Momento da pandemia melhorou, mas transmissão do vírus segue alta, diz Beltrami
A Paraíba passa por um momento de alívio nas internações e ocupação de leitos de covid-19, mas a transmissão do vírus ainda segue alta. O alerta foi feito nesta quarta-feira (23) pelo secretário executivo de Saúde do Estado, Djalma Beltrami.
“Estamos vivenciando um momento de melhoria, mas a transmissão segue alta. Temos a experiência do dia das mães que foi muito preocupante o que aconteceu. Todos queremos dias melhores, mas para colaborar com isso é preciso ficar em casa, com quem mora com você. Não organize festas, nem traga pessoas de fora. Vamos aguardar o São João de 2022 para todos estarem juntos”, argumentou Beltrami.
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Bolsonaro exonera Ricardo Salles do cargo de ministro do Meio Ambiente
O presidente Jair Bolsonaro exonerou o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. A exoneração foi publicada no “Diário Oficial da União” e informa que a exoneração foi a pedido de Salles.
No mesmo decreto, Bolsonaro nomeou Joaquim Alvaro Pereira Leite como novo ministro do Meio Ambiente.
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Eduardo Bolsonaro é proibido de postar no Facebook após compartilhar vídeo falso
Vídeo foi publicado por seu pai, Jair Bolsonaro; punição dura uma semana
Agência Brasil
Deputado federal Eduardo e presidente Jair Bolsonaro
O Facebook proibiu o deputado federal Eduardo Bolsonaro de publicar ou comentar na rede social por sete dias depois que ele compartilhou um vídeo falso. O conteúdo foi publicado pelo presidente Jair Bolsonaro e diz que o Tribunal de Contas da união (TCU) aponta que 50% das mortes por Covid-19 não aconteceram, de fato, pela doença. A informação foi desmentida pelo TCU e retratada pelo presidente na última semana.
De acordo com a coluna Grande Angular, do Metrópoles, a punição do Facebook ocorreu porque a rede social afirma que não permite informações falsas que podem causar danos físicos, incluindo dados que “organizações de saúde reconhecidas afirmam poder induzir pessoas a acreditar em formas incorretas de cura ou prevenção de doenças ou que podem desencorajar a procura por tratamento médico”.
Ainda segundo a coluna, Eduardo Bolsonaro entrou na Justiça para reverter as restrições impostas pelo Facebook. A defesa do deputado alegou que o vídeo é “mera reprodução dos atos da vida pública” do presidente Bolsonaro e que o “castigo” da rede social foi aplicado “sem dar a este [Eduardo Bolsonaro] a possibilidade de defesa, cerceando direito alheio de maneira unilateral e autoritária”.
Para Karina Kufa, advogada de Eduardo, os parlamentares possuem imunidade em suas declarações e, por isso, fica “evidente que a imposição de restrições ao exercício do uso das redes sociais fere a inviolabilidade civil de manifestação que os parlamentares gozam, já que, inequivocamente, as mídias sociais são instrumento de extensão do mandato parlamentar, na medida em que utilizados como canal de comunicação entre o deputado e os cidadãos brasileiros por si representados”.
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“Está provado que o Brasil não quis comprar vacina”, afirma Omar Aziz
Presidente da CPI da Covid disse que a investigação do chamado ‘gabinete paralelo’ está entre os próximos passos da Comissão e deve ser resolvido nas oitivas da próxima semana
Jefferson Rudy/Agência Senado
Senador Omar Aziz (PSD-AM)
O senador Omar Aziz (PSD-AM) , presidente da CPI da Covid no Senado, deu detalhes sobre os próximos passos da Comissão, falou sobre a falta de cilindros de oxigênio que gerou colapso na saúde de Manaus (AM) no início do ano e também clamou ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que “pelo amor de Deus, compre vacinas”.
Aziz se emocionou ao falar sobre a morte do irmão , o empresário Walid Aziz, em janeiro deste ano devido à Covid-19 e reforçou a importância da vacinação contra a doença e do trabalho da Comissão em investigar as ações e omissões do governo federal no combate à pandemia. “Não é vingança, eu procuro justiça”, afirmou. “Àqueles que acharam que a CPI ia dar em pizza, se enganaram, porque nós já chegamos aos responsáveis pela não compra das vacinas”, afirmou.
Além disso, o senador também afirmou que as sessões da próxima semana devem provar a existência do chamado ‘gabinete paralelo’, que teria orientado o presidente Bolsonaro em relação ao uso de medicamentos sem comprovação científica no combate à Covid-19 .
