Entenda como a PEC da Imunidade garante foro privilegiado e enfraquece a Ficha Limpa

Entenda como a PEC da Imunidade garante foro privilegiado e enfraquece a Ficha Limpa
Foto: Adriano Machado/Crusoé

Além de restringir as hipóteses de prisão em flagrante e busca e apreensão sobre deputados e senadores, a proposta que amplia a imunidade parlamentar também garante a manutenção do foro privilegiado para eles e ainda enfraquece a Lei da Ficha Limpa.

O texto insere na Constituição o atual entendimento do Supremo que restringe o foro a “processos relativos a crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções parlamentares”.

A regra, porém, vai de encontro ao teor de outra PEC, que extingue de vez o foro privilegiado de todas as autoridades, incluindo parlamentares. Apesar de ter sido apresentada em 2017, a proposta nunca foi pautada para votação no plenário da Câmara.

A PEC da Imunidade foi apresentada hoje e já entrou na pauta da sessão deliberativa.

Além de garantir o foro privilegiado para casos relacionados ao mandato, a proposta também diz que somente o STF poderá autorizar buscas e apreensões nos gabinetes e residências dos parlamentares, mesmo de investigações não relacionadas ao mandato e que tramitarem na primeira instância. O afastamento do mandato, hoje permitido, fica proibido.

Medidas que restrinjam o exercício do mandato não poderão ser decretadas por um único ministro do STF, como ocorre atualmente, e só terão validade se forem confirmadas pelo plenário da Corte.

Quanto à Ficha Limpa, o texto da PEC da Imunidade estabelece que os políticos condenados só ficarão inelegíveis “com a observância do duplo grau de jurisdição”. A lei diz que, para impedir um político de se candidatar, basta que a condenação seja feita por um órgão colegiado.

Com isso, a lei garante que, nos casos em que um processo contra um político se inicia num tribunal — onde ele é julgado por um grupo de magistrados (como na maioria dos casos, em razão do foro privilegiado) –, basta uma condenação para barrá-lo das eleições.

Com a PEC, essa condenação deverá ser confirmada numa instância superior para que ele fique inelegível.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Antagonista




“Rachadinhas”: Quinta Turma do STJ anula quebra de sigilo de Flávio Bolsonaro

Defesa de Flávio Bolsonaro pede, também, anulação do relatório do Coaf que acusou movimentações do ex-assessor Fabrício Queiroz e derrubar decisões tomadas antes da Justiça reconhecer o foro privilegiado do senador

Flávio Bolsonaro, investigado no caso das
Beto Barata / Agência Senado

Flávio Bolsonaro, investigado no caso das “rachadinhas”

Os Ministros da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) votaram, nesta terça-feira (23), a favor de um pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) para anular a quebra de sigilo fiscal e bancário do  filho do presidente Jair Bolsonaro no caso das “rachadinhas”.

As decisões anuladas foram autorizadas em abril de 2019 pelo juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal, do Tribunal de Justiça (TJ) do Rio, e se estendia a cerca de cem pessoas e empresas suspeitas de envolvimento no esquema de desvio de recursos do gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Os votos favoráveis ​​a Flávio partiram dos ministros João Otávio Noronha, Reinaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas e Joel Ilan Parcionik. Os três divergiram do ministro Felix Fischer, relator do caso, que optou por negar o pedido da defesa e foi pelos colegas do colegiado.

Declarada nula, a decisão pode impactar outros procedimentos utilizados pelo Ministério Público (MP) do Rio na investigação sobre a devolução de salários de ex-funcionários de Flávio, que resultou em denúncia oferecida contra o político e outras 16 pessoas em outubro do ano passado. A quebra de sigilo colheu informações que serviram como base para a autorização de outras diligências para o caso.

Os cinco ministros da Quinta Turma analisam nesta terça-feira três pedidos de habeas corpus encarregados dos advogados de Flávio no ano passado.

