O REINO DA HIPOCRISIA: Escrito Por Rui Leitao

 

O REINO DA HIPOCRISIA: Escrito Por Rui Leitao

 

A hipocrisia é aliada da falsidade. Ambas caminham juntas. A mentira e o fingimento imperam no reino da hipocrisia. A sociedade contemporânea está contaminada por essa doença. Principalmente nas redes sociais. Falsas aparências formando conceitos e personalidades. Os hipócritas vivem de suas próprias ilusões.

A sinceridade dando lugar à dissimulação. A idolatria e a falsa religiosidade determinando comportamentos. Os oportunistas, os interesseiros, os inescrupulosos, destacando-se pela prática da indecência, da canalhice e do escárnio. E assim fazendo brilhar nulidades no nosso espaço de convivência. As máscaras sociais escondendo autenticidades. No ambiente da hipocrisia costuma prevalecer a injustiça.

 

Vivemos num espaço onde está ficando difícil sermos nós mesmos, por medo de julgamentos precipitados. Preponderam intenções escondidas nos disfarces. O jogo duplo da mentira sendo usado como estratégia de convencimento e persuasão. É preciso, portanto, que sejamos observadores atentos e termos um faro apurado para descobrirmos os hipócritas que nos rodeiam. Considerando cada detalhe para não cairmos em suas armadilhas.

 

Muita gente faz da hipocrisia a sua condição de existência. Só conseguem triunfar através dela. E isso vem de longe. Jesus em suas peregrinações missionárias identificou-os entre os fariseus, e os chamou de “sepulcros caiados, bonitos por fora, mas por dentro cheios de ossos e de todo tipo de imundície. Por fora parecem justos ao povo, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e maldade”. Os fariseus manipulavam as leis para seus próprios interesses.

 

Desconfiemos, então, dos sorrisos fáceis, dos elogios extemporâneos, das tapinhas nas costas. Coloquemos olhos críticos nos que na vida real fazem exatamente o contrário do que pregam. Afastemo-nos dos enganadores, dos demagogos, dos falsos moralistas. Eles vivem semeando o veneno do engodo, das traições e da deslealdade.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Rui Leitão, Jornalista, advogado e escritor.




ELEIÇÃO PARA A ACADEMIA PARAIBANA DE LETRAS: Por Gilvan de Brito

ELEIÇÃO PARA A ACADEMIA PARAIBANA DE LETRAS: Por Gilvan de Brito

 

Estou publicando neste FACE, diariamente, a capa de cada um dos 140 livros de minha autoria ou com a minha participação, até a data da eleição. Quero mostrar a intimidade com as letras, exigência da Academia, para justificar a minha candidatura.

 

20º LIVRO: COLEÇÃO PRÊMIOS – LIVRO 30 DO SERVIÇO NACIONAL DE TEATRO. Prêmio nacional para “BOI DE FOGO” OU “RAFAMEIA”, do teatro universitário, em edição de cinco mil exemplares, publicada pelo Ministério da Educação e Cultura.

Dentro de uma visão político-religioso-profano, propomos a criação de um ambiente cômico-satírico e surrealista, num trabalho que procura enfatizar os elementos característicos da formação social, destacando as peculiaridades da região, do grupo étnico, da formação cultural, das necessidades e do gênero de vida, dando uma feição própria do povo, na sua ingenuidade e na sua sabedoria. O auto, calcado em motivos populares e com figuras extraídas de grupos folclóricos, procura ressaltar os contornos de uma existência fantasiosa num determinado ambiente onde as exigências são reais, reunindo nesse sincretismo os desejos e as frustrações do povo, do ponto de vista social, histórico, político, religioso e estético. É o populório, o folclore universal, destacando a sua marca regional, do Nordeste, da Paraíba.

 

No contexto, fica a interpretação de que o povo se ressente de conhecimentos para a prática democrática porque desconhece os seus direitos e não luta por eles por total ignorância. Mostra que o único caminho para se chegar ao regime ideal se dá através da elevação da cultura do povo. Condena a cultura superficial adquirida na leitura de atualização diária, que em nada contribui para que a massa, saída de um regime de escravidão – negra, branca e indígena – formada pelos africanos, degradados e os nativos, sob o jugo de conquistadores ambiciosos, possa formar uma opinião correta sobre os valores do homem. Prevalece a força imposta pela burguesia herdada da elite que dominou a terra desde o colonialismo.

