O EMPODERAMENTO DOS IDIOTAS:  Por Rui Leitao 

O EMPODERAMENTO DOS IDIOTAS:  Por Rui Leitao

O idiota, por natureza, é um sujeito que vive permanentemente a ansiedade em se tornar destaque, ainda que sendo protagonista do ridículo ou da irresponsabilidade. Faz parte do seu caráter. Como estamos assistindo existir uma “onda da ignorância”, esse tipo de gente tem se revelado com muito maior intensidade. Neles a estupidez é motivo de orgulho. O pior é que muitos estão conseguindo vencer na vida com esse comportamento.

Na imaginação deles estão apenas sendo polêmicos, ainda que explicitamente inconsequentes. Nas redes sociais se manifestam como muito mais desenvoltura. Sem sombra de dúvidas, esses desequilibrados mentais são estimulados a agirem de forma a se colocarem como perigosa ameaça ao convívio democrático. Não se constrangem em proclamar discursos de incitação à violência, à intolerância e ao ódio perante as divergências. A internet se apresentando como terreno fértil para a idiotice.

O grave é que estão se C e conseguindo avançar aproveitando-se da passividade dos omissos e dos acovardados. Percebe-se uma colaboração silenciosa de boa parte da sociedade para que tenham voz com audiência. Os desatinos por eles produzidos são encarados com impressionante naturalidade. O processo de imbecilização do país vem ousadamente crescendo.

A prisão do deputado Daniel Silveira, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, oferece uma expectativa positiva de que começarão a enfrentar a reação dos sensatos e cautelosos. Os idiotas precisam perceber que não estão mais tão protegidos quanto pensam. Os que se julgam donos da verdade, produtos da cultura da desinformação, se verão confrontados com a força e a coragem dos que estão determinados a desmascará-los. É chegada a hora de fechar os espaços para que os idiotas não continuem a conquistar empoderamento.

www.reporteriedoferreira.com.br   Rui Leitão, Jornalista, advogado e escritor




O DIA DE HOJE HÁ 50 ANOS: Por Gilvan de Brito 

O DIA DE HOJE HÁ 50 ANOS: Por Gilvan de Brito
“Tanto riso/ Oh, quanta alegria/ Mais de mil palhaços no salão/ Arlequim está chorando/ Pelo amor da Colombina/ No meio da multidão.”
Então acordo-me, sentado numa das fileiras da quadra de esportes do Esporte Clube Cabo Branco, lotada de foliões, cada um com uma fantasia mais colorida. O cheiro de lança-perfume está no ar, juntamente com o som da música Máscara-Negra, cantada por milhares de pessoas, circulando no dancing improvisado da quadra.
“Foi bom te ver outra vez/ Tá fazendo um ano/ Foi no Carnaval que passou/ Eu sou aquele Pìerrrot, que te abraçou, que te beijou/ Meu amor.”
O som aprimorado da Orquestra Tabajara, com Severino Araújo à frente, de costa para o público, dançando sem parar, regendo e ás vezes tocando clarineta, contagia a todos. A voz da cantora, firme, forte tirando os acordes com precisão, olho para o centro do dancing, identifico várias pessoas da sociedade local.
“A mesma máscara-negra/ que esconde o teu rosto/ Eu quero matar a saudade/ Vou beijar-te agora \não me leve a mal/ Pois é Carnaval/ Vou beijar-te agora \não me leve a mal/ Pois é Carnaval.”
Chamo a mulher e desço para o dancing, misturando-me aos foliões e circulando com aquele bloco alegre, que todos os anos encontra-se naquele mesmo local, comemorando os dias de Momo. Sinto um fio de gelo percorrendo às minhas costas. Olho e vejo um amigo espargindo sua lança perfume. Retribuo com um jato do líquido da minha lança perfume Rodouro, gelado no seu peito, rimos e seguimos em frente. Então a orquestra de Severino Araújo, a um sinal feito no ar, dá um breque e muda parta outra Marcha Rancho, desta vez a música “Turbilhão”, de Moacir Franco. Os foliões aplaudem e começam a cantar a nova música:
“A gente brinca escondendo a dor/ E a fantasia do meu ideal/ É você, meu amor/ Sopraram cinzas no meu coração/ Tocou silêncio em todos clarins/ Caiu a máscara da ilusão dos Pierrots e Arlequins/ Vê colombinas azuis a sorrir laiá./ Vê serpentinas na luz reluzir/ Vê os confetes do pranto no olhar/ Desses palhaços dançando no ar/ Vê multidão colorida a gritar lará/ Vê turbilhão dessa vida passar/ Vê os delírios dos gritos de amor/ Nessa orgia de som e de dor”.
Então acordo-me, triste e saudoso dos velhos tempos que não voltarão jamais,, quando éramos felizes e não sabíamos. Quem conheceu, sabe”!
www.reporteriedoferreira.com.br  Por Gilvan de Brito, Jornalista, advogado e escritor.



