Reunião do Ministério teve de tudo: palavrões, briga entre ministros, discussão sobre PF e críticas à China

Está explicado por que Jair Bolsonaro não quer obedecer à ordem do Ministro Celso de Mello, decano do STF, de entregar para investigações o vídeo da reunião ministerial citada pelo ex-juiz da Lava Jato e ex-ministro da Justiça, Sergio Moro

Reunião do Ministério citada por Sergio Moro em depoimento à PF
Reunião do Ministério citada por Sergio Moro em depoimento à PF (Foto: Divulgação/ Marcos Corrêa/PR)

 A coluna da jornalista Bela Megale traz um relato da reunião ministerial citada por Sergio Moro em seu depoimento na Polícia Federal no sábado passado.

Autridades presentes na reunião confirmaram à coluna que Bolsonaro falou sobre a troca de comando da Polícia Federal, conforme o ex-ministro tinha denunciado. A reunião foi cenário para vários problemas.

Bolsonaro estava de “péssimo humor”, segundo os presentes, reclamou com ministros e ameaçou demitir qualquer um, inclusive o então ministro da Justiça, Sergio Moro. A ameaça foi feita quando o Bolsonaro abordou a troca comando da PF no Rio e na direção-geral do órgão.

Durante a reunião, Bolsonaro também se queixou a Moro das prisões de pessoas que estavam em lugares vetados por causa da pandemia do coronavírus.

Os relatos dão conta de que Bolsonaro falou muitos palavrões e que alguns presentes fizeram críticas à China.

Houve também um bate-boca entre os ministros Paulo Guedes (Economia) e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional).

Os generais do Palácio do Planalto, que ocupam os mais importantes postos no governo avaliam que a publicação do vídeo seria muito ruim, informa a colunista do Globo.
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Pastor Evangélico sugere receita de gargarejo para que fiéis “não peguem coronavírus”

Receita com limão e bicarbonato, além de não evitar mortes por coronavírus, pode ser prejudicial à saúde

Por Agência O Globo

coronavírus
Reprodução

Receita sugerida não tem nenhum embasamento científico e já foi desmentida por médicos

O pastor de uma igreja em Praia Grande, em Santos, litoral paulista, gravou um vídeo que viralizou nas redes sociais, disseminando uma receita sem eficácia comprovada para evitar o contágio pelo coronavírus. Waldeir de Oliveria diz que recebeu a receita do irmão, que, por sua vez, tinha recebido a dica de um judeu. Nas imagens, ele diz que o gargarejo de uma mistura feita com água morna, bicarbonato de sódio e limão faria com que os fiéis “não pegassem coronavírus”. A sugestão é refutada por especialistas e não há qualquer comprovação de que evitaria a Covid-19.

“Você vai fazer gargarejo antes de dormir todos os dias, e você não vai pegar o coronavírus, porque ele fica quatro dias alojado na garganta. Faz até acabar a água. Depois você me diga como é o resultado”, declarou o pastor na publicação. É importante ressaltar que o Ministério da Saúde reforça que “até o momento, não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus “.

Ao “G1”, Waldeir de Oliveira, que ministra na igreja Assembleia de Deus Ministério da Missão, disse que excluiu o vídeo após ser aconselhado, e que apenas deu uma dica com a publicação. “Meu irmão mora nos Estados Unidos há 40 anos. Eu expliquei bem no vídeo, ela não é para curar coronavírus, é para limpar a garganta”, alegou. Questionado sobre a frase em que afirma que a pessoa não vai pegar o coronavírus, ele disse que era apenas um conselho. “Só era para ter higiene bucal e não efeito de remédio”, finaliza o pastor.

A equipe do Fato ou Fake já fez um checagem sobre o assunto e confirmou com especialistas que a receita não tem eficácia, pode causar danos à saude e que não é verdade que o coronavírus passa dias na garganta de alguém infectado. Nas redes sociais, também já foi sugerida uma falsa cura com o gargarejo de sal, limão e vinagre.

“A infecção pelo coronavírus pode dar tosse seca, dor de garganta, mas não é possível dizer que essa tosse seca seja porque o vírus está na garganta e demora tantos dias para chegar no pulmão. Isso faz parte do quadro clínico da infecção e o tempo para o vírus chegar depende de cada pessoa. Não existe um tempo certo. O gargarejo com profutos corretos para isso pode ser bom para ajudar no alívio da tosse, mas dizer que elimina vírus é uma grande bobagem”, afirma Leonardo Weissmann, médico infectologista e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Outro ponto importante é que, além de não evitar mortes por Covid-19 , a ingestão de limão e bicarbonato em excesso pode ser prejudicial à saúde, como explica o farmacêutico Leandro Medeiros, coordenador do curso de Farmácia da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap).

