Oito partidos prometem ‘mais firme oposição’ a Bolsonaro e quem atacar eleições

Parte das legendas, como PSL e DEM, já integrou o núcleo duro de apoio a Bolsonaro

Oito partidos prometem 'mais firme oposição' a Bolsonaro e quem atacar eleições
Reprodução: iG Minas Gerais

Oito partidos prometem ‘mais firme oposição’ a Bolsonaro e quem atacar eleições

Depois dos presidentes do Senado e do TSE , Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e Luis Roberto Barroso, dirigentes de oito dos principais partidos , sobretudo de centro e de direita, se manifestaram contra ataques do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao sistema de votação. No rol de legendas, estão PSL e DEM, que já foram parte de sua base de apoio.

Para os presidentes das siglas, o estado democrático de direito é inegociável:

“A democracia é uma das mais importantes conquistas do povo brasileiro, uma conquista inegociável. Nenhuma forma de ameaça à democracia pode ou deve ser tolerada. E não será”, escreveram na nota.

Políticos reafirmam confiança no sistema eleitoral, com votações por meio de urna eletrônica. Além disso, declaram que a oposição será firme a quem ameaçar o sistema democrático, numa clara referência a Bolsonaro

www.reporteriedoferreira.com.br    Por Agência O Globo




Partidos divulgam nota em defesa da democracia e do sistema eleitoral

Partidos divulgam nota em defesa da democracia e do sistema eleitoral

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e os presidentes de oito partidos divulgaram nota neste sábado (10) reafirmando a importância das instituições brasileiras, dos valores democráticos e do sistema eleitoral do país.

Segundo Lira, as instituições brasileiras não se abalarão com declarações públicas e oportunismo. “Enfrentamos o pior desafio da história com milhares de mortes, milhões de desempregados e muito trabalho a ser feito”, disse.

Arthur Lira disse que “em uma hora tão dura como a que vivemos hoje, saibamos todos que o Brasil sempre será maior do que qualquer disputa política. Tenhamos todos, como membros dos poderes republicanos, responsabilidade e serenidade para não causar mais dor e sofrimento aos brasileiros”.

As manifestações ocorrem após declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre supostas fraudes nas eleições de 2014. Bolsonaro disse que, sem voto impresso auditável, o Brasil pode não ter o pleito de 2022.

A nota é assinada pelo MDB, PSDB, Novo, PSL, PV, Solidariedade e Cidadania.

“Temos total confiança no sistema eleitoral brasileiro, que é moderno, célere, seguro e auditável. São as eleições que garantem a cada cidadão o direito de escolher livremente seus representantes e gestores. Sempre vamos defender de forma intransigente esse direito, materializado no voto. Quem se colocar contra esse direito de livre escolha do cidadão terá a nossa mais firme oposição”, afirma o documento.

Congresso Nacional

O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco reiterou, nessa sexta-feira (9), a independência entre os Poderes e afirmou que o Parlamento “não admitirá qualquer atentado a essa independência”.

“Quero afirmar a independência do Parlamento brasileiro, do Congresso Nacional, que não admitirá qualquer atentado a essa independência e, sobretudo, às prerrogativas dos parlamentares. [Prerrogativas] de palavras, opiniões e votos que, naturalmente, devem ser resguardados numa democracia.”, disse.

CPI

As declarações dos partidos foram feitas após episódio que gerou atrito entre Executivo e Legislativo nesta semana. Durante sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, o presidente do colegiado, senador Omar Aziz (PSD-AM), falou sobre suposto envolvimento de militares em suspeitas de fraude na compra de vacinas pelo Ministério da Saúde.

Horas depois, o ministro da Defesa, general Braga Netto, e os comandantes das três Forças – Marinha, Exército e Aeronáutica – divulgaram nota condenando as declarações de Aziz. Na nota, afirmaram que “as Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano às Instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro”.

Aziz se defendeu, afirmando que não fez uma generalização às Forças Armadas, tendo, na verdade, referido-se a uma minoria.

No dia seguinte, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse ter esclarecido o assunto em conversa com o ministro da Defesa, Walter Braga Netto.

