TIRO NO PÉ: Escrito Por Gilvan de Brito
TIRO NO PÉ: Escrito Por Gilvan de Brito
TIRO NO PÉ: Escrito Por Gilvan de Brito
ESTOU SENTINDO O (MAU) CHEIRO DE 1964: Escrito Por Gilvan de Brito
Quem viveu 1964, acompanhando o dia a dia do período que antecedeu ao golpe militar, sabe que o mesmo cheiro apodrecido está no ar. Mas, como a história quando se repete vem em forma de farsa, o que vemos hoje não é o perigo dos militares tomarem o poder insuflados por maus (e ricos) brasileiros, que não aceitavam as reformas propostas por João Goulart, em favor dos menos favorecidos, por considerá-las de feição comunista, e insuflaram as Forças Armadas a tomar o poder pelas armas.
Até o nome comunista voltou a circular com maior ênfase, como perigo iminente de se consolidar naquela época e agora. Pois bem, desta vez não são os militares que cheiram a golpe. A caserna, renovada, certamente não vai querer investir noutra aventura sabendo que a primeira não deu certo e que se vier outra seria nos mesmos moldes que ainda estão na memória recente do povo em forma de demissões, perseguições, torturas e morte. Agora é civil contra civil, é a aglomeração de forças populares, e a união dos poderes contra a obstinada e nefasta ação de um só homem contra os interesses do país.
A cada dia que passa se fecha o cerco, aumenta a pressão e a procura sobre a fórmula a ser utilizada para a arrancada final ganha ênfase. Os militares, já demonstraram, estão apenas acompanhando e esperando que esse afastamento se dê obedecendo os tramites legais, através do Judiciário e do Legislativo, para não sair da linha democrática. Afinal quem não se lembra da simbólica frase do primeiro-ministro britânico Winston Churchil, de que “A democracia é o pior dos regimes, políticos, mas não há nenhum sistema melhor que ela”.

O COMPLEXO DE VIRA-LATAS: Escrito Por Rui Leitao
TRUMP PROMETE DEFENDER CORCOVADO: Escrito Por Gilvan de Brito
‘A PALAVRAS LOUCAS, OUVIDOS MOUCOS”! Por Rui Leitao
REMEMBER DITADURA DE 64! Escrito Por Gilvan de BritoNesta época em que alguns grupos alienados contestam a democracia, estão surgindo algumas histórias da sangrenta ditadura dos militares golpista armados. Eu tenho muitas, pois atuava na linha de frente da imprensa, escrevendo 400 linhas por dia para alimentar uma coluna política e uma página com notícias políticas, diariamente, como repórter e editor político do jornal Correio da Paraíba. Chegávamos à redação em torno das 18 horas e começávamos a preparar o noticiário colhido na Assembleia Legislativa, palácio do Governo, Câmara Municipal, sede dos partidos, sindicatos e, enfim, onde a notícia estivesse.
Às 1830 h chegava o censor, cumprimentava a todos e sentava-se diante de uma mesinha e começava a receber dos jornalistas o material que já havia sido preparado. Eu levava diariamente algo em torno de oito notícias, deixava-as com o censor e esperava ser chamado à sua presença. Havia, é claro, a auto-censura de cada um dos jornalistas, que já sabiam antecipadamente o que não poderia ser publicado, mas alguns, como eu, sempre se utilizava de metáforas para tentar furar o bloqueio da censura. Depois ele chamava um por um a sua frente para dizer o que poderia ser divulgado, o que deveria ser modificado e o que seria confiscado por atentar contra a segurança nacional.
Certo dia eu comecei a escrever com o tipo preto (a máquina tinha uma fita com um carretel onde havia duas cores: preto e vermelho) e como o preto estava muito gasto, eu mudei para o vermelho. Quando entreguei as minhas matérias ele levantou o rosto e encarou-me: “O senhor é comunista?” – indagou-me. Eu estranhei a pergunta porque, para os censores, nos todos, jornalistas, éramos tidos como comunistas, porque escrevíamos, muitas vezes, o que o regime não gostaria de ler, o que tornaria a pergunta inócua e desnecessária. Mas ele justificou dizendo: “O senhor está escrevendo suas notícias em vermelho”. Nada mais foi dito e nem lhe perguntado. Não precisava.