“O bicarbonato, quando em excesso no sangue, pode gerar o que chamamos alcalose metabólica, quando o sangue fica muito alcalino, o que pode levar a complicações neuromusculares e pode também sobrecarregar a função renal, especialmente”, explica.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Ig




Lancet, maior revista de saúde no mundo, sugere em editorial que Bolsonaro saia

“Tal desordem no coração do governo é uma distração fatal em meio a uma emergência de saúde pública e também um sinal forte de que a liderança do Brasil perdeu seu compasso moral – se é que jamais teve algum”, diz o texto

A revista científica “The Lancet” , uma das mais respeitadas do mundo em sua área, publicou em seu último editorial um panorama da situação brasileira em relação ao Covid-19 e disparou que “talvez a maior ameaça à resposta à Covid-19 para o Brasil seja o seu presidente, Jair Bolsonaro”.

A revista, que já existe há 196 anos, apontou como preocupante o fato do Brasil ter a maior taxa de transmissão entre 48 países avaliados pelo Imperial College de Londres, além de  dobrar o número de mortes em apenas 5 dias.

Bolsonaro segue causando aglomerações e pedindo fim do isolamento

Agência Brasil

Bolsonaro segue causando aglomerações e pedindo fim do isolamento

Segundo a The Lancet, Bolsonaro atiça  “confusão, desprezando e desencorajando abertamente as sensatas medidas de distanciamento físico e confinamento introduzidas pelos governadores de estado e pelos prefeitos das cidades”. A revista também deu destaque à perda de dois — Mandetta e Sérgio Moro.

O editorial relembrou a reação de Bolsonaro com a frase “E daí? Lamento, quer que eu faça o quê?” quando perguntado sobre a rápida escalada do número de mortes no Brasil, a revista afirmou: “O Brasil como país deve unir-se para dar uma resposta clara ao ‘E daí?’ do presidente. Bolsonaro precisa mudar drasticamente o seu rumo ou terá de ser o próximo a sair “.

www.reporteriedoferreira.com.br Por Ig




Major Olímpio diz em live que ‘mulher que trepa gritando é qualidade’

Uma live feita pelo senador Major Olímpio (PSL-SP) na quarentena causou espécie: “Boi que pula rodando e mulher que trepa gritando não é defeito, é qualidade”, disse ele, de chapéu de rodeio.

O senador afirma que copiou a frase do cantor Asa Branca, que a usava quando animava rodeios.

Na internet é possível encontrar versos parecidos, de cunho machista, que dizem: “Touro que salta girando/Cavalo que vai se esquivando/Mulher que ama gritando/Tem que ter um vaqueiro em cima cutucando”. Em 1992, a cantora Beth Guzzo gravou uma música que dizia: “Cavalo que salta rodando/Mulher que ama gritando/Não é defeito, não. É qualidade”.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Com Folha de S. Paulo




ABI protocola pedido de impeachment de Jair Bolsonaro

Na denúncia-crime encaminhada à Câmara, a Associação Brasileira de Imprensa aponta a prática de crimes de responsabilidade por Jair Bolsonaro, e atentados à saúde pública no combate ao novo coronavírus

(Foto: Divulgação)

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) protocolou nesta quarta-feira, 6, pedido de impeachment de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados.

Na denúncia-crime encaminhada à Câmara, a ABI aponta a prática de crimes de responsabilidade e atentados à saúde pública no combate ao novo coronavírus.

O texto cita a participação de Jair Bolsonaro em manifestações de caráster antidemocrático, como a do dia 19 de abril, que pedia intervenção militar no Congresso e no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Bolsonaro, inequivocamente, incitou a desobediência à lei e infração à disciplina, que, em se tratando de servidores públicos militares, é mais exigida nos termos da ordem jurídica”, afirma o documento.

Em quase 16 meses de governo, 31 representações para tirar Bolsonaro do cargo foram protocoladas e, deste total, 24 chegaram antes do dia em que Moro provocou um terremoto político.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por  Brasil 247




Bolsonaro pede a Celso de Mello que reconsidere ordem de entrega de vídeo citado por Moro

AGU alega “assuntos sensíveis de Estado” para não entregar o vídeo da reunião ministerial em que Jair Bolsonaro teria ameaçado demitir o então ministro da Justiça caso ele não permitisse interferência do Executivo na PF. O vídeo está em poder do chefe da Secom, Fábio Wajngarten

Jair Bolsonaro, Sergio Moro e Celso de Mello
Jair Bolsonaro, Sergio Moro e Celso de Mello (Foto: Agência Brasil | STF)

A Advocacia Geral da União (AGU) pediu ao ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, que reconsidere a ordem de entrega da gravação da reunião ministerial de Jair Bolsonaro com Sergio Moro em 22 de abril.

