PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. O imortal Antônio Joaquim Pereira da Silva Sérgio Botelho.

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PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. O imortal Antônio Joaquim Pereira da Silva
Sérgio Botelho.
À esquerda do portão de entrada da Academia Paraibana de Letras há um amplo espaço denominado Jardim de Academos (em grego, significando Academia), onde são homenageados, com efígies, doze grandes vultos da literatura paraibana.
Entre as homenagens, uma delas evoca a figura de Antônio Joaquim Pereira da Silva, paraibano de Araruna. Trata-se do primeiro conterrâneo nosso a fazer parte da Academia Brasileira de Letras.
Pereira da Silva, como ficou mais conhecido, viveu entre 9 de novembro de 1876 e 11 de janeiro de 1944, quando faleceu na cidade do Rio de Janeiro, segundo a biografia adotada pela ABL.
No documento, além do registro de sua naturalidade, a primeira referência encontrada é de que, aos 14 anos, já estava no Rio, trabalhando na Central do Brasil, no tempo em que cursava o Liceu de Artes e Ofícios da capital federal.
Chegou a ingressar na Escola Militar, sediada no Paraná, em 1895, onde acabou preso em função das insurreições militares, muito comuns naqueles primeiros anos da República. Desistiu da carreira.
Como já vinha revelando interesse por literatura, em meio a leituras regulares de poetas e escritores, além de manter convivência com círculos intelectuais, voltou ao Rio, onde cursou a Faculdade Direito.
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LIÇÕES DE UM PRÉDIO HISTÓRICO Por Rui Leitao

LIÇÕES DE UM PRÉDIO HISTÓRICO Por Rui Leitao

Ao longo dos meus 75 anos de vida, estive várias vezes no Rio de Janeiro. Vi suas avenidas movimentadas, ouvi seus sotaques inconfundíveis, atravessei suas paisagens misturadas entre mar e concreto. Mas, curiosamente, nunca me senti tentado a conhecer uma de suas mais emblemáticas atrações turísticas. Talvez porque minhas idas à cidade maravilhosa tivessem sempre um propósito muito claro: trabalho. Chegava com a agenda cheia e saía com a cabeça ainda mais cheia.

Foi apenas agora, em julho, que decidi quebrar esse ciclo. Acompanhado de minha esposa, Nadja Claudino — professora de História e escritora — fiz uma viagem com outro espírito: o do lazer com olhos atentos à cultura.

Deixei a escolha do roteiro por conta dela, e não me arrependi. Como era de se esperar, nosso itinerário foi guiado pela história da antiga capital do Brasil. Visitamos museus, praças, igrejas e edifícios que testemunharam a vida política e social do país. Mas um lugar, em especial, mexeu comigo de forma inesperada: o Palácio do Catete.

Hoje transformado em Museu da República, o prédio impressiona à primeira vista com seu estilo neoclássico francês. São 10 mil metros quadrados de história esculpida em pedra e memória: jardins bem cuidados e salões que já abrigaram decisões cruciais.

Construído em 1858 pelo barão de Nova Friburgo, Antônio Clemente Pinto, o palácio foi inicialmente uma residência aristocrática. Só mais tarde, em 1897, tornou-se sede do Poder Executivo nacional, quando o vice-presidente Manuel Vitorino assumiu interinamente o governo e ali instalou a presidência — função que o prédio exerceria até 1960, quando Juscelino Kubitschek transferiu a capital para Brasília.

O Catete foi palco de muitos momentos decisivos da República. Mas nenhum mais dramático do que o suicídio de Getúlio Vargas, em 24 de agosto de 1954. Seu quarto permanece preservado, como se o tempo tivesse parado naquela madrugada silenciosa e pesada. A famosa Carta-Testamento, deixada por ele, ainda ecoa no ambiente. Estar ali é como ouvir, de novo, um país inteiro prendendo a respiração.

Há também o outro lado do museu: exposições permanentes e temporárias, mobiliário original, objetos que viram a história acontecer de dentro para fora, e uma programação cultural viva, que mantém o local como centro pulsante da memória nacional.

