O exemplo do Reino Unido; Por Valter Nogueira 

por Valter Nogueira

O exemplo do Reino Unido

O Reino Unido registrou o pico diário de mortes decorrentes do novo Coronavírus (Covid-19) no dia 19 de janeiro deste ano, quando 1.359 pessoas foram a óbito. Em termo proporcionais ao que ocorre no Brasil, considerando as populações dos dois países, a Covid-19 matava em janeiro 30% a mais no Reino Unido do que o que acontece agora em terras brasileiras.

Em tempo, o Reino Unido conseguiu superar as dificuldades; saiu do fundo do poço da pandemia em apenas dois meses. Na última segunda-feira (22/03), o país registrou somente 36 mortes por Covid em um dia, segundo reportagem da BBC.

De acordo com a BBC, especialistas em saúde pública avaliaram que a Nação  vivia na época uma tempestade perfeita que contribuía para a disseminação da doença em um ritmo muito mais acelerado do que durante a primeira onda, com diversos fatores influindo: campanha de vacinação ainda no começo, nova variante do vírus mais infecciosa e letal, e auge do inverno.

A matéria informa que, agora, após um longo inverno de restrições e lockdowns, os britânicos já traçam planos para voltar ao que dominamos de “novo normal”; uma vida parecida com a que eles tinham antes da pandemia.

Escolas foram reabertas no começo do mês, e até o dia 15 de abril o Reino Unido pretende ter dado uma dose de vacina para toda a sua população com mais de 50 anos de idade. A meta é vacinar todos os adultos até 31 de julho.

Caminho

O caminho para saída passou, basicamente, por duas medidas: lockdown e investimento em vacinação. Maioria das lojas na famosa Oxford Street de Londres praticamente não abriu ainda.

Nos dias anteriores aos feriados de Natal e Ano Novo, as autoridades já observavam o agravamento acelerado da pandemia. Em apenas duas semanas, o número de casos de Covid-19 havia duplicado, de 12 mil para 25 mil por dia.

A população já havia enfrentado dois lockdowns e não havia mais ânimo para um terceiro. Mas houve; a medida amarga foi necessária.

Nova Variante

Na ocasião crítica, foi divulgada a existência de uma nova variante do vírus, surgida no sudeste da Inglaterra, que era até 70% mais contagiosa. Ao mesmo tempo, o governo dava início à campanha de vacinação — a primeira no mundo ocidental, mas ainda de forma lenta.

Passadas as festas, o primeiro-ministro Boris Johnson fez um pronunciamento à nação, consolidando o terceiro lockdown.

O comércio não-essencial e as escolas foram fechados, exames educacionais foram suspensos e o governo impôs restrições para viagens — tanto dentro do país como em fronteiras.

Economia

O governo estendeu o auxílio salarial para mais de 10 milhões de trabalhadores até setembro, com subsídios que podem chegar  a 2.500 libras (quase R$ 20 mil) por beneficiado – mais de R$ 2 mil para cada beneficiado, por mês.

Terceira Onda

O governo britânico não descarta que o país pode ter uma nova onda de coronavírus no final do ano, quando o outono começar. E pesquisadores acreditam que existe a possibilidade de uma nova mutação do vírus surgir que seja imune às vacinas ora desenvolvidas.

Nação

O Reino Unido, formado por Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, é uma nação insular situada no noroeste da Europa.

www.reporteriedoferreira.com.br   Por Valter Nogueira, Jornalista, Radialista e Escritor




Postura de estadista por: Valter Nogueira

Pelo andar da carruagem, com base nas ações pertinentes em meio à pandemia em decorrência  do novo Coronavírus (Covid-19), o presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG),  dá sinais de que poderá, em breve, alçar voos mais altos na carreira política. O senador mineiro tem postura de estadista.

Primeiro,  e ante a inércia do presidente da República, o senador Pacheco enviou, no dia 19 de março, uma carta à vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, pedindo socorro com a vacinação no Brasil.

A iniciativa do presidente do Congresso tem a intenção de convencer autoridades daquele país a conceder uma “autorização especial para a aquisição, pelo governo brasileiro, de doses de vacina estocadas nos EUA e ainda sem previsão de utilização”.

Na carta enviada ao governo norte-americano, Rodrigo Pacheco lembra que o Brasil e os EUA são as duas nações mais atingidas pela pandemia. E admite, no documento, que, com o fim do governo Donald Trump, o combate nos Estados Unidos ganhou eficiência.

Não é a primeira vez que um representante de Poder que não o chefe do Executivo age para tentar garantir, em nome do governo federal, mais imunizantes à população brasileira. Todavia, a posição firme de Pacheco é emblemática.

