Colisão envolvendo moto com carreta na BR-230, em JP deixa motociclista gravemente ferido

Um caminhão e uma moto colidiram, no início da tarde desta quinta-feira (6), na BR-230, no sentido João Pessoa/Cabedelo, próximo a Universidade Federal da Paraíba.

De acordo com testemunhas, durante a colisão, a carreta passou por cima do motoqueiro, que teve a perna esmagada e sofreu lesões graves com o impacto dos pneus do veículo.

A Polícia Rodoviária Federal foi acionada para resguardar o trânsito do local e encaminhou a vítima para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.

O Corpo de Bombeiros também foi acionado para limpeza do óleo na pista.




UM 8 DE FEVEREIRO HISTÓRICO – Por Rui Leitão

Foto: Sérgio Lima/Poder 360

A data de 8 de fevereiro passa a ter importância histórica, em razão do evento jurídico exercido pelo Supremo Tribunal Federal, Procuradoria Geral da República e Polícia Federal, na investigação dos responsáveis pelos atos antidemocráticos que vêm sendo realizados nos últimos anos no Brasil, especialmente o vandalismo do 8 de janeiro do ano passado quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas por ativistas políticos da extrema direita.

A trama golpista foi enfim evidenciada com provas construidas pelos próprios protagonistas. O vídeo gravado da reunião ministerial do dia 05 de julho de 2022, não deixa dúvidas de que havia uma organização no sentido de provocar uma ruptura política em nosso país. Não adianta ficar apelando para o vitimismo, declarando que se trata de perseguição política. A conspiração foi mal arquitetada, para o bem da Nação.

O 8 de fevereiro se torna, então, uma data de forte significado para a defesa da democracia brasileira e merece ser lembrada no futuro. Deverá ser perenizada na memória coletiva nacional. A nossa democracia demonstrou que tem força de resistência aos ataques que lhe são desferidos por golpistas. A elite política predatória que esteve no poder em anos recentes foi desmoralizada pelos que têm a responsabilidade de salvaguardar os princípios constitucionais da Carta de 1988. Essa agitação antidemocrática está fortemente documentada. Por mais que tentem os golpistas, não vão conseguir frear a ação da justiça. Ainda que insistam em afirmar que o golpe não aconteceu, planejá-lo é crime previsto na nossa legislação. Lamentável que se identifique alguns militares participando dessa teia conspiratória, desonrando as Forças Armadas.

Muito bem denominada a operação realizada nessa data histórica: “tempus veritatis”, que quer dizer “hora da verdade”. É preciso agora punir com rigor todos os envolvidos, civis e militares. Sem anistia, mas respeitando o devido processo legal, oferecendo amplo direito de defesa aos que estão sendo acusados de cumplicidade dolosa em crimes graves. Punindo-os exemplarmente, ao se confirmarem os delitos em Juizo, sem as artimanhas da farsa jurídica da Operação Lava Jato.

www.reporteriedoferreira.com.br Por Rui Leitao- Advogado, jornalista, poeta, escritor




PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Para não esquecer (Ao meu neto Benjamin) Sérgio Botelho

PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Para não esquecer
(Ao meu neto Benjamin)
Sérgio Botelho – Há séculos, antes mesmo de a cidade existir, os irerês viviam por aqui, voando sobre o rio Sanhauá e descansando nas
 margens da Lagoa, em meio a muito verde. Eles viram a cidade nascer e crescer.
No começo, não havia casas nem ruas de pedra, apenas rios, matas e aldeias indígenas. Mas um dia, os portugueses chegaram navegando pelo rio Sanhauá e decidiram construir uma cidade. Eles chamaram esse lugar de Filipeia de Nossa Senhora das Neves.
Para se protegerem dos inimigos, escolheram um lugar alto, onde podiam ver quem vinha de longe. Assim, foram nascendo igrejas, praças e ruas.
As ruas eram estreitas, cheias de subidas e descidas, porque precisavam obedecer a caminhos traçados pelos morros. Algumas delas terminavam bem perto da água, onde os barcos ancoravam trazendo mercadorias lá de fora e levando as nossas para outras terras.
O tempo passou, e a cidade cresceu devagarzinho. Os seus habitantes construíram mais igrejas, mercados e casas, algumas com azulejos coloridos. Até os bondes chegaram, correndo sobre trilhos e levando as pessoas de um lado para o outro!
Mas então veio uma mudança muito grande! As pessoas começaram a sair de mais perto do rio e foram morar mais perto do mar. Antes, a praia de Tambaú era só mata, areia e coqueiros, mas logo virou um bairro cheio de casas e ruas largas.
Construíram então uma avenida bem grande, chamada Epitácio Pessoa, que ligava o centro até o mar. Agora, João Pessoa, o novo nome da cidade, tinha duas partes importantes: a antiga e a nova, pertinho das ondas!
Mesmo com todas essas mudanças, o rio Sanhauá continuou ali, vendo tudo acontecer. Hoje, a cidade tem prédios altos, carros e luzes brilhantes, mas ainda guarda lembranças daquele tempo antigo, quando tudo começou às margens do rio.
Se um dia você passar pelo centro, olhe com respeito para os prédios velhinhos, para as igrejas e para as ruas de pedra. Elas têm muitas histórias para contar… e, quem sabe, você até não escuta um irerê assobiando por ali?
Na foto, mais para o rio que para o mar, a Lagoa do Parque Solon de Lucena, no Centro, antiga Lagoa dos Irerês.
www.reporteriedoferreira.com.br Por Sérgio Botelho, jornalista, poeta, escritor



PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. O Esporte Clube Cabo Branco Sérgio Botelho

Pode ser uma imagem de hospital
PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. O Esporte Clube Cabo Branco
Sérgio Botelho – O Esporte Clube Cabo Branco, fundado em 13 de dezembro de 1915, tem na sua origem duas vertentes principais: a de ambiente de convívio social e a de prática de esportes. Sua sede mais famosa, na época inicial, foi no bairro de Jaguaribe, onde manteve um campo de futebol que se transformou no primeiro local das grandes disputas futebolísticas paraibanas, até a construção do antigo Estádio José Américo, nas proximidades da Fazenda Boi Só, na década de 1950.
O time de futebol do Cabo Branco foi campeão paraibano 10 vezes, até a década de 1940, quando extinguiu o seu departamento de futebol profissional, embora se mantendo na disputa de outras modalidades esportivas, a exemplo de tênis, voleibol e basquete, e, mais tarde, de natação e futebol de salão. Mas, sobretudo, se consolidou como um clube fortemente voltado para o convívio de seus associados, se destacando, a partir de então, em intensa concorrência com o Astrea, em memoráveis festas na capital paraibana. Essa nova versão do Cabo Branco coincide com a paz firmada com os dirigentes do Clube dos Diários, existente desde a segunda metade da década de 1920, no Centro da cidade, fundado justamente por conta de um racha entre filiados do próprio Cabo Branco, na época.
O final da década de 1950 vai encontrar o clube em sua sede atual, no Jardim Miramar, bairro criado na mesma década, quando o Cabo Branco consolida sua fase de maior brilho festivo, desde os tradicionais gritos de carnaval, o Vermelho e Branco, até a folia oficial. Os carnavais a partir de então mobilizaram a chamada sociedade pessoense, não raramente levando os foliões a descerem a Epitácio Pessoa, até a praia de Tambaú e Cabo Branco (onde informalmente nasceu o clube), para encerrar a festa nas manhãs da Quarta-Feira de Cinzas. Nessa época, o Cabo Branco e o Astrea dividiam as noites de folia, dedicadas aos adultos, e as matinês, às crianças, de forma a não disputarem entre si nenhum desses bailes. Pode-se dizer que a década de 1960 foi a de maior brilho do Cabo Branco no carnaval pessoense.
Foto da página oficial do clube no Facebook.
www.reporteriedoferreira.com.br/ Por Sergio Botelho- Jornalista, poeta, escritor



