Toffoli pede ação da PF e da PGR contra bolsonaristas que lançaram fogos de artifício contra o STF
Dias Toffoli acionou a Polícia Federal, a PGR e o ministro Alexandre de Moraes pedindo providências sobre o ataque ao STF realizado na noite de ontem com fogos de artifício.
O presidente do Supremo pede a “responsabilização penal daquele(s) que deu/deram causa direta ou indiretamente, inclusive por meio de financiamento, dos ataques e ameaças dirigidas ao Supremo Tribunal Federal e ao Estado Democrático de Direito”.
O ministro também representou contra o militante bolsonarista Renan Silva Sena por crimes contra a honra e “por ataques e ameaças à Instituição deste Supremo Tribunal Federal e ao Estado Democrático de Direito, inclusive por postagens em redes sociais”.
www.reporteriedoferreira.com.br o antagonista
Brasil tem 42.837 mortes por coronavírus, 843 nas últimas 24 horas; e 850.796 casos confirmados)mostra consórcio de veículos de imprensa
O consórcio divulgou no sábado (13), às 20h, o sexto balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento.
Casos de coronavírus crescem no país (Foto: Reprodução)
O Brasil tem 42.837 mortes por coronavírus confirmadas até as 13h deste domingo (14), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.
O consórcio divulgou no sábado (13), às 20h, o sexto balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Depois desse balanço, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Roraima divulgaram novos dados.
Veja os dados atualizados às 13h deste domingo (14):
42.837 mortes
852.785 casos confirmados
(No sábado, 13, às 20h, o balanço indicou: 42.791 mortes, 843 nas últimas 24 horas; e 850.796 casos confirmados)
Os dados foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.
O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.
Parceria
A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa.
Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.
A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite da quinta-feira (4). Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.
Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.
No domingo (7), o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas.
Neste sábado (13), mais uma vez o Ministério da Saúde divulgou os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Segundo a pasta, houve 892 novos óbitos e 21.704 novos casos, somando 42.720 mortes e 850.514 casos desde o começo da pandemia – números totais menores que os apurados pelo consórcio.
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Bolsonaro é quem está esticando a corda
Florestan Fernandes jr
Florestan Fernandes Júnior é jornalista, escritor e integrante do Jornalistas pela Democracia
Bolsonaro é quem está esticando a corda
“O cabo de guerra que consiste em esticar a corta tem, na ponta liderada por Bolsonaro, não só oficiais do Exército, mas também policiais das PMs e milicianos. A cada alavanco dado por este grupo, chegamos mais próximos da linha tênue que separa os alicerces combalidos do Estado Democrático de Direito do estado autoritário fascista”, avalia Florestan Fernandes
Atualizado em 13 de junho de 2020, 22:12
Presidente Jair Bolsonaro coloca máscara de proteção em Brasília 09/06/2020 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Por Florestan Fernandes Jr., para oJornalistas pela Democracia
Apesar das constantes ameaças antidemocráticas e inconstitucionais de fechamento do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional feitas por apoiadores do governo, pelos filhos de Bolsonaro e por ele próprio, o general da ativa e ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, afirmou que é ultrajante falar em golpe por parte das Forças Armadas. Mas, na mesma entrevista para uma conhecida revista de direita, o general não conteve suas convicções autoritárias ao dizer: “Não estica a corda”.
O recado estava dado. As Forças Armadas não aceitarão a condenação de Bolsonaro em qualquer julgamento por possíveis crimes cometidos pelo chefe da Nação. O que mais preocupa o Planalto neste momento é o julgamento que corre no TSE de crime eleitoral cometido pela chapa Bolsonaro/Mourão por fake news utilizadas na campanha de 2018.
Infelizmente, tenho que concordar com o general Ramos: não existe a menor possibilidade de golpe, porque ele já foi dado no dia 31 de agosto de 2016 na votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Naquele dia, parlamentares, com apoio do Supremo, da mídia corporativa e de setores reacionários da Justiça e da sociedade civil rasgaram a Constituição ao afastar a chefe de Estado sem crime de responsabilidade. A chegada das Forças Armadas ao poder junto com Bolsonaro é apenas a concretização deste golpe contra a nossa Constituição.
O cabo de guerra que consiste em esticar a corta tem, na ponta liderada por Bolsonaro, não só oficiais do Exército, mas também policiais das PMs e milicianos. A cada alavanco dado por este grupo, chegamos mais próximos da linha tênue que separa os alicerces combalidos do Estado Democrático de Direito do estado autoritário fascista que ameaçam os princípios básicos de cidadania e o futuro do país.
