COMO IDENTIFICAR O ESTADISTA? Por Rui Leitao 

 

foto08cul 501 respublica d10 - COMO IDENTIFICAR O ESTADISTA? Garantir a unidade do país é missão imprescindível - Por Rui Leitão

COMO IDENTIFICAR O ESTADISTA? Por Rui Leitao

Nem todo chefe de estado pode ser considerado um estadista. O governante medíocre age pensando nas próximas eleições. O estadista estabelece sua forma de governar visando as futuras gerações. Um se preocupa com os resultados imediatos, o outro se interessa em definir ações administrativas que produzam efeitos também a médio e longo prazo.

O estadista demonstra capacidade de liderar em momentos de tensão, conseguindo raciocinar além do imediatismo político. O populista que assume a condição de governante dissemina problemas, ao invés de procurar resolvê-los, apelando para o discurso da polarização que só fomenta crises, mostrando claramente que não tem visão ampla, justa e urgente do que seja Estado.

Garantir a unidade do país é missão imprescindível de quem governa como estadista. Ele se desprende da visão oportunista e de curto alcance que enxerga a política simplesmente como conquista de poder. Procura conduzir a política nacional orientada pelos interesses permanentes do Estado, tais como a soberania, a paz social, o desenvolvimento sócio-econômico e a democracia. Diferentemente do gestor público que governa de acordo com ideias próprias ou da sua equipe administrativa, adotando postura personalista.

O estadista desce do palanque eleitoral que o colocou no comando do poder executivo, logo após a posse. Não perde tempo discutindo as picuinhas políticas do dia-a-dia. O empresário Antônio Ermírio de Moraes fazia bem essa distinção entre o estadista e o político oportunista: “Há uma nítida diferença entre o estadista e o político oportunista. O primeiro é alguém que pertence a nação; o segundo, alguém que pensa que a nação lhe pertence”.

O que identifica o estadista é a força mental em que se afirma a sua lucidez. Lidera pelo exemplo, sendo referência do comportamento que a sociedade deve ter. Ao estadista espera-se que atue com sobriedade e equilíbrio no trato com o adversário e com a população. Da mesma forma em que deva se manter afastado da intenção em ser “manipulador da opinião pública”, em favor dos seus interesses pessoais.

Nosso conterrâneo José Américo de Almeida dizia que “o homem de governo deveria ser, sobretudo, um técnico das ideias gerais”, o que equivale dizer que o gestor público deve ter o mínimo de conhecimento das demandas sociais dos seus governados, constituindo uma equipe com competência para assessorá-lo nas decisões a que seja instado a tomar.  Deve agir com firmeza, sem demonstrar arrogância. Exercer o comando sem ameaças ou soberba e sem a necessidade de amedrontar para se fazer respeitado.

Chamo a atenção para essas reflexões na intenção de que possamos exercitar nossa consciência crítica no sentido de que saibamos distinguir o estadista do político oportunista.




Ladeira abaixo por Valter Nogueira

O espelho da popularidade já não mais reflete uma imagem robusta do presidente Jair Bolsonaro, mas sim um esboço distorcido do chefe da Nação. Nesta segunda-feira (27), Bolsonaro completa mil dias de seu governo sem ter muito que comemorar.

A queda de popularidade não é invenção da Imprensa. Trata-se de dados revelados a partir de pesquisas de opinião pública.

A mais recente pesquisa, a do Ipec, mostra que a avaliação negativa de Bolsonaro chegou à casa dos 53%; 42% o consideram péssimo e 11% o acham ruim.

Desgastado, o inquilino do Palácio do Planalto tem perdido força política. Tal realidade decorre dos sucessivos erros, tais como má condução da crise sanitária, incapacidade administrativa, inflação, desemprego e ameaças à democracia.

Bolsonaro apresenta um quadro de fragilidade política e tal fato reflete negativamente no seu projeto de reeleição em 2022. Tudo aponta que a sustentação política do atual presidente no Congresso depende do denominado Centrão; cada vez mais guloso e arisco.

