Minutos após fala de Moro, Câmara articula CPI e convite para ex-juiz ser ouvido

Deputado Aliel Machado disse que “é inaceitável que se legitime ações de obstrução do processo criminal em sentido estrito e em sentido amplo”

Foto:Agência Câmara
Deputado Aliel Machado já apresentou requerimento de CPI na Câmara
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Logo após as denúncias feitas por Sergio Moro sobre possível interferência política do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal, parlamentares correram para levar a investigação das acusações ao Parlamento.

O deputado Aliel Machado (PSB-PR) já apresentou um requerimento de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) à Câmara.

“É inaceitável que se legitime ações de obstrução do processo criminal em sentido estrito e em sentido amplo. É esse o relato do então ministro da Justiça”, diz Machado no pedido.

O deputado já está coletando digitalmente as assinaturas para protocolar o documento. São necessárias 171 para isso. “Já tenho deputados assinando”, disse o Machado no começo da tarde desta sexta-feira.

O deputado Luiz Miranda (DEM-DF) está preparando um pedido para que Moro seja convidado a prestar esclarecimentos no plenário da Câmara sobre as denúncias feitas por ele nesta sexta-feira. Ele não poderá ser convocado, ou seja, obrigado a comparecer, porque isso só pode ser feito para ministros ou titulares de órgãos diretamente subordinados à Presidência da República.

Ao anunciar a saída do cargo, o então ministro da Justiça e Segurança Pública acusou nesta o presidente Jair Bolsonaro de tentar interferir politicamente no comando da Polícia Federal para obter acesso a informações sigilosas e relatórios de inteligência. “O presidente me quer fora do cargo”, disse Moro, ao deixar claro que a saída foi motivada por decisão de Bolsonaro.

www.reporteriedoferreira.com.br Por Folha Vitória




Investigado, Carlos Bolsonaro defende a indicação do amigo Alexandre Ramagem para a Polícia Federal

“Tem que nomear um inimigo?”, questionou o vereador Carlos Bolsonaro, apontado pela própria PF como chefe do esquema de fake news do bolsonarismo

(Foto: Twitter de Marcelo Freixo)

Neste sábado, foi revelado que Carlos Bolsonaro passou a virada de 2019 com Ramagem, nomeado por Bolsonaro para chefiar a Polícia Federal.

No Twitter, uma internauta afirmou:

“No imbróglio todo, parece que o terrível “crime” do Bolsonaro foi querer exercer uma de suas prerrogativas, que é nomear agentes públicos, e ainda preocupar-se com um inquérito ilegal (que o ministro da Justiça ignorou), feito sob medida para perseguir e calar seus apoiadores”.

E Carluxo (apontado como chefe do esquema de fake news do bolsonarismo) respondeu:

“E segundo os imbecis que ignoram as leis, tem que nomear inimigo”.

www.report3riedoferreira.com.br Por Brasil 247




20 governadores divulgam carta aberta em defesa da democracia

Documento declara apoio aos presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, por ataques de Bolsonaro e foi divulgado no dia em que o chefe do Planalto participou de um ato que pedia intervenção militar

Jair Bolsonaro; Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia no detalheJair Bolsonaro; Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia no detalhe (Foto: Alan Santos/PR | Agência Senado)Vinte governadores assinaram uma Carta Aberta em defesa da democracia em apoio ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), após ataques feitos por Jair Bolsonaro às duas lideranças do Congresso.

Para os signatários, as falas de Bolsonaro, que na sexta-feira 17 acusou o Congresso, STF e o governador João Doria (PSDB-SP) de articular um golpe contra ele, “afrontam princípios democráticos que fundamentam nossa nação”. O embate entre o Executivo, Congresso e os governadores tem sido principalmente por conta das regras do isolamento social para combater a disseminação do coronavírus.

“Nossa ação nos estados, no Distrito Federal e nos municípios tem sido pautada pelos indicativos da ciência, por orientação de profissionais da saúde e pela experiência de países que já enfrentaram etapas mais duras da pandemia, buscando nesse caso evitar escolhas malsucedidas e seguir as exitosas”, diz trecho da carta.