 

Esta peça foi censurada pela ditadura, porque além da mensagem política reveladora dos anos de chumbo, tem o personagem principal chamado Seué, não por acaso confundido pelos agentes com o general Ernesto Geisel, presidente da Petrobrás e depois presidente da República (quando chamou a atenção dos agentes da ditadura. A censura ocorreu durante a exibição da peça no teatro Lima Penante, uma violência, sob as vistas da plateia. Esta dramaturgia encontra-se no acervo da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e poderá ser acessada pelos interessados.

 

www.reporteriedoferreira.com.br Por Gilvan de Brito, Jornalista, advogado e escritor




A INVOLUÇÃO CULTURA; Escrito Por Rui Leitao  

A INVOLUÇÃO CULTURA; Escrito Por Rui Leitao

 

O processo de involução cultural na sociedade brasileira tem avançado aceleradamente nos anos recentes. Estamos glamourizando a pobreza intelectual e valorizando a alienação, a falta de educação e o negacionismo. Não há mais a compreensão de que a cultura é passaporte para a emancipação de um povo. Não se estimula o encontro com a inteligência criativa. É perceptível o interesse em que percamos a consciência de nossa potencialidade. Só há um caminho para a construção de uma nação, o compromisso do Estado com a educação e a cultura. Lamentavelmente, no governo atual não enxergamos esse entendimento. Pelo contrário, as manifestações demonstram explicitamente uma falta de entusiasmo com as políticas culturais.

 

Estamos ingressando na “era da burrice”. Preponderam as discussões inúteis, agressivas, desprovidas de conteúdo lógico e amparado no conhecimento. Mas o exemplo, infelizmente, vem de cima, ao vermos lideranças se orgulhando de produzirem asneiras e recebendo o aplauso e a repetição de suas falas por um público que faz opção pelo fanatismo político. Neurônios acomodados não contribuem para aumentar a nossa capacidade cognitiva. Mas é exatamente essa a estratégia que se pretende aplicar, conduzindo-nos a destinos desastrosos.

Já não causam escândalos ou perplexidades declarações públicas de figuras proeminentes da nossa vida social, com significados preconceituosos, sexistas, homofóbicos, machistas, anticientíficos. Os ultrarreacionários vêm ganhando espaço na grande mídia, num esforço de convencimento de suas teses perante a opinião pública. A apologia da estupidez feita sem o menor constrangimento. A burrice querendo ganhar status de sabedoria. Os burros têm fé em si mesmos, são ousados e militantes., mesmo que se apresentem muitas vezes com posturas que desconhecem o senso do ridículo.

 

A ignorância quando se encastela numa só ideia, procura usufruir de suas próprias certezas. A fome do “regressismo” é incentivada pelos poderosos de plantão. A pregação populista da marcha à ré. Luther King dizia que “nada no mundo é mais perigoso do que a ignorância”. Na base da prepotência e da desinformação adotam técnicas de manipulação de audiências massivas, com o propósito de alcançarem seus objetivos políticos. Uma guerra onde se propõe colocar a verdade como vítima.

 

Razão e consciência não convivem com a involução cultural. Os promotores desse processo são especialistas em propagandear soluções fáceis para problemas complexos. Até porque não se dão ao trabalho de debater argumentos ou conceitos racionais. Desprezam os fatos para se pautarem em crenças. Aí temos que considerar que querem dar praticidade ao que diria o Rei Lear: “são cegos guiados por loucos rumo ao abismo”.

 

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Rui Leitão, Jornalista, advogado e escritor




18º LIVRO: ROMUALDO ROLIM, CEM ANOS: Por Gilvan de Brito

 

Estou publicando neste FACE, diariamente, a capa de cada um dos 140 livros de minha autoria ou com a minha participação, até a data da eleição. Quero mostrar a intimidade com as letras, exigência da Academia, para justificar a minha candidatura.

 

18º LIVRO: ROMUALDO ROLIM, CEM ANOS. Biografia do empresário da construção civil, Romualdo Rolim, escrita por Gilvan de Brito, seu cunhado. Qualidades: “Pessoa humana de muitas qualidades, onde o principal predicado é a dignidade como valor inerente, Romualdo Braga Rolim ainda apresenta outras características de sua personalidade, dentre elas a busca incessante da conquista de objetivos, honestidade, coerência de caráter e cordialidade. Isso, além de traços psicológicos cardeais e dominantes como a correção, o discernimento, a boa índole, as emoções e o temperamento.

