“Fui traído”: Como Alcolumbre reagiu ao ver Mendonça aprovado para o STF

Alcolumbre STF
Alcolumbre segurou a sabatina de Mendonça ao máximo – Foto: Reprodução

O ex-presidente do Senado Davi Alcolumbre ficou acabado com a aprovação de André Mendonça ao STF. O senador vinha barrando a sabatina do “terrivelmente evangélico”, indicado por Bolsonaro há quase 5 meses.

O plenário do Senado aprovou a indicação nesta quarta-feira (01). O ex-AGU teve os votos favoráveis de 47 senadores, enquanto 32 foram contra. Na CCJ, a nomeação de Mendonça foi aprovada por 18 votos a 9. A sabatina durou 8 horas.

Segundo apurou o DCM, Alcolumbre se sentiu traído. Ele estava confiante que votariam contra o bolsonarismo. “Fui traído. Senadores me garantiram que iriam votar contra. Mas quem perde é o Brasil, não eu”, disse ele a aliados. A declaração foi confirmada ao DCM por um assessor de um deputado próximo ao senador.

Alcolumbre lutou até o fim contra Mendonça

Após travar a sabatina por quase 150 dias, Alcolumbre decidiu agir presencialmente contra Mendonça. Na semana passada, o presidente da CCJ do Senado compareceu ao plenário da Casa e abordou senador por senador, para apresentar argumentos contra o indicado de Bolsonaro.

Senadores relatam que esforço semelhante só foi visto em 2018 e no começo de 2019, quando Alcolumbre preparava o terreno para chegar à presidência da Casa.

Confiante, o senador dizia para aliados que o ex-ministro de Bolsonaro não teria votos suficiente no plenário do Senado. Na opinião dele, quando a pauta for para votação, Mendonça não terá força suficiente para ganhar os votos necessários.

O nome do ex-ministro de Bolsonaro agora será publicado no Diário Oficial da União. Depois, Fux agendará a cerimônia de posse, perspectiva é de que a solenidade ocorra em 16 de dezembro.




Acidente com ônibus deixa sete mortos em rodovia de SP

Automóvel tombou na Rodovia Oswaldo Cruz e transportava 67 pessoas, segundo o Corpo de Bombeiros

Acidente na Rodovia Oswaldo Cruz
Bombeiros

Acidente na Rodovia Oswaldo Cruz

Um ônibus com 67 pessoas tombou hoje na Rodovia Oswaldo Cruz , na altura do km 75,8, e deixou ao menos sete mortos em decorrência do acidente . O automóvel seguia em direção a Paraty , no Rio de Janeiro.

Os Bombeiros encontraram cinco mortos no local, mas horas depois uma criança também foi encontrada morta. Dos feridos, um deles não não resistiu e morreu na Santa Casa de Ubatuba.

No total, 48 vítimas foram socorridas e 12 delas não apresentaram ferimentos. Dez viaturas do órgão, além de um helicóptero da Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), estão no local desde as 7h da manhã.

Ao menos 10 viaturas dos Bombeiros, SAMU, helicóptero Águia, além de ambulâncias municipais de São Luís do Paraitinga e Ubatuba ajudaram no socorro das vítimas.

Ônibus não poderia trafegar no local

O iG apurou que o ônibus estava a caminho de Paraty, mas a rodovia não permite ônibus. O motorista teria sido avisado e foi fazer o retorno quando outro aconteceu o acidente. Algumas vítimas estão em estado grave.

O DER afirmou em nota ao iG que o local é proíbido para ônibus e caminhões.

“O DER registrou nesta manhã, por volta das 6h30, o tombamento de um ônibus no km 75,8, da SP 125, em São Luís do Paraitinga. O ônibus trafegava em trecho de serra, local onde há restrição de coletivos do km 78 ao 85.
Neste momento, há interdição total da via”.

O Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER-SP) interditou os dois trechos da rodovia na altura do km 75.

Prefeitura de Ubatuba e Santa Casa emitem nota

Em nota, a prefeitura de Ubatuba afirmou que a cidade encontra-se de “prontidão para ajudar a todos” e que prestará os “primeiros atendimentos às vítimas e no acolhimento dos familiares”.

A Santa Casa de Ubatuba informou que não tem novas informações, mas em nota, mais cedo, disse que um dos pacientes que foi levado ao local morreu.

O iG tentou contato com a Arca Turismo, dona do ônibus que transportava os passageiros para Paraty, mas não obteve retorno.

