OMS aprova autorização emergencial para vacina da Pfizer

Mulher segura frasco rotulado como de vacina contra Covid-19 em frente a logo da Pfizer em foto de ilustração

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou ontem (31) a primeira autorização global de uso emergencial de uma vacina contra a covid-19. O imunizante escolhido foi desenvolvido pelas farmacêuticas Pfizer, dos Estados Unidos, e Biontech, da Alemanha.

A vacina já recebeu aprovação nos Estados Unidos, no Reino Unido e na União Europeia. No Brasil, as empresas estão em negociação com o governo federal e em diálogo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A autorização emergencial da OMS não substitui a análise de cada país, mas, segundo a entidade, abre a porta para que as agências reguladoras de cada nação possam realizar procedimentos de exame do imunizante.

A permissão também permite que organismos internacionais, como a própria OMS e outros ligados ao sistema ONU, também possam adquirir lotes e distribuir a países que precisam.

A vice-diretora geral da OMS para acesso a medicamentos, a brasileira Mariângela Simão, destacou em comunicado no site da organização que é fundamental assegurar as vacinas a todos que necessitem – tanto países com economias fortes quanto nações em desenvolvimento.

www.reporteriedoferreira.com.br     Agência Brasil




Idade exigida para se aposentar vai aumentar em 2021. Veja o que muda

 

Em 2021 começarão a valer novas regras para a aposentadoria. Alguns dos trechos da reforma da Previdência aprovada em 2019 pelo Congresso passam a valer a partir desta sexta-feira (1º). As alterações dizem respeito à idade e ao tempo de contribuição mínimos para acesso à aposentadoria.

Requisitos, como idade mínima, tempo de contribuição e pontuação, que combina os dois primeiros requisitos, serão mais rigorosos para mulheres, professores, servidores federais e para pessoas que antecipam a aposentadoria. Em alguns casos a idade mínima será aumentada em seis meses e a pontuação aumentada em um ano.

Veja o que muda:

Mulheres: hoje as mulheres precisam ter 60 anos e seis meses de idade e 15 anos de contribuição ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) para ter acesso a aposentadoria. Em 2021, a idade mínima passa a ser de 61 anos e o tempo de contribuição continua em 15.

Pontuação: a regra que soma idade com tempo de trabalho. Hoje ela é de 87 para as mulheres e de 97 para homens. Em 2021, a pontuação para as mulheres passa a ser de 88 e dos homens de 98.

Aposentadoria proporcional: a idade mínima para mulheres é de 56 anos e seis meses hoje. Para os homens é de 61 anos e seis meses. O tempo de 15 anos de contribuição tem que ser cumprido. Em 2021, a idade mínima de mulheres passa a ser de 57 anos e a de homens passa a ser de 62.

Professores: a pontuação hoje é de 82 anos para professoras e 92 para professores. Em 2021, as professoras terão de ter pontuação de 83 e os professores terão de ter 93. A idade mínima também aumenta, as professoras terão de ter 52 ou mais e os professores terão de ter 57 ou mais. Antes a idade mínima para professoras e professores era de 51 e 56 respectivamente.

Servidores: os homens tem que cumprir idade mínima de 61 anos e pontuação de 97 anos atualmente. As mulheres precisam ter 56 anos e 87 pontos no mínimo. Em 2021, a pontuação mínima para homens passa a ser de 98 e as mulheres de 88 pontos. A idade mínima não muda. A reforma da Previdência vale para servidores federais, cada estado e município tem regra própria sobre a Previdência do setor público.

 

Congresso em Foco




Bolsonaro é nomeado como pessoa do ano em crime organizado e corrupção

Levantamento feito por projeto que monitora a má conduta de políticos diz que ele se cercou de “figuras corruptas” e promoveu agenda populista

Por Caique Alencar – iG Último Segundo  – Atualizada às 

Presidente Jair Bolsonaro (sem partido)
Marcos Corrêa/PR

Presidente Jair Bolsonaro (sem partido)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi eleito como a pessoa do ano  em 2020 por um relatório internacional que monitora o papel de políticos na promoção do crime organizado e da corrupção . De acordo com a iniciativa, o presidente “se cercou de figuras corruptas, fez propaganda de uma agenda populista, minou o sistema de Justiça, e travou uma guerra destrutiva contra a região amazônica”.

