A LEI MAIOR E A MAIOR LEI. por Francisco Nóbrega dos Santos

A LEI MAIOR E A MAIOR LEI.

por Francisco Nóbrega dos Santos

Existe um ditado popular, muitas vezes usado na matemática: A ORDEM DOS FATORES NÃO ALTERA O PRODUTO. Em tese não deixa de ter um significado válido, pois na complexa língua, para início de conversa não é nossa e sim portuguesa, há controvérsia. Apesar da existência do vernáculo onde se pratica palavras esdrúxulas criadas em vocabulários da imaginação de cultos e incultos que vieram para ficar como parte da nossa cultura.

No Brasil as gírias proliferaram-se e ganharam a simpatia dos cidadãos (jovens ou antigos), ora encurtando frases, ora empobrecendo o nosso idioma emprestado, dando ênfase ao eufemismo, a hipérbole, metonímia e outras variações.

Todos sabem que as leis nasceram dos costumes, ampliaram-se nos hábitos e se proliferaram na conveniência dos poderes que criaram dúbias interpretações na teleologia da conveniência. Por tais razões os meios atropelam os fins; o fisiologismo guia as interpretações e o casuísmo define a aplicação dos que acham “úteis” aos seus planos.

Numa demonstração simples desse pensamento é que no Brasil existe história de quase uma dezena de constituições. Umas outorgadas, outras promulgadas e algumas sancionadas.  A Constituição de 1988, com mais de três décadas de existência, dispõe de 245 artigos, sendo alterada mais de 105 vezes, com uma infinidade de emendas, muitas dessas, casuísticas, para a proteção de conveniências. É, pois, na sua conotação, a Lei Maior.

Já o nosso Código Civil, com 2.046 artigos, por diversas vezes alterados, dispõe, de forma abrangente, sobre, bens, coisas, obrigações, família, sucessão  dentre outros fatos ou atos de pessoas físicas e jurídicas. Todavia em consonância com a Lei Maior. Aí vem a diferença, pois uma vez divergindo da Constituição a norma poderá sofrer ataque do vírus da inconstitucionalidade. À luz dessas noções é de se vislumbrar a hierarquia das normas ligadas à Carta Magna e que se encontra em superposição num triângulo imaginário chamado hierarquia. É a maior Lei, não obstante as normas, dentre as quais emendas constitucionais que retalham, de forma corporativista, disposições legais contidas na supernorma.  Várias mudanças já nasceram contaminadas pelo vírus da anulabilidade, durante ou após o “vacacio legis”, forma eficaz de jogar por terra a vigência e a eficácia de lei (ex nunc ou ex tunc). Assim me ensinaram os mestres, entre os quais os saudosos Rômulo Rangel e Dorgival Terceiro Neto, a quem credito essas modestas noções de direito.

 

Desse modo, com a devida vênia, não se entende a invasão de competência por outros poderes inseridos no texto constitucional. Esse pseudo poder de se traspor as fronteiras outorgadas pela Constituição é temerário. E quem vulnera essas distâncias estará vergastando, de maneira inconsequente, comandos legais da segurança jurídica que firmam a certeza do direito do direito, que deve nortear a Justiça e o respeito às  “Cláusulas Pétreas” indispensáveis à paz social, a defesa da soberania do Pais e  liberdades individuais e coletivas, inerentes a uma democracia plena e distante da anarquia. Caso contrário a perda do poder torna regime anárquico e o País poderá se transformar num abismo onde não haverá  retorno. E nós, PRÁ ONDE VÁMOS?

www.reporteriedoferreira.com.br  por Francisco Nóbrega dos Santos, Jornalista-advogado e escritor




RICARDO TORNOZELEIRA: Por Eilzo Nogueira Matos / Gilvan de Brito

RICARDO TORNOZELEIRA – ATÉ´QUE ENFIM FOI APANHADO EM CULPA. – ASSALTO NA PARAIBA SUPERA O DE CESAR CABRAL NO RIO DE JANEIRO.- Calvário: desembargador ordena sequestro de valores de implicados
3 DE AGOSTO DE 2020
Eilzo Nogueira Matos está com Gilvan de Brito

