Forças Armadas estão “ao lado da democracia”, afirma ministro da Defesa

Nota assinada por Fernando Azevedo e Silva condena as agressões contras jornalistas em ato que contou com a presença de Bolsonaro

Fernando Azevedo e Silva condenou agressão a jornalistas e defendeu a democracia

José Cruz-Agência Brasil

Fernando Azevedo e Silva condenou agressão a jornalistas e defendeu a democracia

Ministério da Defesa publicou nesta segunda-feira (04) uma nota, assinada pelo ministro Fernando Azevedo e Silva , com a afirmação de que as Forças Armadas estão “ao lado da democracia”. O comunicado foi emitido um dia depois de o presidente Jair Bolsonaro ter participado de atos com pautas como pedidos de fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF).

“O Brasil precisa avançar. Enfrentamos uma Pandemia de consequências Sanitárias e sociais ainda imprevisíveis, que requer esforço e entendimento de todos. As Forças Armadas estarão sempre ao lado da lei, da ordem, da democracia e da liberdade. Este é o nosso compromisso”, diz o texto.

Azevedo e Silva também condenou as agressões sofridas por repórteres e fotógrafos enquanto trabalhavam na cobertura dos protestos, em frente ao Palácio da Alvorada.

“ A liberdade de expressão é um requisito fundamental de um País democrático. No entanto, qualquer agressão a profissionais de imprensa é inaceitável”, afirma o ministro.

Durante seu discurso aos manifestantes, Bolsonaro disse que “chegou ao limite” e garantiu que tinha as Forças Armadas ao seu lado. Ele ainda afirmou que não iria admitir mais “interferências”.

Confira a íntegra da nota publicada pelo Ministro da Defesa.

As Forças Armadas cumprem a sua missão Constitucional. Marinha, Exército e Força Aérea são organismos de Estado, que consideram a independência e a harmonia entre os Poderes imprescindíveis para a governabilidade do País.

A liberdade de expressão é requisito fundamental de um País democrático. No entanto, qualquer agressão a profissionais de imprensa é inaceitável.

O Brasil precisa avançar. Enfrentamos uma Pandemia de consequências sanitárias e sociais ainda imprevisíveis, que requer esforço e entendimento de todos. As Forças Armadas estarão sempre ao lado da lei, da ordem, da democracia e da liberdade. Este é o nosso compromisso.

Fernando Azevedo e Silva, Ministro de Estado da Defesa.

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Generais desmentem Bolsonaro e dizem que Exército não apoiará golpe

“O presidente está enganado, está interpretando do jeito que ele quer. As Forças Armadas jamais vão entrar numa aventura. O povo está dividido, o Brasil quer que cada um faça sua parte de forma responsável”, disse o general da reserva Paulo Chagas

Efeito Bolsonaro no sul
Efeito Bolsonaro no sul (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

 A afirmação de Jair Bolsonaro durante manifestação realizada neste domingo (3), em Brasília, de que teria as Forças Armadas ao seu lado não foi endossada por generais da reserva.

O colunista Chico Alves, do UOL, conversou com alguns generais que disseram que não há qualquer possibilidade de Exército, Marinha e Aeronáutica embarcarem em uma aventura antidemocrática.

“O presidente está enganado, está interpretando do jeito que ele quer. As Forças Armadas jamais vão entrar numa aventura. O povo está dividido, o Brasil quer que cada um faça sua parte de forma responsável”, disse o general Paulo Chagas, que foi candidato a governador do Distrito Federal em 2018.

Chagas disse ainda que o governo deveria direcionar as suas forças para o combate à pandemia. “Parece que ele (Bolsonaro) gosta desse tipo de confusão. Acho que tem alguma alma do outro mundo, que mora na Virgínia (referência ao astrólogo Olavo de Carvalho), que manda recados e ele acredita. Isso é ruim. Prejudica a ele e prejudica o Brasil”, avalia Chagas.

“Ele (presidente) tem apoio popular, como demonstrado hoje. Mas as Forças Armadas são conscientes da sua missão constitucional”, disse o general Maynard Santa Rosa, que até novembro era o responsável pela Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo federal. “O momento merece equilíbrio e reflexão, não precipitação”.