Bolsonaro ficou à frente dos presidentes dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump , e da Turquia, Recep Erdogan . Segundo o projeto, ambos também fizeram propaganda populista, enfraqueceram instituições democráticas e politizaram o Judiciário.

“Esse é o tema central do ano”, disse Louise Shelley, diretora do Centro Transnacional de Crime e Corrupção (TraCCC), da George Mason University, que participou do painel do prêmio. “Todos são populistas causando grandes danos aos seus países, regiões e ao mundo. Infelizmente, eles são apoiados por muitos, o que é a chave do populismo.”

Para nomear Bolsonaro, o projeto levou em conta as  investigações de prática de rachadinha pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), que é filho do presidente. O relatório ainda cita o envolvimento de Michelle Bolsonaro nesse caso.

Além disso,  Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) também é citado por suposta prática do mesmo tipo de crime quando ele ainda era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A “rachadinha” consiste na devolução de parte dos salários de funcionários de gabinete à conta do parlamentar. No caso de Flávio, as operações teriam sido feitas em dinheiro vivo por Fabrício Queiroz.

O prefeito afastado do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella , também é citado. Ele é aliado de Bolsonaro e foi preso por operar o que os integrantes do projeto chamaram de “organização criminosa destinada a arrecadar lucros do gabinete do prefeito”.

“A destruição contínua da Amazônia está ocorrendo por causa de escolhas políticas corruptas feitas por Bolsonaro. Ele encorajou e alimentou os incêndios devastadores”, disse o jurado Rawan Damen, diretor da Associação Árabe de Jornalismo Investigativo. “Bolsonaro fez campanha com o compromisso explícito de explorar – ou seja, destruir – a Amazônia, que é vital para o meio ambiente global.”

www.reporteriedoferreirs.com.br  Por Ig




MDB busca retomar presidência do Senado e ampliar legenda com Veneziano

O MDB, que venceu dez das últimas 12 eleições para a presidência do Senado, considera essencial vencer com um nome próprio a próxima disputa, em fevereiro. Para não repetir o que ocorreu na eleição, o partido se organiza entre quatro potenciais nomes para encabeçar a chapa – e tenta, até o final de janeiro, articular a entrada de mais dois parlamentares à legenda, ampliando a bancada dos 13 parlamentares que já possui em plenário para 15. O senador paraibano Veneziano Vital do Rêgo é um dos nomes apontados para reforçar os quadros do partido.

Hoje, ainda são quatro os nomes que disputam a chance de concorrer: Simone Tebet, do Mato Grosso do Sul; Fernando Bezerra Coelho, de Pernambuco; Eduardo Braga, do Amazonas; e Eduardo Gomes, do Tocantins. Apesar de o Democratas já ter definido que Rodrigo Pacheco (MG) representará o partido para manter o legado de Davi Alcolumbre (DEM-AP) e Major Olímpio (PSL-SP) ter apresentado seu nome, a escolha sobre quem representará o MDB deve ser definida apenas na segunda quinzena de janeiro, mais próximo das eleições.

“Temos que levar essa”, sintetizou um interlocutor do partido ligado ao processo de escolha do candidato. “Primeiro, porque se trata de uma questão proporcional. Segundo que, se o nome do partido tiver força [entre outras legendas], irá levar”.

Entre membros do partido no Senado há pontos que devem ser pesados sobre todos os candidatos: em uma eleição que precisa de muito consenso no espectro político, apontam membros do partido, Simone teria mais abrigo junto aos partidos da esquerda – o que poderia complicar o apoio de de legendas à direita, enquanto Eduardo Braga já teve atritos públicos com as equipes econômica do governo, obstruindo pautas importantes do Executivo, como a Lei do Gás.

Fernando Bezerra poderia carimbar uma mensagem indesejada de que a Casa viraria um “puxadinho do palácio”, uma vez que ele é hoje líder do governo no Senado. As mesmas dúvidas valeriam para Eduardo Gomes, que é líder do governo no Congresso.

Este julgamento, na visão de outro membro da legenda, pode fazer sentido aos olhos da opinião pública, mas não tanto dentro da lógica do Senado. “O que vai prevalecer nesta eleição é um espírito conciliador”.