Machado de Assis, com sua costumeira precisão, já previa em Esaú e Jacó a aura que envolveria o Palácio. Escreveu ele:
“Ao passar pelo Palácio Nova Friburgo, levantou os olhos para ele com o desejo do costume, uma cobiça de possuí-lo, sem prever os altos destinos que o palácio viria a ter na República… Santos não tinha a imaginação da posteridade. Via o presente e suas maravilhas.”

Pois bem, eu também não tive essa “imaginação da posteridade”. Deixei que o presente, por muitos anos, obscurecesse o valor de visitar aquele lugar. Mas agora, enfim, posso dizer que me redimi de um antigo pecado: o de nunca ter procurado conhecer o Palácio do Catete.

Foi mais do que uma visita. Foi um reencontro com a história, com a cidade, comigo mesmo. Ali, onde o poder já teve endereço fixo, senti o passado conversar com o presente — e tive a certeza de que a memória é, também, uma forma de redenção.

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O ABUSO DO “JUS ESPERNEANDI” COMO ESTRATÉGIA DE OPOSIÇÃO Por Rui Leitao 

O ABUSO DO “JUS ESPERNEANDI” COMO ESTRATÉGIA DE OPOSIÇÃO Por Rui Leitao

O “jus esperneandi” é uma expressão mais utilizada na política do que no campo estritamente jurídico. Trata-se de uma reação emocional à perda e à derrota. É o que temos observado no Brasil desde a proclamação oficial do resultado das urnas nas eleições presidenciais de 2022: uma postura de inconformismo com os fatos, mesmo diante da constatação de que todas as vias legais foram devidamente aplicadas e superadas. Percebe-se uma insistência na repetição de argumentos exaustivamente debatidos e rechaçados.

Nosso ordenamento jurídico, alicerçado na Constituição Federal, não reconhece o “jus esperneandi” como um direito legítimo. Portanto, ele não encontra respaldo em nenhuma garantia processual, pois não se trata de um instituto jurídico dotado de eficácia normativa. Trata-se, na verdade, apenas de uma manifestação de descontentamento, tolerada como reflexo da natureza democrática do Estado de Direito, na medida em que este permite a expressão de vozes discordantes, mesmo que não tenham obtido êxito frente às estruturas legais estabelecidas. É, enfim, uma atitude de protesto, que não produz efeitos jurídicos concretos. Diante de uma derrota judicial, apela-se para um movimento de resistência simbólica, com o intuito de rediscutir questões já pacificadas ou decididas pelas instâncias superiores.

É essa a intenção dos parlamentares de oposição ao governo quando decidem ocupar as mesas das duas casas do Congresso Nacional, tentando impedir que elas cumpram suas missões institucionais. Essa ocupação não pode ser considerada uma obstrução regimental — recurso previsto no Parlamento com o objetivo de retardar ou impedir o andamento dos trabalhos legislativos. Trata-se, antes, do que poderíamos chamar de “esperneio abusivo”, uma alternativa extrema e desesperada de tentar reverter decisões amparadas no rigor técnico e na precisão do ordenamento jurídico nacional.

Não há outra leitura possível senão a de que se trata de um desafio à magistratura e a tudo o que ela representa. O nonsense tem ocupado o espaço da prática política, onde a emoção tenta sobrepor-se à razão, utilizando-se de expedientes como a negação dos fatos, a disseminação de notícias falsas e a retórica da perseguição. Os ataques e agressões dirigidos aos integrantes do Supremo Tribunal Federal, especialmente ao ministro Alexandre de Moraes, são inadmissíveis em um país democrático como o Brasil — chegando, inclusive, ao absurdo de se pregar o fechamento de uma instituição republicana e a morte de ministros.

