SINDSPOL-PB, recebe a visita do Presidente da COBRAPOL.

 

O presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado da Paraíba -SINDSPOL-PB, Antônio Erivaldo Henrique de Sousa juntamente com o Diretor Financeiro Antonio Targino da Costa Neto, receberam na sede própria do Sindicato a honrosa visita do Companheiro LEANDRO BARBOSA ALMEIDA Presidente da Federação Regional do Policiais Civis da Região Norte e Diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores Policiais Civis – COBRAPOL.

O presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado da Paraíba -SINDSPOL-PB, Antônio Erivaldo Henrique de Sousa juntamente com o Diretor Financeiro Antonio Targino da Costa Neto, receberam na sede própria do Sindicato a honrosa visita do Companheiro LEANDRO BARBOSA ALMEIDA Presidente da Federação Regional do Policiais Civis da Região Norte e Diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores Policiais Civis – COBRAPOL.

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A tragédia do pensionato da rua 13 de Maio Por Sergio Botelho

PARAHYBA DO NORTE E SUAS HISTÓRIAS.
A tragédia do pensionato da rua 13 de Maio
Sérgio Botelho-Jornalista, historiador, poeta e escritor
– A madrugada de 18 de março de 1981 ficou guardada na memória da cidade de João Pessoa como um momento trágico. As chuvas torrenciais que caíram sobre a capital paraibana, durante todo o dia, e fizeram com que o rio Jaguaribe subisse dois metros, inundado comunidades ribeirinhas, também foram responsáveis pela morte de uma jovem cearense do Crato que estudava em João Pessoa.
Regina Cláudia Borges Salviano, de apenas 19 anos, foi vítima do temporal enquanto dormia em um pensionato de moças na Rua 13 de maio, no Centro. Em meio à chuva, o piso do seu quarto cedeu e, assim, ela caiu diretamente dentro de um canal de águas pluviais que corria por baixo da casa. Uma outra amiga de quarto, Verônica Alves de Sousa, que também foi levada pelas águas, teve a sorte de ser conduzida através de outro segmento da galeria, terminando dentro da Lagoa e sendo salva. Outra pessoa caiu na galeria, mas permaneceu nas proximidades do quarto, socorrida por meio de uma escada. Tão logo a tragédia aconteceu, o Corpo de Bombeiros foi acionado e as buscas nas galerias próximas à Lagoa do Parque Solon de Lucena, completamente inundado pelas águas da chuva, duraram mais de 13 horas.
Até que o corpo da moça fosse encontrado, encalhado numa bifurcação de galerias, milhares de pessoas se postaram no parque, a maioria rezando. O então arcebispo da Paraíba, Dom José Maria Pires, orientou todas as paróquias da cidade para que houvesse momentos de oração, pela moça, durante as missas matinais. A galeria que desmoronou vinha do Ponto de Cem Reis, atravessava a Visconde de Pelotas passando por baixo dos prédios que ficavam no trajeto, inclusive o do Banorte e o do CompreBem, atravessando o subsolo da 13 de maio e das casas no caminho para a Lagoa. Uma dessas casas era justamente a do pensionato onde estava a moça.
Nas avaliações que foram feitas na galeria, depois, os engenheiros detectaram em vários trechos o arruinamento da parte de baixo da tubulação, o que tornava frágil todo o conjunto da obra, resultando na tragédia. Ou seja, falta de manutenção, o que seria providência obrigatória do poder público, que não fora empreendido no tempo necessário. Até hoje a história ainda comove as pessoas que a viveram na época, e fui buscá-la em sua inteireza nas edições de A União, de 19 e 20 de março de 1981, após ter sido lembrado da data pela minha amiga Babyne Gouvêa, aqui no Facebook, quando em passant toquei no assunto, ao abordar o Pietro’s.
(Foto da época, de A União, mostra a multidão em frente à casa onde ocorreu a tragédia, na rua 13 de Maio. A outra, atual, é do prédio que ocupa o terreno que foi do pensionato)
www.reporteriedoferreira.com.br Por Sérgio Botelho- Jornalista, poeta, historiador e escritor



