Lançamento de livro une história e contemporaneidade no Bistrô 17

Lançamento de livro une história e contemporaneidade no Bistrô 17
A combinação entre um bistrô localizado no centro histórico e um livro sobre memórias antigas é tão perfeito, que será esse o cenário para o lançamento de “Paraiba, personagens no tempo”, de Sérgio Botelho, nesta quinta-feira, 03. O local escolhido — o Bistrô 17, ao lado da Catedral Basílica — reforça o diálogo entre passado e presente.
Prefaciado por Hildeberto Barbosa Filho, o livro (terceiro do autor na cidade) traz crônicas sobre personagens que definiram épocas em João Pessoa. “É uma forma de retro afetivo”, brincou Botelho.
[07:54, 03/04/2025] Fm Jornalista Sergio Botelho: Lançamento de livro une história e contemporaneidade no Bistrô 17
A combinação entre um bistrô localizado no centro histórico e um livro sobre memórias antigas é tão perfeito, que será esse o cenário para o lançamento de “Paraiba, personagens no tempo”, de Sérgio Botelho, nesta quinta-feira, 03. O local escolhido — o Bistrô 17, ao lado da Catedral Basílica — reforça o diálogo entre passado e presente.
Prefaciado por Hildeberto Barbosa Filho, o livro (terceiro do autor na cidade) traz crônicas sobre personagens que definiram épocas em João Pessoa. “É uma forma de retro afetivo”, brincou Botelho.

Lançamento de livro une história e contemporaneidade no Bistrô 17
A combinação entre um bistrô localizado no centro histórico e um livro sobre memórias antigas é tão perfeito, que será esse o cenário para o lançamento de “Paraiba, personagens no tempo”, de Sérgio Botelho, nesta quinta-feira, 03. O local escolhido — o Bistrô 17, ao lado da Catedral Basílica — reforça o diálogo entre passado e presente.
Prefaciado por Hildeberto Barbosa Filho, o livro (terceiro do autor na cidade) traz crônicas sobre personagens que definiram épocas em João Pessoa. “É uma forma de retro afetivo”, brincou Botelho.

www.reporteriedoferreira.com.br Por Sérgio Botelho- Jornalista, poeta, escritor




Foi golpe, sim Por Rui Leitao

Foi golpe, sim

A extrema-direita brasileira continua insistindo em querer reescrever a história conforme seus interesses, teimando em classificar o golpe de 64 como um ato revolucionário. O ex-presidente da República chegou a determinar aos censores do Enem, por ele nomeados, que assim fosse tratado nas questões das provas, porque precisavam ficar com a “cara do seu governo”.

Foi golpe, sim. Como ignorar os assassinatos, as prisões arbitrárias e as torturas praticadas pelo regime ditatorial que marcou uma página sombria da nossa história? Só na cabeça doentia de um apaixonado por ditaduras isso pode ser admitido. Trata-se de uma visão descolada da realidade para atender a anseios ideológicos. Não há como negar as evidências: foi uma articulação golpista civil-militar para a tomada do poder.

O golpe foi iniciado já em 1961, quando criaram vários obstáculos para a posse de Jango como presidente, implantando às pressas o parlamentarismo com o intuito de reduzir os poderes do Executivo. Sua posse incomodou não apenas os grupos conservadores de nosso país, mas também o governo dos Estados Unidos, que passou a financiar lideranças empresariais e políticas da direita nacional. A imprensa brasileira contribuiu para o processo de desestabilização do governo Jango.

Como se verifica atualmente, a sociedade brasileira estava rachada ideologicamente entre esquerda e direita. No final de 1963, os ultraconservadores se articularam com as Forças Armadas para a tomada do poder. O contexto histórico já demonstrava o enfraquecimento do governo Jango. A situação do Brasil mostrava-se extremamente instável. O comício de 13 de março, na Central do Brasil, no Rio de Janeiro, com a participação de mais de duzentas mil pessoas, quando o presidente assumiu seu compromisso com as reformas de base, precipitou os acontecimentos em direção ao golpe.

No dia 19 de março, aconteceu a reação conservadora com a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, numa passeata que mobilizou mais de quinhentas mil pessoas. Foi o bastante para os golpistas se sentirem fortalecidos e iniciarem o ato final que determinou a intervenção dos militares na política brasileira.

