Governo divulga resultado da eleição de conselheiros do Orçamento Democrático Estadual

O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria do Planejamento, Orçamento e Gestão, publicou na última quinta-feira (19), no Diário Oficial, o resultado do processo eleitoral dos novos conselheiros do Orçamento Democrático Estadual para o Biênio 2023/2025. A posse dos referidos conselheiros eleitos está programada para acontecer nas respectivas regiões que eles representam, no período de 13 de novembro a 2 de dezembro.

O processo eleitoral do Conselho Regional do Orçamento Democrático Estadual elegeu 439 novos conselheiros, representantes da sociedade civil das 14 regiões e aconteceu durante o período das audiências públicas regionais do ODE, envolvendo a participação de candidatos dos 223 municípios paraibanos.

O mandato será de dois anos, voluntário, não remunerado, sem qualquer vinculação funcional junto ao Governo da Paraíba. O conselho do Orçamento Democrático é responsável por acompanhar as obras, ações e serviços do governo, e ser um intermediário direto entre o governo e a sociedade civil.

Confira o calendário de Posse e local de cada região:

13/11 às 19h – João Pessoa (Auditório da Espep);

14/11 às 19h – Itabaiana (ECIT Dr. Antônio Batista);

20/11 às 19h – Cajazeiras (Auditório da Comissão Pastoral da Terra);

21/11 às 19h – Sousa (ECIT Chiquinho Cartaxo);

22/11 às 19h – Catolé do Rocha (Centro Cultural Geraldo Vandré);

23/11 às 19h – Pombal (ECIT Mons. Vicente de Freitas);

24/11 às 19h – Itaporanga (7ª Gerência Regional de Educação);

25/11 às 9h – Princesa Isabel (11ª Gerência Regional de Educação);

27/11 às 19h – Monteiro (ECIT José Leite de Souza);

28/11 às 19h – Patos (6ª Gerência Regional de Educação);

29/11 às 19h – Campina Grande (Cine São José);

30/11 às 19h – Picuí (Auditório Municipal Djailma Vasconcelos);

01/12 às 19h – Guarabira (ECIT José Soares de Carvalho);

02/12 às 9h – Mamanguape (ECIT João da Matta Cavalcanti de Albuquerque).




Câmara de vereadores afasta Bolão do cargo de vice-prefeito de Lucena após condenação por improbidade administrativa

O vice-prefeito de Lucena, Antônio Mendonça Monteiro Júnior (Bolão), foi afastado do cargo hoje, por decisão da Câmara Municipal. O decreto com o afastamento foi lido na sessão ordinária desta sexta-feira, 20. A providência foi tomada depois que transitou em julgado o processo que Bolão respondia por improbidade administrativa.

Na foto, o vice-prefeito fazendo o ‘L’ em alusão a campanha do prefeito Léo Bandeira. (Foto: Reprodução/Redes sociais )

O município de Lucena, no Litoral Norte do estado, não tem mais vice-prefeito a partir desta sexta-feira (20). O anúncio foi feito por meio da leitura de um decreto durante sessão da câmara municipal, pelo presidente da casa legislativa, Alexsandro Targino de Brito.

Segundo apurou a reportagem, o então vice-prefeito eleito Antônio Mendonça Monteiro Júnior (Bolão) teve o afastamento do cargo confirmado após ser transitado em julgado o processo em que o mesmo respondia por improbidade administrativa.

Condenado, Bolão teve os direitos políticos cassados por três anos. “Com a suspensão dos direitos políticos, com o trânsito em julgado da ação de improbidade administrativa, não cabe ao presidente da casa outra conduta se não a declaração de extinção do mandato do vice-prefeito”.

“Fica declarada a extinção do mandato do vice-prefeito de Lucena, estado da Paraíba, senhor Antônio Mendonça Monteiro Júnior, nos termos inciso 5º do artigo 15 da constituição federal e artigo da lei orgânica do município de Lucena”, traz trecho do decreto legislativo 01/2023, datado desta sexta-feira (20).

