A NATUREZA EM LEGÍTIMA DEFESA Por Francisco Nóbrega dos Santos

A NATUREZA EM LEGÍTIMA DEFESA
Por Francisco Nóbrega dos Santos

Desde os Séculos Antes de Cristo, já existiam os fenômenos da Natureza, tais como Chuva, Sol, Noite, Dias, Luz e Trevas. Existiam, como consequências, os seres animados ou inanimados.
Como sequência (ou consequência) dessa múltipla criação, vieram o homem, a mulher entre outros seres depredadores, (conscientes ou inconscientes) para habitação nesse Universo repleto sinônimos e antônimos, tais como vida e morte, homem e mulher (machos e fêmeas), produção e reprodução (extermínio ou proliferação), muitos seres e coisas, visíveis ou invisíveis.

Não obstante toda essa criação, a evolução, criou, com reserva de domínio, o livre arbítrio, um dos ATRIBUTOS das prerrogativas que originaram o DIREITO NATURAL.
Infelizmente, dentre essas criações, surgiram os degredados filhos de Eva, os descendentes de CAIM, outros que institucionalizaram, o crime, o roubo, responsáveis pelo enriquecimento sem causa, a apropriação indébita, que somados a esses atributos, geraram uma mudança radical, como déspotas, mercenários, peculatários, estelionatários sem excluir os otários, como o equilíbrio da balança para as conquistas ilícitas.

Com a meteórica evolução da mente do “HOMO SAPIENS”, A Política, com a conquistas e centralização dos poderes, corroendo a mente dos que ficaram no lado oposto, para, serem utilizados ou manipulados no desempenho das ações, OMISSIVAS OU COMISSIVAS, em benefícios próprios (ou impróprios),
Nessa conjuntura, não obstante o Direito Natural, nascido dos Jurisconsultos Romanos, rígido e inflexível, embasado na dialética “ DURA LEX SED LEX” “a Lei é dura mas é Lei”, ferida, impiedosamente através do Direito Codificado, pelos sábios aventureiros que instituíram dúbias interpretações, e geraram Direitos e Obrigações ( para os fortes e para os fracos, respectivamente.

Arrimado nessas flexibilizações, criou-se o “Estado”, originariamente STATUS, que se traduz em PODER.
Hoje é o que se ver; posses invasivas das propriedades alheias, com o extermínio de indígenas, desmatamento indiscriminado, com o disfarce de “um fenômeno natural”, tudo isso tramado ou amparado por governantes, em interesses próprios ou da sua Dinastia, “eternização do Poder”.
A prova mais evidente encontra-se na prática criminosa de queimadas das reservas florestais, Ocultadas ou, intencionalmente, praticadas, pelos poderes ou poderosos, forçando a destruição do bioma, reduzindo a história natural da Amazônia e de outras reservas verdes, para gerar verdadeiras “SELVAS DE PEDRA “, sufocando as nascente, estrangulando o subsolo, em busca de minérios naturais, para edificação de de “arranha Céus”, com a morte, impiedosa da Natureza, sob os olhares omissos dos detentores do poder, ante a passividade de um povo condenado à morte pela falta do ar necessário e indispensável à sobrevivência das espécies humanas ou vegetais.E assim caminha a humanidade (ou desumanidade) .

A reação, contra essa injusta agressão, vem se manifestando através das enchentes avassaladoras, que tiveram grandes reflexos no Brasil e em outros Países, secas causticantes, causadas por um aquecimento global, terremotos ou maremotos, tufões e outros inevitáveis fenômenos, castigando os continentes.
Finalmente, a vingança da Natureza vem se manifestando através de fatos, contra os atos dos que deram causa a esses desastrosos eventos, como um BASTA DE DEUS, com a dizimação, de todos, ao contrário da Lei do Homem , feita para todos; o Direito para poucos e a Justiça para a minoria escolhida. AQUI SE FAZ – AQUI SE PAGA – É LEI DIVINA – É LEI DE DEUS.

www.reporteriedoferreira.com.br Por Por Francisco Nóbrega dos Santos- Advogado, jornalista, poeta, escritor




FAÇAMOS UMA CORRENTE DA RESISTÊNCIA DEMOCRÁTICA; Rui Leitao

FAÇAMOS UMA CORRENTE DA RESISTÊNCIA DEMOCRÁTICA; Rui Leitao

O momento atual exige uma mobilização vigilante dos brasileiros de forma a preservar uma ordem social onde os Direitos Humanos e a vida digna sejam possíveis para todos, de acordo com o projeto ético proposto pela Constituição DE 1988. É preciso que cada cidadão se veja responsável e capaz de contribuir na manutenção do Estado Democrático de Direito. Tem que ser um ato de paixão patriótica, no verdadeiro sentido da palavra, compartilhando vontades e objetivos únicos.

