A ONDA CRESCENTE DO ANTISSEMITISMO Por Rui Leitao 

Publicado no jornal A UNIÃO edição de hoje:

A ONDA CRESCENTE DO ANTISSEMITISMO Por Rui Leitao

No dia 10 de novembro de 1938 a onda de violência anti-semita alcançou seu estágio de maior intensidade, em toda a Alemanha, na Áustria então anexada e em algumas áreas da Tchecoslováquia ocupadas por tropas alemãs, quando foram quebrados vidros das janelas das sinagogas, das casas e empresas que pertenciam aos judeus. Esse acontecimento ficou conhecido como “A Noite dos Cristais Quebrados”.

As autoridades alemãs informaram que os ataques ocorreram como uma reação popular em resposta ao assassinato de Ernst vom Rath, um diplomata alemão lotado em Paris. Os massacres da Noite dos Cristais Quebrados foram instigados pelo Ministro da Propaganda de Hitler, Joseph Goebbels, que, em discurso pronunciado logo após a morte do diplomata, assim se manifestou: “o Fuhrer decidiu que as manifestações não deveriam ser preparadas ou organizadas pelo Partido, mas na medida em que elas irrompessem espontaneamente, não deveriam ser impedidas”. A mensagem foi compreendida como uma determinação para que se desencadeasse a violência.

267 sinagogas foram destruídas e incendiadas, 7.500 estabelecimentos comerciais de propriedades judaicas tiveram suas mercadorias saqueadas e 91 judeus mortos. Além disso, o governo nazista confiscou todos os pagamentos dos seguros devidos aos judeus, cujas empresas e residências foram saqueadas. Esse foi o saldo da tragédia. Dias depois foram promulgadas dezenas de leis e decretos privando os judeus de suas propriedades e de seus meios de subsistência e proibidos de possuírem carteira de motorista e de frequentarem teatros, cinemas e salas de concerto. Era a política da “arianização”, com a transferência desses bens para a população considerada “ariana”. Nos anos seguintes o regime nazista ampliou as medidas que objetivavam eliminar inteiramente os judeus da vida econômica e social alemã. “A Noite dos Cristais Quebrados” foram o marco histórico que deu início efetivamente ao processo de perseguição aos judeus pela Alemanha nazista.

O antissemitismo que surgiu primeiramente sob pretextos religiosos na Idade Média, a partir do século XIX assumiu a forma de nacionalismo, até se tornar uma ideologia nazista.

A Guerra do Oriente Médio, entre o grupo islâmico terrorista Hamas e o governo de Israel, tem provocado um aumento das manifestações antissemitas em todo o mundo, As explosões do antissemitismo em vários países, provocando uma onda de ódio global, estão sendo intensificadas pela resposta indiscriminada de Israel à Faixa de Gaza pelos assassinatos terroristas contra civis israelenses pelo Hamas, em 7 de outubro. As cenas de atrocidades promovidas pelas forças militares israelenses em comunidades palestinas têm despertado uma antipatia pública por Israel no estrangeiro.

Quase um século após “A Noite do Cristais Quebrados” e o Holocausto, que matou em torno de 6 milhões de judeus europeus, o antissemitismo revive com força, se voltando contra os judeus de todo o mundo, por conta das ações genocidas do governo de Israel. Os massacres perpetrados na Faixa de Gaza protagonizam uma tragédia humana, na qual civis se tornam vítimas inocentes, sem qualquer responsabilidade pela deflagração da guerra.