Além da quebra de sigilo, já analisada pelo colegiado, também estão em discussão relatórios emitidos pelo Conselho de Controle de Atividade Financeira (Coaf) com dados do parlamentar e a totalidade das decisões de Itabaiana, que causou o impacto do caso em junho do ano.

www.reporteriedoferreria.com.br    Por Agência O Globo 




Enem será reaplicado nesta terça-feira (23) e quarta-feira (24)

Prova vale para os alunos que estavam infectados pela covid-19 ou por outras doenças contagiosas e para os que tiveram problemas logístico

Exame Nacional do Ensino Médio 2020
Agência Brasil

Exame Nacional do Ensino Médio 2020

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 será aplicado na terça-feira (23) e na quarta-feira (24) para candidatos que tiveram as provas canceladas por conta do agravamento da pandemia do novo coronavírus, para aqueles que não puderam fazer o exame por estarem com sintomas da covid-19 ou de outra doença infectocontagiosa e para os participantes prejudicados por questões logísticas.

O Enem 2020 regular foi aplicado nos dias 17 e 24 de janeiro no formato impresso, e nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro no formato digital. Agora, será aplicado o Enem PPL (Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade e Jovens sob Medida Socioeducativa que inclua privação de liberdade).

Na mesma data, as provas serão reaplicadas aos candidatos do Enem regular, tanto do impresso quanto do digital, que tiveram os pedidos aprovados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira ( Inep ).

Prevista no edital, a reaplicação do Enem pode ser solicitada por participantes que se sentiram prejudicados por conta de algum problema logístico, como falta de luz no local de prova. Neste ano, por conta da pandemia, puderam também pedir a reaplicação os participantes que apresentaram sintomas de covid-19 ou de outra doença infectocontagiosa.

Também por conta da pandemia , a aplicação do Enem regular foi suspensa no estado do Amazonas, onde mais de 160 mil estudantes fariam a prova, em Rolim de Moura (RO), onde estavam inscritos 2.863 e em Espigão D’Oeste (RO), com 969 inscritos. Esses participantes poderão fazer o Enem também na data da reaplicação.

Os horários de aplicação serão os mesmos do Enem regular. Os portões abrem às 11h30 e fecham às 13h. A prova começa a ser aplicada às 13h30. No primeiro dia, os participantes farão a redação e as provas objetivas de linguagens e ciências humanas. O tempo de prova é 5h30. No segundo dia, terão cinco horas para resolver as questões de matemática e ciências da natureza.

Desde a última sexta-feira (19), está disponível o cartão de confirmação com os locais de prova da reaplicação do Enem 2020 na Página do Participante. No cartão também constam o número de inscrição, data, hora das provas, opção de língua estrangeira e atendimento especializado ou tratamento por nome social, caso essas solicitações tenham sido feitas e aprovadas. Apesar de não ser obrigatório, o Inep recomenda que os participantes imprimam o cartão de confirmação e levem nos dias do exame.

Os resultados finais, tanto do Enem digital quanto do Enem impresso e da reaplicação, serão divulgados no dia 29 de março.  As notas do Enem poderão ser usadas para ingressar no ensino superior e para participar de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni), e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

www.reporteriedoferreira.com.br      Por Agência Brasil




Jungmann diz ao STF que Bolsonaro quer armar a população para guerra civil

Em carta aberta aos ministros do STF, Raul Jungmann, ex-ministro da Segurança Pública, afirmou que os decretos de Jair Bolsonaro que facilitam o acesso a armas estimulam uma guerra civil no país.

Ao pedir o veto às iniciativas do presidente, Jungmann afirma ainda que o Brasil poderá repetir cenas como a invasão do Capitólio americano.

É inafastável a constatação de que o armamento da cidadania para ‘a defesa da liberdade’ evoca o terrível flagelo da guerra civil, e do massacre de brasileiros por brasileiros, pois não se vislumbra outra motivação ou propósito para tão nefasto projeto”, diz em texto ao qual a Folha teve acesso.

Ao longo da história, o armamento da população serviu a interesses de ditaduras, golpes de Estado, massacre e eliminação de raças e etnias, separatismos, genocídios e de ovo da serpente do fascismo italiano e do nazismo alemão”, escreveu.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Antagonista




‘Na semana que vem teremos mais’, diz Bolsonaro sobre mudanças em cargos

Presidente confirmou ontem (19) mudança no comando da Petrobras; general Silva e Luna irá assumir

Presidente Jair Bolsonaro
O Antagonista

Presidente Jair Bolsonaro

Durante cerimônia realizada em Campinas (SP) na Escola Preparatória de Cadetes, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou em pronunciamento oficial que novas mudanças em cargos públicos estão por vir . Na última sexta-feira (19), Bolsonaro indicou o general Silva e Luna para o comando da Petrobras.