Não podemos abrir mão da responsabilidade de sermos agentes transformadores da realidade em que vivemos, jamais admitindo colocar nas mãos de outros a possibilidade de agir com esse propósito. O comportamento de omissão é, antes de tudo, resultante de uma mentalidade de alienação política ou de submissão, de subserviência, servidão voluntária. Para que essa mobilização coletiva se efetive se faz necessário que aprendamos a interagir na relação social, respeitando opiniões divergentes de maneira civilizada, valorizando o saber cultural e conhecendo a nossa história.

Na democracia as ordens e as leis são definidas pelos mesmos que as elaboram, direta ou indiretamente, e que devem a elas serem submetidos, mas com a obrigação de protege-las para evitar que o autoritarismo se manifeste. O Estado Democrático de Direito se fundamenta em aceitar o outro como igual em direitos e oportunidades. Pessoas que pensam diferente não podem ser consideradas inimigas. No diálogo as divergências devem ser entendidas como manifestações distintas que podem ser aproveitadas para que se alcance uma saudável convivência democrática.

Os fatos recentes, quando estivemos muito próximos de um novo golpe à nossa democracia, exigem que a sociedade, como um todo, permaneça vigilante, em defesa do pleno funcionamento das instituições, identificando possíveis abusos de poder e ameaças aos direitos fundamentais. Ao exercer esse papel ativo, estaremos fazendo com que a democracia vença a barbárie. Os 21 anos sombrios da Ditadura Militar no Brasil, não podem ser esquecidos. Relembrar tudo que aconteceu naquele período desperta uma consciência cívica de resistência contra todas as formas opressoras e de ataques à nossa jovem democracia.

A resistência não é um capricho, mas um fundamento próprio da democracia. O cidadão, como sujeito consciente, deve participar de um processo contínuo em que a sociedade possa refletir e decidir sobre si, estabelecendo uma relação social onde se combinem solidariedade e co-responsabilidade, buscando decisões em favor do bem comum. Não cedamos ao medo, enfrentemos os que insistem em matar a nossa democracia. Acreditemos no poder transformador da palavra, das artes, da verdade e da comunicação. Que os golpistas saibam o que a Constituição vigente “proíbe qualquer ameaça ao nosso regime político, prevendo pena de prisão para quem descumprir esse dispositivo”. Portanto, SEM ANISTIA.

www. reporteriedoferreira.com.br  Por Rui Leitão- Advogado, jornalista, poeta, escritor




PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. O Aeródromo da Imbiribeira Sérgio Botelho

Pode ser uma imagem de 1 pessoa, hidroavião e a texto
PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. O Aeródromo da Imbiribeira
Sérgio Botelho
– O atual bairro de Tambauzinho, antes de se tornar o que é, ganhou notoriedade a partir do início do Século XX, quando ali foi implantada uma estação da Ferro Carril Paraibana, cujos trilhos deveriam chegar a Tambaú. Na sequência, onde hoje se localiza o quartel do I Grupamento de Engenharia, passou a funcionar uma escola agropecuária. A região era conhecida como Imbiribeira por conta de uma árvore, assim batizada pelos nativos, bem marcante no local.
Com o tempo, a madeira da imbiribeira passou a ser valorizada por sua resistência e durabilidade, sendo usada em construções (destacadamente na forma de ripas), na fabricação de móveis, e em peças artesanais. Ora chamada de Bosque da Imbiribeira ora de Floresta da Imbiribeira, os escribas da época não poupavam elogios ao belo cenário natural que a região ostentava. No início dos anos 1930, entre o governo João Pessoa e Antenor Navarro, foi ali construído um aeródromo, denominado Campo da Imbiribeira, um dos primeiros campos de pouso a operar na capital paraibana – antecedido pelo Rio Sanhauá, que a esse papel se prestava nos tempos dos hidroaviões -, marcando o início da aviação na cidade.
O Campo da Imbiribeira desempenhou papel de grande importância na história da aviação comercial e militar paraibana. Sua localização privilegiada e relativamente próxima ao centro da cidade tornou-o ponto estratégico para as operações aéreas da época. O aeródromo foi construído durante um período em que a aviação ainda engatinhava no Brasil, servindo tanto para voos experimentais quanto para conexões regionais.
Além disso, ele era utilizado para a formação de pilotos e, também, para manobras militares, especialmente no contexto da Segunda Guerra Mundial, quando as cidades do Nordeste assumiram papel logístico. Com o crescimento urbano e a modernização das estruturas aeroportuárias, o aeródromo foi desativado, dando lugar a novos projetos para a cidade. A área acabou sofrendo transformações urbanas significativas, até os dias de hoje. Contudo, a memória do Aeródromo da Imbiribeira permanece viva como parte do patrimônio histórico de João Pessoa.
www.reporteriedoferreira.com.br   Por Sérgio Botelho, jornalista, poeta, rescritor