Há, porém, senso de união entre os candidatos. Aos menos dois deles disseram que só se manifestarão publicamente sobre a questão se forem escolhidos pelo partido. Em entrevista coletiva na semana passada, Simone – filha de Ramez Tebet, eleito para o cargo pelo partido entre 2001 e 2003– indicou que o nome que o partido escolher terá total apoio da bancada. “Mais do que status de poder, é colocarmos na presidência do Senado uma pessoa que saiba da gravidade do momento e do que precisa ser feito”, disse.

O objetivo, apontam membros da legenda, é evitar um cenário parecido com o ocorrido em 2019: na tumultuada eleição que alçou Alcolumbre ao poder, Renan Calheiros (MDB-AL) renunciou da sua candidatura já durante a votação, após ver outros senadores como Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ, à época no PSL) anunciarem publicamente que não votariam nele.

Ampliação da bancada

Hoje com 13 senadores, o MDB busca expandir sua base para 15 parlamentares até o mês que vem. Com isso, o partido ampliaria a vantagem contra a bancada do PSD, que tem 12 senadores, e do Podemos, que tem 10.

O partido mantém segredo sobre quem poderia ser o indicado, já que as indicações prosseguem. Um dos possíveis nomes é o do senador Veneziano Vital do Rego (PB), que se desligou ontem (23) do PSB. Em um tweet em abril deste ano, Eduardo Braga já indicava que o senador teria espaço no MDB, partido que já integrou anteriormente.

www.reporteriedoferreira.com.br    Com Congresso em Foco




Bolsonaro se junta a PT em oposição a projeto que facilita venda de terras a estrangeiros

O presidente afirmou que se a Câmara dos Deputados aprovar o projeto, ele vetará.

Bolsonaro afirmou que pretende vetar o projeto de lei (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que vai vetar o projeto de lei que facilita a venda de terras para estrangeiros. A proposta foi aprovada no Senado neste mês e vai começar sua tramitação na Câmara dos Deputados.

“O Projeto de Lei 2963/2019, que avança no Senado, permite a venda de terras para estrangeiros”, escreveu o presidente, em suas redes sociais, no fim da tarde de sexta-feira (25).

“Eu já me decidi caso o PL (projeto de lei) seja aprovado no Congresso. E você, qual a sua opinião?”, concluiu.

Bolsonaro já havia abordado o tema em transmissão ao vivo na noite de Natal.

“Qual país você acha que vai começar a comprar terra aqui se esse projeto for aprovado na Câmara? Você acha justo você aqui vender terras para estrangeiros? E se você revender para estrangeiros, ele nunca mais vai revender pra ninguém”, disse o presidente.

“Vai para a Câmara, se a Câmara aprovar tem o veto meu. Aí o Congresso vai derrubar ou não o veto. Falta patriotismo para nós. Não podemos permitir que o Brasil seja comprado”, acrescentou.

O presidente também afirmou que os estrangeiros então teriam acesso a riquezas no subsolo da terra.

“Ele vai comprar terras e municípios que ele sabe de uma forma ou de outra o que tem no subsolo”.

“Não podemos permitir que o Brasil seja comprado. Você não vê isso em muitos países aqui pelo mundo. Você vê no Brasil. É lamentável isso aí”, completou.

Ironicamente, a posição de Bolsonaro o coloca ao lado dos senadores do PT e outras partidos da oposição, que se opuseram à aprovação da proposta na Casa. A ONG Greenpeace Brasil –que já foi chamada de “lixo” pelo presidente– também se manifestou de maneira contrária.

O projeto de lei em questão é de autoria do senador Irajá Abreu (PSD-TO). A proposta entrou na pauta do Senado após uma grande articulação que envolveu o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), a liderança do governo no Senado e a bancada ruralista.

O projeto de lei aprovado pelo Senado prevê a dispensa de autorização para a compra ou posse de imóveis com áreas até quinze módulos fiscais, por estrangeiros.

Estrangeiros poderão adquirir essas áreas rurais, desde que o total de propriedades pertencentes ou arrendadas não ultrapassem o limite de 25% da superfície dos municípios onde estão localizadas.

As pessoas da mesma nacionalidade não poderão ser proprietárias de mais de 40% da área de cada município.

Há restrições, no entanto, para terrenos localizados na região da Amazônia e também em áreas de fronteiras. Nesses casos, será necessário aval do Conselho de Defesa Nacional.