Debandada

Aos poucos, o Planalto assiste à debandada de antigos aliados. Forças importantes que ajudaram a eleger Bolsonaro, em 2018, como agronegócio e evangélicos, já esboçam insatisfação com o governo.

Dados

Em 12 meses, o índice de inflação exibe uma alta de 9,68%. No país, 14,8 milhões de desempregados até o meio deste ano.

Fim

Pelo andar da carruagem, a coisa vai de ladeira abaixo.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Walter Nogueira




PENALIZAÇÃO BRUTAL – SERVIDOR PÚBLICO Por Francisco Nóbrega dos Santos

PENALIZAÇÃO BRUTAL – SERVIDOR PÚBLICO
Por Francisco Nóbrega dos Santos

A História narra por Mestres e estudiosos do ramo, origem e evolução da
ciência do direito, afirmam que, graças à participação da inteligência humana viera
nascer uma entidade soberana, capaz de dirigir e ordenar o ESTADO. E esse, de
maneira soberana, tornou-se capaz de subjugar o egoísmo do homem, além de
proteger e preservar interesses individuais e coletivos. Daí,numa evolução natural,
surgiram normas de regras e condutas do homem no ambiente social.

Nesse processo evolução, configurado por múltiplas relações de indivíduos para
indivíduos, grupo para grupo foi o Estado induzido a traçar normas de relações
humanas estabelecendo também de relações e agrupamentos humanos.
Nesse desenvolvimento necessário, a prática do direito consuetudinário,
necessariamente fora transmudada para a codificação, que passou a denominação de
direito positivo.

Quando surgiram as constituições codificadas (escritas), nasceu a noção da
ampliação dos ramos de direito que, a princípio, direito público, sob a égide da
soberania do Estado, para posteriormente, derivar-se o direito privado.
Dentre essa ramificação do direito, de modo especial, do direito público, onde,
com a distinção e o direcionamento para a gestão pública, houve a necessidade de, no
gênero do direito público, destinar uma espécie para gerir, de forma, particularizada o
direito administrativo, com poder de gestão e poder de império.

E nessa força vinculante e de múltiplo alcance, particularizou-se gestão publica,
com a centralização dos poderes de imensuráveis e atribuições.
Daí, se tornou necessário o alcance da inteligência humana, para instituir o
corpo diretivo que, obviamente não dispensaria o material humano, sem o qual não
seria impulsionada a máquina administrativa.

Como consequência da necessidade de acionar o mecanismo, nasceu o
funcionalismo, onde seus entes e agentes seriam denominados funcionários públicos,
com estabilidade ou vitaliciedade,vinculação, exclusividade e, sobretudo,
remuneração.

As constituições e as normas infraconstitucionais encarregaram-se da
regulamentação em que seriam definidos direitos e obrigações para os componentes
de cargos e funções, temporários ou permanentes.

Ante a ampliação dos poderes e a ingerência de um poder fortalecido pela
política eleitoreira, o serviço público tornou-se cabide de emprego, onde se formavam
redutos eleitorais, o que onerava os cofres públicos.

por fim, adveio da Carta Magna de 1988, demagogicamente denominada
Constituição Cidadã, muitos privilégios foram cortados. Todavia a máquina pública, no
tocante aos direito da categoria, identificada com funcionalismo, receber o
nomenclatura de servidor público, gozando estabilidade mas com restrições
mutiladoras e direitos sangrados, penalizando, desse modo, uma classe indispensável
ao bom desempenho da missão de conduzir o serviço público.

A cada dia surgem normas que interferem na particularidade do Direito
Administrativo, por exemplo, a Lei de Responsabilidade Fiscal, que limita os encargos
financeiros com dotações de custeio de despesas com folhas (ativos ou inativos), de
forma proposital e congela a remuneração dos agentes públicos, preservando os
direitos do entes ou agentes políticos.