Relator da Operação Calvário no Tribunal de Justiça da Paraíba, o desembargador Ricardo Vital de Almeida determinou o sequestro de dinheiro, valores e ativos financeiros, através do Sistema Bacen-Jud, no valor de R$ 134,200 milhões, de pelo menos 30 investigados no…

 

no âmbito da Operação, entre os quais o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB). De conformidade com o Ministério Público, o “esquema criminoso nutria-se da prática de diversos crimes, como de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, peculato, dentre outros, notadamente interligados às atividades das organizações sociais na saúde e à adoção de inelegibilidades licitatórias ou a fraude destas na Educação, sempre visando a obtenção de vantagens ilícitas por seus integrantes, em detrimento das reais necessidades da coletividade”.

 

O FATO QUE INSINUAVA RICARDO TORNOZELEIRA COMO FENÔMENO NA POLÍTICA PARAIBANA, – OITO ANOS PREFEITO E OITO COMO GOVERNADOR,- SOBRANCEIRO FACE A DISPLICÊNCIA DA JUSTIÇA EM CIENTIFICÁ-LO DE SUA SUBMISSÃO AO RITO PROCESSUAL DE APURAÇÃO DE CULPA E APLICAÇÃO DE PENAS EM CENTENAS DE FEITOS EM QUE FIGURA COMO REU E INVESTIGADO POR CRIME CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, FOI INTERROMPIDO. A CENA MUDOU COM NOVOS TITULARES DO JUDICIÁRIO PARAIBANO. JUIZES E DESEMBARGADORES, MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO HONRAM E DESAGRAVAM A SOCIEDADE PARAIBANA HUMILHADA. A SONOLÊNCIA JUDICANTE QUE LHE PERMITIU PAIRAR SOBRANCEIRO FOI DESPERTADA PELA CONSCIÊNCIA DO SENSO DO DEVER. A HISTÓRIA REGISTRARÁ ESTE FATO VERGONHOSO NO RELACIONAMENTO ENTRE OS PODERES DO ESTADO QUE PERDUROU DEZESSEIS ANOS

www.reporteriedoferreira.com.br Por Gilvan de Brito- Jornalista,advogado e escritor.