Numa relação de semelhança é, fisicamente, forte como um touro -1,75 de altura e 80 quilos de peso, tem no rosto a aparência de uma escultura em mármore e o efeito do riso que se vê, sai-lhe apenas por um canto da boca, franzindo a face, o que lhe acentua o intenso azul dos olhos. Tem ascendência, em segunda geração, da raça natural do europeu (Rolim, português, do pai e Braga, também português, da mãe). Professa o catolicismo, embora não seja assíduo aos trabalhos litúrgicos da igreja de Roma.

O conjunto de caracteres revela a presença de um homem obstinado, de decisões resolutas, de grande influência de poder, voz firme e clareza verbal. É essa a estrutura que se firmou ao longo dos tempos, talvez modelada pela dureza enfrentada nos primeiros anos de existência, que lhe teria proporcionado a noção da própria individualidade. Inflexível, sim, mas, humanitário, sensível e dadivoso. No peito, bate um grande coração pelo que atestam os familiares e amigos mais próximos. Empresário vitorioso no ramo da construção de estradas de rodagem e outras atividades correlatas e produtos afins, Romualdo trabalhou até o dia em que lhe faltou autonomia física e mental.

No escritório, localizado no edifício Viña del Mar, no centro da cidade com vista para a Lagoa, ou numa longa mesa, à esquerda do Cabo Branco, no seu lar, destina boa parte do dia para tratar dos seus negócios imobiliários e industriais: loteamentos, britagem de pedras para fundações e asfaltamento, além dos projetos agropecuários. Com isso tem destinado valiosa contribuição através de impostos a economia dos municípios de João Pessoa, Cajazeiras e Mamanguape, por onde transitam seus negócios.” Este livro tem outra história que poderá ser oportunamente contada!

www.repoteriedoferreira.com.br /Por Gilvan de Brito, jornalista,advogado e escritor




A TELEVISÃO VAI MUDAR CONCEITOS E PADRÕES: Escrito Por Gilvan de Brito

 

A TELEVISÃO VAI MUDAR CONCEITOS E PADRÕES: Escrito Por Gilvan de Brito

O fenômeno dos CDs e DVDs vai em breve chegar à Televisão, que será pulverizada em pequenos canais de municípios, através de equipamentos baratíssimos e estúdios manipulados apenas por uma pessoa, como hoje ocorre com o rádio, para a transmissão de programas comunitários, locais, aliadas a alguns canais mais abrangentes. A TV, então, funcionará como as rádios comunitárias, de fundo de quintal, permitindo a divulgação de programas gravados e transmitidos por qualquer pessoa que possa reunir alguns reais para a instalação de meia dúzia de equipamentos de baixíssimos preços, sem a necessidade de antenas potentes com as de hoje, porque a transmissão será feita através da Internet.

Nestes 70 anos de comemoração da TV discute-se, em todo o mundo, as mudanças que vão alterar conceitos e padrões de seu funcionamento. No Brasil, presentemente, estão reunidas as principais autoridades do setor para discutir o futuro da TV. Os experts são: Carlos Henrique Schroder, diretor de criação & produção de conteúdo do Grupo Globo; José Félix, presidente da Claro Brasil; Maria Angela de Jesus, diretora de produções originais da Netflix no Brasil; Felipe Neto, um dos mais importantes youtubers brasileiros; Fabio Porchat, um dos criadores do Porta dos Fundos; Alberto Pecegueiro, diretor-geral da Globosat entre 1994 e 2019; Letícia Muhana, uma das criadoras dos canais de televisão a cabo GNT, GloboNews e Viva; e Gabriel Priolli, jornalista, crítico de TV e professor de comunicação.