Vale lembrar que, em uma ditadura, o “jus esperneandi” sequer seria permitido.

www.reporteriedoferreira.com.br Por Rui Leitão- Advogado, jornalista, poeta, escritor




VEJA ESTE LIVRO, QUE GANHOU CINCO ESTRELAS; Gilvan de Brito

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Neste livro o leitor vai conhecer a vida e obra do escritor Orlando Tejo, que trouxe ao conhecimento público as mais hilariantes poesias de Zé Limeira, um repentista que é mestre do surrealismo e do nonsense, conhecido como o Poeta do Absurdo, considerado o precursor do Tropicalismo matuto. Orlando Tejo não precisou publicar mais do que “Zé Limeira, o Poeta do Absurdo”, para escrever um best-seller nordestino, com mais de 50 mil exemplares vendidos, sucesso de crítica e vendas (mesmo assim escreveu outros livros).
A inclinação logo surgiu: poesia e o cordel seriam o seu Norte e Zé Limeira o seu ídolo, embora as proporções entre ambos fossem desiguais, quase um abismo. Quando os militares promoveram o golpe de Estado no dia primeiro de abril, implantando uma ditadura no país, foram encontrar Orlando Tejo na linha de frente da rebeldia em favor das mudanças, em Campina Grande. Orlando foi detido e encaminhado ao 15º Regimento de Infantaria, em João Pessoa, onde ficou preso, acusado de subversão, quando respondeu por crime contra a segurança nacional.
Ele aproveitou para escrever entre novembro de 1968 e janeiro de 1969, o livro “Zé Limeira, Poeta do Absurdo”. Tentou publicá-lo em Campina Grande, depois em João Pessoa, até 1970, mas não conseguiu um mecenas para ressuscitar Zé Limeira. Depois de muita luta o livro ficou pronto no dia 20.09.73, prefaciado pelo escritor consagrado e político de longo curso José Américo de Almeida: leu o livro, ficou empolgado com a história do Poeta do Absurdo. E escreveu o prefácio da obra intitulado “Um poeta diferente”: “A literatura de cordel está, hoje, universalmente consagrada, como um dos testemunhos mais fiéis da tradição. A pobreza de mitos regionais é suprida por essa fonte de comunicação imediata…” -disse o escritor… Na verdade, Zé Limeira era um poeta diferente: Abusava da distorção histórica. Não havia glória profana ou santidade que escapasse de suas caricaturas.
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PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Memorial Augusto dos Anjos Sérgio Botelho

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PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Memorial Augusto dos Anjos
Sérgio Botelho
– O prédio que se vê à esquerda, na foto, em péssimo estado, deve ser transformado brevemente em um Memorial Augusto dos Anjos à altura do que sempre sonharam os membros da Academia Paraibana de Letras, que funciona no prédio vizinho, à direita na imagem.
A iniciativa é do governo João Azevedo, em estreita parceria com a presidência da APL, a cargo do acadêmico Ramalho Leite. Pelo que soube nesta segunda-feira, 28, o projeto de reforma e restauração do imóvel se encontra em trâmites técnicos avançados na Suplan.
Não é pequena a importância do poeta Augusto dos Anjos para a APL, desde sua fundação, nos idos de 1941. Basta dizer que o autor do “Eu e outras poesias” é o patrono da Cadeira nº 1, da instituição, o que lhe confere a posição de símbolo inaugural da casa, fixando sua identidade com a literatura paraibana.
O Memorial dedicado a Augusto, atualmente existente na Casa, data de 1984, na presidência do saudoso acadêmico Luiz Augusto Crispim. Em 12 de novembro de 2014, sendo a APL dirigida pelo acadêmico Damião Ramos Cavalcanti, inaugurou-se uma estátua de corpo inteiro no jardim da Academia.
A obra agora projetada será algo bem mais amplo, uma iniciativa mesmo de caráter histórico, intelectual, literário e afetivo de grande importância, tanto para a Academia, que vai gerenciar o novo espaço intelectual da cidade, como para a própria capital paraibana, que carece de iniciativas desse porte.
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DNA DO AUTORITARISMO Por Rui Leitao

DNA DO AUTORITARISMO Por Rui Leitao

A política brasileira contemporânea tem nos mostrado que a herança biológica pode, sim, influenciar características comportamentais e ideológicas transmitidas aos descendentes. O youtuber Paulo Figueiredo, refugiado nos Estados Unidos, é um desses exemplos. Neto do último ditador dos “anos de chumbo”, general João Batista de Figueiredo, ele herdou do avô as preferências e o comportamento político típicos dos autocratas.

