PARAHYBA DO NORTE E SUAS HISTÓRIAS. Praça Caldas Brandão Sérgio Botelho

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PARAHYBA DO NORTE E SUAS HISTÓRIAS. Praça Caldas Brandão
Sérgio Botelho – Li no Facebook postagens, de alguns anos atrás, dos irmãos Silvino Espínola e José Mário Espínola (o primeiro, sociólogo e professor aposentado da UFPB, o outro, médico cardiologista), lembrando o tempo de moradores da Praça Caldas Brandão. Sua família (desembargador Francisco Espínola, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, sua esposa, dona Margarida Nair, e mais 6 irmãos e irmãs: João Neto, juiz, Paulo Fernando, engenheiro – ambos, já falecidos -, Francisca Luíza, juíza, Humberto, procurador de Justiça, Ana Cândida, também procuradora, e Francisco Espínola Júnior, músico e compositor) ocuparam residência na Praça Caldas Brandão, esquina com a antiga avenida Tambiá/Praça da Independência. Quando se fala em Praça Caldas Brandão, é preciso lembrar que aquela área pessoense compunha, em tempos mais passados, uma região chamada Cruz do Peixe, pertencente aos monges beneditinos
O primeiro ícone urbano da cidade a manter endereço em Cruz do Peixe foi a Ferro Carril Paraibana (exatamente onde hoje está a Energisa Cultural), com sua linha de bondes de tração animal e um trem maxabomba com destino à parte leste da cidade da Parahyba (a hoje famosa João Pessoa). Depois, quem se instalou no local foi a Empresa Tração, Luz e Força, que deu início ao fornecimento de energia elétrica à cidade. Na sequência temporal, a ETLeF também passou a ofertar novos e modernos bondes elétricos. Ainda nas duas primeiras décadas dos anos 1900, foram inaugurados, em Cruz do Peixe, instituições da Santa Casa de Misericórdia (cuja maior expressão é o ainda hoje existente Hospital Santa Isabel, não mais da Santa Casa), transferidas do Centro da cidade, entre a Duque de Caxias e a atual Visconde de Pelotas.
Em 1922, centenário da independência do Brasil, foi a vez de ser inaugurada a Praça da Independência, com a avenida Tambiá sendo pavimentada, assim como a avenida Maximiano de Figueiredo chegando à região, a partir da avenida João Machado. Para completar, a abertura da Epitácio Pessoa até a orla marítima. Nesse meio tempo, surgiu a Praça Caldas Brandão, que tomou esse nome após a morte do homenageado em 1933. Mas quem foi Caldas Brandão? Seu nome de batismo era Trajano Américo de Caldas Brandão, nascido em 1861, na localidade de Canafístula (hoje, Caldas Brandão), mas então pertencente ao município de Pilar, e que teve destaque na Justiça paraibana.
Sua biografia anota os seguintes cargos exercidos por ele: promotor público, sequencialmente, de Alagoa Grande, Pilar, Cabaceiras e Areia; juiz de Bananeiras, Umbuzeiro, Mamanguape e da Vara dos Feitos da Fazenda Estadual; desembargador do Superior Tribunal de Justiça da Paraíba e procurador-geral do Estado. Também foi responsável pelo lançamento da Revista do Foro, diretor e presidente do Montepio dos Funcionários do Estado. Ganhou seu nome na praça por tudo isso, mas, certamente, por ter sido provedor da Santa Casa de Misericórdia entre 1907 e 1917, nos primeiros anos de sua instalação em Cruz do Peixe.
Enfim, aproveito para lembrar outros moradores locais, ao longo do tempo, segundo me contaram, a exemplo de seu João Pedro Araújo, pai do gastroenterologista Luiz Pedro, o saudoso David Trindade, ex-gerente do Banco do Brasil, o empresário José Fernandes, do Engenho São Paulo, e Carlos e Nôzinho, ambos da família Brandão. Todos, um dia fregueses da sempre lembrada mercearia de seu Borges.
www.reporteriedoferreira.com.br Por Sérgio Botelho- jornalista, poeta, escrfitor.



      LEGISLAÇÃO PENAL – APOLOGIA  AO CRIME OU TOLERÂNCIA?   Por Francisco Nóbrega dos Santos.

      LEGISLAÇÃO PENAL – APOLOGIA  AO CRIME OU TOLERÂNCIA?  

Por Francisco Nóbrega dos Santos.

 

O Código Penal Brasileiro, editado na década de 30, após longas viagens de idas e voltas à apreciação do Poder Legislativo, foi sancionado pelo Executivo em 1940. Daí, naturalmente elaborada sob a égide de uma constituição outorgada no final dos anos 30, época em que predominava o poder dos senhores feudais.

 As  normas do País, necessárias  a qualquer nação, trazia no seu corpo alguns ranços  de uma semidemocracia,  perdurando sua eficácia até décadas passadas, sofrendo, naturalmente, algumas mudanças que se tornavam naturais em razão  da evolução do tempo e desenvolvimento útil no avanço da tecnologia e do interesse humano.

