Correção da tabela do IR isentaria quase 29,1 milhões de contribuintes, diz estudo

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Por Raquel Porto Alegre, Marina Mota

Um estudo do Sindicato dos Auditores da Receita Federal (Sindifisco), divulgado na sexta-feira (12), mostra que, se a tabela do imposto de renda fosse corrigida, considerando o acumulado da inflação desde 1996, cerca de 29,1 milhões de contribuintes estariam isentos (leia mais abaixo).

O Sindicato aponta que uma defasagem na tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) no Brasil, que, pelos cálculos da entidade, chegou a 149,56%.

Para fazer as contas, o Sindicato levou em consideração a inflação do ano passado, que foi de 4,62%, de acordo com IBGE.

O governo ampliou a faixa de isenção para quem ganha até dois salários mínimos, mas manteve sem correção as outras faixas. Na prática, isso faz com que mais gente pague o imposto de renda.

O limite de isenção agora é para quem ganha até R$ 2.112,00. Se o governo tivesse corrigido integralmente o limite de isenção, só passaria a pagar imposto de renda quem recebe mais de R$ 4.899,69, segundo a projeção da entidade.

Segundo o diretor de Assuntos Técnicos do Sindicato, Marcelo Lettieri, a classe média mais baixa é a mais prejudicada, quando não tem correção da tabela. “Se o trabalhador tiver reajuste só para repor a inflação, passa a pagar mais imposto só pelo fato de a tabela não ser corrigida pela inflação”, explica.

O limite de isenção vem caindo ao longo dos anos. Em 1996, quem ganhava até nove salários mínimos não pagava imposto de renda. Em 2006, a isenção passou a valer para quem ganhava pouco mais de quatro salários mínimos. Em 2016, só ficou livre do leão quem ganhava 2,16 salários mínimos.

Em 2023, apenas o limite de isenção foi ajustado, passando de R$ 1.903,98 para R$ 2.112, representando uma taxa de correção de 10,93%

Atualmente, o número de pessoas isentas sem a correção da tabela do imposto de renda é de 14,6 milhões de pessoas, segundo o levantamento do Sindifisco. Se a correção fosse totalmente aplicada, esse número dobraria, chegando aquele patamar de 29,1 milhões de contribuintes.

Lettieri defende que a proposta da reforma tributária do imposto de renda é uma grande oportunidade para mudar as regras do sistema tributário que ela quer. “É possível cobrar um um pouco mais dos mais ricos e aliviar a classe média espremida neste meio”, afirma o diretor do sindicato.

About Author




Boulos e Marta se reúnem e selam chapa para as eleições de 2024 em SP

Ex-prefeita recebeu parlamentar para um almoçoverlay-clever

Último Segundo

Por

|

Atualizada às 

Marta e Boulos selaram aliança neste sábado
José Luís da Conceição

Marta e Boulos selaram aliança neste sábado

O pré-candidato à prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL) se reuniu na tarde deste sábado (13) com a ex-prefeita Marta Suplicy, que será sua vice na chapa . O encontro aconteceu na casa de Marta, na zona Sul da capital paulista.

Boulos chegou por volta das 13h40 e deixou o local por volta das 16h30. Na saída, o deputado federal minimizou o passado com a ex-prefeita e disse que a aliança visa o presente e o futuro.

“A aliança que está se construindo não vai olhar para o passado. É uma aliança que se constrói a partir do presente e do futuro”, declarou Boulos. “As diferenças políticas, as críticas que eu fiz a ela que ela fez a mim só mostram como é uma aliança que amplia, não é uma aliança entre pessoas que pensam da mesma forma”, completou.

Segundo ele, o objetivo principal da união é “enfrentar e derrotar o bolsonarismo”, já que seu principal rival, o atual prefeito e candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB), recebeu apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “A possibilidade da maior cidade do Brasil ser governada por um aliado de Bolsonaro une vários setores, mesmo com diferenças, para conseguir garantir uma vitória democrática esse ano”, disse Boulos.

