Covid-19: Anvisa aprova segundo lote da vacina CoronaVac

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou por unanimidade a autorização emergencial em caráter experimental do segundo lote da vacina CoronaVac, desenvolvida em parceria entre a farmacêutica chinesa Sinovac e o Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo.

A diferença da análise do segundo lote para o primeiro está no fato de que o envase e os processos de rotulagem e embalagem ocorrem no Instituto Butantan. Essas 4,8 milhões de doses são produzidas na China pela farmacêutica Sinovac, que envia para esses procedimentos na sede do centro de pesquisa paulista.

Como a Anvisa já havia aprovado no último domingo (17) o primeiro lote importado da china, a avaliação da diretoria colegiada se deteve sobre as ações realizadas pelo Butantan.

A relatora, Meiruze Freitas, endossou os pareceres da área técnica e apresentou seu voto a favor da autorização, colocando alguns condicionantes sobre o acompanhamento de aplicação do imunizante para obter mais informações sobre sua estabilidade.

“Mesmo em cenário de incerteza, uma vacina contra a covid-19 segura, capaz de prevenir e reduzir mortalidade e morbidade, pode ser autorizada para o uso emergencial, em especial pelo contexto desta pandemia, onde há poucos tratamentos de suporte disponíveis e não há medicamentos registrados na Anvisa com indicações específicas para o tratamento da covid-19”, concluiu.

As incertezas mencionadas pela relatora dizem respeito a determinados resultados que não foi possível confirmar no processo de análise. É o caso do prazo de validade da eficácia das doses, já que não houve tempo ainda para aferir isso.

A área técnica entendeu que na impossibilidade de ter tais informações, é necessário que o Instituto Butantan mantenha o monitoramento e o envio de dados à Anvisa, especialmente caso ocorra algum problema. Mas considerou que o benefício é mais efetivo do que essas incertezas e apontou que diante da velocidade da vacinação dificilmente as doses do lote analisado passariam da validade, estimada em 12 meses.

O diretor Rômison Mota seguiu a relatora, manifestando sua posição favorável à autorização uma vez que é possível concluir que “benefícios conhecidos e potenciais superam seus riscos conhecidos e potenciais”. O diretor Alex Campos foi o segundo a seguir o voto da relatora, fazendo menção aos alertas quanto ao cumprimento de monitoramento para avaliar as incertezas apontadas no relatório.

A diretora Cristiane Gomes foi na mesma linha. O presidente da Agência, Antônio Barra Torres, concluiu a votação também acompanhando a posição da diretora Meiruze Freitas e fechando a aprovação por unanimidade.

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Vacinas de Oxford vindas da Índia vão chegar ao Brasil nesta sexta-feira (22)

Presidente usou o Twitter para divulgar a informação

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Reprodução: ACidade ON

Bolsonaro confirmou o envio da vacina indiana

As doses da vacina de Oxford importadas da Índia vão chegar ao Brasil até o final da tarde desta sexta-feira (22). A informação foi confirmada nesta quinta (21) pelo Ministério da Saúde após o país asiático tirar o governo brasileiro das prioridades para o envio de imunizantes contra a Covid-19 .

De acordo com nota da pasta, a carga será transportada em voo comercial da companhia Emirates e será desembarcada no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Após os trâmites alfandegários, o carregamento seguirá em aeronave da Azul para o aeroporto internacional Tom Jobim, no Rio de janeiro.

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) usou o Twitter para confirmar a chegada das doses.

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Covid-19: Índia vai exportar doses de vacina para Brasil nesta sexta

O governo da Índia liberou as exportações comerciais de vacinas contra a covid-19. As primeiras remessas serão enviadas na sexta-feira para Brasil e Marrocos, disse o secretário de Relações Exteriores da Índia,  Harsh Vardhan Shringla, nesta quinta-feira (21) à Reuters.

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, compartilhou a informação pelas redes sociais.

