Sergio Moro em Curitiba: o que já se sabe sobre o depoimento

Ex-ministro da Justiça, Sergio Moro está em Curitiba para prestar depoimento na sede da Polícia Federal e pode apresentar provas contra Bolsonaro

Moro

Foi aberto inquérito contra ex-ministro Sergio Moro, que deve apresentar provas de acusações contra Bolsonaro

O ex-ministro da justiça, Sergio Moro,  já está prestando depoimento na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba neste sábado (2). Moro é investigado por expressar, segundo ele, a interferência do presidente Jair Bolsonaro no comando e investigações da Polícia Federal. O depoimento estava marcado para 14 horas. Ele chegou 10 minutos antes disso, acompanhado de seu advogado.

O Procurador-Geral da República, Augusto Aras pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de inquérito contra Moro sobre as acusações do ex-ministro sobre Bolsonaro e as mudanças na Polícia Federal. Esse teria sido o motivo de Moro para sair do ministério da justiça, concretizada na  exoneração de Maurício Valeixo da diretoria da PF, mudança promovida por Bolsonaro.

O ex-ministro da justiça é ouvido sobre: crime de denunciação caluniosa e crime contra a horna (calúnia, difamação e injúria) contra Bolsonaro, além de crime de prevaricação (agir contra a lei em interesse pessoal). Moro pode apresentar provas obtidas de forma legal e até mesmo se manter em silêncio, segundo o direito.

Moro afirmou se sentir intimidado pela forma como o processo está sendo conduzido por  Aras, que respondeu ao ex-ministro dizendo que “ninguém está acima da Constituição”.

Antes do início do depoimento de Moro em Curitiba,  protestos aconteceram nos arredores da Superintendência: de um lado, apoiadores de Moro e de outro, de Bolsonaro.

Entenda

Augusto Aras foi indicado pelo presidente Bolsonaro ao cargo de PGR – contrariando a lista tríplice de indicação do Ministério Público – e isso levantou questões sobre o relacionamento do presidente e Aras, que toca no aspecto de independência da Procuradoria.

Celso de Mello, ministro do STF, passou a presidir o inquérito de Moro e pediu a PF para colher o depoimento do ex-ministro. Em seguida, Aras designou três procuradores para acompanhar o depoimento, o que mostra o interesse da Procuradoria em acompanhar de perto o caso.

Além disso,  Moro afirmou em entrevista à revista Veja que o “combate a corrupção não é prioridade do governo Bolsonaro.”

www.reporteriedoferreira.com.br Por agência




Covid-19: Mortes no Brasil chegam a 6,7 mil; casos confirmados são 96 mil

De acordo com os novos dados do Ministério da Saúde, número de contágios e mortes voltou a crescer

corona
Pixabay/Tumisu

O coronavírus ataca os brônquios e gera infecção pulmonar

O Brasil registrou mais 421 mortes causadas pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) nas últimas 24 horas, fazendo o total subir para 6.750, segundo balanço divulgado neste sábado (02) pelo Ministério da Saúde.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, os novos casos confirmados de Covid-19 no Brasil são 4.970, totalizando 96.559. A taxa de letalidade é de 6,9%.

O Estado com maior letalidade continua sendo São Paulo com 2.586 mortes e 31.174 casos confirmados, seguido do Rio de Janeiro com 971 óbitos. Tocantins é o estado com menos mortes, somente

 

Com mais de 91 mil casos e 6 mil mortes, país fica atrás apenas dos EUA na soma de novas infecções diárias

Covid-19

Gabriel Monteiro / Agência O Globo

Enterro de vítima de covid-19 no Rio de Janeiro

O Brasil chegou nesta sexta-feira (1º) ao quarto dia consecutivo em um novo patamar da pandemia de Covid-19. Com 6.209 casos e 428 óbitos em 24 horas, o número de pessoas infectadas com o novo coronavírus subiu para 91.589 e o total de mortes já chega a 6.329. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde.