A habilitação para a instalação dos equipamentos será autorizadas pelo Ministério das Comunicações. Quem viver verá. (foto: tela, microfone, mini-mesa de audio e som, teclado e receptor, os equipamentos que serão usados)

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PROCURANDO RESGATAR A VERDADE HISTÓRICA ;  Por Rui Leitao

 

PROCURANDO RESGATAR A VERDADE HISTÓRICA ;  Por Rui Leitao

A propósito de uma postagem que li hoje nas redes sociais, que transcrevo a seguir, decidi republicar um texto do meu livro ‘1968 – O Grito de uma Geração”, editado em 2013, na intenção de repor verdade histórica, de forma a relembrar aos apaixonados políticos de que o passado truculento e violento não pode ser homenageado como exemplo para o mundo hoje. Eis a postagem:

“Falem o que quiserem, mas os presídios brasileiros da época do regime militar deveriam ser exemplo para o resto do mundo. Eles sim recuperavam os presos… Entravam sequestradores, assassinos, ladrões de banco… Sairam deputados, governadores, ministros… e até dois presidentes”

A TORTURA COMO POLÍTICA DE ESTADO

A tortura de presos políticos aconteceu durante 21 anos no Brasil, no período compreendido entre o golpe de 64 e o ano de 1985. No entanto, a partir do AI-5, começou a ser aplicada como política de Estado. Eram práticas que, quando não matavam, deixavam sequelas irreparáveis, tanto no aspecto físico, quanto psicologicamente. Eram meios intimidatórios que visavam inibir agentes políticos a se manifestarem contra a ditadura e, conseguir confissões das pessoas envolvidas na militância contra o governo militar. A pretexto de que estavam defendendo a segurança nacional, montaram um sistema repressivo para combater a subversão e reprimir qualquer atividade considerada suspeita.

Os carrascos da ditadura eram pessoas especializadas no emprego de técnicas de tortura, cujos suplícios eram duradouros, repetindo-se diariamente por longas horas, em interrogatórios que visavam obter informações sobre os movimentos políticos contrários ao regime. Militares e agentes de segurança passaram por treinamento na Escola das Américas, nos Estados Unidos, instituição que depois viria a ser chamada Instituto do Hemisfério Ocidental para a Cooperação em Segurança.

Cometeram-se crimes contra a vida e a dignidade humana, com aplicações de choques elétricos, afogamentos e muita pancadaria. As mulheres presas eram submetidas a abusos sexuais, xingamentos e humilhações.

As salas de interrogatórios tinham suas paredes revestidas de material isolante, de forma que não se permitisse ouvir os gritos dos presos quando torturados.

Impressiona a frieza com que o tenente Marcelo Paixão, de Belo Horizonte, narra sua experiência de torturador, em entrevista concedida à revista Veja, em dezembro de 1988:

A primeira coisa era jogar o sujeito no meio de uma sala, tirar a roupa dele e começar a gritar para ele entregar o ponto (local usado para encontros políticos) e os militantes do grupo. Era o primeiro estágio. Se ele resistisse, tinha o segundo estágio, que era mais forte. Um dava tapa na cara. Outro, soco na boca do estômago. Se não falava tinha dois caminhos. Dependia muito da forma como se aplicava a tortura. Eu gostava muito de aplicar a palmatória. É muito doloroso, mas faz o sujeito falar. Você manda o sujeito abrir a mão. Ele já está tão desmoralizado que obedece e abre. Ai se aplicam dez, quinze, bolos na mão dele com força. A mão fica roxa. Ele fala. A outra era o famoso telefone das Forças Armadas. É uma corrente de baixa amperagem e alta voltagem. Eu gostava muito de ligar nas duas pontas dos dedos. Pode ligar numa mão ou na orelha, mas sempre do mesmo lado do corpo. O sujeito fica arrasado. O que não podia fazer era deixar a corrente passar pelo coração. Aí mata. O último estágio em que cheguei foi o “pau-de-arara” com choques. Isso era para aqueles a quem chamávamos de “queixo duro”, o cara que não abria nas etapas anteriores.

O mais triste é que, até hoje, não se tem notícia de qualquer punição aplicada aos que torturavam e matavam em nome da ditadura militar.

Que se defenda a ideologia de direita que avança atualmente por força da mídia e das instituições ultraconservadoras do país, isso é um direito de manifestação livre de opinião, mas defender as práticas da ditadura e coloca-las como exemplo para o mundo é exagerar na paixão política. Desconhecer a História e desrespeitar a memória de milhares de brasileiros que foram torturados e assassinados nos porões da da ditadura é extrapolar o limite da compreensão cívica dos direitos humanos e do exercício independente da política..