Confira abaixo os melhores momentos da entrevista:
O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello foi convocado a depor novamente à CPI sob muitas acusações de ter mentido e tentado, de certa forma, “blindar” o presidente Jair Bolsonaro. Como o senhor avalia os dois dias de depoimento do Pazuello à Comissão?
O Pazuello conseguiu, de cada fato que aconteceu, criar uma versão de um fato que ele mesmo disse: “Um manda e o outro obedece”. Simples assim, e rindo, de uma forma jocosa em relação às famílias que perderam pessoas pela Covid.
Todos nós, não ha exceção no Brasil, que não tenham perdido um familiar, um amigo, um vizinho ou alguém que conhecêssemos, todos nós tivemos esse tipo de perda. Infelizmente isso aconteceu. Então não foi uma mentira, foram várias mentiras ao longo do depoimento dos dois dias e, infelizmente, ele estava munido de um habeas corpus e nada podemos fazer.
Não adianta ali desrespeitar a pessoas, isso não vai resolver, não e uma forma que resolve, o que resolve é buscar a verdade, o que houve, o que está acontecendo, por que nós, um pais tão grande, não tivemos acesso às vacinas e hoje está comprovado que o governo nunca quis comprar vacina, ele apostou em imunidade de rebanho e em um tratamento precoce, pior, divulgando isso sem acompanhamento médico e isso comprometeu muitas vidas.
No depoimento à CPI, Pazuello chegou a pedir desculpas por não ter usado máscara de proteção contra a Covid-19 na ocasião em que foi visto em um shopping de Manaus, mas no final semana seguinte, o general participou de um ato no Rio de Janeiro ao lado de Bolsonaro e não usou máscara novamente. O senhor acredita que existam contradições entre as falas e as ações dele?
Várias, não só essa, por isso a gente afirma que não estamos dizendo algo sem o fato concreto, ele [Pazuello] mente. Aquilo lá é o verdadeiro “motoqueiros do apocalipse”, está morrendo um monte de gente e o cara diz que aquilo não era um ato político, era o que aquilo ali?
“Vamos passear de moto e fechar todas as ruas do Rio de Janeiro, porque eu sou o presidente eu mando e faço o que quiser?”, coloca mil policiais para dar segurança e fazer um passeio a troco de quê? Por que o presidente quer passear de moto? Fechar uma cidade para ele andar de moto enquanto morre gente.
Aí vem um general de três estrelas e dá essa desculpa esfarrapada para o comando do exército. Ou ele está muito confiante que o Bolsonaro irá protegê-lo, ou ele menospreza a inteligência de generais acima dele no exército brasileiro.
Se você disser para mim que esse passeio foi para arrecadar alimento para o povo que está passando fome, vacina para quem não teve acesso, para conscientizar o povo brasileiro que vivemos um momento difícil é uma coisa, mas não, foi a troco de quê? Festejar o quê?
Aquilo lá não era um cortejo fúnebre de apoio a alguma coisa, aquilo era um cortejo para o ego do presidente, e ali se dispõe um palanque sem máscara com o ex-ministro, que é tratado como herói porque mentiu. Em vez de nos proteger, que é o papel das Forças Armadas, de proteger o povo brasileiro, ele protegeu o Bolsonaro.
O vice-presidente da Comissão, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse que Pazuello já é um “candidato a ser indiciado” pela CPI. O senhor concorda com essa afirmação?
Olha, com o depoimento da Pfizer e do Butantan, não tem mais o que falar sobre o descompromisso em comprar vacinas, que levou ao óbito de milhares de pessoas.
No depoimento do Dimas Covas, ele afirmou que se o governo brasileiro tivesse feito um contrato, ele disse o seguinte: “Nós estivemos em uma reunião e oferecemos 60 milhões de vacinas e eles não deram atenção. Depois, em uma reunião entre o Ministério da Saúde e o Butantan, ficou acertada a compra de 48 milhões de vacinas. No dia seguinte, o presidente, pelas redes sociais, disse, atacando, que quem mandava era ele e que não ia comprar a ‘vachina’ chinesa , e esculhambou a China”.
(Depois dissso) pararam as negociações, após anunciá-las. O próprio ministro (Pazuello) disse que essas eram as “vacinas brasileiras”, e depois ele vai à CPI e diz que o presidente nunca o atrapalhou.