Desde a última terça-feira, o país vem registrando mais de 5.000 casos e mais de 400 mortes diárias ligadas à  Covid-19 , tornando-se um dos epicentros da doença no mundo — segundo dados da Universidade Johns Hopkins (EUA), apenas os Estados Unidos têm tido mais novos casos do que o Brasil.

A curva de contágio americana, no entanto, se assemelha a uma montanha-russa, com altos e baixos. Já a brasileira lembra a subida de uma montanha cuja altura do pico ainda é desconhecida, como afirmou o próprio ministro da Saúde, Nelson Teich. Na comparação com o dia 1º de abril, o Brasil registrou 84.753 casos novos e 6.088 mortes em um mês.

De acordo com o balanço divulgado ontem pelo ministério, o aumento no número de novos diagnósticos e óbitos foi de 7% em relação a anteontem. A persistir esse ritmo, o Brasil pode superar a casa dos 100 mil casos da doença no domingo.

“Toda previsão sobre o futuro é difícil, mas todo mundo que é especialista em modelos vê que o Brasil é a nova fronteira. Nas próximas semanas, os dois principais países em que haverá um crescimento acelerado de casos serão Estados Unidos e Brasil. O resto do mundo está desacelerando, crescendo muito pouco”, afirma Mauro Schechter, professor-titular de infectologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Ele atribui o cenário atual à queda da adesão ao distanciamento social, que fez com que o país registrasse a mais alta taxa de contágio entre 48 nações analisadas pelo Imperial College de Londres. Por aqui, cada dez pessoas infectadas contaminam outras 28; estas contaminam outras 78, e assim sucessivame nte, multiplicando-se sempre à razão de 2,8.

“O que está acontecendo agora provavelmente é reflexo do relaxamento que aconteceu semanas atrás, já que é preciso ter uma massa crítica transmitindo para outras pessoas até ser notado (no registro de novos casos)”, ressalta.

Novas ondas

Doutora em epidemiologia da Fiocruz, Ana Luisa Gomes também crê que o país pode se tornar o novo polo da Covid-19, mas pondera que a Europa, que está na descendente de novos contágios, está começando a sair da quarentena agora, e que essa reabertura pode fazer a onda ressurgir.

“A tendência da doença é essa, começa a ser um pico em um país e ir diminuindo no outro. Como a América Latina foi um dos últimos lugares a receber a Covid-19, é natural que a gente se torne um epicentro, o que é diferente de ser o país com maior incidência. Epicentro é, naquele momento, onde tem a maior disseminação da doença, e, portanto, de onde ela pode sair para outros lugares. Por isso o Trump está apreensivo com a questão dos voos. A transmissão comunitária aqui está muito alta, e as pessoas que saírem do Brasil para lá podem levar a doença a várias regiões que já a controlaram”, disse.

Gomes se refere à menção feita pelo presidente norte-americano de suspender voos do Brasil para os Estados Unidos, algo que ainda não foi confirmado oficialmente pela Casa Branca. Donald Trump afirmou anteontem que o avanço da Covid-19 pôs o Brasil em uma situação “difícil”.

“No Brasil o número de casos é muito, muito alto. Se você olhar os gráficos quase todos apontam para o alto”, disse Trump. Nos EUA, o número de casos já passou de 1 milhão, e o de mortes, de 60 mil.

Rio passa de 10 mil casos

Ana Luisa Gomes, da Fiocruz, afirma que o agravamento da epidemia no Brasil já era esperado: “pelo sistema Infogripe, que avalia os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), já conseguíamos ver que a situação do Brasil está grave há algum tempo e tende a se agravar. Temos também uma subnotificação muito alta. Além disso, nosso país é um continente e tem situações muito regionalizadas, mas várias regiões do país já estão colapsando. Só não se fala que colapsou oficialmente no Rio porque é uma coisa politicamente difícil de ser dita”.