Ainda que, cientificamente, já esteja comprovado que fatores genéticos contribuem para a formação das opiniões políticas, deve-se considerar que, nesse caso específico, o herdeiro também recebeu uma formação que o leva a se espelhar na biografia do avô. Percebe-se claramente que ele se inspira nos traços de personalidade do general, de quem descende por linha direta.

Em entrevista concedida à apresentadora Leda Nagle, quando ainda residia no Brasil, o autointitulado jornalista vangloriou-se de ter herdado duas características do avô: a “franqueza brutal” e o “humor sarcástico”. Esqueceu de mencionar que o golpismo também parece estar em seu DNA. Desde o tempo em que atuava como comentarista na Jovem Pan, ele agia como braço midiático do plano golpista fracassado que ameaçou o país com uma nova ruptura democrática.

O relatório da Polícia Federal, que instrui o processo atualmente em julgamento no Supremo Tribunal Federal, o aponta como “integrante da organização criminosa que objetivava impedir a posse do presidente da República legitimamente eleito em 2022”. É evidente sua participação na trama golpista: vazamento de documentos pró-intervenção militar, produção de fake news contra as urnas eletrônicas e pressão sobre generais para que apoiassem a quartelada.

Por ser neto do ditador, exercia influência em setores das Forças Armadas, incitando integrantes à insubordinação contra os comandantes que se posicionaram contra a ação criminosa, conforme consta no relatório da PF.

Atualmente, em parceria com o “filho 03” do ex-presidente Jair Bolsonaro, está nos Estados Unidos articulando uma reação do governo norte-americano com o objetivo de aplicar sanções econômicas ao Brasil, como forma de forçar a anistia do líder da intentona golpista que culminou com a barbárie de 8 de janeiro de 2023, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Ambos confirmaram ter tido conhecimento prévio do tarifaço de 50% sobre produtos exportados pelo Brasil, cuja aplicação está prevista para o próximo dia 1º de agosto. Nos EUA, ao lado do blogueiro Allan dos Santos — também foragido —, Paulo continua produzindo conteúdos para redes sociais como militante da extrema direita.

Há um ditado popular que diz: “Filho de peixe, peixinho é”, sugerindo que, geralmente, os filhos herdam dos pais características e comportamentos. Essa herança pode ser positiva — mas, no caso de Paulo Figueiredo, ele herdou justamente os traços mais nocivos do avô. Lamentavelmente.

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MAIS UM LANÇAMENTO: “UMA FORÇA ESTRANHA” Por Gilvan de Brito