Sobre o processo 

O processo contra Bolão foi aberto pelo Ministério Público da Paraíba e distribuído em maio de 2014 para a justiça paraibana. Segundo a ação civil pública, houve a inclusão no contracheque dos servidores a expressão “prefeito bolão”.

A decisão proferida este ano contra Bolão é do ano de novembro do ano passado, da 4ª Vara Mista de Cabedelo.

“Julgando o pedido procedente para decretar a perda da função pública, a suspensão dos direitos políticos por 5 anos, a multa civil de 10 vezes da remuneração mensal recebida na época dos fatos e ao pagamento das custas processuais” diz trecho da decisão assinada pela juíza Teresa Cristina de Lyra Veloso. Veja detalhes:

NOTA AO POVO DE LUCENA:

 “Venho por meio desta, esclarecer ao povo Lucenense, após ser surpreendido com a leitura do Decreto Legislativo, na manhã dessa sexta-feira (20/10), pelo Presidente da Câmara, Alecsandro Toscano, e que anuncia a vacância do Cargo de Vice-prefeito, a quem me foi confiado pela grande maioria do Povo ordeiro do nosso Município, na ação de n° 0002786-76.2014.8.15.0731 por conta de suposta veiculação da frase “Prefeito BOLÃO” nos contracheques dos servidores em 2008, ferindo o preceito constitucional da Impessoalidade, em fase de cumprimento de sentença na 4a. Vara de LUCENA, com prazo em curso ao ministério público, para manifestação e posteriormente decisão do MM. Juízo da 4a. Vara Mista de CABEDELO e por fim, a comunicação da decisão ao Poder Legislativo de LUCENA.  Pois bem, de forma odiosa e imprudente, o Presidente AlecSANDRO, atropelou o trâmite processual, sem qualquer comunicação oficial da Justiça, juntando apenas uma CERTIDÃO, juntamente com sua assessoria jurídica, subestimando e desrespeitando milhares de votos destinados ao Vice-prefeito BOLÃO nas eleições de 2020.

       Pois bem, dito isso, venho informar a população em geral, que já adotei as medidas jurídicas que o caso requer, para restabelecer o mandato do POVO, surrupiado pelo Vereador AlecSANDRO, que sonha a todo custo ser prefeito de LUCENA, sem voto, e sem prestígio popular, apenas com intuito de satisfazer seu desejo sagaz !

Por fim, agradeço a Deus, a minha esposa, filhos, familiares e amigos, bem como ao Povo em geral pela confiança depositada e solidariedade prestada em mais um momento difícil de minha vida, que  mais uma vez, entrego nas mãos de DEUS !!!

Forte abraço, sempre BOLÃO!”

 




Comissão da Câmara aprova projeto para proibir casamento entre pessoas do mesmo sexo

Texto propõe alteração no Código Civil a fim de impedir união civil homoafetiva. Governistas criticaram a proposta. Projeto ainda terá de ser analisado por outras comissões.

O texto agora segue para as comissões de Direitos Humanos e de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. Após idas e vindas, o relator, deputado Pastor Eurico (PL-PE), apresentou o parecer final, mantendo redação que proíbe o casamento homoafetivo. (Foto: reprodução)

A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara aprovou, por 12 votos a 5, nesta terça-feira (10) um projeto que tem o objetivo de proibir o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O texto agora segue para as comissões de Direitos Humanos e de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. Após idas e vindas, o relator, deputado Pastor Eurico (PL-PE), apresentou o parecer final, mantendo redação que proíbe o casamento homoafetivo.

No novo relatório, Eurico propôs a inclusão, no Código Civil, de trecho que define que pessoas do mesmo sexo não podem se casar. O texto também estabelece que o poder público e a legislação civil não podem interferir nos critérios e requisitos do casamento religioso.

O relator chegou a propor a criação, no Código Civil, de um novo instituto, chamado de “sociedade de vida em comum”, que seria diferente do casamento e da união estável.