Policiais militares da Paraíba morrem em acidente na Praia de Pipa RN

Foto: Reprodução

Dois paraibanos que atuavam como policiais militares no Rio Grande do Norte morreram em um acidente de trânsito na noite dessa sexta-feira (13), na praia de Pipa. As vítimas foram identificadas como sendo o sargento Isau de Andrade Pereira, de 41 anos, e a soldado Jéssica Neri Ferreira Balbino, de 33 anos.

O acidente ocorreu na rodovia RN-003, próximo ao Santuário Ecológico de Pipa. Segundo a Polícia Militar, os policiais estavam fora de serviço quando o veículo em que estavam desviou de um carro e colidiu de frente com outro. O condutor do segundo carro, um turista do Rio de Janeiro, não ficou ferido.

Sargento Isau e soldado Jéssica não resistiram aos ferimentos e morreram no local.

Familiares dos policiais foram ao Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep), em Natal, neste sábado (14), para reconhecer e liberar os corpos, que devem ser velados para João Pessoa. Os sepultamentos estão previstos para este domingo (15) na capital paraibana.

A Polícia Militar do Rio Grande do Norte lamentou as mortes e publicou notas de pesar em homenagem aos dois militares. “O comandante geral, oficiais e praças externam os sentimentos de mais profundo pesar aos amigos e familiares”, escreveu a corporação.




Vigilante é perseguido e morto a tiros em João Pessoa

Um vigilante foi assassinado em João Pessoa. O crime aconteceu no conjunto Cidade Verde, no bairro de Mangabeira, nessa sexta-feira (13).

O homem foi identificado como Tiago Lixa. As informações iniciais são de que ele foi perseguido por criminosos que estavam em um carro enquanto ele transitava de moto.

Os autores do crime atiraram várias vezes e o vigilante teria revidado, mas foi baleado e não resistiu aos ferimentos. Ele morreu no local do ataque. A Polícia Militar isolou a área até a chegada da equipe de perícia.

Informações preliminares são de que, recentemente, o irmão de Tiago também foi assassinado, no bairro do Rangel é o próprio Tiago, foi alvo de um ataque ainda em 2034.

A motivação e os autores do assassinato de Tiago não foram identificados até o momento. Não houve prisão de suspeitos até essa sexta-feira. A Polícia Civil investigará o caso.