Boulos se encontrou com Marta neste sábado
João Vitor Revedilho/Portal iG

Boulos se encontrou com Marta neste sábado

O psolista ainda elogiou Marta e disse que ela agrega para a chapa. “A Marta agrega profundamente para o projeto que estamos construindo para a cidade de São Paulo. A Marta agrega em experiência administrativa, agrega uma amplitude, essa ideia de uma frente democrática na cidade”, disse o candidato.

O nome de Marta como vice de Boulos era especulado desde dezembro, mas ganhou força nesta semana após uma reunião entre ela e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Uma das condições para compôr a chapa do psolista era de que Lula fizesse a indicação do vice.

Para concretizar o acordo, Marta Suplicy deverá retornar ao PT, partido em que foi filiada por 30 anos. Segundo o deputado Rui Falcão (PT-SP), que participou do encontro, a filiação deve acontecer em fevereiro, antes do Carnaval. “A Marta quer entrar logo na campanha”, disse Falcão.

Até a última terça-feira (9), Marta ocupava o cargo de secretária de Relações Internacionais na Prefeitura de São Paulo, mas  pediu demissão após aceitar o convite de Lula para ser vice de Boulos. Nos bastidores, a notícia revoltou o prefeito Ricardo Nunes (MDB), que contava com o apoio dela para a sua candidatura à reeleição.

Segundo Boulos, Marta deixou o cargo após consolidação do apoio de Bolsonaro a Nunes. “Essa foi a razão da ruptura dela com o governo atual do Ricardo Nunes, que firmou uma aliança com Jair Bolsonaro e será o candidato do Bolsonaro na cidade de São Paulo. Por isso, a Marta teve a postura de sair do governo, coerente com que ela havia feito em 2022, quando apoiou o Lula numa frente democrática”.

Prévias no PT

Boulos evitou dar detalhes sobre as negociações para que Marta seja sua vice na chapa de 2024 e deixou a decisão para o PT. A cúpula petista deve se reunir na próxima terça-feira (16) para sacramentar o acordo.

Nos bastidores, o deputado estadual Eduardo Suplicy (PT) pediu a realização de uma prévia interna para decidir o candidato à vice do Boulos. Aos jornalistas, Falcão rechaçou a ideia e manteve o nome de Marta como a única cotada para o cargo. “Para ter prévia, precisa ter mais de um candidato. Como não tem nenhum até agora, esse é um anti-fato”, declarou Falcão.

Após a reunião com Marta, Boulos seguiu para a casa de Eduardo Suplicy, com quem deve conversar sobre a campanha.

Marta volta ao PT

Marta retorna ao PT após oito anos longe do partido. Pela legenda, foi deputada federal, ministra dos governos Lula e Dilma Rousseff, senadora e prefeita de São Paulo entre 2001 e 2005.

Ela deixou o grupo político após as acusações da Operação Lava Jato e migrou para o MDB. Em 2018, deixou a legenda e ficou sem partido por dois anos, quando se filiou ao Solidariedade. Durante a pandemia, também saiu da legenda e se tornou próxima do ex-prefeito de São Paulo, Bruno Covas, morto em 2021, e que a convidou para assumir o cargo na secretaria.

Fora do PT, Marta votou, enquanto senadora, pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Questionado sobre a recepção da notícia da filização de Marta dentre os petistas, Falcão disse que o partido “não tem unanimidades”.

“Aliás, essa é uma qualidade, porque tem livre expressão de pensamento. É natural que uma ou outra tendência se manifestem contra essa possibilidade, como eu pessoalmente me opus à candidatura do vice-presidente Geraldo Alckmin. Isso não nos preocupa”, disse ele.




Prédios irregulares: “Lei do Gabarito tem que ser cumprida”, defende governador

O governador João Azevêdo (PSB) defendeu, na noite dessa sexta-feira (12), o cumprimento da “Lei do Gabarito”, dispositivo regulatório da altura máxima permitida na construção de prédios na orla marítima de João Pessoa. A legislação foi violada por construtoras nas praias de Cabo Branco e Manaíra, segundo o Ministério Público da Paraíba. A declaração do socialista foi dada durante abertura da 37ª Edição do Salão de Artesanato.