MAIS UM LANÇAMENTO: “UMA FORÇA ESTRANHA” Por Gilvan de Brito
O livro mostra como o autor experimentou a habilidade paranormal de um ponto entre a vigília e o sono, para conhecer o enigma do labirinto da estranha metafísica e entrar num mundo desconhecido, onde foi possível observar imagens do passado e obter visões do futuro. Este processo mental do inconsciente levou-o a uma visão somática dos sonhos que tem origem além do psiquismo que, segundo admite Freud: “se no momento não conseguimos enxergar além do psíquico, isso não é motivo para negar-lhe a existência”. O autor revela a barreira que liga esses dois mundos, acreditando ser este um dos caminhos para o transporte, pelas próprias experiências aqui contadas.
Aqui o leitor também vai encontrar formas de percepção extrassensorial, habilidades psíquicas, clarividência, empatia, sexto sentido e transporte, através da mente, relativos as experiências acidentais extrafísicas, que experimentou, em diversas ocasiões, ao estabelecer uma linha de territorialidade entre dois mundos através da função cerebral que envolve os sentidos, aqui contadas. Questiona, ainda, a psicanálise, pela dificuldade de se tornar uma matéria de grau científico e acadêmico. De tudo isso, uma coisa ficou na certeza, e disso não faço segredo: o raciocínio induzido move a minha capacidade mental, funcionando, assim, como uma forma de “deja-wù”, com mecanismos que o cérebro capta criando demandas por meio do inconsciente, irrompendo, com ímpeto, em pulsões provavelmente da alma ou do espírito, em ideias diversas a serem desenvolvidas. Isso mostra relevos e profundidade do pensamento humano. Link Kindle/ Amazon: B0FJZR7CZ1 – 148 páginas, $ 19,90. Ver menosMAIS UM LANÇAMENTO: “UMA FORÇA ESTRANHA”
O livro mostra como o autor experimentou a habilidade paranormal de um ponto entre a vigília e o sono, para conhecer o enigma do labirinto da estranha metafísica e entrar num mundo desconhecido, onde foi possível observar imagens do passado e obter visões do futuro. Este processo mental do inconsciente levou-o a uma visão somática dos sonhos que tem origem além do psiquismo que, segundo admite Freud: “se no momento não conseguimos enxergar além do psíquico, isso não é motivo para negar-lhe a existência”. O autor revela a barreira que liga esses dois mundos, acreditando ser este um dos caminhos para o transporte, pelas próprias experiências aqui contadas.
Aqui o leitor também vai encontrar formas de percepção extrassensorial, habilidades psíquicas, clarividência, empatia, sexto sentido e transporte, através da mente, relativos as experiências acidentais extrafísicas, que experimentou, em diversas ocasiões, ao estabelecer uma linha de territorialidade entre dois mundos através da função cerebral que envolve os sentidos, aqui contadas. Questiona, ainda, a psicanálise, pela dificuldade de se tornar uma matéria de grau científico e acadêmico. De tudo isso, uma coisa ficou na certeza, e disso não faço segredo: o raciocínio induzido move a minha capacidade mental, funcionando, assim, como uma forma de “deja-wù”, com mecanismos que o cérebro capta criando demandas por meio do inconsciente, irrompendo, com ímpeto, em pulsões provavelmente da alma ou do espírito, em ideias diversas a serem desenvolvidas. Isso mostra relevos e profundidade do pensamento humano.
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PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Universidade Popular da Paraíba, em 1913, e seus temas avançados Sérgio Botelho

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PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Universidade Popular da Paraíba, em 1913, e seus temas avançados
Sérgio Botelho
– Logo após a sessão solene de instalação, em 15 de janeiro de 1913, a direção da Universidade Popular iniciou os trabalhos práticos de organização dos ciclos de conferência. O primeiro passo foi a definição dos temas a serem abordados e a identificação de pessoas capacitadas a tratá-los de forma acessível.
Mais de quarenta temas foram propostos, e apresentados nas semanas subsequentes, abrangendo áreas como higiene pública, educação, economia agrária, direitos das mulheres, história do Brasil, relações internacionais, ação social, moralidade pública, cooperativismo e saúde mental. Esses temas foram atribuídos a conferencistas voluntários, todos residentes na cidade ou fortemente ligados à vida intelectual da capital paraibana.
Entre os convidados figuravam nomes que brilhavam no campo das ideias, como o jornalista, escritor e poeta Carlos Dias Fernandes, e a advogada e professora Catharina Moura, recém‑formada com distinção na Faculdade de Direito do Recife, escalada para falar sobre os direitos políticos da mulher. A escolha foi ousada e colocou uma mulher, como naturalmente deveria ser, no centro de um tema ainda tabu no início do século XX.
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(Na foto, o Teatro Santa Roza, onde houve a instalação da Universidade Popular)
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Sergio Botelho- jornalista, escritor, poeta.



OS GOLPES FRACASSADOS NO BRASIL Por Rui Leitao

OS GOLPES FRACASSADOS NO BRASIL

A história do Brasil tem bons exemplos de tentativas de golpe que fracassaram. Muitos são os fatores que contribuíram para o insucesso dessas empreitadas: falta de articulação, resistência das instituições democráticas, incompetência do núcleo conspirador. É interessante constatar que as tentativas lideradas por militares de baixa patente nunca deram certo.