O Vermelho e Branco do Esporte Clube Cabo Branco Por Sérgio Botelho

PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. O Vermelho e Branco do Esporte Clube Cabo Branco
Por Sérgio Botelho
– O folião podia até estar borocoxô, mas quando o dia ia raiando e, então, a orquestra fazia soar os pistons, e entrava para valer com a Vassourinha, aí, meu amigo, haja emoção! Estava terminando mais um Vermelho e Branco no tradicional Esporte Clube Cabo Branco, concluindo a folia pra cima, em altos decibéis, no pique! Abraçados, os casais respondiam à orquestra como se tivessem recebido um passe extra de energia. O Vermelho e Branco, tradição do Clube Cabo Branco, desde 1953, segundo nos ensinou o sempre lembrado pesquisador e jornalista pessoense, Willis Leal, abria o carnaval de João Pessoa com muito charme e glamour.
Como em várias outras manifestações culturais e esportivas, ao longo do ano, no carnaval do clube do Miramar, que já foi em Jaguaribe, rivalizava com o Azul e Branco do Clube Astrea, duas prévias carnavalescas a mobilizar amplamente a sociedade local. Aliás, é possível identificar no Azul e Branco, no Vermelho e Branco e, posteriormente, no Verde e Branco, do Jangada Clube, e, ainda, no Banho a Fantasia de Areia Vermelha, com ponto de partida na Praia do Poço, essa tradição da capital paraibana para o que hoje é conhecido como pré-carnaval, que vai ser tornando marca do período momesco pessoense.
Os foliões do Vermelho e Branco, não raramente, iam terminar a folia na praia de Tambaú. Era o séquito da felicidade, a procissão da alegria. O que permite considerar a festa como uma espécie de precursora do extraordinário bloco de arrasto Muriçocas do Miramar, exatamente descendo, às centenas de milhares de foliões, a ladeira do bairro no rumo da praia. Nos dias que correm há um esforço – louvável, é preciso dizer de antemão – das novas diretorias do Cabo Branco, em reviver o Vermelho e Branco, mas, inevitavelmente, sem o mesmo brilho e significado de outros tempos. Isso, porque, não há mais, como havia antigamente, com relação aos clubes, o mesmo prestígio. Eram tempos em que as famílias se reuniam nos clubes para curtir festas tradicionais, como o Carnaval, o Vermelho e Branco, Festa das Debutantes, São Pedro (clube Astrea), e outras que tais, não mais existentes. Aquele tempo, se foi.
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A NECESSÁRIA REGULAÇÃO DA MÍDIA Por Rui Leitao 

A NECESSÁRIA REGULAÇÃO DA MÍDIA Por Rui Leitao

Ainda existe muita gente no Brasil que permite ser anestesiada pela mídia monopolista empresarial que permanece atrelada às classes dominantes. São muitos os que resistem em enxergar a realidade e acreditam no mundo paralelo que o jornalismo pertencente à elite econômica insiste em propagar. O jornalismo por ela produzido tem forte apelo ideológico de direita. Pratica a ideologização e partidarização das informações sem nenhum constrangimento. Faz a defesa intransigente do neoliberalismo e nunca foi aliada de projetos democráticos.

 

A monopolização da informação tem o propósito de distorcer fatos conforme seus interesses políticos e econômicos, na intenção de manipular a opinião pública e negar ao cidadão o direito de conhecer a verdade dos fatos. Jornalistas golpistas que se afirmam democráticos estimulam o ódio, o preconceito, o separatismo, o racismo e vociferações fascistas. Defendem o totalitarismo que quer ocupar o lugar da política, enfraquecendo o Estado. Não se conformam com o resultado da eleição presidencial de outubro do ano passado.