A prefeita de Ubatuba, Flavia Pascoal, disse que alguns pacientes foram trasnferidos para municípios vizinhos. “Quero agradecer de coração a solidariedade e o apoio que estamos recebendo de prefeituras da região para viabilizar que algumas transferências de pacientes sejam consolidadas, preservando sempre a vida e o atendimento de qualidade. Neste momento de grande tristeza e dor, agradecemos o esforço e apoio de todas as equipes envolvidas neste importante trabalho de resgate”.

Confira o posicionamento da prefeitura de Ubatuba:

“A Prefeitura de Ubatuba presta condolências a todos os familiares das vítimas do grave acidente de trânsito envolvendo um ônibus de turismo na rodovia Oswaldo Cruz na manhã deste sábado. O município está de prontidão para ajudar a todos e a Santa Casa de Ubatuba permanece à frente na prestação dos primeiros atendimentos às vítimas e no acolhimento dos familiares. Quero agradecer de coração a solidariedade e o apoio que estamos recebendo de prefeituras da região para viabilizar que algumas transferências de pacientes sejam consolidadas, preservando sempre a vida e o atendimento de qualidade. Neste momento de grande tristeza e dor, agradecemos o esforço e apoio de todas as equipes envolvidas neste importante trabalho de resgate”.

Veja a nota da Santa Casa de Ubatuba.

Nota da Santa Casa sobre atendimento às vítimas do acidente na rodovia Oswaldo Cruz.
A Santa Casa de Ubatuba atendeu até o momento 34 vítimas do acidente envolvendo um ônibus de turismo, que ocorreu por volta das 7h da manhã deste sábado, 13 de novembro, na altura do km 75 da rodovia Oswaldo Cruz.
Uma (1) das 34 vítimas encaminhadas para Santa Casa faleceu. A direção do hospital filantrópico está priorizando os atendimentos às vítimas do acidente e, por esse motivo, só está atendendo os casos de emergência. Os outros casos estão sendo encaminhados para o Unidade de Saúde do Ipiranguinha. As visitas também foram suspensas.

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Incêndio de grandes proporções atinge Cinemateca

Imóvel na capital paulista possui grande acervo cultural

Cinemateca Brasileira pega fogo na noite desta quinta-feira (29)
Reprodução/Twitter

Cinemateca Brasileira pega fogo na noite desta quinta-feira (29)

Um incêndio de grandes proporções atingiu um dos galpões da Cinemateca, imóvel com grande acervo cultural brasileiro, nesta quarta-feira (29) à noite, na Zona Oeste da cidade de São Paulo. O Corpo de Bombeiros já atua no combate ao fogo no edifício.

De acordo com a corporação, que atualizou a ocorrência por volta das 18h45, há 11 viaturas no local e não houve vítimas.




Bolsonaro perde apoio entre gamers, uma de suas bases mais sólidas desde o início

A condução do país em meio à pandemia desencadeou uma série de críticas de streamers e players profissionais que antes não falavam de política ou eram pró-Bolsonaro

BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) – “Se fizer campanha, vai tomar ban.” Um dos maiores streamers de games do mundo, o brasileiro Alexandre Borba, o Gaules, deu esse ultimato numa live no fim do mês passado. Quem falasse bem de Jair Bolsonaro estava expulso da transmissão.

A mensagem era destinada à sua legião de fãs, a quem chama de tribo. “Agora, pedir para que uma pessoa que não tem a mínima empatia não esteja à frente de uma nação… Cara, eu acho que é isso que a gente busca todos dias.” Era um Gaules bem diferente do de 2018, quando o streamer declarou apoio ao então deputado do baixo clero.

Jair Bolsonaro, aliás, não tem mais abraçado gamers como costumava fazer no início do mandato. Não porque está internado e nem por causa de medidas de distanciamento social –afinal sempre foram abraços virtuais, via Twitter.

Hoje, o presidente está vendo uma crescente míngua de apoiadores dentro da comunidade gamer, sobretudo entre seus influenciadores.

Há dois anos, o cenário era outro. “Boa tarde, querido presidente, mande um abraço para os gamers do Brasil”, pediu um tuiteiro, em 2019. Três minutos depois, o desejo foi atendido –“gamers do Brasil, um forte abraço!”, postou a conta oficial de Jair Bolsonaro, seguido de um joinha.