O costume, em consonância com a natural evolução do direito, migrou para outras constituições que sucederam variadas Cartas Constitucionais que já sofriam os reflexos do casuísmo e do corporativismo, de onde  se vislumbrava a distinção entre direitos e obrigações. E, naturalmente, os doutrinadores e os jurisconsultos, no alcance teleológico distinguiam as duas prerrogativas. Porém, no seu sentido conotativo, nasceu a interpretação na ótica dos estudiosos: externada assim: “direitos e obrigações, respectivamente para ricos e para  pobres; para  governantes e governados;

 E essa filosofia que outorgava a liberdade (ou liberalidade) aos senhores feudais, em detrimento dos enfiteutas, na interpretação dos postulantes ou incrédulos:, condições que se traduziam (ou se traduzem) numa regra implícita: todos são iguais perante a lei, desde que tenham terras no Brasil e capital no exterior. Em síntese semântica: – faz nascer na mente dos leigos ou autodidatas:“ manda quem pode – obedece quem tem Juízo. E tudo isso foi se firmando na doutrina da conveniência e persistem até os dias atuais. Refrescando a memória dos que lidam com o direito é de observar que a aplicação da lei embasa-se em uma bifurcação, pois existem muitos conflitos jurisprudenciais, que fazem com que o processo, de modo particular, o penal, venham  sofrer a interpretação deletéria.

 Observa-se que alguns apenados têm o infortúnio de se eternizar no cárcere pela prática de um crime comum, enquanto outros, acolhidos pelo princípio constitucional do Processo Legal e ampla defesa e nessa ótica  vários processos penais  ficam enclausurados nas estantes da Justiça a espera da morte trienal, quinquenal  ou decenal; outros, julgados em instância única aguardam o veredito da Instância Divina, pois a lei, como uma norma abstrata é para todos; o direito, por se aplicar ao caso concreto é feito para poucos e, por fim,  a justiça que reúne a objetividade da lei e a subjetividade do direito, está ao alcance de raros.

Qualquer país, seja da Europa ou de outro continente, tem uma legislação penal rígida. Impositiva e, em alguns casos, dogmática. Os Países Muçulmanos adotam normas penais, muitas delas, retrógradas e anacrônicas, mas são severas com o crime.

No Brasil a Legislação que trata sobre delitos, são por demais condescendentes com os crime e suaves na aplicação de penas, além de conservar um benevolência, ainda amparada pela flexibilidade protetora, estrategicamente nos direitos fundamentais da Constituição, dentre essas bondades,  onde um condenado pelo mais hediondo dos crimes, dentre esses, o genocídio, implicitamente externado no tráfico de drogas, porém a hermenêutica da conveniência, permite que não exista diferença entre os crimes hediondos e os crimes comuns.

Basta uma simples visão nos indultos do Natal, quando se manda prá casa, grandes traficantes, que se reencontram com o rentável mercado de trabalho premiando esses facínoras com oportunidade de reativar o caos  e delegar mais poderes aos componentes desses grupos letais.  

             Recordo-me muito bem quando um saudoso competente advogado pronunciava a seguinte frase; A LEI É COMO RAMA DE MAXIXE – PRA ONDE ARRASTAR ELA VAI”. Enfim, a maioria dos legisladores, para salvar a pele e preservar a espécie, casuisticamente deixam tudo como está, ao que se deduz: “A lei é forte prá quem fraco e dura prá quem é mole”. Quem ousa mudar esse conceito? 

www.reporteriedoferreira.com.br    Por Por Francisco Nóbrega dos Santos.  Jornalista- advogado e escritor




ONIPOTÊNCIA HISTÓRICA: Escrito Por Gilvan de Brito 

ONIPOTÊNCIA HISTÓRICA: Escrito Por  Gilvan de Brito

Assistimos ontem a um exemplo histórico da onipotência de um governo contra todas as formas da boa convivência entre os poderes da República. O presidente Bolsonaro recebia a visita de alguns empresários do Rio de Janeiro e São Paulo que lhe oferecem apoio. Eles foram estimular o chefe da Nação a continuar com a sua insana escalada visando o fim do isolamento contra a pandemia do Corona-19, cujas mortes produzidas deverão ultrapassar os 10 mil óbitos, neste fim de semana. Então o que fez o presidente? Reuniu os presentes, acrescentou ao grupo o ministro Paulo Guedes, ligou as turbinas e partiu na direção do Supremo Tribunal Federal.

Sabem os que conhecem Brasília, que há uma Praça dos Três Poderes na mesma fronteira que reúne Executivo, Legislativo e Judiciário. Então o presidente saiu imponente, do Palácio do Planalto, atravessou a rua (depois de parar o trânsito) conduzindo a grande e insensata caravana, todos alegres e mascarados, numa visão de nonsense típica dos filmes de Federico Fellini, na direção do STF, a 300 metros à frente. Passou ao lado da enorme bandeira do Brasil, passou pelos dois Candangos – a bela escultura gigantesca esculpida pelo artista Bruno Giorgi; passou pelo Congresso Nacional, à direita, ao lado; passou pelo museu suspenso, com a efigie de Kubistchek (que guarda os documentos da construção de Brasília – onde provocou a revoada de centenas de pombos e, finalmente, chegou, depois de atravessar a rua, a outra escultura cortada em granito, de 3,3 metros, da mulher de olhos vendados e com uma espada, esculpida por Alfredo Cechiatti, que representa a imparcialidade da Justiça (embora não mostre a balança).

Feito isso subiu a rampa e entrou com a grande comitiva no prédio do Supremo, pegando de surpresa os seguranças, todos os ministros da Casa e o presidente da Corte, Dias Toffoli, dirigiu-se ao auditório onde fez um discurso, repetindo a ladainha, de que o Brasil precisa abrir suas fronteiras ao vírus que veio da China. Isso no dia (o terceiro seguido) em que as mortes atingiam mais de 600 a cada 24 horas e se aproximavam de um total de 10 mil óbitos em todos os quadrantes do país. Todos que assistiam a invasão, pela TV, ficaram de queixo caído, pela iniciativa presidencial, de invadir um Poder que deveria ser harmônico, e contrariar decisões que favoreciam ao confinamento, tomadas pelo STF quando transferiu aos governadores e prefeitos a decisão pela quebra da clausura.

