A IMPORTÂNCIA DE JESUS NO FLA: Escrito Por Gilvan de Brito 

A IMPORTÂNCIA DE JESUS NO FLA: Escrito Por Gilvan de Brito
Treze meses, foi o tempo em que o treinador Jorge Jesus permaneceu no Flamengo, trazido do El-Hilal, da Arábia Saudita. Iniciou os trabalhos logo que chegou a 1º de junho do ano passado, substituindo o treinador Abel, quando já se havia iniciado o campeonato brasileiro.
Durante o período em que esteve à frente do Flamengo, conquistou cinco títulos, seis taças e sofreu apenas quatro derrotas, uma delas nos pênaltis. Ganhamos Campeonato Brasileiro, com antecipação de três jogos; vencemos a taça Libertadores das Américas, somamos ainda a Supercopa do Brasil, a Recopa Sul-americana e, finalmente, as últimas três taças da Copa Guanabara, Copa Rio e Campeonato Estadual de 2020.
Nenhum treinador brasileiro havia vencido tanto em tão pouco tempo. Para isso ele aplicou um sistema diferenciado, voltado para o fortalecimento da defesa, a segurança do meio de campo e o avanço do ataque até o último minuto de jogo. Não poupou jogadores antes de grandes clássicos, como faziam os treinadores brasileiros, além de ter mudado alguns conceitos do jogo. Jorge Jesus, que já venceu 3 campeonatos de Portugal com o Benfica (este ano o time ficou em quarto lugar), vai ganhar três milhões de euros cerca de 18,5 milhões anuais, por três anos, e o “Encarnado” ainda absorverá a sua comissão técnica, formada por seis auxiliares.
O Flamengo também receberá do Benfica um milhão de dólares (seis milhões e duzentos mil reais), referentes a quebra do contrato que havia sido assinado um mês antes. Na década de 50 outro treinador estrangeiro, Fleitas Solich, uruguaio, também marcou época no Flamengo. Os torcedores rubro-negros sabem o que perderam, mas assim é a vida, nada é para sempre. Um dia…
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TIRO NO PÉ: Escrito Por Gilvan de Brito 

TIRO NO PÉ: Escrito Por Gilvan de Brito
Não dá para entender a posição dos comentaristas de futebol, quando condenam a realização dos campeonatos estaduais do chamado “violento esporte bretão” (porque veio da Grã Bretanha), o futebol. Eu fico pasmo quando vejo alguns desses profissionais condenarem o seu meio de sobrevivência, muitos deles com grande vocação para ocupar os microfones da atividade futebolística. Acho até que eu troquei a atividade esportiva, onde comecei, pelo jornalismo, por causa dessas incongruências que já existiam no setor na década de 60 do século passado. “Pensar grande” era o que faltava, na minha visão.
Ainda falta objetividade. Então, para que servem os campeonatos estaduais, tão condenados por alguns setores da grande imprensa esportiva de jornais, rádio e TV? É fácil explicar: esses campeonatos revelam os maiores jogadores de futebol, surgidos nos campos de terra batida da várzea e dos bairros. Podem ser chamados de “galinhas dos ovos de ouro”, porque os “olheiros” dos grandes times do Rio e São Paulo, vão ver os meninos e os jovens jogando pelos interiores do Brasil para selecioná-los e vendê-los aos grandes clubes. Assim surgiu Pelé em Três Corações (MG) e muitos outros.
E eu tenho experiência própria: na minha juventude joguei em três times de futebol, amadores: o Tabajara, da Torre; a Portuguesa, de Cruz das Armas, e o ABC, do Cordão Encarnado (bairro por trás do Pavilhão do Chá”. Eu nunca fui um bom jogador, a bola não queria nada comigo, mas tinha muita disposição em campo. Mas, nesses times citados, surgiram grandes atletas, que dividiram o campo comigo. À saber: Miruca, no Tabajara, que foi para o Treze e depois jogou em São Paulo e na seleção brasileira; Chicletes 1 e 2 (irmãos), que foram para São Paulo, jogaram na seleção brasileira e nos melhores times de Portugal; e Zé Luiz, que saiu do ABC para o Treze e depois para os principais times da Bahia e Fluminense, do Rio de Janeiro.
Miruca era tão jovem que jogava no meio dos adultos, pela boa qualidade que apresentava, por pura vocação. Todos foram meus companheiros. Benedito Honório e Majó (sem o r), que foram zagueiros comigo, assim como Zé Luiz, estão aí para comprovar o que digo. E todos esses grandes atletas de que falei, foram catapultados através do campeonato paraibano de futebol, uma das vitrines do futebol brasileiro. Por que acabar com eles? Agora mesmo o Campeonato Carioca está empolgando o Brasil, com as finais de Flamengo e Fluminense. jogando pelo ABC no)
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ESTOU SENTINDO O (MAU) CHEIRO DE 1964: Escrito Por Gilvan de Brito 

