Covid-19: Mortes no Brasil chegam a 5 mil; casos confirmados são 71,8 mil

De acordo com os novos dados, número de contágios e mortes voltou a crescer. Atualização foi feita nesta terça (28) pelo Ministério da Saúde

Previsão do Ministério da Saúde é de crescimento maior no números de casos confirmados e mortes no mês de abril

Jochen Sand/GettyImages/Creative Commons

Previsão do Ministério da Saúde é de crescimento maior no números de casos confirmados e mortes no mês de abril

O Brasil registrou mais 474 mortes causadas pelo novo  coronavírus  (Sars-CoV-2) nas últimas 24 horas, fazendo o total subir para 5.017, segundo balanço divulgado nesta terça (28) pelo Ministério da Saúde.

A alta corresponde a um crescimento de 10,4% e se torna o novo pico de óbitos registrados em um dia. Com esse aumento, o Brasil ultrapassou a China no número de mortos. O país foi a origem da proliferação do vírus e o epicentro inicial de contaminações. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 4.643 chineses morreram.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde pasta, os novos casos confirmados de  Covid-19  no Brasil são 5.385, totalizando 71.886. O aumento foi de 8,1%. Já a taxa de letalidade passou de 6,8% para 7%.

No levantamento da pasta desta segunda, o número de óbitos era de 4.543, enquanto o de pessoas com a doença era de 66.501.

São Paulo continua sendo o estado que tem mais mortes, com 2.049 das 5.017 ocorrências. A letalidade é de 8,5% no estado. Em segundo lugar vem o Rio de Janeiro, com 738 mortes e letalidade de 8,7%.

No quadro de casos confirmados, São Paulo também lidera a lista. O estado tem 24.041 pessoas infectadas pelo coronavírus. Em segundo lugar vem o Rio de Janeiro, com 8.504 vítimas de contaminação, sendo seguido por Ceará (6.918), Pernambuco (5.724) e Amazonas (4.337).

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Governo confirma André Mendonça no Ministério da Justiça e novo comando na PF

Anúncio foi feito na na madrugada desta terça-feira. Além do novo ministro, André Luiz Mendonça, novo Advogado-Geral da União foi nomeadohomem de terno e gravata

Creative Commons

André Luiz de Almeida Mendonça

O governo federal anunciou na madrugada desta terça-feira (28) o advogado André Luiz Mendonça como novo ministro da Justiça.

Também foi confirmado que Alexandre Ramagem, atual diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), para ser o diretor-geral da Polícia Federal (PF). Ambos são amigos próximos da família Bolsonaro.

As vagas no Ministério da Justiça e no comando da PF ficaram abertas após a saída do ex-ministro Sergio Moro e do ex-diretor-geral Maurício Valeixo. Moro decidiu deixar o governo depois de Bolsonaro exonerar Valeixo. O ex-ministro alegou que o presidente tenta interferir politicamente na PF – o que Bolsonaro nega.

Jose Levi Mello do Amaral Júnior foi nomeado para o cargo de Advogado-Geral da União.

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Thelma é campeã do BBB 20 em final contra Rafa Kalimann e Manu Gavassi

thelma assis manu gavassi rafa kalimann campeã bbb 20

Thelma Assis é a campeã do BBB (Big Brother Brasil) 20. Ela venceu a final contra Manu Gavassi Rafa Kalimann, faturando o prêmio de R$ 1,5 milhão.

Thelma teve 44,10% dos votos contra 34,81% de Rafa e 21,09% de Manu Gavassi. Vale lembrar que a segunda colocada lucra R$ 150 mil e a terceira R$ 50 mil.

Thelma ficou marcada pela ótima personalidade. Ela é o retrato perfeito da mulher brasileira: negra, forte e independente. Além disso, também foi muito visada como ‘planta’ pelos adversários. Entretanto, ela foi extremamente cirúrgica e jamais deixou de se posicionar.

A amizade com Babu e a saída do trio com Gizelly e Marcela, indo até Rafa e Manu, foi essencial em sua jornada. Por fim, também se consagrou na discussão com Flayslane: “vamos ver quem grita mais alto”.

