O MEU AVÔ ROLDÃO CORREIA DE BRITO: Escrito Por Gilvan de Brito

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O MEU AVÔ ROLDÃO CORREIA DE BRITO: Escrito Por

Gilvan de Brito

Saindo de João Pessoa com o meu pai numa maria fumaça da Great Western, fui encontrá-lo pela última vez, velhinho, cansado, lá pela metade da década de 40, na sua casa antiga da rua Treze de Maio, 232, em Campina Grande. Meu pai às vezes o visitava conosco (minha mãe Corina e minha irmã Gilza, ainda nos cueiros). Ele era determinado e tinha uma força física que contrastava com a fragilidade de sua aparência. Parece que gostou oo neto, porque saiu pelo galpão mostrando as máquinas que estavam prontas para a entrega, feitas por ele: de fabricar e cortar doces, de fabricar manteiga e queijo, máquina de pasteurização, prensa para extração de óleo do caroço do algodão, peças de bolandeira, portões de cemitérios (ferros quadrados, retorcidos e sextavados com motivação barroca) e mais uma infinidade de coisas que não pareciam ter saído de uma bigorna, uma forja, uma prensa manual e um martelo. Isso valorizava a sua imaginação fértil, e suas mãos firmes de competente artesão no comando das ações.

Dessa última vez, de pelo menos cinco, em que eu estive com ele, mandou-me sentar numa cadeira ao lado da forja, colocou um avental de couro e um par de óculos que lhe cobria parte do rosto e dirigiu-me um olhar inextrincável, talvez piedoso para mim, ao passar a mão sobre a minha cabeça, sabendo que ali estava um dos ramos mais humildes da árvore, família. Pegou com uma enorme tesoura um pedaço de ferro da espessura de um dedo, levou-as ao calor da forja enquanto subia e descia a ponta do fole para levar vento às brasas. Seguidamente, caminhava para a bigorna, dava marretadas no ferro em brasa, oferecendo um formato à peça. Ao mesmo tempo as faíscas pululavam com vigor, tomando vida própria ao iluminar o ambiente, num espetáculo à parte, levando-me, temeroso, a proteger o rosto com as mãos. Primeiro, achatou a extremidade superior, depois bateu nas laterais e o transformou numa cabeça sextavada. Em seguida, minuciosamente, com muito esmero esquentou a peça, colocou-a numa prensa manual, prendeu a ponta com um alicate de pressão e girou-a para criar os sulcos circulares, mostrando que aquela peça era a imitação de um parafuso. E a conclusão era correta. Sabia instintivamente como fazê-lo.

Ele cortou-a com uma talhadeira no exato tamanho que imaginara e, ao final, mergulhou a peça em brasa num balde d´agua, quando subiu uma fumaça marrom com cheiro acre. Notava-se o seu entusiasmo enquanto realizava a obra prima. Ainda com o parafuso preso a grande tesoura de ferro, fruto de sua criatividade, usou a lima para desbastá-lo em alguns pontos dos sulcos circulares, enxugou-o e o estirou na minha direção, ainda preso à tesoura, proporcionando-me um presente, um parafuso artesanal, talvez o mais original que recebi em toda a minha vida, porque foi feito com o amor do avô pelo neto, certamente o mais carente da família, tanto quanto ele também o era, antes de sua notoriedade na labuta com o ferro. No meu progressivo processo de amadurecimento a imagem do meu avô sempre esteve presente, como incentivo para dar continuidade a alguma coisa que se encontrava travada.