O ponto, entretanto, foi excluído do texto depois de deputados conservadores entenderem que o dispositivo abria uma brecha para legitimar o poliamor – relacionamento consensual com mais de um parceiro.

Ainda conforme a proposta aprovada, a interpretação do que é casamento e união estável não poderá admitir “extensões analógicas”. Presidente de comissão pede retirada de ativistas LGBTQIA+ de plenário onde PL sobre união homoafetiva estava sendo votado.

O texto aprovado na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família foi apresentado em 2007 – portanto, antes de o Supremo Tribunal Federal (STF) permitir uniões homoafetivas – e desengavetado em 2023.




CPMI dos Atos Golpistas aprova relatório final

Texto pede indiciamento do ex-presidente Jair BolsonaroCPMI dos Atos Golpistas teve discussão entre parlamentares

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CPMI dos Atos Golpistas teve discussão entre parlamentares

Nesta quarta-feira, o colegiado da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Golpistas aprovou o parecer final do relatório das investigações, que tem gerado intensos debates e expectativas em todo o país.

Foram 20 votos favoráveis ao texto da relatora da comissão, Eliziane Gama (PSD-MA), enquanto 11 optaram por reprovar o relatório.

A senadora apresentou um relatório que pede o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) por golpe de Estado, além de mais três crimes relacionados às suas ações.

“O 8 de janeiro é obra do que chamamos de bolsonarismo. não foi um movimento espontâneo ou desorganizado; foi uma mobilização idealizada, planejada e preparada com antecedência. Os executores foram insuflados e arregimentados por instigadores que definiram de forma coordenada datas, percurso e estratégia de enfrentamento e ocupação dos espaços”, afirmou Eliziane Gama.

O relatório da CPMI dos Atos Golpistas aponta um total de 26 delitos diferentes, incluindo a tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Esse documento, fruto de extensas investigações e depoimentos colhidos ao longo dos meses, agora seguirá para os órgãos responsáveis, com destaque para o Ministério Público Federal, que terá a incumbência de avaliar as informações e decidir se tomará medidas legais.

A comissão parlamentar foi criada para investigar os eventos e atos ocorridos durante o mandato de Jair Bolsonaro que levantaram suspeitas de ameaças à democracia brasileira. Desde o início dos trabalhos, a CPMI se concentrou em analisar discursos, atitudes e ações que supostamente desafiaram os princípios democráticos do país, gerando tensão política e social.

Agora, as instituições brasileiras, incluindo o Ministério Público Federal, terão a missão de decidir como proceder com base nas conclusões e evidências apresentadas no relatório da CPMI.




Governador faz aceno positivo a propostas de Dinho para recuperação econômica do Centro Histórico

O presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, Dinho Dowsley (Avante), participou de reunião, nesta quarta-feira (18), com o governador João Azevêdo (PSB). O encontro foi solicitado pelo parlamentar para que fosse apresentado ao mandatário um plano de ação voltado para a revitalização econômica do Centro da capital. O documento contém quatro tópicos importantes para o comércio da região.

O encontro ocorreu logo após uma audiência pública realizada na Casa de Napoleão Laureano justamente para discutir medidas voltadas para o resgate econômico do bairro que serviu de berço para a capital. Na reunião, o governador ouviu atentamente os pontos apresentados e prometeu medidas para reverter a situação. A ideia é que as ações entrem em vigor já a partir de novembro.

O plano apresentado por Dinho traz desde medidas para facilitar a mobilidade até questões como segurança e incentivos fiscais. Ele apresentou na Câmara um projeto que concede gratuidade progressiva na Zona Azul para quem comprar no Centro e tem discutido com empresários do comércio e dos transportes públicos a concessão gratuidade também nas passagens de ônibus, para quem igualmente comprar no Centro.

O terceiro ponto trata da segurança no Centro Histórico. Durante a audiência pública realizada na Câmara de João Pessoa, comerciantes e empresários do setor de serviços reclamaram dos riscos de assaltos após as 16h. E por último, Dinho solicitou ao gestor a concessão de incentivos fiscais para que se mantenha o que já existe na região e permitir a atração de novos investimentos para o centro comercial.