O documento foi assinado neste sábado 18, mas publicado neste domingo 19, dia em que Bolsonaro participou de um ato em Brasília em defesa da intervenção militar e do AI-5, dando ainda mais importância à carta.

Aos manifestantes, Bolsonaro discursou dizendo não querer “negociar nada”. “Estou aqui porque acredito em vocês”, afirmou, dizendo ainda que “acabou a época da patifaria” e que “é agora o povo no poder”.

20 governadores divulgam agora Carta Aberta em defesa da Democracia. Manifestamos também solidariedade aos presidentes da Câmara, @RodrigoMaia, e do Senado, @davialcolumbre, em face de declarações de Bolsonaro.

 

www.reporteriedoferreira.com.br Por Brasil 247



Proteção a Flávio Bolsonaro em rachadinha teria causado demissão na PF, diz site

Segundo o The Intercept Brasil, rachadinhas de Flávio Bolsonaro com Fabrício Queiroz financiaram e lucraram com prédios da milícia

queiroz e flávio bolsonaro
Reprodução

Rachadinhas de Flávio Bolsonaro com envolvimento de Queizo financiaram prédios da milícia e foram cruciais para queda de Moro

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, teria financiado e lucrado com a construção ilegal de prédios da milícia erguidos com dinheiro público, de acordo com informações do site The Intercept Brasil divulgadas neste sábado (25) e baseadas em documentos sigilosos e dados levantados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro em investigação que corre sob sigilo.

A investigação, que preocupa a família Bolsonaro, fez com que os advogados de Flávio pedissem por nove vezes que o procedimento fosse suspenso. O andamento do processo, inclusive, é apontado pela publicação do Intercept Brasil como um dos motivos para a pressão de Bolsonaro ao então ministro Sergio Moro pela troca do comando da Polícia Federal no Rio, que também investiga o caso, e em Brasília.

Segundo afirmam ao site promotores e investigadores sob a condição de anonimato, o investimento para as construções de edifícios da milícia de três construtoras foi feito com dinheiro de “rachadinha” coletado no antigo gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio.

O inquérito do MP do Rio apura fatos de organização criminosa, lavagem de dinheiro e peculato (desvio de dinheiro público) pelo filho de Bolsonaro. Os investigadores dizem que foi realizado o cruzamento de informações bancárias de 86 pessoas suspeitas de envolvimento no esquema, voltado para beneficiar o mercado imobiliário da milícia .

Os dados da investigação revelariam que Flávio Bolsonaro receberia o lucro do investimento dos prédios por meio de repasses feitos pelo ex-assessor Fabrício Queiroz e pelo ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, executado em fevereiro .

O papel de “investidor” exercido por Flávio nas construções da milícia ajudaria a explicar a evolução patrimonial  do hoje senador, que teve um salto expressivo entre 2015 e 2017 com a aquisição de dois apartamentos no Rio de Janeiro, sendo um no bairro de Laranjeiras e outro em Copacabana, ambos na zona sul do Rio. Esses investimentos na milícia também permitiram ao filho de Bolsonaro comprar participação societária em franquia da loja de chocolates Kopenhagen, também alvo de investigações.

Flavio Bolsonaro, que entrou na vida política em 2002, dizia ter à época apenas um carro Gol 1.0, declarado com o valor de R$ 25,5 mil. Em 2018, em sua última declaração de bens, o senador disse ter R$ 1,74 milhão.

Segundo o Intercept , o esquema estava baseado em Queiroz , que é apontado como o articulador do esquema de rachadinhas , e confiscava em média 40% dos vencimentos dos servidores do gabinete de Flávio Bolsonaro, repassando parte do dinheiro ao ex-capitão do Bope, Adriano da Nóbrega, que seria o chefe do Escritório do Crime, milícia especializada em assassinatos encomendados.

O lucro com as obras e vendas dos prédios da milícia também seria dividido com Flávio Bolsonaro, por este ser o financiador do esquema usando dinheiro público, apontam as investigações.