Jango ficou isolado quando perdeu o apoio de seu aliado no Exército, Amaury Kruel, afastando as possibilidades de resistência interna nos quadros das Forças Armadas. O golpe então se consumou. Como chamar isso de revolução? Ainda que as coincidências se repitam, com os militares querendo assumir a tutela sobre o poder político, o contexto histórico é bem diferente do que se viu em 1964. Os tempos são outros. Ditadura nunca mais. Mas o que não pode jamais ser negado é que, em 1964, aconteceu um golpe civil-militar e não uma revolução, por mais que a extrema-direita queira mudar a verdade histórica.

Rui Leitão- advogado, jornalista, poeta, escritor




PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. A dialética da preservação patrimonial Sérgio Botelho

Pode ser uma imagem de rua
PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. A dialética da preservação patrimonial
Sérgio Botelho – Preservar a memória e o patrimônio de João Pessoa, uma cidade para lá de 400 anos, é providência que vai muito além da valorização estética ou turística. É um exercício de reconhecimento da história como parte viva da cidade, que nos ensina, emociona e transforma (importa reconhecer que existem, hoje, muitas pessoas e instituições envolvidas com esse propósito).
Isso porque, ao estudar o passado e proteger o que ele nos deixou, criamos pontes entre gerações e cultivamos uma empatia histórica que humaniza o presente. Especialmente em nossa cidade, onde cada rua do centro histórico, cada igreja barroca, cada casarão antigo, guarda lembranças de gentes e estilos de várias épocas. Essas construções, mesmo silenciosas, falam. E quando aprendemos a respeitá-las, passamos a olhar a cidade com outros olhos: com mais cuidado, mais respeito, mais pertencimento. A empatia histórica surge justamente quando entendemos que aquilo que hoje chamamos de patrimônio foi, um dia, vida comum de outras pessoas.
Preservar é, portanto, uma forma de solidariedade com o passado, um gesto que reconhece a dignidade de quem construiu a cidade, não raramente com esforço, afeto e criatividade. Além disso, a preservação patrimonial está profundamente conectada à consciência ambiental. Quando valorizamos o que já existe — edifícios antigos, materiais tradicionais, modos de vida que respeitam o clima e a geografia local — evitamos o desperdício, o consumo excessivo e a destruição desnecessária da paisagem urbana e natural. Essa prática de equilíbrio entre o antigo e o novo é o grande desafio — e, também, a grande riqueza — de João Pessoa. Não se trata de rejeitar o contemporâneo, mas de integrá-lo com inteligência e sensibilidade. Uma cidade que conhece e respeita sua história está mais preparada para inovar sem perder a alma.
Na foto, casario da Rua Maciel Pinheiro, vendo-se, em primeiro plano, a antiga Farmácia Londres, na esquina com a Rua 5 de Agosto.
www.reporteriedoferreira.com.br/ Sérgio Botelho- jornalista, poeta, escritor



PONTO ZERO DA CIDADE Por Gilvan de Brito

PONTO ZERO DA CIDADE Por Gilvan de Brito
O Ponto de Cem Reis foi um logradouro muito peculiar e de curiosa frequência nos fins de tarde. Dezenas de pessoas, bem distribuídas em suas atividades nos grupos que representavam os segmentos da vida da cidade. De cinco a dez pessoas, alguns mais assíduos se localizavam a uma certa distância para não interferir na conversa dos outros, uns de pé outros sentados nos bancos de mármore.
Havia jornalistas, pessoal de teatro, músicos, professores e intelectuais da província. Mais adiante os médicos e estudantes de medicina, que saiam ou estavam escalados para o plantão no Hospital de Pronto Socorro que funcionava no cruzamento das ruas Visconde de Pelotas com a Guedes Pereira; torcedores de futebol, que atraiam sempre jogadores do passado e do presente.
Lojistas que subiam do Varadouro e se encontravam com outros do centro; havia ainda profissionais de vários ofícios, como carpinteiros, padeiros, pedreiros, sapateiros e, principalmente os desocupados. Todos trocavam informações ou se deliciavam com histórias do passado, durante horas ou filosofando sobre a vida e a morte. As reuniões ao ar livre funcionavam como uma ocupação terapêutica porque havia princípio, meio e fim, e redundavam sempre nos fundamentos de uma sessão de relaxamento.
E de vez em quando davam uma estirada até o Café São Braz, porque ninguém era de ferro. Hoje o Ponto de Cem Reis é uma lástima, um samba acabado, uma terra arrasada. Virou feira livre. Dá pena passar pelo centro da cidade e ver a atual situação do marco zero da Capital. Mas o Ponto de Cem Reis não sucumbira. Um dia virá um político que tenha identificação com a comunidade para recuperá-lo.
www.reporteriedoferreira.com.br / Gilvan de Brito- advogado, jornalista, poeta, escritor