O MOVIMENTO DA ANTIPOLÍTICA: Escrito Por Rui Leitao

O MOVIMENTO DA ANTIPOLÍTICA: Escrito Por Rui Leitao
Há um esforço estratégico para estigmatizar a classe política. O lavajatismo cuidou de promover, com espetacularização, esse intento. O objetivo é fazer com que a grande maioria da opinião pública nacional passe a encarar a classe política como corrupta de forma generalizada. A última eleição para presidente da república foi bem um reflexo disso. O eleitorado elegeu alguém que se apresentava como um outsider, num discurso de combate à velha política. Percebe-se, agora, que a prática vem contrariando o que pregavam durante a campanha. O que estamos vendo é o cometimento dos mesmos vícios históricos, por aqueles que se diziam os “diferentes”.
Não podemos deixar de reconhecer que a nossa cultura política concorre para a formação desse julgamento popular. São frequentes e inúmeros os exemplos de má conduta de muitos dos que fazem política neste país. Não exercitam a política na sua expressão mais legítima, e sim a “politicagem”. Troca de favores, tráfico de influência, compra da consciência dos eleitores, fraudes eleitorais, procedimentos ilícitos na esperança de que ficarão impunes, má gestão do dinheiro público, absoluta falta de comprometimento com as causas sociais. Só para citar alguns exemplos que caracterizam a parte podre dos homens públicos brasileiros.
Mas não podemos generalizar, existe muita gente voltada para os interesses da sociedade, atuando de forma desprendida no exercício de mandatos que lhes são outorgados pelo povo ou em cargos públicos para os quais foram nomeados. Fogem à regra, com certeza. O fato é que a classe política está fortemente estigmatizada. Entretanto, nós cidadãos comuns, que nos apressamos em fazer nossas críticas, de julgá-los, de impor a nossa censura, nada fazemos para mudar essa cultura política nacional. Muito pelo contrário, contribuímos para que os comportamentos sejam os mesmos, as posturas sejam confirmadas como ideais, o clientelismo e o assistencialismo sejam marcas de qualidade dos que se oferecem para disputa de mandatos eletivos. O poder econômico e a ação das máquinas administrativas desequilibram a concorrência nas eleições. Boa parte da população vive esperando o ano das eleições para disso tirar proveito. É profundamente lamentável que isso aconteça. Mas é a triste realidade.
O mais preocupante é que esse movimento antipolítica faz com que se entenda como normal o direito de destruir reputações, inclusive desrespeitando as leis. As instituições democráticas são atacadas com o propósito de fragilizar a confiança popular nelas. Estigmatizar o exercício da política é um erro que destrói o estado democrático de direito. É falso esse ataque às instituições com o pretexto de que estão querendo salvá-las. A retórica pautada na disseminação de inverdades, sedimenta o estabelecimento de um cenário em que tudo o que acontece de ruim é por conta das ações de agentes políticos
A antipolítica tem encontrado terreno fértil para sua proliferação. Guerras culturais são estimuladas, fazendo com que não se dê importância à necessidade de examinar se os discursos estão ancorados na realidade. Desqualificar desafetos é um recurso bastante utilizado, muitas vezes apoiado na mentira. O ambiente nacional, por conta disso, se divide entre o “nós e eles”, os considerados “mocinhos” e os que são apontados como “bandidos”. Procura-se valer da máxima de que “a verdade sou eu”, os pseudomoralistas, fixando falácias na opinião pública.
Sou um otimista teimoso. Acredito que o exercício da política “stricto sensu” haverá de ser resgatado. Confio no despertar de uma consciência coletiva que faça desaparecerem os politiqueiros profissionais, substituindo-os por políticos sérios, comprometidos com o bem estar comum. Tenho esperança de que essa revolução cultural acontecerá, desde que antes de sermos críticos dos políticos, apenas porque não gostamos deles, sejamos críticos de nós mesmos. Será que votamos a cada eleição com a consciência firme da responsabilidade que estamos transferindo àqueles que recebem os nossos sufrágios? Será que não pensamos, em primeiro lugar, se o eleito vai nos beneficiar diretamente, esquecendo de pensar prioritariamente no bem coletivo? Será que não nos deixamos levar pelas paixões políticas e a influência da propaganda, na hora de decidirmos a nossa opção nas eleições? São questões que precisam ser levadas à reflexão.
www.reporteriedoferreira.com.br   Escrito Por Rui Leitão.Jornalista, advogado e escritor.



O “VERMELHO E PRETO”: Escrito Por Rui Leitao 

O “VERMELHO E PRETO”: Escrito Por Rui Leitao
Quando se brincava carnaval em clubes, nós tínhamos aqui em João Pessoa três prévias que movimentavam a cidade. No Cabo Branco o famoso “Vermelho e branco”, a mais tradicional festa do período pré-carnavalesco da Capital. No Astréa acontecia o “Azul e branco”. E na AABE, o “Vermelho e preto”. Nesse tempo não existia ainda o “Folia de Rua”, portanto a brincadeira no período que antecedia aos dias oficiais do carnaval, era animadamente realizada nesses três clubes.
Nunca fui ao “Azul e branco” no Astréa, e fui algumas vezes ao Cabo Branco, no seu “Vermelho e branco”. Mas, posso garantir que, participei de todos os bailes do “Vermelho e preto” da Associação Atlética Banco do Estado, até porque ele se iniciou na época em que fui o seu diretor social.
O maestro Vilôr animou vários desses bailes, e ao executar o hino de exaltação da AABE, cantado por Livardo Alves, um de seus autores em parceria com Gilvan de Brito, levava todos a gritarem a letra da marcha-hino, que diz no seu final: “entre na nossa festa/a vida é essa, vamos aproveitar/chegue também, menina/o carnaval é aqui na Ponta de Campina”. Vestia as cores que caracterizavam a festa com muito prazer, porque eram também as cores do Flamengo. Rapidamente tornou-se um evento incluído no calendário das festividades carnavalescas de João Pessoa. A AABE ficava pequena para público tão grande, composto não só por seus associados e familiares, mas por convidados e autoridades. Em um deles contamos com a presença do então governador da Paraíba, Tarcísio Burity. Outro governador que costumeiramente comparecia era Dorgival Terceiro Neto, também na condição de um dos seus associados.
O presidente da época, Geraldo Henriques, foi, indiscutivelmente o grande propulsor do sucesso da AABE como um dos recantos de convivência social mais agradáveis de nossa Capital. Dinâmico, simpático, colocando entusiasmo em tudo o que fazia, ele deu o impulso inicial para que o clube dos funcionários do Banco do Estado pudesse se consolidar como uma agremiação recreativa que produzia oportunidades de divertimento nos campos social, cultural e esportivo.
www.reporteriedoferreira.com.br  Por  Rui Leitão  jornalista-advogado e escritor.