Reunião com generais

Neste sábado (2), Bolsonaro se reuniu com os chefes das Forças Armadas e os generais que integram sua equipe ministerial. Ele teria reclamado das dificuldades para governar devido ao que ele chama de “constante interferência do Judiciário”. Ele ameaçou fazer uma ruptura institucional, no sentido de eventualmente descumprir determinações futuras da Corte.

De acordo com militares ouvidos pela Folha, as declarações feitas por Bolsonaro em ato deste domingo (3) transmitem essa mensagem.

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Se não entregar exame de coronavírus, Bolsonaro está sujeito a impeachment, diz Barroso

Ministro do STF Luis Roberto Barroso afirmou que Jair Bolsonaro poderá ser julgado por crime de responsabilidade se não obedecer à decisão judicial

Barroso dá 3 dias para Bolsonaro explicar ‘inconsistências’ em contas
Barroso dá 3 dias para Bolsonaro explicar ‘inconsistências’ em contas

247 – O ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou neste domingo, 3, que caso Jair Bolsonaro não cumpra a decisão judicial de divulgar os resultados dos exames para o novo coronavírus, ele poderá cometer crime de responsabilidade.

“Se fosse um cidadão comum, eu diria que (o respeito à) privacidade deve prevalecer. Sendo um presidente da República, é preciso ponderar um menor grau de privacidade que um funcionário público dessa estatura desfruta”, afirmou o ministro Barroso em entrevista à Globo News.

www.reporteriedoferreira.com.br Por Brasil 247




Bolsonaro nomeia delegado Rolando de Souza para comando da Polícia Federal

O presidente Jair Bolsonaro nomeou nesta segunda-feira (4) o delegado Rolando Alexandre de Souza como novo diretor-geral da Polícia Federal. A nomeação foi publicada em edição extra do “Diário Oficial da União”.

A nomeação de Rolando foi oficializada cinco dias depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspender a nomeação do também delegado Alexandre Ramagem para comandar a PF.

Amigo dos filhos do presidente e responsável pela segurança de Bolsonaro da campanha até a posse, Ramagem foi escolhido por Bolsonaro para substituir Mauricio Valeixo, nome de confiança do ex-ministro Sérgio Moro.

Ramagem era o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e voltou para o cargo depois que seu nome foi barrado por Moraes.

A demissão de Valeixo levou Moro a deixar o governo. O ex-ministro acusa Bolsonaro de tentar interferir politicamente na PF – o que o presidente nega.

Quem é Rolando de Souza?

Rolando Alexandre de Souza é delegado da Polícia Federal. Foi superintendente da PF em Alagoas entre 2018 e 2019. Em setembro de 2019, a convite de Alexandre Ramagem, assumiu o cargo de secretário de Planejamento e Gestão da Agência Brasileira de Inteligência – Abin.

Na PF, Rolando também foi chefe do Serviço de Repressão a Desvio de Recursos Públicos e ocupou cargos de chefia na Divisão de Combate a Crimes Financeiros e na superintendência em Rondônia.

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“Lutamos contra o coronavírus e o vírus do extremismo”, diz Rodrigo Maia

Presidente da Câmara dos Deputados se manifestou após agressões dos apoiadores de Bolsonaro contra jornalistas e enfermeiros

rodrigo maia
Agência Brasil

Presidente dos Deputados Rodrigo Maia

A Esplanada do Planalto, em Brasília, foi palco de duas agressões durante o fim de semana. No sábado (02), enfermeiros que protestavam pacificamente contra o coronavírus foram agredidos por apoiador do presidente Jair Bolsonaro.

A mesma cena se repetiu neste domingo (03) após um grupo de jornalistas do Estadão serem agredidos ao participarem de uma manifestação pró-Bolsonaro. Frente aos acontecimentos, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (Democratas), se posicionou em seu Twitter.

O deputado federal pelo Rio de Janeiro prestou solidariedade aos grupos que foram agredidos e afirmou que as instituições democráticas precisam impor a ordem.

“Ontem enfermeiras ameaçadas. Hoje jornalistas agredidos. Amanhã qualquer um que se opõe à visão de mundo deles. Cabe às instituições democráticas impor a ordem legal a esse grupo que confunde fazer política com tocar o terror”.