CANÇÕES QUE FALAM POR NÓS “MINHA HISTÓRIA”: Por Rui Leitao 

CANCOES QUE FALAM POR NÓS
“MINHA HISTÓRIA”: Por Rui Leitao
Nesta série de crônicas tenho procurado interpretar letras de canções genuinamente brasileiras, mas resolvi fugir à regra, em razão da profunda mensagem deixada na música “Minha história” de Chico Buarque. A sua gênese vem da Itália, nos anos de 1943, quando Lucio Dalla e Paola Pallottino, compuseram “Gesú Bambino”, que quer dizer “menino Jesus”. Fala sobre as mães solteiras, no período da Segunda Guerra Mundial, que engravidavam de soldados estrangeiros. Na letra os italianos procuraram observar o contexto na visão dos próprios filhos.
Chico, amigo de Dalla, decidiu adaptá-la à nossa realidade, tomando como cenário o cais de um porto. O protagonista da história, também chamado Jesus, é filho de uma prostituta, e vive o drama de não saber quem é o seu pai, que pode ser um dos muitos marinheiros que passaram pelos cabarés frequentados por sua mãe. Chico resolve colocar “Minha história” como título de sua versão. A censura da ditadura militar proibiu por um tempo a sua veiculação, por entendê-la atentatória aos bons costumes e à moral. Coisa de mentes doentias dos que tinham a responsabilidade de analisar a produção cultural da época.
“Ele vinha sem muita conversa, sem muito explicar/Eu só sei que falava e cheirava e gostava do mar/Sei que tinha tatuagem no braço e dourado no dente/E minha mãe se entregou a esse homem perdidamente…”
O menino convivia com sua dor, sua angústia de não conhecer pai, nem ter esperanças de conhecê-lo um dia. Só sabe que era um marinheiro, como tantos a que estava acostumado ver no ambiente portuário. Com as características próprias dos marujos, tatuagem nos braços, ouro nos dentes, e cheirando ao mar. Foi por um desses homens que sua mãe se apaixonou perdidamente e daí foi gerado. Fruto, portanto, de uma relação sem amor, circunstancial, comercial.
Nada fora da normalidade daquela ambiência. Os marinheiros transitam por lá e vão embora sem desejos de constituírem vínculos. Entretanto, sua mãe se apaixonara por um deles, que vem a ser o seu pai desconhecido. E nesse amor não correspondido, ela ficava horas a fio contemplando o mar, sonhando com seu retorno. A imagem de uma mulher que fazia do sexo profissão, desencantada, pobre, mal vestida, na esperança permanente de ver de volta aos seus braços aquele que continua no seu pensamento.
Ao nascer, sua mãe viu o filho como se fosse algo divino, um santo, como qualquer outra mãe. Acolheu-o envolto num manto, na ternura materna olhando-o com veneração. Lembra que quando ia colocá-lo para dormir ouvia como cantigas de ninar as músicas que faziam sucesso nas noites dos cabarés. Não conhecia canções de acalanto.
Ela parecia alucinada com a chegada do filho. Chamava a atenção de todos, tentando mostrar que ali estava alguém especial, diferente de qualquer outra criança. Para ela tinha algo de excepcional, sagrado. E foi por isso que resolveu colocar nele o nome de Jesus. Talvez para assim tentar afastá-lo do pecado original na sua concepção, redimir-se de alguma culpa pela forma como ele foi gerado.
A sua história entra em confronto com o nome que carrega. Sabe que não honra no seu comportamento e nas suas atitudes a importância do nome que lhe colocaram. A contradição: o pervertido, por força das companhias do cotidiano, amantes e ladrões, sendo chamado pelo nome de quem a humanidade reconhece como o filho de Deus feito homem. No entanto assim é tratado por todos, Menino Jesus. Quem sabe a intenção de sua mãe foi evitar que fosse chamado de outra forma como tantos outros em igual situação que moravam no porto. Pelo menos o livrou de ser apontado como o “filho da p…”.
www.reporteriedoferreira.com.br   Por  Rui Leitão- Jornalista, advogado e escritor