 




Ala militar do governo fica incomodada com presença de Bolsonaro em protesto

Presidente participou de manifestação neste domingo (19) em Brasília que pediu intervenção militar e fez críticas ao poderes Legislativo e Judiciário

Bolsonaro em ato pró AI-5

Foto: Reprodução/Internet

Bolsonaro em ato pró AI-5

A presença do presidente Jair Bolsonaro em um protesto em frente do Quartel General do Exército, em Brasília , que fez críticas aos poderes Legislativo e Judiciário e pediu intervenção militar neste domingo (19) causou incômodo na ala militar do governo federal.

A avaliação da cúpula ligada às Forças Armadas, segundo o coluna Gerson Camarotti, é que elas foram colocadas em posição de constrangimento por Bolsonaro.

O primeiro é que o presidente manifestou apoio a um ato declaradamente contra a democracia, defendendo inclusive o AI-5, ato institucional que tornou ainda mais repressora a ditadura militar no Brasil. Durante sua participação, Bolsonaro subiu na caçamba de uma caminhonete e fez críticas ao Congresso.

Já o segundo foi que Bolsonaro participou de uma aglomeração, coisa que autoridades sanitárias, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam que sejam evitdas. A medida é uma das formas de combater o avanço da Covid-19.

Além do núcleo militar, interlocutores mais próximos do presidente também externaram surpresa com o gesto dele e temem que esse tipo de conduta acabe aumentando o isolamento político dele.

www.reporteiedoferreira.com.br  Por ig




Aras pede que STF investigue Bolsonaro após fala de Sergio Moro

Procurador-geral da República decidiu pedir investigação após pronunciamento do ex-ministro nesta sexta (24) no qual ele pediu demissão

Augusto Aras e Jair Bolsonaro

Isac Nóbrega/PR

Augusto Aras e Jair Bolsonaro

O procurador-geral da República, Augusto Aras , pediu nesta sexta-feira (24) que o Supremo Tribunal Federal (STF) investigue o presidente Jair Bolsonaro após as falas do ex-ministro Sergio Moro durante pronunciamento no qual ele pediu demissão da pasta da Justiça e Segurança Pública.

O objetivo é apurar eventual ocorrência de crimes de falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de justiça, corrupção passiva privilegiada, denunciação caluniosa e crime contra a honra.

“A dimensão dos episódios narrados revela a declaração de Ministro de Estado de atos que revelariam a prática de ilícitos, imputando a sua prática ao Presidente da República, o que, de outra sorte, poderia caracterizar igualmente o crime de denunciação caluniosa”, diz o procurador-geral.

“Indica-se, como diligência inicial, a oitiva de Sergio Fernando Moro, a fim de que apresente manifestação detalhada sobre os termos do pronunciamento, com a exibição de documentação idônea que eventualmente possua acerca dos eventos em questão. Uma vez instaurado o inquérito, e na certeza da diligência policial para o não perecimento de elementos probatórios, o procurador-geral da República reserva-se para acompanhar o apuratório e, se for o caso, oferecer denúncia”, completa Aras no pedido.

www.reporteriedoferreira.com.br / Ig




Bolsonaro diz que Moro tem compromisso com o ego e não com o Brasil

Sergio Moro pediu demissão na manhã desta sexta e afirmou em discurso de despedida que o presidente tentou interferir na Polícia Federal

Jair Bolsonaro

José Dias/PR

Jair Bolsonaro fez pronunciamento sobre saída de Moro

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que Moro tem “compromisso consigo próprio e com seu ego, e não com o Brasil”. “Uma coisa é admirar uma pessoa, outra é trabalhar com ela”, disse também o presidente. Ele falou ainda que Moro teria condicionado a troca do comando da PF a sua indicação para uma vaga do Supremo Tribunal Federal.

“Torci muito para dar certo”, disse Bolsonaro sobre a relação com Moro. O presidente também disse que “fica difícil a convivência com uma pessoa que pensa bastante diferente de você” e que a saída do ex-juiz vai “deslustrar sua ilustre biografia”, em referência ao

Bolsonaro convocou uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira (24) após pronunciamento do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que após pedir demissão na manhã desta sexta afirmou que o presidente tentou interferir na atuação da Polícia Federal.