Brasil 247
Governo do DF fecha acampamento pró-Bolsonaro, e Sara Winter apela a presidente
A ação fez parte do programa DF Legal, promovido pela Secretaria de Estado de Proteção da Ordem Urbanística do Distrito Federal, para fiscalizar e combater construções ou estabelecimentos ilegais.
A secretaria afirmou que os manifestantes ocupavam área pública na Esplanada dos Ministérios, o que não é permitido, e em acampamentos irregulares. (Foto: Reprodução)
SÃO PAULO, SP (UOL-FOLHAPRESS) – Um acampamento a favor do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na região central de Brasília foi desmontado na manhã deste sábado (13) pelo governo do Distrito Federal. A ativista do movimento 300 do Brasil Sara Winter pediu uma “reação” do mandatário.
A ação fez parte do programa DF Legal, promovido pela Secretaria de Estado de Proteção da Ordem Urbanística do Distrito Federal, para fiscalizar e combater construções ou estabelecimentos ilegais.
A secretaria afirmou que os manifestantes ocupavam área pública na Esplanada dos Ministérios, o que não é permitido, e em acampamentos irregulares. “Houve diversas tentativas de negociação para a desocupação da área, mas, infelizmente, não houve acordo. Os acampamentos foram desmontados sem confronto”, informou.
A pasta citou ainda decreto que estabelece medidas para combater a pandemia do coronavírus e que proíbe aglomerações com mais de cem pessoas em eventos que precisam de autorização prévia do GDF.
Nas redes sociais, Sara Winter disse que a Polícia Militar do Distrito Federal e a Secretaria de Segurança Pública chegaram no local às 6h desmontando barracas e geradores com “gás de pimenta e agressões”. “A militância bolsonarista foi destruída hoje. Presidente, reaja”, escreveu.
Em seguida, ela alegou que uma pessoa que estava orando e cantando o Hino Nacional foi atingida por gás de pimenta para que uma “carreata do PT” passasse no local. Um grupo contra Bolsonaro e favor da democracia fez ato pela manhã na região da Esplanada dos Ministérios, mas só chegou próximo de onde estava o acampamento cerca de três horas depois.
Procurada pelo UOL, a Polícia Militar informou que prestou apoio a uma ação desencadeada pela Secretaria de Segurança Pública e não houve registro de ocorrências. O Corpo de Bombeiros também esteve presente para apoio.
Apoiadores e pessoas no acampamento gritaram palavras de ordem contra o desmonte, classificando a situação como ditatorial, e ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Vestindo roupas em verde e amarelo, e com bandeiras do Brasil, eles ainda chamaram o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), de “fascista” e “comunista”.
Os manifestantes estavam acampados há semanas na Esplanada dos Ministérios, por vezes mudando de local. Em determinado momento, chegaram a ficar ao lado da sede do Ministério da Justiça e do Supremo. Em entrevista à BBC Brasil, Sara Winter, cujo sobrenome verdadeiro é Geromini, confirmou que havia pessoas armadas em um dos acampamentos. Ela justificou que as armas eram para a proteção dos próprios membros e não tinham relação com a militância.
A ativista é investigada no âmbito do inquérito das fake news do STF e foi alvo de mandado de busca e apreensão em operação da Polícia Federal no final de maio. Ela teve celular e computador apreendidos pela corporação.
Após a ação, ela falou em “infernizar” a vida de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo que autorizou a ação, e em ‘trocar socos’ com ele.
Próxima guerra de Bolsonaro é contra governadores
Paulo Moreira Leite
Paulo Moreira Leite é colunista do 247, ocupou postos executivos na VEJA e na Época, foi correspondente na França e nos EUA
Próxima guerra de Bolsonaro é contra governadores
“Com uma vocação ditatorial que não lhe permite conviver com instituições democráticas, Bolsonaro prepara ataque a governadores”, escreve Paulo Moreira Leite, do Jornalistas pela Democracia
Atualizado em 11 de junho de 2020, 17:34
João Doria, Rui Costa, Wilson Witzel, Flávio Dino, Paulo Câmara e Jair Bolsonaro (Foto: SECOM | Reuters)
Por Paulo Moreira Leite, doJornalistas pela Democraci
Comprometido até a medula pela tragédia do coronavírus, a guerra de Bolsonaro contra os governadores de Estado constitui um esforço óbvio de sobrevivência de um governo que inicialmente desprezou a pandemia. Mais tarde, sabotou todas as possibilidades para minimizar seus efeitos. Agora, precisa encontrar o indispensável bode expiatório.