 

A regulação da mídia é imperiosa e urgente para a preservação, a consolidação, o avanço da democracia e a garantia da soberania nacional. E não venham argumentar que se trata de cerceamento da liberdade de expressão. O que se faz necessário é o impedimento do monopólio midiático, porque ele tem compromisso com o capital financeiro, e não com os brasileiros. Vemos, com muita frequência, condenações midiáticas que se antecipam ao devido processo penal. Basta que sejam adversários.

 

Há um lobby histórico de empresários do setor contra a regulação da mídia, fazendo com que boa parte da população aceite os argumentos de que se trata de imposição de censura. Pelo contrário, a diversidade de vozes e a pluralidade de ideias ajudam a combater a censura. A grande mídia se recusa a promover um debate transparente e informado sobre o tema. Alimenta a cultura do medo e da desinformação. A regulação midiática já é realidade em vários partes do mundo democrático. A regulação estabelece regras para garantir o bom funcionamento e para que todos possam usufruir do direito à comunicação.

 

Esse debate precisa ser aprofundado no campo das políticas da comunicação e da cultura. É imprescindível regulamentar o § 5o do Art. 220 da CF quando prevê que “Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio”. Até hoje não há uma lei que determine o que é monopólio e oligopólio na lógica das comunicações. É importante que a mídia funcione de forma ética, responsável e democrática. O embargo a este debate é feito com a preocupação em garantir a reserva de mercado, o lucro e com o poder de pautar a sociedade com a visão única dos valores da classe dominante. Que tenhamos uma regulação com critérios transparentes e amplamente debatidos.

 

www.reporteriedoferreira.com.br Por Rui Leitão, Jornalista, advogado, poeta escritor.




PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. A Praça Álvaro Machado Sérgio Botelho

PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. A Praça Álvaro Machado
Sérgio Botelho
– Basta a gente olhar fotos antigas, como a do Acervo Stuckert que disponibilizo junto com o texto, para perceber que há tempo a Praça Álvaro Machado, no Varadouro, já não se dispunha como enfeite urbano, embora demonstrasse relevância. Pela imagem não se observa nada parecido com um espaço de encontro social, de recepção, de recreação, de eventos, de descanso ou de paisagismo.
Na década de 1930 (a foto é de 1934), além do prédio da Estação Elevatória de Esgotos, daquele que serviria posteriormente à Superintendência de Transporte Urbano de João Pessoa e de outros comerciais e hoteleiros, a praça era tomada por estacionamento e parada de meios de transporte coletivo. Antes disso, na largada da República, governo de Álvaro Machado (que depois da morte, em 1912, deu nome à praça), chamava-se Largo da Gameleira, servindo de estação de trem e de bondes. Portanto, sem vocação para nada que lembrasse um rossio com as características que se almeja para tal.
Hoje em dia a Álvaro Machado aumentou-se em tumulto, onde um posto de gasolina toma praticamente o espaço inteiro, sendo o restante dominado por ativo comércio ambulante de carros usados, em cenário de prédios arruinados. Dali, subindo para a parte leste da cidade, a curta ladeira 5 de Agosto chega até o antigo prédio da Fábrica de Cigarros Popular, que também já foi sede da Prefeitura de João Pessoa, no final da Gama e Melo, após cortar a rua Maciel Pinheiro. Muito provavelmente por conta dessa inclinação urbana da praça, ao longo do tempo, é que a estátua de Álvaro Machado, que passou a lhe emprestar o nome, foi parar noutro canto.
Ela está afixada na Praça Dom Adauto, também chamada muito comumente de Praça do Bispo, que, por sua vez, não contém nenhum monumento que homenageie quem lhe nomeia, no caso o arcebispo Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques. Há tempo que existe a pretensão do poder público em retirar o posto de gasolina que se abriga na praça, como também de providenciar o fechamento da rua lateral ao sul, que passa defronte à antiga sede da STU, já mencionada. Talvez, dessa forma, o monumento erguido em homenagem a Álvaro Machado termine lhe (à praça) sendo incorporado. Mas, por enquanto, são só presságios, apesar de origem oficial.
www.reporteriedoferreira.com.br Por Sérgio Botelho, Jornalista, poeta e escritor