A questão israelo-palestina, sem dúvidas, possui uma complexidade histórica, geográfica e política que pouca gente tem conhecimento, mas fica tomando partido por preferências ideológicas ou religiosas. E o pior é que se transformam em divergências que levam à violência. A história do antissemitismo nunca termina, ela apenas adormece por algum tempo e reaparece ameaçando o mundo, com culpados de ambos os lados da contenda.

www.reporteriedoferreira.com.br    Por Rui Leitão- jornalista, advogado, poeta e escritor




FEITIÇO CONTRA FEITICEIRO Por Gilvan de Brito

FEITIÇO CONTRA FEITICEIRO Por Gilvan de Brito
Nesta vitoriosa campanha do Fluminense até a conquista do maior e melhor campeonato das Américas, um jogador argentino teve o destaque merecido pela atuação, pelos gols e pela vitalidade que contaminou os companheiros, em todos os jogos, tornando-se o artilheiro desse certame e artilheiro do Fluminense.
Refiro-me a German Cano, que nasceu para o futebol e impressionou a todos os que o viram jogar, no Brasil. O mesmo não aconteceu na sua terra natal, a Argentina, onde nunca foi convocado para a seleção e, também, não foi prestigiado. Isso aconteceu aos 36 anos, no Brasil, onde começou no Vasco da Gama, transformando-se no principal artilheiro e, depois, no tricolor das Laranjeiras, onde vem demonstrando um desempenho impecável, superando em números – em apenas dois anos – os gols do grande ídolo Fred.
Os argentinos do Boca, arrogantes pelo costume de ganhar sempre a Libertadores, receberam o antídoto contra o seu veneno, de outro compatriota, ao dar a volta por cima justamente contra o maior time do seu país, o Boca. Pela forma como exultou nas comemorações após o primeiro gol da partida de ontem, Cano demonstrou que aquele foi, provavelmente, o maior gol da história de sua longa carreira, que só agora, no Brasil, é reconhecida.
www.reporteriedoferreira.com.br Por Gilvan de Brito- Jornalista, advogoado, poeta e escritor



Mais um lançamento: “Filosofia Pura”, Por Gilvan de Brito

Mais um lançamento: “Filosofia Pura”, o resultado de um pensamento pronto e acabado com a utilização da pesquisa, da investigação, da reflexão e da epistemológia para buscar pela sabedoria os segredos da vida e da morte, fatos de natureza moral e social, tudo que é percebido pelos sentidos e pela consciência e os mecanismos do cosmos. Como atividade científica, a filosofia (lógica dedutiva, partindo do geral para o particular) representa o produto de uma pesquisa objetiva e racional visando descobrir a verdade a respeito do funcionamento das coisas que nos cercam.
Antes de Sócrates a investigação era realizada empiricamente para tentar explicar o mundo, os fenômenos naturais e suas transformações: (Tales de Mileto, Demócrito, Heráclito, Anaximandro e Parmênides). Os socráticos que vieram em seguida desejavam saber como tudo começou: (Pitágoras, Sócrates, Platão e Aristóteles). O período que se seguiu, chamado helenístico, difundiu a cultura grega além-Mediterrâneo, desenvolveu a ciência e se muniu de outros instrumentos e métodos para as suas análises e pesquisas (Marco Aurélio, Sêneca, Epíteto, Lucano, Pirro de Elis, Antístenes, Diógenes de Sínope, Euclides e Arquimedes).
Embora tenha surgido na Grécia Antiga, a filosofia trouxe raízes e ensinamentos do Egito, da China e da Ásia Menor (Turquia). Teria, pois, que retornar às origens de alguma forma. Neste terceiro período, iniciou-se, então, a propagação da cultura grega entre o Mediterrâneo, o Médio Oriente e a Ásia Central, desenvolvendo-se com maior intensidade e vigor em Roma, onde se elevou para exercer o predomínio de toda a região. Isso graças a Alexandre, o Grande, discípulo de Sócrates que, ao conquistar as principais cidades antigas, difundiu a cultura grega por onde passou. O livro, didático, permite ao leitor , ao terminar de lê-lo, falar com qualquer pessoa a respeito da Filosofia. Custa 14,90 e pode ser solicitado no site acima, da Amazon.
www.reporteriedoferreira.com.br Por Gilvan de Brito- Jornalista,



A TENTAÇÃO AUTORITÁRIA Por Rui Leitao 

A TENTAÇÃO AUTORITÁRIA Por Rui Leitao

Impressiona como a tentação autoritária se faz presente na consciência política de boa parte da população brasileira. Os arrivistas estão por aí pregando a ruptura democrática, sonhando com um poder militarizado, ainda que a experiência recente com fardados na política e em cargos públicos tenha sido desastrosa. Não se desfez o desejo, por alguns, de ver o Brasil mergulhado numa quartelada. A democracia está a todo instante sendo ameaçada.