Com isso, Thelma se consagrou a campeã do BBB.

THELMA, Rafa Kalimann e Manu Gavassi

THELMA É CAMPEÃ DO BBB 20: RELEMBRE TODOS OS PARTICIPANTES

  1. Petrix: primeiro líder, Petrix Barbosa indicou Bianca ao paredão, mas viu a rival voltar após vencer o confronto contra Lucas Chumbo.
  2. Guilherme: o segundo indicado pela liderança foi Babu, mas o jogador também voltou. Petrix foi eliminado em um paredão quadruplo.
  3. Gabi: a cantora indicou Hadson e o ex-jogador de futebol foi eliminado com 79,71% dos votos.
  4. Guilherme: vencedor da prova do líder pela segunda vez no BBB 20, Guilherme indicou Lucas ao paredão. O catarinense saiu com 62,6% dos votos.
  5. Rafa: a líder Rafa Kalimann indicou Bianca Boca Rosa, que saiu no confronto com Lucas Prior e Flay.
  6. Ivy: a ex-integrante da casa de vidro emparedou e eliminou Guilherme Napolitano.
  7. Pyong: o ilusionista indicou Victor Hugo, que saiu com rejeição recorde.
  8. Prior: líder pela primeira vez, Felipe Prior indicou Pyong, eliminado em paredão apertado contra Babu.
  9. Thelma: também novata na liderança, a médica colocou Flay no paredão. Mas não contava com a rejeição imensa de Daniel, eliminado com 80% da votação.
  10. Gizelly: foi a terceira pessoa seguida a conquistar a liderança inédita. Indicou Felipe Prior ao paredão e viu o arquiteto ser eliminado na votação recorde da história do BBB.
  11. Flayslane: em seu primeiro reinado, retribuiu o favor da semana 9 e indicou Thelma ao primeiro paredão. Contudo, quem foi eliminada foi a cantora Gabi Martins.
  12. Thelma: foi do inferno ao céu depois que escapou do paredão e venceu a Prova do Líder na mesma noite. Com o conflito declarado, voltou a indicar Flay, mas viu Marcela ser eliminada.
  13. Ivy indicou Thelma, mas Flay foi eliminada no paredão que Babu também estava.
  14. Manu indicou Mari, mas Gizelly foi eliminada.
  15. Mari indicou Rafa, mas Ivy foi a eliminada.
  16. Rafa indicou Mari, que foi eliminada.
  17. Babu, Rafa e Thelma perderam a prova do pódio e o ator acabou eliminado.



Celso de Mello abre inquérito para investigar acusações de Moro contra Bolsonaro

No discurso em que anunciou sua saída do governo, ex-ministro afirmou que o presidente tentou interferir nas atividades da Polícia Federal

celso de mello
Nelson Jr./SCO/STF

Celso de Mello autorizou investigação de acusações de Moro contra Bolsonaro

O ministro Celso de Mello , do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (27) a abertura do inquérito para investigar o conteúdo do discurso de despedida de Sergio Moro do governo.

No discurso, proferido na última quinta-feira, Moro acusa o presidente Jair Bolsonaro de tentar interferir nas atividades da Polícia Federal. No pedido de abertura de inquérito, o procurador-geral da República, Augusto Aras, quer saber se Bolsonaro cometeu crime e também se Moro falou a verdade. Ou seja: ambos são alvo da investigação.

No pedido de abertura de inquérito, Aras informou que pretende apurar crimes como falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação e obstrução de Justiça.

Entre as providências, o procurador-geral solicitou que o Supremo interrogue o ex-ministro. Aras também quer que Moro mostre “documentação idônea que eventualmente possua acerca dos eventos em questão”.

www.reporteriedoferreira.com.br    Por Agência O Globo 




Covid-19: Mortes no Brasil chegam a 4,5 mil; casos confirmados são 66,5 mil

De acordo com os novos dados, número de contágios e mortes voltou a crescer. Atualização foi feita nesta segunda (27) pelo Ministério da SaúdeTeste positivo para o novo coronavírus

Agência Brasil

Grupos de risco da Covid-19 são idosos e pessoas com comorbidades

O Brasil registrou mais 338 mortes causadas pelo  novo coronavírus  (Sars-CoV-2) nas últimas 24 horas, fazendo o total subir para 4.543, segundo balanço divulgado nesta segunda (27) pelo Ministério da Saúde. A alta corresponde a um crescimento de 8% e se torna o novo pico de óbitos registrados em um dia.