“Ressaltamos a importância do diálogo e do respeito mútuo entre as instituições, base do Estado democrático de direito, que não permite retrocessos. Deixei claro o nosso reconhecimento aos valores das Forças Armadas, inclusive éticos e morais, e afirmei, também, que a independência e as prerrogativas de parlamentares são os principais valores do Legislativo”, destacou Pacheco.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Agência Brasil




Azul culpa piloto por permitir que Bolsonaro entrasse em avião sem máscara

Empresa diz ter aplicado “medidas cabíveis” a ele e ao copiloto

Azul
Guilherme Dotto

Azul

A empresa aérea Azul deu explicações à CPI da Covid-19 por permitir que o presidente Jair Bolsonaro entrasse num avião apenas para cumprimentar a tripulação. Segundo a empresa, o culpado foi o piloto da aeronave, e afirma ter punido tanto ele quanto o copiloto. Documento foi obtido pela revista Veja.

“Nota-se que o comandante da aeronave estava fazendo uso da máscara facial de forma adequada, uma vez que estava ciente de sua obrigatoriedade, contudo, diante da presença atípica e inesperada do presidente da República, deixou de conter o ímpeto de manter-se com a máscara no local adequado, no momento em que tirou uma foto”, diz a nota.

Sem entrar em detalhes, afirma ter tomado as “medidas cabíveis” para punir o piloto. Fez questão de ressaltar que o mesmo usava máscara. Afirmou também que caberia ao GSI (Gabinete de Segurança Institucional) a orientação ao presidente para cumprir as recomendações sanitárias.

Bolsonaro entrou no avião e ouviu desde apoio a gritos de “genocida” no dia 11 de junho, em Vitória (ES). Após o ocorrido, senadores pediram explicações da companhia, por deixar o presidente entrar sem máscara e provocar aglomeração.

www.reporteriedoferreira.com.br   Por Ig




Moraes abre investigação sobre organização criminosa de fake news

Filhos do presidente são citados como integrantes do núcleo político do grupo detectado pela Polícia FederalMinistro do STF Alexandre de Moraes

Agência Brasil

Ministro do STF Alexandre de Moraes

As frentes de investigação do inquérito dos atos antidemocráticos foram multiplicadas pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, que abriu casos  específicos para apurar a conduta de duas deputadas bolsonaristas além de uma suposta organização criminosa de fake news. O ministro atendeu apenas parte do pedido do procurador-geral da República de arquivar as investigações .

Em decisão obtida pela CNN, Moraes declara extinta apenas a apuração de atos produzidos em frente ao quartel-general de Brasília no ano passado, com gritos por intervenção militar .

No entanto, o ministro abriu novas investigações para apurar uma suposta organização criminosa cujos passos foram detectados pela Polícia Federal. Segundo a jornalista Daniela Lima, nos autos, a PF nomina como integrantes do núcleo político desse grupo dois filhos do presidente Jair Bolsonaro: o senador Flávio Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro .

Apurações específicas de caixa dois e uso irregular de servidores também foram abertas para investigar as deputadas federais, Paula Belmonte e Aline Sleutjes.

www.reporteriedoferreira.com.br / Ig




Preso, Daniel Silveira pede asilo a quatro países e é recusado por todos

Defesa do parlamentar informou que os pedidos foram feitos a três países europeus e um asiático

Deputado Daniel Silveira (PSL)
Reprodução

Deputado Daniel Silveira (PSL)

Preso pela segunda vez no final de junho , o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) buscou asilo diplomático em quatro países. O pedido foi recusado pelos quatro. As informações são da coluna do jornalista Guilherme Amado , do Metrópoles .

A defesa do parlamentar admitiu os pedidos de asilo, mas não revelou a quais embaixadas foram solicitadas as solicitações. Os advogados apenas informaram que foram três países europeus e um asiático.

Segundo a coluna, as embaixadas teriam recusados os pedidos porque os países não são signatários da Carta de Caracas — o que inviabiliza a concessão do asilo. A defesa do parlamentar afirmou que não vai, por ora, pedir asilo a outras embaixadas para evitar conflitos diplomáticos.

Daniel Silveira teve a primeira prisão em flagrante decretada em fevereiro deste ano, quando publicou um vídeo nas redes sociais ameaçando ministros do STF e por fazer apologia à ditadura militar, ao pedir a volta do AI-5. Em março, por decisão do STF,  obteve permissão para cumprir prisão domiciliar. Em junho, porém, após burlar utilização da tornozeleira eletrônica, voltou para a prisão.