“A legislação tem que ser cumprida. Confesso que não tenho detalhes de que prédios são esses, quanto foi deixado de cumprir. Mas, tem uma legislação e tem que ser cumprida, e cumprida por todos”, asseverou João Azevêdo.

Diante das irregularidades constatadas, a promotora Cláudia Cabral, do Ministério Público, sugeriu a demolição das áreas excedentes dos quatro prédios de luxo.

Ao Portal MaisPB e programa de rádio Hora H, veículos da Rede Mais, o Sindicato da Indústria da Construção Civil da Capital e o secretário de Planejamento do município, José William, defenderam  um acordo compensatório para evitar as derrubadas. Eles consideram que o limite excedido pela construtoras não é de grande proporção.

“Instauramos inquéritos civis e estamos na fase final da investigação, relativos aos empreendimentos já identificados por meio de perícia ambiental com excedente a altura do gabarito. Fizemos uma reunião esta semana com as construtoras, com o Município e o Sinduscon para mostrar os danos causados, apresentar o posicionamento do Ministério Público pela demolição do excedente da altura a fim de restaurar os danos ambientais já causados”, explicou a promotora.

“A orla marítima é um bem de valor imaterial e é esse bem que estamos tutelando com fundamento, inclusive constitucional uma vez que além da CF, a Constituição de Estado da Paraíba em seu artigo 229 estabelece que a nossa zona costeira é patrimônio ambiental, paisagístico, histórico e ecológico, na faixa de 500 metros de largura, devendo o Plano Diretor do Município observar nas construções o escalonamento de gabaritos a partir de doze metros e noventa centímetros, compreendendo pilotos e três andares, podendo atingir trinta e cinco metros de altura, no limite da faixa mencionada neste artigo (art. 229, parágrafo 1º, alínea a da Constituição do Estado da Paraíba)”

www,reporteriedoferreira.com.br   MaisPB




Promotora nega acordo e reafirma posição do MP pela demolição parcial de ‘espigões’ na orla

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) divulgou uma nota na manhã desta sexta-feira (12) sobre a investigação ministerial relacionada aos prédios cujas obras ultrapassam a altura determinada pela legislação nos 500 metros da orla de João Pessoa. Na nota, a promotora de Justiça, Cláudia Cabral Cavalcante, que atua na área do meio ambiente e patrimônio social de João Pessoa, confirma o posicionamento ministerial pela demolição da área excedente, somado a recomposição do dano ambiental.

Ela também faz os seguintes esclarecimentos:

1 –  O MPPB requisitou  o embargo das obras situadas nos 500m da faixa de orla decorrente da altura máxima permitida – No inquérito civil instaurado, o MPPB investiga irregularidades na altura de prédios que feriram o gabarito e que resultou no embargo das obras e consequentemente na suspensão do habite-se por parte do Município, responsável pelo processo de licenciamento.

2 – Fase de instrução dos ICs. Não houve acordos  –  Os feitos seguem em instrução, não tendo havido nenhum tipo de ajustamento de conduta ou qualquer  proposta de acordo por parte do MPPB. A promotora explica: “Instauramos inquéritos civis e estamos na fase final da investigação, relativos aos empreendimentos  já identificados por meio de perícia ambiental com excedente a altura do gabarito . Fizemos uma reunião esta semana com as construtoras, com o Município e o Sinduscon para mostrar os danos causados, apresentar o posicionamento do Ministério Público pela demolição do excedente da altura a fim de restaurar os danos ambientais já causados. A orla marítima é um bem de valor imaterial e é esse bem que estamos tutelando com fundamento, inclusive constitucional uma vez que além da CF, a Constituição de Estado da Paraíba em seu artigo 229 estabelece que a nossa zona costeira é patrimônio ambiental, paisagístico, histórico e ecológico, na faixa de 500 metros de largura, devendo o Plano Diretor do Município observar nas construções o escalonamento de gabaritos a partir de doze metros e noventa centímetros, compreendendo pilotos e três andares, podendo atingir trinta e cinco metros de altura, no limite da faixa mencionada neste artigo (art. 229, parágrafo 1º, alínea a da Constituição do Estado da Paraíba)”.