A oposição reagiu à inclusão na pauta no dia 15 de dezembro, uma vez que a proposta ainda não havia passado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça – por conta da pandemia, as atividades das comissões no senado foram suspensas.

O PT chegou a propor um requerimento para retirá-lo da lista de projetos a serem apreciados –que acabou derrotado, por 35 votos a 20.

“Eu acho que a gente precisa também considerar é que nós não estamos falando de um projeto ingênuo. Nós estamos falando de um projeto que autoriza a venda de terras brasileiras a estrangeiros na proporção de 25% do território de cada município; nós estamos falando de um projeto que vai interferir na segurança alimentar, que vai interferir na capacidade redistributiva que a terra tem para gerar riqueza e diminuir a pobreza em nosso País, que vive um momento de grande concentração de riqueza”, disse o líder do PT no Senado, Rogério Carvalho (PT-SE).

“Nós estamos falando de um projeto que vai aumentar substancialmente o preço da terra. Nós estamos falando de um projeto que pode quebrar o setor se ele não for discutido com toda a profundidade e de acordo com a complexidade que ele tem. Por isso, a nossa bancada se posicionou contra”, completou.




Excesso de videoconferências afeta a saúde mental, dizem psiquiatras

No contexto da pandemia do novo coronavírus (covid-19) e do isolamento imposto para conter a disseminação da covid-19, aumentou o uso das plataformas online de videoconferência como forma de manter o contato social entre as pessoas. Mas o excesso de encontros virtuais acabou produzindo uma espécie de “fadiga do zoom”, segundo identificou a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Para mostrar o impacto das videoconferências na saúde mental dos brasileiros, a ABP realizou a primeira pesquisa sobre o tema no período de 14 de agosto a 21 de novembro. A sondagem revela a elevação das queixas de pacientes sobre o excesso de trabalho por videoconferências nos últimos cinco meses, recebidas por 56,1% dos psiquiatras associados da ABP entrevistados.

“Os pacientes relataram que a “fadiga do zoom” é um fato na vida delas, que elas de fato aumentaram o trabalho via teleconferência e adoeceram, precisaram de ajuda”, disse à Agência Brasil o presidente da ABP, Antonio Geraldo da Silva.

O levantamento foi feito junto aos psiquiatras associados da ABP que atendem no Sistema Único de Saúde (SUS), no sistema privado e suplementar, e mostrou também que 63,3% deles perceberam um aumento de prescrição de psicotrópicos (remédios controlados) para tratar pessoas que tinham a queixa de excesso de trabalho por videoconferência. Os médicos associados da ABP notaram ainda a elevação de 70,1% da necessidade de prescreverem psicoterapia para seus pacientes também com essa fadiga.

Fato novo

“É uma situação nova, é um fato novo. Mas estamos percebendo que há um cansaço das pessoas em usar a videoconferência, porque ela retira de você toda privacidade, aumenta sua carga de trabalho e sua carga de descanso fica comprometida e isso é, realmente, adoecedor”, disse Silva.

De acordo com o presidente da ABP, as pessoas passaram a trabalhar em casa e os horários rotineiros foram rompidos. “Os chefes passaram a entender que as pessoas estão disponíveis 24 horas”. No teletrabalho, muitas vezes, as pessoas entram em uma videoconferência às 8h e saem somente ao meio-dia”, disse Silva. “Houve uma perda dos limites relacionais”.

Na avaliação do presidente da ABP, o cuidado com a saúde mental da população deve ser abrangente e direcionado a todos para haver uma mudança de pensamento e comportamento. Enfatizou que as preocupações com a onda de consequências à saúde mental derivadas da pandemia permanecem com tendência ascendente.

Segundo Silva, a agenda da saúde mental “é urgente e será um dos pilares para o bom enfrentamento às demais consequências trazidas pela pandemia. A saúde mental é a chave para enfrentarmos o cenário atual e seus desdobramentos”.

A ABP estima que há 50 milhões de pessoas com algum tipo de doença mental no Brasil. O país engloba o maior número de pessoas com casos de transtornos de ansiedade do mundo. São cerca de 19 milhões de casos, que correspondem a 9% da população. Além disso, o Brasil ocupa o segundo lugar no mundo e o primeiro na América Latina em pessoas com quadros depressivos.