Despois, já adulto, dei-me conta de sua exuberância nos passos, no olhar altaneiro e nos gestos, circulando com elegância, deslizando suavemente na sua oficina, e no íntimo trato que demonstrava no manuseio da sua matéria-prima. O ferro era conduzido em brasa da forja para a bigorna, da bigorna para a prensa e da prensa para o esmeril de acabamento, e de volta à bigorna onde sofria alteradas marretadas para a criação de órbitas de fagulhas que circulavam pelo ar e morriam antes de chegarem ao chão. Um círculo que se tornava vicioso à vista de qualquer pessoa. A marreta, de tão grande e pesada, não sei como ele conseguia levantar tantas vezes para bater no ferro quente, um castigo para uma pessoa que já ascendera dos 70 anos, numa época em que a vida no Nordeste tinha uma média que se estabelecia pouco acima dos 50. Parecia o personagem de uma história que ainda não fora escrita, uma espécie de Quixote dos trópicos envolvido numa aventura em que se dispensava as características fantasiosas da luta contra os moinhos de vento e de vez em quando assumia o realismo fantástico de Sancho Pança. E o meu pensamento continuava voando alto da forma como pensavam os adultos: por qual motivo um ser humano numa idade daquela, precisava submeter-se a uma tirania daquele tipo, qual seja, a de trabalhar de forma tão vigorosa e aviltante, exposto ao calor sufocante, o que certamente levaria um corpo a reclamar do cansaço dos braços, das pernas, dos músculos e, principalmente, dos nervos.

Mas ele nunca se queixava dessa provação. Esse era o seu lado fantástico, onde a arte dava substância a vida. Era o imaginário que orientava toda a sua obra. Era nesse ponto onde residia toda a sua genialidade, extrapolando o seu empírico campo de ação. Assim, pelo que foi, constituiu-se na melhor parte da vida de todos os filhos, que o adoravam e, também, daquele humilde neto presenteado que passara a exaltá-lo durante toda a vida, e até alimentar o desejo de um dia fazer este livro para contar a história e perpetuá-lo diante das novas gerações que naturalmente surgirão vidas afins e subsequentes. Era cordial, reservado e tinha uma voz firme. Meu pai Gilberto Correia de Brito dizia que chegou a vê-lo usando Kipá ou Solidéu (touca), o paramento de vestuário utilizada pelos judeus como símbolo da religião Judaica. Deixou de usá-lo depois que começou a frequentar a igreja evangélica, em Campina Grande. Afinal, era um cristão-novo, veio com a família para nordeste brasileiro diante das ameaças e do temor de ser queimada viva pelos católicos da Inquisição, em Portugal. Sempre quando sinto alguma dificuldade na vida, lembro-me dele, da sua determinação, levanto a cabeça e sigo em frente. (Do meu livro em elaboração: “Um Minuto de Silêncio – memórias de Gilvan de Brito”

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MAÍLSON PISA NA BOLA:  Escrito Por Gilvan de Brito

MAÍLSON PISA NA BOLA:  Escrito Por Gilvan de Brito

Ao defender o aumento da carga tributária durante dez anos para conter os efeitos do Coronavírus na economia brasileira, o ex-ministro Mailson da Nóbrega, da Fazendo (1887 a 1990), do Governo Sarney, pisou na bola, em declarações à imprensa. Se ele acha pouco ter dirigido a economia do país num período de maior inflação já alcançada no Brasil, que atingiu 88%, quando tudo subia todos os dias (na calada da noite, através dos “over night”), a elevação dos tributos durante uma década supera sua “eficiência” ministerial.

A carga tributária atual é superior a 38%, o que nos leva a trabalhar quatro meses por ano exclusivamente para pagar impostos ao governo. Mais do que isso representa uma crueldade com o povo brasileiro. E ele achou pouco e ainda defendeu a volta do famigerado CPMF, que cobrava imposto sobre tudo que se comprava no país. O que nós estamos precisamos é de um ministro capaz, com imaginação, para vencer esses obstáculos com a redução da carga tributária, jamais com o aumento.

