CRÔNICA DE GILVAN DE BRITO CARCARÁ, PEGA, MATA E COME: Por Gilvan de Brito

 

CRÔNICA DE GILVAN DE BRITO

CARCARÁ, PEGA, MATA E COME: Por Gilvan de Brito

Durante as minhas caminhadas pela orla do Atlântico, na praia do Bessa, de vez em quando topo com um pássaro não muito comum por essas bandas: o Carcará, também chamado Gavião, muito raro nos centros urbanos, por se tratar de um tipo carnívoro, parente distante da águia, que se alimenta exclusivamente da caça aos pequenos animais. Eu vou andando, tanto na calçadinha ou nas areias da praia, quando ele surge voando, gralheando, estridente, a música que emite seu nome.

Às vezes chega baixo, rasante, em velocidade; de outras, planando sobre uma vegetação rasteira existente nas proximidades da praia de Intermares. Sempre impulsionado pelas longas asas com uma envergadura de aproximadamente 60 cm, quando me vê, invariavelmente, faz uma graça: Pousa nas finíssimas areias da praia e sai andando com dificuldade, parecendo um papagaio e olhando de lado, acompanhando-me por uns dois minutos.

Na semana passada ele (ou ela) parou à minha frente, curioso, e eu também fiquei a admirá-lo durante pouco menos de um minuto. O tempo parou, foi como uma eternidade, em fina sintonia. Ele me perscrutando de cima a baixo e eu o perquirindo nos mínimos detalhes: solidéu preto sobre a cabeça até os olhos, bico voltado para baixo, parte do bico avermelhado, metade do pescoço branco e o restante em listas circulares brancas e marrons, 30 cm de altura, longas pernas amarelas, garras em lugar de patas e plumagem tipo “carijó”, pedrês, com as penas salpicadas de branco em campo marrom

. Acenei-lhe, sem alarde, e ele balançou a cabeça umas três vezes de um lado para o outro com aqueles olhinhos miúdos, como se correspondesse ao agrado. Depois, decidido, foi-se batendo as longas e graciosas asas, com destino à Restinga de Cabedelo, resquício da Mata Atlântica, onde deve habitar. No outro dia, quando eu passava pelo mesmo local encontrei uma pena, largada por ele no meu caminho. Uma pena linda de 19 cm, do papo, curvada, onde cada fio é marcado por três inserções brancas num campo marrom, dos dois lados, como se pode ver na foto.

Parece até que foi arrancada com o próprio bico para ser oferecida como prenda, porque mostrava na base vestígios da pele. Um presente e tanto, com especial carinho, oferecido por um bicho reconhecidamente malvado. Porém, como dizem, ninguém é totalmente mau. Há sempre uma dose de bondade em todo ser humano ou animal. Mas, há algo de estranho e de imponderável em tudo isso, que não sei nem consigo entender nem explicar. É que este tipo de atração muitas vezes em mim se repete, trazendo uma emoção contagiante recíproca que se pode chamar de empatia com os bichos, em muitas oportunidades, já demonstradas. Gilvan de Brito, (Em 22.09.2018 Facebook)

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O RESPEITO A “PONTOS DE VISTA” DIVERGENTES: Por Rui Leitao

