Brasil tem 201 mortes e 5.717 casos registrados de Covid-19

Novos números foram divulgados pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (31)Mandetta

Reprodução Facebook

Ministro atualizou os dados da doença no país

O Brasil registrou mais 42 mortes causadas pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) nas últimas 24 horas, fazendo o total subir para 201, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (31) pelo Ministério da Saúde. A alta corresponde a um crescimento de 20,9%.

De acordo com a pasta, os novos casos confirmados de Covid-19  são 1.138, totalizando 5.717. O aumento foi de 19,9%. Já a taxa de letalidade continuou em 3,5%.

Na segunda-feira (30), o número de óbitos era 159, enquanto o de pessoas com a doença era de 4.579.

São Paulo continua sendo o estado que tem mais mortes, com 136 das 201 ocorrências. A letalidade é de 5,8% no estado. Em segundo lugar vem o Rio de Janeiro, com 23 mortes e letalidade de 3,2%.

No quadro de casos confirmados, São Paulo também lidera a lista. O estado tem 2.339 pessoas infectadas pelo coronavírus. Em segundo lugar vem o Rio de Janeiro, com 708 vítimas de contaminação, sendo seguido por Ceará (390), Distrito Federal (332) e Minas Gerais (275).

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Senado aprova benefício de R$ 600 a autônomos e informais

Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Benefício busca reduzir danos da crise causada pelo coronavírus

O Senado aprovou hoje (30) o pagamento de um auxílio emergencial por três meses, no valor de R$ 600, destinado aos trabalhadores autônomos, informais e sem renda fixa. Chamado de “ coronavoucher ”, a ajuda vem para reparar as perdas de renda para algumas fatias da sociedade durante o período de isolamento, quando as oportunidades de trabalho para essas categorias estão escassas.

A aprovação foi unânime, com 79 votos favoráveis e apoio dos senadores da oposição e do governo. O líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), foi um dos vários parlamentares que se manifestaram . “Estamos precisando de tais iniciativas de injetar na veia o dinheiro para o cidadão comprar comida e sobreviver a essa calamidade. A primeira vez que o dinheiro vai chegar na mão do povo vai ser nesse projeto. É calamidade, as pessoas estão precisando”.

O senador Chico Rodrigues (DEM-RR) destacou que o projeto é um consenso entre Congresso Nacional e governo federal. Já o líder do governo na Casa, Fernando Bezerra (MDB-PE), afirmou que mais de 30 milhões de brasileiros serão beneficiados com essa medida.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse que, graças a um ajuste de redação, o benefício também contemplará inscritos no Cadastro Único após o dia 20 de março. Em seguida, o líder da oposição afirmou que esse não é o momento de priorizar as finanças do Estado. “Não cabe se pensar em gasto público. Esse é um momento emergencial, que temos que atender as necessidades das pessoas”.

 

Logo após a aprovação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, usou o Twitter para pedir ao presidente da República a sanção imediata do projeto. Alcolumbre está afastado de suas atividades após ter sido diagnosticado com o novo coronavírus.

Em nome dos brasileiros que passam dificuldades financeiras neste momento de pandemia do Covid-19, solicito ao presidente da República @jairbolsonaro a sanção imediata do projeto de lei,que garante auxílio de R$600aos trabalhadores autônomos, aprovado há pouco pelo @SenadoFederal

Inclusão de outras categorias

Outro projeto já ganha forma no Senado, para incluir outras categorias, como motoristas de táxi ou de aplicativo e pescadores sazonais, dentre outros a serem definidos. Weverton Rocha (PDT-MA) lembrou dos músicos, que perderam trabalhos durante o isolamento. Essa pode ser outra categoria a entrar no novo projeto. Esse texto, previsto para ser votado amanhã (30), será de autoria do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e tem relatoria de Esperidião Amin (PP-SC).

Vieira foi o relator do projeto aprovado hoje. Seu nome foi escolhido justamente por conhecer bem o tema e já discutir a inclusão de novas categorias a partir das emendas que recebeu para análise. As emendas não foram acatadas para evitar que mudanças de mérito do projeto o fizessem voltar à Câmara.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Agência Brasil




Há mais pessoas a favor do impeachment de Bolsonaro do que contra, diz pesquisa

 

Presidente Jair Bolsonaro

Agência Brasil

Presidente Jair Bolsonaro

Uma pesquisa feita pelo Atlas Político, plataforma de inteligência de dados e engajamento político, mostrou que o apoio ao impeachment do presidente Jair Bolsonaro cresceu em março deste ano, chegando ao índice de 47,7%. O índice ultrapassou pela primeira a porcentagem de pessoas contra a saída de Bolsonaro, que representam 45% dos entrevistados. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (26) pela coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

Um levantamento da entidade divulgado na quinta-feira passada, 19 de março, mostrava que até então 45.2% dos entrevistados eram contra o impeachment , 44.8% a favor e 10.0% não sabiam sua opinião sobre o assunto. A consulta foi realizada com 2.000 pessoas, acima dos 16 anos, de todas as regiões do país. A margem de erro é de dois  pontos percentuais, acima ou abaixo.