As vacinas desenvolvidas pela farmacêutica britânica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford estão sendo fabricadas no Instituto Serum da Índia, o maior produtor mundial de vacinas, que recebeu pedidos de países de todo o mundo.

O governo indiano suspendeu a exportação de doses até iniciar seu próprio programa de imunização no fim de semana passado. No início desta semana, a Índia enviou suprimentos gratuitos para países vizinhos, incluindo Butão, Maldivas, Bangladesh e Nepal.

O secretário disse que o fornecimento comercial da vacina começaria na sexta-feira, de acordo com o compromisso do primeiro-ministro Narendra Modi de que a capacidade de produção da Índia seriam usadas por toda a humanidade para combater a pandemia.

“Seguindo essa visão, respondemos positivamente aos pedidos de fornecimento de vacinas manufaturadas indianas de países de todo o mundo, começando pelos nossos vizinhos”, disse ele, referindo-se ao fornecimento gratuito.

“O fornecimento das quantidades comercialmente contratadas também começará a partir de amanhã, começando por Brasil e Marrocos, seguidos pela África do Sul e Arábia Saudita”, acrescentou.

Doses

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, declarou em entrevista coletiva na segunda-feira  que a conclusão da viagem para trazer um carregamento de vacinas importadas da Índia deveria ter uma resolução ainda “nesta semana”.

“Estamos contando com essas 2 milhões de doses para que a gente possa atender mais ainda a população”, informou Pazuello na ocasião.

Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro publicou em suas redes sociais sobre a decisão do governo da Índia de liberar as exportações de vacina contra a covid-19 e elogiou o trabalho do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e dos servidores do Itamaraty.

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Bolsonaro pode decretar “estado de defesa” para preservar estabilidade, diz Aras

Procurador-geral da República afirmou também que não se sente obrigado a avaliar ilícitos atribuídos ao presidente na gestão da pandemia

Aras
O Antagonista

Aras e os ilícitos de Bolsonaro na gestão da pandemia

“ Augusto Aras divulgou uma nota oficial para informar que não se sente obrigado a avaliar ilícitos atribuídos a Jair Bolsonaro na gestão da pandemia” , diz Josias de Souza.

“Num instante em que ressurge o debate sobre impeachment , anotou: ‘Eventuais ilícitos que importem em responsabilidade de agentes políticos da cúpula dos Poderes da República são da competência do Legislativo’.

No mesmo texto, Aras insinuou que o presidente pode decretar o ‘estado de defesa’, para preservar a ‘estabilidade institucional’ (…).

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Ig




Ministra pede informações ao governo sobre monitoramento de parlamentares e jornalistas

A ministra Cármen Lúcia requisitou informações da Secretaria de Governo (Segov) e da Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 765, ajuizada pelo Partido Verde (PV) para impedir a produção, pelo governo federal, de relatórios criados a partir do monitoramento de redes sociais de parlamentares e jornalistas.

Na decisão, a ministra solicita que as informações sejam enviadas, com urgência e prioridade, no prazo máximo e improrrogável de 48 horas. A medida foi tomada com base no artigo 10 da Lei das ADIs (Lei 9.868/1999), aplicável à ADPF. Segundo o dispositivo, salvo no período de recesso, a medida cautelar será concedida após a audiência dos órgãos ou autoridades responsáveis pela lei ou pelo ato normativo impugnado.

Liberdade de expressão

Na ADPF, o Partido Verde argumenta que o monitoramento de redes sociais de parlamentares e jornalistas é uma grave lesão ao preceito da liberdade de expressão, da manifestação do pensamento e do livre exercício profissional.

A ação baseou-se em matéria da revista Época que noticiou que pelo menos 116 parlamentares tiveram suas redes sociais monitoradas a pedido da Segov (105 deputados federais, nove senadores, uma deputada estadual e um vereador).

Segundo o partido, há, na prática, indícios de desvio de finalidade na contratação de empresa privada com verba pública, motivo pelo qual informa que o Ministério Público solicitou que o Tribunal de Contas da União (TCU) apure se a medida atende ao interesse público.