Alguns ficaram enciumados. “Jair, manda um abraço para os humoristas!”, sugeriu um seguidor. Mas não, aquele abraço era só para os amantes de joguinhos eletrônicos.
Mesmo que não faça mais afagos virtuais como fazia há dois anos, Bolsonaro ainda tenta agradar a comunidade.

Na semana passada, anunciou uma redução de imposto de importação para o setor. Será a terceira medida de redução tributária para games.

Não tem adiantado muito. Só a PlayStation aumentou recentemente em cerca de 30% o preço de seu serviço de assinatura, além do aumento no valor de uma porção de jogos.
A PlayStation diz, em nota, que o reajuste nos preços “está alinhado à constante avaliação das condições de mercado”.

Voltemos a Gaules. “Um presidente que está fazendo um péssimo trabalho, que não é empático em nada, um presidente que vai contra todos os valores que a gente prega aqui dentro da tribo.”

Gaules talvez seja o mais eloquente, mas não é o único entre as celebridades gamers a ter se distanciado de Bolsonaro.

Em março do ano passado, após o pronunciamento em que o presidente minimizou a pandemia e falou de seu histórico de atleta, um famoso atleta digital bateu o pé. Anteriormente simpático ao presidente, Gabriel Toledo, o FalleN, veio a público dizer que aquela fala de Bolsonaro era um “tiro no pé”, que a crise do coronavírus era grave e que quem pudesse deveria ficar em casa.

Cenário diferente de 2019, quando Bolsonaro ligou pessoalmente para FalleN. A pauta da conversa era a redução de impostos sobre games e o clima era de camaradagem.

A condução do país em meio à pandemia desencadeou uma série de críticas de streamers e players profissionais que antes não falavam de política ou eram pró-Bolsonaro. Isso, porém, não significou uma virada massiva para a esquerda ou um rompimento definitivo com o bolsonarismo.

Segundo Thiago Falcão, que pesquisa cultura gamer na Universidade Federal da Paraíba, “nesse domínio cultural, cada vez mais as pessoas, sobretudo as que eram isentas, estão se posicionando de alguma forma”, mas esse é um fenômeno mais restrito ao mainstream.

Na opinião dele, o Gaules paz e amor tem um pé no mercado. “Nos últimos anos, ele cresceu muito em termos de seguidores e de importância no cenário. Ele se profissionalizou e amenizou o discurso.”

Mas Falcão também diz crer que Bolsonaro ainda tem tração em muitos nichos gamers. Junto com policiais e evangélicos, os jogadores são uma das principais demografias do bolsonarismo, afirma o professor.

O comportamento de grupos de gamers direitistas na internet, aliás, tem muito a ver com a forma como os bolsonaristas agem hoje nas redes sociais –memes, estética tosca, movimentos de manada.

Não por acaso, há muita sintonia entre os fãs de videogames e a gênese bolsonarista.
“O bolsonarismo de 2014 a 2018 era muito forte de meme. O público coincide muito –homem de 16 a 24 anos que estava de saco cheio, que queria alguém que quebrasse esse ciclo do politicamente correto”, afirma o deputado gamer Kim Kataguiri, do DEM.

E, não por acaso, há também um movimento de direitistas se voltando contra Bolsonaro.
“As mesmas razões que levam os políticos de direita a romper com o Bolsonaro levam os streamers. Traição das pautas, seja na agenda econômica, corrupção, combate à pandemia”, diz Kataguiri.

Gaules pode não ter passado a cantar o hino da Internacional Comunista em suas lives. Mas adotou o discurso moderado.

Prova disso é uma polêmica recente. Em março deste ano, o perfil Gamer Antifa desenterrou um vídeo antigo, de 2019, em que Gaules criticava o Movimento Sem Terra.
O Gaules de hoje em dia, mais endinheirado e melhor assessorado, quis se retratar.

“Gaules entendeu que errou e se desculpou, manifestando inclusive a vontade de conhecer pessoalmente integrantes do MST. Gaules reforça ainda que é contra a censura, o que inclui a do perfil Gamer Antifa”, afirma a equipe do streamer, por meio de uma nota.

O perfil que fez a crítica a Gaules, porém, acabou sendo banido da rede. O Twitter afirma que “a suspensão permanente foi aplicada por violar a política contra propagação de ódio”, o que Anderson Patrocínio, o Gamer Antifa, nega.

Sobre as falas anti-Bolsonaro, Gaules não se manifestou.
Mas, com a crescente profissionalização desses gamers, há cada vez menos tolerância a falas ofensivas no meio.