O RESPEITO A “PONTOS DE VISTA” DIVERGENTES: Por Rui Leitao
Temos todos nós uma tendência muito forte a não querer compreender os discordantes como parceiros positivos em uma conversação. E assim recusamos a possibilidade de rever nossos conceitos, na frágil convicção de que os “pontos de vista” que defendemos sobre determinado assunto representam a verdade absoluta.
As opiniões são frutos da interpretação do que vivenciamos. Elas se afirmam na conformidade dos nossos interesses e propósitos. E, por isso mesmo, somos levados a imaginar que só nossa visão do mundo é a correta. Ficamos insistentemente incapacitados de apreciar as diferenças. Então assumimos uma postura de arrogância, intolerância, empáfia. Procuramos impor nosso “ponto de vista” como algo incontestável, a verdade absoluta.
A verdade é plural, múltipla. Não existe verdade única, a não ser aquelas definidas como “dogmas de fé”. Então tudo o que exija compreensão, avaliação, entendimento, pode receber diferentes formas de juízo de valor, são mutáveis. O que percebemos como verdade hoje, pode ser alterado conceitualmente amanhã, a partir da análise de ideias divergentes e o uso da racionalidade.
O inevitável conflito nas diferenças de “pontos de vista”, deve ser encarado como oportunidade de reflexão, nunca como ameaça ao nosso pensamento, quando nos comportamos como “donos da verdade”. É preciso exercitar a humildade, despir-se da jactância tão comum nas pessoas que querem fazer prevalecer, a qualquer custo, as suas opiniões. Acolher pacificamente a diversidade que há no mundo.
Todavia, nunca deveremos ter receio de expor nossos “pontos de vista”. É necessário que se faça com apresentação de argumentos presumivelmente convincentes. O que não quer dizer que desrespeitemos as opiniões alheias e nos neguemos a escutar as razões que diferenciam das nossas.
A lucidez dos discernimentos e escolhas se obtém através da capacidade de dialogar, na convivência com interlocutores críticos. Quando se manifesta a incompetência para aceitar os “pontos de vista” diferentes, se abre ensejo para sofrer consequências desagradáveis no modo de viver. A vida social ou familiar exige a busca da racionalidade, evitando o radicalismo.
O Papa Francisco faz uma recomendação importante quanto a isso: “É preciso investir todas as forças no diálogo para reconstruções, respeito a legalidades e encontro das indispensáveis saídas, evitando descompassos que comprometam a civilidade, a ordem e a justiça. Acima de tudo, os segmentos diversos da sociedade, para superar mediocridades, partidarismos, radicalismos de todo tipo, fecundando nova cultura, precisam estar em diálogo pelo bem comum”.
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A SUPREMA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL:  Por Francisco Nóbrega dos Santos

A SUPREMA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL:

Por Francisco Nóbrega dos Santos

O mundo deu um giro de 360 graus no campo da ciência, de modo especial, no universo da cibernética, numa gigantesca e acelerada corrida em busca de práticas inimagináveis, ao encontro de imediatas soluções para os problemas que afligiam e afligem a humanidade.

Não obstante uma esdrúxula burocracia, causada pela vontade e interesse dos homens, os cientistas, com a inteligência e a evolução dos estudos, tornaram as distâncias mais acessíveis, sinalizando ao mundo com mecanismos capazes de simplificar procedimentos, que antes se arrastavam pela “lentocracia” estratégica, criada como uma prática comum e protelatória, peculiar aos que conspiram contra o progresso.

Ressalte-se que a partir de evoluídos estudos científicos tudo tem se transformado como um passe de mágica e os resultados agigantaram-se de forma geométrica, para que todos os fatos e atos sejam eficientes e eficazes.

Hoje é o que se observa. Criam-se meios que acompanham passo a passo a prática omissiva ou comissiva vinda da mente humana. Isso tornaria mais ágil o acompanhamento de tudo, nesse universo recheado de atos ou abstenção de fatos, lesivos e nocivos ao progresso, incomodando, assim,  os interesse escusos e sedutores do poder.

Numa ação contraditória à útil mudança, criou-se no Brasil a versão do mal, que vem operando em sentido contrário para criar mecanismos de freios no progresso. Daí se forma, verdadeiro marketing de força inibidora do combate a fraudes, corrupção e adjetivos nefastos, inclusive  genocídio  e outros derivados do elenco de crimes contra a natureza e própria raça humana.

Na outra fase desse avanço tecnológico as leis do País, em tese, firmaram, de forma coadjuvante, os poderes explícitos e implícitos para, pelo menos, inibir forças que se opõem aos princípios legais de justiça, antes tidos como fiéis guardiões da lei e da ordem.

Acontece que, infelizmente, remanesceram normas de dupla ou ambígua interpretação, o que flexibiliza aos intérpretes ou aplicadores da lei, adaptá-las às conveniências e entrelinhas da hermenêutica jurídica. Algumas dessas manifestadas por despreparados. E, muitas vezes, analisadas à luz das conveniências ou gratidão a quem o fez julgador.

No Brasil, a teleologia do livre convencimento ou livre arbítrio tem causado perplexidade ao mundo, pelo fato de ser concedido indulto ou perdão a traficantes ou chefe de facções responsáveis pela ação genocida, representada pelo comércio de importação e exportação de drogas alucígenas, identificas pela destruição de enorme parcela da sociedade.

Antes, o notável saber jurídico adicionado à conduta ilibada, sem excluir o relevante valor moral, seriam pré-requisitos para a ascensão do homem (ou mulher) as cortes superiores de justiça. Hoje, lamentavelmente, a escolha é prêmio de gratidão por compromisso político ou conveniência de grupos ou castas sociais.