BOLSONARO NO TRIBUNAL DE HAIA: Escrito Por Gilvan de Brito 

BOLSONARO NO TRIBUNAL DE HAIA: Escrito Por Gilvan de Brito
Por deixar de indicar um ministro da saúde durante dois meses, na fase crucial da Pandemia; colocar em risco a saúde da população promovendo aglomerações sem uso de máscaras e por fazer propaganda de medicamento como a hidroxicloraquina, sem eficácia no tratamento da doença, o presidente Bolsonaro foi denunciado ao Tribunal Internacional Penal de Haia por falhas graves e mortais contra a doença.
A denúncia foi feita por um grupo de entidades sindicais brasileiras, hoje, pela crise que elevou a um nível crítico as condições sanitárias do país, que já se aproxima das 90 mil mortes por coronavírus, “por uma postura negligente e irresponsável.”
O diretor da Uni-Americas, entidade dos trabalhadores da saúde que amparou o pedido, Márcio Monzante, disse que “Buscar a Corte Penal Internacional é uma medida drástica, mas os brasileiros enfrentam uma situação extremamente difícil”. Acrescentou que Bolsonaro deveria ser responsabilizado e considerado culpado por sua insensível atuação frente à pandemia e por se recusar a proteger os trabalhadores da saúde”. O Estatuto de Roma, define os crimes considerados internacionais, como o genocídio e a tortura.
www.reporteriedoferreira.com.br  Por Gilvan de Brito- Jornalista,advogado e escritor.



“ÁRVORE QUE DÁ FRUTOS É A QUE MAIS LEVA PEDRADAS”: Escrito Por Rui Leitao

“ÁRVORE QUE DÁ FRUTOS É A QUE MAIS LEVA PEDRADAS”: Escrito Por Rui Leitao
Não é difícil constatar que as árvores que dão frutos são as que mais levam pedradas. Quanto mais carregadas mais serão alvo do arremesso de pedras. Porque as pessoas ficam querendo se aproveitar do que elas produzem. Lançam pedras não só com o objetivo de apanhar os frutos, mas também na intenção de machucar a árvore ou derrubar os frutos, as vezes verdes ainda, para que ninguém possa desfrutar deles.
Ocorre que uma árvore frutífera sempre estará capacitada a produzir novos frutos ainda que seja apedrejada. E os novos frutos vêm muitas vezes mais doces e mais saborosos. Nada poderá prejudicar sua fertilidade.
Quando somos atacados por pessoas invejosas é porque elas nos vêem como árvores frondosas e produtoras de bons frutos. Os resultados daquilo que fazemos provocam críticas, nem sempre construtivas. É a tentativa de fazer desperdiçados os frutos que estamos produzindo.
Então não devemos nos incomodar com pedras que são lançadas contra nós, elas indicam que estamos sendo produtivos e estamos fazendo o bem. Os frutos que produzimos devem ser aproveitados sem que haja necessidade de serem derrubados com pedradas, mas apanhados quando estiverem realmente prontos para servirem de alimento, colhidos sem ser na base da força.
O que a humanidade precisa é de um pomar cada vez maior de árvores que dêem bons frutos e que, a inveja, o despeito e a maldade, não as atinjam.
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A TRISTE ROTINA DA COVID: Escrito Por Gilvan de Brito 