De acordo com a pasta, os novos casos confirmados de  Covid-19  são 4.613, totalizando 66.501. O aumento foi de 7,5%. Já a taxa de letalidade se manteve em 6,8%.

No levantamento do Ministério da Saúde de domingo, o número de óbitos era de 4.205, enquanto o de pessoas com a doença era de 61.888.

São Paulo continua sendo o estado que tem mais mortes, com 1.825 das 4.543 ocorrências. A letalidade é de 8,4% no estado. Em segundo lugar vem o Rio de Janeiro, com 677 mortes e letalidade de 8,5%.

No quadro de casos confirmados, São Paulo também lidera a lista. O estado tem 21.696 pessoas infectadas pelo coronavírus. Em segundo lugar vem o Rio de Janeiro, com 7.944 vítimas de contaminação, sendo seguido por Ceará (6.726), Pernambuco (5.358) e Amazonas (3.928).




Maia diz que denúncias de Moro serão investigadas, mas não fala em impeachment

 

Presidente da Câmara afirma que foco do parlamento deve ser o combate ao coronavírus e que ficou em silêncio porque estava refletindo

Rodrigo Maia
Agência Brasil

Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia

O presidente da Câmara do Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), falou nesta segunda-feira (27) pela primeira vez sobre a crise política instalada após a demissão do ex-ministro da Justiça Sergio Moro. Maia evitou comentar o mérito de pedidos de impeachment contra o presidente da República, Jair Bolsonaro , pois será “o juiz” das representações, mas ressaltou que o foco do parlamento neste momento deve ser o combate à crise do coronavírus.

O presidente da Câmara acrescentou ainda que as denúncias de Moro sobre a possível interferência de Bolsonaro na Polícia Federal devem ser esclarecidas em inquérito conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na sexta-feira, o procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu ao STF a instauração de investigação sobre as acusações feitas por Moro. O ministro decano da Corte, Celso de Mello, será responsável pelo caso.

“Os problemas do governo deve o governo tratar, e nesse caso específico o doutor Aras abriu uma investigação. Certamente vai chegar a um resultado. Um resultado sobre o que disse o ministro Moro e o que disse o presidente da República. É ruim porque isso tudo amplia ainda mais os problemas que estamos vivendo. Mas já aconteceu, já há essa investigação. Certamente, conduzida pelo ministro Celso de Mello, a investigação terá resultados”, disse Maia.

O presidente da Câmara disse ainda que o momento é delicado e, por isso, é preciso “ter paciência e ouvir mais do que falar”. Ele avalia que a crise política dá ainda mais “incertezas” ao país, com possibilidade de forte impacto econômico. Maia ressaltou que é legítimo deputados discutirem instalação de CPIs e outros instrumentos, mas que a Câmara, sob sua presidência, deve ter “equilíbrio” e “construir soluções”. Maia argumentou que preferiu o silêncio porque estava refletindo.

“Em alguns momentos, é bom o silêncio. A sociedade muitas vezes, no silêncio, compreende melhor do que no conflito. Apesar disso, não sou um político de conflitos. Nos últimos dias a gente vem acompanhando um conflito dentro do próprio governo. E eu andei refletindo nos últimos dias sobre qual deve ser o papel do parlamento, da Câmara dos Deputados, neste momento. Nós estamos infelizmente ainda no estágio inicial de brasileiros infectados com coronavírus e, infelizmente, também (em relação à evolução das) mortes de brasileiros”, disse Maia.

Com quase 30 pedidos de impeachment contra Bolsonaro na fila para analisar, ele evitou fazer qualquer juízo prévio. E comentou momento delicado no governo Michel Temer, quando os deputados rejeitaram a abertura de processo criminal contra o presidente da República.