ESTOU SENTINDO O (MAU) CHEIRO DE 1964: Escrito Por Gilvan de Brito

Quem viveu 1964, acompanhando o dia a dia do período que antecedeu ao golpe militar, sabe que o mesmo cheiro apodrecido está no ar. Mas, como a história quando se repete vem em forma de farsa, o que vemos hoje não é o perigo dos militares tomarem o poder insuflados por maus (e ricos) brasileiros, que não aceitavam as reformas propostas por João Goulart, em favor dos menos favorecidos, por considerá-las de feição comunista, e insuflaram as Forças Armadas a tomar o poder pelas armas.

Até o nome comunista voltou a circular com maior ênfase, como perigo iminente de se consolidar naquela época e agora. Pois bem, desta vez não são os militares que cheiram a golpe. A caserna, renovada, certamente não vai querer investir noutra aventura sabendo que a primeira não deu certo e que se vier outra seria nos mesmos moldes que ainda estão na memória recente do povo em forma de demissões, perseguições, torturas e morte. Agora é civil contra civil, é a aglomeração de forças populares, e a união dos poderes contra a obstinada e nefasta ação de um só homem contra os interesses do país.

A cada dia que passa se fecha o cerco, aumenta a pressão e a procura sobre a fórmula a ser utilizada para a arrancada final ganha ênfase. Os militares, já demonstraram, estão apenas acompanhando e esperando que esse afastamento se dê obedecendo os tramites legais, através do Judiciário e do Legislativo, para não sair da linha democrática. Afinal quem não se lembra da simbólica frase do primeiro-ministro britânico Winston Churchil, de que “A democracia é o pior dos regimes, políticos, mas não há nenhum sistema melhor que ela”.

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QUEDA DE AVIÃO: Escrito Por Gilvan de Brito 

QUEDA DE AVIÃO: Escrito Por Gilvan de Brito
Avião do tipo Beechcraft Baron 58, caiu às 18:04 de hoje numa rua ao lado do campo de Marte, em São Paulo, usado para pequenas aeronaves, causando a morte do piloto. De curioso, em relação a essa aeronave, é que um tipo análogo era utilizado pelo governador Ernani Sátyro na década de 70, no qual embarquei dezenas de vezes ao seu lado para realizar reportagens nos fins de semana, de inauguração e visita às obras realizadas pelo estado.
O Baron é um avião de dois motores fabricado nos Estados Unidos, na década de 70, dispondo de cinco lugares e a poltrona do piloto e em razão de sua segurança, ainda hoje é utilizado. Certa vez numa das viagens que eu fazia com o governador, o piloto fez uma aterrizagem em Patos e, não sei por qual motivo, o jornalista Joel Carlos resolveu mexer numa das hélices e verificou, logo depois da descida, que havia uma folga numa das pás ligadas ao eixo comum.
Chamou o governador, que constatou o defeito e ficou muito grato a Joel, “por salvar as nossas vidas”. A viagem continuou por terra, no Gálaxy, pertencente à Casa Civil, dirigido por Armando, que sempre acompanhava o governador para conduzi-lo nas cidades para onde viajava. (oto de um Baron)
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REMEMBER DITADURA DE 64! Escrito Por  Gilvan de Brito 

REMEMBER DITADURA DE 64! Escrito Por  Gilvan de Brito

Nesta época em que alguns grupos alienados contestam a democracia, estão surgindo algumas histórias da sangrenta ditadura dos militares golpista armados. Eu tenho muitas, pois atuava na linha de frente da imprensa, escrevendo 400 linhas por dia para alimentar uma coluna política e uma página com notícias políticas, diariamente, como repórter e editor político do jornal Correio da Paraíba. Chegávamos à redação em torno das 18 horas e começávamos a preparar o noticiário colhido na Assembleia Legislativa, palácio do Governo, Câmara Municipal, sede dos partidos, sindicatos e, enfim, onde a notícia estivesse.