 

O fantasma do totalitarismo continua nos rondando. A apologia aos regimes ditatoriais tornou-se estratégia de marketing política, porque a extrema direita saiu do armário sem qualquer constrangimento. E surge procurando apresentar uma imagem de cordialidade, de moralismo, alicerçada em fundamentalismo religioso, apesar de, contraditoriamente, se utilizar da retórica da violência, do desrespeito aos direitos humanos, dos preconceitos e do ódio a quem pensa diferente. E o pior é que esses arroubos totalitários têm recebido a chancela do maior símbolo da democracia: o voto. Ainda bem que na última eleição para presidente conseguimos ser majoritários, mas muitos reacionários conquistaram assentos no parlamento, procurando dificultar a adoção de pautas políticas progressistas.

 

Parte do eleitorado se mantém seduzida pelo discurso retrógrado da extrema direita. Sabemos que o militarismo no Brasil tem origem no Império. E a República se instalou através de um golpe militar. Em nome do que julgam ser a necessidade de impor a normalidade democrática, temos visto, ao longo da nossa história, a repetição de intervenções militares, com manifestações populares que antecedem aos golpes. O imaginário do militarismo se mantém firme em considerável parcela do eleitorado brasileiro.

 

Com isso temos um país dividido. Pacificar a Nação é uma tarefa histórica a ser desafiada. Mas não está sendo fácil. Conseguiram plantar a semente da discórdia e do confronto político-ideológico nas famílias e em qualquer ambiente social. Caberá às futuras gerações conter essa “tentação totalitária” que se vê latente entre nós. Não podemos aceitar a naturalidade com que se encara a exclusão social, política e cultural dos que não estão na escala superior da sociedade. É inadmissível o estímulo à violência. Inaceitável a idéia do pensamento único, sem permitir as divergências e o contraditório, tão essenciais ao exercício da democracia plena.

 

O totalitarismo tem como objetivo maior enfraquecer os princípios fundamentais da democracia. Há um trabalho articulado visando concentrar o poder e eliminar adversários necessários ao jogo democrático, seja no Legislativo, seja no Judiciário, seja na sociedade civil. É muito preocupante testemunhar chefes de estado que agem para provocar a erosão da democracia. A governança democrática precisa ser fortalecida para que, assim, possamos resistir aos ímpetos totalitários. Proteger a ordem democrática é a palavra de ordem para enfrentar os golpistas de plantão.

 

As lideranças políticas alcançadas pela tentação autoritária emergem como compulsão humana para se fixar na ignorância, esquecendo que são providos de inteligência. Será que são mesmos? Mas acham chique manifestarem-se ignorantes, comportando-se como fanfarrões irresponsáveis e incivilizados. A tentação totalitária nasce do deslumbramento do poder. Querem ser absolutos. A partidarização dos quartéis e o enfraquecimento das instituições democráticas foram experimentados com redundante fracasso, mas deixaram fieis apoiadores que se recusam a enxergar o óbvio. No momento presente já é possível distinguir os militares que rejeitam a aventura golpista e aqueles que conservam elevado espírito autoritário herdado dos anos de chumbo que vivenciamos na segunda metade do século passado. Líderes retiram as máscaras de democratas e optam pelo populismo que descamba para o autoritarismo. Pregando um ideário conservador e salvacionista lançam propostas de endurecimento do regime.