“Eu tenho que governar. Trocar as peças que, porventura, não estejam dando certo. E se a imprensa está preocupada com a troca de ontem [na Petrobras], na semana que vem teremos mais. O que não falta para mim é coragem para decidir, pensando no bem maior da nossa nação”, disse Bolsonaro.

O general Silva e Luna substituirá Roberto Castello Branco, que ocupa a presidência da estatal desde 2018. A troca já era esperada devido, entre outros motivos, à política de preço dos combustíveis.

Joaquim Silva e Luna é o atual diretor da hidroelétrica Itaipu Binacional. Ele ocupou o cargo em 2018 logo após a posse do presidente Bolsonaro . “O governo decidiu indicar o senhor Joaquim Silva e Luna para cumprir uma nova missão, como conselheiro de administração e presidente da Petrobras, após o encerramento do ciclo, superior a dois anos, do atual presidente, senhor Roberto Castello Branco”, diz a publicação do governo.

Reação do mercado

O mercado recebeu com temor a notícia de que Bolsonaro faria alterações na Petrobras. Na sexta-feira, logo na abertura do pregão, as duas ações da Petrobras negociadas no Índice Bovespa – PETR3 e PETR4 – registraram queda acentuada na Bolsa de Valores de São Paulo. A preferencial PETR4 fechou o dia com queda de 6,6%, enquanto a ordinária PETR3 encerrou a sexta-feira com baixa de quase 8%.

www.reporteriedoferreira.com.br/ Ig




Vacinação contra Covid-19; HNSN decide entregar documentação solicitada

Os Ministérios Públicos (Federal, Estadual e do Trabalho) obtiveram acordo parcial na ação ajuizada perante a 2ª Vara da Justiça Federal para garantir correção de procedimentos na identificação de trabalhadores de saúde na vacinação; maior transparência do processo de imunização, para fins de controle social; e também garantir que sejam priorizados os idosos na atual fase de imunização. Foram mais de cinco horas de debates em audiência de conciliação realizada nessa sexta-feira (19).

Foi firmado acordo parcial sobre alguns pontos da ação, tendo o município de João Pessoa, em concordância com o Ministério Público, se comprometido a exigir documentos de identificação de quem eventualmente se apresente como “trabalhador da saúde” para ser imunizado. O Hospital Nossa Senhora das Neves concordou com a entrega de documentos requisitados pelos órgãos ministeriais e pela Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa quanto às pessoas vacinadas vinculadas ao hospital.

Participaram da audiência representantes da União, do Governo da Paraíba, da Prefeitura de João Pessoa e do Hospital Nossa Senhora das Neves S/A.

Conforme esclarecido na audiência, a grande abrangência de imunização dos trabalhadores da saúde permitiu até mesmo vacinação de agentes de endemias do Centro de Zoonoses da capital. Considerando que o índice de mortalidade do segmento idoso é muito superior ao de qualquer outro, os órgãos ministeriais destacam que a diretriz do plano nacional de imunização indica a necessidade de equilibrar essa desproporção gritante e priorizar doravante os idosos. Segundo dados do Portal da Transparência municipal, já foram vacinados 20.707 trabalhadores de saúde (87,97% do total das doses no município) e 2.452 pessoas idosas (10,41% do total das doses no município).

Linha de frente garantida

Na audiência, a juíza federal esclareceu diversas vezes que trabalhadores da linha de frente de combate à pandemia não tiveram seu atendimento comprometido, inclusive aqueles que, por algum motivo (afastamento temporário, por exemplo), tenham deixado de se vacinar anteriormente. Para esses trabalhadores, a imunização está garantida, conforme previsto no plano nacional de imunização. Em decisão liminar, proferida na última segunda-feira (15), a Justiça Federal atendeu petição dos órgãos ministeriais e garantiu prioridade de vacinação contra a covid-19 para o público idoso, a partir de 60 anos, conforme escalonamento previsto no plano de imunização.