Por F5 Online




PARAHYBA DO NORTE. O Hotel Luso-Brasileiro Sérgio Botelho

Pode ser uma imagem de hera
PARAHYBA DO NORTE. O Hotel Luso-Brasileiro
Sérgio Botelho
– No dia 19 de abril de 1923, o jornal A União publicava matéria sobre a presença em João Pessoa do pintor pernambucano Euclydes Fonseca, que marcou época na história das artes plásticas brasileiras, onde se incluía a cerâmica, inclusive com prêmios nacionais e internacionais.
A nota informava que “o illustre artista, no Hotel Luso-Brasileiro, onde está hospedado, tem recebido visitas de vários intellectuaes que lhe vêm testemunhar sympathia pelos seus talentos e esforços”. Ah, o Hotel Luso-Brasileiro! Foi nele que também ficou hospedado, em 1929, importante escritor, crítico literário, musicólogo e intelectual brasileiro do século XX, um dos líderes do movimento modernista, Mário de Andrade, quando de sua visita histórica à Paraíba, destinada ao estudo das manifestações culturais locais.
O Hotel Luso-Brasileiro foi um estabelecimento hoteleiro de destaque em João Pessoa, na primeira metade do Século XX, localizado na Praça Álvaro Machado, no bairro do Varadouro, inaugurado no início dos anos 1900. Durante décadas, o referido hotel foi a escolha preferida de fazendeiros, comerciantes, políticos e intelectuais que visitavam a capital paraibana. Sua localização estratégica, próxima ao porto e à estação ferroviária, facilitava o acesso dos hóspedes às principais atividades comerciais e políticas da cidade.
No entanto, com o passar dos anos, e à medida que a cidade foi subindo, inclusive com a inauguração do Paraíba Hotel, o Luso-Brasileiro entrou em declínio e acabou sendo desativado. Atualmente, o edifício encontra-se em estado de abandono (foto), representando uma perda significativa para a memória cultural de João Pessoa. A situação do Hotel Luso-Brasileiro contrasta com a do Hotel Globo, outro marco histórico da cidade que foi restaurado e hoje atrai turistas interessados em sua rica trajetória e na vista do pôr do sol sobre o Rio Sanhauá. A história do Hotel Luso-Brasileiro serve como alerta sobre a importância de preservar o patrimônio histórico, reconhecendo seu valor cultural e seu potencial para o desenvolvimento turístico.
Sérgio Botelho- Jornalista, poeta, escritor



“CANÇÃO DA DESPEDIDA” Por Rui Leitao

“CANÇÃO DA DESPEDIDA” Por Rui Leitao

Na noite em que foi editado o AI-5, quando a ditadura militar enfim tirou a máscara, Geraldo Vandré e Geraldo Azevedo estavam numa apresentação artística no município de Anápolis, GO e ao tomarem conhecimento de que estavam sendo procurados pelos militares, fugiram. Vandré ficou escondido numa fazenda no interior de Minas Gerais, hóspede da viúva do escritor Guimarães Rosa, dona Aracy Carvalho. E foi lá onde a dupla compôs “Canção da despedida”, uma melancólica música de exílio.

A censura proibiu o seu lançamento, e só após quinze anos foi liberada e resgatada por Elba Ramalho. No disco não consta créditos à autoria de Geraldo Vandré, porque não foi permitido por ele, aparecendo apenas Geraldo Azevedo como seu autor. Entretanto hoje Vandré e Azevedo, em todas as gravações, são apresentados como parceiros nessa composição.

“Já vou embora/Mas sei que vou voltar/Amor não chora/Se eu volto é pra ficar”. Um canto de real despedida. O personagem, na música, fala para seu amor que está indo embora, mas na certeza de que voltará. Pede que sua despedida não seja motivo de choro, porque um dia voltará de forma definitiva para ficar.

“Amor não chora/Que a hora é de deixar/O amor de agora/Pra sempre ele ficar”. Toda despedida é dolorosa. Fica uma sensação de perda, de um afastamento em que se teme seja terminante o relacionamento. Se a hora é de partir, ele pede que não seja motivo de prantos, porque o amor que existe naquele momento é eterno, “pra sempre há de ficar”. A separação não fragilizará os sentimentos que os une.

“Eu quis ficar aqui/Mas não podia/O meu caminho a ti/Não conduzia”. As circunstâncias conspiravam contra. A situação política do país não permitia que ficasse, sob pena de ser preso. Tinha que fugir. Infelizmente o caminho que estava sendo oferecido a ele na vida, naquele instante, não admitia continuar sendo percorrido junto com ela.

“Um rei mal coroado/Não queria/O amor em seu reinado/Pois sabia, não ia ser amado”. A ditadura, o “rei mal coroado”, o governante imposto pelo golpe militar, não queria que o amor frutificasse em seu “reinado”. Era um tempo em que a violência, as perseguições, as arbitrariedades, substituíam o clima de paz, de compreensão, de liberdade, que o país queria e precisava viver. O regime tinha consciência da rejeição do povo. O governo não era amado, era temido. E quem não ama, detesta ver as pessoas se amando.

“Amor não chora/Eu volto um dia/O rei velho e cansado/Já morria/ Perdido em seu reinado/Sem Maria”. Alimentava a esperança de que a ditadura vivia seus momentos finais. Julgava que o governo já não tinha mais força de subsistência por muito tempo, “estava velho e cansado”. O “rei” estava “perdido no seu reinado”, não tinha comunhão com o pensamento e os anseios populares. Portanto, não encontrava apoio dos seus “súditos”, estava no suspiro da morte. Quando coloca “sem Maria”, imagino que o personagem retrata uma situação de solidão, sem companhia, sem compartilhamento, sem cumplicidade no que fazia.