Em 1922, o capitão de artilharia Siqueira Campos, com seus “18 do Forte”, foi abatido na Avenida Atlântica, nas imediações do Posto 3, no Rio de Janeiro. Em 1924, foi a vez do capitão Luís Carlos Prestes, com sua Coluna Invicta, que percorreu o país por dois anos sem conseguir abalar a estabilidade do governo do presidente Arthur Bernardes. O levante dos tenentes do Exército, ocorrido em Manaus no ano de 1932, foi mais um golpe frustrado. O capitão Prestes voltou a liderar uma tentativa de insurreição em 1935, com a Intentona Comunista, sendo novamente derrotado pelas forças legalistas nos combates da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, e em Natal, no Rio Grande do Norte.

O major Haroldo Veloso liderou o célebre levante de Jacareacanga, no Pará, em 1955, contra a posse de Juscelino Kubitschek. A rebelião terminou com o recuo dos insurgentes para a Bolívia, onde permaneceram exilados. Anistiado pelo presidente recém-empossado, Veloso voltou à cena, desta vez ao lado do tenente-coronel Burnier, à frente da fracassada rebelião dos aviadores, que teve como base o aeródromo de Aragarças, em Goiás.

Em 1963, ocorreu a Revolta dos Sargentos, que contou com a participação de marinheiros, sargentos e suboficiais da Aeronáutica. O movimento se deu como reação à decisão do Supremo Tribunal Federal que anulou a eleição de dois sargentos para a Câmara dos Deputados. Em Brasília, os revoltosos foram contidos pelas tropas do Exército. Mais um golpe de baixa patente fracassado. Seu líder, o sargento Antônio Prestes de Paula, foi condenado a quatro anos de prisão.

A mais recente movimentação golpista foi planejada e liderada por um capitão expulso do Exército. Inicialmente, buscava sua permanência no poder. Depois, derrotado nas urnas, tentou impedir a posse do presidente legitimamente eleito. Sem o apoio dos comandantes das Forças Armadas, a história registrou mais um golpe fracassado, desta vez arquitetado por alguém que, enquanto esteve no Exército, ostentava apenas a patente de capitão. O episódio culminou com a barbárie do dia 8 de janeiro de 2023, quando vândalos invadiram e depredaram os edifícios-sede dos Três Poderes, em Brasília. Ainda assim, as debilidades do golpe não devem nos levar a pensar que “a serpente esteja morta”.

Há mais de um século, integrantes das Forças Armadas que se imaginavam figuras-chave nas corporações militares e atores estratégicos da política nacional foram derrotados em suas tentativas de romper a ordem institucional do país. Sem o respaldo dos altos comandos militares, o golpe de 2023 não prosperou, embora tenha comprometido a imagem das Forças Armadas. Faltou, também, o apoio massivo da sociedade civil para que houvesse uma ruptura democrática.

O ex-presidente e outros integrantes de seu governo respondem criminalmente pela tentativa de golpe de Estado. O processo encontra-se em fase conclusiva no Supremo Tribunal Federal.

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PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Castro Pinto e a Universidade Popular Sérgio Botelho

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PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Castro Pinto e a Universidade Popular
Sérgio Botelho
– Durante o período do seu governo, iniciado em outubro de 1912, João Pereira de Castro Pinto saiu do comum, naquela época, ao formular a criação de uma Universidade Popular (conforme o nome proposto). Tratava-se de um projeto que, mais do que uma instituição de ensino formal, pretendia ser um espaço de construção cívica e cultural para os segmentos populares da capital, então chamada Parahyba.
Inspirado em experiências semelhantes que surgiam na Europa e em outras capitais brasileiras, Castro Pinto acreditava que o acesso ao conhecimento precisava ultrapassar os muros das escolas tradicionais e alçar voos intelectuais mais elevados.
A proposta saiu do papel com rapidez. Em janeiro de 1913, foi anunciada a criação do diretório responsável por organizar as atividades da nova universidade. No dia 16 daquele mês, foi realizada no Teatro Santa Roza (foto) uma sessão preparatória solene, especificamente com esse objetivo.
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PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Castro Pinto e a Universidade Popular – PARA ONDE IR
Sérgio Botelho – Durante o período do seu governo, iniciado em outubro de 1912, João Pereira de Castro Pinto saiu do comum, naquela época, ao formular a criação de uma Universidade Popular (conforme o nome proposto). Tratava-se de um projeto que, mais do que uma instituição de ensino forma…
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