3 – Três prédios irregulares e ampliação da investigação – Até o momento, foram instaurados quatro inquéritos e a investigação constatou irregularidades em três prédios construídos na faixa de 500 metros da faixa de orla marítima de João Pessoa (12,90 metros de altura na primeira quadra, podendo chegar ao máximo de 35 metros no final da faixa de 500 metros a partir da orla). Além dos inquéritos que investigam a situação dessas edificações, o MPPB instaurou um inquérito civil geral visando à implementação da política pública ambiental de forma que fatos dessa natureza não ocorram mais e cobrando do Município a fiscalização efetiva e um protocolo de atuação e fiscalização. Nesses autos, o MPPB investiga a situação de todas as obras existentes na faixa desses 500 metros da orla. A Promotoria de Justiça pediu que a Prefeitura avaliasse todos os projetos executivos e procedesse a fiscalização de todas as obras existentes para verificar se estão em conformidade com os projetos iniciais para os quais tiveram autorização. O objetivo é que o Município embargue todas as obras que estiverem irregulares e ajustem as alturas do gabarito.

www.reporteriedoferreira.com.br/parlamentopb




Transferência via DOC chega ao fim na próxima segunda-feira

DOC foi uma das modalidades mais usadas pelos brasileiros até a criação do PIX (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Um dos meios de transações bancárias mais usados pelos brasileiros nos últimos anos, o Documento de Ordem de Crédito (DOC) chega ao fim às 22h do dia 15 deste mês. O modo de movimentação financeira caiu em desuso após o surgimento do PIX e será descontinuado. Confira abaixo quais as outras modalidades de transação bancária disponíveis aos brasileiros.

O DOC foi criado em 1985, pelo Banco Central, e tinha como valor máximo de transferência R$ 4.999,99. As movimentações feitas pela modalidade são efetivadas um dia após o banco receber a ordem de transferência financeira. A taxa cobrada aos clientes para o uso da transação varia entre os bancos, ficando entre R$ 8 e R$ 22 a cada uso.

Dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostram que o número de transações via DOC caíram de 59 milhões em 2022 para 18,3 milhões em 2023. O dado representa uma queda de 68,9% no uso.

Ainda conforme dados da Febraban , as transferências via DOC representaram apenas 0,05% do total de movimentações bancárias em 2023, que totalizaram 37 bilhões de operações.

Com o fim da modalidade, os clientes vão poder utilizar as seguintes transações para transferir dinheiro ou realizar pagamentos: PIX, boleto, cheques, Transferência Eletrônica Disponível (TED), cartão de débito e cartão de crédito.

“[Deixou] de ser a primeira opção dos clientes e sua utilização vem caindo continuamente nos últimos anos. Os clientes têm dado preferência ao PIX, por ser gratuito, instantâneo e também pelo valor que pode ser transacionado”, afirmou Walter Faria, diretor adjunto de Serviços da Febraban.

Será possível agendar transferência via DOC até o dia 29 de fevereiro. Confira abaixo quais foram as modalidades de transações bancárias mais utilizadas em 2023 pelos brasileiros:

  • PIX: 17,6 bilhões;
  • Cartão de crédito: 8,4 bilhões;
  • Cartão de débito: 8,4 bilhões;
  • Boleto: 2,09 bilhões;
  • TEC: 448 milhões;
  • Cheques: 125 milhões;
  • DOC: 18,3 milhões.
Agência Brasil



Lula confirma que Lewandowski assumirá Ministério da Justiça em fevereiro

Por: Redação F5 Online

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski vai assumir, a partir de fevereiro, o Ministério da Justiça e Segurança Pública. O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira (11) pelo presidente Lula (PT).