“No Brasil, infelizmente, lutamos contra o coronavírus e o vírus do extremismo, cujo pior efeito é ignorar a ciência e negar a realidade. O caminho será mais duro, mas a democracia e os brasileiros que querem paz vencerão”, escreveu.

Outros políticos como João Dória também se posicionaram sobre o ocorrido em Brasília.

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Jair Bolsonaro estuda renomear Ramagem para a chefia da PF, diz jornal

Presidente também avalia trocar comando do exército, afirma reportagem; nomeação de Ramagem foi barrada pelo STF na semana passada

jair bolsonaro

Reprodução Twitter

Bolsonaro publica vídeo de manifestação realizada neste domingo

O presidente Jair Bolsonaro avalia nomear novamente o delegado Alexandre Ramagem para diretor-geral da Polícia Federal nesta segunda-feira (4) e também retirar  do Comando do Exército o general Edson Leal Pujol.  As informações são de reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” e assinada pelo jornalista Igor Gielow.

Uma segunda indicação de Ramagem pode aumentar a tensão entre o governo e o Supremo Tribunal Federal (STF) que barrou a nomeação do delegado próximo à família Bolsonaro na semana passada. A decisão de impedir a posse de Ramagem foi do ministro do STF Alexandre de Moraes.

A demissão do antigo diretor-geral da PF, Maurício Valeixo causou a saída do então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro , do governo de Bolsonaro. No seu discurso de demissão, Moro acusou Bolsonaro de tentar interferir em investigações da PF.

Mudança nas Forças Armadas

Outra informação trazida pela reportagem é que Jair Bolsonaro estaria disposto a retirar o general Edson Leal Pujol do comando do Exército. Pujol, diz a matéria, tem divergências com Bolsonaro no desenvolvimento do combate à pandemia da Covid-19.

O nome para assumir o comando do exército seria o do atual secretário de Governo general Luiz Eduardo Ramos, aliado fiel do presidente. No sábado (2) Bolsonaro se reuniu com a cúpula militar, incluindo os comandantes das forças armadas.

No domingo (3), Bolsonaro participou de uma manifestação de apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada. Em um vídeo divulgado em sua conta no Twitter, o presidente afirmou que as forças armadas estão ao seu lado e pediu a “Deus para não ter problema essa semana”, disse. “Chegamos no limite, não tem mais conversa” acrescentou.

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Covid-19: Brasil tem 7 mil mortes e casos passam de 100 mil

Levantamento do Ministério da Saúde apontou crescimento de novos casos, mas diminuiu o número de mortes

corona
Reprodução

coronavírus

O Brasil registrou mais 275 mortes causadas pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) nas últimas 24 horas, fazendo o total subir para 7.025, segundo balanço divulgado neste domingo (03) pelo Ministério da Saúde.

Ainda de acordo com o governo, os novos casos confirmados de Covid-19 no Brasil são 4.588, totalizando 101.147. A taxa de letalidade é de 6,9%.

O Estado com maior letalidade continua sendo São Paulo com 2.627 mortes e 31.772 casos confirmados, seguido do Rio de Janeiro com 1.019 óbitos. Tocantins é o estado com menos mortes, somente 4.




Em depoimento, Moro entrega novas provas contra Bolsonaro, diz jornal

Em mais de sete horas de depoimento, o ex-ministro da Justiça Sergio Moro entregou novas provas contra o presidente Jair Bolsonaro, segundo o jornal O Globo. Moro acusa Bolsonaro de tenar intervir diretamente na Polícia Federal.

O depoimento de Moro ocorreu na sede da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba. O ex-ministro foi ouvido pela delegada Christiane Corrêa Machado, chefe do Setor de Inquéritos Especiais do Supremo Tribunal Federal. A oitiva é tomada por ordem do ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do caso.

Nas imediações da sede da PF, manifestantes a favor do governo e apoiadores do ex-ministro se aglomeraram desde a tarde, mas começaram a se dispersar no início da noite. Um entregador levou pizzas para a superintendência no início da noite.

Moro acusou Bolsonaro de trocar o comando da PF para obter informações e relatórios sigilosos de investigações ao anunciar demissão, na semana passada. O Planalto se preocupa com o andamento de inquéritos que apuram esquemas de divulgação de “fake news” e financiamento de atos antidemocráticos realizados em abril, em Brasília.