QUANDO O SILENCIAR NÃO É OPORTUNO : Por Rui Leitao

QUANDO O SILENCIAR NÃO É OPORTUNO : Por Rui Leitao
Nem sempre o silêncio é a atitude mais acertada. Há momentos em que é necessário falar, gritar até, para que todos possam ouvir o que você quer e precisa dizer. É quando o calar-se pode dar a impressão de desistência, resignação, condescendência. É preciso ter a coragem de se rebelar diante do que provoca insatisfação, indignar-se com o que entende ser prática de injustiça, demonstrar aversão ao tratamento desigual que afronta o princípio de equidade social.
A não ser que o silêncio seja uma estratégia para avançar. Uma espécie de jogo para simular um recuo, uma tática de quem quer pegar o adversário de surpresa. Na linguagem popular seria dizer: fingir-se de morto.
Não consigo ter essa frieza. Meu temperamento não consegue agir dessa forma. Sou espontâneo, transparente. Prefiro o grito de guerra ao fingimento de acomodação. Não quero me colocar no refúgio dos fracos. O silêncio, às vezes, é uma confissão de covardia. Recuso-me compactuar com o que não concordo. Não aceito nada que me seja enfiado de goela abaixo. Não sei assumir o sofrimento silente.
Não quero que no meu silêncio se veja uma ação de ausência. Não abro mão de ser protagonista do meu próprio destino. Na minha voz mostro quem eu sou. Ainda que o som seja de alegria ou de pranto. Mas em qualquer circunstância é um brado de amor. Num protesto se manifesta o amor a uma causa. No grito de alegria também se afirma a expressão da comemoração de vitórias no que acreditamos, isso também é amor.
Não queiram que eu fique calado. Não sou adepto dos solilóquios. Prefiro dialogar, discutir, debater, até que me convençam que eu não tenho razão. Detesto submeter minha liberdade ao controle de outros. Deixem-me ser quem eu sou. Com os defeitos e virtudes que formam minha personalidade. Só não me peçam, jamais, para me calar perante absurdos que presencio. Não me forcem a emudecer ao testemunhar o opróbio. Resistir é preciso.
www.reporteriedoferreira.com.br    Por Rui Leitão- jornalista, advogado, escritor.



POR QUE KID MORENGUEIRA?  Por Gilvan de Brito

POR QUE KID MORENGUEIRA?  Por Gilvan de Brito
Nos círculos de amigos próximos, Martinho Moreira Franco, falecido na semana passada, era chamado de Kid Morengueira, apelido que ganhou aos 26 anos, em 1972 e que levou até último dia, colado como um band aid. E eu vou contar a história por testemunhar o episódio: Trabalhávamos na sala de imprensa do governador Ernani Sátyro , sob o comando do jornalista Noaldo Dantas, numa época em que o cantor Moreira da Silva, estava fazendo sucesso com os seus sambas de breque que havia inventado. Certo dia Moreira da Silva lançou o disco Kid Morengueira, contendo uma música que dava título ao LP e que ainda serviu de referência noutros discos seus.
O sucesso foi imediato, os amantes desse estilo musical em todo o Brasil cantavam a música, que logo disparou nas paradas de sucesso. Na redação, que contava com Biu Ramos, Jório Machado, Martinho Moreira Franco, Luiz Crispim, Barreto Neto, Luis Ferreira, Carlito, Frank Ribeiro – além da minha participação – todos os dias, antes da chegada de Noaldo às 17 hs, havia um bate-papo com algumas tiradas de humor, capitaneadas por Barreto Neto, reconhecidamente um humorista nato.
E foi dele a ideia de chamar Martinho Moreira Franco de Morengueira, em consonância com o Moreira, que logo “pegou”. Depois de alguns dias como Morengueira, naturalmente que lhe foi acrescentado o título da música: Kid Morengueira, como passou a ser chamado na redação e fora dela até a última semana, 49 anos após.
www.reporteriedoferreira.com.br  Por Gilvan de Brito- Jornalista, advogado e escritor



