PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Celso Marques Mariz Sérgio Botelho

PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Celso Marques Mariz
Sérgio Botelho
– Outro dia, ao falar de Eliseu César e de sua brilhante passagem por Belém do Pará, citei outro paraibano que também esteve pelo Norte, antes de se fixar de vez na cidade da Parahyba, atual João Pessoa.
No caso, Celso Marques Mariz, um sousense que completou sua criação em outras cidades do estado, incluindo Taperoá, sob a tutela de seu padrinho, o juiz Félix Joaquim Daltro, após se tornar órfão de pai aos 3 anos de idade.
A passagem de Celso Mariz pelo Pará acontece no momento, início do Século XX, em que a economia da borracha ainda irradiava oportunidades e atraía gente de outras regiões.
Nascido em 17 de dezembro de 1885, ele esteve em Belém por volta do ano de 1906, em torno dos 21 anos, portanto, quando manteve contato mais forte com setores intelectuais, enquanto revisor do jornal A Província do Pará.
Seu livro de estreia, Através do Sertão, foi escrito em 1909 e publicado em 1910, já de volta à Paraíba. Em 1922, publica Apanhados Históricos da Paraíba, uma síntese histórica do estado. Evolução Econômica da Paraíba saiu em 1939.
Tem mais: Ibiapina, um apóstolo do nordeste, em 1942; Carlos Dias Fernandes, 1943; Cidades e homens, 1945; Areia e a rebelião, 1946; Memória da Assembleia Legislativa, 1946; Pilões, antes e depois do termo, 1948; Notícia histórica de Catolé do Rocha, 1956; e Figuras e fatos, 1976.
Naturalmente, fez parte do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, dirigindo a instituição na década de 1940. Ainda em 1941, compôs o seleto grupo fundador da Academia Paraibana de Letras.
Celso Mariz escreveu nos jornais O Norte, O Comércio e A União, sendo fundador do A Notícia, que servia de porta voz ao famoso agrupamento político dos Jovens Turcos, onde pontificava Sólon de Lucena.
Foi, também, em épocas diferentes, diretor de A União, secretário no governo Argemiro de Figueiredo, secretário da Assembleia Legislativa e deputado estadual na legislatura 1924-1928.
Atualmente, o nome de Celso Mariz designa um Condomínio Residencial no Jardim Cidade Universitária, em João Pessoa, e uma escola municipal em Sousa.
(Na imagem, capa do livro Evolução Econômica da Paraíba, de Celso Mariz)
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PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. O Conservatório que existiu antes do Edifício 18 Andares Sérgio Botelho –

PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. O Conservatório que existiu antes do Edifício 18 Andares
Sérgio Botelho –
PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. O Conservatório que existiu antes do Edifício 18 Andares - Memória Paraibana
Do ilustre amigo Edgar Bartolini, nascido e criado no Centro Histórico de João Pessoa, entre o Beco da Carioca (atual Peregrino de Carvalho) e a Rua Treze de Maio (nesse último endereço, a senhora sua mãe, Professora Luzia Bartolini, mantinha célebre escola de música), recebi informações preciosas junto com a foto que ilustra este texto.
Para não perder nada do conteúdo, reproduzo as informações na íntegra: “Sérgio, conforme lhe prometi essas duas fotos são do antigo casarão da General Osório, que deu lugar ao hoje conhecido Edifício Dezoito Andares.
Ali funcionou até o final do ano de 1952 a antiga Delegacia de Trânsito, que foi transferida para aquele Castelinho situado na Praça Bela Vista, no início de Cruz das Armas, quando o Governador José Américo de Almeida determinou no local o funcionamento da Escola de Música Antenor Navarro e o Conservatório de Canto Orfeônico da Paraíba, que ali ficaram até o final de 1957, quando no seu primeiro governo, Dr. Pedro Moreno Gondim, negociou o terreno com o antigo IAPB, visando a construção do dito edifício, com a cláusula de que o quarto andar da obra, correspondente ao primeiro na citada avenida seria todo destinado às duas instituições. No ano de 1965 foram as instalações entregues como acertado, porém, o Governador João Agripino desfez o acordo com a promessa de construir um novo prédio para a Escola e o Conservatório, coisa que nunca ocorreu”.
Portanto, na bela foto do texto de hoje vemos o prédio que existiu antes da construção do 18 Andares, com toda a sua beleza e algumas fábulas que envolveram sua demolição e posterior edificação do prédio, na esquina da atual Peregrino de Carvalho com General Osório, exatamente como fica representado na foto que usei.
A outra postei na matéria publicada no site Para Onde Ir (Memória Paraibana), que mostra o oitão do antigo Conservatório colado aos fundos do Grupo Thomaz Mindello.
Ao amigo Bartolini, meu muito obrigado, gratidão que tenho certeza ser também dos leitores, por essa contribuição à memória da cidade de João Pessoa.



PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. O lamento de Antônio Sérgio Botelho –

PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. O lamento de Antônio
Sérgio Botelho –
Naquele domingo, 1º de setembro de 1935, havia quase duzentos anos do dia em que a Igreja de Nossa Senhora das Mercês fora benzida. De frente para o vazio físico e espiritual deixado pelo templo católico em desmonte, Antônio da Conceição, jovem integrante da Irmandade que, durante todo aquele tempo, a tinha administrado, observava, consternado, o terreno e a Praça João Pessoa totalmente à mostra.Tratava-se, até então, de um belo e espaçoso largo, conhecido como Pátio das Mercês, com casas nas duas laterais e até uma igreja protestante, a dos Presbiterianos, compondo parte de um cenário de gerações. Do lado Leste do templo passava uma rua. Tudo iria se transformar em uma nova praça.
A ata de benzimento da igreja, datada de 10 de novembro de 1743, fora assinada pelo padre capelão João d’Andrade e Souza e pelo juiz João Rodrigues, naqueles idos do século XVIII. Antônio, que ajudava nos trabalhos burocráticos das Mercês, conservou consigo o recorte de uma velha edição do A União de 1906, com a transcrição da ata, que vivia guardada nos arquivos da sacristia da igreja sacrificada pelo progresso.O fiel das Mercês experimentava uma imensa e dolorosa melancolia. O jornal A União, em um prédio vizinho à arruinada igreja, circulara em agosto findo com nota da Prefeitura celebrando, entre outras obras, a desapropriação e demolição da igreja setecentista. “O que havia de se comemorar em tão funesta ação?”, lamentava, sem conter o choro.Antônio ainda podia ver as festas religiosas, promovidas pela Igreja, nas quais se guardavam resquícios de ritos ancestrais africanos com os da tradição católica, sempre cercadas de muita espiritualidade e alegria.
O que seria, agora, do que sobrara da cultura herdada dos antepassados africanos? E, ainda, da vida, doravante, dos protegidos da Irmandade, atendidos pelas esmolas dos fiéis frequentadores das Mercês?Dom Adauto, o arcebispo que concordara com a tese do prefeito Guedes Pereira sobre a necessidade de derrubar o templo para a construção de uma praça, morrera há alguns dias, sem explicar, tintim por tintim, na visão de Antônio, os reja de Nossa Senhora Mãe dos Homens, em Tambiá, e à do Rosário dos Pretos, no Ponto de Cem Réis, não mais existiam, mesmo com a construção de novas igrejas com as mesmas denominações.O devoto saudoso das Mercês residia ali perto, na Índio Piragibe.
Na última semana de agosto, ele conseguira lugar na burocracia da fábrica de cimento, na Ilha do Bispo. Mas ele pensava nos desempregados e nos idosos que viviam da ajuda da Irmandade.“Uma maldade grande”, julgava, misturando raiva e desejo de afastar pensamentos contra a religião, enquanto caminhava de volta para casa.{A foto é do Pátio das Mercês, publicada por Marcondes Silva Meneses (padre, hoje diretor do Centro Cultural São Francisco), em sua dissertação de Mestrado em Arquitetura e Urbanismo “O Processo de Demolição e Desmonte das Irmandades Religiosas na Cidade da Parahyba (1923-1935): O CASO DAS MARCÊS”. A foto, do Acervo Almanach do Estado da Paraíba, de 1932, segundo o Padre Marcondes explicita no texto da dissertação, mostra detalhes da rua lateral e tamanho do largo}.
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Sérgio Botelho – Naquele domingo, 1º de setembro de 1935, havia quase duzentos anos do dia em que a Igreja de Nossa Senhora das Mercês fora benzida. De frente para o vazio físico e espiritual deixado pelo templo católico em desmonte, Antônio da Conceição, jovem integrante da Irmandade que,…



PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. O Vigário-Geral na Paraíba do Século XIX Sergio Botelho

PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. O Vigário-Geral na Paraíba do Século XIX
Sergio Botelho
– Nosso alvo biográfico de hoje nomeia uma via que, além da tradição que encerra, no que diz respeito à formação urbana de João Pessoa, é uma das mais movimentadas da cidade. Ela tanto pode ser identificada como Rua Padre Meira quanto “descida para a Lagoa”, que todo pessoense já se localiza.
Padre Leonardo Antunes de Meira Henriques, conhecido como Padre Meira, foi uma figura de destaque na história religiosa e política da Paraíba, no século XIX. Nascido em João Pessoa, ele se destacou como sacerdote, bacharel em Direito e político.
Ordenado padre em 1843, concluiu o bacharelado em Direito em 1845 e, em 1853, foi eleito deputado provincial. Além de suas funções religiosas, Padre Meira exerceu o cargo de vigário geral do Bispado de Pernambuco, na administração eclesiástica da Paraíba, antes de o estado alcançar status de diocese.
Ele residiu mesmo na rua que hoje leva seu nome. Sua influência também se estendeu ao desenvolvimento urbano da região. Em 1857, adquiriu a propriedade que hoje corresponde à Praia do Poço, em Cabedelo, contribuindo para a popularização da área.
Padre Meira esteve historicamente ligado à corrente conservadora e monarquista, alinhamento que refletia a ligação tradicional entre a Igreja Católica e o Estado monárquico brasileiro, especialmente no período imperial, quando a religião oficial do Império era o catolicismo.
Como deputado provincial e figura influente na sociedade paraibana, Padre Meira usou sua posição para apoiar políticas que favoreciam a preservação das estruturas sociais e políticas tradicionais. A corrente conservadora defendia o fortalecimento da monarquia, a centralização do poder, e a manutenção da ordem vigente, incluindo o papel da Igreja como instituição moral e cultural dominante.
A imagem utilizada é da Rua Padre Meira, uma mais antiga e outra atual)
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PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. A instalação do Tribunal de Justiça da Paraíba: Sérgio Botelho

Sérgio Botelho – A nova ordem republicana instalada no Brasil após a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, foi consagrada oficialmente pela Constituição de 1891, promulgada em 24 de fevereiro do referido ano.

Até aquela data, destacadamente no período imperial, a justiça brasileira, embora envolvesse os juízes em certas garantias individuais, tinha submissão ao Poder Moderador, ou seja, ao Imperador.

No período colonial era ainda pior, uma vez que, baseada nas Ordenações Filipinas, de 1603, a justiça na colônia era inteiramente centralizada no Rei de Portugal.

Portanto, foi a Carta Magna da República o instrumento que estabeleceu a separação dos poderes no país, aos moldes das mais modernas nações do mundo, a partir das revoluções americana e francesa.

Assim, em 15 de outubro de 1891, o governador Venâncio Neiva (o primeiro da era republicana, na Paraíba) nomeou os cinco primeiros desembargadores do que se chamava então de Superior Tribunal de Justiça, e o órgão foi instalado.