Segundo Ato 

Nesta quarta-feira (24) a figura política de Pacheco se agigantou, tomou  dimensão de líder nacional. O senador, ciente de seu papel, tratou logo de convocar os governadores para uma primeira reunião após a criação do comitê anti-Covid. O encontro foi marcado para sexta-feira (26), às 8h,  a ser realizado de forma virtual.

O presidente do Senado será o porta-voz dos governadores.

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O DIA DE HOJE HÁ 50 ANOS: Por Gilvan de Brito 

O DIA DE HOJE HÁ 50 ANOS: Por Gilvan de Brito
“Tanto riso/ Oh, quanta alegria/ Mais de mil palhaços no salão/ Arlequim está chorando/ Pelo amor da Colombina/ No meio da multidão.”
Então acordo-me, sentado numa das fileiras da quadra de esportes do Esporte Clube Cabo Branco, lotada de foliões, cada um com uma fantasia mais colorida. O cheiro de lança-perfume está no ar, juntamente com o som da música Máscara-Negra, cantada por milhares de pessoas, circulando no dancing improvisado da quadra.
“Foi bom te ver outra vez/ Tá fazendo um ano/ Foi no Carnaval que passou/ Eu sou aquele Pìerrrot, que te abraçou, que te beijou/ Meu amor.”
O som aprimorado da Orquestra Tabajara, com Severino Araújo à frente, de costa para o público, dançando sem parar, regendo e ás vezes tocando clarineta, contagia a todos. A voz da cantora, firme, forte tirando os acordes com precisão, olho para o centro do dancing, identifico várias pessoas da sociedade local.
“A mesma máscara-negra/ que esconde o teu rosto/ Eu quero matar a saudade/ Vou beijar-te agora \não me leve a mal/ Pois é Carnaval/ Vou beijar-te agora \não me leve a mal/ Pois é Carnaval.”
Chamo a mulher e desço para o dancing, misturando-me aos foliões e circulando com aquele bloco alegre, que todos os anos encontra-se naquele mesmo local, comemorando os dias de Momo. Sinto um fio de gelo percorrendo às minhas costas. Olho e vejo um amigo espargindo sua lança perfume. Retribuo com um jato do líquido da minha lança perfume Rodouro, gelado no seu peito, rimos e seguimos em frente. Então a orquestra de Severino Araújo, a um sinal feito no ar, dá um breque e muda parta outra Marcha Rancho, desta vez a música “Turbilhão”, de Moacir Franco. Os foliões aplaudem e começam a cantar a nova música:
“A gente brinca escondendo a dor/ E a fantasia do meu ideal/ É você, meu amor/ Sopraram cinzas no meu coração/ Tocou silêncio em todos clarins/ Caiu a máscara da ilusão dos Pierrots e Arlequins/ Vê colombinas azuis a sorrir laiá./ Vê serpentinas na luz reluzir/ Vê os confetes do pranto no olhar/ Desses palhaços dançando no ar/ Vê multidão colorida a gritar lará/ Vê turbilhão dessa vida passar/ Vê os delírios dos gritos de amor/ Nessa orgia de som e de dor”.
Então acordo-me, triste e saudoso dos velhos tempos que não voltarão jamais,, quando éramos felizes e não sabíamos. Quem conheceu, sabe”!
www.reporteriedoferreira.com.br   Por Gilvan de Brito, Jornalista,advogado e escritor



Novo ministro; nova postura ante à crise sanitária por Valter Nogueira

Novo ministro; nova postura ante à crise sanitária  por Valter Nogueira

O governo do presidente Jair Bolsonaro parece, enfim, se render à ciência ante a força letal do novo Coronavírus, fato perceptível a partir das declarações do novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Desde que assumiu o Ministério, Queiroga tem recomendado o que já era prescrito pelo médico Luiz Henrique Mandetta – primeiro ministro da Saúde do atual governo.

A receita do atual e do ex-ministro é simples: adoção de medidas preventivas, tais como isolamento social e uso de máscara, além de higienização pessoal. Tudo isso, agora, claro, com o incremento e celeridade da campanha de vacinação.

Em resumo, Marcelo Queiroga voltou recomendar tudo o que Bolsonaro era contra. O fato novo é que, diferente do que ocorreu com os seus antecessores, o ministro paraibano não foi, em momento algum, desautorizado em nada pelo chefe da Nação – que bom!

Em tempo – e para o bem geral da nação –, o presidente Bolsonaro parece ter aceitado um auxiliar que impõe condições – com conhecimento de causa –, vez que se trata de um médico que, antes de tudo, não abre mão da ciência e da técnica.