Os dados divulgados ontem pelo Ministério da Saúde mostram que os cinco estados com o maior número de casos confirmados são também os que têm mais mortes: SP (30.374 casos, 2.511 mortes), RJ (10.166, 921), CE (7.879, 505), PE (7.334, 603) e AM (5.723, 476).

Para Mauro Schechter, a única solução é manter a política de isolamento daqueles que podem ser isolados: “como não há vacina nem um tratamento eficaz, a única maneira de prevenir transmissão é o isolamento social. Não há outra forma. Todos os países que conseguiram controlar o fizeram utilizando soluções clássicas de controle de epidemias : evitar transmissão, diagnosticar precocemente e fazer o rastreamento de contatos”.

www.reporteriedoferreira.com.br    Por Agência O Globo 



Paraíba registra 135 casos de Covid-19 em um dia; mortes chegam a 76

Novo SARS-CoV-2 de Coronavírus Micrografia eletrônica de varredura colorida de uma célula mostrando sinais morfológicos de apoptose, infectados com partículas do vírus SARS-COV-2 (verde), isoladas de uma amostra de paciente. Imagem capturada no NIAID Integrated Research Facility (IRF) em Fort Detrick, Maryland. Crédito: NIAID

 

Neste sábado (2), a Paraíba registrou novo recorde de casos confirmados de Covid-19. São 1169 pessoas com diagnóstico positivo, 135 a mais que o último balanço publicado. Destes, 76 faleceram e 177 já se recuperaram, segundo informações das Secretarias Municipais de Saúde. Outros 1902 casos investigados já foram descartados para Covid-19.

Dos 370 leitos de UTI previstos no plano de Contingência para Coronavírus, 171 já estão ativos, 49% deles ocupados.

Os casos confirmados estão distribuídos em 64 municípios paraibanos:

Alagoa Grande (2); Alagoa Nova (1); Alhandra (7); Araçagi (1); Areia (1); Barra de São Miguel (1); Bayeux (41); Bom Jesus (1); Boqueirão (1); Brejo do Cruz (1); Caaporã (3); Cabedelo (36); Caiçara (1); Cajazeiras (10); Campina Grande (61); Casserengue (1); Catingueira (1); Conde (17); Congo (1); Coremas (1); Coxixola (3); Cruz do Espírito Santo (4); Esperança (2); Guarabira (15); Gurinhem (1); Igaracy (1); Imaculada (3); Itabaiana (2); Itaporanga (1); Itapororoca (3); João Pessoa (701); Junco do Seridó (3); Lagoa Seca (2); Lucena (5); Mamanguape (1); Mari (7); Marizópolis (3); Monteiro (1); Patos (23); Pedras de Fogo (9); Piancó (1); Pilar (1); Pilõezinhos (1); Pitimbu (1); Pombal (2); Princesa Isabel (1); Queimadas (2); Riachão Poço (1); Riacho dos Cavalos (1); Rio Tinto (4); Santa Helena (1); Santa Rita (100); São Bento (5); São João do Rio do Peixe (6); São José de Espinharas (1); São José de Piranhas (1); São José do Bonfim (1); Sapé (38); Serra Branca (1); Serra da Raíz (1); Serra Redonda (1); Sousa (15); Taperoá (2); Umbuzeiro (2).

2 óbitos foram notificados nas últimas 24h:

  1. Homem, idoso, 73 anos, sem comorbidade, residente em João Pessoa, inicio dos sintomas no dia 08/04/2020, interno em hospital privado e veio a óbito no dia 01/05/2020.
  2. Homem, adulto, 56 anos, residente em Santa Rita, com comorbidade hipertensão e obesidade, inicio dos sintomas no dia 19/04/2020, atendido em hospital municipal e veio a óbito no dia 01/05/2020

Os dados epidemiológicos e de ocupação de leitos podem ser acompanhados em paraiba.pb.gov.br/coronavirus