E assim, enquanto existem restrições de direitos para quem impulsiona a
administração pública, mantêm-se intocáveis os reajustes dos cargos políticos. Isso,
numa Pais onde o crime compensa, os servidores públicos recebem uma
CONDENAÇÃO BRUTAL, com o congelamento de vencimentos e restrições de
remuneração, sem respeito à estabilidade. Mexam-se. A lei não socorre os que
dormem.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Francisco Nóbrega dos Santos- Jornalista, advogado e escritor




UM DICIONARISTA DE “PALAVRÕES”  Por Rui Leitao

UM DICIONARISTA DE “PALAVRÕES”  Por Rui Leitao
O vocabulário do atual presidente da república, além de muito pobre, é chulo, grosseiro, agressivo, desrespeitoso, insultuoso. Não condiz com a estatura do cargo que exerce. Mostra-se uma personalidade pública com nível cultural abaixo do que se espera de alguém que tem a missão de governar uma nação. Sempre que é instigado a falar de assuntos mais complexos, esquiva-se e volta a sua artilharia verbal aos que identifica como inimigos, e se excede no uso de “palavrões”, xingamentos, ofensas, porque não dispõe de conhecimento para o debate sério, inteligente, argumentativo.
Aplaudido por admiradores que o chamam de “mito”, molda seus discursos na conformidade do que deseja sua militância política, representada fortemente por uma parcela do conservadorismo moral, punitivista, contrário aos direitos humanos. Quando se sente acuado parte para a produção de bravatas, ameaças, na tentativa de provocar intimidação. E o faz de forma indelicada, utilizando-se de uma linguagem inapropriada para quem deveria se portar como um estadista e incompatível com o que se entenda como posturas civilizadas de um governante.
Percebe-se nitidamente a falta de amadurecimento intelectual nas suas declarações sobre qualquer tema a que seja convidado a se manifestar. Essa é uma característica marcante da sua personalidade. Esmera-se na prática de um obscurantismo rudimentar, como bem classificou o jurista Miguel Reale Junior. Cuida em alimentar o factoide de ser um mito, mesmo revelando-se um dicionarista de “palavrões”. Impressiona a incoerência dos conservadores brasileiros quando não se escandalizam com o linguajar chulo do presidente, desrespeitando o ambiente em que seja convidado a proferir um discurso.
Causa perplexidade observar que as palavras de baixo calão repetidas à exaustão pelo presidente da república, não causem constrangimento e preocupação a alguma figuras proeminentes da estrutura político-administrativa do país. Não estou aqui assumindo uma posição de puritanismo, mas de apelo à moderação discursiva do principal líder da nação, adotando um comportamento de decência enquanto no exercício da função de maior autoridade do país. É uma questão de sadia mentalidade, obediência à ética na atividade pública e compromisso com os valores que a sociedade considera voltados para a moralidade.
As agressões verbais com a intenção de ridicularizar, humilhar, ameaçar ou manipular, não podem ser admitidas como algo normal quando proferidas por quem tem a responsabilidade governar ou liderar. De um detentor de eventual poder político se exige comportamento pautado em princípios humanistas e cívicos, que servirá de exemplo para seus governados.
www.reporteriedofoerreira.com.br     Rui Leitão



Coisas da mídia Por: Francisco Nóbrega dos Santos

Certo dia, não me recordo precisamente a data. Só Lembro bem que era um dia
de semana, isto é, um dia útil para quem gosta de trabalhar, porém inútil para os
inimigos do trabalho.

Estava eu bem próximo de um televisor, quando um diálogo me chamara a
atenção. Tratava-se um programa de avaliação musical e um desses divulgadores da
mídia, cujo nome não guardei na memória. Porém vamos aos fatos.

O apresentador entrevistava um cantor, com enorme venda de CDs no
mercado. O interlocutor falava com tanto entusiasmo que me senti curioso sem saber
do que se tratava. O entrevistador, após rasgados elogios ao entrevistado, falou sob a
obra prima, da aceitação da música em todo território brasileiro, e tratava o assunto
como se estivesse falando de uma peça de arte ou de uma literatura erudita.