Novo tempo

A partir das declarações do novo ministro da Saúde, é possível vislumbrar o início de um novo tempo quanto à política nacional de enfrentamento ao novo e letal vírus (Covid-19). E, o que é melhor, o presidente Bolsonaro parece ter acatado a mudança de rumo proposta pelo médico Marcelo Queiroga.

Alto Preço

Antes tarde do que nunca, diz o ditado popular. Porém, a mudança tardia do presidente face à pandemia não é capaz de apagar o desgaste do chefe da Nação ante o posicionamento negacionista adotado por este, desde o início da crise sanitária. Prova disso é a queda de popularidade do presidente.

Mudança de Rota

Fontes de Brasília dão conta de que a orientação do Palácio do Planalto é, no momento, aproveitar a onda de credibilidade do novo ministro para tentar mudar a imagem desgastada do presidente Bolsonaro.

Não por acaso Marcelo Queiroga, em suas declarações, insiste em afirmar que é do governo, que é do presidente da República, e não do Ministro, a orientação da política de Saúde atual.

Balela, pois todo mundo sabe que, até ontem, o presidente adotava uma postura negacionista diante da maior crise sanitária enfrentada pelo país e pelo mundo.  Na verdade, a nova política é um projeto formatado pelo ministro paraibano, sem o qual é impossível tirar o país da atual situação de calamidade em que se encontra.

E o presidente Jair Bolsonaro, abatido diante da incapacidade de lidar com a crise, teve que engolir a realidade de goela abaixo, sob pena de ser defenestrado do cargo antes do tempo.

Simples assim!

www.reporteriedoferreira.com.br  por Valter Nogueira, Jornalista e escritor



PODER DE POLÍCIA E A COVID19 Por Francisco Nóbrega dos Santos

PODER DE POLÍCIA E A COVID19
Por Francisco Nóbrega dos Santos

O SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL, instituído pela Lei n.º 5.172/66, a princípio uma
Lei Ordinária, posteriormente transformada em Lei Complementar e pelo fato de versar sobre
tributos nacionais, pois já generaliza o seu alcance e sua aplicabilidade e todo território
nacional, instituindo, desse modo, norma geral de direito tributário.

Como já fora tratado em matéria já publicada nesta coluna, o assunto ora abordado
demonstra, de forma didática disposições a norma financeira Brasil, particularmente tratada
em título próprio da Constituição Federal, onde externa nos artigos 145 a 168 da Lei maior,e
que estados e municípios devem compilar todas normas de direito tributário nos atos de
Império, (sem exclusão dos Municípios), como uma unidade federativa, necessariamente
dispõem de um Código Tributário, e normas complementares pertinentes, em observância aos
princípios expressos na Lei Maior.

Em razão da definição de competência expressa na Carta Magna, de forma seletiva
outorgou poderes a esses entes federativos para instituir seus tributos em razão da natureza
dos fatos e fatores de abrangência da capacidade contributiva de cada ente federativo..

Numa inequívoca demonstração da autonomia política do Município criou-se a
tridimensão financeira, com os poderes, segundo lições dos mestres do direito, a competência
outorgada constitucionalmente a cada poder, com a outorga já dimensionada, exercício do
Poder de Império para gerir sua política financeira no desempenho da própria atividade
estatal, que se manifesta pela realização dos próprios recursos, com autonomia, dentre esses,
de instituir suas receitas, fiscalizar, arrecadar e proceder sua aplicação nos termos da Lei, de
modo especial, a Lei de Diretrizes orçamentárias, com supedâneo do antigo Decreto Lei
200/66, que deu origem a outras normas administrativas, onde se destacam a Lei Federal
4.320, e os dispositivos de diretrizes orçamentárias, que originaram outras normas afetas ao
Poder Público, sem esquecer a Lei de Responsabilidade Fiscal.

O grande Mestre do Direito Administrativo HELY LOPES DE MEIRELES em diversos
livros sobre a matéria em comento, quando define o Poder Regulamentar, como um gênero
de uma diversidade de poderes, assim se expressa quando leciona sobre o Poder de Polícia.” Já
dissemos, e convém repetir, que o Estado por poderes políticos exercidos pelo Legislativo, pelo
Judiciário e pelo Executivo, no desempenho de suas funções constitucionais, e de poderes
administrativos que surgem secundariamente com a administração e se efetivam de acordo
com as exigências do serviço público e com os interesses da comunidade. Assim enquantos
poderes políticos se identificam com os Poderes de Estado e são são exercidos pelos
respectivos órgãos constitucionais do Governo, os poderes administrativos se difundem por
toda a Administração se apresentam como meios de sua atuação. Aqueles imanentes e
estruturais do Estado: esses são contingentes e instrumentais da Administração.”