O decano do STF havia dado 72 horas para que o Executivo apresentasse as imagens, que seriam a prova de que Boslonaro teria interferido no comando da Polícia Federal, conforme denunciado por Moro ao pedir demissão do Ministério da Justiça.

Para justificar o pedido, a defesa do governo federal alegou que o encontro tratou de “assuntos potencialmente sensíveis do Estado”, informa reportagem do Estado de S.Paulo.

O chefe da assessoria especial da Presidência, Célio Faria Júnior, negou ter apagado a gravação, conforme noticiado pelo site O Antagonista, e disse que as imagens estão com o chefe da Secretaria Especial de Comunicação, a Secom, Fábio Wajngarten, segundo reportagem do Estado de S.Paulo.

O ex-ministro Sérgio Moro ironizou a postura de Jair Bolsonaro, divulgando o seu pedido ao ministro Celso de Mello.

Sergio Moro

@SF_Moro

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Covid-19: Mortes no Brasil chegam a 8,5 mil; casos confirmados são 125 mil

De acordo com os novos dados, número de contágios e mortes voltou a crescer. Atualização foi feita nesta quarta (6) pelo Ministério da Saúde

Enfermeiros atendendo paciente
Yan Boechat

Ministério da Saúde prevê que o pico da Covid-19 pode ocorrer até junho

O Ministério da Saúde atualizou os dados sobre a pandemia da  Covid-19  no Brasil nesta quarta-feira (6). Agora, segundo a pasta, subiu para 8.536 o número de mortes pela doença, sendo 615 novos óbitos confirmados nas últimas 24 horas. Dessas 615 mortes, 140 foram registradas nos últimos três dias. A alta corresponde a um crescimento de 7,8%.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, os novos casos confirmados de contaminação pelo  novo coronavírus  (Sars-CoV-2) no Brasil são 10.503, totalizando 125.218. O aumento foi de 9,2%. Já a taxa de letalidade foi de 6,9% para 6,8%.

Covid-19 número de casos e óbitos
Infogram

No levantamento da pasta desta terça-feira, o número de óbitos era de 7.921, enquanto o de pessoas com a doença era de 114.715.

São Paulo continua sendo o estado que tem mais mortes, com 3.045 das 8.536 ocorrências. A letalidade é de 8% no estado. Em segundo lugar vem o Rio de Janeiro, com 1.205 mortes e letalidade de 9,1%.

Tabela de mortes e casos confirmados da Covid-19 de 6 de maio
Divulgação/Ministério da Saúde

Tabela de mortes e casos confirmados da Covid-19 de 6 de maio

No quadro de casos confirmados, São Paulo também lidera a lista. O estado tem 37.853 pessoas infectadas pelo coronavírus. Em segundo lugar vem o Rio de Janeiro, com 13.295 vítimas de contaminação, sendo seguido por Ceará (12.304), Pernambuco (9.881) e Amazonas (9.243).

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, há 1.643 óbitos em investigação, 65.312 pacientes com Covid-19 estão em acompanhamento e 51.370 estão recuperados.

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Acho que Bolsonaro está me dispensando, diz Regina Duarte

Seguidor de Olavo de Carvalho, guru do bolsonarismo, ele já disse em vídeo que o ‘rock ativa as drogas, que ativam o sexo livre, que ativa a indústria do aborto, que ativa o satanismo’

 

A secretária especial de Cultura, Regina Duarte, foi surpreendida com a renomeação do maestro Dante Henrique Mantovani para a presidência da Fundação Nacional de Artes (Funarte), exonerada por ela há dois meses, segundo apurou o Estado de S. Paulo. A volta de Mantovani ao cargo foi entendida internamente no governo como uma sinalização de que o prazo da atriz na pasta está prestes a vencer. Regina está em Brasília e há a expectativa que ela se encontrar com o presidente Jair Bolsonaro ainda nesta terça-feira, 5.