Quando soube dessa invasão, na Câmara Baixa do Congresso, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse: “Aqui eles não entrariam; no máximo o presidente com mais duas pessoas, para discutir a questão”. Pensando bem, tudo isso parece ter saído de uma visão cinematográfica, produzida por um hábil ficcionista, ao mostrar um presidente saindo da sede de seu Poder para invadir outro, quebrando a liturgia do cargo. Estamos, pois, vivendo um seriado em vários atos, diários de uma ópera-bufa, não tão lírica quanto o gênero exige. Satírica, com certeza (Foto: O Globo).

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www.reporteriedoferreira.com.br Por Gilvan de Brito- Jornalista, advogado e escritor.



ESTOU SENTINDO O (MAU) CHEIRO DE 1964: Escrito Por Gilvan de Brito 

ESTOU SENTINDO O (MAU) CHEIRO DE 1964: Escrito Por Gilvan de Brito (20 de julho 2020)

Quem viveu 1964, acompanhando o dia a dia do período que antecedeu ao golpe militar, sabe que o mesmo cheiro apodrecido está no ar. Mas, como a história quando se repete vem em forma de farsa, o que vemos hoje não é o perigo dos militares tomarem o poder insuflados por maus (e ricos) brasileiros, que não aceitavam as reformas propostas por João Goulart, em favor dos menos favorecidos, por considerá-las de feição comunista, e insuflaram as Forças Armadas a tomar o poder pelas armas.

Até o nome comunista voltou a circular com maior ênfase, como perigo iminente de se consolidar naquela época e agora. Pois bem, desta vez não são os militares que cheiram a golpe. A caserna, renovada, certamente não vai querer investir noutra aventura sabendo que a primeira não deu certo e que se vier outra seria nos mesmos moldes que ainda estão na memória recente do povo em forma de demissões, perseguições, torturas e morte. Agora é civil contra civil, é a aglomeração de forças populares, e a união dos poderes contra a obstinada e nefasta ação de um só homem contra os interesses do país.

A cada dia que passa se fecha o cerco, aumenta a pressão e a procura sobre a fórmula a ser utilizada para a arrancada final ganha ênfase. Os militares, já demonstraram, estão apenas acompanhando e esperando que esse afastamento se dê obedecendo os tramites legais, através do Judiciário e do Legislativo, para não sair da linha democrática. Afinal quem não se lembra da simbólica frase do primeiro-ministro britânico Winston Churchil, de que “A democracia é o pior dos regimes, políticos, mas não há nenhum sistema melhor que ela”.

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www.reporteriedoferreira.com.br   Por Gilvan de Brito-Jornalista e Escritor



PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. O Grupo Escolar Dom Pedro II; Sérgio Botelho

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Vandilo Brito está em Joao Pessoa – Paraiba – Brasil.
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PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS.
O Grupo Escolar Dom Pedro II
Sérgio Botelho – Entre a segunda metade da década de 1910 e a primeira da década de 1920, a cidade de Parahyba (atual João Pessoa) viu surgir cinco grupos escolares, inaugurando um novo modelo educacional de caráter republicano que estava sendo implantado no Brasil. O objetivo era substituir o ensino ministrado em escolas isoladas, onde professores lecionavam obedecendo a didáticas e conteúdos próprios. Mais do que isso, havia forte influência do positivismo, com ênfase na ciência, na razão e no progresso, a impulsionar a busca por um modelo escolar que se pretendia mais eficiente e organizado.
Os grupos escolares, com sua estrutura padronizada e currículo centralizado, refletiam essa busca por racionalização e controle do processo educativo. Os referidos grupos (pela ordem, no tempo, o Thomaz Mindelo, o Epitácio Pessoa, o Antônio Pessoa, o Isabel Maria das Neves e o Pedro II) primavam por serem construções arquitetonicamente ecléticas, com salas ventiladas e boa iluminação, além de corredores, biblioteca e ambientes de atenção à saúde. Dessa maneira, ia sendo substituída a prática majoritária, até então, de o ensino ser ministrado em locais improvisados, como, por exemplo, as casas dos próprios professores.
As respectivas construções, destinadas à educação, por conta do planejamento arquitetônico, a cargo de profissionais gabaritados, acabavam também por embelezar a cidade em expansão. Se os grupos escolares anteriores homenageavam paraibanos, todos republicanos, o último deles recuperava a imagem do segundo imperador brasileiro, numa aparente contradição de princípio, já que, conforme comentamos, se tratava de uma nova visão educacional a romper com os cânones do ensino vigente na Monarquia.
O mais novo dos grupos escolares foi edificado na progressista Rua das Trincheiras, de frente para uma balaustrada, construída alguns anos antes, tudo junto contribuindo para os novos ares de modernidade da capital paraibana. Já bem próximo da João da Mata, junto com a Escola de Artífices (depois, Escola Técnica Federal da Paraíba, e hoje, Reitoria do Instituto Federal de Educação), construída pouco depois, beneficiava alunos principalmente de Jaguaribe, ABC e Cruz das Armas. Na foto, o prédio do antigo Grupo Escolar Pedro II, atualmente.
www.reporteriedoferreira.com.br/ Sérgio Botelho, Jornalista, poeta, escritor.