A PEC INÓCUA Por Rui Leitao

A PEC INÓCUA Por Rui Leitao

A PEC do Senado que limita a monocratização das decisões do Superior Tribunal Federal nasce sem qualquer efeito prático, uma vez que isso já havia sido resolvido por meio de resoluções aprovadas na gestão da ministra Rosa Weber, que se aposentou em setembro. Indiscutivelmente é um tema que merece ser debatido e o parlamento é fórum apropriado para tal, embora sem assumir a condição de poder revisor de decisões da Suprema Corte, conforme estabelecido constitucionalmente. A PEC, portanto tem vício de origem. É inócua.

A inoportunidade da votação dessa Emenda Constitucional serviu muito mais para provocar um entrevero político entre os poderes constituídos: Executivo, Legislativo e Judiciário. O fato é que os intentos golpistas dos últimos anos foram contidos pelo STF que passou a ser visto como o principal inimigo dos que não convivem bem com a democracia. Porém, é inegável que no período pós Constituinte, o Supremo, de certa forma, concorreu para que sofresse críticas em razão de alguns posicionamentos que podem ser considerados como quebra de regras do devido processo legal. Foi assim, no julgamento da Ação Penal 470, julgando e condenando pessoas sem foro. A admissão da “teoria de domínio do fato” para lastrear o punitivismo. A aprovação do impeachement de Dilma, sem crime de responsabilidade. A negação do Habeas Corpus para Lula que permitiu a sua prisão por condenação em segunda instância, o que é proibido pela Constituição.

Mas, quando o STF resolveu agir como verdadeiro “guardião da Constituição”, motivou reações que podem ser vistas como vingança política. A firmeza com que o Supremo tem defendido a democracia, o voto eletrônico e a punição dos golpistas da intentona de 8 de janeiro, desagrada os políticos que flertam com o autoritarismo. Quando enfrentou as teses negacionistas do governo passado, principalmente durante a crise sanitária da Covid-19, passou a ser alvo de investidas da extrema direita. Afinal já houve quem afirmasse que bastaria “um cabo e um soldado para fecharem o STF”. Em que pesem algumas dessas decisões terem sido efetivadas monocraticamente, foram necessárias para que vidas fossem salvas e o regime democrático fosse protegido dos ataques golpistas.

A reforma do Poder Judiciário que se faz necessária, não pode ser feita a “toque de caixa”, estimulada por paixões ideológicas ou político-partidárias. É uma demanda que exige ampla discussão da sociedade, evitando que produzam desforras de grupos extremistas, em detrimento dos interesses do país. Sem um Poder Judiciário forte, não há Constituição forte. O movimento de desconstitucionalização que se apresenta no momento depõe contra a cidadania ativa.

www.reporteriedoferreira.com.br/ Rui Leitão- advogado-Jornalista- Poeta e Escritor




O QUE A HISTÓRIA NÃO CONTOU Por Francisco Nóbrega dos Santos

O QUE A HISTÓRIA NÃO CONTOU

Por Francisco Nóbrega  dos Santos

A política, na opinião de minha saudosa avó,representa o lado avesso do homem de bem, pois todos os militantes da profissão devem seguir, religiosamente uma cartilha. Caso contrário terá a ilusão frustrada e a decisão de uma segunda tentativa.

Na minha juventude,  à época que a Capital da República era no Rio de Janeiro. E, meu irmão mais velho, passou sua adolescência e quase o resto da sua mocidade, no Distrito Federal, onde se casou e constituiu família. Em razão disso eu mantinha uma atualizada noção do que se passava na Capital Federal.