A minha curiosidade foi aumentando e eu, perdendo uma parcela do meu
corrido tempo, mesmo com certa impaciência, esperei o desfecho daquele
entusiástico bate papo. E esse , começou, após alguns minutos de enrolação e de
suspense, ante o aguardado motivo de tanta rasgarão de seda. Então o entusiasmado
repórter indagou; – em que o nobre poeta cantor e compositor se inspirou para editar
essa bela melodia, que tem encantado a juventude desse imenso território.

A resposta foi rápida; andando por aí, sondando a genialidade da juventude e, num momento de
rara inspiração, fui pondo em prática os fatos e criei tão importantes acordes que
caíram como uma luva nos apreciadores da poesia e da arte literária.
“Genial, falou o entrevistador, você tá vivendo o grande momento da
criatividade do nosso povo e, nessa oportunidade, meus parabéns pelo estouro no
mercado dessa bela letra e romântica música”, concluiu o apresentador.

Passados, esses prolongados minutos, para finalizar essa importante entrevista,
disse o locutor: – “ gostaria que o nobre artista desse uns acordes e cantasse um trecho
da melodia”. Incontinenti o autor da maravilha musical anunciada soltou sua voz
assim; tererê Tetê… tererê Tetê, tererê Tetê. Confesso que, a princípio fiquei irritado
por ter aguardado ansioso o nome da obra prima. Deixa isso prá… A mídia tá no seu
papel.

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INFORMATIVO SINDSPOL/PB Por: Antônio Erivaldo

INFORMATIVO SINDSPOL/PB
15 de setembro de 2021

EM CAMPINA GRANDE OS POLICIAIS CIVIS SE UNIRAM E SE REUNIRAM NA SEDE DA OAB/CG PARA DAR CONTINUIDADE A CAMPANHA DO PCCR JÁ!

Informou o Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado da Paraíba – SINDSPOL/PB, que ontem dia 15, quarta-feira os agentes de investigação, escrivães, técnicos em perícia, necrotomistas, peritos, papiloscopistas, agentes operacionais, de telecomunicações e delegados puderam ouvir das entidades representativas o que tem de concreto sobre as negociações e quais os passos que a polícia civil deve tomar para que possamos ter, pela primeira vez em 40 anos, um PCCR, já que atualmente a defasagem é grande e a classe recebe o pior salário do Brasil.

Essa união de toda a polícia civil é histórica e nessa força e compromisso das entidades que os policiais civis estão dizendo: vamos juntos, estaremos com nossas representações, por nós, pelas nossas famílias e pela sociedade com força e união, a mobilização segue a campanha que teve início no sertão paraibano pelo PCCR.

No dia 21 de setembro, terça feira, de 10h, será a vez de João Pessoa com a participação de todos os policiais civis da capital e região metropolitana, se reunirão no estacionamento da Central de Polícia para abraçar a união das entidades e mostrar que não ser a segunda melhor polícia do país e a quinta melhor do Nordeste, é preciso valorizar o maior patrimônio da instituição, que é o policial civil, PCCR JÁ GOVERNADOR!

Polícia Civil Unida pelo PCCR!
PCCR JÁ !!!!
#PCCRJA #PCCRJÁ

Da Assessoria

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A guerra institucional Por Rui Leitao 

A guerra institucional Por Rui Leitao

Aguerra institucional que estamos assistindo no Brasil vem sendo provocada pelo chefe do poder executivo, que insiste em desrespeitar princípios constitucionais. Desde o início do seu mandato, o presidente da república promove ataques sistemáticos às instituições democráticas, incitando a desobediência civil.