Lewandowski vai suceder no cargo Flávio Dino, que foi nomeado por Lula e aprovado pelo Senado como novo ministro do STF – ele deve tomar posse no cargo em fevereiro.

O anúncio foi feito no Palácio do Planalto. Lula estava acompanhado de Lewandowski, Flávio Dino, e da primeira-dama, Janja da Silva. Segundo o presidente, a nomeação será publicada em 19 de janeiro e o novo ministro tomará posse em 1º de fevereiro.




João Azevêdo discute obras do Polo Turístico e Centro de Convenções com ministro




Crítica de Padre George à Teologia da Libertação gera reação dura de progressistas

Um trecho da homilia feita pelo Padre George Batista no dia 10 de dezembro durante a celebração de uma miss na Comunidade Filhos da Misericórdia, da qual é fundador, gerou polêmica dentro e fora da igreja católica paraibana. O trecho controverso foi uma declaração do religioso contra a Teologia da Libertação, chamada por ele de “desgraça” e “demônio”.

Padre George, que atualmente é diretor do Hospital Padre Zé, afirmou que fez parte desse movimento nos anos 90 quando era seminarista: “Li todos os livros de Leonardo Boff, mais de 40. Foi um aprendizado, mas hoje eu digo para vocês que é a mais pura heresia. A Teologia da Libertação tira o Reino do centro e coloca o pobre. E a maioria de quem defende essa ideologia utiliza o pobre como uma bandeira ideológica para conseguir benefícios como, por exemplo, roubar um hospital”, enfatizou.

A Teologia da Libertação é uma abordagem teológica cristã que enfatiza a libertação dos oprimidos e que envolve análises socioeconômicas, com “preocupação social com os pobres e a libertação política dos povos oprimidos”. Ela surgiu na América Latina na década de 1960 depois do Concílio Vaticano II e foi propagada por teólogos como Gustavo Gutiérrez, Leonardo Boff, e Jesuítas Juan Luis Segundo e Jon Sobrino, que popularizaram a frase “opção preferencial pelos pobres”.

Tocador de vídeo

00:00
01:00

A postura de George Batista gerou uma reação de católicos progressistas que emitiram uma nota contra o posicionamento do padre. Quem também se manifestou nas redes sociais foi o presidente do PT da Paraíba, Jackson Macêdo. O dirigente partidário chegou a dizer que o religioso é um “babaca” que cometeu uma “aberração argumentativa”.

 

Confira a íntegra da nota emitida por representantes da igreja católica:

RESPOSTA AO PADRE GEORGE

Nos últimos dias circulou entre nós um vídeo do padre George da Arquidiocese da Paraíba, atualmente administrador do Hospital Padre Zé, onde numa homilia, condenou a Teologia da Libertação como a maior desgraça que aconteceu nos últimos cinquenta anos na Igreja.

Como a fala do padre atingiu os grandes luminares dessa corrente teológica que já se encontram na Casa do Pai e não podem se defender; aqui estamos para defender a memória desses insignes teólogos e pastores. O que esse padre fala contra esses teólogos e pastores é de uma leviandade monstruosa. Falar contra essa teologia sem os devidos fundamentos é próprio de uma pessoa que não procura os fundamentos para fazer um juízo de valor contra esse ou qualquer pensamento teológico. Como uma pessoa condena uma teologia que procura a liberação do pobre e ele mesmo administra um hospital que atende ao mais pobres? De antemão, queremos asseverar que esses ataques são vis e desonestos; próprio de quem se revela com cinismo e hipocrisia.

Queremos, inicialmente, fundamentar nossa resposta às críticas injustas e sem fundamento se apoiando na Sagrada Escritura.

No livro do Êxodo está escrito: “O senhor disse a Moisés: Eu ouvi o clamor de meu povo, por isso, desci para libertá-lo das mãos dos opressores.”