O ÓDIO DE CLASSE AO BOLSA FAMÍLIA ; Rui Leitão 

O ÓDIO DE CLASSE AO BOLSA FAMÍLIA ; Rui Leitão

Em conversa com um amigo, ele lastimava a falta de pessoas interessadas em trabalhar na sua empresa e culpava o Bolsa Família por isso. Não me surpreendi e preferi não alimentar a discussão, até porque essa é uma opinião que se manifesta majoritariamente entre os integrantes da classe média brasileira. Para muitos, o Bolsa Família é chamado de “bolsa vagabundo” ou “bolsa voto”, ignorando que ele é o maior e mais importante programa de combate à pobreza do mundo e já foi copiado por mais de 40 países.

Sem o Bolsa Família, um quarto da população brasileira ainda estaria passando fome. Os que criticam o programa ficam indignados porque não encontram mais gente disposta a alugar sua força de trabalho por qualquer tostão, em um regime de semi-escravidão. Na verdade, o que existe é uma demanda por mão de obra barata, o que gera insatisfação pelo fato de que, na medida em que se garante uma renda suficiente para assegurar a sua sobrevivência, o trabalhador passa a ter maior poder de barganha para decidir se aceita ou não as condições de emprego que lhe são oferecidas.

Não conseguem entender que a fome não é um problema pessoal, mas sim um problema político. Essa reação não é recente. Ela existe desde 2003, quando o programa foi criado, adotando uma política de mudanças sociais com a transferência de renda para famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza, no propósito de pôr fim ao ciclo de miséria entre gerações de brasileiros ao longo da nossa história. Isso nos coloca como um dos países mais desiguais do mundo.

Esse ódio de classe contra o Bolsa Família não é apenas uma implicância de conservadores contra Lula; é coisa de quem não tem a menor noção do que seja passar fome. Culpam o Estado pelo desestímulo ao ingresso no mercado de trabalho, sob a alegação de que o programa representa uma ação política paternalista que inibe a autossuficiência individual e o mérito próprio. No entanto, em contraposição a essas críticas, pesquisas têm demonstrado que o desempenho econômico do país não é afetado pelo crescimento do número de famílias inseridas no programa, e o índice de desemprego vem diminuindo nos últimos anos. Trata-se, portanto, de um direito social que amplia a cidadania e está ligado a uma lógica de seguro social, contrariando a visão de que se trata apenas de uma política compensatória de renda mínima. Faz parte das políticas sociais típicas de um Estado de bem-estar social.

O Programa Bolsa Família foi criado com o objetivo de “contribuir para a superação da pobreza no Brasil por meio de três frentes de atuação: a transferência direta de renda, que representa uma melhoria imediata nas condições de vida das famílias pobres; o acompanhamento das condicionalidades, como reforço do direito de acesso das famílias aos serviços básicos de saúde, educação e assistência social, contribuindo para romper o ciclo de pobreza entre gerações; e a oferta de programas complementares, que abrem oportunidades de desenvolvimento para as famílias beneficiárias”.

Essa campanha contra o Bolsa Família se apoia no desejo de que o capitalismo continue se reproduzindo por meio da exploração de classes, perpetuando as grandes desigualdades sociais. Seus críticos procuram achincalhar a reputação de quem recebe o benefício e influenciar a opinião pública contra o programa, seja por desinformação, seja por preconceito. No plano ideológico, esses opositores — que se veem em uma posição intermediária na pirâmide social — temem perder seu status e diminuir a distância que os separa dos mais pobres.