“As marcas e os times de e-sports têm punido de forma impiedosa manifestações reacionárias, racistas, misóginas”, diz Falcão, o pesquisador.
Essa demografia do jovem branco agressivo, tradicionalmente associada a games, pode ser um obstáculo para o alcance de novos públicos. Por isso, a moralização dos gamers segue uma fórmula. “Diversidade é igual a dinheiro.”

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Salário mínimo para 2022 terá aumento de R$ 47 e pelo 3° ano consecutivo tem previsão abaixo da inflação

De acordo com o anúncio, o valor sairá de R$ 1.100 para R$ 1.147, sem ganho real

O Ministério da Economia divulgou ao Congresso Nacional a projeção do reajuste do salário mínimo para 2022, nessa quinta-feira (15). De acordo com o anúncio, o valor sairá de R$ 1.100 para R$ 1.147, ou seja, terá um aumento de R$ 47.

A quantia, que serve como piso para uma série de benefícios pagos pelo governo, não teve ganho real pelo terceiro ano consecutivo. Isso porque a revisão do salário prevê uma inflação de 4,3% para o ano. No entanto, o índice IPCA se encontra em 8,35% no acumulado de 12 meses.

O reajuste está de acordo com a projeção do Governo Federal, que está presente no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) . O mesmo mantém o plano do governo Bolsonaro , o qual acabou com a política de mudanças no salário mínimo em valores acima da inflação.

O ano de 2022 será o terceiro em que o salário mínimo não terá um reajuste de acordo com a inflação atual. Portanto, sem ganhos reais, o que era uma política nos anos anteriores ao governo Bolsonaro.

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“Não tenho nenhum indício de fraude na eleição”, diz Aécio sobre 2014

Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro declarou ter provas de que a eleição na qual a ex-presidente Dilma Rousseff venceu foi fraudada; deputado negou a afirmação

Deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG)
Claudio Andrade/Câmara dos Deputados

Deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG)

Nesta quinta-feira (15), em entrevista à CNN Brasil , o deputado federal Aécio Neves (PSDB) disse que não há indícios de fraude nas eleições de 2014, que disputou contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT). A declaração foi dada após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) alegar ter provas de que a disputa presidencial na qual Dilma venceu por uma pequena margem de votos foi fraudada.

“Não tenho nenhum indício que aponte para fraudes naquela eleição”, disse ele. “Na verdade, os crimes ali cometidos foram de outra ordem. Em razão deles, nós entramos na justiça no TSE. A utilização sem limites da máquina pública, as fake news que tomaram conta do Brasil, o disparo de ilegal de ‘zaps’, dando conta de que eu eleito terminaria com outros programas sociais do governo, utilização da Caixa Econômica, do Correio, do Banco do Brasil, inclusive temas que foram objetos da discussão contra do afastamento da presidente Dilma, que acabou levando ao seu impeachment”.

O deputado disse lamentar que o debate em relação ao aprimoramento do processo eleitoral esteja “circunscrito a quem é a favor ou contra Bolsonaro”. “Eu não sou a favor de Bolsonaro , mas eu sou a favor de nós discutirmos com serenidade aprimoramentos no nosso processo de votação eletrônico”, continuou.

Na ocasião, Aécio também afirmou ver espaço para uma “terceira via” nas eleições de 2022 desde que ela una todos os partidos que estão fora da polarização, mesmo que o candidato não seja do PSDB . “Se pudesse ser do PSDB esse candidato, muito bom, eu adoraria, eu sou do PSDB, sou fundador do PSDB, mas se o candidato tem melhores condições e estiver fora do partido, nós temos que ter o desprendimento, a generosidade, o patriotismo de apoiar essa candidatura”.

O deputado ainda disse ser contra a tentativa de candidatura do governador de São Paulo João Doria (PSDB) à Presidência, porque poderia “isolar o partido”. “Ele certamente deve ter suas virtudes, mas ele nos levaria ao isolamento absoluto.  Sequer o DEM que foi o nosso parceiro desde a fundação do PSDB, estaria aliado a ele, e eu não quero que o PSDB se transforme em um partido nanico nas próximas eleições, porque nós podemos até não vencer essas eleições presidenciais, mas eu acredito muito que após a radicalização está aí colocada, o PSDB reaparecerá como partido da reinstitucionalização da política”, acrescentou.

