O importante Festaruanda Por Sérgio Botelho



Crimes violentos foram registrados em menos de duas horas em Mamanguape, na Paraíba. Três pessoas foram assassinadas a tiros na madrugada dessa quarta-feira (4).
De acordo com a Polícia Militar (PM), o primeiro crime registrado foi o homicídio de um homem. Ele estaria caminhando em uma rua quando foi atingido pelos tiros, não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
Pouco depois, um casal foi morto a tiros dentro da própria casa em outro bairro. Segundo informações repassadas pela PM, um grupo armado teria invadido a residência e efetuados vários tiros contra as vítimas. Os criminosos ainda teriam tentado colocar fogo na casa.
A Polícia Civil deve investigar se os crimes podem ter relação.
Ninguém havia sido preso até a publicação desta matéria. 0s assassinatos continuam envolvidos em mistérios

Um incêndio atingiu a Central de Abastecimento (CEASA) de Patos, no início da tarde desta quinta-feira (5). Uma grande nuvem de fumaça pode ser vista, o que chamou a atenção da população.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e realizou os procedimentos emergenciais no local, controlando o fogo. O tenente-coronel Danilo Galvão afirmou, que a causa do incêndio ainda é desconhecida.
“Deslocamos duas viaturas e o fogo se localizou em uma câmara fria. Foi rapidamente controlado pela nossa guarnição, mas ainda não sabemos a origem do incêndio. Aparentemente, pode ter sido causado por um aparelho de ar-condicionado, mas não podemos confirmar ainda”, disse o tenente Danilo.
A corporação ainda confirmou que o fogo foi controlado, não foram registradas vítimas e o incêndio ficou restrito ao compartimento da câmara fria.
De acordo com o tenente, as outras partes da CEASA logo terão a operação encerrada e, ainda hoje à tarde, estará apta a voltar a funcionar. A princípio, não há impedimentos para o funcionamento dos outros boxes.