Foto: Fátima Meira / Futura Press

A primeira nomeação de Mantovani havia sido no dia 4 de novembro do ano passado. Seguidor do escritor Olavo de Carvalho, guru do bolsonarismo, ele já disse em vídeo que o “rock ativa as drogas, que ativam o sexo livre, que ativa a indústria do aborto, que ativa o satanismo”.Em conversa com sua assessora de imprensa nesta manhã, Regina relatou a surpresa com a nova nomeação de Mantovani e disse achar que o presidente quer demiti-la. O áudio foi gravado pela revista eletrônica Crusoé. “Que loucura isso, que loucura. Eu acho que ele está me dispensando”, diz trecho da conversa captada pela publicação.Na secretaria de Cultura, o processo de “fritura” de Regina é tema recorrente entre os integrantes da pasta. A atriz de 72 anos tem ficado em sua residência em São Paulo durante a pandemia do coronavírus. Por integrar o grupo de risco, ele tem participado de reuniões por videoconferência. A ausência física, no entanto, intensificou os reveses que tem sofrido com o grupo ideológico do governo, avançando sobre as nomeações na Cultura.

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Ao mesmo tempo, a secretária que aceitou o cargo no governo após ser cortejada pelo presidente e integrantes do governo acabou ficando isolada. Regina teve a escolha para o cargo defendida pelo ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, como um nome para apaziguar os ânimos e recuperar a imagem do governo após a demissão em janeiro do ator Roberto Alvim, então secretário de Cultura que gravou um vídeo com referências ao nazismo.Há alguns dias, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que “infelizmente a Regina está trabalhando pela internet” e que esperava que ela estivesse mais próxima. “Eu gosto de conversar pessoalmente com as pessoas. A gente espera que restabeleça a normalidade rapidamente no Brasil para poder funcionar.”

Antes da volta de Mantovani ao cargo, Regina viu, no dia 23 de abril, a nomeação de Aquiles Brayner para o cargo de diretor do Departamento de Livro, Literatura e Bibliotecas ser cancelada após blogueiros bolsonaristas o acusarem de ser “traidor” e “esquerdista infiltrado”. Brayner tem doutorado em literatura e se graduou em psicologia e biblioteconomia. Antes, Brayner era nomeado no gabinete da Presidência e cuidava do acervo pessoal de Bolsonaro.Cinco dias após Regina tomar posse na Secretária de Cultura em 4 de março , o Palácio do Planalto cancelou a nomeação de Maria do Carmo Brant de Carvalho da Secretaria de Diversidade Cultural. Filiado ao PSDB desde o final dos anos 80, Maria do Carmo também e tornou alvo de olavistas que espelharam na internet que ela era “petista”.
Ao tomar posse no dia 4 de março, Regina disse ao presidente Jair Bolsonaro que não se esqueceria de que tinha recebido a promessa de “carta branca” no cargo. Em seguida, ao responder-lhe, Bolsonaro afirmou que exerceria o poder de veto, como já fez em todos os ministérios.Os ataques à atriz se pontencializaram após ela conceder uma entrevista ao Fantástico, da Rede Globo, e dizer que existe uma “facção” no governo que deseja retirá-la do cargo.
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PGR vai investigar motivos para troca no comando da PF do Rio

Mudança será apurada no inquérito já aberto pelo STF sobre pressões de Bolsonaro na Polícia Federal

Novo diretor-geral da PF, Rolando Alexandre de Souza é

Reprodução/PF

Novo diretor-geral da PF, Rolando Alexandre de Souza é “braço-direito” de Alexandre Ramagem

A Procuradoria-Geral da República ( PGR ) vai investigar se há motivos indevidos para a troca no comando da Superintendência da Polícia Federal do Rio, realizada como um dos primeiros atos do novo diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Alexandre de Souza. O caso será analisado no inquérito já aberto pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal ( STF ), que apura as acusações do ex-ministro Sergio Moro de que o presidente Jair Bolsonaro tentou realizar interferências indevidas na PF.

Bolsonaro deu posse ao novo diretor-geral da PF ontem, em uma rápida cerimônia, depois que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, barrou a nomeação de Alexandre Ramagem para comandar a PF , devido à sua proximidade com a família do presidente e sob as suspeitas de que haveria desvio de finalidade nessa nomeação. Ainda durante a segunda-feira, Rolando convidou o superintendente da PF do Rio, Carlos Henrique Oliveira, para assumir o cargo de diretor-executivo, o número dois da corporação em Brasília, abrindo espaço para nomear outra pessoa para comandar a PF fluminense.

A rápida troca na PF do Rio chamou atenção dos investigadores, porque o ex-ministro Sergio Moro reforçou diversas vezes em seu depoimento que o principal interesse de Bolsonaro era mudar o comando da PF do Rio e indicar uma pessoa de sua confiança. Ainda não foi divulgado o novo nome escolhido.