…ATIRE A PRIMEIRA PEDRA!. QUEM OUSARÁ?
Por Francisco Nóbrega dos Santos
A história dos longínquos tempos nos fala que o maior patrimônio do cidadão era a honradez. Muitos, orgulhosamente, ostentavam como um troféu o bom caráter e os bons costumes Eram referência para qualquer negócio, pois não existiam nota promissórias ou duplicatas. A palavra simbolizava a Lei. Muitas vezes firmava-se um pacto de sangue, ferindo um dos pulsos, num leve toque para que surgisse uma gota de sangue e a colocava num papel.
Desde então nasceu a palavra “rubrica” que significa marcar com a cor vermelha, que simbolizava o sangue, uma das fontes da vida. E esse ato simbólico estaria acima de qualquer suspeita, pois se tornava moralmente irreversível.
Com a evolução e as naturais mudanças advindas com a extensão dos costumes, esses gestos foram, gradualmente, reduzidos. E, no momento atual, nada significa como prova da fidelidade de um pacto firmado, pois com a implementação do direito positivo, as normas codificadas despertaram o sentimento instável da confiança para a utilização de contrato escrito, com testemunhas e outras formas de segurança que foram ampliadas no tempo.
O que restou do significado de rubrica (paroxítona) foi a abreviação de uma assinatura, como reforço de um contrato firmado, recheado de cláusulas traduzidas e especificadas como essenciais, especiais, acidentais,penais, indenizatória e outras num extensivo elenco criado em razão dos atos e dos fatos.
Hoje, os homens de bem, optaram por ser pessoas de bens. Daí evolução ENDEMICA, EPIDÊMICA OU, até mesmo PANDÊMICA transformou a mente humana em uma máquina de fabricar bens, com ou sem trabalho, herdando sem hereditariedade e conquistando recursos por diversas formas, poucas vezes honestamente.
No Brasil, onde a flexibilidade das leis, e a complexa forma de interpretá-las, criam-se mecanismos, para a produção de rendas e bens que a justiça não entende ou finge desconhecer.
Assim, a forma de se firmar grandes fortunas é, sem dúvida, a política, pois no Brasil o político, com raras exceções, é escolhido pelo voto do povo, como um cheque em branco para reger o destino do País, o Estado ou o Município. Uma vez investido como agente político, torna-se um agente público, com direitos a indenizações, estabilidade e liberdade firmar a própria renda. E a evolução desses fatos ou atos jurídicos mudou o rumo da prática e a dubiedade das leis flexibilizou múltiplas interpretações. Para uns, os rigores da lei; para outros os favores da lei. Essa é a teleologia da conveniência.
A Constituição Brasileira editada e promulgada no século 20 recepcionou alguns direitos e, convenientemente, mutilou ou excluiu alguns, abrindo espaço para que seja diversificada a interpretação. A maior prova disso é a inexistência da unanimidade das decisões de turmas ou câmaras.
A prova mais evidente e concreta do descaso verifica-se na trilha percorrida por um processo, na utilização de inúmeros recursos, onde as divergências persistem até à viagem protelatória dos autos e se opera a prática do conflito de entendimentos nas instâncias superiores, sem fugir à regra o todo poderoso Supremo que raramente profere uma decisão unânime. Essa é a prova de que os notáveis guardiões da Lei Maior, divergem no entendimento e, muitas vezes, os autos adormecem nas gavetas desses soberanos até serem fulminados pela prescrição ou pela decadência, matando direitos ou sepultando graves punições. “E assim, por razões que nem Freud explica,”. Daí é de invocar o adágio um adágio proverbial aplicável à espécie.” QUEM TEM TELHADO DE VIDRO NÃO ATIRA PEDRA NO TELHADO DO VIZINHO ”, o que traduz, “data vênia”, as sábias palavras de Cristo: -“AQUELE QUE NÃO TIVER PECADO, ATIRE A PRIMEIRA PEDRA. Quem ousará?
VOCAÇÃO PELA CRIMINALÍSTICA: Escrito Por Gilvan de Brito
O FANÁTICO POLÍTICO: Escrito Por Rui Leitao