O PADRE LEVI Por Rui Leitao

Publicado no jornal A UNIÃO edição de hoje

O PADRE LEVI Por Rui Leitao

Nunca causou estranheza a existência de padres que associam a atividade pastoral à atuação política. Um deles, na Paraíba, ganhou notoriedade pela forma peculiar com que conseguiu vincular o exercício da missão sacerdotal com a participação no mundo político do estado: o Padre Levi Rodrigues. Polêmico e extrovertido, protagonizou “causos” que o tornaram famoso pela excentricidade de seu comportamento. Suas pregações, no entanto, conquistavam os fiéis pela linguagem simples utilizada.

Nasceu em 7 de dezembro de 1926, no município de Patos. Ordenou-se sacerdote em 17 de dezembro de 1955. Quando foi convidado para assumir o posto de pároco da Igreja de Santo Antônio, na sua cidade natal, decidiu, com a ajuda de amigos e parentes adquirir vitrais e azulejos para transformar o templo na primeira igreja do mundo a retratar passagens bíblicas, com a exposição de imagens narrativas do Novo Testamento no seu interior e do Velho Testamento na parte externa. A partir daí já ganhou fama por ser alguém que se diferenciava dos companheiros do clericalismo, em razão do seu pioneirismo.

Ingressou na política na década de 60, quando se elegeu prefeito de São José do Bonfim. Em 1971, renunciou ao cargo para disputar a eleição municipal de Patos, enfrentando como adversário Aderbal Martins que contava com o apoio do governador Ernani Sátyro e das principais lideranças da região. Na campanha manifestava a sua decepção com esse grupo que acusava de traidor, porque havia se comprometido em apoiá-lo. Teve, então, a inusitada ideia de realizar uma passeata de jumentos. Ele próprio contou como ela foi programada e realizada: “Me entusiasmei e fui a Santa Luzia onde tinha um circo armado em busca de um urso branco (apelido de Ernani Sátyro), um leão (que quase pega Zé Gayoso, vestido de branco e montado a cavalo em frente à Ação Católica), um pavão e daí por diante o povo trouxe de tudo, até muriçocas em garrafas, tornando a manifestação um verdadeiro zoológico, sem muita lógica, ambulante. Muitos países do mundo publicaram a matéria: Rússia, França, Inglaterra”. O evento ganhou, pois, repercussão internacional, tendo sido convidado, inclusive, para entrevistas em estações de TV do sul do país. Nessa disputa considerada desigual não foi bem sucedido.

Após o fracasso eleitoral, decidiu passar uma temporada fora de Patos. Chegou a relatar que nesse período foi recebido com frieza por Dom Eugênio Sales, ao se apresentar e pedir um espaço na capital carioca, assim como por Dom Pereira, Bispo de Campina Grande e Dom José Maria, arcebispo da Paraíba. Certa vez, ao tomar conhecimento de que o pároco do bairro de Belo Horizonte, em Patos, proibira os pais de levar as crianças para as missas, divulgou por todos os locais da cidade que na sua igreja as portas estavam abertas para acolher a gurizada e durante as celebrações insuflava os meninos: “chupem confeito, brinquem e comam pipoca que amanhã eu mando varrer a igreja”. Esse embate foi motivo de uma reunião com o bispo que resolveu acabar com a proibição. Ganhou essa.

Dois anos depois conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa, integrando a bancada de oposição ao governo do estado. Faleceu aos 85 anos de idade na cidade de Cajazeiras, onde estava exercendo o seu ministério sacerdotal, tornando-se bastante conhecido pelo programa radiofônico apresentado na Rádio Alto Pìranhas, todos os sábados. Após ser velado na “terra do Padre Rolim”, seu corpo foi trasladado para Patos, onde está sepultado.

São muitas as estórias da sua trajetória de vida, fazendo com que tenha se firmado como um padre um tanto irreverente e um político que não se inibia no enfrentamento de contendas. Era autêntico.

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A TRAGÉDIA FUTEBOLÍSTICA DE 1950 Por Rui Leitao

A TRAGÉDIA FUTEBOLÍSTICA DE 1950 Por Rui Leitao

O futebol é, sem qualquer dúvida, uma das grandes paixões do povo brasileiro. É o nosso esporte favorito. Somos conhecidos como o país do futebol, graças à conquista de cinco títulos de campeão do mundo e a quantidade de craques que já revelou mundo afora, incluindo o Rei Pelé. Tornou-se uma manifestação cultural popular associada à diversão. Apesar de não ser uma invenção genuinamente nacional, é impressionante o amor do brasileiro pelo futebol, assumindo uma condição de fenômeno social. Consegue estabelecer o conceito de unidade nacional, como nenhuma outra motivação. Mas paixão não se explica, acontece.

Porém, não vivemos só de glórias. Experimentamos grandes decepções. A mais marcante foi em 16 de julho de 1950, quando nossa seleção perdeu para o Uruguai, em pleno Maracanã lotado. O Brasil precisava apenas evitar a derrota. Daí o entusiasmo e a confiança exagerada de que conquistaríamos naquele ano o primeiro título mundial nessa modalidade esportiva. A imprensa e o povo davam como certa a vitória. Alguns jornais já anunciavam o Brasil campeão mesmo antes do jogo, o clima de” oba oba” era enorme.

Três dias antes, a seleção brasileira havia massacrado a Espanha por 6 a 1, com direito à torcida gritando “Olé!” e cantando a marchinha carnavalesca “Touradas em Madri”, de Braguinha e Alberto Ribeiro.O clima, portanto, era de euforia. Na véspera, por ocasião do treino no Estádio São Januário, políticos aproveitaram para tirar fotos com os craques querendo tirar vantagem da popularidade da equipe.