 

Acabemos com a guerra das patrulhas ideológicas. Nas democracias constitucionais os fins não justificam os meios. O poder sem limites leva à barbárie. Afastemos, pois, esses, ainda permanentes, delírios autocráticos. E que VIVA A LIBERDADE. DITADURA NUNCA MAIS.

www.reporteriedoferreira.com.br Por Rui Leitão- Jornalista, advogado, poeta e escritor




Casa onde morou João Pessoa na Praça da Independência Por Sérgio Botelho

PARAHYBA DO NORTE E SUAS HISTÓRIAS.
Casa onde morou João Pessoa na Praça da Independência Por Sérgio Botelho
Há uma casa de valor histórico na Praça da Independência, em João Pessoa, que, igualmente a tantas outras, é vista diariamente por milhares de pessoas, as quais, em grande parte, não têm a menor ideia do que ela representa. No lado sul da praça, por onde trafega a maioria dos ônibus com destino à zona leste da cidade, foi lá que morou o ex-presidente do Estado, João Pessoa, e de onde partiu, para não mais voltar, em viagem ao Recife, quando foi morto pelo advogado João Dantas, em 26 de julho de 1930.
A bem da verdade, o ilustre morador ali residia por um breve período, em tempo de reformas no Palácio do Governo, na Praça João Pessoa, oficialmente local onde moravam os presidentes paraibanos desde os tempos de província, ainda no Brasil Imperial. O imóvel, segundo dizem os órgãos preservacionistas, foi construído na década de 1920, época em que também a praça foi entregue à população de Parahyba do Norte, em comemoração ao centenário da Independência do Brasil.
Antes de servir de residência provisória ao presidente João Pessoa, a bela construção foi moradia de um cidadão de nome Tranquilino Monteiro. Tratava-se de um bem-sucedido comerciante de algodão, commodities largamente produzida na Paraíba e em alta no mercado brasileiro e internacional, naquele momento. Mas, assim como o algodão fez muita gente rica, no estado, sua decadência deixou um rastro de falências e pobreza como resultado. Aconteceu exatamente isso com o proprietário do palacete, que se viu obrigado a alugá-lo ao poder público estadual. Tempos depois, foi comprado pelo industrial Otávio Ribeiro Coutinho e, em 1980, terminou vendida ao governo do estado.
Conforme explica o Departamento de Arquitetura da Universidade Federal da Paraíba, por meio do Memória João Pessoa, a edificação, que tem área de 2.800 m², enquanto sua parte coberta é de apenas 450 metros quadrados, “possui características próprias das construções de sua época, apresentando elementos Art Nouveau como, por exemplo, a curvatura de algumas das suas aberturas e o gradil de ferro que arremata seu muro frontal”. Hoje está restaurada e integra, com destaque, a paisagem local, além de prestar inestimável serviço na condição de Museu da Cidade de João Pessoa.
O referido museu inclui sala com móveis pertencentes à família do então presidente João Pessoa, também um bureau de trabalho dele e a mesa onde foi morto no Café Glória, em Recife. Guias contam as histórias do ex-presidente e da cidade, enquanto os visitantes passeiam pelas diversas salas da exposição permanente do órgão. O casarão foi tombado através do decreto nº 8.634, de 26 de agosto de 1980 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba.
www.reporteriedoferreira.com.br Por Rubens Nóbrega- Jornalista, poeta e escritor.



A INAUGURAÇÃO DO HOTEL TAMBAÚ Por Rui Leitao 

Publicado no jornal A UNIÃO edição de hoje:

A INAUGURAÇÃO DO HOTEL TAMBAÚ Por Rui Leitao

Enfim o Hotel Tambaú estava pronto. Como dizia o Governador Ernany Sátiro, “A Paraiba abria as portas para o turismo”. A cidade ganhava o seu mais novo cartão postal. O projeto arquitetônico, que levava a assinatura de Sérgio Bernardes, chamava a atenção, não só por sua singular forma arredondada, mas por ter sido construído nas areias da praia, algo inusitado.

Certamente, na atualidade, não se permitiria a sua construção. Na época, João Pessoa não possuía ainda o seu Plano Diretor, que só veio a existir em 1974. Portanto, não havia ilegalidade na sua edificação. Hoje os ambientalistas se insurgiriam contra, por considerá-lo uma agressão à natureza.