Quando nos referimos ao termo Teologia da libertação, estamos nos reportando à Bíblia que é a fonte da Teologia.
Nos últimos dias o padre George da Arquidiocese da Paraíba, da qual também fazemos parte, em um vídeo extremamente panfletário, ataca a Teologia da Libertação de forma desonesta e imprudente. Trata-se de uma pregação em que a hermenêutica enquanto sua ciência de interpretação está enviesada pelo véu da ignorância.

Assim sendo, a pregação não passa de uma mera opinião, isto é, daquilo que os gregos chamam de doxa. Mesmo com as limitações do vídeo, gostaríamos “a grosso modo” de precisar o conceito de libertação na Teologia e na tradição bíblica.

A categoria libertação não foi inventada pelos teólogos; como todos sabem a categoria libertação é um pré-requisito na elaboração da Teologia Bíblica. Destarte, é na América Latina que essa categoria vai ganhar cidadania teológica. O grito dos oprimidos ecoa desde o processo de colonização. A Campanha da Fraternidade de 1988 trouxe como tema: o grito do povo negro. (A Fraternidade e o Negro).

Hoje escutamos o grito da mulher oprimida pelo machismo; o grito dos irmãos e irmãs LGBTQIA+ frente a LGBTFobia; o grito da natureza que sofre com o desmatamento criminoso desse capitalismo predador.

Os corpos dos latino-americanos trazem as marcas dos vários processos colonizadores; de modo que o contexto atual se assemelha à condição de escravidão do Egito.

O Deus que ouviu o grito do povo no Egito é O Mesmo que hoje ouve o grito da terra e dos pobres.

O pensamento latino-americano da libertação se origina na práxis, isto é, enquanto discurso crítico e reflexivo sobre a práxis se configura como ato segundo.

Na perspectiva cristã, práxis é, antes de tudo, conversão. O filósofo Manfredo Araújo, assevera que o seguimento de Cristo determina o ser cristão. Fazer um novo caminho é a razão e o sentido de todo processo de conversão. Este novo caminho conduz ao outro; ao próximo; sobretudo, ao pobre. O pobre como possibilidade da reflexão teológica torna-se um Locus Theologicus.

A partir daqui os pobres e sua libertação constituem o lugar privilegiado no qual ganham centralidade nos temas filosóficos e teológicos.

A palavra libertação tem justamente a pretensão de exprimir uma nova consciência histórica; nova forma de compreensão da realidade, na qual foi interpretada, antes de tudo, como totalidade estruturada e contraditória em si mesma.

A Teologia da Libertação compreende que a situação da pobreza e miséria não são desejadas por Deus, mas é fruto da forma de organização da sociedade.

Queremos agora nos apegar à mera opinião do padre George na sua homilia. Inicialmente, é de deixar qualquer um estarrecido pela falta da referida teologia, por ele criticada, e pela falta de honestidade intelectual. Ele diz no vídeo que foi no período de formação de seminarista adepto dessa Teologia, inclusive leu todos os livros de Leonardo Boff.
Como uma pessoa que diz ter lido entre quarenta ou cinquenta livros de Boff, chega a fazer afirmações absurdas que carecem de um mínimo de fundamento?

O discurso do padre está recheado de uma ideologia própria do tradicionalismo inconsequente que impera hoje na Igreja. Uma fala que serve para dar sustentação à extrema direita católica. Chegar a afirmar que a TL tirou o Reino do centro para colocar o pobre. Agir dessa forma configura uma desonestidade. Se o padre, de fato, tivesse lido todos esses livros que ele diz ter lido, jamais faria uma afirmação dessa natureza. Infelizmente, o padre George, não consegue distinguir na Teologia o que é o elemento arquitetônico do elemento hermenêutico.

O padre chegar a afirmar que a TL é um demônio que entrou na Igreja para fazer mal.

O que dizer das novas comunidades?

São expressões de profecias ou de um estado psíquico doentio obsessivo?

