

Rodrigo Pachecho, Fernando Haddad e Arthur Lira se uniram para que a reforma tributária fosse aprovada

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (6) a reforma tributária defendida pelo governo Lula (PT). A última vez que o Brasil fez uma grande mudança em relação ao tema ocorreu em 1965, quando o país estava no período da ditadura militar.

Votaram a favor do projeto 382 deputados, enquanto 118 parlamentares foram contrários ao texto em primeiro turno. A votação do segundo turno está prevista para acontecer na sexta (7).

No começo do mandato, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT-SP), colocou como prioridade aprovar a reforma tributária no primeiro ano de governo. Ele passou a discutir o projeto com os presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), respectivamente, para encontrar a melhor proposta.

Após a aprovação do novo arcabouço fiscal, Haddad intensificou os trabalhos e diálogos para formatar o texto da reforma tributária. Após muito debate com os líderes partidários, o petista entregou o documento para que Arthur Lira colocasse em votação na Câmara.

Apesar da resistência do PL – o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro tentou adiar a votação – a esmagadora maioria dos deputados optou pela aprovação do projeto.

Agora o texto será votado em segundo turno na sexta (7) e, caso seja aprovado, vai para o Senado.

Entenda as mudanças da reforma tributária

Cesta básica

No parecer preliminar da reforma, divulgado nesta quarta-feira (5) pelo relator da matéria, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), foi incluída a isenção da cesta básica , tema que vinha gerando bastante polêmica.

“Para acabar com a desinformação, estamos trazendo à Constituição a cesta básica nacional de alimentos e ela tem alíquota zero. Isso é para que ninguém diga que vamos pesar a mão sobre os mais pobres”, afirmou Ribeiro.

A reforma tributária, porém, ainda não define quais são os alimentos que farão parte desta cesta e que, portanto, terão impostos zerados. O texto prevê apenas que uma lei complementar fará essa definição posteriormente.

Remédios

O texto da reforma tributária também prevê que alguns produtos pagarão apenas metade do valor da alíquota de tributos cobrada dos demais. A lista prevê redução de impostos em medicamentos e outros itens. Confira:

  • serviços de educação;
  • serviços de saúde;
  • dispositivos médicos e de acessibilidade para pessoas com deficiência;
  • medicamentos e produtos de cuidados básicos à saúde menstrual;
  • serviços de transporte coletivo rodoviário, ferroviário e hidroviário, de caráter urbano, semiurbano, metropolitano, intermunicipal e interestadual;
  • produtos agropecuários, pesqueiros, florestais e extrativistas vegetais in natura;
  • insumos agropecuários, alimentos destinados ao consumo humano e produtos de higiene pessoa;
  • atividades artísticas e culturais nacionais.

Cigarros e bebidas alcóolicas

Como forma de desincentivar o consumo de produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, como cigarros e bebidas alcóolicas, a reforma tributária prevê um imposto federal sobre esses itens. Mais detalhes sobre esse tirbuto, como a alíquota, ainda serão definidos futuramente.

Cashback

Outro mecanismo previsto na reforma tributária é o cashback de impostos. A ideia é que parte do imposto pago seja devolvido ao consumidor, beneficiando sobretudo famílias de baixa renda.

“O nosso substitutivo prevê a adoção de mecanismo de devolução a famílias de baixa renda, cujo desenho constará de legislação infraconstitucional, a qual determinará o público elegível beneficiado e o montante e a forma de devolução”, diz o relatório de Ribeiro.

Mudanças na prática

O prazo de transição da maior parte dos aspectos da reforma tributária é de 10 anos, fazendo com que ela esteja concluída apenas em 2033. Isso significa que, no curto prazo, os consumidores não serão afetados pelas mudanças propostas no texto.

www.reporteriedoferreira.com.br/Ig




Justiça determina que Governo da Paraíba implante subsídio dos policiais civis ativos, inativos e pensionistas

A juíza Luciana Celle Gomes de Morais Rodrigues, da 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca da Capital, julgou procedente ação da Aspol – Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba –  e determinou ao Governo do Estado da Paraíba que proceda a implantação do pagamento aos policiais, ativos e inativos, por meio de subsídio.

‘ANTE O EXPOSTO, atento ao que mais consta nos autos e aos princípios de Direito aplicáveis à espécie, JULGO PROCEDENTE O PEDIDO, na forma do art. 487, I, do CPC, para reconhecer a plena eficácia da Lei Estadual n° 9.082/2010 e para determinar que os promovidos, o Estado da Paraíba em relação aos servidores ativos, e a PBPREV em relação aos inativos e pensionistas, procedam a sua aplicação implementando o subsídio aos Policiais Civis do Estado da Paraíba”, consta da sentença da magistrada.

A ação de obrigação de fazer movida pela Aspol –  Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba – por meio de seus advogados, fundamenta o pedido na Emenda Constitucional 19/1998 e na Lei Estadual 9.082/2010.