Convém ressaltar que o Renomado Mestre em referência confere especial destaque
ao Poder de Polícia administrativa exerce sobre todas atividades e bem que afetem ou possam
afetar a coletividade. Para esse policiamento há competências exclusivas e concorrentes das
três esferas estatais, dada a descentralização político-administrativos e decorrente do nosso
sistema constitucional

Arrimado nas disposições que fortalecendo o Poder de Império conferido pela Lei
Maior, o artigo 78 da Lei 5.172/66 – Código Tributário Nacional: Considera-se poder de polícia
a atividade da Administração Pública que, limitando ou disciplinando interesse, direito ou
liberdade, regula a prática de atos ou abstenção de fatos em razão do interesse público e

concernente à segurança, à higiene,à ordem e aos costumes, à disciplina da produção e do
mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes e de concessão ou autorização
do poder público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos
individuais e coletivos.”

Assim, a Administração Pública, desde que demandem interesse e fundamento,
dispõem desse PODER DE IMPÉRIO. Manda quem pode e obedece quem tem juízo.

www.reporteriedoferreira.com.br    Por Francisco Nóbrega dos Santos, Jornalista,advogado e escritor




A PERVERSIDADE DO NEGACIONISMO: Por Rui Leitao

A PERVERSIDADE DO NEGACIONISMO: Por Rui Leitao
O negacionismo é, em síntese, a opção pela ignorância, quando se coloca em xeque preceitos básicos concebidos pela ciência no mundo. É a prática de montar estratégias para criar dúvidas com interesses políticos, elaborando teorias conspiratórias na procura de explicações para o inexplicável. A tentativa de produzir influência na opinião pública, provocando discussões ideológicas. A teimosa recusa em enxergar a realidade que desagrada, com o objetivo de dar legitimidade aos governantes com posições obscurantistas.
Polêmicas retóricas e desnecessárias ganham espaços no debate político. O intuito é diminuir a confiança na ciência. Apoiam-se em argumentos superficiais sem qualquer comprovação, fazendo uso oportunista das mentiras. Tornam-se céticos quanto à serventia da ciência. Não se pode desconhecer que as incertezas se fazem necessárias, até para que a ciência faça novas descobertas. O que não se concebe é fomentar a descrença nos ensinamentos científicos porque não se consegue enfrentar as verdades que se tornam ameaças.
O negacionista se comporta de maneira confusa propositadamente. Na ausência da sensatez, procede de forma arrogante e prepotente na afirmação de suas opiniões. Principalmente pela impossibilidade de se mostrar racional, equilibrado emocionalmente para entrar num debate em que sejam apresentadas divergências de seus pontos de vista. É o jogo da intimidação no desejo de inibir as alegações discordan
tes. Intolerante e preconceituoso, faz uso do mecanismo da negação como proteção da personalidade insegura.
O obscurantismo intelectual esforça-se para demolir a ciência no Brasil. De qualquer forma temos assistido uma reação da comunidade científica em relação a essa postura. Pesquisadores e entidades unem-se para combater a praga da desinformação. Estudos científicos são intensificados com a intenção de oferecer conhecimento aos desorientados. Os movimentos anticiência que temos assistido, patrocinados por autoridades constituídas, estimulam uma espécie de ignorância que atenda os interesses dos que proferem seus discursos. Nessa luta do conhecimento contra a incultura, tem que ser vitorioso o lado da ciência, sob pena de sofrermos graves danos sociais.
Alguns abraçam a ideologia negacionista por ingenuidade, outros, porém, por pura maldade. Fogem da racionalidade para atuarem em obediência a lógicas emotivas. Tornam-se vulneráveis às manipulações de consciência. Não estão preocupados com a possibilidade de que as mentiras em que passaram a acreditar e propagar coloquem a vida de outros em risco. O negacionismo é um processo socialmente induzido que pode resultar em violências físicas e emocionais. Evidencia-se forte rejeição às reflexões que possam levar o indivíduo ao exercício do senso crítico. O negacionista costuma agir como se tivesse direitos excepcionais. E, por isso mesmo, não se constrange em violar regras morais e éticas de convivência social. O impressionante é que não se dá conta de que está dando força a projetos de autodestruição, com requintes de perversidade, considerando que sua forma de agir causa malefícios coletivos.
www.reporteriedoferreira.com.br  Por Rui Leitão-jornalista, advogado e escrtor