HOMICÍDIO: FEMINICÍDIO OU FEMICÍDIO Por Francisco Nóbrega dos Santos

HOMICÍDIO: FEMINICÍDIO OU FEMICÍDIO
Por Francisco Nóbrega dos Santos

No Brasil há uma prática comum de se criar uma lei para cada fato. Porém não existe, em tempo ou em momento algum, comprovação da existência da fórmula descoberta no Brasil onde uma espécie se toma gênero, e contribui para que a nossa legislação se transforme em uma colcha de retalhos.

Quando tive a oportunidade de estudar o Direito Penal Brasileiro vislumbrei, nas disposições transitórias da Constituição, a flexibilidade de se alterar os dispositivos que, necessariamente, se tornariam viáveis modificações de artigos que regem as normas do tempo ou que fossem superadas pelo alcance dos seus objetos; as vezes, por se tornarem obsoletas ante a ineficácia de atos ou fatos condicionados a prazos, anualidade e outros fatores alcançados na transitoriedade dos seus efeitos ou aplicabilidade.

Por outros aspectos, a Constituição de 1988, de conceitos rígidos, porque rege normas de princípios dogmáticos, o que significa afirmar que princípios fundamentais somente poderiam ser alterados ou modificados, com o advento de uma Nova Constituição, onde as verdadeiras clausulas pétreas, seriam recepcionadas ante à conotação atribuída a inflexibilidade da locução adjetiva que se traduz em cláusula de pedra, expressando a condição de sua impossibilidade de ser removida ou alterada.

Com o desaparecimento de muitos mestres (ou mestras) referenciados como jurisconsultos, responsáveis pela Doutrina e Jurisprudências que norteavam os julgadores, sobre cláusulas de pedra, cresceu a amnésia que deteriorou a mente de alguns neófitos jurisperitos e jurisconsultos, o que deixa à margem do elenco das fontes importantes do direito, esses conceitos que enriqueciam o repertório jurídico. Daí nasceram as mãos duplas que geram conflitos jurisprudenciais e doutrinários, fazendo com que a ocasião faça o direito, as conveniências sejam o fiel da balança.

Assim, as normas infraconstitucionais que distinguiam crime contra a pessoa, deliberada intenção de matar; denominado crime de ação pública, isto é, iniciada com a notícia do crime. Todavia Quando a prática delitiva ocorria contra a honra e contra os costumes era denominado de crime de ação privada, e dependia de queixa crime ou representação.

Nas disposições que tratam ou tratavam de crime contra o recém nascido que é praticado pela própria genitora e constitui um delito privilegiado, direcionado a única pessoa, no caso a parturiente, não comporta, obviamente.coautoria, pois estaria condicionado ao puerpério, que distingue a cronologia ao estágio do ocorrido, denominado puerperal, entendido como um distúrbio da mãe, por ocasião do parto e condicionado a certo lapso de tempo. Dessa forma, se uma pessoa contribuísse para a realização do delito, necessariamente estaria incorrendo no homicídio propriamente dito.
Vislumbra-se, de início, que homicídio não é derivado de homem e sim um ser humano; e a prática do infanticídio é uma espécie do gênero que conceitua o crime. Homicídio (do latim hominis excidium) é o ato que consiste em uma pessoa matar a outra.
Ora o substantivo vindo do latim, homicídio na morfologia, é comum de dois, isto é a palavra que define crime contra a pessoa encontram-se homens, mulheres, crianças e adultos, no caso femicídio ou feminicídio já se acham inseridos, de forma implícita, no texto de Homicídio. Isso significa afirmar, data vênia, jamais poderia haver distinção de gênero homem e mulher e sim o agravamento circunstancial da penal.