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BRASIL – MUITA HISTÓRIA E POUCA MEMÓRIA Por Francisco Nóbrega dos Santos

BRASIL – MUITA HISTÓRIA E POUCA MEMÓRIA
Por Francisco Nóbrega dos Santos

 

O nosso pobre País rico, que foi descoberto por acaso, sobreviveu ao longo do
tempo percorrido e poderia fluir o universo de heroicas histórias. Porém vive
naufragado no oceano de incerteza e desolação. Incerteza em razão desse fantástico
mundo de hipocrisia que reina desde o império; desilusão em face de uma política
injetada por mentes e mãos malfazejas, à frente de tudo.
Nas três fases de governos (província, república e ditadura) pouco, ou quase
nada, mudou na vida dos brasileiros, que sempre carregaram nos ombros a obrigação
de pagar as contas sem darem conta do que já a pagaram, pois essas gerações,
nasceram e cresceram com a responsabilidade dos gastos das grandes farras
praticadas por aqueles escolhidos como gestores dos recursos arrancados da massa,
conquistados com sangue, suor e sacrifícios.

A trajetória do povo brasileiro, sem exclusão de classes sociais, o contribuinte é
aquela pessoa que trabalha a vida toda para o governo, sem fazer concurso. A
princípio, trabalhava-se para a Coroa Portuguesa, onde a produção era exportada para
a Capital da Província, e como retorno, os minguados recursos que mal davam para
amenizar a fome; Com a independência, todos continuavam com os enormes encargos
para manter o “status” da classe dominante, custeando as despesas extraordinárias
com os passeios por outros continentes, matrículas dos filhos da casta elevada, para a
formação de técnicos e especialistas na arte de fabricar políticos como fim de firmar
uma hereditariedade injetada.

Hoje o País, a exemplo de outros continentes, desfruta de três Poderes
constituídos, representados por uma oligarquia hereditária, forçosamente indicada
pelos mais diversos critérios, onde se escolhe o cargo para o homem ao invés de se
escolher o homem para o cargo. E nessa variedade de escolhas, o povo opta por
mandatários que irão governar ou legislar, enquanto o poder de guardar, respeitar e
defender a Constituição é aleatoriamente indicado, através da palavra chave; Q I (que
se traduz; Quem indicou?. Tais escolhas contemplam pessoas de formação acadêmica
que nunca exerceram a magistratura e, infinitas vezes, excluídas em concurso público,
porém num salto de paraquedas, entram no bloco das excelências.

 

E a amnésia dos que fazem a história dessa imensa nação não vê o proposital
desacerto dessa Torre de Babel, edificada pelo ciclo vicioso entre os poderes litigantes.
Então recapitulemos: No dia 24 de Agosto de 1954, o então Presidente Getúlio Vargas,
num tresloucado gesto, deferiu um tiro no coração e em carta disse: – Deixo á sanha
dos meus inimigos o legado da minha; Num passado não muito recente, o Jurista Ruy
Barbosa vaticinou: – Desigualar as desigualdades com tratamento desigual aos
desiguais”, O saudoso paraibano Alcides Carneiro, ao inaugurar em Campina Grande,
uma unidade hospitalar do IPASE proferiu a inesquecível frase: – Hospital! Uma casa
que por infelicidade se procura, mas por felicidade se encontra; o ex-presidente Jânio
Quadros, cuja renúncia a todos surpreendeu, sempre afirmava; contra fatos não há
argumentos; por fim, não poderia ficar à margem das históricas frases, destaque ao
desbravador marechal Rondon, que desenvolveu um trabalho no País através de

abertura de vias e rodovias em nosso território: eis a frase: “ Ou o Brasil acaba com a
saúva ou a saúva acaba com o Brasil. Hoje a saúva é, sem dúvida, a corrupção
oficializada. E o veneno eficaz é a ação do Ministério Público, com a atuante Polícia
Federal ou Estadual. O resultado é lento, pois corruptos agem contra a atuação dos
que buscam o fim dessa praga . E o povo, no silêncio conivente, apenas torce.

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BRIGA DE FOICE  Escrito Por Gilvan de Brito

BRIGA DE FOICE  Escrito Por Gilvan de Brito

Por que os partidos estão se engalfinhando para ocupar a vaga que será deixada por Rodrigo Maia, em janeiro próximo, na presidência da Câmara dos Deputados? Eu respondo: a presidência da Câmara é a segunda opção na linha sucessória da presidência da República. Atualmente existem no Superior Tribunal Eleitoral (TSE) cinco pedidos de anulação da eleição de Bolsonaro e Mourão e a maioria dos políticos acredita que mais cedo ou mais tarde um deles vingará. Se for até o fim do ano, Maia assumiria a presidência.