Desde que Bolsonaro assumiu, essa é a primeira vez que o índice a favor do impeachment é maior do que contra sua saída. Em maio de 2019, 38% queria que o presidente deixasse o cargo, enquanto 49,4% defendia sua permanência.

O aumento de pessoas a favor de impeachment pode ser uma reação à maneira que Bolsonaro tem administrado a pandemia do Coronavírus. A doença já infectou 2.614 pessoas no Brasil e causou 63 mortes. O presidente, no entati, tem minimizado o vírus e se mostrando contra medidas restritivas.

Atlas Político Impeachment
Atlas Político

Dados da pesquisa divulgada dia 19 de março deste ano

Atlas Político Impeachment

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Com Ciro e Haddad, lideranças da esquerda pedem renúncia de Bolsonaro

Diante do crescente protagonismo de líderes de centro-direita como o governador de São Paulo, João Doria(PSDB), e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na oposição a Jair Bolsonaro durante a crise do coronavírus, líderes da esquerda se uniram em um manifesto para pedir a renúncia do presidente.

Segundo eles, a saída voluntária de Bolsonaro seria ¨menos custosa¨ao país. O processo de impeachment, segundo alguns signatários, paralisaria o Congresso e o país durante o combate à doença.

¨Bolsonaro não tem condições de seguir governando o Brasil e de enfrentar essa crise, que compromete a saúde e a economia. Comete crimes, frauda informações, mente e incentiva o caos, aproveitando-se do desespero da população mais vulnerável. Precisamos de união e entendimento para enfrentar a pandemia, não de um presidente que contraria as autoridades de saúde pública e submete a vida de todos aos seus interesses políticos autoritários. Basta! Bolsonaro é mais que um problema político, tornou-se um problema de saúde pública. Falta a Bolsonaro grandeza. Deveria renunciar, que seria o gesto menos custoso para permitir uma saída democrática ao país. Ele precisa ser urgentemente contido e responder pelos crimes que está cometendo contra nosso povo¨, diz o documento.

Assinam o texto os três principais candidatos de esquerda derrotados por Bolsonaro na eleição presidencial de 2018, Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT) e Guilherme Boulos (PSOL), os presidentes do PT, Gleisi Hoffmann; PDT, Carlos Lupi; PC do B, Luciana Santos; PSB, Carlos Siqueira; PSOL, Juliano Medeiros, e PCB, Edmilson Costa, além de outras lideranças da esquerda como o governador do Maranhão, Flavio Dino (PC do B), o ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro (PT) e os ex-senadores Roberto Requião (MDB-PR) e Manuela D’Ávila (PC do B-RS).

No texto, os líderes de esquerda sugerem ainda a adoção de uma série de medidas de um Plano Emergencial de Ação: reforço às medidas de redução do contato social, criação de leitos de UTI e importação em massa de testes e equipamentos de proteção, implementação da renda básica permanente para trabalhadores desempregados e informais, suspensão da cobrança de tarifas de serviços para a população de baixa renda, proibição de demissões com o socorro do Estado aos setores mais prejudicados via financiamentos subsidiados e criação de um imposto sobre grandes fortunas.

De acordo com signatários ouvidos pela reportagem, um dos objetivos é recolocar a esquerda no papel de contraponto a Bolsonaro, hoje exercido pelos governadores, em especial Doria, e pelo Congresso. No manifesto, as lideranças cobram medidas do Congresso, governadores, prefeitos e Ministério Público, excluindo Bolsonaro e seu governo das articulações para conter os danos físicos e econômicos da pandemia.

¨Frente a um governo que aposta irresponsavelmente no caos social, econômico e político, é obrigação do Congresso Nacional legislar na emergência, para proteger o povo e o país da pandemia. É dever de governadores e prefeitos zelarem pela saúde pública, atuando de forma coordenada, como muitos têm feito de forma louvável. É também obrigação do Ministério Público e do Judiciário deter prontamente as iniciativas criminosas de um Executivo que transgride as garantias constitucionais à vida humana. É dever de todos atuar com responsabilidade e patriotismo¨, diz o manifesto.

