PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Na Lagoa, uma tragédia sem culpados nem memorial Sérgio Botelho
PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Na Lagoa, uma tragédia sem culpados nem memorial
PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Na Lagoa, uma tragédia sem culpados nem memorial
A TENTAÇÃO AUTORITÁRIA E A RESISTÊNCIA DEMOCRÁTICA Por Rui Leitao
As instituições democráticas passavam por um processo de degradação em um recente período histórico de nosso país. O discurso da antipolítica contribuía para isso. Era como se quisessem afirmar que a democracia seria um estímulo à prática da corrupção, tentando passar a impressão de que se tratava de um sistema nocivo à sociedade. Vivíamos, assim, uma democracia sob pressão.
O ambiente tornava-se solo fértil para os populistas. Percebia-se, nitidamente, que havia um projeto político no sentido de “esticar a corda” para testar nossa capacidade de manter o Estado Democrático de Direito. Estabelecia-se, propositalmente, um clima de tensão. Incentivava-se a desordem política, com o objetivo de provocar o caos que justificasse medidas de força — reflexo do saudosismo da ditadura militar.
Arquitetava-se a manipulação de mentes, com a intenção de colocar o povo contra a democracia, alimentando a ideia de que se fazia necessário impor alternativas autoritárias. Narrativas falsas desrespeitavam verdades incontestáveis, com o propósito de minar a confiança popular nas instituições democráticas. Verificavam-se situações de incoerência, quando víamos as mesmas pessoas que ainda manifestavam apoio ao sistema democrático assumirem, paradoxalmente, posições de desconfiança em relação às suas instituições. Atitudes contraditórias, impulsionadas pela alienação produzida deliberadamente na consciência popular.
A imagem do “outsider”, dizendo absurdos inimagináveis, conseguia ser aceita e até aplaudida por uma parcela da população que se colocava contra as instituições democráticas. Essa era uma disposição crescente nas sociedades contemporâneas: o exercício de um tipo negativo de democracia, uma espécie de “democracia da rejeição”. Estava em curso um projeto de rompimento dos acordos históricos e institucionais que resultaram na redemocratização do país.
O processo democrático exige mais do que sua simples definição como regime político. Requer o envolvimento público com suas instituições, bem como o acompanhamento atento dos cidadãos quanto ao desempenho dos governos e dos poderes constituídos. A desconfiança nas instituições políticas é um fator prejudicial à consolidação da democracia.
Foi uma experiência dolorosa, mas conseguimos vencê-la. A luta, contudo, continua: os inimigos da democracia permanecem insistindo em atacá-la, ainda que hoje se encontrem em posição minoritária na opinião pública.
Ditadura, nunca mais.
www.reporteriedoferreira.com.br Por Rui Leitão- advogado, jornalista, poeta, escritor
VEJA ESTE LIVRO, QUE GANHOU CINCO ESTRELAS Por Gilvan de Brito
AVISO AOS NAVEGANTES
Por Francisco Nóbrega dos Santos
Advogado/escritor
A Constituição Brasileira, nascida e inspirada pela representação outorgada como extensão de princípios e costumes originários de outras Cartas Magnas,Formadas pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamento:
I- A soberania
II- A cidadania
III- A dignidade da pessoa humana
IV- Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa
V- O pluralismo político.
Vislumbra-se dos elementos, constitutivos dos princípios fundamentais e norteadores das cláusulas pétreas contidos, como deônticos da plena eficácia da Suprema Norma, não transparecer qualquer resquício de dúvida quanto a rigidez e, sobremaneira a imutabilidade desses princípios norteadores da inflexibilidade originária, que exprimem o conceito dogmático da nosso Carta Magna. , implicitamente, encontram-se consolidados nas garantias, quanto os direitos e deveres individuais e coletivos. Sem exclusão ou ressalvas quanto a dignidade e a liberdade de ir e vir.
Consoante se encontram inseridos nesses princípios, como ápice de uma imaginária pirâmide, a norma codificada, aprovada pelo Legislativo, constituída de Poderes outorgados numa democracia, sem relativização, divergente.
Alguns que, maldosamente, insinuam, deve, não, apenas, ser respeitada, mas acolhida, ante a soberania, preambularmente, consagrada.