Em razão da depreciação dos critérios de escolha para as egrégias cortes, criam-se inteligências artificiais, firmando-se a jus conveniência, onde interpretações surpreendem os mais simples dos jurisconsultos, fazendo com que Sócrates, Hipócrates, Aristóteles, Santo Agostinho e outros veneráveis mestres se contorçam, onde estiverem.

Em razão da infeliz metamorfose que atingiu a consciência humana, é de reprisar o célebre pensamento de Ruy Barbosa: – “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça; de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”. A princípio era um simples desabafo. Hoje representa, infelizmente, UMA PROFECIA.

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CARTA ABERTA AOS ACADÊMICOS DA APL:  Gilvan de Brito

CARTA ABERTA AOS ACADÊMICOS DA APL:  Gilvan de Brito

 

AMANHÃ VOU ENFRENTAR O DESAFIO

Levando à tiracolo 140 livros escritos e 32 publicados (tiragem superior a 50 mil exemplares), opiniões diversas e artigos divulgados em mais de 200 revistas (tiragem superior a 200 mil exemplares), comentários políticos, culturais e de amenidades, diários ou seccionados, em colunas em mais de 2000 exemplares de jornais (com tiragem de mais de 50 milhões de unidades em 60 anos).

E, ainda, dezenas de artigos literários, amenidades e curiosidades, divulgados nesta Facebook (multiplicados por cerca de trinta mil comentários, compartilhamentos e curtidas) e outras publicações poéticas, líricas, jurídicas (pareceres), em espaços especializados, estarei amanhã disputando uma vaga da cadeira 32 da Academia Paraibana de Letras.

Cadeira ocupada por Wills Leal, meu antigo colega jornalista e cineasta (desde 1960) e do Conselho Estadual de Cultura (2014-2016), morto este ano. Justifico a pretensão de ingressar nesta Academia procurando mostrar o merecimento do voto dos seus membros exclusivamente pela minha intimidade com as letras (razão desta Academia e exigência fundamental àqueles que pretendem nela ingressar), Com as letras convivo pelo menos dez horas por dia (escrevendo ou lendo) durante 60 anos, como jornalista, advogado, escritor (com vários prêmios literários), dramaturgo, contista, ensaísta, poeta, biografo, letrista e pesquisador.

Quero, por fim, manifestar os mais profundos agradecimentos pela unanimidade do apoio dos meus amigos e simpatizantes da minha escrita, emitidos neste facebook e pelas centenas de telefonemas via whatsapp, na última semana, suporte que me encorajou sobremaneira a seguir em frente. Espero que o meu acervo seja apreciado e julgado pelos eleitores da APL para que possam discernir, amanhã, na escolha do melhor candidato que se apresenta. GILVAN DE BRITO

 

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A MASSA POPULAR NO MOVIMENTO DAS ONDAS: Por Rui Leitao 