Os membros dos MPs também esclareceram que não se opõem à vacinação de eventual integrante desse grupo de linha de frente que ainda não tenha sido imunizado, mas ressaltaram que não poderiam concordar com a suspensão da vacinação, atualmente em curso, de idosos com mais de 85 anos (em cumprimento à decisão judicial) para que em seu lugar sejam vacinados trabalhadores de saúde que se expõem a risco muito mais reduzido de adoecimento e morte que os da linha de frente de combate à pandemia.

Objetivo é reduzir mortalidade

O secretário de estado da Saúde concordou com o pedido dos órgãos fiscais da lei e destacou que não poderiam ser comparados riscos de trabalhadores de UTI covid (já vacinados em João Pessoa) com outros que não têm contato direto com a linha de frente da pandemia. O secretário reiterou que o objetivo maior da priorização de grupos é reduzir mortalidade e não transmissibilidade. Segundo ele, um atraso de mês na vacinação de idosos pode significar um elevado saldo evitável de mortes (o que não ocorre no caso dos trabalhadores ainda não vacinados).

O Governo da Paraíba concordou que não haja, neste momento inicial, vacinação de profissionais da educação, devendo ser priorizados os idosos; e reconheceu também que trabalhadores de saúde que não atuam na linha de frente do combate à covid-19 não devem ser imunizados neste momento inicial, mesmo os servidores da própria Secretaria de Estado da Saúde.

Com esse posicionamento, o estado da Paraíba foi excluído do processo.

Divergência do município

Embora, conforme sustentado no pedido do Ministério Público, os idosos tenham prioridade assegurada por lei (artigo 3º e outros da Lei 10741/2003) e não apenas no Plano Nacional de Imunização, em razão de sua alta vulnerabilidade e taxa de morbimortalidade, o município de João Pessoa resolveu manter a vacinação de parte dos trabalhadores de saúde em sentido amplo, com percentual de doses enviadas pelo Ministério da Saúde.

Outros estados, a exemplo do Rio de Janeiro, Pernambuco, Alagoas, Distrito Federal, Rondônia, Ceará, Acre e Amazonas, já promoveram a priorização pretendida pelos MPs, como permite o plano nacional de imunização, visto que as doses remetidas pelo Ministério da Saúde devem distribuídas conforme peculiaridades locais. Os municípios de Bayeux (PB) e Campina Grande (PB) também já garantiram a prioridade às pessoas idosas na vacinação.

A partir de agora, aguarda-se decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região em recurso interposto pelo município. Os órgãos ministeriais devem concluir as investigações para propor pedidos principais sobre o caso.




Por 364 votos a 130, Câmara decide manter na prisão o deputado Daniel Silveira

A Câmara dos Deputados decidiu nesta sexta-feira (19) manter a prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), preso por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Foram 364 votos a favor da manutenção da prisão, 130 contra e 3 abstenções — para a aprovação do parecer da relatora, deputada Magda Mofatto (PP-GO), que recomendou manter preso o parlamentar, eram necessários pelo menos 257 votos (maioria absoluta; metade mais um) dos 513 deputados.

Silveira foi preso em flagrante na noite de terça-feira (16) no Rio de Janeiro pela Polícia Federal após divulgar um vídeo no qual fez apologia ao AI-5, instrumento de repressão mais duro da ditadura militar, e defendeu a destituição de ministros do STF. As reivindicações são inconstitucionais.

A prisão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, foi confirmada por unanimidade pelo plenário da Corte e mantida após audiência de custódia.

A Constituição prevê, no entanto, que a prisão em flagrante de parlamentar deve ser submetida ao plenário da Câmara para que decida se a mantém ou não.

‘Daniel Silveira transformou o mandato em plataforma de discurso de ódio’, diz relatora

plataforma de discurso de ódio’, diz relatora

Relatora

Em seu parecer, a relatora do caso, deputada Magda Mofatto (PSL-GO), defendeu a manutenção da prisão do parlamentar. “Meu voto é pela preservação da eficácia da decisão proferida pelo ministro Alexandre de Moraes […] e confirmada à unanimidade pelo plenário do STF”, afirmou.

Na avaliação dela, Silveira usa o mandato como “plataforma para propagação do discurso do ódio”.

“Temos entre nós um deputado que vive a atacar a democracia e as instituições e transformou o exercício do seu mandato em uma plataforma para propagação do discurso do ódio, de ataques a minorias, de defesa dos golpes de estado e de incitação à violência contra autoridades públicas”, disse.