Estadão




Brasil tem 114 mortes e atinge 3.904 casos do novo coronavírus

Atualização de dados foi feita neste sábado (28) pelo Ministério da Saúde

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Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Novos registros de morte por conta do novo coronavírus dispararam neste sábado (28)

O Ministério da Saúde atualizou neste sábado (28), por meio do site covid.saude.gov.br , plataforma de atualizações em tempo real, para  3.904 o número de casos confirmados da Covid-19 no Brasil. O número de óbitos atingiu 114.

A região mais afetada permanece sendo a sudeste, com São Paulo concentrando o maior número de casos. De acordo com o painel do coronavírus no Brasil , a taxa de letalidade da doença é de 2,7%.

Dos casos confirmados, 569 pessoas estão em enfermarias. Entre os pacientes, 61,4% são homens, 91% têm mais de 60 anos e 84% são portadores de comorbidades.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, afirma que o país adquiriru 200 milhões de máscaras que virão de forma fracionada. “A máscara é o principal item neste momento. Cerca de 50% dos nossos equipamentos estão no centro de distribuição, em Guarulhos, prontos para serem enviados para outras localidades”, diz ele.

Mandetta orienta que população fique em casa

Luiz Mandetta, Ministro da Saúde, afirma que o Brasil tem muitos leitos de UTI à disposição. “As estradas brasileiras matam muito. Motocicletas são grandes causadoras de traumas no país”, diz ele. “Estes leitos utilizados por trauma serão usados para pacientes da Covid-19”.

O Ministério da Saúde também divulga que o Brasil não terá apenas uma sobrecarga na saúde, mas também na logística. “Há uma fila na reabertura da compra de equipamentos da China. Por isso, é importante ficar em casa, para que não faltem equipamentos. Vamos nos mover pela racionalidade”, pede o Ministro.

“A doença veio para o Brasil pela elite. Em Brasília, todos os casos estão concentrados na Asa Sul. No Rio de Janeiro, os casos estão na Barra da Tijuca. Aos poucos, a doença vai entrar nas periferias, mas ainda está acontecendo”, afirma ele.

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Mais de 3 mil número de infectados com coronavírus no Brasil; 77 mortos,JP lidera o numero de casos 

As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até 10h53 desta sexta-feira (27), 3.027 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil com 77 mortos, 58 deles em São Paulo, de acordo com a secretaria de Saúde do estado.

A Paraíba atualizou o número de casos para nove na manhã desta sexta-feira.

A capital paraibana lidera o número de casos confirmados no estado; são 6 em João Pessoa, um em Igaracy, um em Sousa e um em Campina Grande. Apenas um desses casos, uma mulher de 55 anos, está internada em leito regular de hospital privado na capital.

O estado de Minas Gerais divulgou nesta manhã que alcançou 189 casos no estado. Já Porto Alegre teve sua segunda morte provocada pela doença, mas ela ainda não foi contabilizada pelo governo local.

O avanço da doença está acelerado: foram 25 dias desde o primeiro contágio confirmado até os primeiros 1.000 casos (de 26 de fevereiro a 21 de março). No entanto, os outros 2.000 casos foram confirmados em apenas seis dias ( de 21 a 27 de março).




Governo quer cortar 25% de salário de servidores até 2024 para compensar gastos

 

Foto: Agência Brasil

Ministério da Economia tenta conter impacto da crise causada pelo novo coronavírus

O governo trabalha na elaboração de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução em 25% dos salários e da jornada de trabalho dos servidores públicos federais de todos os Poderes, de acordo com a minuta do projeto ao qual O GLOBO teve acesso. O dinheiro poderia ser direcionado para ações de combate ao coronavírus na área da saúde.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, tem cobrado do governo que a proposta de reequilíbrio fiscal diante da crise provocada pela pandemia deve ser de iniciativa do Executivo.

Se a PEC que está sendo elaborada pelo Planalto para ser enviada ao Congresso for aprovada pelos parlamentares, passará a valer imediatamente e a redução dos salários permanecerá vigente até o fim de 2024.

A redução dos salários não seria válida, no entanto, para os funcionários públicos com salários mais baixos.

Também não valeria para estados e municípios. Mas parlamentares e juízes poderiam entrar no corte de contracheques.

“Até 31 de dezembro de 2024, autorizada a redução da jornada de trabalho dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional em até 25%, com adequação proporcional de remuneração”, diz trecho da PEC do governo, que completa:

“Somente será aplicável aos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, aos membros de qualquer dos Poderes, aos detentores de mandato eletivo e aos demais agentes políticos  com remuneração superior a três salários mínimos”.