Se for depois de janeiro a Câmara já terá um novo presidente, segundo determina o regimento interno da Casa (mandato de dois anos, proibida a reeleição). Como Maia acredita que a chapa eleita em 2018 será inevitavelmente cassada pelo TSE e, pelo sim e pelo não, já está se articulando para mudar o regimento interno da Câmara a fim de garantir a sua reeleição, que lhe daria a presidência da República com a cassação da chapa, presentemente ou também no próximo ano, caso o afastamento não se verifique até janeiro.

Por esse motivo, preventivamente, ele está segurando os 23 pedidos de impeachment de Bolsonaro, que se encontram na sua gaveta. Isso porque, com o afastamento de Bolsonaro através do impeachment, Mourão assumiria, como solução constitucional, como aconteceu com Itamar Franco, com a cassação de Fernando Collor, para os dois anos finais do mandato. Enquanto isso, durma-se com um barulho desses.

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OS FINS E OS MEIOS:  Escrito Por  Rui Leitão 

OS FINS E OS MEIOS:  Escrito Por  Rui Leitão

Essa é uma discussão muito pertinente para o atual momento brasileiro. Parece ser generalizada a aceitação de que “os fins justificam os meios”. A que ponto nós chegamos! O código de ética já não é mais um regramento a ser observado quando se pretende alcançar alguns objetivos. Ao desfraldar a bandeira de combate à corrupção passa a ser válido cometer ilegalidades e desrespeito a princípios constitucionais e conceitos de moralidade. Seria cômico, se não fosse trágico, admitir corruptos desenvolvendo luta contra a corrupção.

Estamos vendo a utilização de expedientes desonestos como alegação para atingimento de metas estabelecidas, falsamente consideradas como legítimas. Observar que os que têm a responsabilidade de fazer cumprir as leis, sejam os primeiros a desrespeitá-las, em nome de uma batalha que se apresenta como virtuosa ação em defesa da moralidade e da ética, é algo preocupante e triste.

Por isso a classificação de maquiavélicas às pessoas que adotam esse comportamento como estratégia política, na observância da doutrina ensinada pelo escritor florentino Maquiavel, em seu célebre livro O Príncipe. A arte da maldade como qualidade positiva. O entendimento de que, para conquistar benefícios, tornam-se lícitas quaisquer atitudes, ainda que ferindo conceitos tradicionalmente adotados como decentes.

Essa é uma questão que merece reflexão séria. Precisamos considerar primeiro se a ação tem prevalência da moralidade. Segundo, se o seu resultado preserva objetivos inquestionavelmente morais e éticos. E, por fim, se os protagonistas da ação podem ser apontados como indivíduos que, por suas condutas, possam ser referenciados como moralistas. As motivações jamais podem desprezar o respeito à moralidade e à ética. É inadmissível condicionar valores a situações. Não existe ilicitude bem intencionada. Nem há “meio pecado”. Quando isso acontece misturam-se os “criminosos”, uns pousando de “bonzinhos”, cidadãos de bem, e outros apontados propositadamente como bandidos.

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   O CINEMA E A POLÍTICA – FILMES E PERSONAGENS  Por Francisco Nóbrega dos Santos

                  O CINEMA E A POLÍTICA – FILMES E PERSONAGENS 

Por Francisco Nóbrega dos Santos

A invenção do cinema, identificado como a sétima arte, é fruto de um fantástico invento que, sobremaneira, revolucionou o mundo. Muitas vezes essa maravilhosa criação, retratava fatos da vida real, de modo especial, os dramas do cotidiano; os desastres históricos e outros fatos e inventos de  realizações  futuras.