Leia mais:

4/12/2020 – Partido contesta monitoramento de parlamentares e jornalistas pela Presidência da República

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Defensor da Cloroquina, dono da Havan é internado com Covid-19

Empresário bolsonarista afirma ser a favor de medidas preventivas contra a doença com uso de medicamentos sem comprovação científica

Havan
Divulgação

Mãe e esposa do empresário também estão internadas em decorrência da doença

O empresário bolsonarista Luciano Hang foi internado no começo desta semana no Hospital Sancta Maggiore , no bairro do Morumbi, na capital paulista. Proprietário da rede de lojas Havan , Hang foi diagnosticado com Covid-19 e seu quadro de saúde é considerado estável.

A esposa do empresário, Andrea Hang, também foi testada positivo para a doença e está na enfermaria do hospital. No entanto, Regina Modesti Hang, de 82 anos, mãe de Luciano, está internada em estado grave na UTI da unidade.

Hang é um dos defensores de Jair Bolsonaro e segue fielmente as ideias propagadas pelo presidente. Dentre elas, o tratamento precoce para a Covid-19 com uso de medicamentos como a cloroquina, azitromicina e ivermectina. Entretanto, não há comprovação científica sobre a eficácia dos remédios no combate à doença.

O hospital conveniado a rede Prevent Senior informou que não pode passar as informações sobre seus pacientes. Em nota, a Havan disse não tem detalhes sobre a internação do empresário.

 




Fim da fila: Índia só enviará vacina ao Brasil após atender “vizinhos asiáticos”

Segundo informações, fontes do governo indiano defendem que países estrangeiros só devem ser atendidos em suas solicitações após imunização da população local e de outros países da região

Vacina
Reprodução

Governo indiano deve priorizar vizinhos antes de enviar vacina para outros continentes

Nos últimos dias, o Governo Federal fez um grande esforço para viabilizar a compra de milhões de doses da vacina contra a Covid-19 que está sendo produzida na Índia, mas acabou recebendo respostas negativas do governo indiano, que afirmou não ter condições de suprir a demanda brasileira no momento . Agora, novas informações apontam que o Brasil terá que “esperar na fila” para garantir o imunizante.

Segundo informações do jornal Times of India, autoridades do governo indiano planejam enviar as primeiras doses da vacina contra o coronavírus para seus “vizinhos asiáticos” nas próximas semanas. A ideia é oferecer as remessas para Nepal, Butão, Bangladesh, Myanmar, Sri Lanka, Afeganistão, Maldivas e Ilhas Maurício como uma forma de diplomacia, garantindo assim que todos consigam iniciar o processo de imunização.

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O primeiro carregamento, inclusive, seria entregue em um “gesto de boa vontade” da Índia e os países ficariam apenas com a necessidade de pagar os institutos que estão desenvolvendo as vacinas: o Serum ou o Bharat Biotech . Entre os indianos, a imunização começou no último sábado (16) e alcançou mais de 190 mil pessoas apenas no primeiro dia .

www.reporteriedoferreira.com.br    /Ig




“Nunca indiquei medicamentos a ninguém”, diz Pazuello sobre cloroquina

A informação, porém, contradiz ações do governo que, desde o início da pandemia no Brasil, investiu na produção e distribuição do remédio

Pazuello
Carolina Antunes/PR

Ministro da Saúde participou de entrevista coletiva nesta segunda-feira (18)

O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, disse nesta segunda-feira (18), nunca ter recomendado qualquer medicamento específico para tratamento preventivo da Covid-19. A informação, porém, contradiz ações do governo que, desde o início da pandemia no Brasil, investiu na produção e distribuição do remédio que não possui qualquer eficácia comprovada contra a infecção causada pelo coronavírus (Sars-CoV-2).

A afirmação do ministro da Saúde foi feita após ser questionado sobre a falta de menção à cloroquina ao faltar, em entrevista coletiva, sobre o suposto tratamento preventivo. “Você nunca me viu indicar este ou aquele medicamento contra à Covid-19. Eu nunca indiquei medicamentos a ninguém”, disse o ministro.