A gente em uma guerra, morrendo gente, e o ministro da saúde dizendo que não falava com o presidente. Eu fui governador, se tinha uma rebelião no presídio eu ligava 50 vezes para o secretário de segurança, eu ficava o tempo todo acompanhando. Se eu fosse o presidente, tinha me mudado para o Ministério da Saúde, ligado para as principais lideranças do mundo e dito que queremos vacinas, mas o Bolsonaro não fez isso em momento algum.
E não adianta nós imunizarmos as pessoas de outra forma que não seja com as duas doses de vacina. Àqueles que acharam que a CPI ia “dar em pizza”, se enganaram, porque nós já chegamos aos responsáveis pela não compra das vacinas.
Em uma live na última quinta-feira (27), o presidente Jair Bolsonaro pediu ao senhor “pelo amor de Deus, encerra logo essa CPI”. Você acredita que ele tenta descredibilizar os trabalhos feitos na Comissão? Por qual motivo?
Naquela conversa que ele teve com o senador Kajuru , ele disse “vamos transformar esse limão em uma limonada”, tanto é que, no outro dia, o senador Eduardo Girão entra com uma nova CPI pedindo para investigar governadores e prefeitos, para tentar conturbar.
Então, o presidente do Senado (Rodrigo Pacheco) apensou, e ficou uma CPI que tem que investigar a omissão do governo federal, falta de oxigênio no estado do Amazonas e a investigação dos governadores e prefeitos. Por isso, a gente teve que adotar o critério de convocar os que tivessem sido denunciados pela Polícia Federal.
Agora, ele pedir para acabar a CPI, lógico que vai acabar um dia, mas ela só tem um mês, ainda faltam dois, e após isso eu atenderei ao pedido do presidente. Isso se tivermos investigado tudo e ela não for prorrogada. Agora eu quero fazer um apelo ao presidente: Pelo amor de Deus, compre vacina. Se o presidente colocar 500 milhões de doses para vacinar com duas doses cada brasileiro, acaba a CPI. Mas, enquanto isso, não irá acabar.
Como o senhor avalia os ataques do presidente Bolsonaro contra o senhor, até mesmo em relação à sua atuação na saúde do estado do Amazonas quando ainda era governador?
O presidente veio inaugurar uma ponte de 18 metros, conhecida no estado do Amazonas como ‘pinguela’. Eu inaugurei uma ponte de 3 km, olha a diferença, é a ponte que cruza o Rio Negro.
Eu não vi ele construir um hospital de campanha descente neste pais, eu construí o hospital Delphina Aziz, que me honra muito ter colocado o nome da minha mãe, que é hospital referência no Brasil no tratamento da Covid. Eu criei o melhor programa social da história do Amazonas para deficientes físicos. Eu tive uma filha deficiente que faleceu aos 17 anos e eu sei o sofrimento que foi para cuidar dela, e eu tinha condições.
Eu propus que, se um dia eu chegasse ao governo, ia fazer isso ao povo que não tinhas as mesmas condições que eu. Além disso, fui o governador mais bem avaliado e votado da história do Amazonas, então eu tenho um legado.
Eu fiz o meu papel na saúde, e quando aconteceu esse fato, eu não era mais governador, eu já era senador da república, mas as questões politicas levaram a isso. Então, presidente, eu não contribuí com o assassinato e morte de ninguém, eu fiz aquilo que era possível para salvar vidas.
Em 4 anos [como governador] eu entreguei 30 mil casas, ele (Bolsonaro) não consegue entregar isso. Agora, em vez de me esculhambar, porque não vai e compra vacina? É o que nós queremos, mas é o papel dele, do “robô” dele me esculhambar.
Eu estou com a consciência tranquila, tentando fazer o meu melhor pelo Brasil e pelo meu estado que sofreu muito com a pandemia, porque só eu sei, e eu estava aqui e sou um político há muitos anos.
Minha primeira eleição foi em 1988, e antes eu já fazia politica estudantil, lutei contra a ditadura, fiz aquilo que qualquer jovem tinha que fazer na vida, e eu sei quantas pessoas me mandaram mensagem pedindo “pelo amor de deus, salve meu pai e minha mãe que não tem oxigênio” e você não poder fazer nada, porque não tinha oxigênio para salvar as pessoas.
Cerca de duas semanas atrás, senadores membros da CPI encaminharam à Polícia Federal ameaças que receberam por mensagens nas redes sociais e pelo WhatsApp. O senhor também foi vítima disso? Como enxerga essas ameaças aos parlamentares?