A TRISTE ROTINA DA COVID: Escrito Por Gilvan de Brito
Acordo a que horas não sei, porque o quarto não tem luz (por costume). E então fico pensando: será manhã, tarde ou noite? Não dá para saber. Vou tentando acostumar o olhar no lusco-fusco do ambiente para tentar conhecer as horas: são sete horas, vejo no decodificador da TV. Aí então vem mais uma indagação: da manhã ou da noite? E o pensamento continua a mil por hora, perguntando-me coisas que não posso responder. Só uma coisa é certa: preciso me levantar par matar a charada daquele dia. Será mesmos dia ou já começou a noite? Continuo sem saber de nada.
Então sinto que estou na cama, e isso é bom, porque eu começo a dormir na rede e depois da hora do mijo, lá pelas 4 da madrugada, eu passo para a cama. Mas as vezes acontece o contrário, começo pela cama. Então fico na mesma: manhã ou noite. E então vem o som do liquidificador em movimento e o gosto da abacatada obrigatória da hora do café toma conta do sabor na abobada palatina. Ah, então devemos estar pela manhã, hora, do meu abacate que tomo um copázio desde criança e o que acredito, me faz ter vida longa.
Com essa conclusão a meio caminho, levanto-me, corro para o computador, como faço todos os dias, para iniciar o expediente matinal (são doze a quinze horas por dia em três turnos). Já estou diante do computador ligando a máquina, quando chega a abacatada para por as ideias no lugar. Vou tomando a vitamina enquanto leio as manchetes da Folha de São Paulo para tomar conta do dia, no Brasil e no mundo. Paraíba, nem pensar. Paraíba só pelo Face para saber quem está vivo e quem morreu, ou para escrever essas garatujas que eu posto quase que diariamente. Então a primeira manchete: mortos pela Covid, mil e tarará. E então vem logo à mente: cadê o ministro da Saúde? General cuida da estupidez da guerra, mas quando a guerra tem um inimigo oculto, é hora do comando da inteligência civil.
“Segunda manchete: Justiça condena 19 militares por fraudes em licitações que envolveram festa em motel”, parecendo um retorno à ditadura, só que desta vez eles não podem esconder quando se vive numa democracia. Terceira manchete: “Proposta de reforma tributária do governo tem cheiro de naftalina!” Então, dá para ver que “Tudo como dantes, no quartel de Abrantes, como diziam os portugueses ante o esperado ataque de Napoleão. Numa hora de terra arrasada, pois, como esta que nos acomete, precisamos d e um governante capaz de pensar num pós-pandemia. Basta de manchetes, vou mesmo dar continuidade às minhas memórias, que estou escrevendo.
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COVID-19, ISOLAMENTO E O EFEITO BUMERANG. Por Francisco Nóbrega dos Santos

COVID-19, ISOLAMENTO E O EFEITO BUMERANG.
Por Francisco Nóbrega dos Santos

 

Ainda não se pode firmar a convicção da imigração do vírus – vulgo COVID
19. Se ele veio pelas via aéreas, marítimas, ou de carona nas opções terrestres. Só se
sabe que esse mal atingiu a população brasileira e brincou o carnaval 2020, disfarçado
de fantasma, só visto pelos “paranormais” do poder. falam que essa praga Participou
ativamente das aglomerações de rua e nas comunidades de diversos portes, durante o
tríduo momesco, que é fonte de renda prá quem brinca o com dinheiro do povo.

É de se perceber que alguns pensaram em chance de frustrar a ação do
Ministério Público, que monitora os passos mágicos dos que fazem o dinheiro do povo
desaparecer, com artifícios e versões distorcidas dos fatos detectados em processos
contra as falcatruas, “fake number”, que corroem o País de forma pandêmica. E os
casos fortuitos ou ( não fortuitos) deram margem a criação de forças antagônicas, que
antes eram, apenas, adversários políticos e hoje, inimigos figadais, com um só objetivo,
ANISTIA AMPLA, GERAL E IRRESTRITA para a remissão dos males que causaram ao País.