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Secretários de Saúde do Nordeste dizem que Bolsonaro ‘desfaz todo o esforço’ para combater coronavírus

O pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), transmitido em cadeia de rádio e TV, na noite desta terça-feira (24), provocou a reação dos secretários de Saúde do Nordeste. Em carta aberta, os gestores disseram que assistiram “estarrecidos” ao discurso, no qual o presidente da República “desfaz todo o esforço e nega todas as recomendações para combate à pandemia do coronavírus”.

Na noite desta terça, o presidente contrariou o que especialistas e autoridades sanitárias do país e do mundo inteiro vêm pregando e criticou o pedido para que todas aqueles que possam fiquem em casa. Bolsonaro também culpou os meios de comunicação por espalharem, segundo ele, uma sensação de “pavor” 

Bolsonaro contraria especialistas e autoridades e pede fim do ‘confinamento em massa’

Bolsonaro contraria especialistas e autoridades e pede fim do ‘confinamento em massa’

Ele também disse que, se contrair o vírus, não pegará mais do que uma “gripezinha”. Durante o pronunciamento foram registrados panelaços em várias cidades como Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Este foi o oitavo dia consecutivo de manifestações contra o presidente

Panelaço é registrado em Boa Viagem durante pronunciamento de Bolsonaro

Panelaço é registrado em Boa Viagem durante pronunciamento de Bolsonaro

Assinado por secretários todos os estados da região, o texto ressalta que os gestores percebem, “com espanto”, os “graves desencontros entre o pronunciamento do presidente e as diretrizes cotidianas do Ministério da Saúde”. Na carta, os gestores afirmam: “Esta fala atrapalha não só o ministro, mas todos nós!”

Ainda de acordo com a carta, os secretários de saúde dizem que “não é nosso desejo politizar esse problema. Já temos dificuldades demais pra enfrentar. Não podemos cometer esse erro.”.

Os secretários dizem, ainda, que têm consciência de que será preciso enfrentar uma grave recessão econômica. “Mas o que nos cabe lidar diretamente é a grave crise sanitária”, declaram.

Além disso, os gestores afirmam que vão continuar trabalhando. “Não nos parece que a posição exposta pelo Presidente seja a do Ministério da Saúde, que tem se conduzido tecnicamente”, afirmam.

Dicas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1Dicas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1

Dicas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1

As decisões, disseram os gestores, serão tomadas baseadas em evidências científicas, “seguindo exemplos bem sucedidos ao redor do mundo”.

Segundo eles, a “grande maioria dos países do mundo, ocidentais e orientais, já firmou seu curso no combate ao vírus e é este curso que o Nordeste Brasileiro seguirá”.

“Que Deus abençoe cada um de nós que pouco temos dormido. Que Deus nos abençoe !”, acrescentam os secretários.

Veja a carta na íntegra

Assistimos estarrecidos ao pronunciamento em cadeia nacional do Presidente Jair Bolsonaro, onde desfaz todo o esforço e nega todas as recomendações para combate à pandemia do coronavírus.

Não é nosso desejo politizar esse problema. Já temos dificuldades demais pra enfrentar. Não podemos cometer esse erro. Vamos continuar fazendo nosso trabalho. Não nos parece que a posição exposta pelo Presidente seja a do Ministério da Saúde, que tem se conduzido tecnicamente.

Percebemos, com espanto, os graves desencontros entre o pronunciamento do Presidente e as diretrizes cotidianas do Ministério da Saúde. Esta fala atrapalha não só o ministro, mas todos nós!

Sabemos que iremos enfrentar uma grave recessão econômica, mas o que nos cabe lidar diretamente é a grave crise sanitária.

Vamos seguir tocando nossas vidas com decisões baseadas em evidências científicas, seguindo exemplos bem sucedidos ao redor do mundo.

A grande maioria dos países do mundo, ocidentais e orientais, já firmaram seu curso no combate ao vírus e é este curso que o Nordeste Brasileiro seguirá.

Que Deus abençoe cada um de nós que pouco temos dormido. Que Deus nos abençoe!

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Bolsonaro decide revogar artigo da “MP da Fome” após repercussão negativa

 

jair bolsonaro coronavírus

Isac Nóbrega/PR

Presidente Jair Bolsonaro revogou artigo da Medida Provisória 927 que suspendia contratos de trabalho por 4 meses

O presidente Jair Bolsonaro determinou nesta segunda-feira (23) a revogação do artigo 18 da Medida Provisória 927, que permitia a suspensão dos contratos de trabalho por quatro meses, editada neste domingo pelo governo.