 

Às 1830 h chegava o censor, cumprimentava a todos e sentava-se diante de uma mesinha e começava a receber dos jornalistas o material que já havia sido preparado. Eu levava diariamente algo em torno de oito notícias, deixava-as com o censor e esperava ser chamado à sua presença. Havia, é claro, a auto-censura de cada um dos jornalistas, que já sabiam antecipadamente o que não poderia ser publicado, mas alguns, como eu, sempre se utilizava de metáforas para tentar furar o bloqueio da censura. Depois ele chamava um por um a sua frente para dizer o que poderia ser divulgado, o que deveria ser modificado e o que seria confiscado por atentar contra a segurança nacional.

 

Certo dia eu comecei a escrever com o tipo preto (a máquina tinha uma fita com um carretel onde havia duas cores: preto e vermelho) e como o preto estava muito gasto, eu mudei para o vermelho. Quando entreguei as minhas matérias ele levantou o rosto e encarou-me: “O senhor é comunista?” – indagou-me. Eu estranhei a pergunta porque, para os censores, nos todos, jornalistas, éramos tidos como comunistas, porque escrevíamos, muitas vezes, o que o regime não gostaria de ler, o que tornaria a pergunta inócua e desnecessária. Mas ele justificou dizendo: “O senhor está escrevendo suas notícias em vermelho”. Nada mais foi dito e nem lhe perguntado. Não precisava.

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VOCAÇÃO PELA CRIMINALÍSTICA: Escrito Por Gilvan de Brito 

VOCAÇÃO PELA CRIMINALÍSTICA: Escrito Por Gilvan de Brito
Eu tenho a impressão de que teria dado certo com a criminalística. Foi o que pensei quando cursei o período de Medicina Legal, durante seis meses, com os estudantes de Medicina, como parte da grade curricular do Direito. Talvez porque um dos meus professores dessa matéria fosse Genival Veloso, reconhecidamente, pelos livros que escreveu, pelos casos que solucionou e pela competência no trato com os cadáveres, se coloca entre os melhores do Brasil.
Quem não se lembra daquele caso do PC Farias, durante o governo Collor, que veio para as suas mãos depois de passar pelos mais competentes cientistas da área, no Brasil. Vários livros de sua lavra hoje são adotados não apenas nas universidades brasileiras, muito mais no exterior. O conjunto de procedimentos médicos e técnicos de Medicina Legal abordados pelo professor Genival Veloso – que para a tristeza dos novos alunos, não vão encontrá-lo porque já está aposentado da UFPB e UNIPÊ (infelizmente) – induzem à solução de crimes com uma facilidade incrível, pelo encaminhamento que aborda, tanto pelos conhecimentos quanto pela intuição.
Quase me convenci depois de dissecar cadáveres no IML em busca de solução para supostos crimes, a seguir profissionalmente, no Direito, a criminalística, o que era reforçado por cada aula daquele emérito professor. Parece até que eu havia me enganado de quando sonhava ser jornalista, a posição que já havia conquistado no primeiro time da imprensa. Achava empolgante a Medicina Legal. Mas o jornalismo, indubitavelmente, é muito forte, porque depois que eu abri a minha banca de advocacia, sentia a necessidade de continuar na imprensa. O que eu era mesmo, e ainda sou, está exposto nestas linhas: um jornalista, porque a cada dia ele ia me puxando cada vez mais para as redações. E eu não tive outra escolha senão seguir o destino. Quem sabe poderia ter sido melhor na advocacia criminalística? Não sei, não experimentei, porque ninguém foge ao destino. E aqui estou, como jornalista, e não me arrependo.
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O MEU AVÔ ROLDÃO CORREIA DE BRITO: Escrito Por Gilvan de Brito

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O MEU AVÔ ROLDÃO CORREIA DE BRITO: Escrito Por

Gilvan de Brito

Saindo de João Pessoa com o meu pai numa maria fumaça da Great Western, fui encontrá-lo pela última vez, velhinho, cansado, lá pela metade da década de 40, na sua casa antiga da rua Treze de Maio, 232, em Campina Grande. Meu pai às vezes o visitava conosco (minha mãe Corina e minha irmã Gilza, ainda nos cueiros). Ele era determinado e tinha uma força física que contrastava com a fragilidade de sua aparência. Parece que gostou oo neto, porque saiu pelo galpão mostrando as máquinas que estavam prontas para a entrega, feitas por ele: de fabricar e cortar doces, de fabricar manteiga e queijo, máquina de pasteurização, prensa para extração de óleo do caroço do algodão, peças de bolandeira, portões de cemitérios (ferros quadrados, retorcidos e sextavados com motivação barroca) e mais uma infinidade de coisas que não pareciam ter saído de uma bigorna, uma forja, uma prensa manual e um martelo. Isso valorizava a sua imaginação fértil, e suas mãos firmes de competente artesão no comando das ações.