Assim, num esforço incomum de uma oligarquia alçada ao poder, é perceptível
que existe uma corrente oposta à democracia, com visão de uma ilícita prática, em
antítese aos princípios da soberania do sufrágio universal. Esse é o desejo dos que
não pensam no engrandecimento da pátria; na prosperidade do povo consciente de
que uma nação não é exclusividade de grupos, partidos e facções que utilizam a
nefasta tese de que “se não pararmos o País ele corre o risco de prosperar”. E os que
assim pensam sejam “democraticamente” aposentados pelas urnas ou pela verdade.

Enfim, que seja expurgada a teleologia da conveniência, e o fim da
megalomania, esse “fake power” que fere, letalmente, o sentido tradicional da
harmonia e da independência peculiares à democracia. Nesse contexto, afastem-se,
forma legal os que fazem uso de uma falsa hegemonia, com projeto ditatorial, de
acordos sem “acórdãos” em afronta às cláusulas rígidas expressas na Lei Maior.

Por fim, “data vênia” sejam mantidas as prerrogativas dos governos estaduais e
municipais, sem a inversão da ordem “ex legi”, com medidas necessárias que atenuem
os erros dos que caíram nesse “presente de grego”, onde só lhes restou “O CAVALO
DE TROIA, além do efeito “bumerang”, sobre os atraídos ou induzidos a práticas
irreverentes de gestores, que vivem crises intermináveis. E Isso pode redimir (em
parte), o ônus do desgaste político do isolamento social sem plano de ação; abertura
indiscriminada de presídios, pondo apenados nas ruas, sem ampliar as forças policiais
ostensivas e, ainda, tolher do cidadão o Direito Constitucional da liberdade de
locomoção, (sem ”habeas corpus ou mandado de segurança”), impingindo-lhe, ainda,
sem processo legal, prisão domiciliar e outras exageradas restrições, com raras
exceções.

Ressalte-se que o resultado dessa fórmula deletéria, de triste lembrança
desestabilizou Estados e Municípios, fortalecendo, todavia, os que não acolheram,
conscientes ou não as nefastas manobras. E esses, sim, se salvaram dos desgastes
gerados pelo efeito retrógrado do infeliz desejo. Agora Só resta a todos esperar pelo
JULGAMENTO FINAL OU SEMIFINAL.

www.reporteriedoferreira.com.br Por Francisco Nóbrega dos Santos= Jornalista, advogado e escritor.