A IGUALDADE DE GÊNERO Por Rui Leitao

A IGUALDADE DE GÊNERO Por Rui Leitao
Somos diariamente impactados pelo noticiário que mostra o quanto a violência contra as mulheres tem se acentuado no Brasil. Isso está diretamente relacionado com o que chamamos de “misoginia”: desprezo e ódio contra as pessoas do gênero feminino. São agressões físicas e psicológicas, abusos sexuais, torturas, dentre outras violências que têm vitimado as mulheres em nosso país.
Esse grave problema que vivenciamos tem suscitado debates sobre os direitos e questões de valores das mulheres. Embora ainda haja muita gente que acha que os homens são melhores e mais capazes que as mulheres. Tem até quem defenda salários menores para elas “porque engravidam”! Mas vem de longe esse preconceito. O alemão Schopenhauer dizia que “a mulher, por natureza, deve obedecer”, ressaltando o conceito machista de que elas deveriam se manter sempre numa posição de submissão aos homens. Por muito tempo a inferiorização da mulher foi encarada com naturalidade, alicerçada em princípios patriarcais. Eram tratadas como moral e intelectualmente inferiores aos homens.
O capitalismo industrial, ao se consolidar, desvalorizou a mão de obra feminina, uma vez que prevalecia o pensamento dos que ainda hoje defendem que não se deve pagar salários iguais para os homens e as mulheres. Só em 1960 quando começou a nascer a discussão sobre a igualdade dos papéis sociais, as mulheres passaram a conquistar espaços antes nunca permitidos. O Movimento do feminismo liderado por Simone de Beauvoir despertou a necessidade da luta contra todas as formas de opressão que historicamente eram exercidas sobre elas. As principais bandeiras de luta levantadas foram para por um fim na violência doméstica, da cultura do estupro, pela liberdade sexual e o combate às desigualdades salariais. O empoderamento da mulher ganhou importância nos debates da esfera política. Foi aí que conquistaram o direito de votar. Não obstante tantos avanços, a mulher brasileira continua sendo vítima de um tratamento desigual no mercado de trabalho. Ainda hoje recebem trinta por cento a menos que os homens no desempenho dos mesmos cargos.
É necessário reagir contra todo e qualquer discurso que busque atingir a dignidade feminina. Não permitir que os misóginos tentem impor suas idéias preconceituosas em desfavor das mulheres. É necessário que elas se voltem contra os que não lhes dão a importância e as desrespeitam. Não se concebe admitirmos que alguém diga que o nascimento de uma filha foi resultado de uma “fraquejada” do pai. A visão de gênero que vem sendo reformulada de geração a geração, produz uma consciência lúcida de que estamos trilhando o caminho que objetiva a igualdade. Essa é uma reflexão que não pode ficar fora da pauta política. O mundo contemporâneo exige uma postura de respeito e consideração às mulheres.
A baixa representatividade feminina em cargos públicos de relevância acontece em razão da histórica exclusão delas na atividade política. As cotas eleitorais estabelecidas não têm permitido aumentar a chegada das mulheres aos cargos de atuação política. Isso tem, consequentemente, refletido na formulação e execução de políticas públicas que considerem as questões que interessem diretamente às mulheres. Os direitos das mulheres precisam ser pautados nas discussões políticas em nosso país, de forma a que elas se tornem menos vulneráveis a ofensas à sua dignidade.
Não se pode negar a importância da presença e mobilização das mulheres nas instâncias de representação do poder público, impondo um equilíbrio da participação feminina na democracia, influenciando diretamente na formação de agendas temáticas decisórias.
www.reporteriedoferreira.com.br     Rui Leitão, jornalista, advogado e escritor



EU VIVI ANTES Por Francisco Nóbrega dos Santos

EU VIVI ANTES
Por Francisco Nóbrega dos Santos

No dia 03 de janeiro do ano de 1940. Precisamente os primeiros dias do mês, o
primeiro mês e, por coincidência, o primeiro ano da década de 40, em plena
efervescência da Segunda Guerra Mundial, eu cheguei prá ficar.

Confesso que os dias passavam-se tão rápidos que num abrir e fechar de olhos,
já eram decorridos 5 anos da minha existência e já me deparava com os horrores da
guerra, o desespero das famílias que não sabiam se chegaria o amanhã, ou como
seriam os dias tumultuados pelo genocídio, de enormes batalhas fratricidas. Não sabia
se esse conflito era ideológico ou partidário.

Mas já estaria gravada em minha mente, essa triste história, um verdadeiro
genocídio nesse confronto de um lado, os Países aliados à América do Norte, com a
inesperada aliança Russa e do outro lado o Pseudo poder da Alemanha, escudada por
uma aliança formada por considerável parcela de países europeus, identificados a
Cortina de Ferro.

No silêncio angustiante dos lares vizinhos ou próximos, na pequena cidade de
Mulungu, mesmo na pouca idade eu ouvia e compreendia que minha chegada teria
ocorrido na hora errada, pois sentia a incerteza da contagem regressiva dos ponteiros
relógios e ouvia as preces a Deus pelo fim daquele pesadelo. E eu, em silêncio,
armazenava na mente inesquecíveis frases tais como: armistício, trégua, estratégia,
tática, dentre outras palavras mencionadas pelos adultos.