Por meio de correspondência, além das notícias radiofônicas, eu conheci a política brasileira, desde a eleição de Eurico Gaspar Dutra, Marechal, (quando existia essa patente), sendo, no início da década 50, sucedido pelo populista Getúlio Dornelas Vargas, líder inconteste da classe pobre, idolatrado pela classe média baixa e odiado pelas oligarquias, influentes da situação.

No Estado Carioca surgira uma liderança civil, capitaneada pelo jornalista Carlos Frederico Verneck de Lacerda, atuante político, eleito deputado Federal, posteriormente, Governador do Estado, pela União Democrática Nacional – UDN, cuja oposição era o Partido Social Democrático – PSD,

O getulismo era uma espécie de mito, onde se debatia com a sistemática oposição de Carlos Lacerda, polêmico opositor do Governo Vargas a ideologia. Direita ou esquerda.

Na década de 50, o jornalista Lacerda, no auge dessa guerra política, foi vítima de uma tentativa de homicídio, que resultou na morte do Major do Exercito, conhecido no mundo político como Major Vaz, fiel escudeiro de Carlos Lacerda.

Em decorrência desse incidente, começou a “via crucis” do Governo Vargas, que culminou com o suicídio do Mandatário da Nação. Essa é parte da História.

Decorrido mais de uma década e na alternância do poder, veio a revolução de 1964, com a deposição de João Belchior Marques  Goulart, Jango, o que culminou com a cassação de quase toda classe política, inclusive Carlos Lacerda.

Apesar de ser um jornalista, com a pena afiada, ferrenho crítico dos desmandos políticos, nunca passou pela peneira dos que buscavam apurar a corrupção, ou alcance de recursos públicos;

Certa vez Lacerda, ao conceder uma entrevista coletiva, um jornalista lhe perguntou: Por que os políticos que prometem acabar com a roubalheira e, quando deixam o poder, deixam também rombo nos cofres públicos?

O polêmico político, com a perspicácia que lhe erapeculiar, respondeu: Vou narrar um fato que se encaixa, perfeitamente com a política brasileira –

Uma ocasião um caminhoneiro, cansado de engolir poeira, no percurso de vários quilômetros de estrada, parou para descansar, abaixo de uma sombra de grandes árvores, no Estado de Minas Gerais, quando percebeu que um cego seguiu em sua direção e começou a puxar assuntos diversos. Naquele momento passava um caminhão cheio de caixas de uva, anunciando que cada caixote custaria, apenas, dois cruzeiros. Então o pobre cego se lamentou e exclamou:” tinha tanta vontade de conhecer o sabor de uma uva, mas não tinha dinheiro.

O caminhoneiro, compadecido daquela situação,perguntou-lhe: porque não experimenta umas?. E o deficiente visual, afirmou que só dispunha de um cruzeiro. Incontinenti o caminhoneiro propôs a divisão do pagamento das uvas e a degustação da metade do produto. E assim ficou combinado e começaram a devorar as frutinhas.

Quando, num dado momento, o ceguinho bradou: você tá me roubando! Voltou a ver,? Perguntou-lhe o motorista. Claro que não, mas eu tou tirando 4 uvas de cada vez e você não reclama é sinal que você tá comendo 8 uvas, de cada vez.

Por isso que muitos entram para evitar a comilança, equando chegam lá lhe dão a oportunidade maior de uma dilapidação dos recursos públicos. E eles, simplesmente,aposentam a guilhotina e seguem a rotina de corrupção e da impunidade, peculiares à frouxidão das LeisBrasileiras. e voltam ao poder anistiados pelo voto dos desmemoriados .




Gilvan de Brito respondeu a um comentário a uma publicação de 10 de outubro de 2020.