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Por apoio do centrão, Bolsonaro oferece cargos e ameaça a quem não ajudar

Segundo fontes do governo, responsáveis por pastas podem até ser demitidos se não liberarem vagas para políticos da ala

Bolsonaro

Agência Brasil

Antes crítico do que chamada de “velha política”, Bolsonaro busca agora o apoio do centrão

Depois de criticar ao longo de sua campanha o que sempre chamou de “velha política”, o presidente Jair Bolsonaro começa a voltar sua atenção para a ala conhecida como centrão, que reúne partidos de centro e centro-direita como PP, PTB, DEM e PL, em busca de apoio para pautas consideradas importantes, como a derrubada de possíveis pedidos de impeachment.

Com isso, segundo informa o jornal Folha de São Paulo, alguns ministros têm sido “enquadrados” para que aceitem ceder cargos de segundo ou terceiro escalão dentro das pastas para integrantes deste grupo. Bolsonaro teria, inclusive, ameaçado de demissão quem não aceitasse a ideia.

De acordo com o relato de parlamentares ouvidos, a mudança de postura se deu em dois atos. Primeiro, ele forçou a saída de Sergio Moro do comando do Ministério da Justiça, e depois reafirmou aos ministros que restantes que seria o responsável por distribuir tais cargos e que não aceitaria qualquer tipo de recusa.

Tal postura, conhecida como “toma lá, dá cá”, começou a fazer parte do dia a dia do presidente após a ruptura com Rodrigo Maia , presidente da Câmara dos Deputados. Em busca de apoio e, talvez, de um nome para substituir Maia no comando da casa, Bolsonaro se aproximou do centrão, que hoje conta com 200 dos 513 deputados.

Ainda de acordo com a publicação, a oferta de repasse de vagas abrange secretarias estratégicas, como a Secretaria de Mobilidade (Desenvolvimento Regional), o Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação, a Secretaria de Vigilância em Saúde e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, e vai do Porto de Santos à Funasa, passando pelo Banco do Nordeste.

Apesar das conversas, interlocutores afirmaram que o Bolsonaro já está sendo cobrado pela demora nas nomeações e que, por este motivo, os ministros estariam sofrendo pressão para aceitar as mudanças. Segundo os integrantes do centrão, os postos chaves estariam nos ministérios da Economia, comandado por Paulo Guedes, Infraestrutura, de Tarcísio Freitas, Educação, gerido por Abraham Weintraub, e Desenvolvimento Regional, sob o comando de Rogério Marinho.

www.reporteriedoferreira.com.br Por Ig




Futuro presidente do TSE, ministro Roberto Barroso vê ‘risco real’ de adiamento das eleições deste ano

Primeiro turno das eleições municipais, para escolha de prefeitos e vereadores, está marcado para 4 de outubro. Ministro se diz contrário à hipótese de prorrogação de mandatos.

O Ministro Luís Roberto Barroso sucederá a ministra Rosa Weber no final de maio na presidência do TSE. (Foto: Arquivo)

O ministro Luís Roberto Barroso, futuro presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou nesta sexta-feira (1º) que há um “risco real” de que as eleições municipais de outubro, para escolha de novos prefeitos e vereadores, sejam adiadas em razão da pandemia do novo coronavírus.

O primeiro turno das eleições municipais está marcado para 4 de outubro. Nas cidades em que houver segundo turno – somente podem ter segundo turno municípios com mais de 200 mil eleitores –, a data prevista é 25 de outubro. A mudança da data das eleições depende do Congresso.

“Por minha vontade, nada seria modificado porque as eleições são um rito vital para a democracia. Portanto, o ideal seria nós podermos realizar as eleições. Porém, há um risco real, e, a esta altura, indisfarçável, de que se possa vir a ter que adiá-las”, afirmou o ministro em transmissão ao vivo em uma rede social promovida pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).