Ninguém está afirmando que o Bolsa Família é a solução definitiva para erradicar a pobreza, mas ele representa um avanço no combate à exclusão social, ainda que precise de aperfeiçoamentos. Eis aí o motivo pelo qual a classe média reage contra o programa.

www.reporteriedoferreira.com.br  /Rui Leitão- advogado, jornalista, poeta, escritor




Centro Histórico reocupado Sérgio Botelho

Centro Histórico reocupado
Sérgio Botelho
– A intervenção do poder público nos processos de revitalização dos centros históricos é não apenas necessária, mas imprescindível. Em cidades como João Pessoa, que possui tão rico patrimônio arquitetônico, artístico e cultural, essa atuação é essencial para garantir a preservação da memória urbana e o fortalecimento da identidade local.
O processo de revitalização do centro histórico, é sabido por todos, vai muito além da restauração de prédios e fachadas. Na verdade, envolve políticas públicas articuladas que promovam a ocupação consciente desses espaços, por meio de moradias, do comércio local, do turismo sustentável, da prestação de serviços públicos e privados, da convivência social e da segurança pública.
Para isso, o poder público deve criar instrumentos legais, atrair investimentos e envolver a comunidade na valorização do patrimônio. João Pessoa, com seus casarões coloniais, igrejas seculares e ruas que contam histórias, precisa de políticas efetivas que impeçam o abandono e a descaracterização, no sentido, como já observamos, da ocupação dos seus sítios memoriais.
Revitalizar o centro histórico é, portanto, um ato de cuidado que tem tudo a ver com a ação do Estado, na qualidade de guardião do interesse público, observado o dever de equilibrar preservação e progresso, garantindo que o patrimônio não se limite à condição de “museu ao ar livre”, mas um território vivo, inclusivo e significativo para as gerações presentes e futuras.
Não há mais dúvida de que o governo estadual e a prefeitura pessoense vêm promovendo uma ação conjunta progressiva e com boas previsões de eficácia. Isso, não apenas na restauração e requalificação de prédios históricos, o que já vem sendo realizado no ritmo certo, mas, sobretudo, na criação de programas de isenção de praticamente todos os impostos. E, ainda, no estabelecimento de linhas de financiamento a particulares interessados em dar finalidade aos prédios.
Semana passada, o governo do estado anunciou recursos adicionais de R$ 15 milhões de incentivo à manutenção, recuperação e ocupação de imóveis localizados no Centro Histórico de João Pessoa. Ao mesmo tempo, vem investindo recursos na revitalização de dois prédios da maior importância histórica: o Palácio da Redenção, que vai ser transformado em Museu do Estado da Paraíba, e o antigo comando da Polícia Militar, entre as praças Aristides Lobo e Pedro Américo, a ser usado como palácio de despachos.
Ali perto, também está promovendo uma reforma no Teatro Santa Roza, enquanto na Praça Dom Ulrico, vizinha à Basílica Catedral Nossa Senhora das Neves, está finalizando a revitalização e requalificação do prédio do antigo Colégio Nossa Senhora das Neves, agora, sendo ocupado pela Fundação Parque Tecnológico Horizontes de Inovação.
Hoje, a Prefeitura de João Pessoa voltou a anunciar medidas importantes no mesmo sentido. O primeiro, a revitalização do antigo prédio da fábrica de cigarros Popular, entre as ruas Cândido Pessoa e Areia, no Varadouro, inaugurado na década de 1930, e que já serviu de sede da Prefeitura de João Pessoa, entre as décadas de 1960 e 2000. Passará à condição de sede da Guarda Municipal, dessa forma, não somente atendendo à necessidade de sua reocupação, como contribuindo para fortalecer a segurança pública na região central da cidade.
Lembrando que a antiga sede da Codata, na Barão do Triunfo, tem destino certo como sede da Polícia Civil, segundo anúncio mais antigo do governo do estado.
Além do mais, a prefeitura está aumentando em 34% o número de imóveis que terão direito a incentivos tributários, na poligonal do Centro, perfazendo, segundo cálculos da Prefeitura, 1000 imóveis beneficiados. Além disso, anunciou a instalação de um polo audiovisual na antiga fábrica da Matarazzo, na rua da República, e a revitalização do antigo Lixão do Roger e do Porto do Capim, que vão comportar a construção de moradias. Aliás, o mesmo que vai ocorrer, no Ponto de Cem Reis, com os antigos prédios das Nações Unidas e do Ipase, que também se transformarão em moradias.
Reconhecer que, relativamente à revitalização e à ocupação do Centro Histórico, o poder público estadual e municipal pessoense vem agindo a contento, é necessário, assim como é preciso exortar a iniciativa privada a aproveitar a onda oficial e investir no Centro Histórico de João Pessoa, para felicidade geral da cidade, tanto do ponto de vista do turismo, como do senso de pertencimento a quem nasceu ou vive em João Pessoa.
Enfim, envolver cada vez mais a população nesse processo é fundamental, como forma de praticar a gestão participativa e valorizar a opinião dos cidadãos. Isso gera confiança nas instituições públicas e estimula o engajamento popular no processo em curso, com relação ao Centro Histórico. Sem que o povo se envolva nesses processos, e dê seu aval, toda ação corre o perigo da efemeridade.
www.reporteriedoferreira.com.br / Sérgio Botelho, jornalista, poeta, escritor