Com a magnitude do avanço tecnológico, a cibernética, no momento, é a mais impressionante da história universal. Mesmo assim, em homenagem ao cinema, cabe ao leitor associar fatos que se encaixam nesse contexto, traduzidos na política, essa ciência secular que contribuiu para o progresso, a derrocada, ascensão e, de modo especial, a razão das desigualdades sociais; das riquezas, da pobreza e da miséria da humanidade. Por tudo isso, esses fatos não poderiam ficar à margem dos acontecimentos que fizeram com que o nosso País se tornasse O PARAÍSO DA CORRUPÇÃO POLÍTICA.

Assim, nada mais justo do que reverenciar a política brasileira associando-a a alguns filmes e personalidades físicas, jurídicas e instituições, com uma notória comparação. VEJAMOS

             O EXTERMINADOR DO FUTURO – O projeto da esquerda; O PODEROSO CHEFÃO – Eduardo Cunha; DESEJO DE MATAR – A facada proferida no Bolsonaro; ESQUECERAM-(SE) DE MIM – José Sarney; O HOMEM QUE SABIA DEMAIS – Celso Daniel; AMNÉSIA –Os contemplados com  propinas e não se lembram; OS DIAMANTES NÃO SÃO ETERNOS – O casal Sérgio Cabral; TITANIC – O Brasil,  depois da pandemia;  O SILÊNCIO DOS INOCENTES – Os listados pela operação lava jato; O JUSTICEIRO – Sergio Moro; CAÇADA IMPLACÁVEL – a força tarefa da polícia federal; ÊXODUS – A esperada  saída coletiva dos  corruptos; A TERRA PROMETIDA –Presídios só para políticos que saquearam o País; CORRIDA MALUCA – O trabalhador brasileiro que ainda não se aposentou; NAUFRÁGIO – a economia brasileira; O GRANDE DESAFIO – sobreviver após  a epidemia importada; O DIA EM QUE A TERRA PAROU.  – O pânico com a o isolamento social; O PAGADOR DE PROMESSAS – o grupo de empreiteiras comprometidas; SALVE-SE QUEM PUDER – Os indiciados pelo Ministério Público; GOLPE DE MESTRE – A libertação de José Dirceu e outros; MATAR OU MORRER – A luta da polícia contra as facções; A GRANDE MENTIRA – promessas de campanha; A ESPERA DE UM MILAGRE – o povo brasileiro; O GRANDE DESAFIO – Viver ou sobreviver com o salário mínimo. A GRANDE FARSA – A anunciada reforma administrativa; O PROFESSOR ALOPRADO – O palestrante Lula – graduado em ciências ocultas e letras invisíveis: O SONHO QUE VIVI – Haddad, o derrotado candidato à presidência; O HOMEM INVISÍVEL – Queiroz; – NA MIRA DA MÁFIA; O Presidente; OS TRÊS PATETAS – Os meninos do Presidente; O DIA SEGUINTE (AFTER DAY) – O estrago causado ao Brasil quando tudo passar;- O DITADOR, Rodrigo Maia; GOLPE FATAL – A ideia da decretação de Calamidade Pública;  APOCALIPSE –  O desejo do comunismo. OS INTOCÁVEIS – Os ministros do STF; DEU A LOUCA NO MUNDO – O uso de Fake News. 

“Qualquer semelhança com pessoas “muito vivas” ou moralmente mortas é mera coincidência.”

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O LEDO ENGANO DE BOLSONARO: Escrito Por Gilvan de Brito 

O LEDO ENGANO DE BOLSONARO: Escrito Por Gilvan de Brito

Os pedidos de intervenção militar com Bolsonaro na presidência continuam sendo exibidos em faixas conduzidas pelos adeptos do grupo presidencial e por ele estimuladas, nas passeatas. O presidente, porém, não alcança um palmo além do nariz para entender que se isso ocorresse ele jamais ficaria à frente do Poder Executivo no caso de uma intervenção militar.

Muito simples explicar a razão: os generais jamais bateriam continência para um ex-tenente transformado em capitão após uma reforma negociada para deixar o Exército, nem seguiriam as ordens de uma patente hierárquica inferior, vestida num pijama. O cargo de Presidente seria, certamente, ocupado por um general quatro estrelas, da ativa, como ocorreu durante o último regime militar.