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Rui Leitão, Jornalista, Advogado e Escritor




ELEIÇÃO DA ACADEMIA PARAIBANA DE LETRAS: Escrito Por Gilvan de Bito

ELEIÇÃO DA ACADEMIA PARAIBANA DE LETRAS: Escrito Por Gilvan de Bito

Estou publicando neste FACE, diariamente, a capa de cada um dos 140 livros de minha autoria (com a respectiva sinopse), até a data da eleição. Quero mostrar a minha intimidade com as letras, exigência da Academia, para justificar a candidatura.

5º livro: “NÃO ME CHAMEM VANDRÉ”, 270p, Editora Patmos (pode ser encontrado na livraria Leitura, do shopping Manaíra).

Breve resumo:

QUEM VEM LÁ?

Este é um livro sobre o silencio, um livro que não emite qualquer som, de tão calado e de tão cabisbaixo, de tão triste e sombrio de choro, que vive a delirar sobre sua vida e até mesmo sobre seu nome, se camarada. “Quem sou eu?, o que estou fazendo aqui, para onde quero ir?” Um livro de perguntas sem respostas. Um livro que se propõe a perguntar sobre sua vida às paredes, quatro paredes de um apartamento no centro de São Paulo, numa penumbra em poeira, livros e jornais velhos, de quartos silenciosos e um fantasma que perambula pela casa como se nada fosse, um advogado aposentado, talvez, um artista desconhecido de si mesmo, em seu país, talvez. Um artista que “resolveu” quebrar todos os espelhos da casa para que nunca mais fosse encontrado. Um livro sobre o silencio guardado numa gaveta da história, história que começa em 12 de setembro de 1935 em João Pessoa e termina em 1968 em São Paulo, quando resolve mudar de nome, passando a se chamar Geraldo Pedrosa de Araujo Dias, um nome que até então ninguém sabia oficialmente existir. O artista Geraldo Vandré está situado nesse tempo quebrado, retempo, distempo por onde a cabeça de uma pessoa não consegue mais penetrar.

“NÃO ME CHAMEM VANDRÉ”, é um livro escrito pelo jornalista e escritor paraibano Gilvan de Brito, que ousa acender a luz sobre a história de um dos artistas paraibanos mais importantes e incisivos do Brasil nos últimos tempos, reconhecido em sua época (anos 60) até à atualidade, e que mesmo distante do cantor, compositor e advogado Geraldo Pedrosa (a quem, inclusive não conhece pessoalmente), consegue perceber e entender como personagem da história política e cultural do país, para sentar junto com ele, num encontro fictício (e todas as biografias não autorizadas soam como algo de “fronteira” entre a verdade dos fatos vividos publicamente e registrados pela história (imprensa, indústria cultural) , e a verdade de quem se deixa viver atrás da porta da história, e de como ele quer ser tratado, mesmo que contradiga o interesse popular formado e montado pela indústria cultural em tantas décadas.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Gilvan de Brito, Jornalista, advogado e historiador.




CORRUPÇAO – A RÉ DESCOBERTA DO BRASIL – Por Francisco Nóbrega dos Santos

CORRUPÇAO – A RÉ DESCOBERTA DO BRASIL –
Por Francisco Nóbrega dos Santos

O nosso País, que foi acidentalmente descoberto, segundo narram
historiadores, nasceu numa equivocada estratégia da Coroa Portuguesa, tendo
incidente a invasão da antiga Constantinopla pelos turcos. E durante esse impasse os
caminhos comerciais marítimos de Portugal para a Índia foram modificados, ante a
proibição dos invasores.

Em razão desse incidente a esquadra “lusa”, como alternativa, partiu sem
planejamento por caminhos marítimos inversos. Por conta disso uma ocasional
“calmaria” desnorteou as embarcações, até que os ventos dessem novos rumos. E por
ironia da sorte ou capricho do destino, aportaram nesse imenso território, hoje
chamado Brasil. O Resto, quem vive ou sobrevive deve conhecer.
Tudo poderia ser uma fascinante história, pois as mudanças evoluíram ao ponto
de se tornar esse País imenso, com miscigenação e um povo indecifrável, e as
influências externas, em tese, trouxeram benefícios. Concretamente firmou-se um
marco de inteligência e oportunismo. A inteligência contribuiu para o desenvolvimento
natural, em razão das riquezas existentes que despertaram a cobiça – O oportunismo
dos aventureiros que transformaram o País num enorme “mercado persa”.
Desvirtuando sua política.