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Ameaçado, Bolsonaro paga caro para evitar impeachment

Dependência do Centrão, das quais vários líderes enfrentam investigações de corrupção, desmente a promessa de campanha de limpar a política

Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto
29/06/2021 REUTERS/Adriano Machado
Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto 29/06/2021 REUTERS/Adriano Machado

Foto: Reuters

O presidente Jair Bolsonaro está entre a cruz das ameaças de impeachment e a espada do apoio público declinante enquanto escândalos de corrupção envolvendo acordos de compra de vacinas contra covid-19 rondam seu governo.

Por um lado, se denunciar aliados do Congresso ligados a supostas tentativas de lucrar com encomendas de vacinas, Bolsonaro arrisca perder o apoio do grupo volúvel de partidos do Centrão aos quais se aliou para garantir que as iniciativas de impeachment naufraguem.

Por outro, se escolher proteger políticos atingidos por escândalos e seus partidos, Bolsonaro pode ficar maculado por acusações de corrupção antes da eleição presidencial do ano que vem – e já está em baixa nas pesquisas.

O escândalo envolvendo a vacina indiana Covaxin, no qual aliados de Bolsonaro são acusados de fazer pressão indevida em autoridades do Ministério da Saúde para acelerarem a compra do imunizante, torna-se um pesadelo para o presidente, em parte porque ele supostamente envolve o líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR). Bolsonaro e Barros negam qualquer irregularidade.

As acusações dão aos oponentes de Bolsonaro ampla munição para atacá-lo, e a dependência do presidente das siglas de Centrão, das quais vários líderes enfrentam investigações de corrupção, desmente a promessa de campanha de limpar a política brasileira que o elegeu em 2018.

“Bolsonaro caminha para um processo contínuo de enfraquecimento. É difícil ainda dizer se isso pode possibilitar a abertura de um processo de impeachment, mas tende a fragilizá-lo na disputa eleitoral”, disse Claudio Couto, cientista político da Fundação Getulio Vargas.

Mais de meio milhão de brasileiros já morreram de covid-19, e mesmo assim o Brasil está atrás de muitos outros países na vacinação – só 11,8% de sua população está totalmente imunizada (ou seja, com as duas doses de vacina aplicadas), o que torna as alegações de corrupção a respeito de encomendas de vacinas particularmente prejudiciais para o presidente.

Caso Covaxin

CPI da Covid do Senado descobriu uma suposta corrupção envolvendo elementos do Ministério da Saúde e parlamentares pró-Bolsonaro acusados de tentar pagar a mais pela Covaxin.

Nesta sexta-feira, 2, após pedido de três senadores da oposição, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a investigação de Bolsonaro por prevaricação. Os parlamentares argumentam que o presidente não tomou providências após ser alertado sobre supostas irregularidades envolvendo a Covaxin.

É improvável que o inquérito derrube Bolsonaro, mas produz manchetes diárias que aumentam as percepções públicas de incompetência e suspeitas de corrupção no governo.

Suposto pedido de propina

Na quarta-feira, 30, o Ministério da Saúde anunciou a exoneração do cargo do então diretor de Logística da pasta, Roberto Dias, após ele ser acusado de pedir propina para fechar um outro acordo de compra de vacinas contra a covid-19.

Também na quarta, parlamentares de todo o espectro político, grupos sociais e advogados apresentaram um “superpedido” de impeachment coletivo, combinando dezenas de pedidos anteriores que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), outro aliado de Bolsonaro, ignorou.

Alguns políticos começam a desertar o Centrão que blinda Bolsonaro. Gilberto Kassab, ex-prefeito de São Paulo e presidente do PSD, o fez no mês passado, cogitando apresentar um candidato presidencial próprio no ano que vem.

Uma pesquisa publicada na semana passada pelo instituto Ipec mostrou que a desaprovação ao governo Bolsonaro subiu para 49%, mais do que o dobro da taxa de aprovação de 24%. O Ipec confirmou outras sondagens que mostram que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva derrotaria Bolsonaro facilmente se a eleição presidencial do ano que vem acontecesse agora.