O presidente da República, na infeliz ditadura de 1964 era, invariavelmente, um general escolhido por um Conselho Militar e o nome conduzido, então, para aprovação, pelo submisso Congresso, depois das modificações na Constituição, através de Atos Institucionais. Por aí vê-se o ledo engano (não percebe o engano) do presidente.

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PODER MODERADOR:  Escrito Por Gilvan de Brito 

PODER MODERADOR:  Escrito Por Gilvan de Brito
Nem precisa ser advogado, basta conhecer um pouco de história (coisa que o presidente desconhece), para saber que na legislação brasileira inexiste o Poder Moderador. Na primeira Constituição brasileira, o imperador Pedro I, visando anular os três poderes, pilares da democracia, instaurou em 1824 e 1826 uma Carta com quatro poderes, sendo que um deles devia atuar como moderador, para subjugar Legislativo, Judiciário e Executivo.
Assim ele tentava emplacar um conceito do pensador e político francês Benjamin Constant de Rebeque (1767 – 1830), que dava ao imperador ou ao monarca de plantão, (na época Pedro I ocupava os dois espaços), o direito de intervir constitucionalmente em qualquer dos poderes quando assim o desejasse, para evitar oposição ou para impor suas ideias com exclusividade.
Claro que não foi aprovada com esse formato. Então, vem agora, o presidente Bolsonaro, invocar o artigo 142 da Constituição brasileira, como tipo e forma determinados de um poder moderador, permitindo-lhe criticar e contestar o Legislativo e o Judiciário. Também não conseguiu, porque na tarde de hoje o Supremo lembrou-lhe de que este dispositivo não existe, embora tenha sido tentado no Império. Um dirigente inculto, deveria ao menos acercar-se de pessoas capazes, conhecedoras, ao menos, da história.
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SEM LICITAÇÃO, PORÉM COM LÍCITA AÇÃO. Por Francisco Nóbrega dos Santos

SEM LICITAÇÃO, PORÉM COM LÍCITA AÇÃO.

Por Francisco Nóbrega dos Santos

O mundo, com uma brusca mudança, dormiu são e acordou moribundo, golpeado por um fenômeno de graves proporções. A princípio, epidemia. Com a evolução do tempo se tornou pandemia, como uma forma avassaladora de transpor continentes e destruir considerável parcela da raça humana.

De repente as nações passaram a viver num labirinto de incertezas, para não dizer de desespero, pois a inteligência humana iniciou ferrenha luta, com pouca conquista, sem êxito nesse desafio invisível, agressivo e resistente aos antídotos sugeridos ou apresentados        pelos cientistas.

Acontece que, em proveito próprio, nos laboratórios dos maquiavélicos usuários de uma ciência chamada política, os “sábios”  aproveitaram uma carona no temor do povo e passaram a maquiar uma gestão politiqueira, semeando, a principio o pavor e, naturalmente, utilizando-se do pânico para criar “marketing” de palanque, de modo especial, o Brasil onde a corrupção já virou ginkana, cujo vencedor é aquele que mais burlar as flácidas leis do País, onde existem lacunas para se criar uma bifurcação na interpretação das normas.

Não é necessário ser especialista em política para saber que a Constituição Brasileira deixa margem para dúbias interpretações das leis. Em razão disso, escudados nas dubiedades da indefinição legal, manipula-se o caos com medidas extremas, dentre essas a generalização de falsa calamidade pública, onde se flexibiliza, nos casos previstos na Constituição, adoção de medidas emergenciais sem obediência as restrições  das normas que regem os fatos.

Todos sabem da existência da distinção legal entre o poder público e a atividade privada. “È vedado ao poder público fazer o que a lei não autoriza.” Já a atividade privada é facultado fazer o que a Lei não proíbe. Eis a diferença.

Então, na forma prevista na Lei Maior, justifica-se a dispensa de licitação, se comprovada calamidade pública, circunstâncias que, dada a urgência, dispensem procedimentos licitatórios para obras, compras e serviços.