Esquece o chefe da nação que nem o voto, nem a Constituição, lhe conferem poder absoluto. Ele teima em não respeitar os limites impostos por nossa Carta Magna, O cenário dessa crise se agravou nos últimos dias com as acusações, sem provas, de que o atual sistema eleitoral com uso de urnas eletrônicas, é passível de fraudes, responsabilizando, inclusive, ministros do STF e TSE por práticas ilícitas na intenção de prejudicá-lo nas futuras eleições.

Na minha compreensão a reação enérgica e necessária demorou a acontecer. E isso passava a falsa impressão de que as bravatas proclamadas representavam demonstração de que a ele estava garantido o poder de fazer o que quisesse, como se estivéssemos vivendo um regime autocrático. A velha história, já conhecida, de que, pela ameaça, o governante consegue impor suas vontades, mesmo que contrariando as regras que estabelecem o sistema democrático que a Constituição de 1988 nos oferece.

Um país verdadeiramente republicano não pode admitir tal “estado de coisas”. Fazer vista grossa a essa rotineira afronta às instituições, pode ser considerada ato de cumplicidade, covardia e omissão, com graves conseqüências para o Estado Democrático de Direito. Percebe-se uma indisfarçável vocação para o autoritarismo. Revela-se um promotor de discórdias, estimulando a afirmação de um ambiente de guerra fratricida. Enfrenta, de forma agressiva, governadores, prefeitos, ministros, parlamentares, jornalistas, quando não apoiam seus desejos golpistas. Esse espírito desagregador alimenta esse clima de conflito político.

Parece ser algo estratégico, porém extremamente perigoso em todos os sentidos. Tanto pela fragilidade dos seus propósitos (é sabido que não há clima para golpes, até porque não dispõe de força para tanto), quanto para a consolidação da democracia em nosso país, estabelecendo um estado de anarquia. No fim das contas, todos saem perdendo com essa inconsequente disposição em fomentar uma guerra institucional.

Os tribunais superiores afinal decidiram agir como guardiões da nossa Constituição, entendendo que notas de repúdio não bastam. Faz-se necessária uma ação que imprima freios aos arroubos antidemocráticos. Não se trata de uma questão de interesses político-partidários ou ideológicos, mas, sobretudo, de consciência cívica e de responsabilidade nacional comprometida com a democracia e o respeito à Constituição. A nenhum poder deve se dá o direito de ameaçar as instituições democráticas, julgando-se em posição de superioridade perante os demais. Cada um deve agir na conformidade de suas competências determinadas por nossa Carta Magna. Tomara que o presidente, enfim tenha compreendido isso e possamos voltar a viver um clima de harmonia e de paz, sem receio de que os ímpetos golpistas ganhem força. E que ao povo permaneça a autoridade maior de decidir, através de eleições diretas, seus representantes, tanto no poder executivo, quanto no legislativo, sem que arranjos no sistema eleitoral sejam adotados para atender interesses pessoais ou de grupos.

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Generais ministros mancham a farda do Exército; Por Valter Nogueira

Por Valter Nogueira

Generais ministros mancham a farda do Exército

O poder parece exalar uma essência irresistível capaz de embriagar qualquer mortal. Isso, talvez, explique o fato de um profissional de renome aceitar convite para um cargo em um governo que caminha na contramão da história. E ciente que enfrentará tempos adversos, podendo, inclusive, se sujeitar a humilhações e à possibilidade de ver o currículo manchado com a nódoa da incompetência.

O que faz um general de três estrelas – no topo da carreira e com reputação ilibada – se arriscar a rasgar o seu currículo e a manchar a sua história, ao aceitar ou desejar ser ministro de Estado a todo custo?

Ao que tudo indica, o desatino acontece por força da vaidade, da vontade desenfreada de alguns que buscam de todas as maneiras “aparecer” na mídia; ter um minuto de fama, por assim dizer.

No Brasil, a pandemia provocada pelo novo Coronavírus (Covid-19) trouxe à tona, entre outros males, a vaidade humana. Esta parece não resistir ao canto da sereia. Em outras palavras, o homem é inclinado à vaidade desmedida, deseja ser notado por todos, quer estar no topo etc.