Aluno tenta matar professor com faca dentro de escola na Grande João Pessoa (Foto: Agência Brasil)O incidente não resultou em lesões graves, e nenhum dos envolvidos sofreu ferimentos. O aluno, que até então não apresentava comportamento problemático, foi rapidamente abordado e se apresentou ao Conselho Tutelar. Após tomar conhecimento do fato, o Conselho Tutelar informou o Ministério Público sobre a ocorrência.
A diretora da escola informou que o aluno nunca havia causado problemas anteriormente. No entanto, a família do estudante alegou que ele vinha apresentando comportamentos estranhos nos últimos tempos, o que pode ter influenciado o comportamento do jovem. O caso está sendo investigado, e as autoridades responsáveis aguardam mais informações sobre o que teria motivado a ação do aluno.
O Conselho Tutelar emitiu uma nota sobre o caso: O Conselho Tutelar Setor II da cidade de Bayeux recebeu informações sobre o ocorrido e está acompanhando o caso, sempre com o objetivo de garantir os direitos do adolescente envolvido e contribuir para que medidas adequadas sejam tomadas. Nossa prioridade é trabalhar em conjunto com a escola, a família e os órgãos competentes, como a polícia e o Ministério Público, para apurar os fatos e promover intervenções que auxiliem na resolução do caso. Também reforçamos que situações como esta destacam a importância de políticas públicas voltadas à educação, à saúde mental e ao acompanhamento de adolescentes em situação de risco. O conselho continuará à disposição para apoiar e encaminhar as ações necessárias.
A escola permanece em funcionamento, com a situação sendo monitorada.
Façamos a Revolução do Amor Por Rui Leitao
São Francisco foi um revolucionário do amor. Ele tinha a convicção de que o amor é que nos encoraja a seguir em frente nos momentos de dificuldades. Quando amamos enxergamos o mundo com outros olhos. É um sentimento que une opostos, ultrapassa barreiras, vence obstáculos.
“Onde houver ódio, que eu leve o amor”. Num tempo em que muitos insistem em pregar a violência, alimentando o ódio, saibamos ter a compreensão de que através do amor exercitamos a paciência, a humildade, a fraternidade. Que motivos levam uma pessoa a odiar e perseguir seus semelhantes? Que razões existem no coração de alguém para desejar o mal ao próximo? O ódio é a insatisfação da pessoa que pensa somente em si. Substituindo o ódio pelo amor, estaremos contribuindo para um ambiente de paz.
“Onde houver ofensa, que eu leve o perdão”. A mágoa e a raiva são causadores de ofensas gratuitas. Guardar ressentimentos fere a nossa alma. O rancor estimula a vingança. O que nos leva a ter tanta dificuldade em perdoar?. Com o perdão vem a justiça e também a misericórdia. A dureza do coração é muito pior do que a decepção.
“Onde houver discórdia, que eu leve a união”. Os fomentadores da discórdia louvam a ira, as desavenças, a desunião. Adoram assistir o espetáculo dos conflitos, das divergências, da desarmonia. Lamentavelmente vemos líderes políticos que incitam o embate fratricida. A vaidade e a arrogância se sobrepõem ao bom senso. Que Deus nos permita recusar aqueles que inflamam a fúria. Só na união conseguiremos vencer. Tem um velho e verdadeiro ditado que diz: a união faz a força.
Que a ternura e a compaixão dominem nossos corações. Não permitamos a revolução armada, da força, da intimidação, do poder autoritário. Queremos a revolução do amor, aquela que nos proporcionará paz, respeito entre as pessoas, inibidora da violência.
Rui Leitão-Advogado, jornalista, poeta, escritor
Um adolescente de 16 anos foi executado a tiros na frente do pai, na madrugada desta terça-feira (3), em Cabedelo.
A vítima, identificada como Alexandre Alves da Silva, estava em casa quando pelo menos oito homens invadiram o local e o mataram com diversos tiros, muitos deles na cabeça.
De acordo com o delegado Paulo Josafá, a principal linha de investigação é de que o crime tenha sido motivado por uma disputa territorial entre facções criminosas rivais.
Alexandre estava em liberdade há pouco mais de um mês, após passar 11 meses internado em um Centro Educacional por assalto.
Por Rui Leitao
Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O ser humano é, por natureza, um ansioso. Impaciente quando não vê seus desejos serem atendidos na urgência almejada. Movido por emoções, se apressa em cobrar providências num tempo que não é, necessariamente, o seu. É o caso em que fica na dependência da justiça. O tempo dela, nem sempre é o mesmo da opinião pública. Estamos vivendo isso no momento atual da política brasileira.
Boa parte da população vive a expectativa de ver os responsáveis pelos ataques à democracia serem exemplarmente penalizados. Não se fala em outra coisa. Alguns já comemorando a finalização do julgamento e a consequente prisão dos responsáveis, outros compreendendo que o devido processo legal deve obedecer ao trâmite normal e isso pode demorar mais algum tempo. Mas é perceptível a cobrança da necessidade de urgência no encerramento desses processos que tratam dos atos antidemocráticos praticados nos anos recentes em nosso país. Os indícios apurados pela Polícia Federal são fortemente identificados, após um procedimemto cuidadoso e rigoroso nas investigações, consubstanciando material probatório bem estabelecido.
É normal que muitos reclamem da morosidade da justiça em nosso país. Mas, ainda que aconteça a pressão popular, é importante garantir os direitos consagrados na Constituição e nas leis processuais penais, a fim de que, no futuro, o julgamento não seja prejudicado pelo apontamento de falhas técnicas. Até porque os julgadores não devem formar juízo sobre uma causa com base no que se debate nas redes sociais, refletindo o pensamento da opinião pública. A Lava Jato é o melhor exemplo de como a justiça açodada termina por ser parcial e imperfeita.
A Procuradoria Geral da República e o Supremo Tribunal Federal têm demonstrado que pretendem analisar o indiciamento com cautela para bem fundamentar a denúncia e o processo na sua integralidade. É verdade que o cerco está se fechando. Diante da gravidade do conjunto probatório apresentado, a população fica perguntando se já não é a hora de punir rigorosamente os criminosos que tentaram matar a nossa democracia. No entanto, o Estado de Direito pressupõe regras, exigindo, então, que o processo seja bem conduzido, sem risco de que no futuro esse esforço seja invalidado. Tem uma conhecida expressão popular que diz: “a pressa é inimiga da perfeição”.
Ainda que haja “fome e sede de justiça”, é prudente, porém, que se tenha um pouco mais de paciência. Afinal de contas, é melhor uma justiça que tarde, do que uma justiça que falhe. Esse cuidado é importante, mas, também, é preciso atentar para o fato de que a demora pode produzir uma impunidade que motive a continuidade das ações golpistas. Reina uma inquietação com o natural receio de que os criminosos fiquem impunes. O Brasil precisa romper com a tradição de impunidade diante dos arquitetos dos repetidos golpes de Estado. Sem anistia. O chefe maior possivelmente será o ultimo a ser preso, porque os subalternos da quadrilha ainda têm muitas informações para fornecer. Mas a hora está chegando. Disso não há mais dúvidas.