Dessa última vez, de pelo menos cinco, em que eu estive com ele, mandou-me sentar numa cadeira ao lado da forja, colocou um avental de couro e um par de óculos que lhe cobria parte do rosto e dirigiu-me um olhar inextrincável, talvez piedoso para mim, ao passar a mão sobre a minha cabeça, sabendo que ali estava um dos ramos mais humildes da árvore, família. Pegou com uma enorme tesoura um pedaço de ferro da espessura de um dedo, levou-as ao calor da forja enquanto subia e descia a ponta do fole para levar vento às brasas. Seguidamente, caminhava para a bigorna, dava marretadas no ferro em brasa, oferecendo um formato à peça. Ao mesmo tempo as faíscas pululavam com vigor, tomando vida própria ao iluminar o ambiente, num espetáculo à parte, levando-me, temeroso, a proteger o rosto com as mãos. Primeiro, achatou a extremidade superior, depois bateu nas laterais e o transformou numa cabeça sextavada. Em seguida, minuciosamente, com muito esmero esquentou a peça, colocou-a numa prensa manual, prendeu a ponta com um alicate de pressão e girou-a para criar os sulcos circulares, mostrando que aquela peça era a imitação de um parafuso. E a conclusão era correta. Sabia instintivamente como fazê-lo.

Ele cortou-a com uma talhadeira no exato tamanho que imaginara e, ao final, mergulhou a peça em brasa num balde d´agua, quando subiu uma fumaça marrom com cheiro acre. Notava-se o seu entusiasmo enquanto realizava a obra prima. Ainda com o parafuso preso a grande tesoura de ferro, fruto de sua criatividade, usou a lima para desbastá-lo em alguns pontos dos sulcos circulares, enxugou-o e o estirou na minha direção, ainda preso à tesoura, proporcionando-me um presente, um parafuso artesanal, talvez o mais original que recebi em toda a minha vida, porque foi feito com o amor do avô pelo neto, certamente o mais carente da família, tanto quanto ele também o era, antes de sua notoriedade na labuta com o ferro. No meu progressivo processo de amadurecimento a imagem do meu avô sempre esteve presente, como incentivo para dar continuidade a alguma coisa que se encontrava travada.

Despois, já adulto, dei-me conta de sua exuberância nos passos, no olhar altaneiro e nos gestos, circulando com elegância, deslizando suavemente na sua oficina, e no íntimo trato que demonstrava no manuseio da sua matéria-prima. O ferro era conduzido em brasa da forja para a bigorna, da bigorna para a prensa e da prensa para o esmeril de acabamento, e de volta à bigorna onde sofria alteradas marretadas para a criação de órbitas de fagulhas que circulavam pelo ar e morriam antes de chegarem ao chão. Um círculo que se tornava vicioso à vista de qualquer pessoa. A marreta, de tão grande e pesada, não sei como ele conseguia levantar tantas vezes para bater no ferro quente, um castigo para uma pessoa que já ascendera dos 70 anos, numa época em que a vida no Nordeste tinha uma média que se estabelecia pouco acima dos 50. Parecia o personagem de uma história que ainda não fora escrita, uma espécie de Quixote dos trópicos envolvido numa aventura em que se dispensava as características fantasiosas da luta contra os moinhos de vento e de vez em quando assumia o realismo fantástico de Sancho Pança. E o meu pensamento continuava voando alto da forma como pensavam os adultos: por qual motivo um ser humano numa idade daquela, precisava submeter-se a uma tirania daquele tipo, qual seja, a de trabalhar de forma tão vigorosa e aviltante, exposto ao calor sufocante, o que certamente levaria um corpo a reclamar do cansaço dos braços, das pernas, dos músculos e, principalmente, dos nervos.

Mas ele nunca se queixava dessa provação. Esse era o seu lado fantástico, onde a arte dava substância a vida. Era o imaginário que orientava toda a sua obra. Era nesse ponto onde residia toda a sua genialidade, extrapolando o seu empírico campo de ação. Assim, pelo que foi, constituiu-se na melhor parte da vida de todos os filhos, que o adoravam e, também, daquele humilde neto presenteado que passara a exaltá-lo durante toda a vida, e até alimentar o desejo de um dia fazer este livro para contar a história e perpetuá-lo diante das novas gerações que naturalmente surgirão vidas afins e subsequentes. Era cordial, reservado e tinha uma voz firme. Meu pai Gilberto Correia de Brito dizia que chegou a vê-lo usando Kipá ou Solidéu (touca), o paramento de vestuário utilizada pelos judeus como símbolo da religião Judaica. Deixou de usá-lo depois que começou a frequentar a igreja evangélica, em Campina Grande. Afinal, era um cristão-novo, veio com a família para nordeste brasileiro diante das ameaças e do temor de ser queimada viva pelos católicos da Inquisição, em Portugal. Sempre quando sinto alguma dificuldade na vida, lembro-me dele, da sua determinação, levanto a cabeça e sigo em frente. (Do meu livro em elaboração: “Um Minuto de Silêncio – memórias de Gilvan de Brito”