CASTRO ALVES, CERTAMENTE, ESCREVERIA UM NOVO POEMA Por Rui Leitao

CASTRO ALVES, CERTAMENTE, ESCREVERIA UM NOVO POEMA Por Rui Leitao

““Senhor Deus dos desgraçados!/Dizei-me vós, Senhor Deus!/Se é loucura… se é verdade/Tanto horror perante os céus…”. Este é um dos versos de Castro Alves no seu célebre poema “Navio Negreiro”, publicado em 1869, portanto há mais de 150 anos, em que o poeta baiano faz uma denúncia da forma desumana como os escravos africanos eram transportados para nosso país. Essas pessoas viajavam acorrentadas e vítimas de açoites, num tratamento desumano, entre elas mulheres e crianças de colo, numa prática de violência abominável.

As condições degradantes dessas longas viagens, lembradas sempre que lemos essa obra dramática, que tem como subtítulo “a tragédia do mar”, nos convoca a fazer uma reflexão sobre a opressão e o desrespeito à dignidade humana que continuam sendo executadas pelos que se acham poderosos. Lamentavelmente, é um passado que não morreu. Impossível não fazer uma analogia com o tratamento conferido aos imigrantes deportados pelo governo Trump. Castro Alves, se ainda estivesse entre nós, apenas mudaria o subtítulo para “tragédia no ar”.

As condições precárias com que 88 dos nossos compatriotas foram colocados num avião, expulsos do território americano, ainda que não possam ser comparadas com o sofrimento imposto aos negros que chegaram aqui na condição de escravizados, expõe uma semelhante natureza cruel de infligir dores fisicas, psicológicas e morais a pessoas indefesas. No sábado passado, assistimos pela mídia as imagens terríveis e degradantes de brasileiros sendo submetidos a humilhações pela decisão de um líder político enlouquecido que procura mostrar-se “dono do mundo”. Algemados pelos pés e pelas mãos, esses brasileiros que foram para os EUA atraídos pelo “sonho americano”, viajaram por dezenas de horas até chegar a Manaus, sem direito a alimentação, uso de sanitários e banho. O objetivo claro era o de criar terror e medo aos países latinos, com a adoção da política migratória do novo governo dos Estados Unidos, na promessa de promover uma deportação em massa dos 11 milhões de imigrantes que ainda estão por lá, considerados “indocumentados”.

Durante o trajeto dos EUA ao Brasil, o avião apresentou problemas técnicos que obrigaram a tripulação fazer um pouso na capital amazonense, sem abandonar a intenção de prosseguir a viagem ao seu destino final, Minas Gerais, nas mesmas condições do início. O ambiente dentro da aeronave era tenso, preocupante e insuportável, principalmente, porque o ar condicionado deixou de funcionar, forçando a abertura das saídas de emergência, dando oportunidade a que pudessem solicitar socorro.

Ao tomar conhecimento do que estava acontecendo, o governo brasileiro decidiu proteger os seus cidadãos, numa afirmação de que não abriria mão do compromisso de defender a soberania nacional. O presidente Lula determinou a retirada das algemas e correntes de todos os que estavam no avião, acolhendo-os no aeroporto, oferecendo alimentação, assistência de saúde e de higiene, considerando inadmissível a continuidade daquela violação aos direitos fundamentais, o que contrariava, inclusive, os termos de acordo com os Estados Unidos, que prevê o tratamento digno, respeitoso e humano dos repatriados. Foram conduzidos à capital mineira em vôo da Força Aérea Brasileira.

Isso faz com que voltemos a citar um dos versos do poema de Castro Alves, quando diz: “Existe um povo que a bandeira empresta/
P’ra cobrir tanta infâmia e cobardia!…/E deixa-a transformar-se nessa festa/
Em manto impuro de bacante fria!…/Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,/Que impudente na gávea tripudia?/Silêncio. Musa… chora, e chora tanto/Que o pavilhão se lave no teu pranto! ..”. Só que, desta vez, a nossa bandeira não serviu para cobrir “tanta infâmia e cobardia”. O Brasil não silenciou diante de tamanha agressão aos valores democráticos e à soberania nacional. A chegada desses imigrantes foi bem diferente da indecente e vergonhosa recepção aos escravos africanos no período colonial.

www.reporteriedoferreira.com.br / Rui Leitão- advogado, jornalista, poeta, escritor




Bombeiros são chamados para debelar chamas em apartamento no edifício no Brisamar

De acordo com os bombeiros, o incêndio ficou restrito a cozinha do apartamento.