Desde a AP 470, iniciada por uma denúncia de seu atual aliado Roberto Jefferson, o país aprendeu que as investigações de corrupção são um velho recurso das autoridades para reconstruir a ordem política ao sabor de suas conveniências.
Num país onde a necessária preocupação com o bom emprego de recursos públicos também se presta à manipulação política, Bolsonaro descobriu uma fantasia adequada para a Covid-19. Consiste em sustentar que o morticínio — pelo qual o presidente tem responsabilidades no plano absoluto — é produto da corrupção de governadores e prefeitos que se valeram de compras milionárias de equipamentos e insumos da China para desviar dinheiro público.
Como encenação didática, tudo foi resumido na porta do Alvorada. Na quarta-feira, quando uma eleitora indignada lhe apontou o dedo, acusando-o de traição, Bolsonaro mandou que saísse dali e fosse reclamar com “seu governador”. Errado.
Depois de mostrar uma reação de estranho incômodo com um ministro da Saúde que conseguia boa aprovação em pesquisas de opinião, graças à aplicação do feijão-com-arroz da medicina para enfrentar uma pandemia, Bolsonaro mobilizou o governo para atacar qualquer vestígio que lembrasse as recomendações da Organização Mundial de Saúde, em especial pelas quarentenas. O resultado todos sabemos.
Correndo atrás de uma imaginária consagração, Bolsonaro só alcançou novos conflitos, derrotas e mortes, muitas mortes. Há dez dias, a Covid-19 já matava um brasileiro (a) a cada minuto e 38 segundos. Hoje, a média diária de óbitos do Brasil é a mais alta do mundo e deve piorar.
Com uma vocação ditatorial que não lhe permite conviver com a diversidade política inerente aos regimes democráticos, o choque de Bolsonaro com instituições que expressam a soberania popular e o regime de liberdades instituído pela carta de 1988 não é uma opção ideológica — é um destino.
Responsáveis pelo segundo nível de gestão do Estado brasileiro, logo abaixo da presidência, em sua diversidade os governadores de Estado sempre asseguraram uma indispensável oxigenação e diversidade as democracias. Tornaram-se um alvo permanente do Planalto, de mãos livres depois que Sérgio Moro deixou a Justiça e o comando da Polícia Federal.
Antes que fosse possível procurar — e encontrar — irregularidades na construção de hospitais de campanha no Rio de Janeiro, Wilson Witzel já se encontrava no radar do Planalto por outra razão. Bolsonaro suspeitava que estivesse em busca de laços capazes de envolver 01 e 02 no assassinato de Marielle Franco. Encontrado o motivo, faltava encontrar um crime.
O ataque ao governador do Pará, Helder Barbalho, produziu mais petardos midiáticos do que consistência jurídica. Após horas de estardalhaço, não foi possível sustentar que o dinheiro do contribuinte tenha sido desviado para intermediários que operam no mundo sombrio de respiradores e insumos médicos importados. Apareceu até um pequeno saldo a favor do erário.
Ali também surgiu um ponto claramente político. Alberto Beltrame, secretário de Saúde do Pará, é presidente Conselho Nacional dos Secretários de Saúde, onde tem uma atuação especialmente crítica em relação aos desmandos do bolsonarismo. Quando o governo tentou controlar a divulgação de dados sobre a Covid-19, Beltrame respondeu em cima. “Essas informações são propriedade do povo brasileiro”, disse.
A guerra parece longe de encerrada, porém. Há prováveis adversários no Nordeste, região com uma coleção de governadores oposicionistas. Não só. Carla Zambelli já fez várias referências de que João Dória pode ser atingido em breve. Quem sabe?
O que se sabe é uma verdade mais simples. Depois da AP 470 e da Lava Jato, as investigações contra a corrupção se transformaram em operações contra a democracia.
Alguma dúvida?
www.reporteriedoferreira.com.br Por Brasil 247
Tive momentos de dor e de êxtase, diz Regina Duarte sobre sua gestão na Cultura
Regina Duarte publicou na madrugada um vídeo em se perfil no Instagram em que aparece defendendo sua gestão de quase três meses à frente da Secretaria Especial da Cultura.
“Aqui eu tive momentos de dor, de êxtase, tive inseguranças, risos, lágrimas. São troféus que eu vou levar para o resto da minha vida”, disse a atriz. (Foto: Isac Nóbrega/Presidência da República)
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A atriz Regina Duarte publicou na madrugada um vídeo em se perfil no Instagram em que aparece defendendo sua gestão de quase três meses à frente da Secretaria Especial da Cultura. Até a manhã de quinta (11), ele tinha mais de 250 mil visualizações.