Toda hora, mas fazer o quê? Eu ando na rua sem segurança, vou para o aeroporto, pego o avião e vou para Brasília, de lá volto para Manaus. Eu coloco na mão de Deus, Ele que sabe, ninguém é dono do seu destino, a gente tenta construí-lo.
Todos nos queremos ser felizes, casar, viver a vida toda com aquele parceiro, quer ter filhos, educá-los… Todos queremos o mesmo, mas os percalços da vida atrapalham os nossos projetos. Todos nós temos problemas, a gente olha para a pessoa do lado e pensa “queria ser como ela”, mas aquela pessoa tem problemas, e a gente não sabe quais são, é dela, cada um sabe onde o sapato aperta, não tem classe social para isso, pode ser rico, pode ser pobre, o barraco é o mesmo.
Durante as sessões da Comissão, e possível notar que a crise da falta de oxigênio em Manaus é um tema “espinhoso” para o senhor quando ele vem à tona. Como foram os dias em Manaus e no estado do Amazonas quando faltou oxigênio? E, na sua opinião, o que deixou de ser feito pelo Ministério da Saúde para tentar evitar esse colapso?
Eu evito a gente responsabilizar, porque foi um fato, uma coisa que aconteceu, que eu não desejo para ninguém. Meu irmão estava internado, ele faleceu. Aconteceram muitas coisas. Não é vingança, eu procuro justiça, que é vacinar as pessoas, não tem outro jeito.
Bolsonaro pede para Exército não punir Pazuello e agrava crise
Generais veem “desfaçatez” em ida do ex-ministro da Saúde a evento sem máscara após participação na CPI, enquanto o presidente busca livrá-lo de qualquer punição, piorando a já conturbada relação com o Exército
Reprodução
Bolsonaro pede para Exército não punir Pazuello e agrava crise
O presidente Jair Bolsonaro disse ao comandante do Exército , general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, que não quer que o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello , seja punido por participar, sem máscara, de um ato em favor do presidente no Rio de Janeiro no domingo passado (23) , poucos dias após defender o uso de máscara contra a Covid-19 na CPI .
Segundo o jornal Folha de S.Paulo , Bolsonaro deu sinal de que busca livrar Pazuello de qualquer punição durante viagem que fez a São Gabriel da Cachoeira (AM) com Paulo Sérgio, comandante do Exército, onde o presidente foi inaugurar uma ponte de menos de 20 metros em visita de dois dias a partir de quinta (27).
General da ativa , Pazuello está no topo da carreira de intendente, responsável pela logística militar, com três estrelas. O comandante do Exército é, portanto, seu superior, e o pedido de proteção ao ex-ministro da Saúde feito por Bolsonaro acirra a já grave crise entre o Planalto e o Exército , de onde o hoje presidente saiu quase expulso como capitão em 1988.
Na viagem ao Amazonas em que Bolsonaro defendeu que Pazuello não seja punido estavam presentes, além do comandante do Exército, o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, e o chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos. Os dois são generais de quatro estrelas, também superiores a Pazuello na hierarquia militar , e não teriam gostado do pedido feito pelo presidente para livrar seu ex-ministro.
Entre os generais, a “desfaçatez” de Pazuello em ser flagrado sem máscara em diversas oportunidades, mas defender “medidas preventivas” na CPI da Covid no Senado e depois ir ao ato bolsonarista sem máscara não foi bem vista. O ex-ministro da Saúde deve, inclusive, ter de voltar à CPI em breve para dar explicações. Em seu último depoimento, Pazuello foi acusado de mentir dezenas de vezes, o que configura crime .
Não contente em contradizer seu discurso na CPI após poucos dias, Pazuello subiu ao palanque para dar apoio ao presidente em um evento de motociclistas no Rio. O ex-chefe da Saúde foi demitido em março após gestão considerada desastrosa e então foi incorporado a um cargo burocrático na Secretaria-Geral do Exército.
O Alto-Comando do Exército, colegiado de 15 generais de quatro estrelas – todos superiores a Pazuello – encabeçado por Paulo Sérgio defendeu punir Pazuello, já que o regimento militar veta manifestações políticas de quem está fardado (na ativa). O ex-ministro poderia, sem a proteção de Bolsonaro – ou com a opinião de Bolsonaro não sendo levada em conta – ser advertido verbalmente, receber uma repreensão por escrito ou até mesmo pegar 30 dias de cadeia em um quartel. A ideia de Pazuello ir para a reserva para minimizar a crise já é vista como insuficiente no Exército.