O PLJ – PARTIDO DA LAVA JATO: Escrito Por Rui Leitao 

O PLJ – PARTIDO DA LAVA JATO: Escrito Por Rui Leitao
Inicialmente os propósitos pareciam confiáveis. A Lava Jato surgia dando a esperança de que realmente vinha para combater a corrupção no Brasil. Os primeiros movimentos ofereciam essa perspectiva. Os procuradores do Ministério Público Federal, comandados por Deltan Dallagnol, conquistaram a confiança da sociedade brasileira, contando com a ajuda da grande mídia corporativa nacional.
O que se espera de uma “força Tarefa” que assume a responsabilidade de investigar atos de corrupção num país? Que seja isenta e apartidária. Aos poucos deu para perceber que a chamada “República de Curitiba” tinha outros objetivos. Uma estranha associação entre procuradores de justiça e julgadores, dava a demonstração de que havia um projeto político por trás dessas boas intenções. Não tardou muito para que isso ficasse evidenciado.
Se apresentando como uma cruzada de “cidadãos de bem” contra corruptos, na verdade mostrou ser uma ação reacionária ideologicamente de extrema direita. O Ministério Público Federal do Paraná assumiu o papel de “polícia política”, numa articulação com o poder julgador, na pessoa do Juiz Sérgio Moro, que, por sua vez, adotou uma postura comportamental de favorecimento parcial à acusação. Se estabeleceu, para delírio da imprensa elitista, uma fúria persecutória contra os partidos de esquerda e a maior liderança popular do país, com o intuito de viabilizar politicamente a ascensão da direita ao poder.
Usaram despudoradamente as instituições democráticas como armas contra os adversários escolhidos e montagem de um palanque para dar força ao discurso que ajudasse a desgastar a já enfraquecida credibilidade da atividade política. Definiram a “anti-política” e o “antipetismo” como bandeiras dessa operação que se dizia “contra a corrupção”. O juiz Moro desenvolveu uma estratégia política enquanto exercia o papel de chefe das investigações, desconsiderando a obrigação que um magistrado deve ter, mantendo-se distante das partes antes de julgar. Fez, então, triunfar na eleição de 2018 a tese de que “os fins justificam os meios”. Tanto é verdadeira essa compreensão que o Partido da Lava Jato aderiu à candidatura do presidente eleito, ganhando, por compensação, o cargo de Ministro da Justiça.
O PLJ, entretanto, percebeu que o “outsider” que ajudou a eleger, não estava disposto a alimentar a ambição política do pessoal da “República de Curitiba”. Ameaçados de darem continuidade ao projeto que idealizaram, seus integrantes resolveram romper saindo do governo e se posicionando como adversários com vistas à eleição de 2022. Já lançaram candidato à presidência e estão em plena campanha. Não é preciso muito esforço para saber quem seja. Claro, o comandante maior do Partido da Lava Jato, o ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro.
Nas eleições de 2018 o procurador Deltan Dalagnol já cogitou em disputar o mandato de senador pelo Paraná. Naquele ano o PLJ já estava consolidado, ao arrepio das leis. Se bem que obediência ao que se possa entender como legalidade nunca foi o forte da República de Curitiba. As revelações do Intercept, todavia, deixaram o “rei nu”. O PLJ já não tem condições de se exibir como o promotor da justiça e do combate à corrupção. Não se combate a corrupção praticando atos que violentam o Estado Democrático de Direito. Vamos em frente.
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A IMPORTÂNCIA DE JESUS NO FLA: Escrito Por Gilvan de Brito 

A IMPORTÂNCIA DE JESUS NO FLA: Escrito Por Gilvan de Brito
Treze meses, foi o tempo em que o treinador Jorge Jesus permaneceu no Flamengo, trazido do El-Hilal, da Arábia Saudita. Iniciou os trabalhos logo que chegou a 1º de junho do ano passado, substituindo o treinador Abel, quando já se havia iniciado o campeonato brasileiro.
Durante o período em que esteve à frente do Flamengo, conquistou cinco títulos, seis taças e sofreu apenas quatro derrotas, uma delas nos pênaltis. Ganhamos Campeonato Brasileiro, com antecipação de três jogos; vencemos a taça Libertadores das Américas, somamos ainda a Supercopa do Brasil, a Recopa Sul-americana e, finalmente, as últimas três taças da Copa Guanabara, Copa Rio e Campeonato Estadual de 2020.
Nenhum treinador brasileiro havia vencido tanto em tão pouco tempo. Para isso ele aplicou um sistema diferenciado, voltado para o fortalecimento da defesa, a segurança do meio de campo e o avanço do ataque até o último minuto de jogo. Não poupou jogadores antes de grandes clássicos, como faziam os treinadores brasileiros, além de ter mudado alguns conceitos do jogo. Jorge Jesus, que já venceu 3 campeonatos de Portugal com o Benfica (este ano o time ficou em quarto lugar), vai ganhar três milhões de euros cerca de 18,5 milhões anuais, por três anos, e o “Encarnado” ainda absorverá a sua comissão técnica, formada por seis auxiliares.
O Flamengo também receberá do Benfica um milhão de dólares (seis milhões e duzentos mil reais), referentes a quebra do contrato que havia sido assinado um mês antes. Na década de 50 outro treinador estrangeiro, Fleitas Solich, uruguaio, também marcou época no Flamengo. Os torcedores rubro-negros sabem o que perderam, mas assim é a vida, nada é para sempre. Um dia…
www.reporteriedoferreira.com.br  Por Gilvan de Brito- Jornalista-advogado e escritor.