“Agora, com a popularidade declinante e com os recursos também minguantes do governo cada vez menores, pode ser que o Centrão mais na frente o abandone, porque já fez isso no passado”, opinou Carlos Melo professor e cientista político do Insper.

Os casos anteriores de impeachment no Brasil são Fernando Collor, que renunciou para evitá-lo em 1992, e Dilma Rousseff, do PT, afastada do cargo em 2016.

Melo diz que Bolsonaro buscou blindagem com o Centrão no momento em que Fabrício Queiroz – ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente – foi preso o ano passado e ele estava pressionado.

“Bolsonaro é mais dependente do Centrão que o Centrão dele. É um jogo de interesses. Enquanto Bolsonaro tiver algo a dar – cargos, recursos – isso tende a continuar. Quando não ha mais nada a dar do ponto de vista fisiológico, e quando esse projeto de poder parece entrar em perigo, o Centrão muda de barco, e adere rapidamente a outro projeto de poder. Não seria a primeira vez”.

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Ministério da Saúde suspende contrato para compra da Covaxin

Medida teria sido orientada pela CGU. Vacina se tornou um dos alvos da CPI da Covid

Ministério da Saúde suspende contrato para compra da Covaxin

Reprodução

Ministério da Saúde suspende contrato para compra da Covaxin

O Ministério da Saúde decidiu suspender nesta terça-feira o contrato para aquisição de 20 milhões de doses da vacina  Covaxin. A medida teria sido uma recomendação da Controladoria Geral da União (CGU).

O contrato com a Precisa virou alvo de suspeitas de irregularidades após denúncia de um servidor da pasta, que diz ter sido pressionado para dar celeridade ao processo. A pasta alega, no entanto, que buscas internas da CGU não teriam encontrado irregularidades.

Os argumentos discutidos internamente para cancelar o contrato eram que a empresa não havia cumprido o cronograma de entrega das doses e tampouco obtido autorização da Anvisa. O valor total do contrato é de R$ 1,6 bilhão. O montante foi empenhado, isto é, reservado pela Saúde, mas ainda não foi pago.

Na semana passada, O GLOBO mostrou que a decisão estava nas mãos do ministro, Marcelo Queiroga. A estratégia era de afastar o presidente do caso para evitar desgastes.

A Covaxin possui apenas uma autorização para importação excepcional com diversas restrições.

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Conta de luz: Aneel reajusta valor da bandeira tarifária vermelha 2 em 52%

Imagem ilustrativa

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (29) o reajuste na bandeira tarifária vermelha patamar 2 – cobrança adicional aplicada às contas de luz realizada quando aumenta o custo de produção de energia. A cobrança extra passou de R$ 6,24 para R$ 9,49 a cada 100 kWh consumidos – alta de 52%.

Nesta segunda-feira (28) o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, fez um pronunciamento na televisão em que afirmou que o país passa por um momento de crise hídrica e pediu uso “consciente e responsável” de água e energia por parte da população. O Brasil vive a pior crise hídrica dos últimos 91 anos.

O novo valor entra em vigor a partir de julho, conforme informou a Aneel na última semana. O último reajuste do sistema de bandeiras tarifárias foi feito em 2019.

Crise Hídrica
A previsão é a de que a bandeira vermelha patamar 2 vigore, no mínimo, entre os meses de julho e novembro de 2021. O motivo é a pior crise hídrica dos últimos 91 anos.

Os reservatórios das hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste – que respondem por 70% da capacidade de geração de energia do país – estão com 29,4% da capacidade de armazenamento, e não há perspectiva de chuva forte nessas regiões até meados de outubro.

As usinas termelétricas – mais caras e poluentes – estão sendo acionadas para garantir o fornecimento de energia. Por isso, houve aumento no custo da geração de energia – estimado em R$ 9 bilhões pelo Ministério de Minas e Energia, valor que é repassado para os consumidores.

Apesar da crise hídrica, o governo descarta o risco de apagão e de racionamento de energia em 2021.

Impacto na conta de luz
O reajuste anunciado pela Aneel nesta terça (29) impacta o valor final da conta de luz. André Braz, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), afirma que um reajuste médio de 15% na bandeira tarifária tem um impacto médio de 5% na conta de luz.