Filtro

Na avaliação do psiquiatra Jorge Jaber, da Associação de Psiquiatria do Estado do Rio de Janeiro (Aperj), o excesso de informações pode provocar um certo cansaço mental. Ele recomenda que as pessoas utilizem um filtro, uma seleção das fontes, buscando instituições tradicionais para obter conhecimento ou tirar dúvidas.

Sobre prescrição de remédios, Jaber vê uma tendência comum nos pacientes psiquiátricos de conseguir mais receitas do que seria necessário. Neste momento de pandemia, ele atribui esse movimento a três fatores: o custo muitas vezes inacessível das consultas; a redução da capacidade do atendimento público aos pacientes psiquiátricos; e o receio do paciente de não ter o remédio à mão, em um momento de crise.




Após esvaziamento da Lei da Ficha limpa, ‘fichas sujas’ vão ao TSE

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Após esvaziamento da Lei da Ficha limpa, ‘fichas sujas’ vão ao TSE

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A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques, esvaziando a Lei da Ficha Limpa, provocou uma corrida de candidatos a prefeito e vereador no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Depois que o magistrado concedeu uma liminar reduzindo o período de inelegibilidade de políticos condenados criminalmente, ao menos cinco candidatos já acionaram o TSE para conseguir ser diplomados e assumir o cargo, em janeiro de 2021.

Os pedidos aguardam uma decisão do presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, responsável pelo exame de processos considerados urgentes durante o recesso do tribunal. Até agora, quatro candidatos a prefeito – de Pinhalzinho (SP), Pesqueira (PE), Angélica (MS) e Bom Jesus de Goiás (GO) – e um a vereador, de Belo Horizonte (MG), recorreram ao TSE para garantir a diplomação.

O entendimento de Nunes Marques vale apenas para políticos que ainda estão com processo de registro de candidatura, neste ano, pendente de julgamento no TSE e no próprio Supremo. A indefinição pode levar presidentes de Câmaras Municipais a assumir o cargo no lugar de prefeitos eleitos pelo voto popular.

Condenado por delito contra o patrimônio público em segunda instância, há 11 anos, o prefeito eleito de Bom Jesus de Goiás, Adair Henriques (DEM), obteve 50,62% dos votos válidos nas urnas. Teve o registro da candidatura autorizado pelo Tribunal Regional Eleitoral goiano, mas perdeu no TSE, onde um recurso está pendente de análise.

“Se não houver diplomação do candidato eleito para o cargo de prefeito, o presidente da

Câmara Municipal exercerá a chefia do Executivo, não obstante não tenha se candidatado nem tenha sido votado e eleito para o posto”, argumentou a advogada e ex-ministra do TSE Luciana Lóssio, defensora de Adair.

Após a decisão do Supremo, o líder comunitário Júlio Fessô (Rede), que disputou no mês passado uma vaga de vereador em Belo Horizonte, também acionou o TSE. O tribunal mineiro havia considerado inelegível o candidato, que foi condenado à prisão em 2006, por tráfico de drogas, e cumpriu pena até 2011. Agora, com base na decisão do Supremo, Fessô busca o aval da Justiça Eleitoral para ocupar a cadeira na Câmara Municipal.

Outro candidato que aguarda uma decisão do TSE é Cacique Marquinhos (Republicanos), vitorioso na disputa pela prefeitura de Pesqueira, no agreste pernambucano, com 51,60% dos votos válidos. Marquinhos, no entanto, foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa por causa de uma condenação pelo crime de incêndio, em 2015. O registro da candidatura foi negado pelo TRE pernambucano, o que levou o caso ao tribunal superior. O TSE informou que não vai se manifestar sobre o assunto porque “o tema está pendente de decisão definitiva do STF”.

No sábado, Nunes Marques atendeu a um pedido do PDT e considerou inconstitucional um trecho da Lei da Ficha Limpa, que fazia com que pessoas condenadas por certos crimes – contra o meio ambiente e a administração pública, além da lavagem de dinheiro, por exemplo – ficassem inelegíveis por mais oito anos, após o cumprimento das penas. Logo depois, a Procuradoria-Geral da República entrou com recurso contra a decisão.

Em entrevista à TV Justiça na última quarta-feira (23), o presidente do STF, Luiz Fux, disse que cabe a Nunes Marques analisar o recurso da PGR contra a decisão. “O presidente do Supremo pode muito, mas não pode tudo”, disse Fux, ao fazer o aceno ao colega.