–  E quando uma oportunidade surge, hein!

A fama – e muito mais o reconhecimento – é objeto de desejo de qualquer profissional. Porém, a “coisa” não pode acontecer a todo custo.

Farda manchada

1 – Primeiro, o caso do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. General da ativa que se sujeitou a humilhações de um “capitão” despreparado para, apenas, alcançar o status de Ministro de Estado.

– Mas, a que preço?

Quem não lembra da cena patética e humilhante a que se submeteu o general? Falo do episódio em que Pazuello, após ser desautorizado pelo chefe, teve que gravar um vídeo, ao lado do presidente Bolsonaro, afirmando: “Um manda e o outro obedece, simples assim!”.

–  O verdadeiro líder elogia em público e repreende em particular. No caso, o chefe Bolsonaro fez questão de repreender em público.

2 – O segundo caso parece se alinhar à máxima do ditado popular: Um não deu pra nada, o outro nem pra isso presta!

Falo do general Luiz Eduardo Ramos, chefe da Casa Civil do governo Bolsonaro. Em um áudio, o general – pasmem! – revelou ao país que tomou a vacina, ESCONDIDO.

– Isso, claro, para não “desagradar” o chefe. O presidente é chefe ou dono dele?

Os dois generais mancharam a farda do honrado Exército Brasileiro

Última

Afinal, o que há no poder de tão sedutor que as pessoas se passam a papéis pouco recomendáveis à sua biografia.

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INTELIGÊNCIA VERSUS INSENSATEZ Por Rui Leitão

Todos nós temos a ideia falsa de que pessoas inteligentes são sensatas. Nem sempre. Aliás, estamos vivenciando um tempo em que aumenta cada vez mais o número de indivíduos apontados como de bom nível de inteligência se comportando fora do que possa ser considerada atitude de bom senso. O que tem concorrido para que isso esteja acontecendo? Motivados por causas abraçadas de maneira apaixonada, abrem mão da própria racionalidade, perdendo a capacidade de discernimento.

Chegamos ao entendimento de que a inteligência não é necessariamente condição para que alguém seja sensato. Na convivência social encontramos muita gente que se acha inteligente e age com surpreendente desorientação racional. Encontram dificuldade em perceber o que é certo e o que é errado, o que é falso e o que é verdadeiro, o que é bom e o que é ruim. Incrivelmente passam a integrar o grupo dos “sem noção”, porque decidiram assumir a defesa de “pontos de vista” que fogem ao lógico, ao coerente. Tem, inclusive, quem, mesmo considerado inteligente, contraria o que nos ensina a ciência.

Fecham os olhos e se tornam impermeáveis à compreensão advinda das experiências, influenciados por interesses que lhes são momentaneamente convenientes. E não se envergonham em empunhar bandeiras que comprometem o conceito de inteligência que buscam apresentar. Seguem na marcha da insensatez pensando exclusivamente em si próprios, desprezando princípios que deveriam ser inflexíveis, como a ética, a moral, a verdade, a honestidade da consciência.

A insensatez é incompatível com a inteligência humana. Na seara política essa incompatibilidade se evidencia escancaradamente. São gritantes as manifestações de auto-engano, em prejuízo do equilíbrio racional, privilegiando informações que fortalecem crenças previamente estabelecidas. Surgem daí convicções seletivas, ainda que distantes da realidade facilmente perceptiva. É a recusa em aceitar o óbvio que não seja útil aos seus objetivos.

O problema é que muitos confundem conhecimento intelectual com inteligência. A intolerância e o negacionismo, por exemplo, são manifestações de desinteligência que muitos dos que se afirmam cultos praticam. Não basta ter sabedoria, é preciso saber usá-la. Há uma frase budista que acho bastante interessante para essa reflexão: “Os insensatos, que acreditam serem sábios, são inimigos de si mesmos; fazem más ações, das quais, por fim, só colhem frutos amargos”. Manter-se vítima da própria mentira, é a maior prova de que a insensatez não se harmoniza com o conceito de inteligência.

