PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Maestro Severino Araújo e a Paraíba Sério Botelho


Dois homens foram executados nesse domingo (1º) na Grande João Pessoa, em crimes sem relação entre si. Os casos aconteceram em Cabedelo e em Santa Rita e em ambos os casos as vítimas foram mortas a tiros.
O caso mais recente foi em Várzea Nova, bairro de Santa Rita. O crime aconteceu de noite e a Polícia Civil da Paraíba identificou cinco tiros no homem.
Ele foi encontrado morto nas proximidades de uma praça e a Polícia Civil da Paraíba foi acionada. No local, a perícia informou que o crime é atípico, porque não havia marcas de sangue nem projéteis deflagrados, o que indica que o assassinato não aconteceu no local.
A principal suspeita é que o homem, cuja identidade ainda é desconhecida, foi baleado em outro local. Fugiu, mas acabou caindo morto naquele ponto da cidade. As pessoas do bairro também não reconheceram a vítima.
Já em Cabedelo o crime aconteceu por volta das 14h e o homem morto foi identificado como sendo Dênis da Silva Valadares, de 24 anos.
Ele estava numa espécie de vila no centro da cidade quando dois homens chegaram ao local em um carro branco. Eles desceram e efetuaram dez disparos.
Uma testemunha que estava no local ainda teve o seu celular roubado pela dupla. Ele conta que, ao ouvir os tiros, pensou que o alvo era ele, mas só depois percebeu que um outro homem havia sido executado.
Nos dois casos, a Polícia Civil ainda não tem informações sobre os autores dos assassinatos.
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Um homem morreu e uma mulher ficou seriamente ferida a tiros durante um tiroteio em uma festa na cidade do Congo, interior na Paraíba.
Diz a Polícia Militar, o alvo do ataque seria um ex-presidiário, que estava no local e conseguiu se evadir estando a polícia em seu encalço
Suspeitos invadiram o evento e atiraram várias vezes contra o homem. Valdemir da Silva não resistiu aos ferimentos e morreu na hora.
Uma mulher que estava na festa foi atingida por uma bala perdida e socorrida para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande.
A assessoria de imprensa da unidade informou ao Notícia Paraíba que a mulher foi atingida com um disparo de raspão na cabeça e segue internada. O estado de saúde dela é considerado estável.

O secretário de Infraestrutura do município de Gurinhém, Hudson Samir Galgani da Silva, foi vítima de uma tentativa de homicídio na tarde desta sexta-feira (29). O crime teria sido praticado por um servidor diarista da Prefeitura, que, insatisfeito com supostos descontos salariais, confrontou o secretário armado com uma faca.
Durante a discussão, o homem desferiu um golpe nas costas de Hudson, que precisou de atendimento médico emergencial. Ele foi inicialmente socorrido pelo Samu e levado para a Policlínica da cidade. A faca ficou encravada na vítima, que agora aguarda um procedimento cirúrgico para sua retirada.
A Polícia Civil informou que o suspeito já foi identificado e diligências estão em andamento para sua localização e prisão. Testemunhas relataram que o servidor alegou descontos inadequados em seu pagamento, o que teria motivado a ação violenta.
O caso gerou grande repercussão em Gurinhém, onde a comunidade aguarda o desfecho das investigações. A polícia segue apurando as circunstâncias do crime e reforça que o suspeito poderá responder judicialmente pela tentativa de homicídio.