Apesar de iniciarmos a partida na frente, quando Friaça, aos dois minutos do segundo tempo, abriu o placar para o time brasileiro, sofremos ao ver o time adversário virar o placar faltando apenas onze minutos para o seu encerramento. Cerca de 200 mil pessoas ficaram perplexas com o gol de Ghiggia, aos 34 minutos do segundo tempo. A Celeste calou o Maracanã e o Brasil. Aquela derrota é lembrada com tristeza até hoje. Foi uma humilhação nacional. Nunca mais foi usada a camisa branca daquele dia, sendo trocada pelo uniforme amarelo, transformando-se na seleção canarinha, que lamentavelmente foi sequestrada, recentemente, por motivações políticas que nada têm a ver com nosso sentimento de patriotismo.

Era o primeiro mundial em que a taça passou a ser chamada Jules Rimet, em homenagem ao presidente da FIFA, que comemorava então 25 anos no comando da instituição. Também era a primeira competição mundial de futebol após a Segunda Guerra. O Maracanã, maior estádio de futebol do mundo, construído especialmente para a Copa, foi a maior grande tragédia futebolística de nossa história e ganhou dos uruguaios o apelido de “Maracanazo”.

O “tempo passa, o tempo voa”, ainda que hoje estejamos comemorando tantas conquistas, aquela foi a mais dolorida derrota da história da seleção brasileira. Nelson Rodrigues já dizia que a seleção era a pátria de chuteiras. Dizem que Pelé quando viu seu pai chorar após aquela derrota, teria dito “um dia irei trazer o título para o Brasil”. E cumpriu a promessa, se for verdadeira essa afirmação.

Vencida a frustração, o Brasil conheceu Garrincha e Pelé, e o caminho do penta começou a ser construído e voltamos a viver, de verdade, o nosso lado otimista. Continuamos tentando apagar de vez a memória drástica de 50, só igualada à derrota de 7 a 1 para a Alemanha, com o sonho de ver a seleção conquistando o hexacampeonato.

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PARAHYBA DO NORTE E SUAS HISTÓRIAS Por Sergio Botelho

Vandilo Brito está em Joao Pessoa – Paraiba – Brasil.

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PARAHYBA DO NORTE E SUAS HISTÓRIAS. Avenida Getúlio Vargas, o Parkway de João Pessoa
Sérgio Botelho – Concebido e executado na década de 1920, foi na segunda metade dos anos 1930, no governo Argemiro de Figueiredo, entretanto, que o Parque Solon de Lucena ganhou a conformação estética que mais corresponde aos dias de hoje, quando adornado com árvores de diversas espécies locais e de outras regiões do país, tendo o leito da rua do seu anel interno recebido calçamento a paralelepípedos, e sido inaugurados ainda o Cassino de Verão e a fonte luminosa.
A reforma fazia parte de um projeto de urbanização da capital (Plano de Remodelação e Extensão para a Capital Paraibana e a Vila de Cabedelo), elaborado pelo arquiteto pernambucano, formado pela Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro, Nestor Egydio de Figueiredo, então, pela segunda vez, presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil (na época, também ocupado em intervenções urbanísticas no Recife). Por orientação do governo federal originado pela Revolução de 1930, fazia parte de um ideário de reformas nas cidades brasileiras, destino cada vez maior do processo migratório campo-cidade, no país. No caso pessoense, a cereja do bolo era o novo porto da cidade (inaugurado em 1935), em Cabedelo.
No interior desse processo, todo o centro de João Pessoa foi remexido, com ruas alargadas e/ou retificadas, e pavimentadas, enquanto novas vias eram abertas. Um das novas ruas foi a atual Getúlio Vargas, com 50 metros de largura, identificada no plano como um “parkway”, portanto, entendida como uma via urbana projetada tanto para o tráfego de veículos quanto para a estética e a recreação. “Trabalha-se na abertura de duas avenidas em que se bifurcará o parkway, uma das quais atingirá a Praça da Independência, atendendo, assim, com a avenida Epitácio Pessoa, ao tráfego do litoral, tanto de Tambaú como para Cabedelo”, explicou Nestor de Figueiredo em entrevista ao jornal A União. Ao tempo que se abriu a Getúlio Vargas, também foi construído o Instituto de Educação, atual Lyceu Paraibano, num grande terreno até então abandonado e inóspito, segundo descreve a matéria do jornal oficial paraibano.
Hoje, a Getúlio Vargas, continua abrigando o Lyceu, a Primeira Igreja Batista (1956), assim como um casario nobre (formado por antigas residências), em dois pavimentos, que presentemente serve a iniciativas particulares diversas, datado das décadas de 1940 e 1950. Outras construções importantes são os prédios residenciais Santa Rita (1960) e Caricé (1967), e o antigo prédio da Reitoria da UFPB (hoje servindo à Previdência Social), inaugurado em 1968. A avenida Getúlio Vargas, uma das mais belas da capital paraibana, segue como um dos nossos principais roteiros de tráfego urbano, não apenas ligando o Centro às praias e a Cabedelo, em conformidade com o projeto original, como a diversos outros bairros de João Pessoa, especialmente aos da Zona Leste da cidade.
(As fotos representam a avenida Getúlio Vargas, com destaque para o seu casario histórico e os edifícios residenciais Caricé, à direita, e Santa Rita, à esquerda, e o Instituto de Educação, o Lyceu, em fase final de construção)



IVO BICHARA – O PRIMEIRO HIPPIE PARAIBANO Por Rui Leitao 

Publicado no jornal A UNIÃO edição de hoje

IVO BICHARA – O PRIMEIRO HIPPIE PARAIBANO Por Rui Leitao

Sempre que ouço a canção SER DIFERENTE É NORMAL, de Gilberto Gil, lembro de uma figura que se destacava na vida cotidiana da capital paraibana na segunda metade do século passado: Ivo Bichara. Quando o compositor baiano canta: “Todo mundo tem seu jeito singular/De ser feliz, de viver e de enxergar”, não há como deixar de reconhecer na sua personalidade esse “jeito ímpar de ser”. Não tinha qualquer preocupação em seguir os padrões de comportamento da sociedade na época. A começar pela forma de se vestir, numa indumentária bem parecida com os hippies, com um alforje a tiracolo e uma bandana na testa. Talvez por isso se diga que foi o primeiro hippie da Paraíba. O visual de Ivo “Bitch”, como era carinhosamente tratado por seus contemporâneos, chamava a atenção.