Por fim, chegara o dia mais festejado e repentino daqueles momentos
desesperadores. A rendição dos alemães e aliados, como o ponto final da mortandade.
Porém o término de exaustiva batalha somente ocorreu quando, inesperadamente
dizimaram milhares de vidas com o uso de explosões de bombas atômicas, as cidades
HIROSHIMA e NAGAZAK.

E assim, durante os conflitos e seu desfecho final, além dos danos causados ao
mundo surgiram, para desespero das gerações contemporâneas, peste, fome,
enchentes destruidoras e secas alarmantes, sem esquecer a visita aterrorizante de
epidemias, ceifando vidas dos que suportaram os temores da guerra.
Cessados ou amenizados os fenômenos trazidos após a guerra, renasceram as
disputas políticas, onde se apresentam os salvadores da Pátria (nos discursos), e o
povo trocou o temor da guerra pela euforia das promessas restauradoras, criação de
mais partidos políticos e disputas acirradas, já com o dinheiro do povo, claro.

Nessa outra face da história, ainda na tenra idade, no decorrer de alguns anos,
participei em campanhas políticas, na condição de locutor de um comitê partidário da
União Democrática Nacional – UDN que se confrontava com o PARTIDO SOCIAL
DEMOCRÁTICO – PSD, já no início da década de 50.

Embora escolhido, em razão do meu desembaraço aos 10 anos, nunca
simpatizei por nenhum dos segmentos partidários elencados. Porém trabalhava nessa

missão em busca de alguma remuneração para amenizar a carência de recurso
financeiro da minha família.

Conclusão; narrei esses fatos, por demais conhecidos pelos contemporâneos e
descendentes para demonstrar que nunca tive simpatia por partidos, facções, ou
segmentos políticos. Porém me restou uma certeza. O SOCIALISMO É A EXPLORAÇÃO
DO HOMEM PELO HOMEM – E O CAPITALISMO É EXATAMENTE O CONTRÁRIO.

www.reporteriedoferreira.com.br  / Por Francisco Nóbrega dos Santos, jornalista, advogado e escritor




O OCASO ABREVIADO Por Francisco Nóbrega dos Santos

O OCASO ABREVIADO
Por Francisco Nóbrega dos Santos

Decorridos vários anos na fila de espera, eis que surge uma luz no final do túnel,
como um fio de esperança para os idosos. O ESTATUTO DO IDOSO. A Lei de n.º
10.741/2003, da inspiração do aguerrido Senador do Rio Grande PAULO PAIM.
E mais: – art. 26 do Estatuto do Idoso expressa textualmente “O idoso tem
direito ao exercício de atividade profissional, respeitadas as condições físicas, intelectuais e
psíquicas. Já o art. 27 do mesmo diploma diz que, na admissão do idoso em qualquer
trabalho ou emprego, (não exclui o serviço público) é vedada a discriminação e a fixação
do limite máximo de idade, inclusive para concursos, ressalvados os casos em que a
natureza do cargo o exigir.

Ao contrário do que reza a Lei 10.741/03, Norma Complementar. definida no
elenco das leis, os

Já era tempo de se fazer algo pelos idosos, vítimas de repetidos golpes, contra
esse segmento social, com a prática cruel e desumana dos governantes, – alijamento do
mercado de trabalho, por entenderem ser a idade provecta um estágio inoperante da vida,
ao atingir a faixa etária do sufixo “enta” – ‘sesseENTA” etc. e inviável para o serviço
público.

Vale salientar que no Brasil, onde octogenários se estão ou se julgam aptos
para governar o País, os poderes dão um atestado de incapacidade ao servidor que
completar 70 anos de idade, exortando-o com a EXPULSÓRIA-(sinônimo de
COMPULSÓRIA).

Acontece que, segundo a OMS o ser humano, com a mudança dos hábitos
alimentares e outras práticas saudáveis, teve aumento da expectativa de longevidade e,
consequentemente,, galgou na escada da vida, mais fôlego. E hoje a média de vida chega a
ultrapassar os 80 anos.

Nada mau para os velhinhos, porém uma estatística que desanimou os
governantes, notadamente quanto ao plano atuarial da Previdência, pois os mandatários
esperavam sobrar dinheiro em caixa, com a sucumbência dessa classe senil, reduziriam os
gastos públicos.