Segundo o ministro, que sucederá a ministra Rosa Weber no final de maio na presidência do TSE, se não houver condições para realizar as eleições em outubro, o pleito, na avaliação dele, teria de ser feito “em poucas semanas, ou no máximo em dezembro, para não haver risco de se ter que prorrogar mandatos”.

Barroso se disse ainda contrário à hipótese de se fazer a eleição municipal junto com a eleição nacional, em 2022, o que exigiria a prorrogação por dois anos dos mandatos dos atuais prefeitos e vereadores.

“Sou totalmente contra essa possibilidade. A democracia é feita de eleições periódicas e alternância no poder”, afirmou. “Os prefeitos e vereadores que estão em exercício neste momento foram eleitos para quatro anos.”

Para o ministro, o excesso de nomes para votação também comprometeria a qualidade do voto, para se fazer uma “escolha consciente”.




Filho de Bolsonaro, Renan, minimiza covid-19: ‘Só uma gripezinha. Peguei, passou’

Assim como o presidente Jair Bolsonaro, Renan também afirmou que a covid-19 é uma “gripezinha” e disse que a pandemia é uma “história da mídia”.

Filho 04 de Bolsonaro ironizou covid-19 (Foto: Reprodução)

Jair Renan Bolsonaro, o filho que o presidente Jair Bolsonaro chama de ”04″, minimizou o coronavírus em um vídeo que circula no Twitter. Ele chegou a dizer: ”Peguei, passou”, mas não ficou claro se ele realmente teve a doença ou se estava apenas ironizando.

Assim como o presidente Jair Bolsonaro, Renan também afirmou que a covid-19 é uma “gripezinha” e disse que a pandemia é uma “história da mídia”.

“Vamos pra rua na pandemia, tá ok? Pô, que pandemia, malandro? Isso é história aí da mídia, pra trancar você em casa, achar que o mundo tá acabando. Pô, é só uma gripezinha, irmão, vai tomar no c…. Peguei, passou. Prefiro morrer tossindo que morrer transando”, disse. Em seguida, ele se corrige: “Opa, prefiro morrer transando do que tossindo, foi mal, foi mal…”

Balanço

De acordo com levantamento do G1 junto às secretarias de saúde, 5.513 mortes provocadas pela Covid-19 já foram contabilizadas no país até essa quinta-feira (30). São 79.685 casos confirmados da doença em todo o país e mais de 200 mil no mundo.




Bolsonaro acusa estados de desviarem recursos do combate à Covid-19

Presidente também voltou a colocar em dúvida estatísticas fornecidas pelas secretarias estaduais de Saúde

Jair Bolsonaro acusou estados de desviarem recursos do combate a`Covid-19
José Dias/PR

Jair Bolsonaro acusou estados de desviarem recursos do combate a`Covid-19

O presidente Jair Bolsonaro acusou nesta quinta-feira, sem apresentar provas, “alguns” governadores de desviarem recursos que seriam destinados ao combate à Covid-19 , doença causada pelo novo coronavírus . Bolsonaro não disse quais governadores seriam esses. De acordo com ele, o governo federal fez “tudo que foi possível” em relação à pandemia.

“Nós fizemos tudo que foi possível e mais alguma coisa. Agora, cabe aos governadores gerir esses recursos. O que mais nós temos, por parte de alguns estados, é desvio de recursos. É isso que está acontecendo. Por isso precisamos da Polícia Federal isenta, sem interferência, para poder tratar desse assunto, para poder coibir possíveis abusos”, disse.

Polícia Federal (PF) já realizou ao menos duas operações que investigam possíveis irregularidades na utilização de recursos que deveriam ser utilizados contra a Covid-19 , no estado do Amapá e na prefeitura de Aroiras (PB) .

O presidente também colocou em dúvida o número de mortes registradas pelos estados . Entretanto, a Presidência já informou ao GLOBO, por meio da Lei de Acesso à Informação não ter encontrado documentos provando que governos estaduais inflaram estatísticas.