Era um sujeito muito inteligente, se irritava quando conversava com alguém que ele percebia inculto. Exímio enxadrista, frequentava o clube Cabo Branco, no centro da cidade, onde se reuniam os apreciadores da nobre arte do xadrez. Foi presença marcante, também, na sala de xadrez do Sebo Cultural, de Heriberto Coelho, na Rua 13 de Maio e na barraca do Pau Mole, em Tambaú, próximo de onde residia. Jogava por prazer e era imbatível na modalidade do xadrez-relâmpago, partida que durava em torno de cinco minutos.

Integrante de uma família tradicional do sertão paraibano, destoava do perfil dos parentes, principalmente seu irmão importante, o ex-governador e romancista consagrado Ivan Bichara. Nasceu em Cajazeiras. Nunca trabalhou, era um “bon vivant”, meio irresponsável. No entanto, assistia missa diariamente na igreja de Santo Antônio, próximo ao Hotel Tambaú. Era católico praticante.

Irônico, crítico sarcástico, foi protagonista de episódios que bem demonstravam o seu espírito brincalhão e irreverente. Certa vez, chegou a ser preso por participar de uma passeata de protesto contra a ditadura militar. Ao ser interrogado, o delegado perguntou como ele se chamava. Respondeu pronunciando seu nome em inglês: “Aivo Baichera”. Por achar estranho, o delegado pediu que ele falasse como se escrevia. Sem se intimidar, disse: “A minha obrigação é dizer meu nome. A sua, delegado, é saber inglês para escrever certo…” Não ficou na delegacia por muito tempo, talvez porque devam ter tomado conhecimento de que se tratava do irmão do governador.

Era um cinéfilo e não perdia a estreia dos filmes exibidos no Cine Rex, que ficava em frente à sede do Cabo Branco. Conta José Mário Espínola que nos intervalos das matinês, às vezes surpreendia ao cantar alto, boleros como La Barca, proporcionando um espetáculo à parte. Gostava de línguas, tendo sido um dos primeiros alunos da Escola de Cultura Inglesa da nossa Capital, daí porque nesses shows no cine Rex, enquanto aguardava o reinício do filme, cantava músicas estrangeiras na versão original. A sua veia artística apresentava talento para as artes plásticas.

E assim viveu até a primeira década deste milênio. Nos últimos anos de vida estava sofrendo de mal de Parkinson e faleceu de embolia pulmonar. Foi, sem dúvida, um personagem muito conhecido e tido como primeiro hippie paraibano. Não tinha medo de ser diferente.

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MÚSICA DA PARAÍBA, HOJE; Escrito Por Gilvan de Brito 

MÚSICA DA PARAÍBA, HOJE; Escrito Por Gilvan de Brito

“Quem te viu e quem te vê”, é um sintagma que se aplica muito bem à Música da Paraíba, Hoje. Existe música da Paraíba hoje? A música que marcou presença foi a do passado, que vale a pena lembrar como uma das mais divulgadas, aplaudidas e executadas no Brasil e no mundo, nas décadas de 70 e 80 do último século. Tanto pela qualidade quanto pelo entusiasmo das letras e das músicas, pontuais. A Paraíba é um caso raro no tratamento de seus artistas: morde e assopra. No fim da década de 60, Zé Ramalho veio do sertão, empolgado, com os alforjes cheios de belas composições, e certo de que poderia abafar, marcou um show no teatro Santa Rosa. Nove espectadores compareceram à casa de espetáculos, cinco pagaram. A sua reação mostrou a indignação de um artista que sabia de sua competência e de sua superioridade: virou-se para os objetos de cena, do palco, e destruiu uma TV, daquelas antigas, de enormes tubos de imagens, e cancelou a apresentação. No meio do sentimento de cólera, tomou uma decisão: foi-se para o Rio de Janeiro, com as mesmas músicas. Viu e venceu, endeusado e apontado como um dos melhores compositores e autores brasileiros, com o que havia de melhor do nosso cancioneiro popular, expressando e traduzindo a cultura do povo através da música. Naquela altura, Vital Farias já fazia estrondoso sucesso no eixo Rio São Paulo e depois em todo o país, depois que uma música sua serviu de tema à uma novela da TV Globo. Elba Ramalho, que vinha patinando na música da Paraíba, quando resolveu partir com Luiz Mendonça, Livardo Alves e Anco Márcio, com a peça “Cancão de Fogo”, e antes de terminar o trabalho, no Rio de Janeiro, disse: “aqui é o meu lugar”. Ficou e abafou, constituindo-se numa das maiores intérpretes nacionais durante muitos anos, com uma voz inconfundível. Cátia de França, no embalo dos demais, também tentou no Rio de Janeiro, fez shows e marcou sucessos, mas não suportou a distância da Paraíba e voltou e Chico César, com belas canções (ainda resiste, fazendo a ponte com os tempos áureos; Correndo por fora, Livardo Alves, no embalo da “Marcha da Cueca”, liderou as audiências dos festejos carnavalescos durante vários anos, do Rio e São Paulo, além das músicas que marcaram a sua nordestinidade na parceria com Vital Farias e com outros parceiros; Pedro Osmar, com belíssimas composições gravadas por Elba Ramalho. E, ainda, Bráulio Tavares, Antônio Barros e Cecéu, Flávio José, Sivuca, Genival Macedo, Glorinha Gadelha, Marinês, Capilé e Carlos Aranha, vencedor de festivais e autor de belas músicas, o polivalente Dida Fialho, Thadeu Matias. e o regionalismo de Pinto do Acordeom. Antes destes, o grande compositor e intérprete vencedor de vários festivais do Rio de Janeiro, Geraldo Vandré, cuja biografia eu tive a satisfação de escrever (Não me Chamem Vandré, editora Patmos, 280 p); Jackson do Pandeiro, que mostrou como se marca o ritmo e Zé do Norte, vencedor do prêmio da trilha sonora do filme O Cangaceiro, no festival de Cannes, na França. Não devemos esquecer também de Genival Lacerda, Rosil Cavalcante, Fernando Lélis, Roberto Luna, Jairo Aguiar. Mas havia, ainda, aqueles que se encontravam fora do circuito das grandes gravadoras nacionais, dos velhos Long Plays. Para preencher essa lacuna tive a ideia de produzir um álbum duplo reunindo 29 artistas, entre compositores, autores, arranjadores e intérpretes, nos discos Música da Paraíba, Hoje – 1 e 2 – registrando para a posteridade a música que se fazia na Paraíba entre as décadas de 70 e 80 do século passado, hoje uma relíquia.