Sobre as acusações, Bolsonaro afirmou que nunca pediu para ter acesso a informações de investigações da Polícia Federal. Ele disse ainda que não precisa pedir a ninguém para trocar o comando da Polícia Federal. O presidente relembrou ainda da investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco, questionando se seria interferência na PF ele pedir para seu filho Carlos ir na portaria filmar o controle de entrada, referindo-se à suspeita de que um dos homens presos pelo crime teria estado em sua casa no dia do assassinato.

Depois de quase 40 minutos de fala, Bolsonaro começou a ler um pronunciamento, quando afirmou estar “decepcionado e surpreso com seu comportamento”. “Não se dignou a me procurar e preferiu uma coletiva de imprensa”, disse. “Desculpa, sr. ministro, mas o senhor não vai me chamar de mentiroso”, completou.

Demissão de Valeixo

Em seu pronunciamento, Bolsonaro reforçou que o próprio Valeixo pediu para sair do comando da Polícia Federal e que ao comunicar ao então ministro Sergio Moro que a exoneração seria publicada no Diário Oficial, Moro exigiu indicar o substituto. O presidente não teria aceitado a condição imposta pelo ex-juiz.

Segundo Bolsonaro, Moro teria imposto ainda uma outra condição para permanecer no governo. “Você pode trocar o comando, em novembro, quando eu for indicado para o Supremo Tribunal Federal”, teria dito o então ministro. “Isso é desmoralizante para mim”, completou Bolsonaro.

O presidente disso ainda: “Não posso aceitar minha autoridade confrontada por qualquer ministro. Assim como respeito a todos, espero o mesmo. Confiança é uma via de mão dupla”.

Facada

Em diversos momentos de sua fala, o presidente relembrou a facada da qual foi vítima durante a campanha eleitoral de 2018. Ele disse que “quase implorou” para que se apurasse “quem matou Jair Bolsonaro”. “Entre o meu caso e o da Marielle, o meu está muito mais fácil de solucionar”, completou, repetindo a referência à investigação do assassinato de Marielle.

Bolsonaro afirmou que enquanto estava no hospital se recuperando da facada, o então juiz federal Sergio Moro pediu para visitá-lo. Bolsonaro teria recusado a visita porque “não queria aproveitar do prestígio dele para conseguir a vitória no segundo turno”.

Em sua fala, Bolsonaro se dirigiu a Moro: “o senhor disse que tinha uma biografia a zelar, eu digo a vossa senhoria que eu tenho o Brasil a zelar”.

Ignorando a recomendação de distanciamento social para evitar a disseminação do novo coronavírus (Sars-Cov-2), o presidente apareceu ladeado por quase todos os seus ministros. Apenas o ministro da Economia, Paulo Guedes, estava usando máscara de proteção.

Além dos ministros, o deputado Eduardo Bolsonaro  (PSL-SP) também estava ao lado do presidente, assim como o vice-presidente Hamilton Mourão.

Assista:

*Matéria em atualização.

www.reporteriedoferreira.com.br Por G1




Sergio Moro pede demissão do Ministério da Justiça

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, pediu demissão nesta sexta-feira (24), acrescentando uma crise política ao cenário de situação econômica difícil pelo qual o país passa devido à pandemia do coronavírus.

“Queria evitar ao máximo que isso acontecesse, mas foi inevitável”, disse Moro, em entrevista coletiva.

O ex-juiz da Lava-Jato fez o pedido após o presidente Jair Bolsonaro decidir exonerar o delegado Maurício Valeixo do cargo de diretor-geral Polícia Federal (PF). Aliados do ministro afirmaram que ele só ficaria no governo se indicasse o novo nome para comandar a PF.

A demissão de Valeixo foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira. O texto diz que a saída do diretor-geral foi “a pedido”. Aliados de Moro, no entanto, afirmaram que a assinatura dele no documento foi mera formalidade e creditaram a decisão ao presidente.

A principal preocupação do ministro da Justiça era com a garantia da autonomia da instituição, para que a PF pudesse continuar conduzindo as suas investigações sem interferência política.

O nome de Moro para comandar a corporação era o delegado Fabiano Bordignon, atual diretor do Departamento Penitenciário (Depen).