Construído, o governo do Estado vendeu o equipamento turístico à Companhia Tropical de Hotéis. Também não se questionou a forma da operação de venda, mesmo sem concorrência pública.

A inauguração aconteceu na noite do dia 11 de setembro de 1971, com uma festa de que só participaram personalidades convidadas. O povo não teve acesso, o que se entendia como conveniente para preservar a sua estrutura física. Não era um evento adequado à participação popular. Presentes o Governador que concluiu a obra, Ernany Sátiro, e o Governador que deu início e teve a ideia da sua construção, João Agripino. Naquela noite o cinema, também inaugurado, exibiu o filme “O Aeroporto.

Na véspera, os novos proprietários do hotel ofereceram um almoço às autoridades. Ocorreu um fato que causou certo constrangimento: o Padre Zé Coutinho teria sido barrado à entrada do restaurante. Ao tomar conhecimento do que acontecera, o governador Ernany Sátiro manifestou seu desagrado e comunicou a decisão de levar o sacerdote que havia sido impedido de comparecer ao almoço, para a solenidade de inauguração, e que seria ele o responsável pela bênção religiosa do hotel, mesmo com a presença do Arcebispo Dom José Maria Pires. Essa foi a forma que a principal autoridade do Estado encontrou para desagravar o Padre Zé.

O quadro de empregados era quase na sua totalidade formado por paraibanos, selecionados pelos profissionais de recursos humanos da Companhia Tropical de Hotéis. Em frente se instalou uma praça de táxis, com dez Opalas, cujos motoristas foram especialmente treinados para prestarem serviços aos turistas.

Nós, que não tivemos a oportunidade de participar da festa da inauguração, só podemos conhecer a parte interna do hotel dias depois, em visitas permitidas ao público, de forma a evitar aglomerações que comprometessem o seu funcionamento normal, nem perturbassem os hóspedes. No entanto, tornou-se motivo de orgulho para todos nós paraibanos. O Hotel Tambaú é classificado como uma das obras clássicas da arquitetura brasileira.

Lamentavelmente esse cartão postal de nossa cidade se encontra abandonado, sendo deteriorado, embora se saiba que há interesses empresários em fazê-lo voltar a funcionar. Estamos na torcida para que isso, de fato, possa acontecer.

www.reporteriedoferreira.com.br Por Rui Leitão- jornalista, advogado, escritor ,poeta.




O VERBO E A VERBA – DESENCONTRO DE UM CASAL. Por Francisco Nóbrega dos Santos

O VERBO E A VERBA – DESENCONTRO DE UM CASAL.

Por Francisco Nóbrega dos Santos

 

VERBO, vocábulo derivado do latim “verbum, que se traduz em “palavra” definido na semântica como ação, modo, estado, forma, etc.” Desde a formação do mundo que o verbo simboliza o “DEUS PAI, TODO PODEROSO QUE FEZ O CÉU E A TERRA.” Expressa-se, de forma conotativa  que a palavra denota o sentido “ O verbo se fez carne e habitou entre nós”. O significado todos sabem. 

Com a evolução do tempo e a natural transformação dos fatos e dos atos dos serem humanos, o verbo e a verba, em alguns momentos, uniam-se  com objetivos mais diversos, dentre tantos para simbolizar a equação da economia denominada “equilíbrio” onde demonstra que não deve haver gasto sem o recurso financeiro disponível ou a disponibilizar. É o princípio que norteia o orçamento público.

VERBA, é traduzida em dinheiro, moeda, disponibilidade financeira, produto de troca ou intercâmbio, recursos orçamentários nas dotações públicas expressas em diretrizes de gastos controlados por lei em orçamentos (público ou privado). Isso significa que no papel formam um casal unido.