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POLICIAL – PROFISSÃO PERIGO; Por Francisco Nóbrega dos Santos

POLICIAL – PROFISSÃO PERIGO;
Por Francisco Nóbrega dos Santos

Quem estudou Direito Administrativo e desfrutou da oportunidade de haver,
ao menos, lido com atenção a importância do exercício do Poder de Polícia, de modo
especial, nas páginas bem elaboradas pelo Mestre Helly Lopes Meireles, no livro
“DIREITO ADMINISTRATIVO BRASILEIRO, decerto terá uma noção da forma bipartida e
a atuação da Polícia Judiciária nesse contexto.

Didaticamente é fácil distinguir o poder de Polícia Administrativa, exercido pelo
executivo na atuação dos órgãos fazendários e fiscalizadores, definidos como ação
coercitiva, na proteção de bens e da coletividade. Atua, de forma especial, com força
vinculante preventiva e coercitiva. Obviamente restrita ao ato da administração.
Todavia, nessa birrepartição, faz distinção entre o Poder da Administração e o
poder político. O poder Político destinado à Polícia Civil, atua, de forma destacada, nas
ações inerentes ao Poder Judiciário, ao Ministério Público, de forma repressiva,
ostensiva, preventiva e coercitiva, na manutenção da ordem e da segurança da
coletividade.

Daí é de se observar que a pré-falada divisão é prerrogativa que faz distinção
entre a Polícia Judiciária e a Polícia Administrativa. Obviamente O poder Político se
manifesta através da Polícia Civil, com a importante atuação de investigar, periciar,
apreender, prender e de instaurar processo criminal, como a parte mais eficaz após a
“notitia criminis” quando emerge a fase preliminar da apuração de fatos ou atos que
constituam crimes previstos na Legislação Penal, inseridos na Constituição.
Na mesma linha desse raciocínio apresenta-se a força ostensiva, preventiva e,
sobretudo, coercitiva que é a parte mais delicada dessa função de riscos e desafios.
A Polícia Civil, composta de funções das mais diversas, na fase processual penal,
tais como delegado, escrivão, peritos, agentes e outras do gênero, vivem na zona
vermelha, denominada, zona perigosa, onde há, necessariamente, o confronto e o
risco de sobrevivência ou de mutilação, na arriscada missão.

No lado crucial dessas circunstâncias é de se vislumbrar a desigualdade entre a
intensidade do trabalho desses heróis anônimos, num distanciamento entre a
realidade e o reconhecimento das autoridades governamentais, ante a incompreensão
no tocante às tarefas que cabem a esses heróis, guerreiros e, acima de tudo, guardiões
da sociedade, da comunidade e das instituições.

Basta, numa visão simples, avaliar a distância entre seu exaustivo e temerário
trabalho e a remuneração pelos serviços. Porém os fatos fogem à visão dos poderes e

a situação em que vivem ou sobrevivem esses destemidos guerreiros. Muitos
enclausurados numa delegacia ou outro recinto afim. Algumas vezes na iminência de
serem atacados por quadrilhas, grupos ou facções, sem a visão dos gestores.
Desse modo, até a presente data, o Estado da Paraíba paga a pior remuneração
do Nordeste e a menor de todo o Brasil. È importante ressaltar que temos a atuação
da Polícia como uma das mais eficientes do Nordeste, condição essa que faz com que o
povo confie e acredite na sua ação. E esses dedicados servidores arriscam suas vidas
para proteção à sociedade, notadamente quando se sabe que as leis penais do País são
generosas com o crime, colocando, em breve tempo, nas ruas seres nocivos à
sociedade, o que faz crescer os riscos daqueles que se arriscam nessa PROFISSÃO
PERIGO.

www.reporteriedoferreira.com.br     Por Francisco Nóbrega dos Santos-Jornalista,advogado e escritor.