Como no Brasil existe uma palavra do vernáculo denominada SAUDADE, segundos os estudiosos da língua e da história, esse substantivo abstrato é coisa nossa, porém adotado em vários idiomas. Assim os políticos ficarão lembrados da criação de mais uma norma que pouco contribui para melhorar a retrógrada legislação penal do Brasil.
Isso nos obriga a exclamar; – AI QUE SAUDADE DOS DOUTRINADORES DE OUTRORA.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Francisco Nóbrega dos Santos- Jornalista, advogado e escrtor




“OS EXTREMOS SE TOCAM” Por Gilvan de Brito

“OS EXTREMOS SE TOCAM” Por Gilvan de Brito
Essa expressão do pensador francês André Gide, está muito próxima de ser aplicada no Brasil, na próxima semana, durante as eleições para a presidência da Câmara Federal e do Senado, em Brasília. Motivo: PT vai se unir ao MDB para eleger o candidato apoiado pelo presidente da República, com o objetivo de livrá-lo de um eventual pedido de impeachment, como vem fazendo Rodrigo Maia, que já reúne nas gavetas 39 solicitações de impedimento de Bolsonaro, mas vem protelando esse encaminhamento ao plenário.
E no Senado, a mesma coisa: o apoio ao candidato presidencial vai facilitar a indicação do atual presidente Alolumbre, que será indicado, para a presidencia da Comissão de Constituição e Justiça, para arquivar o provável pedido de impeachment, caso passe na Câmara.
O cerco vai ser vai ser feito nas duas Casas do Congresso. PT e MDB unidos em torno de Bolsonaro? Essa eu quero ver, mesmo sabendo que na política tudo é possível, até a união de dois extremos e de ideologias contrárias, como disse certa vez o escritor e criador da editora Galimard e prêmio Nobel de 1946;””Os extremos se tocam”. Quem viver, verá.
www.reporteriedoferreira.com.br  Por Gilvan de Brito-Jornalista, advogado e escritor



COISAS DO FUTEBOL: Por Gilvan de Brito

COISAS DO FUTEBOL; Por Gilvan de Brito
O futebol é uma das atividades mais estranhas que conheço, senão, vejamos: No ano passado o Flamengo tinha um grande plantel, mas estava perdendo todos os jogos sob o comando do treinador Abel Braga.
A diretoria, então, trouxe Jorge Jesus para substituí-lo. Enquanto Abel saia humilhado, demitido, o português ganhou todas as competições das quais participou, até fevereiro último; sete no total.
Depois abandonou o Flamengo e voltou para Portugal. Enquanto isso, Abel, que havia caído em desgraça e estava há meses desempregado foi chamado para dirigir o Inter, de Porto Alegre, que vinha perdendo todas. Pois bem: o Inter passou a vencer; o Flamengo começou a perder e Abel está à frente do campeonato, com uma vantagem de quatro pontos para o segundo colocado.
E como faltam cinco jogos, certamente será o campeão. A que se pode atribuir tudo isso? Uma volta por cima? Obra do destino? Ou uma daquelas coisas sobrenaturais as quais não conseguimos explicação?
www.reporteriedoferreira.com.br  Por Gilvan de Brito Jornalista, advogado e escritor.



GRAFITAGEM E PICHAÇÃO Francisco Nóbrega dos Santos

GRAFITAGEM E PICHAÇÃO
Francisco Nóbrega dos Santos

Preliminarmente, gostaria de chamar a atenção dos leitores sobre a noção das
palavras que traduzem o verdadeiro conceito e a distinção natural ante a polêmica
infindável sobre a visão entre grafitagem e pichação.

Com a devida vênia, necessária se faz uma análise desses dois vocábulos que ora
são vistos à luz de uma conjectura histórica das causas e dos efeitos práticos que tem
gerado dúvidas quando se tenta fazer distinção entre arte e infração .
A história registra a origem desse minério, nome utilizado pelos estudiosos que
assim o definem: – “ Grafite ou grafito é uma palavra de origem italiana “graffito” que
significa “escrita feita com carvão”. São inscrições gravadas ou desenhadas pelos
antigos nas paredes das cidades e monumentos.

Grafite ou grafita (nome usado pelos cientistas) do grego “graphe” é um mineral
cinza escuro, metálico e macio, constituído essencialmente de carbono, material que
também forma o diamante, é um condutor de corrente elétrica e de calor; é resistente a
altas temperaturas e oxidação. Devido a seu alto ponto de fusão é usado também como
material refratário. O grafite se submetido a altas temperaturas pode produzir diamantes
artificiais.