“O presidente me disse que queria ter uma pessoa do contato pessoal dele, que ele pudesse colher informações, relatórios de inteligência, seja diretor, superintendente, e realmente não é o papel da Polícia Federal prestar esse tipo de informação. As investigações têm de ser preservadas. Imagina se na Lava Jato, um ministro ou então a presidente Dilma ou o ex-presidente (Lula) ficassem ligando para o superintendente em Curitiba para colher informações”, disse Moro, ao comentar as pressões de Bolsonaro para a troca no comando da PF.

À revista Veja, o ex-ministro afirmou que apresentaria as provas “em momento oportuno” – isso incluiu áudios e inúmeras trocas de mensagens pessoais e de governo trocadas com o presidente pelo WhatsApp, aplicativo favorito de Bolsonaro para delegar ordens a subordinados.

A PGR será representada pelos procuradores João Paulo Lordelo Guimarães Tavares, Antonio Morimoto e Hebert Reis Mesquita – este último integrou o grupo de trabalho da Lava Jato dentro da Procuradoria-Geral desde a gestão Raquel Dodge.

A investigação mira tanto no presidente quanto em Moro. O ex-ministro é investigado por suposta denunciação caluniosa e crime contra a honra.

Ao autorizar na última segunda-feira, 27, a abertura do inquérito, em uma decisão de 17 páginas, o decano observou que o presidente da República “também é súdito das leis”, apesar de ocupar uma “posição hegemônica” na estrutura política brasileira, “ainda mais acentuada pela expressividade das elevadas funções de Estado que exerce”.

Na véspera do depoimento de Moro, o presidente Jair Bolsonaro esteve reunido por cerca de três horas com o novo ministro da Justiça, André Mendonça, no Palácio da Alvorada.

Horas antes do depoimento de Moro, o presidente utilizou suas contas nas redes sociais chamou o ex-ministro de “Judas” ao divulgar vídeo em que uma pessoa não identificada diz ter ouvido vozes de outras pessoas que falariam com Adélio no momento do crime – mesmo com dois inquéritos da Polícia Federal, um deles já concluído, apontarem que o esfaqueador agiu sozinho.

Durante a manhã, ao deixar o Palácio do Alvorada, o presidente não quis falar com a imprensa, mas disse a apoiadores que não será alvo de nenhum “golpe” em seu governo.”Ninguém vai fazer nada ao arrepio da Constituição. Ninguém vai querer dar o golpe para cima de mim, não”, disse Bolsonaro.

www.reporteriedoferreira.com.br   Da Redação, com Estadão

 




Entenda quais são as acusações de Moro contra Bolsonaro

Se não conseguir provar acusações contra o presidente da república, Sergio Moro também pode responder por crimes

Moro e Bolsonaro

Sergio Moro presta depoimento na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba

Neste sábado (2), o ex-ministro da justiça Sergio Moro presta depoimento na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Moro é ouvido por expressar, segundo ele, a interferência do presidente Jair Bolsonaro no comando e investigações da Polícia Federal.

Entenda quais são as acusações do ex-ministro da justiça contra o presidente da república e quais podem ser as implicações contra o próprio Sergio Moro, caso não consiga provar as alegações.

Moro acusa Bolsonaro de:

Obstrução à investigação, crime previsto na Lei de Organização Criminosa para quem atrapalha uma investigação – no caso, Bolsonaro estaria fazendo isso na Polícia Federal, obstruindo investigações contra crimes, segundo acusação Moro;

Falsidade ideológica, que consiste inserir em um documento público ou particular uma informação falsa – Moro não assinou o documento de desligamento de Maurício Valeixo do cargo na PF, como publicado no Diário Oficial, fato justificado por Bolsonaro;

Coação no curso de processo, quando há emprego de violência ou grave ameaça para interferir em um processo judicial;

Prevaricação, é o crime em que o funcionário público age de forma a satisfazer questões pessoais em sua atuação;

Advocacia administrativa, crime em que funcionário público patrocina, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública;

Se Moro não conseguir provar acusações

Procuradoria Geral da República mencionou que se os fatos não ficarem provados, Moro pode responder pelos crimes de calúnia e denunciação caluniosa.