Incêndio em apartamento assusta moradores de edifício no Brisamar

Um incêndio em um apartamento assustou moradores de edifício no bairro de Brisamar, em João Pessoa. Caso aconteceu na noite do sábado (25), no 14º andar e não deixou feridos.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para controlar o incêndio e os moradores precisaram deixar o prédio por motivos de segurança.

De acordo com os bombeiros, o incêndio ficou restrito a cozinha do apartamento. Três moradores, sendo um ex-bombeiro, conseguiram acessar os hidrantes do prédio e evitar que o fogo se espalhasse.

A equipe terminou de apagar as chamas ao chegar no apartamento.

Segundo informações os morados foram liberados aos poucos para voltar aos apartamentos.

As causas do incêndio ainda são desconhecidas e uma perícia será realizada para identificar o que provocou o início das chamas

www.reporteriedoferreira.com.br/ckickpb




PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Antes dos táxis, os “carros de praça” Sérgio Botelho

Pode ser uma imagem de 2 pessoas, o Templo Expiatório da Sagrada Família e a texto

PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Antes dos táxis, os “carros de praça”

Sérgio Botelho – Antes do serviço de táxi ser implantado em João Pessoa, o sistema de transporte público individualizado era feito pelos “carros de praça”, geralmente Ford, Chevrolet e Mercury da década de 1940, postados na Praça Vidal de Negreiros, o Ponto de Cem Réis. Ali era o coração da cidade, servindo como ponto de convergência a todas as linhas de bonde locais, mas também como ponto de encontro e convivência social.
O serviço era exercido pelos choferes, os motoristas profissionais da época, que utilizavam veículos registrados e regulamentados para atender passageiros, cobrando tarifa baseada na distância percorrida, no tempo da viagem ou em uma combinação de ambos. Os preços eram acertados antes do deslocamento – embora baseado numa tabela definida pela Inspetoria de Tráfego – entre o cliente e o dono do veículo, pois o uso de taxímetros para calcular automaticamente o valor da tarifa de uma corrida eram até previstos, mas não adotados.
O sistema trazia certa flexibilidade, mas também exigia clareza nos acordos para evitar desentendimentos. Os carros de praça eram símbolos de prestígio e inovação para a época, frequentemente utilizados em ocasiões especiais como casamentos, funerais e eventos sociais de destaque. Para muitos, viajar em um desses automóveis era um luxo, um reflexo do avanço tecnológico que começava a impactar o cotidiano da cidade.
Essa fase da história urbana de João Pessoa nos transporta a um tempo em que a cidade tinha um ritmo mais pausado, e as relações entre as pessoas eram marcadas por um contato direto, quase artesanal, entre o serviço oferecido e o cliente. Com o tempo, a necessidade de um sistema mais organizado e justo levou à introdução do táxi com taxímetro, que oferecia mais transparência e segurança aos passageiros. Mas os “carros de praça” e seus choferes marcaram época na história do transporte pessoense.

Sérgio Botelho- jornalista, poeta, escritor




O GESTO DE ELON MUSK NA POSSE DE TRUMP; Rui Leitao

Publicado no jornal A UNIÃO edição de quinta-feira,323

O GESTO DE ELON MUSK NA POSSE DE TRUMP

As solenidades de posse de Donald Trump na presidência dos Estados Unidos têm causado grandes polêmicas no mundo inteiro, em razão do que afirmou durante o seu primeiro discurso. Como se não bastassem os problemas causados pelo pronunciamento inaugural do seu segundo mandato, Musk, o CEO da Tesla, um dos principais integrantes do novo governo, ao discursar, fez gesto comparado por muitos à saudação nazista, “sieg heil” (Salve a vitória, em alemão), que exaltava o regime de Adolf Hitler, gerando debates nas redes sociais, fortes críticas e manifestações de indignação por parte da imprensa alemã.