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Pazuello tentará fugir da CPI pela segunda vez e está com medo de ser preso
Ex-titular da pasta da Saúde estaria temendo ser preso por seguir determinações de Bolsonaro para propagandear cloroquina, atrasar compra da vacina contra o novo coronavírus e também por negligenciar o colapso da saúde em Manaus
247 – O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello teme a qualquer momento ser preso e tenta, pela segunda vez, fugir de seu depoimento na CPI da Covid-19 no Senado que apura irregularidades da gestão federal no combate à pandemia.
Segundo reportagem do portal Correio Braziliense, parlamentares relatam que a estratégia seria conseguir um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para evitar o depoimento como testemunha. Nestas situações, o depoente se compromete a falar a verdade e, caso minta, pode responder por crime.
O senador Randolfe Rodrigues, vice-presidente da CPI, disse à reportagem que se trata de um “artifício jurídico” para obter o adiamento ou a mudança na condição de testemunha. “Pazuello pode querer usar um artifício jurídico para driblar a CPI, dizendo que hoje ele é investigado num Inquérito Criminal deflagrado pelo Aras e que, nessa condição, não pode prestar compromisso de dizer a verdade, para não produzir prova contra si ou ainda tentar um habeas corpus no STF para não comparecer”, afirma Randolfe.
O maior temor de Pazuello é a comprovação de que ele seguiu ordens de Jair Bolsonaro para propagandear cloroquina, atrasar compra da vacina contra o novo coronavírus e também por negligenciar o colapso da saúde em Manaus em janeiro, no momento em que o governo já sabia da falta de insumos na capital.
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CPI do Tratoraço: deputados querem comissão para investigar orçamento secreto
Esquema no governo Bolsonaro garantiu o pagamento de R$ 3 bilhões em emendas para parlamentares aliados
Adalberto Marques/Ministério do Desenvolvimento Regional
Tratores comprados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional
Deputados já planejam criar uma “CPI do Tratoraço” no Congresso para investigar o orçamento secreto de R$ 3 bilhões do governo Bolsonaro para o pagamento de emendas a parlamentares aliados ao Palácio do Planalto. Nesta segunda-feira (10), o Ministério Público pediu que o Tribunal de Contas da União (TCU) abra investigação do caso, que está sendo chamado de “Bolsolão”.
De acordo com revelação do jornal O Estado de São Paulo , documentos mostram que congressistas usurparam funções do Executivo e pediram a compra de tratores e outras máquinas agrícolas, indicando até mesmo preços que chegaram a até 259% acima dos valores de referência fixados pelo próprio governo.
Bolsonaro vetou a tentativa do Congresso de definir a aplicação dos recursos de uma nova modalidade de emendas, nomeada pelo presidente como RP-9. Ele considerou que isso contrariava o “interesse público” e estimulava o “personalismo”, mas ignorou seu próprio argumento e entregou nas mãos de sua base de apoio o destino de R$ 3 bilhões do Ministério do Desenvolvimento Regional .
Além disso, Bolsonaro também aumentou a área de atuação da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), uma estatal controlada pelo Centrão. A companhia vai aplicar os recursos do orçamento secreto conforme as indicações dos parlamentares. Na prática, isso significa dizer que o presidente deu o dinheiro e a caneta para seus apoiadores.
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Anvisa buscou 50 países antes de negar uso da Sputnik V, diz Barra Torres
Diretor-presidente da agência negou o uso do imunizante por não ter recebido relatórios que apontassem de “maneira sólida, transparente e categórica dados de qualidade, segurança e eficácia
Jefferson Rudy/Agência Senado
Antônio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa
O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres , disse em depoimento à CPI da Covid nesta terça-feira (11) que a agência buscou o posicionamento de 50 países antes de negar o uso emergencial da Sputnik V , vacina desenvolvida pela Rússia contra a Covid-19.
Segundo Barra Torres, a negativa foi dada por conta de a Anvisa não ter recebido relatórios que apontassem de “maneira sólida, transparente e categórica dados de qualidade, segurança e eficácia” da vacina.
Destes, 11 países não responderam, 23 responderam que não estavam utilizando absolutamente nenhuma dose da Sputnik, e outros informaram que as quantidades disponibilizadas eram muito pequenas, e que tais países não tinham redes de acompanhamento após a aplicação da dose.