“Apesar de a emenda Constitucional nº 19/1998 ter estabelecido o subsídio dos servidores policiais como forma de remuneração, o pagamento do policiais civis no estado da Paraíba é feito por meio de vencimentos, que são compostos por uma série de parcelas, tais como vantagens pessoais, adicionais e gratificações”, consta dos autos.

“Tem-se que a principal diferença entre vencimentos e subsídio é que os vencimentos são compostos por diversas verbas que podem ser acrescidas ou retiradas, enquanto o subsídio é pago em parcela única e não pode ser acrescido de nenhuma outra verba”, informam os autos.

“A adoção do subsídio como forma de remuneração tem como objetivo principal garantir a independência e a imparcialidade desses profissionais em sua atuação, bem como evitar a possibilidade de influências externas que pudessem comprometer a sua integridade”.

“A garantia de que os profissionais das carreiras policiais recebam sua remuneração por meio de subsídio foi estabelecida pela Emenda Constitucional nº 19, de 4 de junho de 1998. Essa emenda alterou a redação do § 9º, artigo 144, da CF e estabeleceu que os servidores policiais seriam remunerados exclusivamente por meio de subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de quaisquer gratificações, adicionais ou vantagens”.

A magistrada destaca que a Constituição de 1988 e a Lei 9.082/2010 , e ainda frisa o tempo de 12 anos de vigor da lei que já deveria ter sido cumprida.

“Todavia, por se tratar de norma de eficácia limitada, o Estado da Paraíba, apenas, 12 anos depois, por meio da Lei nº 9.082/2010, concretizou o referido regime para o Grupo GPC Polícia Civil da Paraíba, nos seguintes termos:
Art. 1º Fica criado o subsídio para o Grupo GPC Polícia Civil da Paraíba, a ser implantado a partir de dezembro de 2010, nos termos da tabela disposta no anexo único desta Lei, garantida a paridade aos inativos à época, condicionado ao cumprimento da Lei Complementar nº 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal), sendo, no caso do referido impedimento, prorrogado o prazo de implantação do subsídio até o devido
enquadramento aos limites de gastos com despesa de pessoal, previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal.
(destaque nosso)”, informa.

MAGISTRADA REVELA AUSÊNCIA DE AÇÃO DO GOVERNO DO ESTADO PARA APLICAÇÃO DA LEI – “Verifica-se assim, que a Lei nº 9.082/2010, a partir do momento em que a despesa geral de pessoal do Estado ficou abaixo do seu limite máximo, transmutou-se em norma de eficácia plena cuja vigência ganha efetividade para produzir seus efeitos jurídicos”, ressalta a juíza.
“Além disso, tem-se que a Lei nº 9.082, foi publicada em abril de 2010, não sendo razoável que passados aproximados 12 anos da sua edição, sequer tenha havido a estruturação para que as despesas ficassem, em definitivo, nos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, como bem preceitua o seu artigo 169, da CF”, alerta.
“Assim, demonstrado o enquadramento no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, no exercício do ano 2011, dando plena eficácia a lei, deve o Estado adotar medidas de contenção de despesas de pessoal com a possibilidade de redução em, pelo menos, 20% das despesas com cargos em comissão e funções de confiança, e, até mesmo a exoneração dos servidores não estáveis e de servidores estáveis, conforme preceitua a LRF.




Na PB, apenas o deputado federal cabo Gilberto Silva (PL), assinou a lista que prevê anistia política ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

Na Paraíba, apenas o deputado federal cabo Gilberto Silva (PL), assinou a lista que prevê anistia política ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Até agora, segundo levantamento do site O Antagonista, 65 parlamentares assinaram a lista.

O deputado federal, Wellington Roberto, presidente estadual do PL, não assinou o projeto, segundo o portal. Até o momento, não se sabe os motivos da atitude de Wellington.

A proposta pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado à inelegibilidade pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Veja a lista de deputados que assinaram projeto:

Sanderson (PL-RS)

Abilio Brunini (PL-MT)

Alfredo Gaspar (União-AL)

Amalia Barros (PL-MT)

André Fernandes (PL-CE)

Bia Kicis (PL-DF)

Bibo Nunes (PL-RS)

Capitão Alberto Neto (PL-AM)

Capitão Alden (PL-BA)

Capitão Augusto (PL-SP)

Carlos Jordy (PL-RJ)

Chris Tonietto (PL-RJ)

Coronel Assis (União-MT)

Coronel Chrisóstomo (PL-RO)

Coronel Fernanda (PL-MT)

Coronel Telhada (PP-SP)

Coronel Ulysses (União-AC)

Daniela Reinehr (PL-SC)

Delegado Caveira (PL-PA)

Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP)

Delegado Ramagem (PL-RJ)

Diego Garcia (Republicanos-PR)

Dr. Frederico (Patriota-MG)

Evair de Melo (PP-ES)

Felipe Francischini (União-PR)

Fernando Rodolfo (PL-PE)

Filipe Barros (PL-PR)

General Girão (PL-RN)

General Pazuello (PL-RJ)

Gilberto Silva (PL-PB)

Gilvan da Federal (PL-ES)

Giovani Cherini (PL-RS)