Demoníaco é todo discurso que procura combater os que lutam por justiça social para os pobres.

Demoníaco é esse assistencialismo que gera dependência e não promove a vida das pessoas para que sejam independentes; infelizmente, o referido padre não aprendeu que a política é a melhor expressão da caridade, segundo Papa Pio XI.

O mais grave do discurso do padre George é afirmar que os seguidores dessa corrente teológica- pastoral usam os pobres para tirarem proveitos para si mesmos, como, por exemplo, roubar um hospital. A falta de seriedade aqui chega ao extremo; comparar os grandes luminares da TL com o padre Egídio que nunca pertenceu a essa corrente teológica é agir de forma leviana.

Com essa afirmação, o referido padre coloca em dúvida a vida de Dom Helder Câmara, Dom José Maria Pires, Dom Paulo Evaristo Arns, Dom Luciano Mendes de Almeida, entre outros.

Como o padre George tem um público fiel, com esse discurso procurou agradar a classe dominante quem sabe para receber as benesses para comunidade por ele fundada.

Toda pessoa sensata sabe o que acontece em muitas dessas comunidades novas. Os problemas se explicitam, mas nem por isso se viu alguém da Teologia da Libertação emitindo um juízo de valor de forma irresponsável. Poderíamos enumerar vários casos graves que aconteceram, mas não é necessário aqui, pois é de pleno conhecimento público.
Por último, queremos enfatizar que a Teologia da Libertação não pode ficar restrita a mera produção acadêmica; ela é a expressão de uma experiência de Igreja que fez da libertação do pobre, uma explicitação do conteúdo da revelação.
O sentido da liberdade só é verdadeiro enquanto se mostra como princípio e fim de todas as configurações que medeiam a vida humana.

No pensamento da libertação, a liberdade é assim concebida como síntese, ela é antes de tudo, transcendência, autonomia do eu sobre qualquer facticidade, inclusive, sobre si mesmo e suas ações.

Que o padre George aprenda da filosofia da linguagem: “sobre o que não se pode falar, deve-se calar.”

Pe. Gedeon José de Oliveira
Pe. Waldemir Cavalcante Santana
Pe. Luiz Antônio de Oliveira
Pe. Djaci Pereira Brasileiro
Pe. Glênio Guimarães Braga Costa
Diac. Josinaldo Dantas da Silva
Ir. Marinalda Ferreira Augusto
Ir. Josefa Maria da Conceição
Ir. Mariane dos Santos Andrade
Ir. Edilene Pereira da Silva
Maria Luíza Pereira Alencar Mayer Feitosa
Marco Aurélio Mayer Feitosa Ventura

Tags




Marta Suplicy aceita ser vice de Boulos e deve voltar ao PT

Ex-senadora se reuniu com Lula na segunda e partido já prepara anúncio

Por

|Marta Suplicy será vice de Boulos

Rovena Rosa/Agência Brasil – 20/04/2023

Marta Suplicy será vice de Boulos

A ex-senadora Marta Suplicy (Sem Partido) aceitou ser vice do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) na disputa pela prefeitura de São Paulo. O anúncio deve acontecer nos próximos dias.

Marta se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ouvir a proposta dos petistas sobre o pleito. Além de Lula, o deputado federal e ex-presidente do PT Rui Falcão participou do encontro.

Conforme a coluna apurou, Marta deve retornar ao PT ainda neste mês. Essa foi uma das condições impostas para que ela se tornasse vice na chapa de Guilherme Boulos.

O entrave no anúncio fica por conta do cargo que Marta ocupa atualmente. Secretária de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo, o ex-senadora é subordinada do prefeito Ricardo Nunes (MDB), seu principal adversário nas urnas neste ano.

Os bastidores dão conta de que Nunes não foi avisado sobre o encontro entre Marta e Lula, e teria se sentido traído pela secretária. Em diversas entrevistas, Ricardo Nunes disse apostar no apoio de Marta Suplicy à sua candidatura à reeleição.