Ela destacou que nenhuma autoridade está “imune à crítica”, mas que é preciso separar a crítica contundente do “verdadeiro ataque às instituições democráticas”.

“Nenhuma autoridade, é preciso deixar claro, está imune à crítica, seja ela o presidente da República, os presidentes das casas dos poderes legislativos, os parlamentares, os ministros do STF, os magistrados ou os membros do Ministério Público, mas é preciso traçar uma linha e deixar clara a diferença entre a crítica contundente e o verdadeiro ataque às instituições democráticas”, afirmou a deputada.

"Peço desculpas a todo Brasil. Um momento passional", diz deputado Daniel Silveira

Defesa

Em sua defesa, Daniel Silveira pediu desculpas pelo ato diversas vezes e afirmou estar arrependido.

“Já disse que me arrependi. E me arrependi, de fato. Não estou sendo demagogo ou hipócrita. Já solicitei aos pares a desculpa, a quem se sentiu ofendido. E também pedi desculpas a todo o povo brasileiro, que assim se sentiu ofendido”, disse o deputado por vídeo da prisão onde se encontra, no Rio de Janeiro.

Ele também apelou aos colegas que “não relativizem” a imunidade parlamentar. “Pode abrir precedências catastróficas”, disse Silveira.

Pró e contra

Durante a sessão, vários deputados se manifestaram sobre a situação de Daniel Silveira.

Fernanda Melchionna (PSOL-RS) defendeu a manutenção da prisão do deputado.

“Eu acho que o relatório da deputada Magda apontou bem vários ataques às liberdades democráticas cometidos pelo Daniel Silveira. Portanto, nós do PSOL votaremos e lutaremos pela manutenção da prisão desse criminoso delinquente. Votaremos também no Conselho de Ética. Aliás, representamos já pela cassação do seu mandato”, disse a parlamentar gaúcha.

Bibo Nunes (PSL-RS) discursou favoravelmente à soltura do colega de partido.

“Não estamos julgando o que ele falou. Ele mesmo disse que errou. Estamos aqui para dizer se a prisão é certa ou errada. Na minha opinião, essa prisão é totalmente despótica, autoritária”, disse Nunes.

Deputado Daniel Silveira reconhece que se excedeu e pede desculpas

Camarotti: ‘A ideia é dar um freio nesse grupo de deputados bolsonaristas raiz’Gabeira: ‘Na Câmara, Bolsonaro defendeu o fuzilamento de FHC e nada aconteceu com ele’

www.reporteriedoferreira.com.br  Por G1



Ré no TRE e alinhada a Bolsonaro; conheça a relatora do caso Daniel Silveira

Deputada Magda Mofatto defendeu no plenário a manutenção da prisão do deputado

Magda Mofatto (PL-GO) é a relatora do caso do deputado preso
Lucio Bernardo Júnior/Câmara dos Deputados

Magda Mofatto (PL-GO) é a relatora do caso do deputado preso

Na manhã desta sexta-feira (19), o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) anunciou Magda Moffato (PL-GO) como relatora do caso do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) , que passa por julgamento na Casa.

A indicação da deputada foi encarada como uma surpresa pelos parlamentares, já que a expectativa era de que o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) ficasse com a relatoria, contudo, a vaga ficou com Magda.

Em entrevista dada em 2018, Moffato declarou ter sido cotada para integrar a chapa de Jair Bolsonaro como vice. Segundo dados do Radar do congresso, a parlamentar votou em 96% das vezes alinhada a propostas do governo federal.

Com um patrimônio de R$ 21 milhões , ela figura na ‘liderança’ entre as deputadas mais ricas do Congresso Nacional.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Ig




Secretário revela que pacientes cada vez mais jovens têm ocupado leitos covid

 

Com o aumento na taxa de ocupação de leitos covid em João Pessoa, o secretário municipal de Saúde, Fábio Rocha, em entrevista à emissora de rádio de João Pessoa, reforçou a necessidade de que toda população cumpra os protocolos de prevenção contra a covid-19. Rocha cobrou dos jovens mais responsabilidades diante da pandemia, que ainda não acabou.