“Aqui eu tive momentos de dor, de êxtase, tive inseguranças, risos, lágrimas. São troféus que eu vou levar para o resto da minha vida”, disse a atriz. A exoneração de Regina foi oficializada em Diário Oficial da União na quarta-feira (10).
No vídeo, com duração de 14 minutos, ela reclamou dos entraves e da “lentidão burocrática” que enfrentou, além de criticar, novamente, a polarização da classe artística. “Quando eu aceitei o convite pra vir pra cá, a minha principal motivação foi sempre em primeiro lugar contribuir com a pacificação do setor. Meus objetivos básicos eram ganhar confiança do governo e com isso reduzir o clima de ‘polaridade’ reinante na classe artística. Cultura combina com pluralidade, não com antagonismo”, disse.
“Esse bater por bater que acontece muitas vezes no meio político é extremamente prejudicial a nação e mais ainda com quem lida com o fazer cultural. Objeto da cultura é o respeito a pluralidade. É uma atividade que deveria ser vista e tratada num terreno superior, acima da água escura da intolerância politica”, seguiu Regina.
Ela também defendeu a publicação da instrução normativa que foi publicada em sua gestão e que traz mais flexibilidade para procedimentos de captação, execução, prestação de contas e avaliação de resultados dos projetos culturais apresentados por meio do mecanismo incentivo a projetos culturais do Pronac (Programa Nacional de Apoio à Cultura).
E apresentou alguns projetos que desenvolveu com a equipe, mas ainda não foram implementados. “Os projetos são muito especiais pra mim, porque vão ajudar o pessoal de cultura a se manter ativo, forte”, diz.
Regina citou uma linha de crédito que, segundo ela, disponibilizará “milhões de reais” do Fundo Nacional de Cultura, os “empréstimos reembolsáveis” (“as taxas de juros são bem abaixo do que é praticado no mercado e o prazo de carência para o pagamento é o menor que existe na praça e, tudo isso, com muito menos burocracia”), um crowfunding para incentivar produções culturais pelo país e dois editais, um para roteiristas estreantes e outro de literatura para jovens.
Ela também voltou a dizer que, em poucos dias, o governo deve convocar a reunião do comitê gestor do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual). Ele é responsável por definir as diretrizes e o plano anual de investimentos do FSA, principal fonte de financiamento do setor.
Ao final, a atriz se despediu emocionada. “Agradeço de coração ao presidente Bolsonaro pela oportunidade de chegar mais perto de um lugar onde eu jamais pensei estar. Secretaria Especial de Cultura do meu país.”
“Saibam todos que saio da secretaria com o coração irrigado pelo carinho de vocês. Contem sempre com a minha amizade. E desculpa alguma coisa, tá? Não é assim que se fala nas despedidas?”, continua ela.
“Eu ocupei por quase três meses um cargo que exigiu de mim experiência, estratégia e táticas totalmente distantes de tudo, de tudo para que eu fui preparada a vida inteira para fazer. Um enorme desafio. E de repente, gestão. Gestão pública, quem diria. Na minha vida! É a vida, essa experiência incrível.”
“Aqui eu tive momentos de dor, de êxtase, tive inseguranças, risos, lágrimas. São troféus que eu vou levar para o resto da minha vida”, finalizou.
www.reporteriedoferreira.com.br Por Agências
Brasil Covid-19 1.239 registros de morte em 24 horas foram confirmados 30.412 casos
Brasil tem 40.919 mortes por novo coronavírus, diz Ministério da Saúde
Por G1
O Ministério da Saúde divulgou na noite desta quinta-feira (11) seu mais recente balanço de casos e mortes provocadas pelo novo coronavírus. Os principais dados são:
40.919 mortes
Foram 1.239 registros de morte incluídos no balanço em 24 horas
802.828 casos confirmados
Foram 30.412 casos novos incluídos no balanço em 24 horas
Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, há 345.595 recuperados e 416.314 pacientes em acompanhamento.
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Brigadeiro da Aeronáutica detona Bolsonaro: gera crises e tenta envolver militares em golpe
Ex-presidente do Superior Tribunal Militar (STM), tenente-brigadeiro-do-ar Sérgio Xavier Ferolla não poupou críticas ao governo Bolsonaro e a parte das Forças Armadas. “Quem gera as crises é o presidente”, diz ele
(Foto: ABr | Reprodução)
247 – O tenente-brigadeiro-do-ar Sérgio Xavier Ferolla, ex-presidente do Superior Tribunal Militar (STM), fez duras críticas a Jair Bolsonaro.”É inaceitável tentar envolver as Forças Armadas em uma ruptura”, disse o tenente-brigadeiro Ferolla, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. O militar também criticou a utilização de militares na articulação política do governo.