“O governador se mostrou bastante sensível às pautas que foram apresentadas e prometeu empenho na busca das soluções. Ele informou que tem buscado parcerias com a prefeitura de João Pessoa para que seja apresentado um plano conjunto já em novembro deste ano. E a Câmara Municipal de João Pessoa estará sempre à disposição para levar essa discussão à diante”, disse Dinho, que já apresentou os mesmos pontos ao prefeito Cícero Lucena (PP).

O governador demonstrou preocupação, também, com uma pauta que é cara aos comerciantes do Centro. Atualmente, vários investimentos deixam de ser feitos por restrições impostas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba (Iphaep). Tanto Dinho quanto João Azevêdo concordam que é preciso maior flexibilidade na análise dos projetos, em linha com o que ocorre no resto do mundo, com o moderno convivendo em harmonia com a história.




Novo padre dirigente do Hospital Padre Zé abençoou Bolsonaro em viagem para Israel em 2019

Lembrança do acontecimento foi feita nesta terça-feira (17) pelo jornalista Clilson Júnior, durante o programa Arapuan Verdade, da Arapuan FM.

Padre George e Bolsonaro estiveram em Israel em 2019 (Foto: Reprodução)

O novo diretor-presidente do Hospital Padre Zé, padre George Batista, esteve com o ex-presidente Jair Bolsonaro em 2019, Com o então presidente do Brasil em Israel. A lembrança do acontecimento foi feita nesta terça-feira (17) pelo jornalista Clilson Júnior, durante o programa Arapuan Verdade, da Arapuan FM.

Como publicado pelo ClickPB, Bolsonaro cumpria agenda oficial e foi às lágrimas ao receber as bençãos de um padre paraibano.

Durante a benção feita pelo padre George Batista, da comunidade Filhos da Misericórdia, Bolsonaro não aguentou a oração coletiva do grupo liderado pelo religioso, que se aglomeraram no salão onde ele se encontrava e, chegou a colocar as mãos no rosto para enxugar as lágrimas.

O religioso fazia uma oração para abençoar o presidente quando o grupo começou a entoar o canto cristão: “O presidente já foi abençoado porque o senhor já derramou o seu amor. Derrama senhor, derrama sobre ele o seu amor”, cantaram.

www.reporteriedoferreira.com.br/clickpb



CPMI do 8/01: relatório final culpa bolsonarismo e pede indiciamentos

Os pedidos de vista serão concedidos até às 9h de amanhã (18), quando o documento será votado em definitivo

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Relatora da CPMI do 8 de janeiro, Eliziane Gama (PSD-MA)

Reprodução: Redes Sociais

Relatora da CPMI do 8 de janeiro, Eliziane Gama (PSD-MA)

A  Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os atos golpistas de 8 de janeiro finaliza os trabalhos nesta terça-feira (17) com a leitura do relatório final, assinado pela relatora e senadora Eliziane Gama (PSD-MA) . O documento possui mais de 1.300 páginas e pede dezenas de indiciamento.

“As investigações aqui realizadas, os depoimentos colhidos, os documentos recebidos permitiram que chegássemos a um nome em evidência e a várias conclusões. O nome é Jair Messias Bolsonaro. Como se verá nas páginas que se seguem, a democracia brasileira foi atacada, massas foram manipuladas com discurso de ódio, milicianos digitais foram empregados para disseminar o medo”, disse Eliziane na introdução do relatório.

Segundo a relatora, os atos de 8 de janeiro estão ligados ao bolsonarismo.

“O 8 de janeiro é obra do que chamamos de bolsonarismo. Diferentemente do que defendem os bolsonaristas, o 8 de janeiro não foi um movimento espontâneo ou desorganizado. Foi uma mobilização idealizada, planejada e preparada com antecedência”, diz ainda na introdução.