DESCASO OU OMISSÃO VOLUNTÁRIA? POR FRANCISCO NÓBREGA DOS SANTTOS

DESCASO OU OMISSÃO VOLUNTÁRIA?
POR FRANCISCO NÓBREGA DOS SANTTOS

Durante toda minha vida de estudo e trabalho sempre ouvi um provérbio que diz: A inteligência anda pelo caminho certo e a esperteza pelos atalhos.
Como no Brasil, somente os expertos ocupam cargos políticos, que são transitórios, de duração temporárias, os inteligentes procuram a vida privida, que divergem da transitoriedade.

 

Os detentores do comando efêmero e rentável, usam de artifícios para uso o enriquecimento rápido, os que escolhem o desenvolvimento na via privada, somam a inteligência, sobrepondo-se a esperteza, encurtando os caminhos da desfaçatez, impondo seu mecanismo, para burlar, de forma ostensiva, o comando do poder público, (Poder de Polícia Administrativa) inserido no art. 78 do Código Tributário, que regula a prática de atos e abstenção de fatos ainda aplicável, que deveria, para fortalecer a conjugação inteligência-esperteza, não permitir que uma forma ou fórmula se sobreponha à outra. Ou seja a inteligência contra a esperteza.
É de fácil percepção que os governantes, de forma aleatória, criam normas, como regras de conduta ou comportamento, sem exercer o Poder de Polícia Administrativa, de fiscalizar e aplicar medidas coercitivas, contra o desvio de conduta ou de comportamento.

 

Em linhas gerais, percebe-se que os órgãos governamentais anunciam o índice de infração, em números manipulados, sem a percepção de que a indústria, de modo especial de produtos alimentícios, ao invés da moderação da volúpia lucrativa, jogam no mercado produtivo, os mesmos produtos, os mesmos preços, com redução de dimensão, sob a visão omissa dos pretensos fiscalizadores, como uma forma, perceptível de iludir a boa fé do consumidor, que aasiste uma cínica manobra sob pesos e medidas, com ostensiva redução de conteúdo, em invólucros, (laticínios, plásticos caixas ou papéis, numa simulação de inalteração de preços.

 

Tive a curiosidade de acompanhar venda de alimentos (enlatados ou não), com latas, sacos ou caixas, utilizando as dimensões tradicionais dos invólucros, no caso produtos em pó ou em grãos, com reduzida quantidade, diminuta alteração dos preços, em consideráveis redução do conteúdo, só perceptível ao ser utilizado.
A exemplo disso, se alguém comprar produtos como leite, outros produzidos por Multinacionais ou fabricantes locais, percebe-se a redução do volume à metade, com diminuição insignificante de preço.
Basta observar alimentos como biscoitos produzidos pelas grandes e famosas empresas, incluindo nutrientes semelhantes a leite, farinhas, grãos, massas e líquidos, percebe-se como o consumidor é lesado, sob os olhares negligentes dos órgãos fiscalizadores, que se tornaram burocráticos, sem qualquer atividade externa atuante. É preciso que se dê um basta nessa OMISSÃO.

www.reporteriedoferreira.com.br Por Francisco Nóbrega dos Santos- Advogado, jornalista, poeta, escritor