A tendência é que a oficialização de Marta como vice na chapa de Guilherme Boulos ocorra após a ex-senadora deixar o cargo de secretária de Relações Internacionais da gestão Nunes. A conversa entre Marta e Nunes deve acontecer ainda nesta terça-feira.

Marta retorna ao PT após oito anos longe do partido. Pela legenda, foi deputada federal, ministra dos governos Lula e Dilma Rousseff, senadora e prefeita de São Paulo entre 2001 e 2005.

Ela deixou o grupo político após as acusações da Operação Lava Jato e migrou para o MDB. Em 2018, deixou a legenda e ficou sem partido por dois anos, quando se filiou ao Solidariedade. Durante a pandemia, também saiu da legenda e se tornou próxima do ex-prefeito de São Paulo, Bruno Covas, morto em 2021, e que a convidou para assumir o cargo na secretaria.




Governador começa a articular indicações para eleições de 2026

Publicado por: Bruno Marinho em 

Imagem do WhatsApp de 2024 01 09 as 10.40.28 992acda0 - OS ESCOLHIDOS DE JOÃO AZEVÊDO: Governador começa a articular indicações para eleições de 2026

Foto: Marcelo Júnior/ Polêmica Paraíba

O ano de 2024 é marcado pelas eleições municipais, mas muito já se discute na Paraíba acerca das eleições gerais de 2026. A movimentação de peças na política é constante e já se especula que um grupo de secretários estaduais de João Azevêdo (PSB), todos dentro do mesmo partido, pode ser protagonista nas eleições gerais.

DEUSDETE QUEIROGA – O João de João

Com Azevêdo em seu segundo mandato, portanto sem poder disputar a reeleição, crescem os rumores de que o governador poderá indicar o secretário estadual de Infraestrutura dos Recursos Hídricos, Deusdete Queiroga, ao cargo. Ele ocupa o mesmo cargo que o governador ocupou no governo Ricardo. Se João se tornou governador, Deusdete pode ter o mesmo destino.

No entanto, como não está definido o nome de Deusdete como candidato a governador, é praticamente certo que o secretário irá concorrer a uma vaga na Câmara Federal em Brasília como candidato a deputado federal caso ele não seja o escolhido para concorrer ao cargo de chefe do executivo estadual.

JHONY BEZERRA – O badalado de Campina

A busca por uma vaga em Brasília deve ser o caminho dos secretários Jhony Bezerra e Pollyanna Dutra, respectivamente titulares das secretarias de Saúde e Desenvolvimento Humano com todo apoio do governador. Existe a pretensão de ambos também disputem uma vaga na Câmara Federal, mas sem descartar também uma cadeira na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). o Governador é quem deve ser o técnico e o responsável pela escalação.

Jhony Bezerra, no entanto, é atualmente pré-candidato à prefeitura de Campina Grande para o pleito de 2024, então uma eventual candidatura sua em 2026 depende do resultado que obtiver nas urnas neste ano.

POLLYANNA DUTRA – A queridinha de Lula

A Secretária de Desenvolvimento Humano, Pollyanna Dutra,  é hoje a mais operosa do governo é chegou forte no núcleo político do governador. Tem recebido grande apoios do governo federal para o governo João, notadamente nas políticas de atender aos mais pobres. Ela tem linha direta com o presidente Lula e Janja, esposa de Lula, sonha em levar Dutra para o PT.

Pollyanna tem o filho Pedro como candidato a prefeito de Pombal e espera que o governador vista esta camisa dele para chegar a vitória.

TIBÉRIO LIMEIRA – O queridinho de João

Por fim, o secretário de Administração do Estado da Paraíba, Tibério Limeira, é cotado para disputar uma vaga na ALPB como deputado estadual. Este além de ser o queridinho do governador é um dos quadros do PSB que esteve cotado para disputar a prefeitura de João Pessoa.

Na disputa para deputado estadual em 2026 deve ser o número um do governador João Azevedo.

www.reporteriedoferreira.com.br/polêmicaparaiba