De acordo com o presidente da comissão, Arthur Maia (União Brasil-BA) os pedidos de pedido de vista serão concedidos até às 9h de amanhã (18), quando o relatório final será votado em definitivo.

Após a aprovação do documento, ele deve ser encaminhado aos órgãos responsáveis de acordo com as condutas criminosas indicadas no relatório. Em geral, o texto é enviado ao Ministério Público e à Advocacia-Geral da União.

“Após eventual aprovação do nosso relatório, este documento será enviado à Procuradoria Geral da República e aos demais órgãos constituídos, no que couber, para as devidas providências. A nossa expectativa é que as investigações que iniciamos não se encerrem com a conclusão da CPMI do 8 de janeiro’, disse a relatora Eliziane Gama em entrevista exclusiva ao iG 

No relatório, Gama sugere o indiciamento de 56 pessoas. Os crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de depor governo legítimo são os mais apontados. Veja a lista dos principais indiciados:

1- ex-presidente Jair Bolsonaro

2- ex-ministro da Justiça de Bolsonaro e ex-secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres

3- ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional de Bolsonaro, general Augusto Heleno

4- ex-candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro e ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, general Braga Netto

5- ex-ajudante de ordens e principal assessor de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid

6- deputada federal Carla Zambelli (PL-SP)

7- ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasque

A comissão foi instalada no dia 25 de maio , aprovou mais de 180 requerimentos e realizou 20 oitivas. Entre os principais depoentes estão: o ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal e ex-ministro da Justiça, Anderson Torres; o general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid; o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques e o hacker Walter Delgatti Neto, mais conhecido como “hacker da Vaza Jato”.

As oitivas foram finalizadas no dia 3 de outubro com o empresário Argino Bedin, suspeito de ter financiado os atos golpistas . Havia a expectativa ainda da comissão ouvir  Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa e também foi candidato a vice-presidência na chapa de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, mas o depoimento foi cancelado. Era esperado também o depoimento da  deputada federal, Carla Zambelli (PL-SP), ligada ao hacker Walter Delgatti .




João Azevêdo anuncia investimentos de R$ 120 milhões em obras de novas rodovias

O governador João Azevêdo anunciou, nesta segunda-feira (16), durante o programa semanal Conversa com o Governador, transmitido em cadeia estadual pela Rádio Tabajara, investimentos de R$ 120 milhões de recursos próprios do estado na implantação e pavimentação de novas estradas na Paraíba.

Serão realizadas as obras de implantação e pavimentação da PB-366, que ligará os municípios de Aguiar a Coremas, com 20,01 Km de extensão; a implantação e pavimentação ao distrito de Montevideo, em Conceição, com 3,78 Km de extensão; e a implantação e pavimentação da PB-387, no trecho de Uiraúna, Vieirópolis e acesso ao distrito de Quixaba, com 17,75 Km de extensão.

Também foram anunciadas a implantação e pavimentação da PB-210, entre os municípios de Taperoá a São José dos Cordeiros, com 24,49 Km de extensão; e a implantação e pavimentação do acesso ao distrito de Campo Alegre, em Vieirópolis, com 4,78 Km de extensão. E de Lagoa dos Patosno valor de R$ 3 milhões.

As obras de iluminação da Avenida João de Souza Maciel, em Cajazeiras, e a construção de ponte sobre o açude Jatobá, em Patos, estão incluídas na relação de novos investimentos.

“Estamos dando continuidade ao programa de estradas, que é muito forte na Paraíba, com a publicação de novos editais de licitação, potencializando a economia e a produção das cidades. A estrada de Taperoá a São José dos Cordeiros, por exemplo, é muito importante porque São José dos Cordeiros já está sendo ligada a Livramento, que também recebe obras de ligação até a divisa com Pernambuco. Também será realizada a pavimentação da Avenida Lagoa dos Patos, em Patos, resultado da capacidade de investimento e da eficiência da nossa gestão fiscal”, comentou o governador João Azevêdo.