“Partindo do princípio que o número de óbitos é verdadeiro, porque cada vez mais chegam informações que…No próprio Diário Oficial lá do estado de São Paulo está escrito que, na dúvida, bota coronavírus, para inflar o número e fazer uso político desse”, afirmou o presidente.

Bolsonaro negou que tenha um “embate” com governadores, mas voltou a dizer que a responsabilidade pelas mortes da Covid-19 é deles:

“Não tem embate. Esse problema é pra todo mundo resolver, não é pra ser politizado. O que falta o governo federal fazer? O Supremo Tribunal Federal decidiu, o placar foi a 0, que as medidas para evitar, ou melhor, para fazer que a curva seja achatada, caberiam aos governadores e prefeitos. Não achataram a curva. Governadores e prefeitos que tomaram medidas bastante rígidas não achataram a curva. A curva tá aí”.

Ataques a Doria

O presidente então passou a fazer ataques direcionados ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB), seu desafeto, dizendo que ele faz “politicalha”:

“É o governador gravatinha, de São Paulo, fazendo politicalha em cima de mortos, zombando de familiares que tiveram seus entes queridos que morreram por vírus ou outra causa. É uso político dos senhor governador de São Paulo, João Doria, com essas pessoas”.

Questionado sobre a declaração do ministro da Saúde , Nelson Teich , que em teleconferência com governadores na quarta-feira disse que o Brasil está “navegando às cegas” no enfrentamento à Covid-19 , Bolsonaro defendeu o ministro e apontou que “frases soltas” como essa levam ao entendimento de que o titular da pasta não sabe o que está acontecendo.

“Ele falou desde o começo em entrevistas que tem que ter números. E os números ainda não estão concretos, então por enquanto a gente não sabe o que nos espera ainda com certeza. É isso, com toda a certeza, que ele quis dizer”, afirmou Bolsonaro.

www.reporteriedoferreira.com.br    Por Agência O Globo 




João Azevêdo; escolas, comércio e shoppings continuarão fechados na PB

O comércio, escolas e shoppings devem permanecer fechados no Estado. Foi o que declarou nesta quarta-feira (29) o governador João Azevêdo. A continuidade das medidas de isolamento social leva em conta o crescimento dos casos de coronavírus e de mortes registradas na Paraíba.

“Não vejo com muitas possibilidades de retomar esse processo. Nos estados que fizeram isso, o número de casos aumentou”, disse o governador durante entrevista à TV Cabo Branco.

Ele disse que o novo decreto sobre as medidas de isolamento social no estado, que deve sair até o final da semana, será discutido na tarde desta quarta-feira durante reunião com o ministro da Saúde, Nelson Teich.

A reunião contará também com a participação dos prefeitos Luciano Cartaxo,de João Pessoa, e Romero Rodrigues, de Campina Grande.




Bolsonaro ataca Moraes e chama de ‘política’ decisão do STF sobre Ramagem

 O presidente Jair Bolsonaro chamou nesta quinta-feira de “política” a decisão do ministro Alexandre de Moraes (STF) que, um dia antes, anulou a nomeação de Alexandre Ramagem para o comando da Polícia Federal. “Eu respeito a Constituição e tudo tem um limite.”

Na saída do Palácio da Alvorada, antes de embarcar para Porto Alegre (RS), Bolsonaro se referiu à decisão judicial como uma “canetada” e argumentou que Moraes quase gerou uma crise institucional.

“Se [Ramagem] não pode estar na Polícia Federal, não pode estar na Abin [Agência Brasileira de Inteligência]. No meu entender, uma decisão política”, declarou.

O presidente reiterou que a AGU (Advocacia-Geral da União) vai recorrer da decisão, mas disse que, diante da decisão do Supremo, o governo busca um novo nome para o comando da PF.