 Gilvan de Brito
10 de outubro de 2020
Estou publicando neste FACE, diariamente, a capa de cada um dos 140 livros de minha autoria, até a data da eleição. Quero mostrar a intimidade com as letras, exigência da Academia, para justificar a minha candidatura.
LIVRO 34º “POESIA, ENTENDA, ESCREVA”, livro didático, para quem quiser aprender a escrever poesias, inédito de 150 páginas para ser publicado no próximo ano:
“Pessoas de comportamento retraído que pretendem reintegrar-se ao mundo, mas não querem viver socialmente, precisam de um caminho para descarregar o peso de seus sentimentos. Nada mais adequado para isso do que o roteiro das artes. São sete os gêneros da arte, e qualquer um deles poderá levar a uma vida repleta de ações, criadas no inconsciente. E assim tornar-se tão popular, tão íntimo e tão próximo das pessoas como se com elas convivesse diariamente.
A poesia é um desses gêneros, onde sonhamos, visitamos o inconsciente, passeamos pelo abstracionismo e experimentamos sensações diversas, vivendo cada uma daquelas histórias elaboradas com a exclusiva força da mente através de, sinais que se transformam em símbolos e criam vida própria. São como filhos que nascem diariamente, são como amigos que vêm discutir composições escritas e mostradas são como mensagens traduzidas de conversas diárias com aqueles que lhe rodeiam, embora distantes; tão perto e tão longe. É uma forma de comunicação persuasiva que permite partir do particular para o geral sem visitá-lo propriamente.
Ser íntimo do geral, centro das atenções e alvo de admiração sem ausentar-se do particular, no seu universo social. Enfim, um mundo onde possa estar perto de todos, através de sua obra. Um mundo onde todos o reconheçam, o faça um mito. É possível? Não é uma empreitada fácil, mas só se pode saber tentando e experimentando. Quem é poeta e ainda não sabe, precisa apenas desenvolver a aptidão. Mas tem que despertá-la. Quem não nasceu poeta, poderá adquirir alguns conhecimentos, regras, métodos e técnicas e quem sabe, um dia, escrever belas poesias. Somos suficientemente livres para escolher o que poderá ser melhor para nós mesmos, bastando apenas, para muitos, que acordem do sono letárgico e se livrem da indiferença e da apatia para ganhar o mundo, assumindo uma atitude pragmática.
Vamos, pois, deixar os cientistas falando à razão e vamos falar ao coração. Com a prosa e com poesias, é claro. A vontade é livre e está sempre pronta para receber estímulos. E este livro vem nesta direção.
Procure escrever sempre o melhor, apagando do texto ou de parte dele tudo o que considerar supérfluo. Nunca rebusque nem repita palavras e use sempre sinônimos para substituir aquelas que quebram o ritmo do verso. Assim você torna a escrita mais apurada, escorreita, precisa e concisa. Ao concluir o poema leia-o repetidamente em voz alta até ouvi-lo com a sonoridade de uma música.
A poesia com ou sem rima deve manter o ritmo; onde você achar que alguma coisa não se encaixa, mude a palavra ou o sentido até encontrar a forma perfeita da musicalidade dos versos. Estas são as principais regras estéticas que escravizam os poetas, desde os clássicos aos modernistas. Alguns poetas usam, no início de suas experiências, o dicionário de rimas, aquele mesmo (600 ´páginas) que o mestre Drummond considerou-o “A salvação da lavoura”. Vamos começar?”
www.reporteriedoferreira.com.br  Por Gilvan de Brito- Jornalista, advogado, poeta e escritor