Saúde mental é principal problema para os professores, aponta pesquisa

A saúde dos professores não vai bem no Brasil. É o que aponta o livro Precarização, Adoecimento & Caminhos para a Mudança. Trabalho e saúde dos Professores, lançado nesta semana pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro).

O livro foi lançado durante o V Seminário: Trabalho e Saúde dos Professores – Precarização, Adoecimento e Caminhos para a Mudança. Durante o seminário, os pesquisadores apontaram que, seja na rede pública ou na rede privada, os professores sofrem de um mesmo conjunto de males ou doenças, em que há predomínio dos distúrbios mentais tais como síndrome de burnout, estresse e depressão. Depois deles aparecem os distúrbios de voz e os distúrbios osteomusculares (lesões nos músculos, tendões ou articulações).

“Os estudos têm mostrado que as principais necessidades de afastamento para tratamento de saúde dos professores são os transtornos mentais. Quando olhávamos esses estudos há cinco anos, eles apontavam prevalência maior de adoecimento vocal. Mas isso está mudando. Hoje os transtornos mentais já têm assumido a primeira posição em causa de afastamento de professores das salas de aula”, disse Jefferson Peixoto da Silva, tecnologista da Fundacentro.

Segundo Frida Fischer, professora do Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), entre os principais problemas enfrentados por docentes no trabalho está a perda de voz, a perda auditiva, os distúrbios osteomusculares e, mais recentemente, as doenças mentais. “Essas são as principais causas de afastamento dos professores”, disse, em entrevista coletiva.

Uma pesquisa realizada e divulgada recentemente pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) já havia apontado que muitos professores estão enfrentando problemas relacionados à saúde mental e que isso pode ter se agravado com a pandemia do novo coronavírus.

Violência

Outro problema que agravou a saúde dos professores é a violência, aponta Renata Paparelli, psicóloga e professora da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. Segundo ela, o adoecimento dos professores pode ser resultado de três tipos de violência: a física, como as agressões e tapas; as ameaças; e também as resultantes de uma atividade psicossocial cotidiana, como os assédios, por exemplo, relacionados à gestão escolar. Além disso, destaca, há também os episódios de ataques contra as escolas.

As consequências dessas violências, diz Renata, podem resultar tanto em um problema físico, tais como uma lombalgia ou lesão, quanto em uma doença relacionada a um transtorno de estresse pós-traumático.

“A escola não é uma ilha separada de gente. A escola está dentro de uma comunidade, está na sociedade e todos os problemas da sociedade vão bater lá na porta da escola. O tempo todo a escola reflete os problemas que existem na sociedade”, ressaltou Wilson Teixeira, supervisor escolar da Secretaria Municipal de Educação da prefeitura de São Paulo. “Então, a escola também pode ser promotora de violência. Uma gestão autoritária, por exemplo, pode causar sim adoecimento dos professores”, destacou.

Além da violência, a falta de recursos ou de condições apropriadas também contribui para que o professor adoeça. Isso, por exemplo, está relacionado não só à infraestrutura da escola como também aos baixos salários, jornadas excessivas e até a quantidade de alunos por salas de aula. “As doenças relacionadas ao trabalho estão diretamente relacionadas às condições de trabalho, aos recursos que os professores têm para a administração de seu cotidiano. Quando as condições de trabalho são precárias, tanto em infraestrutura quanto em recursos ou exigências, e quando existe um desequilíbrio entre o que o professor tem de fazer e aquilo que é possível ser feito dentro daquelas condições, as pessoas vão adoecer”, disse Frida Fischer.

Para Solange Aparecida Benedeti Penha, secretária de assuntos relativos à saúde do trabalhador da Apeoesp, parte desses problemas podem ser resolvidos com o fortalecimento das denúncias e também por meio de negociações entre os sindicatos e os governos. “Defendemos menos alunos nas salas de aula, professores valorizados e, consequentemente, isso vai trazer uma melhoria para a educação”, disse.