Do livro CANÇÕES QUE FALAM POR NÓS, editado em 2014.

Rui Leitão- Advogado, jornalista, poeta, escritor




Homem é assassinado enquanto trabalhava em canteiro de obras em Gramame JP

Segundo informações, dois desconhecidos chegaram ao local em uma motocicleta e efetuaram disparos contra a vítima,  matando-a

Homem é assassinado a tiros em Santa Rita, na Grande João Pessoa
Homem é morto enquanto trabalhava em canteiro de obras na Zona Sul de João Pessoa

Um homem foi morto a tiros nesta quinta-feira (12) em um canteiro de obras no bairro Gramame, localzado na região do Colinas do Sul, Zona Sul de João Pessoa. O crime ocorreu enquanto a vítima, uniformizada e equipada com capacete de proteção, realizava suas atividades no local.

Segundo relatos iniciais, duas pessoas chegaram ao local em uma motocicleta e efetuaram disparos contra a vítima, atingindo-a na cabeça. A ação foi caracterizada como uma execução, mas as motivações e a identidade dos autores ainda são desconhecidas.

No momento do crime, não havia policiamento no local. Apenas familiares, colegas de trabalho e outros funcionários estavam presentes. Informações preliminares indicam que o homem usava uniforme e equipamentos de proteção individuais, típicos de operários da construção civil.

Polícia Militar e a perícia foram acionadas. O corpo será encaminhado ao Instituto de Polícia Científica (IPC-PB), no bairro Cristo Redentor, para os exames.

Testemunhas afirmaram que a vítima foi surpreendida durante o trabalho. Informações sobre o histórico da vítima ou possíveis envolvimentos em outros contextos ainda serão levantadas pelas autoridades.

T5




O GOVERNO NÃO PODE TER MEDO DOS GRITOS DA FARIA LIMA; Rui Leitao

O GOVERNO NÃO PODE TER MEDO DOS GRITOS DA FARIA LIMA; Rui Leitao

A extrema direita, representada pelo mercado financeiro, boa parte da bancada parlamentar de oposição e a mídia corporativa, não se conforma com a política do governo Lula em olhar para as classes mais pobres desse país. Exige responsabilidade fiscal, mas não admite qualquer ação de responsabilidade social.

Tenta jogar para a população uma realidade paralela em relação à economia do país. E conta para isso, com uma ineficiente política de divulgação das ações do governo e dos resultados animadores que vem apresentando. O PIB brasileiro superou o dos EUA e empatou com o da China, crescendo 4 % em relação ao mesmo período de 2023. As reservas internacionais alcançaram um nível exxtraordinário, fechando em US$ 372 bilhões. No mês de novembro foi batido o recorde de emprego, com 103,6 milhões de postos ocupados na indústria, na construção e serviços. Só no ano passado, 8,7 milhões de brasileiros deixaram de viver abaixo da linha de pobreza.

A elite econômica e os políticos da extrema direita ficam incomodados com essa performance do governo e partem para uma campanha negativa de avaliação. Claro, isso tudo contraria os que estão no ápice da pirâmide social. Esquecem que contam com R$ 546 bilhões de isenção fiscal e desoneração da folha de pagamento e ficam pressionando para que o ajuste fiscal seja feito em cima das classes desfavorecidas da Nação. E se afirmam patriotas. Como, se trabalham contra o Brasil?

Diante de um Congresso conservador, que defende as demandas do mercado, propondo corte de direitos trabalhistas e sociais, o governo tem que ter muita habilidade política para enfrentar essa disputa. É uma luta que requer resistência decidida, não se dobrando às chantagens dos empresários da Faria Lima, nem dos parlamentares ultraconservadores. Eles fazem parte da torcida do contra.

Dificilmente um ajuste fiscal pode ser popular. Sempre terá alguém perdendo. Porém, não pode penalizar ainda mais a classe trabalhadora do país, cortando nos programas sociais e nos investimentos públicos que favorecem a população pobre. Quando se falou em aumento de impostos sobre os ricos e no fim dos subsídios, o mundo reacionário gritou. A mesma reação foi ao ser anunciado o corte nos gastos e mordomias dos militares.