Gustavo Gayer (PL-GO)

Hélio Lopes (PL-RJ)

José Medeiros (PL-MT)

Júlia Zanatta (PL-SC)

Junio Amaral (PL-MG)

Luiz Lima (PL-RJ)

Luiz Phillipe (PL-RJ)

Marcelo A. Antônio (PL-MG)

Marcelo Moraes (PL-RS)

Mário Frias (PL-SP)

Maurício do Vôlei (PL-MG)

Maurício Marcon (Podemos-RS)

Nikolas Ferreira (PL-MG)

Osmar Terra (MDB-RS)

Otoni de Paula (MDB-RJ)

Pedro Lupion (PP-PR)

Pedro Westphalen (PP-RS)

Pezenti (MDB-SC)

Pastor Marco Feliciano (PL-SP)

Reinhold Stephanes Júnior (PSD-PR)

Rodrigo Valadares (União-SE)

Rosangela Moro (União-SP)

Sargento Fahrur (PSD-PR)

Sargento Gonçalves (PL-RN)

Silvia Cristina (PL-RO)

Silvia Waiapi (PL-AP)

Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)

Thiago Flores (MDB-RO)

Vermelho (PL-PR)

Vicentinho Júnior (PP-TO)

Zé Trovão (PL-SC)

Zé Victor (PL-MG)

Coronel Zucco (PL-RS)




STF fixa regras e libera pagamento do piso da enfermagem para funcionários do setor público

O Globo

Profissionais de enfermagem fazem protesto no Rio pelo piso salarial. Foto: Alexandre Cassiano

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu liberar o pagamento do piso da enfermagem para servidores do setor público mediante o atendimento de alguns critérios. O julgamento, realizado no plenário virtual, terminou na noite desta sexta-feira.

A maioria dos ministros seguiu o voto do relator, Luís Roberto Barroso, para estabelecer que o piso deve ser pago por estados, Distrito Federal, municípios e autarquias somente nos limites dos recursos repassados pela União.

No voto de Barroso, apresentado em conjunto com o ministro Gilmar Mendes, foram estipuladas regras para o pagamento do piso para servidores públicos porque não há uma fonte segura para custear nos próximos anos os encargos financeiros impostos aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios.

Em 2023, o governo federal abriu crédito especial para esse fim. Barroso e Gilmar propõem que, para garantir o piso, a União possa usar recursos de emendas parlamentares.

O STF analisou uma ação ajuizada pela Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços (CNSaúde), que questionou a constitucionalidade de uma lei aprovada em 2022. A norma fixou o piso nacional em R$ 4.750 para os profissionais de enfermagem, R$ 3.325 para os técnicos de enfermagem, e R$ 2.375 para auxiliares e parteiras. Pela lei, os valores deveriam valer tanto para o setor público como para o setor privado.

Entenda o caso

– Em julho de 2022 o Congresso aprovou uma mudança na Constituição para estabelecer uma remuneração mínima para enfermeiros, auxiliares de enfermagem, técnicos de enfermagem e parteiras;
– Em setembro de 2022, o ministro Luís Roberto Barroso atendeu a uma solicitação da Confederação Nacional de Saúde, Hospitais Estabelecimentos de Serviços (CNSaúde) e suspendeu a lei que determinava o piso salarial nacional da enfermagem;
– A justificativa foi avaliar o impacto financeiro da medida para os entes federativos;
– Em maio deste ano, o ministro Barroso revogou a sua própria decisão e ficou liberado o pagamento do valor. O Supremo terminou de julgar essa decisão individual dada por Barroso;
– A liberação do piso para 2023 só foi possível porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que liberou R$ 7,3 bilhões a serem enviados para estados, DF e municípios.

As divergências entre os ministros apareceram sobretudo em relação ao setor privado, que emprega os enfermeiros celetistas. Os ministros Barroso, Gilmar, Cármen Lúcia e André Mendonça votaram para que a implementação do piso seja precedida de negociação coletiva, de modo a “admitir acordos, contratos e convenções coletivas, a fim de possibilitar a adequação do piso à realidade dos diferentes hospitais e entidades de saúde pelo país”. Segundo o relator da ação, o objetivo é evitar o risco de demissões e de prejuízo aos serviços de saúde.

O ministro Dias Toffoli apresentou um complemento a esse entendimento, no qual propõe que, além da negociação coletiva, seja prevista uma regionalização do valor do piso, devendo prevalecer “o negociado sobre o legislado”. Toffoli foi acompanhado por Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Nunes Marques.

“Em relação aos profissionais celetistas em geral, a implementação do piso salarial deve ocorrer de forma regionalizada mediante negociação coletiva realizada nas diferentes bases territoriais e nas respectivas datas base, devendo prevalecer o negociado sobre o legislado, tendo em vista a preocupação com eventuais demissões e o caráter essencial do serviço de saúde”, propôs Toffoli.

Somente os ministros Edson Fachin e Rosa Weber votaram para que a lei vigore da forma como foi aprovada, prevendo o mesmo piso para todos os profissionais.