Sobre isso, há controvérsias segundo especialistas, já que o crime de denunciação caluniosa implica que o acusador (no caso, Moro) saiba que o acusado (Bolsonaro) seja inocente e mesmo assim preste depoimentos falsos. Se Moro realmente acreditar e puder provar sua visão de acusações, a denunciação caluniosa não seria cabível.

O inquérito é delicado pois dependendo do que for provado contra Bolsonaro, Moro pode em um segundo momento responder por crime de corrupção passiva privilegiada,  em que um sujeito deixou de denunciar um ato ilegal de autoridade superior para conseguir proteção, ou para benefício de manter sua posição.

www.reporteriedoferreira.com.br Por ig




Horas antes de depoimento, Bolsonaro chama Moro de ‘Judas’

Ex-ministro irá depor neste sábado em inquérito que investiga possível interferência na Polícia Federal

O presidente  Jair Bolsonaro chamou nesta sábado o ex-ministro da Justiça Sergio Moro de “Judas” e insinuou que ele pode ter interferido em um inquérito que investiga o atentado contra Bolsonaro ocorrido na eleição.

Bolsonaro compartilhou em sua conta no Facebook um vídeo em que uma pessoa defende que Adélio Bispo de Oliveira, que esfaqueou Bolsonaro, não agiu sozinho.

“Os mandantes estão em Brasília? O Judas, que hoje deporá, interferiu para que não se investigasse?”, escreveu o presidente, em referência ao depoimento que Moro dará neste sábado no inquérito que investiga uma possível interferência de Bolsonaro na Polícia Federal.

Bolsonaro acrescentou que não fará nada “que não esteja de acordo com a Constituição”, mas ressaltou que não admitirá que façam algo contra ele ou o Brasil “passando por cima da mesma Constituição”.

O ex-ministro da Justiça Sérgio Moro presta depoimento neste sábado à Polícia Federal, em Curitiba, para falar sobre as acusações feitas por ele contra o presidente Jair Bolsonaro ao deixar o governo.

Moro anunciou sua saída do governo em um pronunciamento no dia 24 de abril, no qual fez um balanço de seu trabalho à frente da pasta e relembrou que, quando aceitou assumir o ministério, o presidente garantiu que ele teria carta-branca.

O estopim para a decisão de sua saída foi a confirmação da demissão do diretor-geral da PF, Maurício Valeixo. “Avisei que seria uma interferência política e Bolsonaro disse que era mesmo”. Em sua fala, Moro revelou que diversas vezes Bolsonaro tentou interferir na Polícia Federal. Segundo Moro, o presidente pediu acesso a investigações sigilosas e tem “preocupação com inquéritos em curso no Supremo Tribunal Federal (STF)”.

Em entrevista à revista Veja, o ex-ministro afirmou que irá apresentar provas sobre o que disse à Justiça. Disse também que já via sinais de que o combate à corrupção não é prioridade do governo. Dentre os sinais, citou a transferência do Coaf para o Ministério da Economia.

Comentou ainda as mensagens divulgadas por ele ao Jornal Nacional, da TV Globo, pouco depois de seu pronunciamento. “Apresentei porque no pronunciamento do presidente ele afirmou falsamente que eu estava mentindo”, disse o ex-ministro.

Após o pronunciamento de Moro, o presidente Bolsonaro também fez um pronunciamento em que acusou Moro de ter negociado sua ida ao Supremo Tribunal Federal em troca da mudança na diretoria da Polícia Federal. Moro então divulgou mensagens trocadas.

Na imagem do diálogo, Bolsonaro envia a Moro o link de uma notícia do portal O Antagonista. “Mais um motivo para a troca”. Em seguida, Moro explica ao presidente que as diligências foram determinadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Moro também exibiu uma conversa com a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), em que ela pede para que o ministro aceite uma vaga no STF em setembro, e também a troca na PF, pelo diretor da Abin. “Eu me comprometo a ajudar”, acrescentou. “A fazer JB prometer“, dizia Carla.

Moro respondeu: “prezada, não estrou à venda”. O ex-juiz foi padrinho de casamento da deputada.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Da Redação, com agências