Em outra investida contra Moraes, Bolsonaro cobrou “rapidez” do ministro para liberar o julgamento da ação no Plenário da Corte. “Não justifica a questão da impessoalidade. Como o senhor Alexandre de Moraes foi parar o Supremo? Amizade com o senhor Michel Temer, ou não foi?”, disse o presidente, em uma referência à indicação de Moraes ao STF pela então presidente da República.

“Agora tirar numa canetada e desautorizar o presidente da República com uma canetada dizendo em impessoalidade? Ontem quase tivemos uma crise institucional, quase. Faltou pouco”, disse Bolsonaro. “Eu não engoli ainda essa decisão do senhor Alexandre de Moraes.”

A decisão de Moraes se baseia, principalmente, nas afirmações de Bolsonaro de que pretendia usar a PF, um órgão de investigação, como produtor de informações para suas tomadas de decisão.

O ministro concedeu liminar (decisão provisória) a uma ação protocolada pelo oposicionista PDT, que alegou “abuso de poder por desvio de finalidade” com a nomeação do delegado para a PF.

Moraes destacou que sua decisão era cabível pois a PF não é um “órgão de inteligência da Presidência da República”, mas sim “polícia judiciária da União, inclusive em diversas investigações sigilosas”.

Na decisão, o ministro afirmou haver “inobservância aos princípios constitucionais da impessoalidade, da moralidade e do interesse público”, acrescentando que, “em um sistema republicano, não existe poder absoluto ou ilimitado, porque seria a negativa do próprio Estado de Direito”.

Ramagem chefiou a segurança de Bolsonaro durante a campanha de 2018, tornou-se amigo da família e virou diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

No sábado (25), a Folha mostrou que uma apuração comandada pelo STF, com participação de equipes da PF, tem indícios de envolvimento de Carlos em um esquema de disseminação de fake news. ​

Para a maioria dos especialistas ouvidos pela Folha, foi correta a decisão de Moraes pela suspensão do ato. De acordo com eles, o poder de nomeação do presidente não é absoluto e deve respeitar as regras previstas pela Constituição, como impessoalidade, moralidade e legalidade.

Não é a primeira vez que o Judiciário suspende nomeação discricionária da Presidência da República. Isso já ocorreu na ocasião da nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como ministro da Casa Civil pela então presidente Dilma Rousseff (PT) e também de Cristiane Brasil (PTB) como ministra do Trabalho durante a gestão de Michel Temer (MDB).

Há quem afirme, no entanto, que seria preciso haver provas mais contundentes para que a nomeação fosse anulada neste momento. O professor de direito constitucional da USP Elival da Silva Ramos vê ativismo judicial na decisão e afirma que ela cria um precedente ruim.

Para ele ainda não há provas suficientes de que a nomeação de Ramagem seria abuso de poder, mas apenas indícios. Segundo ele, apesar de a liminar (decisão provisória) poder ser concedida sem provas cabais, Ramos defende que, por se tratar da suspensão de um ato discricionário, seria preciso haver provas mais maduras.

Ainda na tarde de quarta-feira, Bolsonaro desautorizou a AGU e disse que vai recorrer da decisão do ministro do STF. Mais cedo, a AGU havia divulgado nota pública na qual afirmou que não recorreria da suspensão da posse.

“É dever dela [AGU] recorrer”, disse Bolsonaro. “Quem manda sou eu e eu quero o Ramagem lá”, disse Bolsonaro, que momentos antes, em solenidade no Palácio do Planalto, havia afirmado que seu sonho de nomear o delegado para o cargo de diretor-geral “breveme

A decisão de Moraes entra para a série de reveses que a corte impôs ao governo federal nos últimos dois meses e mantém pressão do tribunal sobre Jair Bolsonaro. Desde que a OMS (Organização Mundial de Saúde) declarou pandemia do novo coronavírus, em 11 março, o STF contrariou os interesses do Executivo em ao menos 12 ações.

O despacho de Moraes sobre a PF foi na mesma linha. Esse caso, porém, revelou um componente a mais na relação entre os Poderes, na avaliação de ministros de tribunais superiores.