Separam-se, todavia, quando os interesses pessoais se sobrepõem ao dever público, e os artifícios ocultos nos atos  disfarçados nas palavras “verbos” pluralizadas gramaticalmente para a malversação do dinheiro público. É prática utilizada pela maioria, infelizmente, dos gestores. Muitos desses por nós escolhidos num sufrágio nas urnas ou outra forma de escolha, onde o verbo é flexionado para utilizar, ou desviar, a verba dando-lhe destino diverso da finalidade. É o que, via de regra, constitui a conjugação do “verbo” lutar pelo poder da verba.

Viveu, aqui, um político, de saudosa memória, que não necessitava do poder para viver ou sobreviver. pois  nos anos 60 editou um livro “PODER, ALEGRIA DOS HOMENS” cuja obra, em tese demonstrava o sentido de se gastar uma fábula para ocupar um mandato que, muitas vezes,  a remuneração firmada em subsídios, rendimentos esses que não atingiriam, ao longo de um mandato, um terço dos gastos de campanha eleitoral.

Daí se justifica essa verdadeira guerra pelo poder, unindo ou desunindo gerações (ou facções), com o objetivo de colocar a mão numa fabulosa soma de recursos – Fundo Eleitoral – a ser utilizada para remunerar alguns, em detrimento de um povo por demais massacrado ante uma enorme carga tributária e uma injusta distribuição das rendas que se destinam a tornar os ricos mais ricos e classe pobre cada vez mais sufocada.

No Brasil a política tornou-se uma profissão onde os minguados recursos da classe menos privilegiada, são fatiados para custear as despesas a que não deu causa mas arca com o ônus. E assim o povo brasileiro, avaliza uma grande conta para financiar os gastos com os agentes políticos que se tornarão agentes públicos admitidos sem concurso e custeados por aqueles que lhes deram empregos vitalícios e  direitos hereditários. Calma! Isso ainda não é PANDEMIA. Só existe no BRASIL.




PARAHYBA DO NORTE E SUAS HISTÓRIAS Por Sergio Botelho

Sergio Botelho

PARAHYBA DO NORTE E SUAS HISTÓRIAS. A histórica e mística Praia da Penha
Sérgio Botelho – No começo aquele espaço do Litoral Sul de João Pessoa era conhecido, segundo nomeação indígena, como Praia de Aratu, que referenciava uma das espécies comestíveis de caranguejo. Depois dos índios, pescadores sedentários a ocuparam, formando uma das primeiras vilas do litoral pessoense.
Ainda que estejamos há séculos desses primeiros habitantes fixos, os moradores da praia pessoense ainda se comportam como uma comunidade marcadamente tradicional. Portanto, a pesca ainda é a principal atividade praticada pela comunidade, mas evoluindo para o comércio do produto e a exploração de bares e restaurantes muito simples e rústicos, porém bastante apreciados, principalmente em virtude do turismo religioso, a partir do Santuário da Penha.
Foi justamente a espiritualidade que mudou a denominação de praia de Aratu para da Penha, sob inspiração da capela erguida no século XVIII, em glorificação à Nossa Senhora dessa forma nomeada. Com o acréscimo, desde o início da década de 1950, da famosa escadaria da Penha, que chega a ser um espetáculo à parte. Embora a religiosidade dos pescadores locais não esteja restrita à santa já que todos os anos, em 29 de junho, uma procissão de barcos dedicada a São Pedro (considerado pelo catolicismo como o primeiro bispo de Roma, vale dizer o primeiro papa) transporta a imagem do santo até a praia de Tambaú, onde outro cortejo, agora por terra, a conduz até o templo dedicado ao ícone religioso.
Para o atual sucesso da Praia da Penha também concorre a presença de turistas, apenas para desfrute do sol e do mar. É que na região sobrevivem quase íntegras partes dos cenários naturais litorâneos brasileiros, a exemplo de alguns pedaços da Mata Atlântica. No mar, com águas tranquilas e mornas, como em todo o litoral paraibano, é preciso força de vontade ao banhista para sair.
E, nas baixas das marés, tem um passeio muito especial que pode ser feito em barcos ou catamarãs, até umas ‘piscinas’ que se formam nos recifes de corais, com inevitáveis comparações ao Caribe. Contudo, é preciso reconhecer que o elemento efetivamente transformador da vida local foi mesmo a devoção a Nossa Senhora da Penha e suas romarias ao santuário ali existente, a partir da capela setecentista, especialmente a do final do mês de novembro. Por tudo isso, uma praia de muita história, fortes atrativos turísticos e muita religiosidade a da Penha!
www.reporteriedoferreira.com.br Por Sérgio Botelho, jornalista, poeta e escritor