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MAÍLSON PISA NA BOLA:  Escrito Por Gilvan de Brito

MAÍLSON PISA NA BOLA:  Escrito Por Gilvan de Brito

Ao defender o aumento da carga tributária durante dez anos para conter os efeitos do Coronavírus na economia brasileira, o ex-ministro Mailson da Nóbrega, da Fazendo (1887 a 1990), do Governo Sarney, pisou na bola, em declarações à imprensa. Se ele acha pouco ter dirigido a economia do país num período de maior inflação já alcançada no Brasil, que atingiu 88%, quando tudo subia todos os dias (na calada da noite, através dos “over night”), a elevação dos tributos durante uma década supera sua “eficiência” ministerial.

A carga tributária atual é superior a 38%, o que nos leva a trabalhar quatro meses por ano exclusivamente para pagar impostos ao governo. Mais do que isso representa uma crueldade com o povo brasileiro. E ele achou pouco e ainda defendeu a volta do famigerado CPMF, que cobrava imposto sobre tudo que se comprava no país. O que nós estamos precisamos é de um ministro capaz, com imaginação, para vencer esses obstáculos com a redução da carga tributária, jamais com o aumento.

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BRIGA DE FOICE  Escrito Por Gilvan de Brito

BRIGA DE FOICE  Escrito Por Gilvan de Brito

Por que os partidos estão se engalfinhando para ocupar a vaga que será deixada por Rodrigo Maia, em janeiro próximo, na presidência da Câmara dos Deputados? Eu respondo: a presidência da Câmara é a segunda opção na linha sucessória da presidência da República. Atualmente existem no Superior Tribunal Eleitoral (TSE) cinco pedidos de anulação da eleição de Bolsonaro e Mourão e a maioria dos políticos acredita que mais cedo ou mais tarde um deles vingará. Se for até o fim do ano, Maia assumiria a presidência.

Se for depois de janeiro a Câmara já terá um novo presidente, segundo determina o regimento interno da Casa (mandato de dois anos, proibida a reeleição). Como Maia acredita que a chapa eleita em 2018 será inevitavelmente cassada pelo TSE e, pelo sim e pelo não, já está se articulando para mudar o regimento interno da Câmara a fim de garantir a sua reeleição, que lhe daria a presidência da República com a cassação da chapa, presentemente ou também no próximo ano, caso o afastamento não se verifique até janeiro.

Por esse motivo, preventivamente, ele está segurando os 23 pedidos de impeachment de Bolsonaro, que se encontram na sua gaveta. Isso porque, com o afastamento de Bolsonaro através do impeachment, Mourão assumiria, como solução constitucional, como aconteceu com Itamar Franco, com a cassação de Fernando Collor, para os dois anos finais do mandato. Enquanto isso, durma-se com um barulho desses.

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O LEDO ENGANO DE BOLSONARO: Escrito Por Gilvan de Brito 

O LEDO ENGANO DE BOLSONARO: Escrito Por Gilvan de Brito

Os pedidos de intervenção militar com Bolsonaro na presidência continuam sendo exibidos em faixas conduzidas pelos adeptos do grupo presidencial e por ele estimuladas, nas passeatas. O presidente, porém, não alcança um palmo além do nariz para entender que se isso ocorresse ele jamais ficaria à frente do Poder Executivo no caso de uma intervenção militar.

Muito simples explicar a razão: os generais jamais bateriam continência para um ex-tenente transformado em capitão após uma reforma negociada para deixar o Exército, nem seguiriam as ordens de uma patente hierárquica inferior, vestida num pijama. O cargo de Presidente seria, certamente, ocupado por um general quatro estrelas, da ativa, como ocorreu durante o último regime militar.

O presidente da República, na infeliz ditadura de 1964 era, invariavelmente, um general escolhido por um Conselho Militar e o nome conduzido, então, para aprovação, pelo submisso Congresso, depois das modificações na Constituição, através de Atos Institucionais. Por aí vê-se o ledo engano (não percebe o engano) do presidente.

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