Participaram direta e indiretamente do terceiro grande movimento da música local, intitulado Música da Paraíba, Hoje: Adelino, Alarico Correia Neto, Alexandre Brito, Ari, Babí, Boto, Bráulio Tavares, Cacá Ribeiro, Carlos Aranha, Carlos di Carlo, Chico César, Chico Mendes, Clementino Lins, Dida Fialho, Elias D´Angelo, Eudes Henrique, Eugênio Cavalcante, Fernando Teixeira, Fubá, Gilvan de Brito, Golinha, Hélio Ricardo, Huguinho, Isa Y Plá, Jailson, Janduhy, Janjão, Jarbas Mariz, João Lira, Jorge Negão, José Ariosvaldo, José Cabral, Léo Almeida, Livardo Alves, Lúcio Lins, Lugmar Medeiros, Mário José Pessoa, Mário Lins, Marquinhos Aguiar, Milton Dornelas, Mozart, Nell Blue, Neném Xavier, Nido, Nino da Flauta, Parrá, Paulo Batera, Paulo Paiva, Paulo Ró, Pedro Osmar, Roberto Araújo, Roberto Gabínio, Rubinho, Sérgio Túlio, Sílvio Osias, Unhandeijara Lisboa, Vasconcelos, Waldo do Vale, Walter Galvão, Zé da Flauta, Zé da Viola e Zewagner.

Este despretensioso ensaio sobre a música paraibana destaca a atividade musical, preferencialmente, daqueles compositores, autores e intérpretes que ao longo do tempo permaneceram distante das grandes gravadoras, que tolheram suas ações, mas inclui também alguns dos grandes nomes, particularmente com os trabalhos que iniciaram sua vida musical. Assim, procuramos mostrar não apenas aqueles que despontaram nacionalmente na música, mas também os que, por motivos diversos, sofreram a ação predatória das Gravadoras do eixo Rio-S. Paulo, ficando à margem do sucesso ao nível do país. Como veremos, a grande maioria teria chances de despontar no cenário nacional. Por isso procuramos nesta produção de meio século de música, lembrá-los e fazer-lhes justiça perante o tempo, para que no futuro saiba-se como foi a Música da Paraíba, Ontem.
Lembremos também dos participantes do movimento dos festivais, o segundo, da música paraibana, na década de 60: Agápio Vieira, Águia Mendes, Aléssio Toni, Alex Madureura, Ary, Babi, Barreto Neto, Benedito Honório, Bráulio Bronzeado, Bráulio Tavares, Cacá Ribeiro, Carlos Aranha, Carlos Roberto de Oliveira, Chico Mendes, Chico Teotônio, Clementino Lins, CleodatoPorto, Coringa, Costa Neto, D. Martins, Das Bandas da Paraíba, Dida Fialho, Diógenes Brayner, Diógo, Elba Ramalho, Elias D´angelo, Fernando Aranha, Fernando Teixeira, Francisco Zacarias, Fúba, Genival Lacerda, Genival Macedo, Genival Veloso, Gilberto Patrício, Gilson Reis, Gilvan de Brito, Grupo Cabroeira, Huguinho Guimarães, Isa Y Plá, Ivanildo Vila Nova, Jaguaribe Carne, Jairo Aguiar, Jarbas Mariz, Joana Belarmino, João Carlos Franca, João Gonçalves, João Linhares, João Manoel de Carvalho, Jomar Souto, Jorge Negão, José Neves (maestro e compositor), José Rui, Jr. Espínola, Léo Almeida, Lis, Lugmar, Luiz Ramalho, M. Leite, Maestro José Neves, Manoelzinho Silva, Marcos Tavares, Marcus Vinícius, Mário José Pessoa, Marlene Freire, Marquinhos Aguiar, Metalúrgica Felipéia, Milton Dornellas, Moacir Codeceira, Mozart, Natanael Alves, Nell Blue, Neumane Pinto, Nevinha, Nino da Flauta, Oliveira de Panelas, Orquestra de Vilor, Os Quatro Loucos, Pádua Belomont, Parrá, Paulinho Ditarso, Paulo Melo, Paulo Paiva, Paulo Ró, Pepy, Roberto Araújo, Roberto Gabínio, Ronaldo Monte, Rubinho, Rui de Assis, Sérgio Túlio, Shirley Maria, Sindalva, Sônia Maria, Waldo do Vale, Zé Pequeno, Zemaria de Oliveira, Zete Farias e Zewagner.