“Quando se trata de um tema como impeachment, eu sou o juiz. Não posso ficar comentando temas em que a decisão é minha, independente. Então, é uma questão que a gente tem que tomar muito cuidado. Eu já passei por isso no governo Michel Temer. E, com equilíbrio e paciência, a gente superou esse período. Hoje muitos olham o governo do presidente Michel Temer com muita saudade do que fizemos juntos”.

Sobre a desconfiança em relação à permanência no governo do ministro da Economia, Paulo Guedes, Maia disse que “a troca de ministros sempre gera desconfianças”. Disse que o cenário é preocupante, com possível queda de 5% do PIB aumento do desemprego e informalidade. “Não podemos tirar do debater e da pauta do parlamento os projetos e as projeções do enfrentamento ao coronavírus “, disse Maia.

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MPF investiga interferência política de Bolsonaro no Exército

Procuradora pediu abertura de dois procedimentos para apurar revogação de portarias sobre monitoramento de armas e munições

Jair Bolsonaro revogou portarias sobre monitoramento de armas e munições

Agência Brasil

Jair Bolsonaro revogou portarias sobre monitoramento de armas e munições

Além das acusações feitas pelo ex-ministro da Justiça Sérgio Moro de que teria interferido, por interesse próprio, na Polícia Federal, Jair Bolsonaro está sob suspeita de ter feito intervenções políticas no Exército . De acordo com reportagem publicado pelo jornal o Estado de S.Paulo, nesta segunda-feira (27), o Ministério Público Federal (MPF) abriu duas investigações para apurar se o presidente violou a Constituição por atuar em decisões que seriam exclusivas do Exército.

Os procedimentos têm como objeto a revogação de três portarias sobre monitoramento de armas e munições , publicadas entre março e abril. A suspeita é de que Bolsonaro tenha agido para beneficiar uma parcela de eleitores.

Bolsonaro determinou a revogação das portarias 46, 60 e 61, no dia 17 de abril, e foi atendido pelo general Laerte de Souza Santos , comandante do Comando Logístico do Exército (Colog). Em publicação no Twitter, no mesmo dia, ele disse que tomu a decisão porque as portarias não se adequavam as suas “diretrizes definidas em decretos”.

As portarias tratavam do rastreamento, da identificação e da marcação de armas para uso esportivo, de colecionador e militar. No ofício, a procuradora regional da República Raquel Branquinho argumenta que a revogação enfraquece o controle sob o comércio de armas e facilita o acesso do crime organizado, citando o Rio de Janeiro como exemplo problemático da ausência dessa fiscalização.

Próximos passos

Raquel Branquinho , que teve participação em processos relevantes, como o mensalão, enviou o pedido de investigação no dia 20 de abril, quatro dias antes de Sergio Moro pedir demissão e acusar Bolsonaro de intervir politicamente na Polícia Federal. Cabe ao MPF, agora, avaliar qual foi a motivação de Bolsonaro para derrubar as portarias. O caso pode desencadear uma ação de improbidade na Justiça Federal ou um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF).

Moro se demitiu na última sexta-feira (24), após entrar em conflito com Bolsonaro quando o presidente revolveu trocar o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo . O ministro acusou o chefe de interferência política na instituição de segurança, uma vez que vinha cobrando acesso a relatórios sigilosos.

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Pressionado, Bolsonaro adia escolha do novo ministro da Justiça

O ministro da Secretaria-Geral da presidência da República, Jorge Oliveira, era o nome mais cotado para assumir o cargo.

O Secretário-geral da Presidência Jorge Oliveira e Jair Bolsonaro. (Foto: Brasil247)

Pressionado pelas acusações de Sérgio Moro de que pretendia interferir na Polícia Federal, Jair Bolsonaro adiou a escolha do novo ministro da Justiça e deve ouvir juristas para o cargo.

O ministro da Secretaria-Geral da presidência da República, Jorge Oliveira, era o nome mais cotado para assumir o ministério da Justiça, mas ele próprio relatou preocupação com a eventual ida à pasta por ser amigo pessoal da fmília Bolsonaro.