A PREGUIÇA MENTAL Por Rui Leitao 

A PREGUIÇA MENTAL Por Rui Leitao

O comodismo nos induz à preguiça mental. O efeito disso é a procrastinação de atitudes que mereciam ser tomadas em benefício próprio. É quando se insiste em não encontrar respostas para os problemas dentro de si mesmo e fica numa posição de passividade, deixando que outros encontrem as soluções para os seus dilemas. A inatividade do pensar permite que ideias alheias sejam aceitas sem que o indivíduo as discuta consigo mesmo.

Agindo assim, na inércia do pensar, fica potencializada a incapacidade de distinguir o que é certo e o que é errado, e as ações individuais passam a ser determinadas pelo que os outros decidem. Quem não tem opinião própria perde a individualidade, porque é influenciado pelas mentiras primárias a que tem acesso. É assim que os tiranos conseguem formar um povo encabrestado. Uma sociedade que se nega a raciocinar, questionar, interpelar, criticar, torna-se escravizada, submetendo-se pacificamente aos discursos autoritários. Leva o oprimido a ter a falsa sensação de que está protegido, seguro, e, por isso mesmo, amedrontado diante das alternativas de mudanças que lhes sejam apresentadas.

A preguiça mental remete ao pecado contra a sabedoria, perdendo a noção do que seja prudência e bom senso. Reside aí o perigo de ser arrastado pela irracionalidade que cega. O preguiçoso mental movimenta-se como se fosse uma folha seca que é carregada pelo vento. Faz sempre a opção que lhe dê menos trabalho, que exija menos esforço, que o exima de ir para o campo da batalha. É, portanto, um egoísta por excelência. O ócio é uma de suas fontes de prazer.

O pensar ativa a razão. O exercício do pensamento crítico desliga o viver no automático e energiza o sistema deliberativo sobre as escolhas que são oferecidas para o caminho da própria vida, com decisões inteligentes e autônomas. Estamos vivendo um tempo em que as pessoas se entregam facilmente aos estímulos sociais e exteriores, sem que se faça uma reflexão sobre as suas conveniências e consequências. Conduzidas, então, pelas circunstâncias.

A preguiça mental é o melhor formador de um espírito alienado, aparvalhado, afastado dos seus próprios interesses. Não há evolução em nada sem o esforço do pensamento. Que não percamos nunca a liberdade de pensar.

Rui Leitão

O comodismo nos induz à preguiça mental. O efeito disso é a procrastinação de atitudes que mereciam ser tomadas em benefício próprio. É quando se insiste em não encontrar respostas para os problemas dentro de si mesmo e fica numa posição de passividade, deixando que outros encontrem as soluções para os seus dilemas. A inatividade do pensar permite que ideias alheias sejam aceitas sem que o indivíduo as discuta consigo mesmo.

Agindo assim, na inércia do pensar, fica potencializada a incapacidade de distinguir o que é certo e o que é errado, e as ações individuais passam a ser determinadas pelo que os outros decidem. Quem não tem opinião própria perde a individualidade, porque é influenciado pelas mentiras primárias a que tem acesso. É assim que os tiranos conseguem formar um povo encabrestado. Uma sociedade que se nega a raciocinar, questionar, interpelar, criticar, torna-se escravizada, submetendo-se pacificamente aos discursos autoritários. Leva o oprimido a ter a falsa sensação de que está protegido, seguro, e, por isso mesmo, amedrontado diante das alternativas de mudanças que lhes sejam apresentadas.