 

Depois de Música da Paraíba, Hoje pouco se fez para justificar um quarto movimento da música paraibana. Depois de 1980 sugiram vários intérpretes, instrumentistas, letristas e compositores, que vêm marcando presença na música paraibana, sem que se possa considerar, com honrosas exceções, nestes 32 anos algum movimento aglutinante capaz de lançar nomes além fronteiras, como os anteriores. A nova geração da música é composta de Adeíldo Vieira, Adeílde Lopes, Ademir Mantovani, Águia Mendes, Alex Madureira, Álice Lumi, Almir do Vale, Altimar Garcia, Anay Claro, Arari, Ariadne Lima, Artur Dionísio, Betinho Muniz, Bob Farias, Byaya, Cacá Santa Cruz, Cassandra Figueiredo, Cachimbinho, Capilé, Carlinhos Cocó, Chikito, Chiquinho Mino, Cícero Caetano, Clementino Lins, Climério, Costinha, Dadá Venceslau, Dario Junior, Dejinha de Monteiro, Déo Nunes, Diana Miranda, Dida Fialho, Dida Vieira, Edinho Arruda, Edmilson Felix, Edson Batera, Eliete Matias, Elisa Leitão, Eric Von Shohsten, Erivan Araújo, Escurinho, Eudimar, Fabíola, Fábio P.C., Fátima Lima, Flávio Boy, Florismar, Fernando Pintassilgo, Francisco Alcântara, Francisco Sobrinho, Geo Ventania, Geraldo Mousinho, Germana Cunha, Gilberto Nascimento, Gilvando Pereira, Gladson Carvalho, Glauco Andreza, Gracinha Teles, Humberto Almeida, Irani Medeiros, Jadir Camargo, Jairo Madruga, Janduhy Finizola, Jeová de Carvalho, Jessé Anderson, Jessé Jel, João Barbosa, João Linhares, João Paulo, João Barbosa, Joca do Acordeão, Jorge Benício, José Francinaldo, José Arimatéia, José Soares, José Neves, Josias Paes, Josiel, Jotinha, Judimar Dias, Junior Natureza, Junior Targino, Kennedy Costa, Lau Siqueira, Leo Meira, Lígia Guerra, Luciene Melo, Luiz Carlos Otávio, Laurente Gomes, Lindevaldo Cipriano, Lis Albuquerque, Lúcio Lins, Luizinho Barbosa, Marder Farias, Marcelo Ferreira, Marcone Barbosa, Marcos Carneiro, Marcos Fonseca, Marcus Milanês, Marcos Tavares, Maúde, Mauro Martins, Mestre Fúba, Mihno Dgil, Milton Dorneles, Mônica Melo, Nanado Alves, Nando Azimute, Nando Santos, Naor Xavier, Natálie Lima, Nau Nunes, Nelson Campos, Nelson Teixeira, Nelson Valença, Neto Guarabira, Osvaldo Nery, Pablo Ramirez, Pádua Belmont, Patrícia Moreira, Paulinho Ditarso, Paulo Barreto, Paulo Batera, Paulo Vieira, Paulo Vinícius, Percival Henrique, Piancó, Pinto do Acordeão, Ranilson Bezerra, Regina Brown, Renata Arruda, Ricardo Anísio, Ricardo Fabião, Rivaldo Dias, Rivaldo Serrano, Ronaldinho Cunha Lima, Rogério Franco, Ronaldo Cavalcante, Ronaldo Monte, Robeldik Dantas, Roberta Miranda, Roberto Ângelo, Roberto Costa, Romero Remígio, Rosildo Oliveira, Ryná Souto, Rubinho Jacob, Samuel Espinoza, Sandoval, Sandra Trajano, Sandoval Moreno, Sandoval de Oliveira, Sandro Pitta, Sandro Targino, Saulo Mendonça, Sérgio Galo, Soraya Bandeira, Tampinha, Tatá Almeida, Tonho Monteiro, Tota Arcela, Totonho, Teínha, Vanine Émery, Walber de Andrade, Walter Galvão, Walter Luís, Walter Santos, Walter Signus, Wandinho Araújo, Wanine, Wilmar Bandeira, Wilson Barreto, Vander Farias, Vavá Dias, Villor Araújo, Virgínia Lombardi, Xisto Medeiros, Yerco Pinto, Zé Badú, Zé Gotinhá, Zé da Viola, Zilma Pinto e Zizi Sanfoneiro, dentre outros.
Muitos dos que pertenceram ao movimento anterior continuaram, como Alberto Arcela, Benedito Honório, Clementino Lins, Chico César, Elias D´angelo, Pedro Osmar, Paulo Ró, Poty Lucena, Rubinho, Fúba agora chamado Mestre Fúba, e Milton Dornelas.
Nestes tempos de pandemia, no qual ficamos em casa sem fazer nada, resolvi escrever este leve ensaio, que por ser um pouco extenso, sei que poucos vão se aventurar a lê-lo. Mesmo assim, fica o registro para a História.

 

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www.reporteriedoferreira.com.br    Escrito Por Gilvan de Brito- Jornalista e escritor