PARAHYBA E SEUS ENCANTOS Por Sergio Botelho

PARAHYBA E SEUS ENCANTOS. A muito originária Praia das Cardosas, em Baía da Traição, e o balé dos voos à vela
Sérgio Botelho – Ao chegar à Praia das Cardosas (referência a um tipo de peixe), a primeira impressão é de descobrir um novo mundo à beira-mar, evocando a emoção de um explorador ao deparar-se com terras inexploradas. Localizada no município de Baía da Traição, conhecido por suas praias espetaculares e áreas de preservação ambiental, a Praia das Cardosas destaca-se por sua beleza exuberante e selvagem, resguardada pela natureza.
A região é monitorada por comunidades indígenas e locais que dependem da conservação ambiental para sua subsistência. Segundo um depoimento no TripAdvisor, a praia é um paraíso tranquilo, desprovido de infraestrutura comercial, exigindo que os visitantes levem tudo o que necessitam. Caracterizada pela ausência de bares, restaurantes ou hospedagens nas proximidades, a Praia das Cardosas é um refúgio de paz e serenidade no litoral paraibano.
Situa-se no extremo da enseada que forma a Baía da Traição, próxima à foz do rio Camaratuba, acessível a partir da área urbana da Baía da Traição. A praia marca o fim do sistema de falésias iniciado na Praia do Forte. Nas proximidades, encontra-se a Lagoa Encantada, situada na Reserva Indígena dos Potiguaras. Essa lagoa, alimentada por uma fonte de água mineral, oferece águas cristalinas ideais para banho, rodeada por uma vegetação nativa preservada e falésias multicoloridas.
A localização da praia faz fronteira com o município de Mataraca. A Praia das Cardosas é principalmente um ponto favorável para a prática de asa-delta, especialmente na área conhecida como Rampa da Praia das Cardosas, aproveitando as condições ideais de ventilação. Além disso, a praia é propícia para o surf, graças às suas boas ondas. Outras atividades como trilhas ecológicas, passeios fluviais e kite surf enriquecem a experiência nesta magnífica praia do litoral da Baía da Traição.
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O COMPLEXO DE VIRA-LATAS Por Rui Leitao 

O COMPLEXO DE VIRA-LATAS Por Rui Leitao

“O brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Nossa tragédia é que não temos o mínimo de auto-estima”. Essa declaração de Nelson Rodrigues retrata bem o sentimento chamado de “complexo de vira-latas” a que muitos estão assumindo nos tempos atuais, inclusive parlamentares que viajaram nesta semana para os Estados Unidos, bancados por recursos públicos, para falar mal do Brasil. É muito normal vermos hoje em dia frases como: “só no Brasil acontece isso”, “tinha que ser no Brasil”, na compreensão de que o mundo todo presta, menos o Brasil.

A expressão “complexo de vira-latas” foi cunhada também por Nelson Rodrigues, numa crônica escrita às vésperas da Copa do Mundo de 1958, quando ele se referia ao pessimismo que tomava conta dos brasileiros quanto ao sucesso de nossa seleção. Essa sensação prévia de falta de confiança foi causada pelo trauma vivenciado por ocasião da inesperada derrota para o Uruguai na decisão de 1950, em pleno Maracanã lotado. Ele afirmou: “por complexo de vira-latas entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca perante o mundo”.

Dali por diante toda vez que vemos alguém se lamuriando pelo fato de ser brasileiro, dizemos que ele está alcançado pelo “complexo de vira-latas”. Na verdade, antes de falarmos mal do Brasil, é necessário que façamos uma autocrítica no sentido de promovermos mudanças de mentalidade e de comportamento. Transformar essa mentalidade subalterna, de desconhecimento dos nossos próprios valores, de ignorância dos acontecimentos gloriosos de nossa história, em sentimento de honra patriótica. Somos um povo alegre, trabalhador, sofrido, mas corajoso. Não podemos deixar que o desânimo, a desesperança e o desalento, façam com que nos sintamos incapazes de reagir em busca de modificar o que possa ser apontado como nossas deficiências e imperfeições.

Eu não embarco nessa do “complexo de vira-latas”. Tenho orgulho de ser brasileiro. Nossa terra é bonita e rica por natureza, em todos os sentidos. Temos defeitos sim, mas temos também muitas qualidades, e ao invés de realçar nossas falhas, devemos valorizar nossas peculiaridades positivas, nossos predicados invejados pelo mundo, nossos atributos de excelência, que são muitos. Essa negação de amor à pátria representa atitude de sujeição ao império das vontades vindas de fora, submissão ao estrangeiro, fraqueza de personalidade.

Rui Leitão, jornalista. advogado, poeta e escritor