Arrimados nessas premissas, os poderes enriqueceram o vocabulário e criaram
factoides alterando o sentido da lei e a conveniência e definiram aposentadoria compulsória
com uma visão de norma inflexível, imutável e impositiva. E enquanto assim entendem,
eficientes servidores, recebem como prêmio, o cruel desenlace após longos anos de labuta.
Na prática, impõem-se atos transvestidos de compulsórios e aos idosos, o que
no futebol é”cartão vermelho”, “exclusão, forçada, sem direito â permanência no banco os
que praticaram um ato punível chamado “envelhecimento”. E mais; com agravante de que
se persistirem no serviço terão seus vencimentos cortados até que assinem a aposentadoria,
que significa, uma audiência de custódia ou sentença de morte.

Assim os poderes públicos, de forma cruel e desumana, estão colhendo de sem
piedade, os idosos, aposentando-os compulsoriamente quando, a maioria desses, no uso de
uma experiência e de uma mente criativa, muito tem a oferecer ao serviço, aos governados,
autarquias e outras entidades reguladas pelo Direito Público.
Nada disso sensibiliza os poderes e os demais entes políticos que se apressam
em mandar para casa aqueles que são úteis ao trabalho e não representam qualquer ameaça
ao serviço, considerando, ainda, que a permanência desses seres no exercício da burocracia
atribuída aos antigos, não aumenta o ônus para os cofres públicos. Ao contrário, com a sua
dispensa, surgirão vagas e necessidade de aumentar a folha, com a admissão de substitutos,
dotados de simples teoria.

estatudo do idoso;

interpreção;

Na interpretação dos poderes a palavra compulsória, é, expressamente, uma
imposição ao afastamento do septuagenário, como um castigo por ter envelhecido. Todavia,
não existe qualquer dispositivo que penalize o Governante que aplica essa pena de morte, –
a aposentadoria compulsória. Como também não há dispositivo que proíba o cidadão com
mais de 80 anos habilitar-se a concorrer um mandato e governar uma a Nação, um estado
ou um município, os idosos que somarem a de sete décadas, são excludentes para o
trabalho burocrático. Esse é o Brasil que nos oferecem. Não é o País que desejamos.

www.reporteriedoferreira.com.br   Por Francisco Nóbrega dos Santos, Jornalista, advogado e escritor




VIVA BALDUINO E QUINTANS! VIVA O CARIRI!: Eilzo Nogueira Matos

 

VIVA BALDUINO E QUINTANS!

VIVA O CARIRI!:

Eilzo Nogueira Matos

 está com 

Gilvan de Brito

Contrafeito, acelerei a camionete e ganhei a estrada. Custa-me ausentar-me do ramerrão rural a que me habituei nos últimos anos. E a idade ajuda. O que fazer na cidade – reflito , se já não namoro, não jogo, não fumo e não bebo (embora dormitem no fundo da lembrança tais propósitos)? Estas as ocupações estimulantes na vida de um homem, cuja trajetória ao longo da existência cumpriu tais desideratos que a sociedade imprime a temperamentos como o meu! Da morada na rua, seguiria para a capital. Ali o cenário de uma vida passada, de amizades antigas, de compromissos e vivência que construíram um mundo à parte do de hoje. Mas que sobrevive insolitamente.

Eleição na APL para preencher Cadeira, é o motivo de minha viagem. Um acontecimento! Raciocino, e como era de bom tom exclamar, ignorando se o fazem ainda, faço-o agora. Hurra! Impossível deixar de relatar encontros breves e longas conversas com interlocutores além dos acadêmicos, que privilegiaram tais momentos. Começo com o erudito Evandro Nóbrega, poliglota, criador de alguns dos mais estimulantes textos que conheci: “A Glândula Pineal do Urubu”, cuja riqueza picaresca de situações narradas e descritas, confirmam a sua fama. Nada de abafado e monódico cantochão medievalista, mas de arrebatados e impolutos cavaleiros, protegidos pela magia de encantadores amigos e secretos – assim o Conde Alexandre e o seu séquito, dominando o século XX, definindo nobiliarquia. E Evandro seu criador, nada deve aos pícaros ibéricos e outros notáveis brasileiros nordestinos, filiados ao ramo. Tenho em mãos uma antologia patoense, com a sua poesia num lirismo sertanejo esquisitamente erudito e metropolitano. Material para estudo e reflexão.

* * *

A nossa Paraíba – orgulha-me dizê-lo – destaca-se no ambiente cultural e político nacional. Desde tempos pretéritos com Brandônio e Alviano praticando elevados diálogos sobre riquezas e grandezas das terras paraibanas. E com José Peregrino arcabuzado em 1817. Depois com Augusto dos Anjos e José Lins do Rego. Pois bem. O tempo na marcha apocalíptica ou marxista de sua evolução, como alguns pretendem, caminha para o coroamento na destruição ou no pleno alcance da razão. Acredito na última hipótese. Não trato, evidentemente, de um determinismo social que nada mais é do que uma fraude, mas da evolução dialética da natureza e da sociedade.