O SHOW DA REDEMOCRATIZAÇÃO; SHO Rui Leitao Jornalista

O SHOW DA REDEMOCRATIZAÇÃO
No ano em que o Colégio Eleitoral definia o fim da Ditadura Militar, elegendo a chapa Tancredo Neves e José Sarney para substituir o general Figueiredo, afirmando-se como o primeiro governo civil após duas décadas conhecidas como os “anos de chumbo”, realizava-se, no Rio de Janeiro, o primeiro festival de rock do Brasil. O evento contou com a participação de artistas de renome nacional, como Ivan Lins, Paralamas do Sucesso, Blitz, Barão Vermelho, Gilberto Gil, Alceu Valença, Roberto Carlos, Ney Matogrosso e Rita Lee, além de muitas atrações internacionais.
Alguns desses artistas retornavam ao país após anos de exílio. Era a edição inaugural do Rock in Rio. Sua importância não se restringiu a um momento de diversão e entretenimento; representou a afirmação política de uma geração que ansiava por liberdade e democracia. Havia um sentimento de vitória, potencializado pela juventude. O evento atraiu um público estimado em mais de um milhão de pessoas e aconteceu em meio à expectativa política pelo resultado da votação em Brasília. A esperança era de que, enfim, o país iniciaria o processo de redemocratização. O Kid Abelha e os Abóboras Selvagens se apresentaram na noite de 15 de janeiro, no exato momento da eleição, sendo anunciados como o “primeiro show da democracia brasileira”. Como não poderia ser diferente, carregavam a bandeira nacional, o que inflamou a multidão, que, em coro, gritava: “Brasil, Brasil!”.
Na plateia, majoritariamente composta por jovens, militantes do MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro) distribuíam panfletos com frases como: “O rock foi a forma que a juventude encontrou para botar para fora seus sentimentos” e “Para os reacionários, o rock vem ameaçar seus caducos e carcomidos preconceitos e valores”. Os artistas transmitiam seus recados por meio de músicas temáticas, alterando letras e fazendo discursos, transformando o festival em um evento político. Os Paralamas, em sua apresentação no dia 13 de janeiro, cantaram Inútil, do Ultraje a Rigor, cuja letra afirmava ironicamente: “A gente não sabemos escolher presidente”, uma crítica ao regime que não admitia o voto direto na eleição presidencial. No Barão Vermelho, Cazuza, enrolado na bandeira nacional, mudou o refrão de Pro Dia Nascer Feliz para Pro Brasil Nascer Feliz. Ivan Lins alterou a letra de Começar de Novo para criticar o fascismo e lembrar as pessoas que haviam desaparecido durante a ditadura.
O idealizador e promotor do grandioso evento, Rubem Medina, chegou a declarar: “O Rock in Rio será uma festa de comemoração da esperança para o País”. O governo, no entanto, usou a máquina pública para dificultar a realização do festival. A Cidade do Rock teve suas obras embargadas em setembro de 1984, sob a justificativa de que o local seria usado por escolas de samba. Quando o empresário conseguiu autorização para a continuidade dos trabalhos, a obra foi novamente impedida, desta vez sob o argumento de que o evento rivalizaria com o RioCentro, um dos maiores espaços de exposição do país. Finalmente, o Rock in Rio foi autorizado, com shows programados para o período de 11 a 20 de janeiro de 1985. O festival simbolizou um novo momento na história nacional e o festivo nascimento da Nova República.
www.reporteriedoferreira.com.br   Rui Leitão-advogado, jornalista, poeta, escritor



A SÍNDROME DO COITADISMO Por Rui Wilson Leitão

A SÍNDROME DO COITADISMO Por Rui Wilson Leitão

A mania de perseguição é considerada, no campo da psiquiatria, um transtorno mental. O indivíduo sente constantemente que alguém quer prejudicá-lo, alimentando um exagerado sentimento de desconfiança. Imagina que tudo conspira contra ele. Trata-se, portanto, de uma doença que requer tratamento médico.

Na esfera política, no entanto, essa postura não pode ser classificada como uma enfermidade, mas como uma forma de autodefesa. Enfraquecido, o agente político apela para a narrativa de que está sendo perseguido, construindo discursos que o façam parecer vítima aos olhos dos eleitores. É a desculpa que encontra para enfrentar as acusações que lhe são impostas. Uma estratégia eficaz de manipulação da opinião pública, buscando amplificar manifestações de solidariedade.

Trata-se de um comportamento que, propositadamente, se descola da realidade, permitindo que a irracionalidade prevaleça e evidenciando instabilidade emocional. Geralmente, sua origem está na egolatria. O político vitimista se vê como injustiçado, ainda que existam provas irrefutáveis contra ele. Jamais admite ter adotado condutas que contrariem as normas da legalidade.

O vitimismo se manifesta no excesso da sensação de perseguição sistemática, atribuindo qualquer acusação a uma suposta vingança de adversários. Esse comportamento leva à perda do senso de autocrítica, do discernimento e da capacidade de avaliar racionalmente as situações. A negatividade é característica dos fracos, uma marca dos covardes. Não podendo demonstrar força, recorrem à política da vitimização. Não aceitam o fato de que os outros já não se curvam à sua ambição de poder. E, em vez de assumirem responsabilidades, transferem-nas para terceiros – muitas vezes de forma agressiva. É a síndrome do “coitadismo”.