De acordo com reportagem publicada no sábado pela Folha de S. Paulo, o Ministério da Saúde conduziu uma força-tarefa para incentivar e distribuir comprimidos de cloroquina em Manaus. Segundo um ofício exposto pelo jornal, a orientação era de que os médicos envolvidos na ação realizassem rondas “para que seja difundido e adotado o tratamento precoce como forma de diminuir o número de internamentos e óbitos decorrentes da doença”.

Apesar das ações do governo federal e do Ministério, porém, Pazuello – que já chegou a afirmar ele próprio ter feito uso do tratamento com o remédio para tratar a própria infecção – reforça que o medicamento não está incluso nos protocolos de saúde contra a Covid-19.

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Diretor segue relatora e aprova uso de vacinas; falta um voto para liberação

Cinco diretores responsáveis pela análise; reunião começou às 10h e está sendo transmitida pelos canais digitais da Anvisa

CoronaVac e vacina de Oxford podem ser liberadas hoje pela Anvisa
André Biernath – Da BBC News Brasil em São Paulo

CoronaVac e vacina de Oxford podem ser liberadas hoje pela Anvisa

O diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Romisom Mota, acompanhou a relatora dos pedidos de uso emergencial da CoronaVac e da vacina de Oxford , Meiruze Freitas, e votou a favor da liberação para que os imunizantes possam ser utilizados emergencialmente. Falta apenas um voto para as liberações.

Anvisa analisa, neste domingo (17), os pedidos feito pelo Instituto Butantan e pela Fundação Oswaldo Cruz, que vai produzir no Brasil a vacina desenvolvida em parceria com farmacêutica AstraZeneca.

Os pedidos estão sendo analisados pela diretoria colegiada do órgão, composta por cinco pessoas — todas elas nomeadas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O encontro começou às 10h e está tendo transmissão ao vivo pelos canais digitais da Anvisa. Estão previstas até cinco horas de duração. Abaixo, acompanhe a reunião ao vivo.

Segundo a agência, é a primeira vez que o colegiado se reúne em um domingo. Para a aprovação definitiva os imunizantes precisam de pelo menos três votos a favor.

Quem são os responsáveis pela análise

Antonio Barra Torres – Diretor-presidente: contra-almirante da Marinha, é formado em medicina pela Fundação Técnico-Educacional Souza Marques. Fez residência em cirurgia vascular no Hospital Naval Marcílio Dias. Está na presidência da Anvisa desde novembro do ano passado e tem mandato até dezembro de 2024.

Meiruze Sousa Freitas – Segunda diretoria: servidora da Anvisa, foi adjunta de diretor, gerente geral de Toxicologia e gerente da área de medicamentos. Entrou na Anvisa em abril do ano passado.

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Arthur Lira, candidato de Jair Bolsonaro gastou dinheiro público em compra de gado e fazendas, diz PF

Agência Brasil 

Arthur Lira (PP-AL) teria usado dinheiro público para comprar gados e fazendas. Ele foi condenado por improbidade administrativa em 2ª instancia, mas recorre

O candidato à  presidência da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), usou dinheiro público para comprar gados e fazendas, segundo relatório da Operação Taturama, deflagrada em 2007 pela Polícia Federal.

O Político  apoiado por Jair Bolsonaro teria comprado duas fazendas em Pernambuco, em 2005 e 2007, que, somadas, valiam R$ 3,8 milhões.

O pagamento teria sido feito com os recursos desviados da Assembleia Legislativa de Alagoas. As informações são do jornal  O Globo

Lira foi condenado por improbidade administrativa em 2ª instancia, mas está recorrendo no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Outro processo da Receita Federal aponta que Arthur Lira também teria usado recursos do esquema criminoso para pagar empréstimos bancários entre 2005 e 2008. Os valores teriam sido arrecadados dos salários de laranjas e funcionários fantasmas de seu gabinete.