O gesto, hoje considerado, em muitos países, como apologia ao nazismo, é praticado quando a pessoa estica o braço em um ângulo de 45º, colocando a palma da mão para baixo. Segundo historiadores, a sua origem não ocorreu com o nazismo, sendo uma variação de um gesto romano utilizado por militares no início da República de Roma. Mussolini passou a utilizá-lo, mas se tornou uma identidade do governo nazista alemão, a partir de uma adaptação feita pelo ministro da propaganda da Alemanha Nazista, Joseph Goebbels, adotado pelo Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP), como um sinal de culto à personalidade de Hitler.

Desde o fim da Segunda Guerra Mundial ele é proibido em território alemão, por estar vinculado ao nazismo, impondo multa e até cinco anos de prisão a quem praticá-lo. Na maior parte da Europa, fazer a defesa de crimes contra a humanidade, como o Holocausto, é tipificado como crime e pode levar à prisão. No Brasil, a Lei 7.716/1989 estabelece como ato criminoso: “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, com pena de reclusão de um até três anos”. Essa Lei é respaldada pela própria Constituição, que classifica o racismo como crime inafiançável e imprescritível. Portanto, a apologia ao nazismo em nosso país se enquadra nessa Lei. O STF, inclusive, já definiu que liberdade de expressão não permite apologias ao regime de Adolf Hitler.

Nos Estados Unidos, porém, o direito ao livre discurso é considerado universal, independentemente de quão ofensivo for. Por isso, Elon Musk, segundo o código penal dos EUA, não cometeu crime ao fazer essa manifestação gestual. Porém, o chefe da organização judaica JCPA – Centro de Assuntos Públicos de Jerusalém, denunciou que: “Elon Musk sabia exatamente o que estava fazendo com aquela saudação romana fascista no comício de Trump, que vem logo após sua adesão explícita a políticas e partidos de extrema direita”, acrescentando que nas últimas semanas ele teria feito várias declarações de apoio ao partido de extrema direita alemão –AfD, como também à primeira ministra italiana, Giorgia Meloni, igualmente da extrema direita, e ao partido britânico anti-imigração Reform UK. Por outro lado, grupos da extrema direita se apressaram em apoiar o gesto de Musk, como, por exemplo, o fundador de uma rede social associada a antissemitas e supremacistas brancos, de nome Andrew Torba, que compartilhou uma foto do magnata da internet, com a legenda “Coisas incríveis estão acontecendo”.

Para carimbar mais ainda o perfil de Musk, com origem nazista, seu pai, Errol Musk, no ato de reconciliação com o filho, de quem estava afastado há alguns anos, afirmou: “finalmente, Elon está abraçando sua herança e seu destino, pois a política de direita está profundamente enraizada na história de sua família. Os avós maternos, no início do século XX, quando emigraram para a África do Sul, tornaram-se apoiadores do nazismo fora da Alemanha, até porque já faziam parte do partido nazista alemão, no Canadá”. Então, nada surpreendente, pois está revelado o DNA nazista do bilionário, que agora é um dos principais assessores de Trump.

Rui Leitão- Jornalista, advogado, poeta, escritor




A cautela de Lula e o ânimo da extrema direita Por: Rui Leitão

O presidente Lula tem se mostrado cauteloso quanto à relação do Brasil com os Estados Unidos, a partir da posse de Trump como presidente. A habilidade política do líder brasileiro faz com que decida agir com pragmatismo, sem demonstrar qualquer interesse em estabelecer confronto com o novo governo americano, mas tambem sem demonstrar subalternidade, como aconteceu em tempos recentes por liderancas politicas de nosso país. . No que faz muito bem. Ninguém desconhece que os dois chefes de nação estão em campos ideológicos antagônicos, mas há a expectativa de que os dois Estados mantenham uma boa relação diplomática, até porque existem interesses comerciais recíprocos.