Já uma alta de 5% na conta de luz aumenta, em média, em 0,2 ponto percentual a inflação.

Bandeiras tarifárias
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 para sinalizar o custo de geração de energia.

A bandeira fica na cor verde quando o nível dos reservatórios está alto e não há necessidade de acionamento extra de usinas térmicas.

Com os reservatórios baixos, a previsão é a de que o custo da energia aumente, pois é necessário o acionamento de mais usinas térmicas. Assim, a bandeira pode passar para as cores amarela e vermelha (patamar 1 ou 2).

O objetivo do sistema de bandeiras é informar aos consumidores quando o custo aumenta e permitir que eles reduzam o consumo para evitar pagar uma conta de luz mais cara.

Antes do sistema de bandeiras, o custo do acionamento extra das térmicas era repassado somente no ajuste anual das tarifas, o que acarretava na cobrança de juros e correção monetária, penalizando o consumidor.

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Servidor que denunciou suspeita de corrupção na Covaxin é bloqueado na Saúde

Irmão do servidor público, o deputado Luís Miranda denunciou a situação nas redes sociais

O servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda (à esquerda) e o deputado federal Luis Miranda
Reprodução/Twitter

O servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda (à esquerda) e o deputado federal Luis Miranda

O servidor do Ministério da Saúde Luís Ricardo Miranda, que denunciou uma suspeita de corrupção do Governo Bolsonaro na compra da vacina Covaxin, teve seu acesso ao sistema do trabalho bloqueado após depor na CPI da Covid na última sexta-feira, 25 .

A situação foi divulgada nas redes sociais pelo irmão de Luís Ricardo, o  deputado federal Luís Miranda (DEM-DF), que também depôs na CPI na sexta, revelando que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sabia do caso de corrupção e não fez nada para impedir.

“Aos defensores de bandidos, meu irmão acaba de descobrir que bloquearam ele do sistema do Ministério da Saúde, vale ressaltar que ele é funcionário de carreira! Isso é ilegal, perseguição e só comprova que eles tem muito para esconder. Meu irmão, eu não vou te abandonar”, escreveu o deputado em uma rede social. Veja:

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Senadores avaliam ter número suficiente de assinaturas para prorrogar CPI da Covid

CPI da Pandemia – (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

Senadores que integram a CPI da Covid calculam que já há apoio suficiente entre os colegas para aprovar a prorrogação dos trabalhos por mais 90 dias. A comissão foi instalada no fim de abril, com prazo inicial até julho.

A estimativa vem do grupo conhecido como “G7”, formado pelos senadores de oposição e independentes que compõem a CPI. A expectativa, segundo parlamentares ouvidos pelo blog, é de que pelo menos 35 senadores assinem o requerimento.

O artigo 152 do regimento interno do Senado Federal determina que o prazo poderá ser prorrogado por meio de requerimento de um terço dos membros da Casa. Ou seja, é preciso um mínimo de 27 assinaturas.

O documento tem de ser enviado ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que oficializa a prorrogação ao ler o requerimento em plenário.

O governo não quer a extensão da CPI – que tem sido fonte de desgaste desde sua instalação, em abril.

A oposição dos governistas deve aumentar agora que os senadores passaram a investigar denúncias de pressão para a compra da vacina Covaxin quando o imunizante ainda não tinha sequer sido aprovado pela Anvisa. O aval da agência reguladora era um dos argumentos usados pelo governo para justificar o atraso nos contratos.

A CPI foi instalada para investigar a condução da pandemia pelo governo federal e a crise de oxigênio em Manaus, no início deste ano.

Senadores governistas ainda conseguiram incluir, no escopo das investigações, a investigação da aplicação de repasses federais para estados e municípios. A convocação dos governadores, no entanto, esbarrou em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) – os gestores estaduais podem ser apenas convidados, sem obrigação de comparecer.

A CPI já demonstrou que o governo ignorou mais de 80 comunicações da empresa Pfizer, que fazia testes de fase 3 da vacina contra Covid no Brasil e ofereceu ao governo a compra antecipada do imunizante. Não fosse isso, o Brasil poderia ter recebido milhões de doses já em dezembro.

O atraso na compra de vacinas também se estendeu à vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

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