Reportamo-nos aos atos e fatos precedentes do “jus naturalis”, onde se distinguiam o DEVER SER e o PODER SER. O primeiro regra obriagatória de conduta ou dever, corolário do direito público, onde os atos que regem os fatos, são condicionados a autorização expressa numa norma codificada. É uma imposição legal. Enquanto pode ser, rege-se por princípio da não proibição legal, Prática comum, transportada pelo instituto do “facultas agendi”, faculdade de agir, o que implica na dialética. “ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, senão em virtude da lei”. E a ampla liberdade protegida pela prática de atos ou abstenção de fatos, desde que não sejam contaminados pela ilicitude. Esse é o recado. Salvo disposições em contrário.
www.reporteriedoferreira.com.br Por Francisco Nóbrega dos Santos- advogado, jornalista, escritor, poeta
NA ROTA DA DITADURA/ DAS REFORMAS AO GOLPE Por Gilvan de Brito

PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. A Ponta e a Praia do Seixas

Não há férias na escola da vida Por Rui Leitao
Na escola da vida, ninguém pergunta se você quer se matricular. Basta nascer e já está inscrito. Não há uniforme, não há carteira marcada. E o período letivo… ah, esse nunca acaba.
O curioso é que, nessa escola, somos alunos e professores ao mesmo tempo. Mas o grande mestre é o tempo — esse professor exigente, paciente e, às vezes, severo. Ele não dá aviso prévio de prova. Um dia você acorda e lá está: o teste na mesa. E se não estudou, não adianta pedir recuperação.
Algumas matérias são leves: amor, amizade, alegria. Outras exigem mais esforço: paciência, tolerância, perdão. Tem também aquelas disciplinas que a gente preferia não cursar: dor, perda, solidão. Mas é com elas que o aprendizado se aprofunda.
O diretor da escola — que muitos chamam de Deus — tem um jeito todo particular de preparar as lições. Às vezes, ensina pelo afeto; outras, pela dificuldade. E assim vamos acumulando notas, sem boletim impresso, mas com um registro invisível no coração.
Nos conflitos, aprendemos a valorizar a paz. Na escassez, descobrimos o suficiente. Ao ver injustiças, treinamos a empatia. E, no convívio diário, aprendemos a arte difícil de amar o próximo — lição que alguns repetem por anos e anos sem conseguir passar.
Não há férias nessa escola. O sinal não toca para encerrar o expediente. Cada dia é uma nova aula. E talvez o diploma final seja a serenidade de olhar para trás e dizer: “Aprendi. Errei, mas aprendi. Vivi a lição até o último capítulo.”
www.reporteriedoferreira.com.br Rui Leitão-Advogado, jornalista, poeta, escritor

O DELÍRIO COLETIVO Por Rui Leitao
A crença fanática em um suposto mito produz o que a ciência chama de “delírio coletivo”. A propagação de informações, ideias e valores falsificados, promove esse tipo de comportamento em grupos de pessoas. Esse fenômeno da psicologia social ganhou proporções de grandiosidade na população brasileira nos anos recentes. A rejeição da verdade se manifestando por opiniões induzidas, na admissão de uma realidade paralela motivada por aspirações emocionais. A desinformação disseminada intencionalmente com o objetivo de causar danos potenciais à paz, aos direitos humanos e à ordem democrática.
Verifica-se uma espécie de contágio das massas, despertando paixões irracionais por determinados temas e bandeiras de cunho ideológico e político na construção de inimigos imaginários. Há uma imersão em teorias conspiratórias com captura emocional. O fanatismo induz a performances bizarras sem qualquer constrangimento, resultantes da máquina de manipulação. Percebe-se a falta de qualidade argumentativa, o que, por consequência, gera discursos de intolerância e de ódio. Uma alucinação geral que despreza fatos, declarações racionais e até dados científicos.
Esse ambiente de adoecimento psíquico coletivo de parte da população, pôs em risco a nossa democracia. Não podemos ficar desatentos, porque esse mal nos ronda. Conteudos falsos e/ou enganosos continuam sendo difundidos, alimentando a negação de verdades factuais, com o propósito de sustentar esse delírio coletivo. Permanece o esforço para fazer com que as verdades que desagradam sejam consideradas inautênticas, para que o grupo do qual o fanático faz parte mantenha-se compartilhando das mesmas percepções e opiniões.