Esse minério é usado na indústria na fabricação de tijolos e peças refratárias,
cadinhos para a indústria do aço, latão e bronze, lubrificantes sólidos ou a base de óleo e
água, tintas para proteção de estruturas de ferro e aço, catodos de bateria alcalina,
escovas para motores elétricos, eletrodos de lâmpadas elétricas etc. É usado também na
fabricação do lápis e da lapiseira. Misturado à argila muito fina, forma a mina do lápis,
com diversos graus de dureza.”

Nos anos 60, na cidade de Nova York, jovens provenientes do bairro do Bronx
começaram a espalhar suas marcas nas paredes da cidade utilizando tinta em spray.
Desenhavam imagens de protesto contra a ordem social, dando início a um grande
movimento de arte urbana.

No Brasil, a história do grafite surgiu na década de 70, precisamente na cidade
de São Paulo, na época dos militares no poder. O grafite cresceu como uma arte
transgressora que expressa nas paredes da cidade os incômodos de uma geração. Esse
conceito hoje não é utiliza.
.
A arte dos grafiteiros se disseminou rapidamente pelo país e hoje em dia,
segundo estudiosos do tema, o grafite brasileiro é considerado um dos melhores do
mundo.
Como, hoje, a questão que nos enche de curiosidade, não somente no que se
refere à prática da grafitagem e da pichação, não existe, infelizmente, no Brasil uma
Norma, que faça distinção entre os dois procedimentos, o que inibe o princípio da
reserva legal” nullun crimen, nula poena, sine legi. E essa falta de discernimento
contribui muito para a impunidade dos que agem com o espírito destrutivo.

Desse modo, torna-se difícil aplicar-se o rigor da lei contra os que utilizam o
“termo grafitagem na prática da pichação”.

Numa visão nossa, salvo melhor juízo, a grafitagem, no sentido denotativo
traduz a inspiração, como um dote de Deus, que aviva a natureza, dando cores ao
incolor e luz às trevas: a pichação, ao inverso dessa visão conotativa, joga trevas na luz
e arrebata a beleza ornamental gerada pela inteligência, afogando-a no mau gosto, como
extravasamento de frustração, de um sonho desfeito, ou rebeldia injustificada.
Perdoem-nos, pois, os pichadores, pelo uso de uma milenar lição do MAIOR
HOMEM DO MUNDO –”Pai, perdoai, ELES NÃO SABEM O QUE FAZEM”.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Francisco Nóbrega dos Santos-Jornalista,advogado e escritor.




CANÇÕES QUE FALAM POR NÓS 11. ORAÇÃO AO TEMPO; Por Rui Leitao 

CANÇÕES QUE FALAM POR NÓS 11. ORAÇÃO AO TEMPO; Por Rui Leitao

Essa é uma das mais belas canções de Caetano, tanto no que se observa na melodia, quanto na mensagem poética e filosófica da letra. Ele trata da relação HOMEM e TEMPO. Considerando o TEMPO, como o Deus da existência, o compositor dialoga com ele numa prece. A música foi composta e lançada em 1979.

“És um senhor tão bonito/quanto a cara do meu filho/tempo, tempo, tempo/vou te fazer um pedido”…“Portanto peço-te aquilo/e te ofereço elogios/tempo, tempo, tempo/nas rimas do meu estilo”.

Em sendo uma oração, é claro que Caetano se dirige ao TEMPO, como quem endereça uma mensagem a um ser superior. E, de início, já o homenageia ressaltando sua beleza e a compara com o rosto de seu filho. Afinal de contas qual o pai que não enxerga formosura nas feições de um filho. Arrisca-se, então, a fazer um pedido. Respeitando-o como responsável pelos destinos de todos nós seres humanos, propõe entrarem num acordo.

Em razão da sua condição de eternidade, Caetano o reverencia como “um dos deuses mais lindos”. Pede, portanto, que o ouça com atenção, ao som da melodia que lhe oferece. Roga que lhe seja ofertada a felicidade, e que os acontecimentos em que estiver envolvido sejam compatíveis e oportunos com esse desejo de bem-estar, deleite, alegria. De forma que essa bem aventurança possa produzir uma luminosidade de espírito que espalhe benefícios ao seu redor.

E quando já não mais se fizer presente no plano terreno, que este vínculo se reafirme no “além vida”. É o que ele clama em oração, excedendo-se em exaltações nas rimas do seu cantar. *

www.reporteriedoferreira.com.br   Rui Leitão, Jornalista, advogado e escritor