Ao suspender a nomeação do escolhido de Bolsonaro para comandar a corporação, eles avaliam nos bastidores que Moraes um mandou recado claro de que a corte não aceitará interferência na PF, sobretudo em dois inquéritos sob sigilo: os que investigam a organização de atos pró-intervenção milita r e a disseminação de fake news, que tem um filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), na mira como suposto articulador de um esquema de disseminação notícias falsas.

Carlos é o filho mais próximo de Ramagem. As duas investigações são caras para uma ala do STF.

Desde que o ministro Dias Toffoli, presidente da corte, instaurou o inquérito sobre notícias falsas contra ministros do STF, em março de 2019, ele foi alvo de críticas de procuradores e investigadores ligados à Lava Jato.

Toffoli, porém, sempre fez questão de defender a legalidade da medida para levá-la adiante. Na visão dele e de outros ministros, a investigação é importante para elucidar a rede de ataques que os atinge e conter esses disparos.

Essa apuração foi muito criticada por juristas e pela militância bolsonarista, mas defendida pelo governo federal. As críticas apontavam que o STF não poderia ter agido de ofício, ou seja, ter determinado a abertura de inquérito sem que tivesse sido provocado pela Procuradoria-Geral da República, como é a regra do Judiciário.

A Advocacia-Geral da União, porém, manifestou-se contra o arquivamento do caso. Nesta quarta, logo após a decisão de Moraes, a leitura de atores do Judiciário foi a de que o ministro traçou uma linha de até onde Bolsonaro pode ir.

Houve inclusive a avaliação de que o STF poderá autorizar diligências da PF nos próximos dias contra integrantes do esquema de fake news, para mostrar que não recuará.

Essa decisão não foi o primeiro recado do ministro ao Palácio do Planalto em relação à autonomia da PF. No mesmo dia em que Moro acusou Bolsonaro de interferir na corporação, na última sexta (24), Alexandre de Moraes determinou à PF que não troque os delegados responsáveis pelas investigações dos atos pró-ditadura e a de notícias falsas na internet.

Apesar de o presidente não ser oficialmente investigado, ele participou dos atos e, se houver indícios de que ele ajudou a organizar os protestos, poderá virar alvo das apurações.

www.reporteriedoferreira.com.br      Folha de S. Paulo




Homem é preso em Santa Rita vendendo “garrafada” para curar coronavírus por R$ 100

O homem, de 49 anos, anunciava o produto nas redes sociais e afirmava que a substância era capaz de curar doenças como Aids, câncer e covid-19.

No local havia garrafas com rótulos específicos para cada doença (Foto: Reprodução)

Um homem foi preso em Santa Rita, na noite dessa quinta-feira (30), acusado de vender um falso medicamento com a promessa de curar Aids, câncer e covid-19. O produto, um tipo de ‘garrafada’, era vendido por R$ 100 o litro.

A ação, que teve o apoio do Ministério Público da Paraíba e Agência Estadual de Vigilância Sanitária, ocorreu no bairro de Marcos Moura, em Santa Rita.

Segundo a Polícia Civil, o homem de 49 anos vinha sendo investigado por equipes da Delegacia Seccional de Santa Rita por anunciar em redes sociais um falso medicamento feito à base de ervas.

Após obter ordens judiciais, os policiais civis realizaram buscas em um imóvel comercial usado pelo suspeito para a fabricação do falso medicamento.

No local foram encontrados vários insumos e utensílios usados na produção. O imóvel não possuía alvará de funcionamento e nem autorizações sanitárias para ser utilizado como local de fabricação de medicamentos.

O comércio foi interditado e o homem foi preso em flagrante delito e autuado por crime contra a saúde pública. O delito é considerado hediondo e a pena máxima é de 15 anos.

Ele foi conduzido para a carceragem da Central de Polícia Civil, em João Pessoa.