Bolsonaro, no entanto, tem outras opções, como o secretário de Segurança Pública, do Distrito Federal, Anderson Torres, e o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência, Alexandre Ramagem.

Moro já tinha sinalizado a assessores que não aceitaria nenhum dos dois nomes.

www.reporteriedoferreira.com.br   Por




Bolsonaro demite diretor-geral da PF e Moro avalia saída

Exoneração de Maurício Valeixo foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira sem que ministro Sergio Moro fosse avisado previamente da decisão

homem de terno
U.S. Embassy Brasilia

Maurício Valeixo

O presidente Jair Bolsonaro oficializou nesta sexta-feira a demissão do diretor-geral da Polícia Federal Maurício Valeixo, nome de confiança do ministro Sergio Moro para o cargo. A possibilidade de sua demissão gerou uma crise ontem entre Bolsonaro e Moro, que ameaçou deixar o cargo caso Valeixo fosse exonerado.

O ministro não foi avisado por Bolsonaro que a demissão de Valeixo seria efetivada e, segundo interlocutores, avalia pedir demissão diante do cenário.
O decreto da saída de Valeixo não foi formalmente assinado por Moro, apesar de seu nome constar no decreto. Isso indica que a discordância entre os dois se ampliou e agravou a crise política iniciada nesta quinta.

Fontes do ministério apontam que Moro pode efetivamente pedir demissão após a exoneração de seu aliado.

Nome de confiança do ministro, Valeixo comandou a Superintendência da PF no Paraná durante a Operação Lava-Jato e foi indicado por Moro para comandar a corporação assim que assumiu o ministério da Justiça.

Sua permanência, entretanto, acabou sendo alvo de atritos com Bolsonaro, que em meados do ano passado tentou impor a indicação de um nome para a Superintendência da PF do Rio. A corporação reagiu à interferência externa e, diante do impasse, Bolsonaro ameaçou demitir Valeixo na ocasião.

Após os desgastes, Valeixo negociava uma saída pacífica do cargo para meados de junho, mas a antecipação da demissão surpreendeu aliados. Agora, o presidente queria indicar um nome de sua confiança ao comando da PF, mas Moro se posicionou contrariamente e tenta controlar a sucessão na corporação para blindá-la de influência política.

www.reporteriedoferreira.com.br    Por Agência O Globo




Moro fora do governo? Entenda crise que pode levar ao afastamento

 

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Agência Brasil

Ministro da Justiça Sérgio Moro pediu desligamento do cargo

Sergio Moro, ministro da Justiça, pode pedir o seu   desligamento do governo de Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (23). A tensão entre o presidente e o ex-juiz aconteceu após Jair Bolsonaro (sem partido) ter informado sobre a decisão de trocar o comando da diretoria-geral da Polícia Federal (PF), ocupada atualmente por Maurício Valeixo.

Em um movimento para reverter a situação, Bolsolnaro designou os ministros Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) para convencer o ministro a ficar no governo. Até o momento, porém, a manutenção de Sergio Moro no governo federal é incerta.

Moro escolheu Valeixo para o cargo na PF. Ele é homem de confiança do ministro da Justiça, mas tem tido sua posição ameaçada desde o ano passado por Bolsonaro, que quer controlar a atuação da instituição.

Efeitos colaterais

Apesar disso, há outros motivos que levaram o ministro a mostrar insatisfação nos bastidores. Um deles é como o governo federal está conduzindo o combate à pandemia do coronavírus, tanto que Moro estava ao lado de Luiz Henrique Mandetta (ex-titular da Saúde) na crise com o presidente.

Por causa desse novo embate, Moro está cada vez mais longe da promessa de uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A possibilidade já estava enfraquecida, principalmente após a publicação de mensagens particulares trocadas com procuradores da Lava Jato.

Entre as motivações do presidente Jair Bolsonaro para trocar o comando da Polícia Federal pode estar a sua recente proximidade com parlamentares do “Centrão” , grupo de políticos investigados por Valeixo em função da Lava Jato, e que até pouco tempo era chamado de representantes da “velha política” pelo presidente.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Ig