Para a PGR, a decisão levou à quebra da isonomia no mesmo processo eleitoral, já que o afastamento da Lei da Ficha Limpa vale apenas para os candidatos com registro ainda pendentes de análise no TSE e no STF.

“A decisão criou, no último dia do calendário forense, dois regimes jurídicos distintos numa mesma eleição, mantendo a aplicação do enunciado do Tribunal Superior Eleitoral aos candidatos cujos processos de registros de candidatura já se encerraram. Cria-se, com isso, um indesejado e injustificado discrímen, em prejuízo ao livre exercício do voto popular”, criticou o vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques.

Estadão




Bolsonaro sobre 2022: ‘Se a gente não tiver voto impresso, pode esquecer a eleição’

Em suas férias em São Francisco do Sul (SC), Jair Bolsonaro retomou uma de suas obsessões: a aprovação de uma PEC que institua o voto impresso.

Segundo o relato da Folha, o presidente passou cerca de 25 minutos cumprimentando apoiadores, quando um deles perguntou: “Falta muito para chegar 2022, para apertar [o botão da urna] de novo, presidente?”.

Ao que Bolsonaro respondeu: “Se a gente não tiver voto impresso, pode esquecer a eleição”.

O jornal paulistano lembra que, em março deste ano, o presidente afirmou que houve fraude eleitoral em 2018 —pleito que ele venceu— e que foi eleito no primeiro turno. Na ocasião, disse que tinha provas da fraude. Nunca as apresentou.

Parece desculpa esfarrapada para uma eventual derrota, preparada com dois anos de antecedência. Ou preparação do terreno para imitar Donald Trump (mais uma vez) e não reconhecer um resultado desfavorável.

www.reporteriedoferreira.com.br o antagonista




Desembargadora mantém prisão de Marcelo Crivella após audiência de custódia

Presos nesta terça-feira (22), Marcelo Crivella (Republicanos) e outros três acusados de suposto envolvimento no chamado “QG da Propina” participaram de audiência de custódia na tarde de hoje, no Rio e, por decisão da desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita, do Tribunal de Justiça do Rio, Crivella e os demais acusados seguirão presos e estão sendo encaminhados para o Presídio de Benfica, na zona central do Rio.

A defesa de Crivella já entrou com pedido de habeas corpus junto Tribunal Superior de Justiça (STJ).  Na representação, os advogados alegam que a prisão foi ilegal porque a desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita não teria competência legal para isso.

”O paciente foi preso – a nove dias do fim do seu mandato como prefeito da segunda maior cidade do Brasil – em decorrência de uma decisão monocrática proferida pela Des. Relator Rosa Helena Penna Macedo Guita, no decorrer do recesso do poder judiciário”, diz o documento.

Para os advogados, a desembargadora optou por dar credito aos depoimentos de delatores e usou deles para “equivocadamente formar presunções genéricas, em prejuízo dos elementos necessários para a decretação da prisão preventiva e da medida cautelar”.A defesa também questiona o fato de Crivella ter sido preso como uma garantia para manter a ordem pública.

www.reporteriedoferreira.com.br IG




‘Para o governo não tem impacto nenhum’, diz Mourão sobre prisão de Crivella

Brasília — O vice-presidente Hamilton Mourão declarou nesta terça-feira que a prisão do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, aliado do presidente Jair Bolsonaro, não tem nenhum impacto no governo federal.

— Isso aí é questão policial, segue o baile aí, investigação, acabou. Para o governo, não tem impacto nenhum, pô. Não tem nada tem a ver com a gente. Sem impacto, zero impacto — comentou.

Ao ser lembrado que o presidente Bolsonaro apoiou a candidatura de Crivella à reeleição no Rio, nas eleições municipais realizadas no mês passado, Mourão desconversou:

— Isso aí, pô, a gente apoia tanta candidatura aí, pô. Não tem nada a ver.

As declarações foram feitas pela manhã, na chegada do vice-presidente ao seu gabinete no Palácio do Planalto.

Bolsonaro está desde sábado em Santa Catarina, onde está pescando e descansando. Até o momento, ele não se manifestou sobre a prisão do aliado.

O Globo