Falecido, o pai de Oliveira foi chefe de gabinete de Bolsonaro na Câmara durante 20 anos. Jorge trabalhou como assessor parlamentar de Bolsonaro quando ele era deputado federal e foi chefe de gabinete na Câmara de Eduardo Bolsonaro, no primeiro mandato de deputado federal.

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Jorge Oliveira deve ser nomeado como novo ministro da Justiça

Próximo da família Bolsonaro, Oliveira é ministro da Secretaria-Geral da Presidência e é o nome cotado para substituir o ex-juiz Sergio Moro na pasta

Cotado para substituir o ex-juiz Sergio Moro no ministério da Justiça e Segurança Pública, Jorge Oliveira deve ser anunciado oficialmente nesta segunda-feira, 27. Atualmente à frente da Secretaria-Geral da Presidência, o nome de Oliveira já havia sido confirmado pelo Radar como provável sucessor de Moro, que pediu demissão na última sexta-feira (24).

Ex-chefe de gabinete de Eduardo Bolsonaro na Câmara dos Deputados, Jorge Oliveira, 44 anos, é advogado, major aposentado da Polícia Militar e já atuou como como assessor parlamentar de Jair Bolsonaro. No Twitter, Oliveira se posicionou neste domingo (26) sobre o convite: “Juntos com o PR @jairbolsonaro por um Brasil melhor. Brasil acima de tudo, Deus acima de todos!”.

A saída de Moro, símbolo da Operação Lava-Jato, foi motivada, segundo ele próprio, por tentativas de interferências políticas do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal. Na última semana, Bolsonaro exonerou o delegado Maurício Valeixo. A vaga, assim como o ministério da Justiça, deve ser ocupada por um amigo de longa data do clã Bolsonaro. Atual diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem deve ser escolhido como o novo diretor-geral da PF.

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Mandado de Segurança quer que STF transfira poderes de Bolsonaro para Mourão

Juristas usam como precedente os afastamentos do então deputado Eduardo Cunha da presidência da Câmara, e do então senador Aécio Neves do cargo de Senador, ambas feitas pelo Supremo, em razão da reiteração da prática de crimes de responsabilidade
O vice presidente Hamilton Mourão ao lado do presidente Jair Bolsonaro
Um mandado de segurança protocolado pelos advogados Thiago Santos Aguar de Pádua e José Rossini Campos do Couto Corrêa na manhã desta segunda-feira (20) pede ao Supremo Tribunal Federal (STF) que suspenda uma série de competências de Jair Bolsonaro na presidência da República, transferindo provisoriamente para o vice, general Hamilton Mourão, parte do mandato.
“Os impetrantes requerem, nos termos do art. 7º, inciso III, da Lei 12.016/2009, o deferimento de medida liminar, a ser confirmada no mérito, para suspender, provisoriamente até decisão final deste writ, o exercício de algumas das competências privativas do Presidente da República, especialmente as que se encontram descritas nos incisos I, II, III, VII, VI, VIII, IX, X, XIII, XIV, XV, XVI, XIX, XXII e XXVI do artigo 84 da Constituição de 1988, substituindo-lhe o Vice-Presidente da República”, diz a ação.
Entre as atribuições estão a nomeação de ministros, emissão de decretos, celebração de tratados e relações com outros países, além de proibir Bolsonaro de decretar estado de defesa ou de sítio, que seria o primeiro passo para um golpe.
A ação, que ainda pede que Bolsonaro seja proibido de participar de quaisquer atos públicos enquanto não apresentar seus exames para coronavírus, diz que “o Presidente da República cometeu, em tese, inúmeros crimes de responsabilidade, permanecendo na reiteração incontrolada, levando a efeito atos diretamente relacionados à omissão do Presidente da Câmara dos Deputados em simplesmente analisar o pedido de abertura de processo por crime de responsabilidade”, sobre o impeachment protocolado no Congresso.
Os juristas usam como precedente os afastamentos do então deputado Eduardo Cunha da presidência da Câmara, e do então senador Aécio Neves do cargo de Senador, ambas feitas pelo Supremo, em razão da reiteração diuturna da prática delitiva de crimes de responsabilidade.