Hoje, mesmo desordenada, a nação cresceu e, naturalmente, aumentaram as
mazelas e uma plêiade oportunistas que contribuiu para uma centenária corrupção, e
cresceu com a atuação de maquiavélicos políticos que criaram e assumiram as
instituições já preparadas para o enriquecimento hereditário.
Hoje é que vemos. O País bem parecido com uma matéria em decomposição,
cujo apodrecimento encontra amparo nas normas casuisticamente criadas, recriadas
ou ampliadas, com dupla ou dúbia interpretações: – Lei para todos – direitos para
alguns.
Ilustrando o pensamento sobre a lamentável involução, convém lembrar e
ressaltar alguns homens honrados que dignificaram o judiciário, embora com
passagem meteórica, mas que isentos de vínculos com pessoas ou facções de tristes
lembranças e sombrias histórias;

No Poder central, orgulha-nos a altivez de Epitácio Pessoa – que honrou o
nosso Estado, com sua passagem como Presidente da República – No Legislativo o
eloquente Argemiro de Figueiredo como Senador, além Ernani Sátiro, na Câmara
Federal dentre outros que elevaram a nossa Paraíba, no Brasil e em parte do mundo.
Não poderia ficar à Margem desse rol de ilustres filhos da Paraíba, que
dignificaram a presença na Suprema Corte de Justiça, onde se destacaram Osvaldo
Trigueiro de Albuquerque, Alcides Carneiro e outros que fogem à memória.
Ressalte-se que as escolhas desses dignos conterrâneos, somaram-se a homens
como Nelson Hungria, Aliomar Baleeiro, etc., esses escolhidos pelo brilhantismo
jurídico e conduta ilibada. É bom lembrar que esses galgaram tais postos em razão de,

à época, escolhia-se o homem para o cargo – hoje, inversamente, busca-se o cargo
para o homem. Agora é o que se vê. A usurpação de poderes, invasão de competência
e o desordenamento do País que pede socorro a si próprio, porém seu brado não é
mais retumbante, num país onde sobra para o povo o voto obrigatório – Para a classe
dominante a corrupção facultativa e imunidade para MATAR E DESMATAR.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Francisco Nóbrega dos Santos- Jornalista, Advogado e Escritor.




PORQUE A DIREITA REJEITA PAULO FREIRE: Escrito Por Rui Leitao

 

PORQUE A DIREITA REJEITA PAULO FREIRE: Escrito Por Rui Leitao

 

Temos assistido com muita frequência manifestações de ataques à memória de Paulo Freire. Porque será que o patrono da educação brasileira tanto incomoda a direita? O seu trabalho em favor da educação é reconhecido no mundo inteiro. Mas no Brasil de agora, o próprio governo insiste em ignora-lo.

Mas a resposta vem com facilidade. O educador pernambucano foi considerado subversivo pela ditadura militar, forçando-o, inclusive, ao exílio, em razão do seu projeto pedagógico que buscava a conscientização política do povo, objetivando a emancipação social e cultural das classes menos favorecidas e excluídas das políticas públicas. Esse é o grande motivo de tanta rejeição. Como o governo atual se mostra admirador do sistema de repressão que vivemos após o golpe de 1964, tudo o que naquele tempo se fazia ou condenava, recebe a aprovação dos que estão eventualmente no poder. Segundo os ditadores, conforme consta em documentos que determinavam a sua prisão, Paulo Freire era “homem notoriamente ligado à política esquerdista”.

Uma de suas obras mais conhecidas é a “Pedagogia do Oprimido”. Claro que os conservadores e reacionários de direita nunca aceitariam tal orientação educacional. É o que chamam de “doutrinação de esquerda”. Predomina a justificativa ideológica das classes dominantes que não quer considerar o povo como sujeito de direitos. A concepção freiriana entendia a educação como um ato político e de cultura. Tudo o que não deseja os que o renegam.

A educação tem que ser democrática, participativa, oferecendo condições a que cada cidadão participe efetivamente da construção de sua nação. Por isso foi, e está sendo considerado novamente, “elemento perigoso”, uma vez que contraria os que querem um sistema de ensino que se afaste de qualquer caráter social. A escola tem que ser base para a formação de cidadania.

Portanto, não é de se estranhar esse abespinhamento da direita brasileira com Paulo Freire, um dos educadores, pedagogos e filósofos mais consultados pelas universidades do mundo inteiro. Para ele “estudar não é um ato de consumir idéias, mas sim de criá-las e recriá-las”. Negar o seu legado é o interesse maior desse movimento contemporâneo ultraconservador no Brasil.