A mentira como estratégia política, revestida por mensagens conspiratórias e agressivas, conduziu parte da sociedade brasileira a um delírio coletivo. Foi adotado um método de persuasão pautado para a criação de um mundo paralelo que excita multidões. Essa epidemia mental, nos leva à conclusão de que “ninguém é mais o mesmo” quando se torna prisioneiro de um movimento coletivo caracterizado por convicções falsas firmemente defendidas. A pessoa passa a se comportar em função do contexto e do grupo social em que está inserida.
Faz-se necessário, então, que as expressões de dissonância cognitiva não marquem mais presença na vida pública de nosso país. Esse é um fenômeno que precisa ser estudado muito mais por psiquiatras e psicólogos do que por cientistas políticos. Os radicais da extrema direita entenderam que era chegada a hora de sair do armário com legitimidade e segurança. O resultado da eleição presidencial em 2022, de certa forma, conseguiu impor um freio ao entusiasmo desses movimentos antidemocráticos. A democracia foi salva, mas necessita ser consolidada, pondo fim à essa histeria coletiva que ainda domina boa parte da população brasileira.
www.reporteriedoferreira.com.br Rui Leitão- Jornalista, advogado, poeta, escritor
O DELÍRIO COLETIVO Por Rui Leitao
A crença fanática em um suposto mito produz o que a ciência chama de “delírio coletivo”. A propagação de informações, ideias e valores falsificados, promove esse tipo de comportamento em grupos de pessoas. Esse fenômeno da psicologia social ganhou proporções de grandiosidade na população brasileira nos anos recentes. A rejeição da verdade se manifestando por opiniões induzidas, na admissão de uma realidade paralela motivada por aspirações emocionais. A desinformação disseminada intencionalmente com o objetivo de causar danos potenciais à paz, aos direitos humanos e à ordem democrática.
Verifica-se uma espécie de contágio das massas, despertando paixões irracionais por determinados temas e bandeiras de cunho ideológico e político na construção de inimigos imaginários. Há uma imersão em teorias conspiratórias com captura emocional. O fanatismo induz a performances bizarras sem qualquer constrangimento, resultantes da máquina de manipulação. Percebe-se a falta de qualidade argumentativa, o que, por consequência, gera discursos de intolerância e de ódio. Uma alucinação geral que despreza fatos, declarações racionais e até dados científicos.
Esse ambiente de adoecimento psíquico coletivo de parte da população, pôs em risco a nossa democracia. Não podemos ficar desatentos, porque esse mal ainda nos ronda. Conteudos falsos e/ou enganosos continuam sendo difundidos, alimentando a negação de verdades factuais, com o propósito de sustentar esse delírio coletivo. Permanece o esforço para fazer com que as verdades que desagradam sejam consideradas inautênticas, para que o grupo do qual o fanático faz parte mantenha-se compartilhando das mesmas percepções e opiniões.
A mentira como estratégia política, revestida por mensagens conspiratórias e agressivas, conduziu parte da sociedade brasileira a um delírio coletivo. Foi adotado um método de persuasão pautado para a criação de um mundo paralelo que excita multidões. Essa epidemia mental, nos leva à conclusão de que “ninguém é mais o mesmo” quando se torna prisioneiro de um movimento coletivo caracterizado por convicções falsas firmemente defendidas. A pessoa passa a se comportar em função do contexto e do grupo social em que está inserida.
Faz-se necessário, então, que as expressões de dissonância cognitiva não marquem mais presença na vida pública de nosso país. Esse é um fenômeno que precisa ser estudado muito mais por psiquiatras e psicólogos do que por cientistas políticos. Os radicais da extrema direita entenderam que era chegada a hora de sair do armário com legitimidade e segurança. O resultado da eleição presidencial do ano passado, de certa forma, conseguiu impor um freio ao entusiasmo desses movimentos antidemocráticos. A democracia foi salva, mas necessita ser consolidada, pondo fim à essa histeria coletiva que ainda domina boa parte da população brasileira.
www.reporteriedoferreira.com.br /Rui Leitão- advogado, jornalista, poeta, escritor