Essa é realmente a hora de promover um ajuste fiscal, uma vez que a economia está aquecida, com pleno emprego dos fatores de produção (capital e trabalho). Assim, o momento permite que se pense numa moderação gradual de gastos desnecessários e em como tributar mais os ricos ou cortar subsídios, sem se tornar refém dos desejos dos oposicionistas. Os porta-vozes do capital financeiro vão continuar gritando, procurando impedir um projeto de reconstrução nacional que conseguiu ser vitorioso nas urnas em 2022. Os setores derrotados estão num esforço enorme para retomar a agenda pautada no retrocesso.

O problema a ser encarado é que os golpistas não são democratas e se abespinham quando o andar de cima é atingido com as medidas de ajustes fiscais. O governo precisa se comunicar melhor e fazer com que a população entenda seus propósitos, não permitindo que seja enganada pelos críticos capitalistas encastelados no parlamento e na mídia financiada pela extrema direita.

www.reporteriedoferreira.com.br   Rui Leitão- Advogado, jornalista, poeta, escritor




A atuação dos militares fora dos quartéis Por Rui Leitao

A atuação dos militares fora dos quartéis Por Rui Leitão

Cerimônia no Quartel-General do Exército, em Brasília (Foto: José Cruz /Agência Brasil)

Ao longo da nossa história republicana percebe-se a dificuldade dos militares em compreender que são servidores públicos comuns e não agentes políticos. E essa é a razão pela qual o Brasil tem experimentado a repetição de trágicos períodos ditatoriais protagonizados por militares. As Forças Armadas, em qualquer lugar do mundo, devem assumir a competência de proteger a soberania do país, garantir a ordem pública, impedir a invasão do território nacional por estrangeiros e assegurar a integridade dos três poderes constitucionais.

Lugar de militar é no quartel e não na administração pública. Não existe o Poder Militar, à exceção da Justiça Militar, para julgar exclusivamente os crimes previstos na Carta Magna, no seu artigo 124. Fora disso qualquer comportamento tem nome: é golpe, assalto ao poder constituído, desprovido de qualquer autoridade legítima. Os saudosistas da ditadura militar continuam alimentando o delírio de que a Constituição de 1988 dá às Forças Armadas a competência de Poder Moderador. Isso é uma estapafúrdia interpretação.

O flerte com o autoritarismo que temos assistido nos anos recentes em nosso país, é a intenção de atropelar a democracia e o Estado de Direito, que a duras penas foram conseguidos e com muita intrepidez têm sido mantidos. A República foi instaurada com um golpe militar, seguidos de outros ocorridos em 1930, 1937 e 1964. Essa tradição golpista procura se firmar a qualquer custo. O relatório de investigação, dado a conhecer pela Polícia Federal, apresenta uma farta documentação probatória de crimes contra o Estado Democrático de Direito e nos dão a indicação de que estivemos muito perto de um novo golpe.

A fracassada tentativa iniciada desde o governo passado, revela, além de uma decadência intelectual, a inabilidade e despreparo para o exercício de governo em condições democráticas. Boa parte dos que integram as forças militares age conforme uma mentalidade binária e autoritária, afastada da sociedade e do povo brasileiro. Não consegue se desfazer da visão anti-comunista do período pós-guerra. Trata como inimigos todos os que se posicionam contrariamente às suas opiniões.

O livro “A Psicologia da Incompetência dos Militares”, escrito pelo psicólogo britânico Norman Dixon, descreve “as causas humanas dos desastres militares e revela o paradoxo intrigante de como as características mais desajustadas a posições de comando efetivo são, muitas vezes, exatamente as mesmas que tendem a favorecer as subidas de posto”.

O fracasso do golpe se deu, também, porque no Alto Comando das Forças Armadas prevaleceu a sensatez de oficiais comprometidos com o Estado de Direito, não apoiando as “trapalhadas” dos que articulavam a ruptura abrupta da ordem política. Eles, e aí se destacam o Comandante do Exército, General Freire Gomes, e o da Aeronáutica, Brigadeiro Baptista Júnior, entenderam que tal movimento golpista não se sustentaria sem o suporte da sociedade civil, da classe política e da comunidade internacional. Os legalistas fardados foram determinantes na inviabilidade do golpe, rejeitando embarcar numa “canoa furada”.

Rui Leitao- advogoado, jornalista, poeta, escritor