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Vendedor da Davati cita oito autoridades que teriam atuado para negociar vacina; pelo menos seis são militares

Imagem ilustrativa – (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O representante comercial da Davati Medical Supply Cristiano Carvalho detalhou nesta quinta-feira (15), em depoimento à CPI da Covid, a participação de pelo menos oito autoridades do Ministério da Saúde que teriam atuado para agilizar a negociação de vacinas com a Davati. Da lista, pelo menos seis são militares (veja nomes abaixo).

A empresa, com sede nos Estados Unidos, ofereceu ao ministério lotes com milhões de vacinas da Astrazeneca e da Janssen. As negociações avançaram, mesmo sem a Davati apresentar qualquer comprovação da existência dos lotes. Os dois laboratórios já negaram que atuem com esse tipo de intermediação.

Em uma dessas reuniões, o policial militar Luiz Paulo Dominghetti – que também se apresenta como representante da Davati – diz ter recebido uma cobrança de propina, de US$ 1 por dose, para viabilizar a compra de 400 milhões de vacinas da Astrazeneca. A Davati entrou na mira da CPI em razão dessa denúncia.

Questionado por diversos senadores nesta quinta, Cristiano Carvalho confirmou reuniões e cobranças feitas por oito autoridades ligadas ao Ministério da Saúde, incluindo o ex-número dois da pasta Élcio Franco.

Reunião no ministério

Carvalho afirma que, em 12 de março, ele e Dominguetti participaram de reunião no ministério da Saúde intermediada pelo reverendo Amilton Gomes, da Secretaria de Assuntos Humanitários (Senah, uma instituição privada) e pelo coronel Helcio Bruno, do Instituto Força Brasil. A dupla não tem cargo público.https://3feba4454cd8a6c47cad027fc6867ff8.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

No ministério, o grupo teria se reunido com:

  • o então diretor de Planejamento do Ministério da Saúde, coronel Cleverson Boechat;
  • o então diretor de Programas do Ministério da Saúde, coronel Marcelo Pires;
  • o então secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco.

Na segunda-feira seguinte, diz Carvalho, o dono da Davati, Herman Cárdenas, enviou uma comunicação oficial a Élcio Franco para oferecer doses de vacina da Janssen em lugar da vacina da Astrazeneca, argumentando que o produto era mais barato e poderia ser administrado em dose única.

Questionado pela senadora Leila Barros (PSB-DF), Cristiano Carvalho citou também o ex-assessor do Ministério da Saúde e coronel Marcelo Blanco. Segundo ele, Blanco e Helcio Bruno (do instituto Força Brasil) pareciam os principais interessados no avanço das negociações.

Carvalho chegou a criticar, também em resposta a Leila Barros, a capacidade técnica das autoridades envolvidas na negociação.

“Percebi que eles não conheciam de comércio exterior, o que surpreendeu, inclusive. Fiquei pensando como estavam negociando vacinas com os fabricantes se não tinham as informações básicas”, afirmou.

Autoridades citadas

Confira abaixo a atuação de cada uma dessas autoridades, na versão de Cristiano Carvalho:

  • Élcio Franco, coronel da reserva do Exército e ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde

Segundo Cristiano Carvalho, Élcio Franco se reuniu com os representantes da Davati em 12 de março e, em seguida, recebeu a comunicação da sede da empresa nos Estados Unidos para tratar de negociações da vacina da Janssen.

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Atuação de Michelle Bolsonaro é citada em mensagens sobre negociação de vacinas

Primeira-dama e reverendo Amilton são citados em mensagens encontradas no celular do policial militar Luiz Paulo Dominguetti

Primeira-dama Michelle Bolsonaro e presidente Jair Bolsonaro
O Antagonista

Primeira-dama Michelle Bolsonaro e presidente Jair Bolsonaro

Em poder da CPI da Covid o celular do  cabo da Polícia Militar Luiz Paulo Dominguetti revela novas mensagens sobre a negociação de vacinas superfaturadas da Davati com o governo de Jair Bolsonaro. Em uma conversa realizada em março, Dominghetti cita a primeira-dama, Michelle.

Segundo a coluna Radar, da revista Veja, o policial militar conversou, em 3 de março, com um interlocutor identificado como Rafael Compra Deskartpak sobre a operação em curso, naqueles dias, para que o grupo chegasse até Bolsonaro no Planalto.

Conforme a CPI já sabe, o reverendo Amilton Gomes de Paula entrou no circuito de negociações por ser próximo à família do presidente. O religioso atuou para aproximar supostos vendedores de vacinas ao gabinete presidencial.