“As Forças Armadas não podem se meter em política. Elas são instituições de Estado e não de governo. Não deve se meter em política pessoal. Quem gera as crises é o presidente”, acrescentou.
O tenente-brigadeiro Sérgio Ferolla criticou também o negacionismo de membros do governo Bolsonaro. “Diga-me: Como é possível vir com essa conversa de Terra plana nessa altura do campeonato? Estamos no século 21. E tem dois amigos dele no governo: o ministro da Educação, esse Weintraub, e o das Relações Exteriores, o Ernesto Araújo”, afirmou.
Representantes da Aeronáutica têm mostrado insatisfação com o governo de Bolsonaro, que tem privilegiado o Exército. Integrantes da Força Aérea Brasileira (FAB) criticaram a medida de Bolsonaro de permitir ao Exército voltar a ter aviões, un período de crise econômica, em que as verbas para a Defesa são escassas. “O problema não é o Exército ter sua aviação, mas o momento da decisão, que não é oportuno”, afirmou Ferolla sobre o assunto.
Brasil 247
Ex-procurador da Lava Jato diz que Bolsonaro cometeu mais crimes do que Dilma
Carlos Fernando Santos Lima liderou operação por quatro anos e afirmou que considerou associação de Moro ao governo Bolsonaro como prejudicial
Por iG Último Segundo| 08/06/2020 10:50
Facebook/Reprodução
Procurador Carlos Fernando Lima
Em entrevista veiculada pelo jornal Folha de S.Paulo deste domingo (7), o ex-procurador da República, Carlos Fernando Santos Lima, um dos líderes da Lava Jato no começo da força-tarefa, afirmou que a associação do ex-juiz Sergio Moro com o governo de Jair Bolsonaro afetou a reputação da operação.
O ex-procurador fez duras críticas ao governo de Jair Bolsonaro e disse que, antes mesmo de Moro assumir o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública, foi consultado pelo então juiz e mostrou preocupação. “Manifestei que eu tinha dificuldade com esse governo. Eu vejo que, num certo momento, ela custou muito caro para a Lava Jato”, afirmou. Segundo Lima, a ida de Moro ao governo provocou uma discussão política desnecessária.
Para Lima, as atitudes de Jair Bolsonaro durante a pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2) são “genocidas” e o governo do presidente conservador contraria a constituição. “Eu acho que a solução em relação a Bolsonaro é o impeachment. Para mim ele já cometeu crimes de responsabilidade muito maiores e mais graves que a Dilma”, disse.
Questionado sobre o trabalho do Procurador Geral da República, Augusto Aras, o ex-procurador afirmou que é “crítico” ao papel dele. “Antigamente existia isso de uma forma velada, mas hoje é absurda a corrida para agradar Bolsonaro”, afirmou. Ele considerou, ainda, a situação da PGR hoje como um “aparelhamento” em relação ao interesse das pessoas na cadeira do ministro Celso de Mello, que deve se aposentar ainda em 2020.
Carlos Fernando Santos Lima foi um dos líderes da Operação Lava Jato em Curitiba entre os anos de 2014 e 2018.
www.reporteriedoferreira.com.br Por Ig
Maia diz que MP da intervenção nas universidades é inconstitucional
Segundo a deputada Erika Kokay, o presidente do Senado, David Alcolumbre, avalia devolver ao governo a MP 979, que permite ao ministro Abraham Weintraub nomear reitores durante a pandemia. Congressistas da oposição protocolaram ação no STF contra a medida
Rodrigo Maia e Jair Bolsonaro (Foto: Câmara dos Deputados | PR)
247 – O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou nesta quarta-feira, 10, que é inconstitucional a Medida Provisória 979, que permite ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, nomear reitores de universidades e institutos federais durante a pandemia.
A informação foi divulgada pela deputada Erika Kokay. “O @RodrigoMaia diz que medida provisória para nomear interventores nas universidades é inconstitucional. @davialcolumbre avalia devolver o texto ao governo. Vamos pressionar para que ela seja devolvida”, disse a deputada pelo Twitter.
Parlamentares da oposição estão pressionando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para devolver a MP ao Executivo. Além da pressão no Congresso, congressistas de oito partidos políticos diferentes também protocolaram no Supremo Tribunal Federal uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a MP.