A MASSA POPULAR NO MOVIMENTO DAS ONDAS: Por Rui Leitao
Li em algum lugar, não me lembro quando, e desconheço o autor, o seguinte pensamento: “A massa não pensa, não raciocina, não tem compromisso. Ela apoia o vencedor do momento”. E é uma grande verdade. Ela se manifesta conforme o movimento das ondas. Muitas vezes uma onda nasce com muito ímpeto e quem a vê imagina que ela chegará poderosa na praia. Ocorre que as vezes no caminho pode aparecer uma pedra que fará diminuir sua força. O impacto da rocha que encontrou, por onde ela estava passando, faz com que chegue ao seu ponto final, as areias da praia, bem fraquinha, bastante diferente de quando começou.
As massas populares se comportam assim, como as ondas do mar. Elas nem se dão ao trabalho de compreenderem os argumentos lógicos. Também não têm a menor preocupação com o senso crítico. O que vale é seguir a “onda”, juntarem-se aos possíveis vencedores. Passa longe do espírito coletivo a vontade de procurar discernir a verdade do erro. Elas são conduzidas por quem se encarregou de produzir a “onda”. Os julgamentos nascidos das massas são sempre impostos, jamais discutidos. As opiniões particulares que divergem da “onda” são desconsideradas. Mas nem sempre essa onda é duradoura, porque, de repente, a perspectiva de vitória, pode ser desviada para um sentido contrário. Basta que aconteça um fato novo, uma pedra no caminho, para que a “onda” se desmanche.
É preciso diferenciar a massa, do povo. O povo define seu caminho com racionalidade, a massa é conduzida cegamente porque é manipulada. A vontade das massas muitas vezes não exprime os desejos do povo. As massas são passíveis de manobras, sentimentos, paixões, tornam-se irracionais. Presas fáceis das emoções e dos medos. O povo quando se confunde com as massas comete equívocos, as vezes irremediáveis. As ilusões têm um preço elevado.
Quem condenou Cristo à crucificação, foi o povo ou a massa? Claro que foi a massa, manobrada pela aristocracia do templo. Ali não ecoou a voz do povo, que permaneceu calado, com medo, e assombrado com uma aglomeração que se colocava aparentemente majoritária. Venceu a manifestação da “onda” insuflada. Poderia ter ocorrido um fato novo que mudasse o comportamento da massa, mas Deus não quis. Estava escrito que era o momento do Seu filho feito homem ir ao sacrifício para pagar os pecados da humanidade.
Daí o grande perigo de deixar que o sentimento das massas seja o condutor de grandes decisões que afetem uma sociedade. O caminho escolhido pode ser trágico. Nessas ocasiões só nos resta torcer para que surja uma rocha que faça desaparecer a “onda”. A trajetória das lutas tem vários momentos, cujos prováveis vencedores são observados conforme as mudanças das “ondas”. É sempre bom esperar para decidir individualmente na hora final, sem a falsa influência de uma onda negativa.
www.reporteriedoferreira.com.br   Rui Leitão, jornalista; advogado e escritor.



POESIAS COM HISTÓRIA: Por Gilvan de Brito

 

POESIAS COM HISTÓRIA: Por Gilvan de Brito

 

Certa vez, há muito tempo, fui à cidade de Patos numa missão jornalística e, numa visita à feira livre, tive a oportunidade de ver um quadro pungente e arrebatador, que não me saiu da mente durante vários dias, até que eu resolvi fazer uma poesia daquela cena, para que as pessoas pudessem participar desse meu sentimento. O soneto, contando em detalhes o que acontecera naquela fração de segundos, gravado na mente num fugaz espaço de tempo, que me marcou até os dias de hoje, ficou assim:

A VIDA EM SEGUNDOS

Assisti a uma cena triste num fugaz momento

O fortuito encontro de velho e menino aleijados,

Que se cruzaram de muletas, muito fraquejados,

Numa ação muda de um grande arrebatamento.

O velho olhou para a criança e viu ali a sua história

Fez-lhe um afago, um acalento sobre seu cabelo

Demonstrou grande compaixão, tristeza e desvelo,

Ao projetar na mente a sua malfadada trajetória.

 

Em apenas dois segundos sobre a muleta-escora

O homem entendeu o que esperava aquele menino

Nas desequilibradas caminhadas pela vida afora.

A criança espevitada e na sua ânsia de brincar e viver

Nem sequer prestou atenção no aleijado à sua frente

O triste retrato de como será o seu futuro até morrer.

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“SE É POR FALTA DE ADEUS” Por Rui Leitao

 

“SE É POR FALTA DE ADEUS” Por Rui Leitao

“Se é por falta de adeus/Vá se embora desde já/Se é por falta de adeus/Não precisa mais ficar”. Esse é um verso de uma famosa canção de Tom Jobim. É assim quando decidimos afastar alguém quando descobrimos que não nos faz bem. E essa pessoa decidiu ir embora, antes que decidíssemos que ela deveria fugir por iniciativa própria.

Isso dar um desafogo. O malfeitor resolveu sair antes de ser expulso. Reação muito normal em quem sabe que carrega culpa sobre os ombros. Quem antes era considerado herói, de repente se apresenta como contrário a tudo o que pensamos como normal e legal. O que pregava a moralidade mostrava-se um amoral. Quem se dizia um incorruptível, se revelou um praticante da decomposição moral.

Essa reflexão tem a ver com a manifestação do ex-juiz Moro em ir embora do país. Porque ele vai embora? Medo de que? Ele sabia o risco que corria quando decidiu abandonar a carreira de juiz para se tornar um político. Jogou errado? Parece. Sabe, no íntimo, que nunca agiu como juiz. Sempre foi coadjuvante de uma peça teatral em que funcionava como protagonista de um processo acusatório que atendia interesses superiores. Um movimento no tabuleiro do xadrez manuseado conforme interesses políticos.