Nas novas mensagens, Dominguetti comenta assustado sobre os avanços do reverendo. “Michele (sic) está no circuito agora. Junto ao reverendo. Misericórdia”, escreve.

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Cristiano diz que reverendo Amilton intermediou negociação da Davati com a Saúde

Cristiano Carvalho, representante comercial da Davati no Brasil, foi acusado pelo policial militar Luiz Paulo Dominguetti de envolvimento no caso de um suposto pedido de propina de US$ 1 por dose da vacina AstraZeneca na negociação com o Ministério da Saúde

Cristiano Carvalho, representante comercial da Davati no Brasil, na CPI da Covid
Divulgação/Agência Senado/Pedro França

Cristiano Carvalho, representante comercial da Davati no Brasil, na CPI da Covid

O representante comercial da  Davati Medical Supply no Brasil, Cristiano Carvalho, disse na sessão da CPI da Covid nesta quinta-feira (15) que o  reverendo Amilton Gomes de Paula foi o responsável pela intermediação entre a Davatti e o Ministério da Saúde para a venda das supostas 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca. Assista:

Segundo o representante da Davati, existiu um pedido de propina, o qual ele se refere como “comissionamento”. Conforme afirma Cristiano, o pedido veio do  do grupo do tenente-coronel Blanco e da pessoa que o tinha apresentado ao Blanco, que é de nome Odilon.

“A informação que veio a mim, vale ressaltar isso, não foi o nome propina. Ele [Dominghetti] usou comissionamento. Ele se referiu a esse comissionamento sendo do grupo do tenente-coronel Blanco e da pessoa que o tinha apresentado ao Blanco, que é de nome Odilon”, informou.

Cristiano também disse não saber como a empresa iria fornecer 400 milhões de doses do imunizante ao Ministério da Saúde, como prometia na negociação. O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da comissão parlamentar, lembrou que era um número muito expressivo de vacinas em um momento de escassez do imunizante em todo o mundo. Assista ao vivo:

“Há 15 dias, a própria Davati não consegue ou não quer dar essas explicações. Eu tenho pedido insistentemente à Davati que produza essa explicação. Como brasileiro, todos nós gostaríamos de saber, e, até o momento, não recebi essa informação”, disse Cristiano.  Confira:

Cristiano também disse não possuir vínculo empregatício com a Davati e negou ser o CEO [chefe] dela no país. A empresa está envolvida numa suspeita de corrupção, com pedido de propina por um funcionário do Ministério da Saúde, Roberto Dias, para a compra da vacina AstraZeneca. Dias teria pedido US$ 1 a mais por dose do imunizante – quando eram oferecidas 400 milhões de doses.

“Eu não tenho vínculo empregatício, não tenho contrato, nunca fui remunerado para fazer a aproximação entre a Davati e o governo brasileiro. Também não sou CEO da empresa, a Davati não possui CEO e nem representação comercial aqui no Brasil. Simplesmente, a empresa, através de um amigo, me pediu para intermediar a relação aqui com o Ministério da Saúde e o senhor Dominghetti”, disse Cristiano.

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Brasil tem 745 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas

Nesta segunda-feira (12) o país chegou ao número de 534.233 vidas perdidas para a Covid-19 segundo dados do Conass

O Brasil perdeu 745 vidas para a Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando a 534.233 óbitos pela doença desde o início da pandemia. Os dados foram divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) nesta segunda-feira (12).

Já o número de infectados está em 19.106.971, com 17.031 novos casos confirmados nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos está em 1.303 e a de casos está em 44.923.

O ranking de estados com mais mortes pela Covid-19 é liderado por São Paulo (132.205), Rio de Janeiro (56.848) e Minas Gerais (48.124). As unidades da Federação com menos óbitos são Acre (1.767), Roraima (1.785) e Amapá (1.870).

Em relação aos casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2), São Paulo também lidera com mais de 3,8 milhões de casos. Minas Gerais, com mais de 1,8 milhão, e Paraná, com 1,3 milhão de casos, aparecem na sequência. O estado com menos casos de Covid-19 é o Acre (86.481), seguido por Roraima (115.419) e Amapá (119.078).

A contagem de casos realizada pelas Secretarias Estaduais de Saúde inclui pessoas sintomáticas ou assintomáticas — neste último caso, são pessoas que foram ou estão infectadas, mas não apresentaram sintomas da doença.

 

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