Segundo o site oficial do TJ-PB, foram nomeados Manoel da Fonseca Xavier de Andrade, Juiz de Direito de Santa Rita; Augusto Carlos de Amorim Garcia, que fora Juiz de Direito de Bananeiras, e ocupava o cargo de Diretor da Instrução Pública.

E mais, Francisco de Gouveia Cunha Barreto, Juiz de Direito do Pilar, Amaro Gomes Carneiro Beltrão, Juiz de Direito de Guarabira; e Vicente Saraiva de Carvalho Neiva, Juiz de Direito de Vitória, Espírito Santo.

No dia seguinte, o governador completava os quadros burocráticos do Tribunal, com as nomeações do professor Francisco Xavier Júnior para a Secretaria, de Aureliano Filgueiras para os cargos de amanuense e arquivista, e de José Maria de Carvalho Serrano como porteiro e contínuo.

A instalação do STJ paraibano aconteceu no prédio do Erário, entre as praças Pedro Américo e Aristides Lobo, na parte baixa da cidade, onde até pouco tempo funcionou o Comando Geral da PM.

Depois disso, até ocupar o atual prédio da Praça João Pessoa, o tribunal peregrinou pela urbe pessoense, com mudanças de endereço constantes. Mas aí é outra história.

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PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. De convento jesuítico a Museu da História da Paraíba Sérgio Botelho

JORNALISTA IÊDO FERRERA, JORNALISTA E ESCRITOR SÉRGIO BOTELHO

PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. De convento jesuítico a Museu da História da Paraíba

Sérgio Botelho
– Esta sexta-feira, 03 de outubro de 2025, ficará marcada na história da cultura paraibana como o dia de inauguração do Museu da História da Paraíba. Ele vai ocupar um prédio entre os mais representativos da trajetória urbana de João Pessoa, a partir de suas primeiras elaborações físicas, no caso, sob a condução da Companhia de Jesus.
Na verdade, originalmente eram três as obras projetadas pelos Jesuítas na cidade que nascia no Século XVI: o convento, a igreja e o colégio. Em frente, o Largo, obedecendo a uma lógica espacial bastante comum na história das cidades iniciadas pelos povos católicos.
A capela começou dedicada a São Gonçalo e depois passou a Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Com essa denominação foi abaixo no final da década de 1920, quando se abriu o jardim onde hoje está o Memorial de 1930 e os restos mortais do ex-presidente João Pessoa.
O colégio dos jesuítas virou Liceu Paraibano e, mais tarde, abrigou a Faculdade de Direito. A torre ao lado do edifício atual é a parte física que restou da antiga igreja que foi ao chão. Igreja onde o imperador Pedro II e sua mulher Tereza Cristina assistiram à Missa do Galo em 1859.
O largo em frente, seguindo o traçado da maioria dos espaços em frente às igrejas católicas (exceção é da Igreja de São Frei Pedro Gonçalves, no Varadouro, que continua Largo), virou Passeio Público, Praça Comendador Felizardo e, enfim, Praça João Pessoa, a partir de 1930.
Num dos lados da praça fica o edifício do Tribunal de Justiça, que originalmente serviu à Escola Normal, após o educandário liberar o prédio que ocupava na General Osório, o mesmo onde hoje funciona a Biblioteca Pública. Um ambiente, o do passeio e seu derredor, emoldurado pelas palmeiras imperiais que adornam a praça, onde se respira história por toda a parte.
É nesse cenário fortemente pessoense-paraibano onde o governador João Azevedo vai inaugurar o novo Museu da História da Paraíba, nesta data, uma providência que servirá não apenas para guardar a memória estadual, mas sobretudo para ser um farol educacional inestimável às novas gerações.
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Sérgio Botelho – Esta sexta-feira, 03 de outubro de 2025, ficará marcada na história da cultura paraibana como o dia de inauguração do Museu da História da Paraíba. Ele vai ocupar um prédio entre os mais representativos da trajetória urbana de João Pessoa, a partir de suas primeiras elab…



PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Energia elétrica em Campina Grande Sérgio Botelho

PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Energia elétrica em Campina Grande
Sérgio Botelho
– Outro dia escrevi sobre a inauguração da energia elétrica em João Pessoa, na época Parahyba. O auspicioso fato aconteceu, segundo a maioria das fontes que acessei, em 14 de março de 1912. Dois anos depois seria a vez dos modernos bondes elétricos passarem a transportar gente pelas ruas e bairros da capital.
Apesar de Campina Grande ser, naquele momento, a segunda cidade do estado no que diz respeito à área urbana, mas a primeira em comércio, com destaque para o algodão (então apelidado de ouro branco), a energia elétrica somente chegaria à Serra da Borborema em 29 de setembro de 1920, mais de oito anos depois.
Curioso é que entre 1912 e 1920 cidades menores como Sapé, Bananeiras e Guarabira passaram a desfrutar dos serviços de eletricidade, dessa forma, antes de Campina, que já era servida pelo trem ligando a cidade à capital e a outros estados nordestinos.
Segundo o documento Luzes nas Cidades Cinco Bocas de Sertão do Brasil no Início do Século XX, da Sociedade Brasileira de História da Ciência (SBHC), o dia da inauguração da energia elétrica em Campina Grande foi um dia de festa, havendo grande concentração de pessoas nas ruas do centro da cidade.
E não podia ser diferente, uma vez que a luz elétrica representava o progresso de forma muito expressiva, ainda mais numa urbe em que se respirava negócio por toda a parte, na época vivendo sob a luz de lampiões e sem tecnologias mais modernas que incrementassem a atividade econômica.
A concessão foi feita à firma H. Brito & Cia, uma empresa pequena com um motor de 100 CV e um gerador de 65 KW. Em 1925, a empresa, agora propriedade de Armando Brito, modificou o nome para Empresa de Luz e Força de Campina Grande.
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PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Energia elétrica em Campina Grande – PARA ONDE IR
Sérgio Botelho – Outro dia escrevi sobre a inauguração da energia elétrica em João Pessoa, na época Parahyba. O auspicioso fato aconteceu, segundo a maioria das fontes que acessei, em 14 de março de 1912. Dois anos depois seria a vez dos modernos bondes elétricos passarem a transportar gen…
João Pessoa em movimento, nesta segunda-feira, 29
A segunda abre cedo com atividade para idosos no Altiplano e segue com a cidade em movimento. O Centro Histórico ganha…




PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. O poeta Otacílio Batista Sérgio Botelho

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PARAIBE SUAS HISTÓRIAS. O poeta Otacílio Batista
Sérgio Botelho
Quando chegou para viver o resto de sua vida em João Pessoa, na década de 1970, o poeta Otacílio Batista, que se vivo estivesse, completaria 102 anos, neste 26 de setembro, já trazia na bagagem uma história riquíssima no reino da poesia popular.
Seu nascimento, assim como ocorre com outro poeta popular paraibaníssimo chamado Oliveira de Panelas, aconteceu em Pernambuco, em 26 de setembro de 1923. Em João Pessoa, Otacílio virou paraibano, mesmo, de bater cartão no Ponto de Cem Réis.
Otacílio Batista, ou Otacílio Guedes Patriota, nasceu na região de Umburanas, então ligada a São José do Egito e hoje Itapetim, no Pajeú. Foi o mais novo dos “irmãos Batista”, ao lado de Lourival (Louro do Pajeú) e Dimas. Morreu em João Pessoa, em 5 de agosto de 2003, dia do aniversário da cidade.
Quando chegou no ponto mais oriental das Américas, vinha do Ceará, com marcante passagem por Tabuleiro do Norte, onde até chegou a exercer mandato de vereador. Uma passagem posterior por Fortaleza e, então, a Paraíba e sua capital, onde fez muita poesia, cantoria, escreveu livros e foi feliz.
Sua contribuição à cultura nacional mais popularizada foi, sem dúvida, Mulher Nova Bonita e Carinhosa Faz o Homem Gemer sem Sentir Dor, que compôs em parceria com o cantor e compositor paraibano, Zé Ramalho, que acabou indo parar em um seriado da Globo, de muito sucesso.
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PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Jackson do Pandeiro Sérgio Botelho

PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Jackson do Pandeiro
Sérgio Botelho
– Se há um músico em voga no Brasil, ainda hoje, mesmo depois de morto, ele se chama Jackson do Pandeiro. Os principais compositores e cantores brasileiros não cansam de repetir que se sentem inspirados pela sua arte.
O moderníssimo grupo paulistano Barca dos Corações Partidos, que dia desses se apresentou de forma memorável em João Pessoa, faz um sucesso tremendo no Brasil, com as músicas de Jackson, numa dramaturgia que ostenta a assinatura do paraibano Bráulio Tavares
Chico Buarque de Holanda, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Lenine, Alceu Valença, Zé Ramalho, Tom Zé, Hermeto Pascoal, Dominguinhos e Herbert Viana são alguns dos artistas que veneram a herança do paraibano.
Chico Buarque o incluiu na letra de “Paratodos”. A frase ficou célebre. “Use Dorival Caymmi. Vá de Jackson do Pandeiro.” A canção contribuiu para entronizar Jackson ainda mais firmemente no panteão da música popular.
O nosso conterrâneo nasceu em Alagoa Grande no dia 31 de agosto de 1919, quando foi batizado com um nome que não tem nada a ver com o que lhe garantiu a fama eterna. Ele se chamava na verdade José Gomes Filho.
Segundo narrava, apaixonado por faroestes, quando menino, passou a se chamar “Jack”. Lembrava que tirou o apelido dos heróis do cinema mudo. Em Campina Grande os colegas o batizaram de “Zé Jack” e “Jack do Pandeiro”.
Então, já artista de rádio, em Recife, o locutor e diretor Ernani Séve, da Rádio Jornal do Comércio, achou que “Jack” soava curto no anúncio e apresentou o artista como “Jackson do Pandeiro”. Pronto, ganhou a eternidade.
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PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Uma velha, bela e nostálgica fotografia de João Pessoa Sérgio Botelho

PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Uma velha, bela e nostálgica fotografia de João Pessoa
Sérgio Botelho
– O entorno das praças Aristides Lobo e Pedro Américo, na parte baixa da cidade, é repleto de muita história. Prédios, ruas e as próprias praças guardam momentos diversos da evolução urbana da cidade de João Pessoa.
A foto que ilustra a matéria, melhorada em resolução e cores por IA, é um flagrante da evolução dessa parte tão importante da vida urbana da capital, onde ainda hoje viceja um comércio bastante frequentado.
Em destaque, tem o velho prédio, ainda dos anos 1800, que já foi de tudo no campo das serventias civis, tendo sido construído com intenções iniciais de funcionar como teatro para a cidade.
Na largada, foi sede do Tesouro Provincial, e na República, da Justiça Paraibana e da Assembleia Legislativa, além de sede de secretarias estaduais e do Comando Geral da PM. Agora se renova para ser uma espécie de palácio do governo.
Vê-se que o prédio ainda possui apenas dois andares, estrutura modificada durante o governo João Pessoa (1928-1930), quando ganhou mais dois andares, assumindo a altura que tem hoje.
O valor histórico do imóvel recebeu proteção legal em 1980. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba (Iphaep) tombou o prédio com reconhecimento publicado no Diário Oficial de 5 de setembro daquele ano.
A rua, naturalmente, é a atual Guedes Pereira, que já foi, na sequência, rua do Fogo e do Rosário. O casario é típico de moradias, no estilo da época, completamente diverso do que passou a ser, uma rua de casas comerciais.
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