Ao se ver sem o apoio que tinha antes, entendeu que a melhor saída seria ir embora para o país que sempre o patrocinou. Perdeu os aplausos dos antigos correligionários. Os que antes eram seus fãs, se tornaram seus inimigos. Entendeu que erro maior seria continuar aqui enfrentando os que viviam a lhe reverenciar. Não tem como nesse momento relembrar o ditado popular que diz: ”antes reconhecer o erro do que ser esmagado pela verdade”.

Será que ele vai aprender com os próprios erros? O ex-juiz vai entender que nunca praticou a justiça? Vai fugir para não ser condenado por sua própria consciência? Para onde for, e a gente sabe para onde ele vai, que seja refém do seu próprio julgamento. Com certeza, não terá noites livres de insônia provocadas pelas autoacusações.

Se é por falta de adeus. Boa viagem.

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A VOZ DO POVO NÃO É A VOZ DE DEUS: Por Rui Leitao 

 

A VOZ DO POVO NÃO É A VOZ DE DEUS: Por Rui Leitao

“Vox Populi, Vox Dei” é uma expressão latina que pretende dizer que “a voz do povo é a voz de Deus”. Tenho muita dificuldade em aceitar isso como verdade. Não acredito que as manifestações do sentimento popular tenham inspiração divina. Nem sempre são coincidentes a voz do povo com a voz de Deus. Vemos frequentemente a vontade popular se expressando em contrário aos ensinamentos bíblicos. São decisões nascidas de influências nefastas, pautadas em conceitos que não se afirmam “do bem”. Logo não podem ser consideradas como orientadas por Deus.

A voz do povo se expressa por motivações as mais diversas: medo, ignorância, ambição, radicalismo de conceitos e ideologias, manipulação de lideranças que não respeitam a moral e a ética. Portanto, vulnerável a erros e equívocos. Deus é infalível. Então não há harmonia entre os desejos populares e os propósitos divinos. Falar que clamores majoritários da população revelam a vontade de Deus é um sacrilégio. A voz do povo é imperfeita.

Tem sido muito comum o aparecimento de agentes políticos se arvorando na condição de ungidos de Deus, procurando conquistar a adesão do povo aos seus projetos. Tentam passar a impressão de que o lado provocador de barulho está ajustado ao que Deus deseja para a sociedade. O ecoar da voz das multidões pode refletir um engano irreparável. O exemplo maior é o apoio a ditadores cruéis colocados nos mais diferentes espectros ideológicos mundo afora, no passado e na atualidade.

Como entender manifestação divina em discursos que pregam a desordem, a apologia da tortura, o preconceito, a pregação da discórdia, alimentando o ódio? A instrumentalização da fé com objetivos políticos constitui-se então uma heresia. Deus aprova o uso de espaços religiosos para a realização de eventos político-partidários? Claro que não, porque Ele não tem lado nos embates eleitorais. Principalmente onde prevalece o componente do fanatismo. A voz do povo aplaudindo os tiranos jamais pode ser percebida como a voz de Deus.

E quando o povo não pode falar? Quer dizer que Deus apoia o silêncio diante das injustiças sociais e da opressão dos poderosos? Basta levantar essa indagação para concluirmos o quanto é falsa essa afirmação de que a voz do povo é a voz de Deus. Independente das crenças religiosas, o criador do universo é dotado de bondade, nos protegendo, nos ensinando e nos concedendo o livre arbítrio. Sendo assim, não está envolvido em questiúnculas políticas. Quem usa o Seu nome em vão, comete uma grave ofensa aos princípios de religiosidade. Precisamos estar atentos para não embarcarmos na ideia de que a maioria, seja ela verdadeira ou aparente, representa a vontade Deus.

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O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado da Paraíba homenageia e luta por sua valorização.

05 de novembro – DIA DO ESCRIVÃO DE POLÍCIA
Uma Delegacia não é o mesmo sem a presença desse importante profissional!
O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado da Paraíba homenageia e luta por sua valorização.
SINDSPOL/PB CASA DO POLICIAL CIVIL!!!
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INFORMATIVO SINDSPOL/PB
SUSPENSÃO DE COBRANÇA DE PARCELAS DE CONSIGNADOS DOS SERVIDORES DO ESTADO DA PARAÍBA É PRORROGADA POR MAIS 180 DIAS
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O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Administração, informa que, com a renovação por mais 180 dias do Decreto estadual nº 40.134, de 20 de março de 2020, que estabelece estado de calamidade pública, devido à situação de emergência de saúde pública durante a pandemia da Covid-19, também prorrogou automaticamente, por igual período, a Lei Estadual n° 11.699, que suspende a cobrança de parcelas de empréstimos consignados de servidores públicos estaduais, com o objetivo de amenizar a crise econômica causada pela pandemia.