Publicado no jornal A UNIÃO edição de hoje
“AINDA ESTOIU AQUI”, UM FILME IMPACTANTE
Assisti ao filme “AINDA ESTOU AQUI”, dirigido por Walter Salles e protagonizado por Fernanda Torres e Fernanda Montenegro em diferentes fases da vida, como também por Selton Mello, no papel do ex-deputado Rubens Paiva. A película teve roteiro baseado no livro autobiográfico de Marcelo Rubens Paiva, com destaque para a força com que sua mãe, Eunice Paiva, enfrentou o drama de ser uma mulher que perdeu o marido, sequestrado e morto pela ditadura militar, em 1970, assumindo, não só a responsabilidade de cuidar, sozinha, dos cinco filhos, órfãos de pai desaparecido, como também se tornando uma ativista dos direitos humanos, lutando, incansavelmente, pela verdade sobre o paradeiro de seu marido.
O filme é impactante e está sendo exibido em todos os cinemas do país num momento muito oportuno, quando se faz necessário desenvolver uma luta para anular o esforço da extrema direita nacional em silenciar e apagar da nossa memória, a experiência traumática que a sociedade brasileira viveu nos chamados “anos de chumbo” da ditadura militar. O entulho autoritário e a ideologia dos militares da época permanecem latentes até a contemporaneidade, fazendo com que estejamos sempre vendo a nossa democracia ameaçada de novos golpes.
“AINDA ESTOU AQUI” provoca os expectadores a fazerem uma profunda reflexão sobre um tempo que deixou tristes marcas. Muitas pessoas permanecem, até hoje, sem ter notícias dos seus familiares desaparecidos após serem presos. Causa indignação constatar que os crimes cometidos nesse período, continuam impunes, nos oferecendo a convicção de que a anistia produz movimentos de renovação dos atos golpistas pelos mesmos criminosos.
Foi emocionante ver o público, que se fazia presente no cinema, ao final da exibição do filme, gritar “ditadura nunca mais”, “sem anistia para os criminosos”, numa manifestação de desaprovação ao legado ideológico do regime de força imposto pelo golpe de 1964. Preservar a memória histórica relacionada à ditadura é fundamental para que sejam evitadas novas práticas ditatoriais.
Cada vez mais me convenço do quanto isso se torna importante e urgente. Os brasileiros que não experimentaram os 21 anos em que o país esteve mergulhado num regime de exceção, fortemente marcado pela supressão de direitos e pelas arbitrariedades praticadas pelo Estado, têm o direito de conhecer, em detalhes, o que aconteceu nesse período, criando, assim, condições de promover reparação simbólica para aquelas e aqueles que sofreram.
Tenho procurado fazer a minha parte. Em 2013 publiquei o livro “1968 – O Grito de Uma Geração ” que narra, em ordem cronológica, tudo o que ocorreu naquele ano. Em dezembro lançarei novo trabalho literário de resgate da memória desse tempo sombrio de nossa história, intitulado ‘Eu Vivi a Ditadura Militar”, com o propósito de contribuir para despertar uma consciência coletiva de reconhecimento dos traumas acarretados à sociedade brasileira pela ditadura militar instaurada pelo golpe de 1964. Rever essa fase truculenta de nossa história é colaborar com o fortalecimento do processo democrático que vem sendo atacado.
Por Rui Leitão- Advogado, jornalista, poeta, escritor
Uma conselheira tutelar identificada como Rejane, mais conhecida como Professora Rejane, morreu após ser baleada na noite desta sexta-feira (22) em Bayeux, região metropolitana de João Pessoa. O crime ocorreu na Rua Gilvan Noberto da Silva, no bairro Comercial Norte. O principal suspeito do disparo é seu companheiro, o sargento da Polícia Militar identificado como Paiva, que teria tirado a própria vida logo após o ocorrido.
De acordo com informações preliminares, o filho de Rejane encontrou o casal ferido dentro de casa e acionou socorro. Ele conseguiu levar a mãe para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Bayeux, mas ela não resistiu aos ferimentos.
O sargento Paiva era lotado no 7º Batalhão da Polícia Militar da Paraíba e também atuava no Centro de Educação da corporação. A Polícia Militar foi acionada e está investigando as circunstâncias do caso, registrado por volta das 18h.
Equipes da Polícia Civil e da Perícia Criminalestiveram no local para realizar os primeiros levantamentos. O caso está sendo tratado, inicialmente, como um possível feminicídioseguido de suicídio. A motivação do crime ainda é desconhecida.
As investigações continuam para esclarecer os fatos.
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