A preguiça mental remete ao pecado contra a sabedoria, perdendo a noção do que seja prudência e bom senso. Reside aí o perigo de ser arrastado pela irracionalidade que cega. O preguiçoso mental movimenta-se como se fosse uma folha seca que é carregada pelo vento. Faz sempre a opção que lhe dê menos trabalho, que exija menos esforço, que o exima de ir para o campo da batalha. É, portanto, um egoísta por excelência. O ócio é uma de suas fontes de prazer.

O pensar ativa a razão. O exercício do pensamento crítico desliga o viver no automático e energiza o sistema deliberativo sobre as escolhas que são oferecidas para o caminho da própria vida, com decisões inteligentes e autônomas. Estamos vivendo um tempo em que as pessoas se entregam facilmente aos estímulos sociais e exteriores, sem que se faça uma reflexão sobre as suas conveniências e consequências. Conduzidas, então, pelas circunstâncias.

A preguiça mental é o melhor formador de um espírito alienado, aparvalhado, afastado dos seus próprios interesses. Não há evolução em nada sem o esforço do pensamento. Que não percamos nunca a liberdade de pensar.

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EU PREFIRO FICAR DO LADO DA PAZ Por Rui Leitao 

EU PREFIRO FICAR DO LADO DA PAZ Por Rui Leitao

 

Eu costumo não ter lado quando recebo notícias de guerras deflagradas. A estupidez de um confronto bélico entre nações não me permite tomar partido por qualquer um dos lados. De ambos os lados vemos famílias dilaceradas, inocentes serem assassinados, corações destruídos, filhos sem pais, etc. Nada justifica esses atos de barbárie.

 

Na guerra do Oriente Médio iniciada recentemente, não vejo como entender que um dos oponentes esteja com a razão. A iniciativa do grupo terrorista Hamas, no ataque a Israel, é condenável em todos os sentidos. Porém, a reação do governo israelense é tão incivil quanto a do grupo terrorista palestino. Não há contexto histórico, ou explicações político-ideológicas, nem convicções de fundamentalismo religioso que expliquem tal desumanidade.

 

O ataque do Hamas à população civil de Israel é abominável e de acordo com o direito internacional se configura um crime de guerra. No entanto, a extrema direita de Israel, comandada por Netanyahu, com o interesse político de bloquear a formação do Estado Palestino, considera os habitantes da área territorial da Faixa de Gaza como massa excedente, que precisa desaparecer, com bombardeios matando milhares de palestinos que não são terroristas como os integrantes do Hamas. Não estão sabendo separar o joio do trigo.

 

São povos irmãos que se tornaram inimigos. É inadmissível o genocídio que está sendo praticado na Faixa de Gaza, assim como também é intolerável o violento ataque que o Hamas tem produzido a civís de Israel. Deus não tem favorito nessa guerra. Porque Deus é amor. Jesus foi um pregador da paz e da fraternidade. O conflito entre Israel e Palestina existe há muitos anos e afeta a vida de milhares de pessoas. O Israel bíblico não é o Israel governado pelo extremista Netanyahu. Nem os terroristas do Hamas representam a causa palestina. Agora, o que se vê, é muito mais do que uma guerra, é um massacre humano mútuo, uma barbárie sem precedentes.

 

É preciso encontrar uma solução pacífica em que palestinos e israelenses entendam que é importante respeitar os limites estabelecidos para a coexistência de duas nações. Abdicarem, de uma vez por todas, do exercício da política de terror, onde as maiores vítimas são civis, principalmente idosos e crianças, que nada têm a ver com os propósitos políticos dos governantes que patrocinam o conflito. Como usar o nome de Deus praticando ações de destruição e morte? É inconcebível isso. Não é uma questão de ficar em cima do muro, é a de defender a retomada do processo de paz no Oriente Médio. Posso desagradar alguns que já fizeram sua escolha de lado nessa guerra. Eu prefiro ficar do lado da paz.

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