Esses indivíduos assumem uma dupla personalidade: ora se apresentam como “machões”, que tudo podem; ora como “coitadinhos”, clamando por proteção e apoio de seus seguidores. Vitimizam-se para despertar piedade.

Mussolini e Hitler chegaram ao poder culpando os outros e explorando a retórica da vitimização. Utilizaram essa estratégia para cometer atrocidades, como se tivessem recebido licença moral para tanto. Eles sabiam que encontrariam pessoas de mente fraca, incapazes de pensar por si mesmas, verdadeiros integrantes de um rebanho ideológico. Provocar a vitimização consiste em construir uma imagem de ameaça constante, de modo a influenciar o público.

Devemos ter cuidado com os vitimistas. Eles manipulam situações para conquistar o que desejam, explorando a compaixão alheia. Por isso, é essencial não cair no jogo armado. Se autopromovem com o coitadismo, dramatizando circunstâncias desfavoráveis pelas quais estejam passando. É um vitimismo calculado, consciente, que se alimenta do lamento e da chantagem emocional. Seus discursos buscam desclassificar os argumentos dos adversários. Em vez de refutarem afirmações, preferem posar de vítimas de extremistas radicais. Nunca admitem erros. Agem pela emoção, sem preparo para defender suas ideias, ignorando a veracidade e a consistência dos fatos.

O vitimismo é um discurso fácil de vender. Quem o pratica sente a necessidade de ter seu sofrimento reconhecido diante dos outros, em busca de compaixão. Falam em meritocracia, mas são os primeiros a se colocarem como vítimas quando derrotados em seus projetos políticos. E recorrem à retórica do ódio.

A dinâmica do vitimismo está presente nas ciências políticas – lamentavelmente.

Rui Wilson Leitão




PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Passado financeiro da rua Gama e Melo Sérgio Botelho

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PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Passado financeiro da rua Gama e Melo
Sérgio Botelho
– Houve tempo em que a rua Gama e Melo, que fica entre a Praça Antônio Rabelo e a avenida Barão do Triunfo, no Varadouro, chegou a ser o principal endereço financeiro da capital paraibana. O status se fortalecia ainda mais pela proximidade da rua Maciel Pinheiro, sua paralela imediata, conhecida pela intensa atividade comercial. Na Gama e Melo, funcionava a Secretaria de Finanças do Estado da Paraíba e as mais representativas agências bancárias da cidade: Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Caixa Econômica Federal e Banco do Estado da Paraíba — sendo que os três primeiros ainda mantêm atividade na área. Além disso, havia o escritório do industrial e dono de engenho, Renato Ribeiro Coutinho. Lembrando que o setor agropecuário representava a principal expressão econômica do estado.
De frente para a Gama e Melo, na rua Barão do Triunfo, localizava-se o Banco do Povo. A rua homenageia Antônio Alfredo da Gama e Melo (1829-1908), natural da cidade da Parahyba (atual João Pessoa), patrono da Cadeira 17 da Academia Paraibana de Letras. Professor e diretor do Lyceu Paraibano, Gama e Melo teve papel marcante na política. Nos primeiros anos da República, amigo de Floriano Peixoto, foi presidente da Paraíba (1896-1900). Antes disso, durante o Império, atuou como deputado provincial (1878-1880) pelo Partido Liberal e foi diversas vezes nomeado vice-presidente da província, chegando a assumir interinamente a presidência da Paraíba em mais de uma ocasião, conforme registros do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getúlio Vargas (CPDOC-FGV).
Em 1903, eleito pelo Partido Republicano da Paraíba, passou a ocupar uma cadeira no Senado Federal, onde permaneceu até sua morte, em 1908. No campo jornalístico, colaborou com o Jornal do Comércio, no Rio de Janeiro, e fundou o periódico A República, na Paraíba.
Na foto, a Rua Gama e Melo. Imediatamente à direita, agência da Caixa, e à esquerda, do Banco do Nordeste. Mais à frente, à esquerda, a do Banco do Brasil.
www.reporteriedoferreira.com.br Por Sérgio Botelho- Jornalista, poeta, escritor