No campo político, no entanto, é inquestionável que o relacionamento não será o mesmo. Trump usará de todas as suas forças para trabalhar no sentido de que nas eleições presidenciais do próximo ano, a extrema direita brasileira possa voltar a governar o país, embora seu principal líder esteja inelegível e muito próximo de uma condenação pela justiça. Mas é preciso considerar que o bolsonarismo não está moribundo e encontra em Trump o ânimo para retornar ao poder. O antipetismo tem sobrevivido, também, por causa dos ataques da grande imprensa ao governo de Lula, estimulando a polarização política.

Enquanto o clima é de euforia na extrema direita, no lado adversário a posição é de precaução, aguardando os movimentos do novo governo americano na forma como tratará o Brasil. Quanto as afirmações de Trump em seu discurso de posse, a esquerda brasileira vê a necessidade de aguardar os acontecimentos, mas acendendo os sinais de alerta e jamais admitindo afronta à nossa soberania.

Particularmente, entendo que os EUA têm outras prioridades globais e não assumirão, pelo menos por enquanto, uma posição de conflito com o Brasil. Isso poderá ocorrer no próximo ano, muito mais por conta do processo eleitoral. Não podemos subestimar a potencial influência que poderão exercer em busca de eleger alguém da extrema direita para assumir o cargo de primeiro mandatário de nosso país.

A esquerda brasileira tem que voltar a ser militante para enfrentar com sucesso a capacidade de organização da extrema direita, coordenada por lideranças internacionais. Não pode permanecer nessa inércia. A eleição do histriônico Mirlei, na Argentina, que sirva de lição. E agora o fascista Trump dá ares de destemor ao bolsonarismo, dando força a uma articulação internacional que já viceja em todo o continente, tentando destruir a democracia onde ela existe. No curto tempo de 11 anos, a direita cassou um mandato presidencial, comandou o governo Michel Temer e elegeu presidente da República um deputado federal do baixo clero, desorganizou o Estado e quase deflagrou um novo golpe militar com graves consequências. .

As esquerdas brasileiras precisam rever o seu papel presente, diante do desafio organizacional e do proselitismo da direita. As forças progressistas devem retomar as lutas que marcaram o período em que lutaram pela redemocratização.

Enquanto o governo Lula procura se ajustar com a direita civilizada, no interesse de garantir governabilidade, mas perdendo a sua liberdade política, os neofascistas continuam agindo e a esquerda se inibe no enfrentamento dessa batalha ideológica. A serpente não está morta. É importante que se retome a organização popular e a militância ativa. Só assim venceremos as ameaças trumpistas do imperialismo norte americano.




Três homens são presos em João Pessoa e confessam participação em três crimes no Cristo Redentor

A polícia militar através do 1º e 5º BPM, prenderam três homens na tarde desta quinta-feira (23), no Colinas do Sul, em João Pessoa.

A operação foi uma reposta a dois homicídios e uma tentativa na manhã desta quinta, no bairro Cristo Redentor e Cruz das Armas.

Ao F5, o Coronel Flávio, comandante do 1º Batalhão, confirmou que os três confessaram os crimes é que ficam a disposição da polícia civil e a justiça.

Os crimes

No primeiro caso, um homem de 25 anos foi atingido por sete tiros na comunidade Boa Esperança, no Cristo e socorrido pelo SAMU, para o Hospital de Trauma de João Pessoa. Um dos tiros atingiu a cabeça, mesmo assim, ele foi socorrido consciente e orientado.

O segundo caso, poucos minutos depois, foi uma execução, no Cristo Redentor, comunidade Bela Vista.

O homem identificado como Leandro Nogueira da Silva, 34 anos, foi atingido por quatro tiros e morreu no local.

O terceiro crime foi um adolescente, conhecido como índio e tinha 15 anos. Ele foi atingido por vários tiros na rua 4 de outubro, em Cruz das Armas, foi socorrido e morreu na UPA do bairro. A PM encontrou trouxinhas de maconha no bolso da vítima.