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 LINGUAGEM DE CONOTAÇÃO POLÍTICA Por Francisco Nóbrega dos Santos

 LINGUAGEM DE CONOTAÇÃO POLÍTICA

Por Francisco Nóbrega dos Santos

O povo brasileiro tem o privilégio de estar situado num continente, geograficamente pertencente ao Mundo Novo, representa a mais extensa  gleba, em relação as demais nações integrantes das Américas central e do sul. Tem uma grande distinção  entre os demais países nesse contexto geográfico.

Constitui o único País onde originariamente fala a língua portuguesa, divergente das outras nações circunvizinhas onde predomina o idioma espanhol, vez que nasceram de epopeias diferentes da nossa, cuja descoberta constitui  razão de divergência.

A nossa nação poderia, nesse contexto, ter como língua própria o “tupi-guarani”, pois no acidental descobrimento as terras eram ocupadas pelos povos indígenas de linguagem difícil e de complexa tradução. Porém os redescobridores fizeram com que prevalecesse a língua portuguesa, não obstante a pluralidade de idiomas e dialetos que tornam confuso o idioma da gente, face a infiltração de outras linguagens onde se destacam o grego e o latim, restando a nosso povo alguns lampejos do vernáculo.

Porém, apesar de tanta associação de línguas, nosso povo orgulha-se do adquirido idioma. E a gramática da Língua Portuguesa adotada no Brasil, apesar de divergir, em amplos aspectos da gramática lusa, possui uma riqueza cultural tratada, especificamente, na genealógica onde se revela a sutileza das frases, dos provérbios, no tocante o significado, ou seja, conotativas, quanto interpretação. Em razão disso as vezes, uma simples palavra altera ou diverge do verdadeiro sentido de uma oração.

Assim, nessa oportunidade, gostaria de ressaltar algumas frases que, ocasionalmente, se encaixam vocabulário do Brasil, sem excluir a política, de origem milenar. E nesse momento conturbado vivido no mundo, de forma, “sui generis” Pátria amada é importante lembrar frases históricas que marcaram os momentos de guerra e paz.

Iniciando essa viagem do passado ao presente, não poderia ser diferente o fraseado de Pôncio Pilatos, que deu rumo a uma História Universal. O governador romano, indeciso e omisso afirmou: “lavo as mãos com o sangue desse justo” deixando, porém que os algozes de CRISTO o julgassem. E no decorrer dos séculos, num passado, não muito remoto, o tirano Adolf Hitler, na loucura de dominar o mundo, censura por sua ousadia, asseverou: só se luta pelo que se ama; só se ama o que se respeita; e só se respeita o que, pelo menos, se conhece(tradução literal); Napoleão Bonaparte encurralado, sem chance de vitória, bradou ao seu exército- “O impossível só existe no dicionário dos fracos”; Abrahan Lincolin, então presidente dos Estados Unidos, criticado sobre fato de o seu governo dar mais atenção à oposição do que situação, ele respondeu- “aqueles que me criticam, corrigem; os que me enaltecem, corrompem; Fidel Castro, após  derrubar fulgêncio Batista, Ditador de Cuba, uma vez no poder com o apoio da democracia, imediatamente rompeu   com a igreja e demais apoiadores e implantou o comunismo.  Surpreendidos  com a mudança de regime, padres e pastores revoltados  foram protestar  ao ditador, e tiveram como resposta “al paredon” foram todos  fuzilados;. Por fim quero relembrar um político  polêmico dos anos 50, Carlos Lacerda, abordado em solenidade. perguntaram-lhe: “por que os políticos prometem mudar o país  e nada fazem e saem ricos? Ele, com a sinceridade peculiar, respondeu; “o político, em palanque, promete lutar contra a roubalheira; uma vez investido no cargo ou na função é seduzido pela chance de enriquecer pelas vias obliquas e esquece a promessa de campanha. E essa prática tende a crescer”.  É, pois, uma conotação política, finalizou.

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