Duas noticias alvissareiras, que me chegaram através de blogs locais, despertaram o meu entusiasmo e corroboram no acerto de minhas afirmações e da minha alegria :

– O museólogo Balduino Lélis cria salão e exibe riquezas minerais e culturais da Paraíba;

– O deputado paraibano Assis Quintans apresenta projeto voltado para a ética e cidadania.

É preciso reconhecer e exclamar como sincero entusiasmo: Viva o Cariri! Cariri do clima ameno, refinado nos costumes e na garra de sua gente: fazendeiros, vaqueiros, poetas, compositores, políticos, romancistas, sociólogos, juristas, empresários e tudo mais que possa caracterizar uma postura humana voltada para o trabalho e a construção de uma sociedade exemplar.

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Balduino Lélis todos o conhecemos pela sua dedicação à pesquisa, à realização de eventos e criação de instituições voltadas para o conhecimento da realidade paraibana. Através de publicações, na concentração de esforços para a realização de encontros e seminários, ele torna a Paraíba mais conhecida nas suas potencialidades. Assim criou a Universidade Leiga, Popular e o país conheceu graças ao patriotismo e coragem deste filho de Taperoá, que o Nordeste não é a terra da fome, mas da fartura.

Integrando numerosa comitiva de representações do Governo do Estado, do IHGP, da APL, Associação Comercial, presenciei a tradição desfilando em colunas de altivos cavaleiros vestindo capas brasonadas, episódios teatrais e satíricos de mamulengos, aplaudidos pela massa presente. O que pessoalmente me assombrou naquele ocasião, foi a variedade do cardápio servido no café, no almoço e no jantar com mais de duzentos pratos preparados com produtos da terra, catalogados, começando com a batata, o umbu, a farinha, o beiju, o fubá, a galinha, o arroz, o milho, o feijão, o peba, o peixe, o caju, a pinha, a goiaba, o guiné, o bode, o boi, e vai por aí. Uma lição para os técnicos do governo que gastam muito dinheiro para falar em fome, em miséria.

Quando muitos continuam a lamentar a pobreza e a situação modesta da Paraíba, como produtora de polos de atividades, eles não as definem, todavia. Enquanto isso, todos sabem do Polo Mineral no Rio Grande do Norte, Açucareiro em Alagoas, Portuário em Pernambuco, Turístico no Ceará, Petrolífero na Baía, etc, etc. Balduino reage, não se deixa convencer e realiza mostra das grandezas minerais, industriais e Culturais da Paraíba. Outra lição oportuna aos burocratas e tecnocratas nos seus projetos que fogem da realidade, por isso mesmo, jamais implementados.

Pois em boa hora falo no deputado Francisco de Assis Quintans: homem público, engenheiro de mérito, conhecedor em profundidade e especialização, da problemática agrícola e urbana da nossa Paraíba. Firmado na vivência e estudo de particularidades da vida local ele revela a grande falha no trato da população, que tem inviabilizado planos governamentais. Nada mais importante que a educação.

Presenciei um adolescente entre dez e doze anos, mal vestido, entrar na igreja matriz de Sousa, onde se realizava uma solene missa de finados. Acercava-se o garoto de um e de outro pedia esmola, pouco lhe importava onde estava. Olhava para um lado e para outro, sentando-se por fim entre as filas de bancos, deitando-se em seguida e ficando a admirar as pinturas do forro. Indiferente aos olhares de censura, ele na realidade, como a maioria dos filhos do povo nada sabia de qualquer religião. Menos ainda sobre a solenidade de alguns ambientes, exigindo respeito e impondo comportamento, o que pouco é levado em conta.

A cena insólita mostrava a necessidade de introdução no currículo das escolas primárias, ensinamento de noções sobre família, sociedade, pátria, direitos e deveres dos cidadãos. Isto logo nos primeiros anos porque depois dos quinze a idade nada mais aceita, dominada que está a mente criada sem noção desses valores, entregue á verdadeira libertinagem da vida na rua, nas festividades ditas populares.

Parabéns ao deputado Quintans, pela sua visão de homem público, pela significação e pelo alcance de seu projeto, como está abaixo justificado:

“A sociedade atual necessita de uma educação do aluno como um todo, um ser humano completo que deve ser trabalhado em diversas áreas e não apenas a cognitiva. A escola deve formar pessoas preparadas para o mundo e não apenas para provas, ou seja, a escola deve também ter em seu planejamento um ensino voltado para educação em valores éticos”.

Viva Quintans! Parabéns Quintans e Balduino!

De volta com a poça chuva. Março de 2010

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