Todavia, com generalização “injustificada” de calamidade, alguns gestores gritaram a palavra “EUREKA”!. Vamos nos arrumar. E assim procederam, deixando à margem de tudo, as normas tais como a LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL e criaram um Leilão “quem cobra mais?.”

Vale ressaltar que há a esperteza de alguns e a ignorância de outros. E assim as leis são atropeladas pelo vagão da corrupção. Agora os que se locupletaram do erário público podem ir preparando uma verborrágica defesa, vez que temos, felizmente no Brasil uma respeitável instituição denominada Ministério Público que, ao longo dos tempos, vem observando tudo, com lunetas de enorme alcance e, sem dúvidas, chegarão aos maldosamente ingênuos que burlaram as normas e por ILÍCITA AÇÃO,  NÃO FIZERAM LICITAÇÃO. E quem agiu em descompasso com a lei, prepare-se para ressarcir o dinheiro do povo, sem esquecerem as cominações das penas por improbidade, peculato, conluio etc., pois no Brasil existe UM MINISTÉRIO DE VERDADE, que não perdoa os que agem contra a Lei.

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TELHADO DE VIDRO: Escrito Por Rui Leitao 

TELHADO DE VIDRO: Escrito Por Rui Leitao

Quem tem telhado de vidro, não pode se dar ao direito de jogar pedras no vizinho. Essa é uma grande lição que nos ensina a sabedoria popular. Não demorou vinte e quatro horas para que o presidente da república fosse advertido dessa verdade que a vida vem nos ministrando. Ontem, no seu rotineiro diálogo com os apoiadores que ficam no cercadinho do Palácio da Alvorada, comemorou e parabenizou a Polícia Federal na ação promovida contra seu desafeto político o governador Witzel do Rio de Janeiro. Esqueceu que vive sob um imenso telhado de vidro. Aí vem a lembrança de outro ditado popular: “quem com ferre fere, com o mesmo será ferido”, ou “Nada melhor do que um dia atrás do outro”.

Porque ele hoje não fez o mesmo discurso para seus seguidores fanáticos? Porque a mesma PF que ontem produziu um espetáculo de ataque ao provável cometimento de atos de corrupção do governador carioca, hoje volta-se para acusar procedimentos ilícitos dos que estão ao seu entorno? Seu desejo de ter uma polícia política se desfez ao ver que a instituição decidiu preservar sua independência de atuação. De novo o alerta popular: “O pau que bate em Chico, bate em Francisco”.

De repente ele viu que as coisas não acontecem exatamente do jeito que determina sua vontade. Existem leis a serem observadas. Existe uma Constituição que controla quem governa. Existe um princípio elementar no estado democrático de direito, que é o tratamento igualitário a todos os cidadãos. Ele tem dificuldades em entender isso, em razão de sua proclamada vocação ditatorial.

As instituições democráticas estão funcionando, graças a Deus. Elas não conseguem proteger quem tem um imenso telhado de vidros. Pelo contrário, se não incentivam quem joga pedras nessa cobertura envidraçada, entendem que efeitos bumerangues não podem ser contidos em nome da lei. Não há como proteger os que estão sob a proteção do telhado de vidro, se eles próprios se aventuram em jogar pedras no vizinho. A proteção eventual do exercício do poder, não os deixa invulneráveis aos ataques de revide, quando são frágeis sua guarida. O telhado de vidro não oferece abrigo aos que gostam de trilhar caminhos não recomendáveis.

Se analisarmos direitinho até a casa da justiça tem telhado de vidro. Juízes que usam o estilingue irresponsavelmente, confiando no resguardo da toga, são surpreendidos com alei do retorno. Portanto, não há autoridade que se ache na condição de atirar pedras na vidraça vizinha, sem que corra o risco de imediatamente ter seu abrigo atingido por pedradas dos que elegeu como inimigos. O presidente precisa entender isso. Ele não é resguardado das respostas que possam atingir sua imagem.

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