Para Jeffeson Peixoto da Silva, todas essas questões demonstram que é necessário que sejam pensadas políticas públicas voltadas também para o bem-estar dos professores. “A principal conclusão do livro é a questão das políticas públicas, a importância de termos políticas públicas e que sejam favoráveis às melhorias das condições de saúde e de trabalho dos professores. Medidas pontuais podem beneficiar alguns, mas temos no Brasil um número muito grande de professores, mais de 2 milhões, que vivem em regiões e situações diferentes, então as políticas públicas são aquelas capazes de abranger toda essa necessidade”, disse Silva.

 

Por Agência Brasil

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil




Definição “exótica” da Fifa para a Copa de 2030 abre caminho para o maior sonho do reino saudita

Mohammed bin Salman. Foto: Leon Neal/Getty Images

por Rafael Serra

O presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, foi quem anunciou a decisão que pegou de surpresa o mundo do futebol. A Fifa atendeu a um antigo pedido das federações sul-americanas e decidiu que a Copa do Mundo de 2030 terá partidas no Uruguai, onde a competição nasceu, além de Argentina e Paraguai.

Veja bem… “terá partidas”. Isso porque somente as estreias dos três países citados serão na América do Sul. As demais 101 partidas da competição serão em Espanha, Portugal e Marrocos, que há tempos despontavam com a candidatura mais forte ao Mundial, sob o apoio das maiores confederações do planeta: Uefa (Europa), CAF (África) e AFC (Ásia).

O recém-conquistado apoio asiático à candidatura ibero-marroquina não veio sem uma enorme contrapartida. Segundo noticiado por vários veículos, entre eles o jornal espanhol Marca, a Arábia Saudita costurou um acordo político no qual apoiaria o projeto em troca do aval de federações europeias para receber o Mundial seguinte, em 2034.

A iniciativa também contaria com o suporte informal da Fifa. Inclusive, a proposta feita por Infantino em 2021, de reduzir para dois anos o intervalo entre Copas, foi interpretada como uma forma de antecipar a realização do evento em solo saudita. Muito criticada, a ideia naufragou.

Cereja no bolo saudita

Receber a Copa do Mundo é, para muitos, o objetivo final da parte esportiva do projeto “Visão Saudita 2030”, que centraliza a estratégia do país de diversificar a economia e reduzir sua dependência do petróleo.

Doutor em Relações Internacionais pela Universidade de São Paulo, José Antonio Lima comentou o plano saudita à CNN, em agosto.

“Idealizado pelo príncipe Mohamed [bin Salman], [o Visão 2030] é a estrutura de toda a estratégia. Diversificar a economia, aumentar a participação do setor privado, reduzir desemprego, aumentar participação das mulheres no mercado de trabalho, não deixar o país à mercê da volatilidade do petróleo. Além de mudar a vida no reino, ampliar o entretenimento e fazer com que os sauditas gastem dinheiro dentro do país, não em outras regiões do Golfo como ocorre atualmente”.

“Sportswashing”

Entretanto, vale destacar que o Reino da Arábia Saudita é acusado de diversas violações de direitos humanos. A mais famosa delas é o assassinato do jornalista, Jamal Khashoggi. Crítico da família real, ele foi morto no consulado saudita em Istambul, em outubro de 2018.

Especialistas consideram que o enorme investimento do país no futebol seria uma forma de mascarar os abusos cometidos pelo regime.

Candidatura conjunta?

No comunicado em que oficializou a escolha das sedes do Mundial de 2030, a Fifa reiterou que a realização da Copa do Mundo seguirá tendo como pilar o rodízio de continentes. Sendo assim, a entidade pediu que os países-membros da AFC (Ásia) e OFC (Oceania) apresentem suas propostas. Ou seja, as três partidas em solo sul-americano são tratadas como se o continente estivesse recebendo o Mundial tanto quanto Espanha, Portugal e Marrocos.

Além da Arábia Saudita, China, Austrália e Nova Zelândia surgem como possíveis interessados em uma candidatura conjunta. Nenhum desses países já recebeu o Mundial masculino.

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