O secretário explicou que teve início na última segunda-feira (15) o aumento do número de leitos de UTIs’s e enfermarias, já pensando no reflexo das aglomerações registradas nas festividades do Ano Novo e do Natal. “Os números mostram preocupação. Há evidências que a doença está aumentando a sua efetividade e nós já estamos trabalhando um quadro de, daqui a aproximadamente 15 ou 20 dias, tenhamos os efeitos das aglomerações que aconteceram nos dias que seriam de carnaval”, revelou.

Fábio Rocha garantiu que a Prefeitura Municipal de João Pessoa não irá hesitar em adotar medidas restritivas, a exemplo de voltar a fechar alguns segmentos. “As pessoas têm que começar a pensar não só no seu umbigo. Cada pessoa precisa ser responsável por ela e pelos outros”, cobrou o secretário.

Além dos procedimentos que, segundo Fábio Rocha, têm sido cobrados a todo momento pelo poder público, como o uso da máscara, a não aglomeração e a higiene das mãos, é preciso que as pessoas entendam, segundo ele, que esses protocolos deverão continuar mesmo após a vacina. “As pessoas parecem estar brincando. Pensando que a vacina vai chegar e vai curar tudo. De jeito nenhum. Mesmo depois de vacinado, mantenha todos os cuidados. A covid é uma doença surpreendente. As vezes sem sintomas, mas as vezes não. Por quê o colapso? porque as pessoas mais jovens começaram a adoecer e, possivelmente, por terem mais resistência, estão passando mais tempo nos leitos, os ocupando mais demoradamente”, afirmou.

www.reporteriedoferreira.com.br     PB Agora

 




Saiba como será a votação que definirá se Daniel Silveira continua preso

Sessão começa às 17h

Deve durar até as 22h30

Votação será aberta

Tendência é manter prisão

O deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) está preso desde a noite de 3ª feira (16.fev), depois de ter gravado vídeo em que faz ataques contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal)Vinicius Loures/Câmara dos Deputados – 27.ago.2019

A Câmara decide, nesta 6ª feira (19.fev.2021), se o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) continuará preso.

O congressista está detido desde a noite de 3ª feira (16.fev), depois de ter gravado vídeo em que faz ataques contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). A prisão do congressista foi mantida pelo juiz auxiliar Airton Vieira, do STF, em audiência de custódia realizada nessa 5ª feira (18.fev.2021).

Poder360 explica como será a votação:

  • Horário: a sessão terá início às 17h. A previsão é que dure até as 22h30.
  • Medida cautelar: a decisão do STF de prender o congressista será lida pelo relator do caso, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP).
  • Apresentação inicial de Daniel Silveira: defesa do congressista poderá falar por até 15 minutos.
  • Parecer do relator: o tucano lerá seu parecer. Sampaio já declarou ser a favor da manutenção da prisão. Em video, disse que a “imunidade parlamentar e liberdade de expressão não dão salvo-conduto para atacar a democracia e ameaçar quem quer que seja”.
  • Defesa de Daniel Silveira: poderá falar por mais 15 minutos para rebater o parecer do deputado Carlos Sampaio.
  • Discussão do assunto: 3 deputados pró e 3 contra a prisão poderão falar por até 3 minutos.
  • Fim da discussão: a defesa do deputado poderá se manifestar, pela última vez, por até 15 minutos.
  • Votação: vai a voto o parecer do deputado Carlos Sampaio. Dois deputados falam a favor e dois contra o relatório. Cada um terá até 3 minutos. A votação é realizada. Será híbrida (presencial e à distância). Os votos serão abertos –divulgados no painel eletrônico. Para manter a prisão de Daniel Silveira, são necessários, ao menos, 257 votos de 513 deputados (maioria absoluta da Câmara).

Representantes das bancadas partidárias se reuniram nessa 5ª feira (18.fev) na casa do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para discutir o assunto. A reunião teve clima desfavorável a Silveira. Só 5 partidos (PSL, PSC, Pros, Podemos e Novo) se manifestaram contra a detenção Têm, juntos, 92 deputados. Mas não haveria unanimidade nessas legendas.

Deputados ouvidos pelo Poder360 acham improvável a Câmara votar pela libertação de Silveira. Isso causaria desgaste com o STF.

www.reporteriedoferreira.com.br Por Poder360