A avaliação na PGR é que a tentativa de troca na Superintendência da PF no Rio já é objeto do atual inquérito em andamento e, por isso, a atual troca também deve ser esclarecida. Em seu depoimento, Moro não soube explicar as razões pelas quais Bolsonaro gostaria de indicar um nome de sua confiança para a PF do Rio e disse que esta pergunta deveria ser direcionada ao presidente.

Diligências

Ontem, o procurador-geral Augusto Aras enviou ao ministro Celso de Mello uma lista de diligências a serem realizadas no próximo dia para o esclarecimento dos fatos.

Dentre elas, está prevista a tomada de depoimentos de delegados da PF que acompanharam o imbróglio no Rio, como o ex-diretor-geral Maurício Valeixo e os dois últimos superintendentes do Rio, Ricardo Saadi e Carlos Henrique Oliveira, além do delegado Alexandre Saraiva, que havia sido o nome escolhido anteriormente por Bolsonaro para comandar a PF do Rio. Essas diligências também buscarão esclarecer os motivos da realização desta troca neste momento.

As diligências serão realizadas por procuradores da PGR e por investigadores do Serviço de Inquéritos Especiais (Sinq) da PF, responsável pelos casos envolvendo políticos com foro privilegiado.

A mudança também provocou mal-estar dentro da PF. Como mostrou a colunista Bela Megale, a Associação Nacional de Delegados da Polícia Federal (ADPF) recuou da intenção de divulgar uma nota de apoio a Rolando depois de saber da imediata troca na PF do Rio. Apesar de significar uma promoção para Carlos Henrique, que terá um cargo com mais poder dentro da estrutura da PF, a promoção foi vista como uma tentativa de apaziguar os ânimos internos para permitir a nomeação de um nome de interesse do presidente no Rio.

Bolsonaro nega interferência

Nesta terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro deu declarações públicas na saída do Palácio da Alvorada, sua residência oficial, confirmando a troca na PF do Rio, apesar de ela não ter sido oficializada ainda, mas negou que fosse uma interferência sua.

“Não tem nenhum parente meu investigado pela Polícia federal (no Rio), nem eu nem meus filhos, zero. É uma mentira que a imprensa replica o tempo todo, dizendo que meus filhos querem trocar o superintendente (do Rio). Para onde está indo o superintendente do Rio? Para ser o diretor-executivo da PF. Eu estou trocando ele? Estou tendo influência sobre a Polícia Federal? Isso é uma patifaria. Cala a boca, não perguntei nada (quando repórteres perguntaram se ele havia pedido a troca) – disse o presidente, em tom irritado, e acrescentou: – (O delegado Carlos Oliveira) vai ser diretor-executivo a convite do atual diretor-geral. Não interferi em nada. Se ele for desafeto meu e se eu tivesse ingerência na PF, não iria para lá. Não tenho nada contra o superintendente do Rio de Janeiro e não interfiro na Polícia Federal”, afirmou Bolsonaro.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Agência O Globo 




Bolsonaro ataca imprensa, manda jornalistas calarem a boca e chama folha de jornal patife-Veja Vídeo

Jornal Folha de S. Paulo, que ainda não fez sua autocrítica por ter apoiado o golpe de estado contra a ex-presidente Dilma Rousseff e a prisão política de Lula, foi mais uma vez agredido por Jair Bolsonaro, que questionou a manchete sobre a mudança promovida na Polícia Federal | 5 de maio de 2020 | 09:57

(Foto: Reprodução (Facebook)

 247 – Jair Bolsonaro voltou a agredir a imprensa e, por duas vezes, gritou aos jornalista “cala a boca!”, diante dos portões do Palácio do Alvorada na manhã desta terça-feira (5).

Ele negou interesse na troca do superintendente da Polícia Federal do Rio de Janeiro. “Vai sair da superintendencia para ser diretor-executivo da PF. Eu não to trocando ele, isso é uma patifaria, cala a boca não perguntei nada, jornal patife e mentirosa, cala a boca. Se eu tivesse ingerência para a PF ele não iria para lá”, disse ele, após se reunir com apoiadores. “Canalha é elogio para a Folha de S.Paulo”, afirmou aos berros.

De acordo com Bolsonaro, “grande parte [da imprensa] só publica patifaria”. “Passem bem”, bradou mais uma vez, deu meia volta e entrou no carro oficial

Bolsonaro fez referência ao fato de que o novo diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Souza, trocou a chefia da superintendência do Rio de Janeiro. Carlos Henrique Oliveira, atual comandante do estado, foi convidado para ser o diretor-executivo, número dois na hierarquia da PF (em nível nacional).

Assista ao vídeo postado na página de Bolsonaro no Facebook:

 

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