A novidade anunciada, que consistia na flexibilização de regras que já existem na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), sofreu grande resistência de diversos segmentos, que chegaram a caracterizá-la como “MP da Fome” e “MP da Morte”. A MP de Bolsonaro  continua facilitando o uso do regime de home office nas empresas, permitindo a antecipação de férias e flexibilizando as regras para decretação de férias coletivas, já que o presidente revogou apenas o artigo que diz respeito à suspensão dos contratos.

Hoje, a legislação já permite que empresas coloquem funcionários no chamado “lay off”. A nova medida provisória, no entanto, abriria a possibilidade para que isso fosse feito sem participação dos sindicatos da categoria. Esse artigo foi revogado da MP pelo presidente.

Na avaliação do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a iniciativa é “capenga” e parte de seu texto foi “esquecido” pela equipe econômica. O Ministério Público do Trabalho (MPT) também disse ver com “com extrema preocupação” a suspensão de contratos de trabalho .

Veja a seguir as principais perguntas e respostas sobre a nova regra, que já estava em vigor desde este domingo, até a revogação de Bolsonaro.

O que mudaria em relação à legislação atual?

CLT já permitia a suspensão temporária do contrato de trabalho. A lei dizia que esse período poderia ser de dois a cinco meses, desde que negociado com o sindicato. O texto também abria a possibilidade de que o empregador pagasse apenas uma espécie de bolsa qualificação (ou não pague nenhum valor), no lugar de um salário. A mudança precisaria ser notificada ao sindicato com uma antecedência de 15 dias.

A MP flexibilizava todas essas regras, e, para suspender o contrato, bastaria que o empregador firmasse um acordo individual com o trabalhador ou um grupo de trabalhadores. Essas mudanças, que geraram maior repúdio, foram revogadas, enquanto o restante do texto segue em vigor.

O empregado poderia ser demitido após o período de suspensão?

A MP não deixa isso claro. Pelas regras da CLT, o trabalhador que tiver seu contrato de trabalho suspenso tem direito a uma estabilidade de ao menos três meses, sob pena de multa a ser paga pela empresa no valor do último salário do funcionário. O texto editado no domingo não fixava nenhuma regra para garantir que os empregos sejam mantidos após o período de suspensão.

O trabalhador poderia ficar sem salário por quatro meses?

Sim. O texto da MP é claro ao dizer que o empregador “poderá conceder ao empregado ajuda compensatória mensal”. Ou seja, é uma opção da empresa pagar ou não algum tipo de auxílio no lugar do salário. Como não há interferência dos sindicatos na negociação, não haveria, com a MP completa em vigor, a garantia de que funcionários teriam poder de barganha para definir se e quanto seria pago. Outra vantagem para as empresas seria que o valor a ser pago não teria “natureza salarial”. Ou seja, seria livre de contribuições que incidem sobre a folha, como recolhimento para o INSS e FGTS .

Haveria compensação das perdas de renda por parte do governo?

O Ministério da Economia prometeu que permitiria que trabalhadores atingidos pela suspensão de contrato teriam acesso a uma compensação, por meio da antecipação de parte do seguro-desemprego . Mas isso não estava previsto na MP que foi publicada domingo. Segundo o governo, a previsão deveria estar em uma nova medida provisória, ainda a ser publicada.

Por quanto tempo valem as regras da MP, que mudou após revogação de artigo?

Por se tratar de medida provisória, o texto já tem força de lei desde domingo. No entanto, as regras especiais são válidas somente enquanto durar o estado de calamidade pública, que termina no dia 31 de dezembro. A revogação do artigo 18 da MP também é imediata.

www.reporteriedoferreira.com.br  com informações da Agência O Globo




Cidades registraram ‘panelaços’ contra o presidente Jair Bolsonaro na noite deste sábado (21)

Em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba e Recife pessoas bateram panelas contra o presidente.

Os protestos ocorrem no dia em que o presidente Jair Bolsonaro faz aniversário. (Foto: Tânia Rego/Arquivo/Agência Brasil)

Cidades brasileiras registraram ‘panelaços’ contra o presidente Jair Bolsonaro na noite deste sábado (21).

São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba e Recife também tiveram gritos de “fora, Bolsonaro!” a partir das 20h.

Os protestos ocorrem no dia em que o presidente Jair Bolsonaro faz aniversário. Durante a semana, também foram registrados panelaços contra o presidente na terça-feira e na quarta-feira.

www,reporteriedoferreira.com.br  /Por G1