Apenas dois países que usam a Sputnik V e possuem sistemas robustos de vigilância sanitária responderam à Anvisa.
“O México disse que tem um acordo de confidencialidade e não poderia nos responder nada do que foi perguntado”, disse o diretor-presidente da agência. “E a agência argentina nos enviou prontamente suas observações, entretanto não foram observações que respondessem aos quesitos apresentados, e pontuou que por razões de governança daquele país, existe ali uma interação com o Ministério da Saúde, que teria sido efetivamente quem autorizou a vacina”, completou.
Com isso, Barra Torres afirmou que a negativa à vacina ocorreu por “dados que, na verdade, buscamos de todas as maneiras”. Ele destacou, no entanto, disse que a decisão não é uma porteira fechada e um processo concluso, e que novos documentos farão a agência reanalisar a questão.
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Flordelis se revolta e detona evangélicos por comentários sobre a morte de Paulo Gustavo: “Castigo de Deus”
Flordelis se revoltou com a comunidade evangélica (Foto: Reprodução)
Paulo Gustavo morreu na última terça-feira, 4 de maio, após passar mais de 50 dias lutando pela vida em um hospital do Rio de Janeiro. Apesar da tristeza dos familiares e amigos do humorista, teve evangélico que afirmou que o falecimento do ator foi um ‘castigo de Deus’. Diante dos comentários, Flordelis se pronunciou publicamente.
A Deputada Federal, que vem sendo investigada pela morte do marido, não gostou nenhum pouco das mensagens que a comunidade evangélica estava proferindo sobre Paulo Gustavo e detonou. Os ataques ao ator se devem por conta de piadas feitas por ele sobre a bíblia no filme Minha Vida em Marte, bem como por sua orientação sexual.
Inconformada, Flordelis disparou: “Infelizmente alguns evangélicos que não me representam e não representam a maioria dos evangélicos desta nação foram para a mídia falar que [a morte] foi um castigo de Deus. Não foi! É falta de vacinação na população, precisam vacinar a população”. Ela ainda citou evangélicos que foram vítimas da doença.
“Lázaro, cantor gospel, evangélico, servo de Deus, vereador, ex-deputado federal, morreu vítima da covid-19. Quem não se lembra da cantora Fabiana Anastácio? Evangélica, pastora e morreu vítima da covid. Isso não é castigo de Deus, isso é uma pandemia que está acontecendo no nosso país, está acontecendo no mundo”, declarou Flordelis.
A cantora evangélica ainda pediu por vacinas e fez uma súplica: “O povo precisa, o povo tem direito à vida, que essa seja uma das últimas mortes neste país. As UTIs estão lotadas e cadê as vacinas? Está faltando no nosso país, então estou aqui brigando, falando que você precisa descruzar os braços e cobrar de quem é de direito o direito pela vida”.
Renan: impeachment de Bolsonaro poderá ser consequência das investigações da CPI
“O impedimento do presidente será – ou não – uma consequência da própria investigação. Não é a CPI que vai pedir”, disse o relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros
Renan Calheiros (Foto: Pedro França/Agência Senado)
247 – O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid, condenou as críticas contra ele feitas por Jair Bolsonaro e disse que um eventual processo de impeachment poderá acontecer em função das investigações do colegiado sobre a atuação do governo federal no enfrentamento à pandemia de Covid-19. “O impedimento do presidente será – ou não – uma consequência da própria investigação. Não é a CPI que vai pedir”, disse Renan ao podcast “A Malu tá ON”, de acordo com reportagem do jornal GGN.
“Nós não temos em nenhum outro país um chefe de governo, ou chefe de Estado, que ficou tão contra a vacina como o presidente da República do Brasil. Nós temos isso catalogado na linha do tempo, em frases que apavoraram o mundo”, ressaltou o parlamentar.
Renan também criticou os ataques que Bolsonaro fez à China, maior parceiro comercial do Brasil e também o maior fornecedor de insumos para a produção de vacinas contra a Covid. Nesta semana, o ex-capitão insinuou que o país asiático teria criado o coronavírus em laboratório para uso em uma “guerra química, bacteriológica e radiológica”.
“Isso é estilo próprio do presidente da República, mas assim, ele não faria um depoimento daquele, repetindo depoimentos catastróficos que tem feito ao longo dessa pandemia se nos ouvisse”, afirmou o senador.