 

www.reporteriedoferreira.com.br  Por  Rui Leitão, Jornalista, advogado e escrito.




Publicado no jornal A UNIÃO, edição de hoje Um discurso histórico: Por Rui Leitao 

 

Publicado no jornal A UNIÃO, edição de hoje

Um discurso histórico: Por Rui Leitao

 

Em 1968 a juventude estudantil cada vez mais se afirmava como porta voz da insatisfação popular ante o governo autoritário que os militares estavam impondo à sociedade brasileira. Organizavam e comandavam todas as manifestações públicas de protesto à ditadura, recebendo sempre a adesão de artistas, intelectuais, religiosos e do povo em geral. Isso provocava um clima de tensão social, com o governo dando demonstrações de inquietação com a crescente mobilização liderada pelos estudantes.

 

Havia uma expectativa muito grande em relação às comemorações do dia da independência, quando os militares procuravam acender o sentimento cívico nacional, estimulando participação patriótica dos colégios nos desfiles de sete de setembro. Por outro lado, as lideranças estudantis enxergavam nesse evento um especial instante de expressar o repúdio coletivo ao regime, tirando o brilho das marchas comemorativas da data e provocando os ditadores. Por isso, em várias capitais do país surgiam movimentos de convencimento dos estudantes a não participação nos desfiles.

 

Na Paraíba, vários comícios relâmpagos foram realizados com esse objetivo, com maior ênfase no Liceu e no Estadual do Roger, através dos dirigentes dos Grêmios Daura Santiago Rangel e Castro Alves, respectivamente.

Essa intenção ganhou força a partir do discurso histórico proferido pelo Deputado Márcio Moreira Alves, na Câmara Federal, no dia dois de setembro, sugerindo o boicote às comemorações do sete de setembro. Não imaginava o deputado que, com aquele pronunciamento, ele mudaria a história política brasileira. Instalava-se a partir dele a crise que culminaria com a edição do AI 5.

 

Para melhor compreensão do teor explosivo do discurso, considerado pelos ministros militares como “ofensivo aos brios e à dignidade das forças armadas”, transcrevo na íntegra a seguir:

“Senhor Presidente, Senhores Deputados Todos reconhecem ou dizem reconhecer, que a maioria das forças armadas não compactua com a cúpula militarista que perpetra violências e mantém este país sob regime de opressão. Creio ter chegado, após os acontecimentos de Brasília, o grande momento da união pela democracia. Este é também o momento do boicote. As mães brasileiras já se manifestaram. Todas as classes sociais clamam por este repúdio à polícia. No entanto isso não basta. As cúpulas militaristas procuram explorar o sentimento profundo de patriotismo do povo e pedirão aos colégios que desfilem juntos com os algozes dos estudantes.

 

Seria necessário que cada pai, cada mãe, se compenetrasse de que a presença dos seus filhos nesse desfile é o auxílio aos carrascos que os espancam e os metralham nas ruas. Portanto, que cada um boicote esse desfile. Esse boicote pode passar também às moças. Aquelas que dançam com cadetes e namoram jovens oficiais. Seria preciso fazer hoje, no Brasil, que as mulheres de 1968 repetissem as paulistas da Guerra dos Emboabas e recusassem a entrada à porta de sua casa aqueles que vilipendiam-nas. Recusassem aceitar aqueles que silenciam e, portanto, se acumpliciam. Discordar em silêncio pouco adianta. Necessário se torna agir contra os que abusam das forças armadas, falando e agindo em seu nome. Creia-me, senhor presidente, que é possível resolver essa farsa, esta democratura, pelo boicote. Enquanto não se pronunciarem os silenciosos, todo e qualquer contato entre civis e militares deve cessar, porque só assim conseguiremos fazer com que este país volte à democracia. Só assim conseguiremos fazer com que os silenciosos que não compactuam com os desmandos de seus chefes, sigam o magnífico exemplo dos 14 oficiais de Crateús que tiveram a coragem e ha hombridade de, publicamente, se manifestarem contra um ato ilegal e arbitrário de seus superiores”.

 

www.reporteriedoferreira.com.br   Por  Rui Leitão, Jornalista, Advogado e Escritor.